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“...

E O VERBO SE FEZ MUNDO”: o mistério da Encarnação


“As Três Pessoas Divinas são a fonte de consciência de toda a Criação”

Indicações para a oração


Teilhard de Chardin nos ofereceu uma nova visão
da evolução, ao considerar que seu objetivo era o benefício espiritual da
humanidade e do universo, segundo suas palavras:
“Em virtude da Criação, e ainda mais da Encarnação, nada é profano aqui na terra”.
“Além disso, por sua Encarnação Jesus não só se fez parte da humanidade senão do universo que
sustenta à humanidade”.
“A Encarnação é uma renovação de todas as forças e energias do universo; Cristo é o instrumento,
o centro, o fim de toda a criação animada e material; através d’Ele, tudo se cria, se santifica e
vivifica”.

1. Oferecimento de mim mesmo


Rogo às Três Pessoas Divinas a graça para que todas as minhas intenções,
ações, operações e sentimentos se dirijam unicamente ao seu serviço e louvor.
2. Preâmbulo ao mistério
Medito sobre como as Três Pessoas Divinas são a origem da evolução
cósmica, até o surgimento da vida em nosso planeta, e como estão presentes
na Terra desde a primeira célula primitiva que apareceu faz quatro bilhões de
anos. As Três Pessoas foram testemunhas da primeira glaciação, faz dois ou
três bilhões de anos, e das muitas extinções massivas de vida que ocorreram
faz milhões de anos, que provocaram o desaparecimento de 70 a 95% dos
seres vivos da Terra.
As Três Pessoas abarcam, com toda multiplicidade de cores, formas, tamanhos
e atividades, os seres humanos, animais e vegetais que apareceram, viveram e
morreram na Terra.
As Três Pessoas habitam nas alegrias e dores destes seres, assim como na
destruição que a cobiça humana provoca em nossos dias, de todos aqueles que
vivem na comunidade de vida da Terra.
Reflito sobre a evolução do universo. Deus contempla toda a Criação, a
matéria finita, e “viu que era muito boa”: as plantas, os seres humanos, os
animais, as pedras, a água, as estrelas e todas as galáxias que existiram, que
se transformaram no decorrer desta evolução.
Quando contemplo esta imensidade, esta evolução que inspira assombro e espanto, recordo que a
Trindade, fonte da existência, ama profundamente a sua Criação e a julga digna da Encarnação,
que é a divindade presente em um ser humano com pulmão para respirar, olhos para ver as estrelas
e as galáxias no céu noturno, mente para pensar nas maravilhas da criação, coração para amar e
acolher todas as criaturas...
3. Disposição de todo o meu ser para o mistério
Leio Jo. 1,1-5 e Lc. 1,26-56 e aprofundo no mistério da ação da Trindade,
através de Jesus que assume a condição de criatura humana.
4. O desejo de meu coração
Peço a graça para alcançar um conhecimento interno de Jesus Cristo, que se
fez criatura como todos nós para o bem da comunidade universal de vida, para
assim poder imitá-Lo no respeito a todas as manifestações de vida e amá-Lo
na plenitude de sua comunhão com toda a Criação.
5. Pontos de reflexão e consideração
Primeiro ponto: As Três Pessoas Divinas escutam todos os sons da comunidade da Terra: os
zumbidos, os
grunhidos, os latidos, o murmúrio das folhas ao vento... Escutam os seres humanos que
falam entre si e ouvem os sons do canto, da ira, do temor, do amor, da alegria, da tristeza,
da desesperança. Falam entre Elas e dizem:
“Amemos e trabalhemos em favor desta comunidade da Terra”.

Segundo ponto: Com a imaginação vejo o que as pessoas , em todo o mundo, estão fazendo à
comunidade
de vida da Terra. Alguns a apoiam e a cuidam, outros a destróem.
Considero o que fazem as Três Pessoas Divinas: fazer possível a Encarnação.
À luz desta contemplação, olho e escuto Maria e o anjo Gabriel.

Terceiro ponto: Olho Maria em sua casa e o anjo Gabriel quando aparece diante dela. Escuto o anjo
dizen-
do a Maria que ela vai conceber e dar à luz um menino que será chamado Filho de Deus.
Escuto a resposta de Maria e observo o que faz Maria e o que faz o anjo.

Quarto ponto: Considero a humanidade de Jesus: como a Segunda Pessoa da Trindade se converte
em
sujeito de um processo de desenvolvimento que é o resultado de milhões de anos de
evolução. Reflito sobre as diferentes fases do desenvolvimento de Jesus durante os nove
meses no útero.
O desenvolvimento de um embrião humano tem em comum algumas etapas gerais com
outros embriões de muitos animais. O corpo de Jesus se origina de um óvulo fertilizado,
chamado zigoto. A partir daí se produz a mitose, as primeiras divisões celulares do
zigoto, que aumentam até formar uma massa compacta de células, na qual depois se
forma uma cavidade cujo centro se enche de líquido. Algumas das células se converterão
no embrião, e todos os órgãos de Jesus, como suas mãos milagrosas ou seu coração
sagrado, se desenvolverão a partir delas; outras formarão parte da placenta e permitirão o
intercâmbio de substâncias entre a circulação sanguínea da mãe e do bebê.
No final do primeiro mês no útero se forma o coração e começa a bater, e no final do
terceiro mês se formam as extremidades e começam a mover-se. No quinto mês se produz
um rápido desenvolvimento de todos os órgãos do corpo, e assim, quando Maria está
fazendo suas tarefas diárias e suas devoções, ela e Jesus formam uma íntima união
fisiológica. A circulação e a respiração de Maria se adaptam para ajustar-se às
necessidades do feto.
Penso na humildade de Jesus que se une e se submete a este processo de desenvolvimento
resultado de milhões de anos de evolução.
6. Colóquio
Falo a Maria como a uma amiga e lhe digo que desejo que me invada um
sentimento de reverência pela imensidade e transcendência da evolução
cósmica e pelo amor da Trindade à comunidade planetária.
Com Maria, faço a mesma petição às Três Pessoas Divinas.
Termino com a oração que Jesus nos ensinou.