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A água na ordem ambiental internacional

Wagner Costa Ribeiro

• A água, diferentemente de outras questões ambientais (como dos gases do


efeito estufa e o acesso à informações genética das megabiodiversidades),
não foi objeto do interesse dos dirigentes dos países.

• Não há convenções específicas sobre ela.

• Os númerosos acordos firmados sobre a gestão dos recursos hídricos não


foram ratificados.

• Essa situação leva a uma situação inquietante que o comércio da água –


negando sua característica como bem comum da humanidade

• Um aspecto importante é que a água para o consumo humano não é


distribuída igualmente na Terra, o que, em uma situação de escassez pode
levar a conflitos (como hoje já ocorre entre Israel e a Palestina com a Síria.

• Países com grande estoque desse recurso devem se preparar, pois podem
ser objeto de cobiça por outras nações.

• Para evitar estados de beligerância entre as nações foram criadas várias


agências internacionais, que criam programas para a gestão dos recursos
hídricos.

• O fato é que esse aparato institucional em formação para a regulação do uso


dos recursos hídricos em escala internacional propõe o seu
compartilhamento, chocando-se com a soberania dos países e a prevalência
da legislação nacional de exploração da água (p. 76, 3º parag.)

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Reuniões Internacionais sobre a Água

• Conferência de Mar Del Plata (março de 1977)

o Foi a primeira convenção para tratar especificamente da questão


da água e se integra ao grande ciclo de convenção da ONU (p. 77
1º parag.).

o Teve como objetivo estabelecer meios para evitar uma crise da


água, através da cooperação internacional.

o Resultados:

 Plano de Ação e a Década Internacional da Água


(International Drinking Supply and Sanitation Decade).

o Recomendações:

 Busca de eficiência no uso da água


 Controle da poluição dos recursos hídricos
 Planejamento para o uso da água
 Educação e pesquisa sobre os recursos hídricos
 Estímulo à cooperação internacional

o Ficou acordado que cada país membro deveria promover políticas


públicas de acesso à água de qualidade e saneamento básico para
a totalidade da população até 1990 (levou-se em conta as
situações regionais específicas e que já apontavam um quadro de
escassez hídrica) (p. 77, 4º parag.)

o A Década da Água:

 Foi implementada pela Assembléia Geral da ONU em


novembro de 1980, para o período de 1981 a 1990.

 Buscou popularizar a temática referente à água.

 Foram investidos na Década da Água cerca de US$ 100


bilhões, destinados a prover cerca de 1,3 bilhão de
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habitantes da Terra com água de qualidade e cerca de 750
milhões com saneamento básico.

o Porém no final da Década os resultados foram promissores. Na


reunião de Nova Delhi, em 1990, constatou-se que,
respectivamente, cerca de 1,3 e 2,6 bilhões de pessoas estavam
privadas de acesso à água de qualidade e de saneamento básico.

o Entre os resultados de Mar Del Plata estão:

 A criação pela Unesco do Programa Hidrológico


Internacional (PHI) cujo objetivo é a padronização da coleta
de dados sobre a água no mundo.

 A criação de um organismo internacional que coordenasse a


gestão dos recursos hídricos em escala internacional. Idéia
que somente tomou corpo em 1996 com a criação do
Conselho Mundial da Água.

o Mas os resultados de Mar Del Plata não são animadores já que as


metas de acesso universal à água e ao saneamento básico não
foram cumpridas e estão sendo adiadas. Na Declaração dos
Objetivos do Milênio de 2000 ficou estabelecido que até 2015 pelo
menos a metade da população sem esse serviço deve ser
atendida.

o Mas é importante ressaltar que Mar Del Plata inaugurou no sistema


internacional um subsistema específico para discutir os recursos
hídricos.

o Outro aspecto é que o pior acordo internacional é melhor que a


imposição da distribuição dos recursos hídricos de modo
autoritário, empregando a força para coagir detentores de água a
distribuírem-na para outros pontos do mundo.

o E por fim, que vários ministérios de recursos hídricos foram


criados, varias pesquisas sobre os recursos hídricos foram

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realizadas; difundiu-se a idéia da crise da água e suas
consequências por vários anos; e foram criados diversos
programas internacionais de cooperação técnica e científica sobre
os recursos hídricos.

• Conferência de Dublin – Conferência Internacional sobre a Água e


Meio Ambiente (janeiro de 1992)

o Contou com mais de 100 países e 80 organizações, reunindo cerca


de 500 participantes. Influenciou negativamente a Conferência do
Rio que ocorria em julho daquele ano.

o Entre as decisões de Dublin há um plano de ação e quatro


princípios expressos na Declaração de Dublin (p. 79-80):

 Princípio 1: A água potável é um recurso vulnerável e finito,


essencial para sustentar a vida,o desenvolvimento e o meio
ambiente.

 Princípio 2: O manejo da água deve ser baseado em uma


abordagem participativa, envolvendo usuários, planejadores
e criadores de políticas em todos os níveis.

 Principio 3: As mulheres têm parte central na provisão,


manejo e salvaguarda da água

 Principio 4: A água tem valor econômico em todos os seus


usos e deve ser reconhecida como bem econômico.

o A Declaração de Dublin reconhece a água como um bem finito,


cujo volume de disponibilidade é definido pela água renovável, ou
seja, a diferença entre a chuva e a evaporação.

o A visão holística da Declaração se choca com o princípio da


soberania nacional.

o O Programa de Ação é abrangente indicando ações para diversos


usos e temas envolvendo:

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 Os recursos hídricos em cidades, na indústria, na
agricultura, como meio de reprodução da vida e como
investigação científica.

 Tem como objetivo o combate à miséria e as doenças


geradas pelo uso inadequado da água ou pela falta de
saneamento (p. 82, 4º parag.)

 Tarifação da água urbana, reciclagem dessa água e


diminuição do consumo industrial (racionalizando seu uso)

 Reconhece e incentiva a pesquisa em recursos hídricos.

 Recomendação de que a gestão dos recursos hídricos na


escala internacional deve ser feita através das bacias
hidrográficas.

• Há no planeta 263 bacias hidrográficas


transfronteiriças, que geram cerca de 60% da
água doce da Terra e atendem 40% da população
mundial

Mas a resolução mais relevante da Convenção foi a que elevou


a água à condição de bem econômico.

• Conferência do Rio – Conferência das Nações Unidas para o Meio


Ambiente e o Desenvolvimento (julho de 1992)

o De iniciativa da sociedade civil há o Tratado da Água Doce, que


recupera os temas desenvolvidos em na Carta de Montreal sobre a
Água e o Saneamento (iniciativa da ONGs em 1990), que definiu a
água como um bem público e de acesso a todos. (ver citação à p.
84)

o Esses aspectos são citados no capítulo 21 da Agenda 21 que


contemplou especificamente aos recursos hídricos (citação p. 85-6)
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 Ela ainda aponta que o desperdício de água deve ser
combatido e cita a necessidade de cooperação entre os
Estados.

 Prevenção à enchentes que podem ser agravadas pelas


mudanças climáticas

 Estabelece sete programas (p. 86, 3º parag.)

 Não foram fixadas metas e seus programas são muito


abrangentes

o A CNUMAD ainda recomendou a criação do Conselho Mundial da


Água e o Conselho Mundial do Desenvolvimento Sustentável,
estabelecido na Costa Rica.

• Conferencia de Noordwijk – Conferência Ministerial de Água Potável


e Saneamento (março de 1994)

o Objetivo: viabilizar a Agenda 21 referente aos recursos hídricos.

o Participaram cerca de 300 delegados de 80 países e cerca de 20


organizações multilaterais, além das ONGs.

o O Plano de Ação contemplava cinco aspectos:

 Água, e população: incentiva a participação popular na


gestão dos recursos hídricos e estimula a educação para
evitar desperdícios.

 Água saúde e ambiente: sugere a elaboração de relatórios


nacionais apontando a ocorrência de doenças causas pela
água. Também recomenda a gestão compartilhada de
bacias hidrográficas.

 Água e instituições: as instituições locais deveriam


participar da gestão dos recursos hídricos. Reforça o papel

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do Estado como provedor dos sistemas de água e
saneamento básico

 Água e mobilização financeira: propõe o principio do


poluidor-pagador. Alerta para a necessidade de acesso
universal a água e ao saneamento (com isenção de
impostos aos mais pobres)

 Água no mundo: o documento exorta a necessidade de


envolvimento de países e organismos multilaterais pela
implementação da Agenda 21, com a necessidade de
ampliar o intercâmbio de técnicas de gestão dos recursos
hídricos entre países ricos e pobres.

o Também ficou decidida a realização do Primeiro Fórum Mundial da


Água que ocorreu em 1997 sob coordenação do Conselho Mundial
da Água

• Conselho Mundial da Água – Marselha em 1996

o Em 1994 o International Water Resources Association (uma ONG)


realizou, durante o VIII Congresso Mundial da Água (Cairo), uma
seção especial para discutir a criação do CMA, com autorização da
Comissão para o Desenvolvimento Sustentável e da Assembléia
Geral da ONU.

o A quatro anos da Conferência de Dublin, o CMA era uma realidade


e em 2004 reunia 323 organizações (desses 34 eram
representantes de Estado – como a ANA do Brasil) de 53 países.

o Objetivos do Conselho (citação p. 90)

o Atribuições do Conselho: realizar do Fórum Mundial da Água a


cada três anos e desenvolver quatro linhas de ação das Metas do
Milênio:

 Água, direitos humanos e política;

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 Água, instituições e capacidade financeira;

 Água e serviços e infra-estrutura; e

 Água e meio ambiente

o O CMA trata a água como negócio (expresso no documento: World


water vision: making water everybody`s bussiness) (ver p. 91, 2º
parag.)

o Incentiva a privatização dos serviços de água de esgoto (ver p. 91-


2, 4º parag.)

o Há também a difusão tecnicista, onde os especialistas são os


protagonistas de informações aos tomadores de decisão. Exclui a
sociedade civil nesse processo.

A visão do Conselho Mundial da Água é muito evidente: ele


defende a participação da iniciativa privada nos serviços de
abastecimento e de saneamento básico. (p. 93)

• Parceria Global da Água – Articulação entre o BIRD e o PNUD em 1996

o A Agência Sueca Internacional de Desenvolvimento sedia a


instituição.

o É vista com desconfiança pela sociedade civil que a vê como porta-


voz do mundo as finanças e da produção em relação aos recursos
hídricos

o Possui caráter informativo e inclui organismos de pesquisa,


governos, empresas privadas, agências da ONU, associações
profissionais e instituições multilaterais de pesquisa.

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o O maior objetivo é apoiar países para o manejo sustentável dos
recursos hídricos. Os demais objetivos são: (ver p. 93, 3º parag.)

o A Administração Integrada dos Recursos Hídricos (Intergradet


Water Resources Management) funciona como braço operacional
da Parceria

• Convenção de Regulamentação dos Usos Não-Navegáveis de Cursos


D’Água Internacionais – Assembléia Geral da ONU (maio de 1997)

o A Convenção de Cursos D’Água Internacionais (como é conhecida)


foi a primeira convenção internacional sobre o meio ambiente
aprovada diretamente pela Assembléia Geral da ONU.

o Não houve consenso em sua aprovação: foram 103 votos a favor


(inclusive do Brasil), três contra (Burundi, China e Turquia) e 27
abstenções.

o Tem como principio a gestão de recursos hídricos transfronteiriços:

 São 263 rios que tem seus cursos passando por dois ou
mais países, sendo 69 na Europa, 59 na África, 57 na Ásia,
40 na América do Norte e 38 na América do Sul

 Dois princípios jurídicos estão envolvem essa condição:

• A soberania territorial absoluta, onde o primeiro


significa que um país pode usufruir recursos hídricos
de um curso d’água transfronteiriço sem se preocupar
com as consequências para os demais países e sem
a necessidade de comunicar suas atitudes. (p. 94-5)

• Integridade territorial absoluta, o curso d’água é


considerado propriedade comum das partes, onde os
eventos deveriam ser comunicados e o uso da água

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não pode colocar em risco seu aproveitamento pelos
vizinhos.

 Outra teoria aplicada na Convenção é a da “soberania


territorial limitada”, que vê a soberania dos países no uso
da água, desde que não prejudique seus vizinhos => a idéia
a da gestão compartilhada dos recursos hídricos.

 Outras:

• Doutrina do uso equitativo que afirma que os


países podem utilizar os recursos hídricos, mas na
mesma proporção dos demais membros que integram
a bacia hidrográfica, sem colocar em risco o
abastecimento da população.

• Doutrina de não causar dano significativo que


reconhece que cada país pode utilizar os recursos
compartilhados de um curso d’água comum desde
que não gere danos significativos em seus vizinhos. A
questão é que não uma definição clara para “danos
significativos”.

o A Convenção tem 37 artigos distribuídos em sete partes:


Introdução; princípios gerais; planejamento; manejo, proteção e
preservação; situações de emergência e risco de danos; previsões
diversas; e cláusulas finais.

o Artigos polêmicos: 5, 6 e 7 (ver p. 96-98)

o Por emanar diretamente da Assembléia Geral da ONU, seu escopo


normativo é extremamente idealista, dada a falta de técnicos
especialista e da sociedade civil na sua formulação.

o Essa condição levou a que poucos países ratificassem a


Convenção, tornando-a inócua.

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A falta de regulamentação internacional para os cursos
d’água mantém a apropriação privada dos recursos
hídricos, que atua com as variáveis nacional e local, sem
restrições na escala internacional. (p. 99)

• Convenção de Helsinque – Convenção Internacional de Cursos


D’Água Transfronteiriços e Lagos Internacionais (março de 1992)

o Tem um escopo regional, atendendo apenas países da Comissão


Econômica Européia. Entrou em vigência e já produziu um
protocolo voltado para a saúde.

o Em termos gerais se assemelha a Convenção Cursos D’Água


Internacionais, mais menos contundente em relação à soberania e
à gestão compartilhada de recursos hídricos.

o No seu artigo 2º estabeleceu os compromissos de gestão


compartilhada de recursos hídricos (ver p. 100)

o Tem como principais princípios do da precaução (com relação ao


transporte de materiais perigosos) e do poluidor-pagador (o
poluidor deve arcar com os prejuízos dos danos provocados pela
poluição).

o Houve o Protocolo de Água e Saúde (1999) que objetivou


proteger a saúde da população em relação à contaminação de
águas internacionais. E o Protocolo de Responsabilidade Civil e
Compensação de Danos Causados por Acidentes Industriais de
Águas Transfronteiriças, que definiu os limites da responsabilidade
dos causadores de danos industriais e cria mecanismos de
financiamento da segurança ambiental entre os países membros
da Convenção de Helsinque.

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• Conferência de Paris – Conferência Internacional da Água e
Desenvolvimento Sustentável (março de 1998)

o Promovida pela Unesco reuniu 600 participantes de 84 países,


além de representantes das ONGs.

o Resultou:

 Na Declaração Ministerial que visa monitorar as condições


da água na Terra, identificando pontos de poluição
(localizada e difusa) a fim de evitá-la.

• Reconheceu o papel da fundamental da água na


manutenção da vida, mas apontou para o ingresso do
capital privado na administração dos recursos
hídricos no mundo. (ver p. 102, 5º parag.)

• Reconhece também a importância das ONGs na


gestão dos recursos hídricos.

 Um Plano de Ação divido em três linhas:

• Aprimoramento do conhecimento dos recursos


hídricos e seus usos na perspectiva da gestão
sustentável.

• Desenvolvimento de recursos humanos e


institucionais para a gestão da água.

• Definição de estratégias de gestão sustentável da


água e suas fontes de financiamento.

 O Plano identificou a necessidade de aprimorar estudos de


lagos, áreas unidas, águas subterrâneas, rios e de eventos
meteorológicos e climáticos.

 Foi proposto uma reforma na legislação de países para


adequá-la à gestão integrada dos recursos hídricos; além de

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reforçada a necessidade de participação da sociedade civil
em todos os níveis de gestão (onde a unidade de gestão é a
bacia hidrográfica).

o A estratégia de ação aponta o ingresso de investimentos da


iniciativa provada na gestão da água, corroborando com as teses
defendidas pelo Conselho Mundial da Água.

O evento de Paris não acrescentou nada de relevante ao debate


internacional sobre os recursos hídricos. Apenas manteve
princípios conhecidos como o do poluidor-pagador e do usuário-
pagador. (p. 104)

• Conferência de Bonn – Conferência Internacional da Água (dezembro


de 2001)

o “Água: chave para o desenvolvimento sustentável” foi lema da


Convenção que contou com a presença de 118 países, dos quais
46 representados por ministros, 47 por organizações multilaterais e
73 da sociedade civil.

o Destacou três aspectos: governança, recursos financeiros e


capacidade de construir conhecimento compartilhado.

o Foram 27 itens que contemplaram a questão da governança (ver p.


104-5), onde há destaque para o reforço para os investimentos da
iniciativa privada (itens 13 a 17), ao conhecimento compartilhado
(18 a 21) e à participação da sociedade civil ( 22 a 27).

• Conferência de Johanesburgo – Conferência para o Desenvolvimento


Sustentável (agosto e setembro de 2002)

o Apenas reforçou as Metas do Milênio


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• Os Fóruns Mundiais da Água

o O Conselho Mundial das Águas coordenou os 4 Fóruns Mundiais


da Água realizados entre 1994 e 2006:

 O primeiro ocorreu em Marrakech em março de 1997:


ampliar a consciência de lideranças políticas sobre os
problemas da falta de água e definir estratégias para o seu
uso no século XXI. Foi elaborado o “Vision for Water, Life
and Environment”.

 O segundo ocorreu em Haia em março de 2002: o tema


geral foi “Da visão à ação”. Nesse Fórum ocorreu a
Conferência do Ministerial com a Declaração dos Ministros
“Segurança da Água no Século XXI”. (p. 107, 4º parag.)

 O terceiro foi realizado em Kioto em março de 2003: entra


em pauta novamente a cobrança da água, seu valor e
segurança para a produção de alimentos. Declaração dos
Ministros (itens 6 e 7 – p. 107-8).

 O quarto ocorreu ma Cidade do México em março de 2006:


20 mil participantes, com 200 sessões temáticas,
organizadas por cerca de 300 organizações distintas de 51
países. Entre os inscritos estavam 340 empresas, 149
delegações de países, 108 organização “não-lucrativas”,
órgãos da ONU e mais de 1300 jornalistas. Foram
divulgados dois documentos: Informe sobre o financiamento
de água para todos, onde o financiamento de novos
investimentos só é possível se o pagamento dos recursos
necessários aos investimentos está assegurado; e O direito
à água: do conceito à implementação.

o A novidade foi a idéia de “solidariedade” entre clientes e países,


que deve ser balizada pelo acesso a água pelos pobres,
dependendo de quanto os contribuintes desejem pagar.

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• O Ano Internacional da Água – ocorreu em 2003

o Foi proposto pelo Tajiquistão e aprovado pela Assembléia da ONU


em dezembro de 2000, com apoio de148 países.

o Foram realizados uma série de eventos que abordaram a questão


da água, onde o terceiro Fórum mundial da Água teve mais
visibilidade.

Ribeiro conclui:

“A série de reuniões internacionais permite afirmar que os recursos hídricos


carecem de uma regulamentação em escala mundial. Os principais documentos,
resultado das conferências de Mar Del Plata, de Dublin e do Rio de Janeiro, não
conseguiram produzir uma convenção internacional que permita a distribuição de
água à população terrestre. A Convenção de Cursos D’Água Internacionais ainda
aguarda ratificação dos signatários para entrar em vigor.

Os eventos gerados pelo Conselho Mundial da Água difundem uma visão


econômica, apontando para a cobrança da água. Contra esse argumento surgem
autores como Petrella (2002) e Shiva (2005), e até um documento internacional, que
defendem o direito a água.”

PETRELLA, Ricardo. O manifesto da água: argumentos para um contrato mundial.


Petrópolis, Vozes, 2002.

SHIVA, Vandana. Las guerras del agua: contaminatión, provatización y negocio.


Barcelona, Icaria, 2005.

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