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JUN 2001 NBR 13781


Posto de serviço - Manuseio e
instalação de tanque subterrâneo de
ABNT – Associação
Brasileira de
combustíveis
Normas Técnicas
Sede:
Rio de Janeiro
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de Normas Técnicas
Printed in Brazil/ NBR 13781 - Service station - Underground storage tank, handling and
Impresso no Brasil installation
Todos os direitos reservados
Descriptors: Service station. Underground storage tank. Installation. Handling
Esta Norma cancela a NBR 13220:1997
Esta Norma substitui a NBR 13781:1997
Válida a partir de 30.07.2001
IBP-Instituto Brasileiro de Palavras-chave: Posto de serviço. Instalação. Tanque 16 páginas
Petróleo
subterrâneo

Sumário
Prefácio
1 Objetivo
2 Referências normativas
3 Definições
4 Manuseio
5 Instalação
ANEXOS
A Ensaio de estanqueidade
B Tipos de proteção contra a flutuação do tanque
C Medição da ovalização do tanque

Prefácio
A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial
(ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).
Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre
os associados da ABNT e demais interessados.
Esta Norma contém os anexos A, B e C, de caráter normativo.

1 Objetivo
Esta Norma estabelece princípios gerais e condições mínimas exigíveis para manuseio e instalação de tanques
atmosféricos subterrâneos horizontais em postos de serviço, fabricados conforme as NBR 13312 ou NBR 13785.

2 Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta
Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão,
recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições
mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 7182:1986 - Solo - Ensaio de compactação - Método de ensaio


NBR 13212:1997 - Tanques subterrâneos de resina termofixa reforçada com fibra de vidro, para armazenamento de
combustíveis líquidos em postos de serviço
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2 NBR 13781:2001

NBR 13312:2001 - Posto de serviço - Construção de tanque atmosférico subterrâneo em aço-carbono

NBR 13785:1997 - Construção de tanque atmosférico subterrâneo em aço-carbono de parede dupla metálica ou não-
metálica
NBR 13786:1997 - Seleção de equipamentos e sistemas para instalações subterrâneas de combustíveis em postos de
serviço
3 Definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:
3.1 tanque subterrâneo: Tanque instalado abaixo do nível do solo.
3.2 costado: Parte que forma a estrutura cilíndrica do tanque.
3.3 tampo: Disco externo que compõe a extremidade da estrutura cilíndrica do tanque.
3.4 escavação: Serviço de abertura da cava.
3.5 cava: Depressão no terreno provocada artificialmente, com a finalidade de instalação do tanque.
3.6 solo seco: Solo onde o nível do lençol freático não alcança a parte inferior do tanque.
3.7 câmara de calçada: Moldura com tampa, localizada na pavimentação para acesso ao tanque.
3.8 câmara de acesso à boca-de-visita: Recipiente estanque instalado sobre a boca-de-visita do tanque.
3.9 câmara de contenção da descarga: Recipiente estanque usado no ponto de descarga de combustível, para conten-
ção de possíveis derrames.
3.10 berço: Apoio de sustentação para impedir o contato do costado do tanque com qualquer superfície.
3.11 bloco de concreto intertravado - BCI: Bloco de concreto, sem ferragem, com qualquer forma geométrica, para pa-
vimentação.
3.12 altura de recobrimento: Distância entre a geratriz superior do tanque e a superfície do solo. A altura de recobrimento
não inclui a espessura da pavimentação.
3.13 brita 1: Material composto por pedra ou agregados naturais cujas dimensões variam entre 4,8 mm a 12,5 mm.
3.14 manta geomecânica: Manta de fibras sintéticas, não tecida, usada para impedir migração do solo nativo e do mate-
rial granular usado no aterro da cava.
3.15 solo tipo estável: Solo coesivo de consistência rija ou dura, ou solo granular com grau de compacidade média ou
composta
3.16 tanque de fibra: Tanque atmosférico subterrâneo fabricado com resina termofixa reforçada com fibra de vidro, de
parede simples ou dupla.
4 Manuseio
O tanque deve ser apoiado sobre superfície bem nivelada e não deve ser rolado ou impactado contra o solo ou qualquer
outro objeto rígido. Para tanto, deve ser mantido no berço até a instalação na cava.
O tanque deve ser içado por suas alças, usando-se equipamento de guindar capaz de suportar uma carga mínima de
1,5 vez o peso do tanque vazio, respeitando-se a curva de carga do equipamento (ver figura 1).

Figura 1 - Içamento do tanque

Manter vedadas as aberturas do tanque, a fim de não permitir a entrada de qualquer objeto estranho no seu interior, até o
momento da instalação.
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5 Instalação

5.1 Solo
É fundamental o reconhecimento geotécnico do terreno, no local onde o tanque deve ser instalado.

5.2 Tanque

5.2.1 Inspeção de pré-instalação


Imediatamente antes da instalação, o tanque deve ser cuidadosamente inspecionado, certificando-se de que este não
possua danos estruturais aparentes ou no revestimento.

Em caso de danos no revestimento, o fabricante do tanque deve ser contatado para orientação dos procedimentos a serem
adotados.
Após a inspeção visual o tanque deve passar por um ensaio para confirmar sua estanqueidade (ver anexo A). Este ensaio
só é aplicável para tanques que ainda não foram usados.

No caso de tanque de fibra, deve ser medido o diâmetro interno do tanque, para permitir a determinação da ovalização,
conforme anexo C.

5.2.2 Distâncias de segurança


O início da cava deve distar no mínimo 1,50 m de fundações existentes e limite da propriedade (ver figura 2).

Admite-se a redução da distância mínima estabelecida quando submetida a um estudo específico para garantir a
segurança das fundações existentes ou que venham a ser construídas.

Distâncias adicionais podem ser exigidas, de modo a garantir o apoio de fundações existentes, assim como livrar o tanque
das cargas decorrentes.

A distância entre tanques deve ser 0,60 m no mínimo (ver figuras 3 e 5).
A distância entre as paredes da cava e o tanque deve ser de 0,60 m, no mínimo (ver figura 5). Para tanques de fibra de
vidro, em solos instáveis, a distância mínima deve ser ½ diâmetro.

Figura 2 - Distância da fundação da cava

5.2.3 Profundidade de escavação

A profundidade total da escavação é determinada pelo diâmetro do tanque, espessura do leito, altura de recobrimento e
tipo de pavimentação considerada. O fundo da cava deve ser nivelado horizontalmente.

A espessura mínima do leito deve ser de 0,30 m.

5.2.4 Escavação

A escavação para tanques subterrâneos deve ser realizada sempre com o cuidado de não afetar possíveis fundações
existentes.

O ângulo de inclinação das paredes da cava é determinado pelas condições e tipo do solo, profundidade da cava e segu-
rança dos operários (ver figura 4).
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Figura 3 - Distância mínima entre tanques

Figura 4 - Inclinação determinada pelas condições do solo, profundidade da escavação e segurança

Devem ser considerados os seguintes fatores na determinação do tamanho, formato e profundidade da cava:

a) estabilidade do solo;

b) espaço para a instalação dos equipamentos, inclusive sistemas de detecção.

Devem ser considerados os seguintes fatores agravantes:

a) localização;

b) chuva;

c) freático elevado;

d) solo instável;

e) áreas de aterro próximas;

f) solo contaminado;

g) presença de rocha;

h) antigas fundações;

i) galerias de serviços (água, esgoto, energia elétrica e telefone);

j) eletrodutos;

k) tubulações de água, gás, ar comprimido, etc.

As águas superficiais devem ser impedidas de entrar na cava.

5.2.5 Remoção do material retirado da cava

O material retirado não deve permanecer depositado próximo da cava.


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5.2.6 Segurança durante a escavação


A área de serviço deve ser mantida limpa e desobstruída de materiais.

Em solos instáveis (areia, turfa, etc.), deve ser previsto escoramento durante os trabalhos para permitir a entrada de
pessoas no interior da cava.

A área de serviço deve ser sinalizada e isolada para a proteção do público e do pessoal da obra.

5.2.7 Colocação do tanque na cava


As aberturas do tanque devem ser mantidas vedadas durante toda a sua instalação.

O tanque deve ser colocado suavemente na cava, nivelado horizontalmente, com o eixo da flange da boca-de-visita na
vertical.

A fim de garantir um ótimo assentamento, é importante que o quadrante inferior do tanque esteja inteiramente apoiado
sobre o leito da cava (ver figura 5).

Figura 5 - Assentamento do quadrante inferior do tanque e distância mínima frontal entre tanques

5.2.8 Aterro
A cava deve ser aterrada com material granular conforme a tabela 1.

Os enchimentos de areia ou pedrisco devem ser compactados ou adensados conforme o caso, em camadas de 300 mm,
para obter massa específica aparente no mínimo igual a 90% da máxima obtida conforme a NBR 7182, usando cilindro
pequeno e soquete grande com energia modificada. Os enchimentos feitos com brita ou seixo rolado não precisam ser
compactados.

Cuidados especiais devem ser tomados na colocação e compactação das duas primeiras camadas de aterro, para
assegurar apoio pleno ao fundo do tanque.

Para essas camadas o material de aterro deve ser inserido e socado por baixo do costado e dos tampos.

NOTA - As principais falhas que afetam a integridade da estrutura e do revestimento do tanque são:

a) uso de material inadequado para o aterro;

b) utilização de pedras (rochas) e entulhos deixados na escavação;

c) má compactação, deixando espaços vazios no aterro;

d) migração do solo original no lugar do material de aterro.

Tabela 1 - Material granular para aterro da cava

Material granular Dimensão máxima Dimensão mínima


mm mm
Brita 1 12,5 4,8

Areia grossa 2,0 1,2

Pedrisco grosso 4,8 2,0

Seixo rolado 20,0 3,0


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5.2.9 Lastro
Após o assentamento do quadrante inferior do tanque, conforme figura 5, este deve ser lastreado com água até
1/3 aproximado do seu volume.
Quando a altura do aterro atingir a metade do diâmetro, o tanque deve ser completamente lastreado.

No caso de tanque compartimentado, o lastreamento deve ser simultâneo em todos os compartimentos.

5.2.10 Compactação
A compactação do leito da cava e do aterro devem ser feitas em camadas de no máximo 0,30 m devendo ser compactada
uma de cada vez (ver figura 6).

No caso de compactação mecânica devem ser tomadas precauções para não danificar o tanque ou tubulações (ver fi-
gura 7).

Seixo rolado e brita 1 são materiais autocompactantes; entretanto, para evitar áreas vazias no aterro, o material deve ser
forçado no quadrante inferior dos tanques.

5.2.11 Migração do aterro


Para evitar a migração do solo circundante ao aterro, nos casos de solos instáveis, pantanosos, ou onde o nível do freático
for muito alto, é necessária a colocação de filtro tipo manta geomecânica em toda a cava (ver figura 8).

Figura 6 - Compactação manual da cava

Figura 7 - Compactação mecânica da cava


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Figura 8 - Instalação do filtro tipo manta geomecânica

5.2.12 Altura de recobrimento do aterro


A altura mínima de recobrimento do aterro do tanque deve ser conforme a tabela 2.

Em áreas sujeitas a tráfego, o piso acima do tanque deve ser pavimentado, no mínimo ao limite da extensão da cava.
Em áreas onde não houver possibilidade de tráfego, é permitido não pavimentar o piso acima do tanque.

A altura máxima de recobrimento do aterro não deve ultrapassar 1,5 m (ver figura 9).

Tabela 2 - Altura de recobrimento

Altura de recobrimento (mín.) Tipo de pavimentação


0,89 m Nenhuma
0,89 m Pavimentação de "bloco de
concreto intertravado" - BCI,
asfalto ou paralelepípedo
0,50 m Pavimentação de concreto
armado com espessura mínima
do concreto de 0,15 m
1)
Fck mínimo = 15 Mpa
1)
Fck é a resistência característica do concreto.

Figura 9 - Altura máxima de recobrimento


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5.2.13 Proteção contra flutuação


Quando o tanque for instalado em locais onde o nível do freático puder ultrapassar a geratriz inferior do tanque, ou em
locais sujeitos a inundações ou alagados, devem ser empregados métodos que possam garantir que o tanque não venha a
deslocar-se em razão do empuxo, durante e após a sua instalação.

O anexo B indica os tipos alternativos de proteção contra a flutuação do tanque.

5.2.14 Rebaixamento do freático

O freático deve ser rebaixado no caso em que esteja próximo ao fundo da cava.

Para o rebaixamento do freático, podem ser utilizados os seguintes métodos:

a) bombeamento direto: no caso de solos pouco permeáveis (argilosos) (ver figura 10);

b) bombeamento por ponteiras filtrantes: no caso de solos muito permeáveis (areia e silte), onde o nível do freático
alcança a superfície do terreno (ver figura 11 );

c) bombeamento durante o aterro: pode ser necessário o aumento da cava em alguns centímetros no comprimento ou
na largura, para a construção de um pequeno poço de onde a água deve ser bombeada. Este poço só pode ser
aterrado após o recobrimento do tanque (ver figura 12).

Figura 10 - Bombeamento direto


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Figura 11 - Bombeamento por ponteiras filtrantes

Figura 12 - Bombeamento durante o aterro


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5.3 Componentes e acessórios

5.3.1 Câmara de acesso à boca-de-visita


Sua função principal é permitir o acesso às conexões da boca-de-visita do tanque. Além disso devem conter possíveis
vazamentos de combustíveis e impedir a entrada de água do solo.

Todos os componentes da câmara devem garantir sua impermeabilidade.


A câmara de acesso à boca-de-visita deve ser instalada conforme recomendações do fabricante, sem transferir carga para
o tanque.

Na instalação deve ser garantida a distância mínima de 80 mm entre o piso acabado e a tampa da câmara de acesso.

5.3.2 Câmara de contenção da descarga


Sua função principal é conter possíveis derramamentos oriundos da operação de carga do tanque.
Todos os componentes da câmara devem garantir sua impermeabilidade.

A câmara deve ser instalada conforme recomendações do fabricante (ver figura 13).

Figura 13 - Câmara de contenção da descarga

5.3.3 Dispositivo antitransbordamento

Dispositivo a ser instalado no tubo de carga do tanque para proteção contra transbordamento, conforme NBR 13786.

5.4 Monitoramento intersticial

Sistema a ser instalado nos tanques de parede dupla, conforme instruções do fabricante do tanque/sistema.

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/ANEXO A
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Anexo A (normativo)
Ensaio de estanqueidade

A.1 Ensaio de estanqueidade para tanques conforme NBR 13312 e NBR 13785 (aço e jaquetado)
A.1.1 Tanque de parede simples
Nas conexões do tanque devem ser instalados bujões, aplicando-se material vedante nas roscas, de maneira a garantir a
estanqueidade.

A.1.1.2 O tanque deve ser pressurizado com ar a uma pressão entre 20,7 kPa e 34,5 kPa (3 e 5) psi. O manômetro utiliza-
do deve possuir o fim de escala de 103 kPa (15 psi), devendo possuir uma válvula de segurança (ver figura A.1), regulada
para pressão de abertura de 41 kPa (6 psi).

Figura A.1 - Sistema de pressurização

A.1.1.3 Quando a pressão interna for alcançada, desconectar o suprimento de ar para o tanque.
A.1.1.4 Preparar uma solução composta de líquido detergente ou sabão líquido, glicerina e água na proporção de
1 : 1 : 4,5 de cada componente, em volume. A solução não deve conter quantidade excessiva de bolhas, de forma a mini-
mizar a dificuldade de interpretação e distinção entre as bolhas causadas por eventuais vazamentos.

A.1.1.5 A seguir, espalhar a solução sobre o tanque, com maior cuidado para as conexões e boca-de-visita. Vazamentos
são identificados pela formação de bolhas no local (ver figura A.2 ).

Figura A.2 - Espuma sobre o costado

A.1.1.6 Caso sejam observadas bolhas de ar nas conexões e/ou boca-de-visita, verificar se estas estão devidamente mon-
tadas e apertadas; não sendo possível eliminar os vazamentos ou se encontradas bolhas de ar nas juntas, cordões de
solda ou costado, o fabricante deve ser imediatamente avisado e o tanque não deve ser instalado.

A.1.1.7 Quando se finalizar a inspeção, o tanque deve ser despressurizado.


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A.1.1.8 Este ensaio só deve ser realizado se as seguintes precauções de segurança forem rigorosamente obedecidas:
a) em hipótese alguma a pressão interna deve ultrapassar 35 kPa (5 psi), pois há o risco de lesões em pessoas
envolvidas, ou danos à estrutura do tanque;
b) para que a leitura no manômetro seja a mais precisa possível, é essencial que este possua fim de escala de
103 kPa (15 psi);
c) durante a pressurização do tanque, pessoas não devem ficar posicionadas próximas ao tanque.
A.1.2 Tanque de parede dupla
A.1.2.1 A estanqueidade do tanque de parede dupla é assegurada observando a leitura do vacuômetro, que deve estar
indicando pressão diferente de zero; caso contrário, deve ser seguido o procedimento do fabricante do tanque.
A.1.2.2 Caso o vacuômetro indique pressão diferente de zero, realizar os ensaios das conexões e boca-de-visita, conforme
procedimentos previstos para o tanque de parede simples. Vazamentos são identificados pela formação de bolhas no local.
A.1.2.3 Caso sejam observadas bolhas de ar nas conexões e/ou boca-de-visita, verificar se estas estão devidamente
montadas e apertadas; não sendo possível eliminar os vazamentos, o fabricante deve ser imediatamente avisado e o tan-
que não deve ser instalado.
A.1.2.4 Quando se finalizar a inspeção, o tanque deve ser despressurizado.
A.1.2.5 Este ensaio só deve ser realizado se as seguintes precauções de segurança forem rigorosamente obedecidas:
a) em hipótese alguma a pressão interna deve ultrapassar 35 kPa (5 psi), pois há o risco de lesões em pessoas en-
volvidas, ou danos à estrutura do tanque;
b) para que a leitura no manômetro seja a mais precisa possível, é essencial que este possua fim de escala de
103 kPa (15 psi);
c) durante a pressurização do tanque pessoas não devem ficar posicionadas próximo ao tanque.
A.2 Ensaio de estanqueidade para tanques conforme NBR 13212 (fibra de vidro)
Deve-se instalar bujões em todas as conexões do tanque, aplicando-se material vedante nas roscas, de maneira a garantir
a estanqueidade.
A.2.1 Tanque de parede simples
A.2.1.1 Método de ensaio:
a) preparar uma solução formadora de bolhas a qual não deve conter quantidade excessiva de bolhas, de forma a
minimizar a dificuldade de interpretação e distinção entre as bolhas causadas por eventuais vazamentos; esta solução
deve ser composta de líquido detergente ou sabão líquido, glicerina e água na proporção 1 : 1 : 4,5 de cada compo-
nente, em volume;
b) pressurizar o tanque e seus compartimentos, com uma pressão de 34 kPa; o manômetro utilizado deve possuir o fim
de escala de 103 kPa (15 psi), devendo possuir uma válvula de segurança (ver figura A.1) regulada para pressão de
abertura de 41 kPa (6 psi); em seguida, o tanque e os compartimentos devem ser cobertos com a solução acima para
detectar possíveis vazamentos no tanque e conexões; manter a pressão o tempo suficiente para que toda a superfície
seja examinada.
Se durante o ensaio for detectado algum vazamento, o tanque deve ser despressurizado, os defeitos devem ser reparados
e o ensaio repetido.
A 2.2 Tanque de parede dupla
A.2.2.1 Tanque de parede dupla com vácuo ou pressão no espaço intersticial
O vacuômetro ou manômetro dos tanques de parede dupla deve indicar no interstício a existência da pressão negativa ou
positiva especificada em 6.2.2.3 da NBR 13212:1997. Se tal pressão não estiver indicada, deve-se contatar o fabricante do
tanque.
Caso a pressão descrita acima esteja correta, prosseguir com o ensaio a seguir:
Métodos a serem usados no ensaio:
a) preparar uma solução formadora de bolhas, a qual não deve conter quantidade excessiva de bolhas, de forma a
minimizar a dificuldade de interpretação e distinção entre as bolhas causadas por eventuais vazamentos; esta solução
deve ser composta de líquido detergente ou sabão líquido, glicerina e água na proporção de 1 : 1 : 4,5 de cada compo-
nente, em volume;
b) pressurizar o tanque e seus compartimentos, com uma pressão de 34 kPa, e em seguida, as conexões e bocas-de-
visita; estes devem ser cobertos com a solução formadora de bolhas, descrita anteriormente, para detectar possíveis
vazamentos; manter a pressurização o tempo suficiente para que toda a superfície seja examinada;
c) se durante o ensaio for detectado algum vazamento, o tanque deve ser despressurizado, os defeitos devem ser re-
parados e o ensaio repetido.
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A.2.2.2 Tanque com espaço intersticial úmido


A superfície externa deve ser inspecionada cuidadosamente, verificando sinais de vazamentos. O nível do líquido en-
contrado no reservatório deve ser igual ao indicado pelo fabricante.
Caso o nível esteja correto, prosseguir com o ensaio a seguir:

a) preparar uma solução formadora de bolhas, a qual não deve conter quantidade excessiva de bolhas, de forma a
minimizar a dificuldade de interpretação e distinção entre as bolhas causadas por eventuais vazamentos; esta solução
deve ser composta de líquido detergente ou sabão líquido, glicerina e água na proporção de 1 : 1 : 4,5 de cada
componente, em volume;
b) pressurizar o tanque e seus compartimentos, com uma pressão de 34 kPa, e em seguida, as conexões e bocas-de-
visita; estes devem ser cobertos com a solução formadora de bolhas, descrita anteriormente, para detectar possíveis
vazamentos; manter a pressurização o tempo suficiente para que toda a superfície seja examinada. Deve-se também
monitorar a presença de bolhas de ar no reservatório de líquido do interstício;
c) se durante o ensaio for detectado algum vazamento, o tanque deve ser despressurizado, os defeitos devem ser
reparados e o ensaio repetido.

Caso sejam observadas bolhas de ar nas conexões, verificar se estas estão devidamente montadas e apertadas.
Encontradas bolhas de ar nas juntas, cordões de solda ou costado, o fabricante deve ser imediatamente avisado e o
tanque não deve ser instalado.
Quando a inspeção finalizar, o tanque deve ser despressurizado.
Este ensaio só deve ser realizado se as seguintes precauções de segurança forem rigorosamente obedecidas:
a) em hipótese alguma a pressão interna deve ultrapassar 35 kPa (5 psi), pois há o risco de lesões em pessoas
envolvidas, ou danos à estrutura do tanque;

b) para que a leitura no manômetro seja a mais precisa possível, é essencial que este possua fim de escala de
103 kPa (15 psi);

c) durante a pressurização do tanque pessoas não devem ficar posicionadas próximas ao tanque.

NOTA - Este ensaio deve ser realizado antes de o tanque ser instalado.

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/ANEXO B
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Anexo B (normativo)
Tipos de proteção contra flutuação do tanque
Quando o tanque for instalado em locais onde o freático puder ultrapassar a geratriz inferior do tanque, ou em locais
sujeitos a inundações ou alagados, devem ser empregados métodos que possam garantir que o tanque não venha a
deslocar-se em razão do empuxo, durante e após a sua instalação.
As seguintes premissas devem ser consideradas neste tipo de instalação:

- os métodos de proteção devem basear-se nos cálculos do empuxo do tanque para a pior condição, ou seja, com o
freático atingindo o nível da pavimentação (caso em que a força de empuxo irá atuar também sobre os materiais de
aterro e de pavimentação). Esta consideração deve ser feita ainda que a profundidade do freático não seja de
conhecimento prévio;

- o peso do material de aterro, bem como o da pavimentação sobre o tanque, são os fatores mais significativos para a
contraposição ao empuxo exercido sobre o tanque;

- outros fatores de contraposição são o peso do tanque vazio, o peso dos acessórios e o atrito do tanque contra o
material de aterro.

Os seguintes métodos de proteção contra flutuação poderão ser utilizados, de acordo com as considerações acima:

1) por ação da pavimentação e do material de aterro:


Consiste na utilização da própria camada de aterro do tanque, que poderá ser suficiente para mantê-lo fixo na cava. Neste
caso, a altura do recobrimento acrescida da espessura do pavimento (Hc) deverá ser maior ou igual a 55% do diâmetro do
tanque, limitado a 1,5 m.

Com a utilização de pavimentação de concreto armado com espessura mínima do concreto de 0,15 m, Fck mínimo
= 15 Mpa, para pavimentação ou mesmo com a finalidade específica de contrapor-se ao empuxo (ver figura B.1), o
Hc mínimo deve ser maior que 1,0 m.

Figura B.1 - Proteção por pavimentação e material de aterro

2) Por ancoragem do tanque:


O sistema de ancoragem deve ser composto por estruturas de concreto, distribuídas ao longo do comprimento do tanque,
no interior da cava, abaixo da geratriz inferior do tanque, fora dos limites da projeção do costado (ver figura B.2).
As estruturas de concreto devem ter área de projeção total mínima de 2,0 m² e volume total mínimo de 0,8 m³, posi-
cionadas de modo que fiquem diametralmente alinhadas e possuam no mínimo duas amarrações a 1/5 do comprimento, a
partir das extremidades do tanque (tampos).
A amarração deve ser firme e segura, para não afrouxar durante o aterro da cava.
Devem ser utilizados tirantes, passados transversalmente ao eixo longitudinal do tanque.
As estruturas de concreto devem possuir alças confeccionadas em vergalhão com diâmetro de 12,7 mm, para possibilitar
a amarração final (ver figura B.2).
Os tirantes e ferragens devem ser dimensionados para resistir, no mínimo, ao empuxo do tanque, considerado quando
vazio, isto é, 7,7 t para tanques de 15 000 L e 9,0 t para tanques de 30 000 L (compartimentado ou não).

O tirante de aço e as ferragens devem ser protegidos contra corrosão. O tirante e ferragens não devem danificar o revesti-
mento do tanque (ver figura B.2).
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Para facilitar o serviço de ancoragem, o tanque deve ser mantido cheio de água até o final da operação de instalação.

Neste caso a altura mínima de recobrimento (Hc) deve ser conforme 5.2.12 e tabela 2.

Figura B.2 - Sistema de ancoragem

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/ANEXO C
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Anexo C (normativo)
Medição da ovalização do tanque
Para assegurar que o aterro foi compactado de maneira adequada, a ovalização do tanque não deve exceder 2% quando
determinada pela expressão.

 Di − Df 
Ov =  × 100
 Df 
onde:
Ov é a ovalização, em porcentagem;

Di é o diâmetro interno do tanque medido antes de ser colocado na cava;

Df é o diâmetro interno medido após a colocação do tanque e compactação do aterro.

Se a ovalização do tanque exceder 2% de Di, o aterro deve ser removido e refeito com compactação suficiente para
manter a ovalização abaixo de 2%.

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Minat Terkait