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FUNDAÇÃO ESCOLA TÉCNICA LIBERATO SALZANO VIEIRA DA CUNHA
CURSO TÉCNICO DE MECÂNICA

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO

MATHEUS PRADELLA DOS SANTOS

Esteio, 2011
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FUNDAÇÃO ESCOLA TÉCNICA LIBERATO SALZANO VIEIRA DA CUNHA
CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SANREMO S/A

MATHEUS PRADELLA DOS SANTOS


Supervisor: Valnei Pereira Ribeiro

Esteio, 2011
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1. INTRODUÇÃO
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. A EMPRESA

A empresa Sanremo S/A localiza-se na cidade de esteio, e faz parte do Grupo


Bettanin. O grupo constitui-se de 5 empresas sendo elas, Bettanin, Sanremo,
Ordene, Atlas e Primafer. Todas as empresas do grupo trabalham basicamente na
produção de materiais de plástico para uso doméstico e profissional.
Utiliza-se para a fabricação dos produtos, máquinas injetoras e sopradoras de
plástico. A maioria das máquinas são injetoras que podem ser hidráulicas ou
elétricas, das marcas LG milacron, Haitian, Sumito mo, Goldstar e Airburg.

2.1. Produtos

Cada empresa do Grupo Bettanin se especializa em algum tipo de produto, a


empresa Sanremo S/A especializou-se em produtos do dia-dia e de uso doméstico,
lançando linhas diferentes para todo o tipo de serviço. Os seus produtos são
separados por linhas sendo elas:

2.1.1. Linhas de Produtos

2.1.1.1 Linha Vizia: Esta linha de produtos compõe-se de utensílios de cozinha


como copos, jarras, açucareiros, travessas e também organizadores como porta
revistas.
2.1.1.2 Linha Fácil: A linha tem produtos que como já diz o nome são simples e
fáceis como potes de espessura fina.
2.1.1.3 Linha dia-dia: Basicamente produtos como porta sanduiches, porta
escova de dentes, potes para bolachas.
2.1.1.4 Linha casar e casar bistrô: Paliteiro, porta-queijo ralado, porta-
guardanapo são alguns dos produtos desta linha
2.1.1.5 Linha Flor: Esta linha destaca-se por sua praticidade em seus potes,
que são vedados por uma tampa cuja borda é feita em borracha impedindo qualquer
passagem de aguá. Também podem ser levados ao micro -ondas e ao freezer sem
qualquer consequência.
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2.1.2 Matéria prima

A matéria prima usada na fab ricação dos produtos é plástico, vindo da


Braskem e colocado nas máquinas pelos funcionários que fazem a função de
abastecer as injetoras, denominados abastecedores. Os insumos são de diferentes
tipos usados em diferentes produtos. Dentre eles temos o PEAD (Polietileno de alta
densidade), PEBD (Polietileno de baixa densidade), RP 141, H117, SAN e Nylon.

2.1.3 Pigmentação

A pigmentação é feita pelo formulador que mistura o pigmento geralmente em


bolinhas muito pequenas chamadas de micro-pelets, ou um pouco maiores
chamados de máster-pelets, que são misturados a matéria prima referente ao
produto em certa percentagem de acordo com uma tabela padrão. Também são
usados dosadores que são calibrados para misturar o insumo com o pigmento na
percentagem certa.

2.2 Setores da Empresa

A empresa na área de produção para técnicos constituía-se nos setores,


GAP(Grupo de auxilio a produção), Ferramentaria, Manutenção e técnico de
processos. A ferramentaria fazia o serviço de reparos, consertos em moldes e
modificação de alguns moldes novos que vinham com defeitos de seus fabricantes.
O setor de manutenção tinha um rodizio de manutenções preventivas em todas
máquinas injetoras, atendendo também muitas chamadas de manutenção corretiva,
consertando problemas elétricos e mecânicos nas máquinas. O técnico de
processos faz os testes de produtos novos, dando ordens de mudança na estrutura
do molde para melhor condição de trabalho e qualidade do produto. O setor em que
o estágio foi cumprido foi o GAP, neste setor o técnico com anda um grupo de
máquinas injetoras e todos que trabalham nela.
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K. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

3.1 Integração para o trabalho

A integração no ambiente de trabalho aconteceu em duas etapas, primeiro em


uma palestra mostrando produtos, sistema de trabalho e história da empresa. A
segunda parte foi só para os estagiários fazendo um rodízio por diferentes setores
dentro da empresa, sendo eles: Ferramentaria, Manutenção e Técnicas de
processo.

3.1.1 Ferramentaria

A integração com a ferramentaria foi feita primeiramente com uma palestra do


gerente do setor, explicando como é a estrutura de um molde para injeção de
plástico, mostrando os seus sistemas de refrigeração, extração, aquecimento e
acionamentos externos usados para dar algum detalhe a peça, geralmente usando
cilindros hidráulicos.

3.1.2 Manutenção

A integração com o setor de manutenção foi feita para que o estagiário


conhecesse melhor as máquinas que fariam parte do seu dia-dia, fazendo
preventivas em injetoras e também corretivas no interior delas quando preciso. A
manutenção de compressores de ar e de toda a tubulação de água gelada através
do sistema de troca de calor a base de amôni a é terceirizada.

3.1.3 Técnico de processos

O técnico de processos da empresa era responsável por testar os moldes


novos indicando problemas para que fossem resolvidos na ferramentaria visando
uma melhor produtividade e qualidade da peça.
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K. ESTRUTURA NO AMBIENTE DE TRABALHO

Ferramentaria: Responsável pela manutenção dos moldes e atendimento em


máquina quando preciso.
Gerência de produção: Gerencia a produção juntamente com o setor
financeiro.
Manutenção: Setor responsável por atender máquinas com problemas
mecânicos ou elétricos e também executar manutenções preventivas programadas.
Supervisor de produção: Responsável pelo rendimento da fábrica,
comandando a equipe de técnicos.
GAP: Grupo formado para comandar um grupo de máquinas e controlar uma
equipe formada por um abastecedor, um movimentador e quantas operadoras for
preciso para cada máquina.
Abastecedores: Responsáveis por abastecer as máquinas de seus
respectivos grupos com a resina adequada para certo produto.
Movimentadores: Responsáveis pela movimentação do grupo de máquinas,
requisitando material para os produtos e também movimentando a produção através
de gaiolas e cambans.
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Vperadoras: Responsáveis por ³juntar´ os produtos para que sejam levados
pelos movimentadores para a expedição, ou fazer a mon tagem dos produtos.

PCP: Setor responsável por programar os moldes que entrarão em máquina para
fazer uma produção especial ou para ficar na expedição.

K.K GAP

O GAP trabalha diretamente na produção, regulando as máquinas, fazendo


preventivas programadas, organizando o setor e direcionando serviços de
manutenção corretiva aos setores responsáveis. O estagiário técnico que ingressa
nesse setor recebe um programa a ser cumprido, visando prepar á-lo para uma
possível efetivação dentro da empresa , contendo cursos necessários para seu dia-
dia na empresa como os seguintes:

Curso de ponte rolante:


Curso realizado pelo SENAI/RS, dentro da própria empresa com a carga
horário de 15 horas. O estagiário aprende a usar a ponte rolante para realizar o
processo de setup.

Curso de polímeros:
Curso realizado dentro da própria empresa orientado pelo técnico de
processos, visando um maior conhecimento do estagiário com a matéria prima
usada nos produtos da empresa.

Curso de injeção:
O técnico do setor GAP, aprende a regular as máquinas injetoras visando
uma melhor qualidade do produto, fazendo isso diariamente ajustando problemas no
produto ou para ³largar´ alguma máquina injetora que estava em preventiva ou que
teve sua referência trocada por setup.
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K.4 MOLDES

Os moldes são a ³ferramenta´ básica para a injeção, são deles que vão sair os
produtos injetados e são compostos de duas parte,macho e fêmea, como ilustrado
nas figuras abaixo:

Figura 1

Figura 1 ± Molde, parte macho e seus componentes.

Legenda:
1- Parte externa do molde:Geralmente feita em aço, devendo suportar a força de
fechamento da maquina sem se deformar.
2- Pinos extratores:Ao avançar a placa extratora auxiliam o anel extrator a
avançar sem sair do eixo.
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3- Anel extrator: Principal componente para a extração de uma peça, ele avança
conforme a placa, que se move com a entrada do pino extrator, empurrando o
conjunto e recuando através da força das molas.
4- Pinos guia: Ajudam a manter o molde alinhado durante o trabalho. Também
são usados como item de segurança para que q uando alguma peça que não
tenha a extração efetuada com sucesso e tranque entre as faces do molde,
não force o servo-motor da máquina, podendo causar danos maiores.
5- Cavidade: Onde o plástico entrará e copiará exatamente suas características.
A cavidade normalmente é polida para uma melhor qualidade do produto.
Geralmente nela são instalados sistemas de extração por ar, onde são
colocadas válvulas do tipo chapéu, ajudando na extração da peça.
6- Molas: Servem para o retorno da placa extratora a sua posição de o rigem.
7- Placa extratora: Movem os pinos extratores.
8- Entrada do pino extrator da máquina .

Figura 2- Molde, parte fêmea e seus componentes.


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Legenda:

 Furo.
2- Canal de injeção: Podem ser um ou mais canais de injeção, isso varia de
acordo com o tamanho e característica da peça a ser injetada. Geralmente
aquecido por uma resistência específica para que não obstrua o canal
durante o processo de injeção devido ao resfriamento da resina.
3- Anel de centragem: Peça adaptada ao molde para uma melhor centragem
do molde na máquina, evitando vazamento de plástico durante o processo
devido a má centralização do canal de injeção com o bico de injeção da
máquina.
4- Cavidade fêmea: Na cavidade fêmea encontra -se válvulas de ar para
extração da peça e também o canal onde o plástico entrará, geralmente
aquecido por uma resistência podendo chegar a uma temperatura de até
350ºC, deixando o plástico derretido até completar toda a cavidade.

K.5 MÁQUINAS INJETORAS

As injetoras são classificadas geralmente em dois grupos: Injetora s elétricas e


injetoras hidráulicas. As injetoras hidráulicas são comandadas por sensores elétrico s
que enviam sinal a máquina possibilitando o movimento de inúmeros cilindros
hidráulicos ligados por uma ou mais bombas. Essas máquinas já estão um pouco
ultrapassadas pois não tem a mesma confiabilidade e resposta de produção de uma
máquina elétrica, seus ciclos entre um dia e outro podem variar devido a fatores
como a temperatura do óleo e manutenção geral da máquina, afetando diretamente
no rendimento operacional da fábrica. As injetoras elétricas são comandadas
diretamente por um servo-motor e movimentando seus platôs através de uma
braçagem mecânica acoplada nos tirantes da máquina. Atualmente a empresa
Sanremo conta com a maioria de suas máquinas elétricas, justamente por ter um
rendimento melhor comparado à outras máquinas.
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3.5.1 Injetoras elétricas

A figura abaixo mostra alguns dos componentes principais de uma máquina


injetora elétrica.
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