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nº 1 | 2009
estudos de
conservação e
restauro
studies in conservation and restoration
estudios de conservación y restauración

IS S N - 1647-2098
ficha técnica
Edição Data

Centro de Investigação em Ciência e Dezembro 2009


Tecnologia das Artes (CITAR)

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ISSN

1647-2098

Periodicidade

Anual

estudos de conservação e restauro | nº 1 2


Conservação Preventiva e Preservação
das Obras de Arte – condições-
ambiente e espaços museológicos em
Portugal
Luís Efrem Elias Casanovas

Edição: Inapa | Santa Casa da Misericórdia de Lisboa


Lisboa, 2008
231 págs., ilustrações a cores e a preto e branco, 16,2 x 23,2cm
ISBN: 978-972-797-181-1

A publicação da dissertação de Doutoramento de Luís Efrem Elias Casanovas representa


um importantíssimo contributo para o estudo da Conservação Preventiva em Portugal,
resultante do estudo intitulado Conservação Preventiva e Preservação das Obras de Arte
– condições-ambiente e espaços museológicos em Portugal. Apresentada à Faculdade de
Letras da Universidade de Lisboa, no ano de 2006, encontra-se publicada desde Dezembro
de 2008, por iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Este trabalho é iniciado por uma revisão do conceito de Conservação Preventiva, um


dos principais objectivos do autor, elaborada mediante uma perspectiva histórica; aqui
encontramos sobretudo a referência e respectiva exaltação da figura de Garry Thomson no
surgimento do estudo sistemático das condições-ambiente. Salienta-se a importância da
História e de outras áreas do conhecimento (Ciências, História da Arte, História das Ideias,
entre outras) para uma profunda compreensão do conceito desta prática que antecede
e transcende os limites do século XX. Após esta análise histórica do conceito, Luís Elias
Casanovas estabelece um ponto de ligação entre a “preservação tradicional”, existente
sob várias formas desde a génese da criação artística, e a Conservação Preventiva, termo
amplamente utilizado actualmente. Para a criação deste termo e respectivo conceito o
autor salienta o contributo do Instituto Canadiano de Conservação e o ICCROM para a
consolidação da disciplina tal como a conhecemos hoje em dia.

Elaborada esta análise crítica sobre o próprio conceito de Conservação Preventiva, o


segundo capítulo deste trabalho concentra-se na interacção entre os materiais que
constituem os objectos culturais e as condições-ambiente. Esta análise dirige-se sobretudo
para o meio ambiente museológico, abrangendo o ciclo de vida da maioria dos bens
culturais e sua relação com a conservação: igreja/mosteiro para habitação, da oficina ao
museu. As condições no interior do espaço museológico são abordadas de acordo com
factores basilares para a Conservação Preventiva: poluição, luz, humidade, temperatura
e comportamento dos materiais. Aqui analisam-se questões de extrema relevância, tais
como a evolução do conceito de exposição e de museu enquanto objecto, bem como a
relação entre objecto cultural e público.

No encadeamento deste raciocínio segue-se uma análise da influência do clima exterior

estudos de conservação e restauro | nº 1 157


Conservação Preventiva e Preservação das Obras de Arte
condições-ambiente e espaços museológicos em Portugal
Luís Efrem Elias Casanovas

para a conservação e para a definição das condições-ambiente. Enfatiza-se novamente


o papel da História para o conhecimento da importância dos componentes do edifício na
conservação, bem como para a revisão dos valores tradicionais de temperatura e humidade
relativa (valores estes de referência actual e global) – nomeadamente a História do Clima.

Este ponto faz o elo de ligação à realidade portuguesa, ou seja, à caracterização do seu
clima e da construção tradicional dos seus edifícios e de que forma isto influencia a visão
da Conservação Preventiva nos espaços museológicos em Portugal. Deste estudo fazem
parte as análises particulares e comparativas de sete museus portugueses: Museu do
Azulejo, Museu da Fundação Arpad Szenes / Vieira da Silva, Museu da Fundação Medeiros
e Almeida, Museu Arqueológico Infante D. Henrique de Faro, Museu Municipal de Portalegre
e Casa-Museu José Régio de Portalegre, Museu da Quintas das Cruzes, no Funchal.

Luís Elias Casanovas apresenta uma abordagem que contempla e privilegia a “realidade
física e cultural de cada museu” em prol de conceitos pré-definidos que frequentemente
não se adequam à realidade e necessidades de muitas colecções. Como variáveis a
considerar encontram-se então a história da colecção, o edifício, seus constituintes e
respectivos comportamentos mecânicos e a influência do clima exterior, numa equação
única e integrante de todos estes valores.

De leitura obrigatória para todos os intervenientes nos espaços museológicos, esta obra
coloca questões pertinentes sobre os princípios basilares da Conservação Preventiva, num
esforço de constante avaliação e crítica que a preservação dos objectos culturais requer.

Salomé de Carvalho

estudos de conservação e restauro | nº 1 158