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INTRODUÇÃO

A ervilhaca (Vicia sativa L.) é uma leguminosa herbácea, glabra de ciclo anual,
originária da região do mediterrâneo (YTAMAR J. B. MORAIS, 1995). É a leguminosa forrageira
mais usada no Rio Grande do sul, de hábito trepador, de raízes profundas e ramificadas possui
caule oco, ramificado e decumbente, de porte relativamente alto (60 a 150 cm). Suas folhas
são pinuladas com 3 a 10 pares de folíolo nessa espécie apresenta folíolos mais largos e
arredondados dos que às demais. Suas flores geralmente apresentam coloração que vão do
azul, violácea ou arroxeada e raramente a cor branca, as flores da ervilhaca (Vicia sativa L.)
são solitárias ou geminadas. (ANTÓNIO FERNANDES - Eng.º Agrícola ,ABEL NOGUEIRA
(colab.) - Eng.º Téc. Agrário,2001.
É uma planta, de clima temperado a subtropical, sensível ao frio não resiste nem à
seca nem ao calor excessivo, embora muitas plantas tenham se adaptado a invernos rigorosos
e secos. Não tolerando solos muito úmidos, nem os excessivamente ácidos (LANZANOVA).
A utilização de ervilhaca proporciona uma boa cobertura e proteção do solo. Além de
servir como adubo verde, também é forrageiro de excelente qualidade para a alimentação
animal, produzindo forragem de elevado teor protéico e de boa palatabilidade.
A utilização de leguminosas de inverno pode resultar na melhoria de oferta de forragem
nos períodos de escassez de pastagem. O uso de forrageiras de inverno apresenta-se como
uma alternativa capaz de reverter essa situação resultando, mesmo nessa época do ano, em
ganhos de peso dos animais e incrementos na produção leiteira. (VALDINEI TADEU
PAULINO).
. Além disso, devido à capacidade de fixação de nitrogênio, melhoram a qualidade do
solo (Marcel Negrelo, 2007), sendo que a ervilhaca é uma boa opção para o cultivo de
Outono/Inverno, como adubação verde e como planta forrageira devido o seu hábito de
crescimento, pode ser consorciada com uma gramínea produzindo maior quantidade de massa
verde. O plantio é recomendado entre os meses de abril a maio na região sul do Brasil, sendo
que a época mais tardia favorece a produção de grãos em relação à produção de biomassa
vegetal. Sua produção de massa verde está em torno de 20 a 28 t/ha (ALCÂNTARA et al.,
1992).

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OBJETIVO

Objetivo do trabalho foi avaliar a performance e comportamento da cultura da ervilhaca comum


(Vicia satica L),em condições de solo e clima do município de São Luiz Gonzaga como
pastagem de inverno e adubação verde, acompanhar o ciclo de desenvolvimento e futura
observação de suas propriedades forrageiras e produção de sementes.

MÉTODO E MATERIAL

O presente trabalho desenvolveu-se a campo, em área pertencente à Escola Técnica


Cruzeiro do Sul,localizada no município de São Luiz Gonzaga, RS ( longitude 28° 24’ Sul e
latitude 54° 70’ Oeste), no período de maio e junho de 2010, onde foram implantados canteiros
de forrageiras de inverno.
O local onde foi conduzido à área experimental é de declividade suave, o solo do local é
descrito como latossolo vermelho distrófico típico, com índice pluviométrico médio anual de
1,793mm.
Em abril de 2010 foi realizada a coleta de amostra do solo, para a realização da análise
da fertilidade da área.
No dia 15 de maio de 2010 foi realizado o preparo da área a ser cultivada, que antes da
instalação do experimento apresentava-se completamente inçada, com touceiras de gramíneas
e presença de resíduos culturais passados. Ás condições do solo era de elevada umidade no
momento do preparo do local, fatores que dificultaram o uso de maquinários e implementos na
lavoura.
Os procedimentos do preparo primário do solo, foram inicialmente a roçagem mecânica
do terreno com uso de trator Valmet 85 juntamente com roçadeira , no entanto o implemento
utilizado não conseguiu realizar bem o trabalho, devido ao fato da vegetação ser muito densa,
sendo então substituído por grade leve. Após a operação de gradagem foi feita a troca de
maquinário, dando o uso a um trator de maior potência Valmet 885 e escarificador de 7 hastes
para o revolvimento das camadas de ( 0-20cm) do solo. Na operação final foi usada novamente
à grade leve para nivelamento da área pós escarificação.
A medição da área destinada à lavoura experimental teve como equipamento de
metragem trena, sendo que as primeiras medidas tomadas foram largura e comprimento do
local, tendo como respectivos valores, 50 e 70m, portanto tratava-se de uma área de 0,35 ha.
O passo seguinte foi dividir a área em canteiros de 25m² cada. Devido as dimensões do
terreno, possibilitou que se fizessem dois canteiros para cada uma das 8 culturas a serem
implantadas,dessa forma a área foi dividida em 18 canteiros dos quais 2 foram destinados ao
pousio ,sendo 9 dispostos na parte de cima e outros 9 embaixo.Nos entornos de cada canteiro
foram deixados corredores de 2 m de largura.
Foram destinado a ervilhaca o segundo e o terceiro canteiro da parte superior da área,
sendo estes delimitados por estacas devidamente alinhadas. Do total da área dos 0,35 ha do
terreno cedido foram ocupado aproximadamente 65x16m, levando em conta o espaço dos
entorno dos canteiros.
Uma semana após o preparo da área, foi realizado o processo de semeadura dos
canteiros. No preparo individual de cada gleba foi realizada uma capina manual para
descompactação e retirada da vegetação remanescente do preparo anterior. Para adquirir a
uniformidade do solo pós capinado, foi feito o uso de rastel .
Após o preparo dos canteiros esses foram separados ao acaso em duas formas de
plantio, um sendo semeado em linha e outro recebeu semeadura a lanço. Seguindo as
recomendações de semeadura para o plantio a linha da ervilhaca (Vicia sativa L.), foram
medidos 25 linhas no sentido perpendicular a declividade do terreno, com o espaçamento
entre-linhas de 20 cm, com a profundidade de aproximadamente 3 cm, realizações essas feitas
de modo manual utilizando materiais rudimentares como barbante de 5m de comprimento
usado par alinhar uma ponta a outra e pequenas estacas de madeiras pra abrir os sulcos.

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A densidade de semeadura recomendada para ervilhaca é de 40 a 60kg/ha o que
infere que na área de 25m² , a densidade é respectivamente de 100g a 150g. Como toda
leguminosa, a inoculação das sementes, através do contato com inoculante é uma prática
absolutamente necessária. (YTAMAR J. B. DE MORAES, 1995) para que se disponha de
melhores resultados na cultura. O inoculante usado à base de turfa moída foi dissolvido em
solução de água. As sementes foram despejadas nesta solução e misturadas bem até a
cobertura total dessas.
Na semeadura dos canteiros a linha e a lanço foram usados respectivamente 150g e
200g, portanto sendo adotado a densidade de 60 kg/ha. A escolha dessa maior densidade
deve-se ao fato de ser desconhecido o poder germinativo das sementes, sendo acrescido a
esse valor 1/3 a mais de semente que o recomendado no caso da semeadura a lanço, onde os
riscos de se ter uma germinação mais desuniforme são maiores. Para a semeadura a linha foi
utilizada aproximadamente 6g de semente para cada uma das 25 linhas do canteiro.
Seis dias pós semeadura averiguou a presença de formigueiro (≈12) dentro dos
canteiros e no corredor que separa as duas glebas. Pela observação realizada no tipo de
formigueiro pode-se inferir que as formigas instaladas na área, eram na maioria da espécie
(Solenopsis saevissima) popular formiga ruiva e dois focos de formigas cortadeira (Atta spp.),
sendo feito o uso de formicida Sitromax e do inseticida Morten Neocid para o controle dos
focos.
No oitavo dia após a semeadura, foi feita adubação de fósforo e potássio dos canteiros
seguindo as necessidades da cultura apontada pelo resultado da análise do solo. Na mesma
data, os entorno laterais e inferiores do canteiro foram preparados com capinas manuais, os
quais receberam a semeadura de azevém a lanço na quantidade de aproximadamente 300g. O
corredor superior dos dois canteiros foi cortado com uso de tesoura de jardinagem de modo a
reduzir o volume da vegetação presente.
A ressemeadura foi necessária pelo fato de uma não germinação total nos dois
canteiros sendo realizado no dia 09 de junho do mesmo ano (aproximadamente de 200g de
semente foram usados para nova semeadura sendo que a divisão desse valor, teve o maior
volume destinada ao canteiro a lanço) a ressemeadura realizada foi feita sem o uso de
inoculante e fora da época aconselhável ao plantio de ervilhaca que é de abril a maio.

Obs: O sistema de preparo usado para o experimento foi o sistema de plantio


convencional, devido ter ocorrido o revolvimento do solo e retirada da cobertura vegetal no
momento da semeadura dos canteiros. Esse preparo deverá ser sucedido pelo plantio direto,
portanto deve-se deixar sobre a superfície do solo a resteva da ervilhaca.

ADUBAÇÃO PARA CULTURA DE ERVILHACA (Vicia sativa L.)

A ervilhaca por se tratar de uma leguminosa, frequentemente apresenta deficiência de


fósforo e potássio, portanto mostram pouca persistência (LANZANOVA). O manejo da
adubação em pastagens para favorecer as leguminosas deve-se dar preferência à adubação
fosfatada (LANZANOVA). A ervilhaca desenvolve-se bem em solos arenosos ou argilosos,
porém, preferencialmente ricos em matéria orgânica e com bons conteúdos de cálcio e fósforo..
Os resultados da análise do solo da área feita em abril de 2010, foram 60% de argila,
pH: 6,4ppm,P: 5,2ppm,K:90ppm,MO 3,5%,Al:0,0 cmolc dm-3,Ca: 8,4 cmolc dm-3 ,Mg: 3,8 cmolc
dm-3,H+Al: 2,2 cmolc dm-3,CTC cmolc dm-3: 14,6 , saturação por base: 84,9% e saturação por
alumínio de 0,0%. Foi aplicada em cada canteiro a mistura de ≈115de cloreto de potássio
(42%K), e 360g de super triplo (uma vez que o fósforo estava baixo e o potássio estava alto )
segundo recomendação do Manual de Adubação e Calagem dos estados do Rio Grande do Sul
e Santa Catarina para o primeiro cultivo da cultura de ervilhaca.
O método de aplicação do adubo nos canteiro foi feito a lanço e de cobertura, não sendo
realizada adubação de base.
O uso de calcário foi desnecessário, pois o pH do solo se encontrava na faixa 6,4ppm, valor
ideal para a cultura da ervilhaca. O pH ideal deve situar-se entre 5,0 a 6,5. Esta espécie é
capaz de incorporar ao solo até 90 kg/ha de nitrogênio anualmente, o que a torna como
eficiente adubo verde para as culturas subsequentes. A adubação nitrogenada pra cultura de
ervilhaca não é recomendada devido à eficiência da fixação biológica de nitrogênio do ar por
estirpes de rizobio.

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MANEJO DA PASTAGEM DE ERVILHACA

Uma das atividades econômicas de maior importância no Brasil é a pecuária e a área de


pastagem cultivada atinge cerca de 115 milhões de hectares, enquanto que a pastagem nativa
conta com144 milhões de hectares (VILELA, 2005).
A produção de pastagens, seja nativa ou cultivada, apresenta como limitação a variação
na disponibilidade de forragem, verificando-se ao longo do ano um ciclo de maior produção de
forragem e outro de menor produção (UFRGS, 2005).
O desafio de qualquer sistema de produção é o de manejar este ciclo de oferta. A
utilização de espécies de inverno, programas de fertilização do solo, calagem e fenação são
algumas das alternativas para reduzir o déficit na oferta de alimento (UFRGS, 2005).
Ervilhaca (Vicia sativa) é uma leguminosa a de inverno de interesse forrageiro, que
apresenta inúmeras vantagens, como adubo verde ou forragem de inverno (COSTA et al.
1993). Sua produção de massa verde está em torno de 20 a 28 t/ha (ALCÂNTARA et al., 1992).
Não se aconselha o uso como alimentação exclusiva, devendo-se associá-la com outras
gramíneas, devido à possibilidade de ocorrência do timpanismo.
Além de apresentar um bom crescimento que proporciona uma eficiente cobertura
protetora e melhoradora dos solos agrícolas. Esta espécie desenvolve-se em solos corrigidos
ou já cultivados, com bons teores de cálcio, fósforo e sem problemas de acidez. Pode ser
empregada como forrageira (vários pastejos) ou como adubação verde. Pode ser consorciado
com aveia, centeio etc. É recomendada para o cultivo em rotação de culturas, principalmente
antecedendo milho (aporte de 80 a 100 kg de nitrogênio/ha) soja, arroz, sorgo, etc.
Leguminosa forrageira, que permite vários pastejos, e adubo verde;
-Permite consorcio com gramíneas;
-Produz forragem de elevado teor protéico e de boa palatabilidade;
-Tem ciclo mais curto que a ervilhaca peluda, florescendo aos 100-130 dias;
-Recomendada para o cultivo em rotação de culturas. O pastoreio deve ser realizado antes
da floração; a rebrota é utilizada para produção de feno, silagem ou até mesmo de
sementes. É pouco resistente ao pisoteio dos animais, (SEPROTEC).
O melhor aproveitamento da cultura da ervilhaca é a consorciação (Tabela 1.) com
gramíneas como azevém, centeio, aveia preta que ajuda a melhorar a qualidade nutritiva da
pastagem par bovino de leite (LANZANOVA). Na forma de consórcio a ervilhaca possibilita o
pastejo direto, uma vez que o cultivo solteiro da cultivar não é resistente ao pisoteio
(LANZANOVA).

Tabela 1- Rendimento de matéria seca e nitrogênio (N) acumulado na parte aérea de aveia preta ,
ervilhaca comum e nabo, em cultivos solteiros e consorciados ,e rendimento de grãos de milho cultivado
em sucessão ,com e sem aplicação de N em cobertura.Eldorado do Sul,2001/2002

Fonte: Ciência Rural,Santa Maria ,vol. 37 nº4, julho agosto 2007.

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A ervilhaca é uma excelente pastagem para animais. O pastoreio deve ser realizado
antes da floração; a rebrota é utilizada para produção de feno, silagem ou até mesmo de
sementes. O cultivo é limitado pela umidade demasiadamente alta.
Pode ser estabelecida em plantio direto Quando destinada a animais, o pastejo deverá
ser feito antes da floração. Quando consorciada com gramíneas, como aveia preta, azevém,
centeio entre outras, não se recomenda o pastejo nestas mesclas, dada à pequena capacidade
de rebrote e suporte ao pisoteio (YTAMAR J. B. MORAIS,1995). Pelo seu hábito de
crescimento trepador, produz maior biomassa do que em cultivo solteiro A ervilhaca tem
potencial para produzir forragem de boa qualidade e massa para adubação verde (YTAMAR J.
B. MORAIS,1995).
O manejo (corte/ incorporação/ dessecação) deve ser feito no pleno florescimento,
quando a ervilhaca apresenta o máximo acúmulo de nutriente.
O rendimento de massa verde em uma cultura bem estabelecida pode chegar a
35toneladas por hectare, mas varia em média de 20 a 30T /ha( Tabela 2). A produtividade de
grãos pode variar de 500 a 700 kg/ha (LEANDRO CAVALARI).

Tabela 2.Produção de massa verde, matéria seca ( M.S)e montante de nitrogênio,fósforo e potássio(% da
M.S)de algumas espécies.

O manejo da massa verde com o objetivo de se realizar o cultivo em Plantio Direto sobre
a palha da ervilhaca, deve-se promover o acamamento do material quando esta se encontrar
na fase de pleno florescimento, com aproximadamente 35 cm de altura (em plantio solteiro),
que ocorre dos 130 aos 170 dias após a semeadura. Por ocasião da necessidade de um cultivo
subseqüente, caso as plantas não tenham atingido o pleno florescimento, estas devem ser
controladas com herbicidas de ação total (LEANDRO CAVALARI).
Deve-se fazer o diferimento da pastagem da ervilhaca (retardo de um pastoreio cada ano em
um potreiro ou área), de pelo menos um mês, até que aja terminada a maturação das
sementes, para que a renovação e adensamentodas pastagens, com finalidade de preservar o
alimento para uma época mais propicias.

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REVISÃO DE LITERATURA

Benéficos da ervilhaca como antecessora do milho:

As espécies leguminosas de inverno possuem capacidade de fixar N atmosférico

através da simbiose com bactérias específicas. Isto eleva a disponibilidade desse nutriente no

solo, tornando as plantas desta família benéficas para anteceder a cultura do milho. Estima-se

que 46kg de N são acumulados por tonelada de matéria seca de parte aérea da ervilhaca

comum (Vicia sativa) (BORKERT et al., 2003). Por sua vez, (AMADO et al. 2002) estimam que

a contribuição média de N da ervilhaca é de 120kg ha-l, variando de 50 a 200kg ha-l. No

entanto, devido à baixa relação C/N, a velocidade de liberação de N dos resíduos de

leguminosas é muito rápida, quando comparada a outras espécies, tais como as poáceas.

Estima-se que aproximadamente 60% do N da matéria seca da ervilhaca seja liberado durante

os primeiros 30 dias após seu manejo (AMADO et al., 1999; AITA et al., 2001 e AITA &

GIACOMINI, 2003). Em função disto, recomenda-se que a semeadura do milho ocorra num

período de tempo não superior a uma semana após o manejo (AITA et al., 2001; GIACOMINI et

al., 2004). Outra vantagem do uso de leguminosas como cobertura de solo é a liberação mais

lenta do N em relação aos adubos nitrogenados químicos, gerando menor risco de poluição ao

ambiente.

O uso do consórcio entre espécies poáceas (aveia preta) e leguminosas (ervilhaca comum)

diminui a necessidade de investir recursos financeiros na adubação nitrogenada em cobertura

no milho em sucessão, sem reduzir o rendimento de matéria seca total da cobertura de solo em

relação ao cultivo isolado de aveia preta (BORTOLINI et al., 2000). Neste mesmo estudo, estes

autores verificaram que as vantagens do uso da ervilhaca comum isolada como cobertura de

solo para fornecer N não se manifestaram com aplicação de altas doses de N na cultura do

milho cultivada em sucessão ao consórcio aveia preta e ervilhaca comum.

Com relação à proporção de sementes das espécies, verifica-se que, à medida que aumenta

a proporção de sementes de ervilhaca comum no consórcio com aveia preta, aumenta a

quantidade de N acumulada na planta e o rendimento de grãos de milho especialmente quando

cultivado sob doses baixas de N (BORTOLINI et al., 2000).

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A grande limitação do uso deste sistema de consórcio é que o rendimento de matéria

seca da ervilhaca comum é potencializado nas condições do Rio Grande do Sul somente no

final de setembro e no início de outubro, o que inviabiliza a semeadura precoce (agosto) de

milho em sucessão, o que é vantajosa em determinadas regiões do Estado (FORSTHOFER,

2004; REUNIÃO TÉCNICA..., 2005).

Quanto à ervilhaca, a preferência pela espécie deve-se principalmente à sua

capacidade de fixar o N2 atmosférico, fato que contribui para a melhoria do balanço de N no

solo. Os trabalhos de pesquisa realizados com esta espécie evidenciam que, além de propiciar

a cobertura do solo, protegendo-o da erosão, ela fornece N ao milho em sucessão, podendo

substituir parcial (AITA ET AL., 1994) ou totalmente (DA ROS & AITA, 1996) a adubação

mineral nitrogenada da cultura, além do seu uso viabilizar maior rendimento de grão no

milho(Tabela 3.). Apesar destes benefícios, nota-se que os resíduos culturais da ervilhaca,

como cultura solteira, desaparecem rapidamente, mesmo quando deixados na superfície do

solo, dada à facilidade com que são decompostos pela população microbiana, contrariamente

àqueles da aveia que persistem por mais tempo (DA ROS & AITA, 1996).

O cultivo consorciado de aveia e ervilhaca proporciona uma fitomassa que se decompõem

mais lentamente no solo do que a ervilhaca solteira, protegendo-o dos agentes erosivos e, ao

mesmo tempo, forneça mais N ao milho em sucessão do que a aveia solteira. Para que a

proteção do solo e o suprimento de N ao milho sejam maximizados, é necessário conhecer a

dinâmica de decomposição e de liberação de N dos resíduos culturais oriundos da aveia e

ervilhaca, quando consorciadas em diferentes proporções de densidade de semeadura. (R.


HEINRICHS, C. AITA, T. J. C. AMADO & A. L. FANCELLI).

Tabela 3.Rendimento de milho em resposta a três épocas de manejo de diferentes plantas de cobertura
de inverno.DAS = dias antes da semeadura do milho

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Fonte:Ruedel(1995)

Produção animal com leguminosas:

O plantio de leguminosas (Vicia sativa, por exemplo) exclusivas em áreas separadas,


onde os animais têm acesso durante determinados períodos do dia ou do ano, é chamado de
“banco de proteína” ou “legumineiras”. Sua utilização ainda é bem reduzida, mas vem
despertando interesse pelos pecuaristas.
Um dos principais benefícios da leguminosa na pastagem é a melhoria da produção
animal, através do efeito da participação direta da leguminosa melhorando e diversificando a
dieta do animal (as leguminosas em geral apresentam melhor valor alimentício– protéico bruta
e digestibilidade são os atributos mais marcantes) e também do aumento da disponibilidade de
forragem pelo aporte de nitrogênio ao sistema (através da sua reciclagem e transferência para
a gramínea acompanhante).RENATA W. MASCHIETTO BATISTA E CLODOALDO ROCHA DE
ALMEIDA, 2006).

Produção de grãos:

Para a colheita de grãos devem se realizar vistorias periódicas a fim de saber o momento
correto de se realizar a colheita. A operação de colheita deve ser realizada em dias nublados
para se evitar a perda de grãos através da abertura da vagem e queda das sementes ao chão.
A colheita pode ser feita manualmente (com cegadeira) ou através de uma automotriz
(principalmente quando consorciada). A produtividade de grãos pode variar de 500 a 700
kg/ha (LEANDRO CAVALARI).

Tabela 4:Composição química médias da ervilhaca comum:

Fonte: Abreu et al. (1982) tabelas de valor alimentar – Forragens Mediterrânicas em Portugal. ISA/NIA,
Lisboa.

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PROJETO DE ROTAÇÃO DE CULTURA PARA DUAS ÁREAS 25 HECTARES
EM SUCESSÃO A CULTURA DE ERVILHACA:

1º ANO 2° ANO 3º ANO

D(1ha) ALFAFA ALFAFA ALFAFA ALFAFA ALFAFA ALFAFA

1ºANO
VERÃO:
GLEBA A: implantação na lavoura da cultura de milheto para pastejo direto pode-se iniciar o
pastejo a partir de 30 a 40 dias após a emergência, quando as plantas alcançam 40 cm de
altura e retirar os animais deixando um resíduo de 10 cm. sendo uma alternativa para aumentar
a produtividade animal e o desfrute na pecuária de corte e leite. Podem ser fornecido
complemento alimentar a base de ração ou grãos.
GLEBA B: implantação da lavoura de milho para fins de comercialização de grãos, deixando
de 5 a 10% para alimentação animal.
GLEBA C: implantação da lavoura de sorgo granífero,como cultura de valor econômico a 10%
para utilizar como alimentação animal, na forma de grão ou ração.
GLEBA D: alfafa, que poderá ser utilizada como complemento alimentar (na forma
defeno,silagem ou pasto verde). Planta perene a ser usada nos 3anos
INVERNO
GLEBA A; implantação de consórcio aveia preta e ervilhaca, em sistema de piqueteamento,
com 8 piquetes de 1 ha cada, mantendo os animais por no máximo 3 dias em cada um.
GLEBA B: implantação de cultura de girassol para venda de grãos.
GLEBA C: inicio de abril implantação de nabo forrageiro (¹) na lavoura sendo que esse vai ser
manejado até junho quando será feito a instalação da pastagem consorciada de azevém e
ervilhaca, em sistema de piqueteamento, sendo estabelecidos 8 piquetes de 1ha
cada,mantendo os animais por no máximo até três dias em cada.
GLEBA D: alfafa
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(¹)Nabo Forrageiro possui, alta capacidade de reciclagem de nutrientes do solo, principalmente do fósforo e
nitrogênio. Seu sistema radicular vigoroso pode ser classificado como excelente subsolador natural. Os efeitos benéficos
nas culturas seguintes são visuais. Uma cultura de milho implantada após a cultura de nabo forrageiro chega a produzir
uma tonelada a mais por hectare se comparada com uma área deixada em pousio. (²)Aveia preta:O pastejo deve ser
iniciado quando as plantas atingirem aproximadamente 30 cm de altura, o que acontece cerca de 45 a 60 dias após a
semeadura, e os animais devem ser retirados quando ainda houver um resíduo de 7 a 10 cm de altura, para permitir
um melhor rebrote. (³)Azevém :O pastejo deve ser iniciado quando as plantas atingirem aproximadamente 30 cm de
altura, o que acontece cerca de 45 a 60 dias após a semeadura, e os animais devem ser retirados quando ainda houver
um resíduo de 7 a 10 cm de altura, para permitir um melhor rebrote. (4) A Ervilhaca é uma boa opção para o cultivo
de Outono/Inverno, como adubação verde e como planta forrageira, devido o seu hábito de crescimento, pode ser
consorciada com uma gramínea produzindo maior quantidade de massa verde. O plantio é recomendado entre os
meses de março e julho, sendo que a época mais tardia favorece a produção de grãos em relação à produção de
biomassa vegetal.
2º ANO

GLEBAS VERÃO INVERNO VERÃO INVERNO VERÃO INVERNO


NABO F.
A(8ha) MILHETO Av./ERV CAPIM ELEFANTE TREMOÇO MILHO EAV/AZ/ERV
NABO F.
B(8ha) MILHO GIRASSOL SOJA AV/AZ/ERV MILHETO CANOLA
NABO F. E
C(8ha) SORGO AZ/ERV MILHO CANOLA SOJA AV/AZ/ERV
VERÃO
GLEBA A: implantação de capim elefante, espécie de alta produtividade cortada e oferecida
aos animais no cocho, mas também pode ser utilizada em pastejo. O corte é feito quando as
plantas chegam a 1,20 m e deixa-se um resíduo de no máximo 20 cm.
GLEBA B: implantação da lavoura de soja par fins de comercialização de grãos, deixando de 5
a 10% para utilizar como alimentação animal, na forma de grão ou ração.
GLEBA C: implantação da lavoura de milho para fins de comercialização de grãos, deixando
de 5 a 10% para utilizar como alimentação animal, na forma de grão ou ração.
GLEBA D: alfafa

INVERNO
GLEBA A: utilização do tremoço na área, cultura destinada a adubação verde, que vai servir
como fixadora de Nitrogênio do ar e produção de matéria orgânica, que tende a aumenta a
capacidade de infiltração da água, protegendo o solo contra a erosão. Podendo servir para
produção de grãos
GLEBA B: implantação de nabo forrageiro (¹),sendo que esse deve ser manejado até junho
quando deverá ser implantado a pastagem consorciada de aveia preta(²), azevém(³) e
ervilhaca(4), em sistema de piqueteamento, sendo estabelecidos 8 piquetes de 1 ha
cada,mantendo os animais por no máximo até três dias em cada
GLEBA C; implantação da cultura do canola pra fins comerciais do grão implantação da
lavoura de soja par fins de comercialização de grãos, deixando de 5 a 10% para utilizar como
alimentação animal, na forma de grão ou ração.
GLEBA D: ALFAFA

3º ANO

VERÃO

GLEBA A; implantação da lavoura de milho para fins de comercialização de grãos, deixando


de 5 a 10% para utilizar como alimentação animal, na forma de grão ou ração.
GLEBA B: implantação na lavoura da cultura de milheto para pastejo direto Pode-se iniciar o
pastejo a partir de 30 a 40 dias após a emergência, quando as plantas alcançam 40 cm de
altura e retirar os animais deixando um resíduo de 10 cm. sendo uma alternativa para aumentar
a produtividade animal e o desfrute na pecuária de corte e leite. Podem ser fornecido
complemento alimentar a base de ração ou grãos.
GLEBA C: implantação da lavoura de soja par fins de comercialização de grãos, deixando de 5
a 10% para utilizar como alimentação animal, na forma de grão ou ração.
GLEBA D: alfafa

INVERNO

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GLEBA A: implantação de nabo forrageiro (¹), sendo que esse deve ser manejado até junho
quando deverá implantada o consórcio d avia preta /azevém e ervilhaca no sistema de
piqueteamento, com 8 piquetes de 1 há cada,os animais devem permanecer lá por no máximo
3 dias.
GLEBA B: implantação da cultura do canola pra fins comerciais do grão implantação da
lavoura de soja par fins de comercialização de grãos, deixando de 5 a 10% para utilizar como
alimentação animal, na forma de grão ou ração.
GLEBA C: implantação de pastagem consorciada de aveia preta /azevém e ervilhaca e no
sistema de piqueteamento, com 8 piquetes de 1 há cada,os animais devem permanecer, lá por
no máximo 3 dias.
GLEBA D: alfafa

Recomendações e sugestões:

• No sistema rotativo preferencialmente, não se deve plantar os piquetes todos ao


mesmo tempo, deve-se ter um intervalo de, por exemplo, de 2 a 3 dias no plantio entre
um piquete e outro,para que a pastagem não envelheça.
• Alfafa cultivada na gleba d poderá ser utilizada como complemento alimentar (na forma
de feno, silagem ou pato verde),os animais devem ser mantido em piquetes podendo
ser alimentados no cocho.
• O proprietário deve aproveitar o menor preço do boi magro (19 meses) que ocorre um
pouco antes da entrada do inverno (entre abril e começo de junho) pra comprar,alguns
animais para engorda-los nos piquetes para que durante o inverno preferencialmente
pelo mês de agosto,quando o peso do boi gordo (24 meses),apresenta uma maior
cotação, e vende-lo.

• Nesse sistema de pastejo rotativo o animal é colocado por volta de abril e maio e
retirado de lá pelos meses de outubro ou novembro quando deverão ser implantadas
as culturas de verão. Deve-se fazer o diferimento das pastagens por 1mês para que
elas possam recuperar seu vigor.
.
• Todas as pastagens devem deixar resteva que depende de cada espécie cultivada,
para o rebrote da planta alem d também servir de palhada para o sistema de plantio
direto.

Obs: O sistema de rotação planejado para o verão do primeiro ano das glebas A, B e C,
inciaram com gramíneas uma vez que cultura anterior foi uma leguminosa (ervilhaca).
O sistema de plantio usado deverá ser o plantio direto, que ser realizado diretamente na
resteva da ervilhaca (Vicia sativa).

11
CONCLUSÃO
A implantação da área experimental da forrageira de inverno, ervilhaca (Vicia sativa L.) vem a
propiciar o conhecimento mais afinco do que é o sistema de produção e implantação de
pastagens de inverno além de práticas de preparo e plantio da cultura, além de nos permitir
vivenciar na prática em escala menor as dificuldades de implantação e manutenção de uma
lavoura.

12
REFERÊNCIAS

Referências bibliográficas:

Moraes,Ytamar J.B de Forrageiras:conceitos,formação e manejo/Ytamar

J.B. de Moraes –Guaíba Agropecuária,1995.

Alcântara , Paulo Bardauil,1951- Plantas Forrageiras:gramíneas &

leguminosas/ Paulo Bardauil Alcântara ,Gilberto Bufarah.-São Paulo

:Nobel,1988-1999.

Manual de Adubação e Calagem para os estados do Rio Grande do Sul

e Santa Catarina.

Artigos científicos relacionados:

PASTAGENS DE INVERNO -Valdinei Tadeu Paulino REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE


AGRONOMIA – ISSN 1677- 0293 PERIODICIDADE SEMESTRAL – ANO III EDIÇÃO NÚMERO 5 –
JUNHO DE 2004

Manejo das pastagens de inverno e potencial produtivo de sistemas de integração


lavoura–pecuária no Estado do Rio Grande do Sul-Rodrigo da Silveira Nicoloso, Mastrângello Enívar
Lanzanova ,Thomé Lovato Ciência Rural, Santa Maria, v.36, n.6, p.2006

Sistema de cobertura de solo no Inverno e seus efeitos sobre o rendimento de milho em sucessão
- Adriano Alves da Silva. Paulo Régis Ferreira da Silva, Elias Suhre, Gilber argenta, Mércio Luiz Strieder e
Lisandro Rambo.Ciência rural ,Santa Maria,v.37n.4

MANEJO DA ERVILHACA COMUM (Vicia sativa L.) PARA CULTIVO DO MILHO EM


SUCESSÃO, SOB ADUBAÇÃO NITROGENADA-PAULO REGIS FERREIRA DA SILVA1,

13
ADRIANO ALVES DA SILVA, GILBER ARGENTA, MÉRCIO LUIZ STRIEDER e EVERTON
LEONARDO FORSTHOFER-Revista Brasileira de Milho e Sorgo, v.6, n.1, p.50-59, 2007

Sites:

http://www.pirai.com.br/ > acesso em 20 de junho de 2010

http://www.semeata.com.br/> acesso em 18 de junho de 2010

http://www.seprotec.com.br/ >acesso em 23 de junho de 2010

REFERÊNCIA DE MATERIAIS DE USO NA AULA DE PRODUÇÃO E MANEJO DE PASTEGENS

INTRODUÇÃO.................................................................................................................1
OBJETIVO....................................................................................................................2
MÉTODO E MATERIAL.........................................................................................2
ADUBAÇÃO PARA CULTURA DE ERVILHACA (Vicia sativa L.).......................3
MANEJO DA PASTAGEM DE ERVILHACA...........................................................4
REVISÃO DE LITERATURA ....................................................................................6
PROJETO DE ROTAÇÃO DE CULTURA PARA DUAS ÁREAS 25 HECTARES
EM SUCESSÃO A CULTURA DE ERVILHACA:....................................................9
CONCLUSÃO.............................................................................................................12
REFERÊNCIAS..........................................................................................................13
ANEXOS.....................................................................................................................14

ANEXOS

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16
17
18
Fonte: Plantas Forrageiras: gramíneas & leguminosa/ Paulo Bardauil Alcântara,
Gilberto Bufarah - São Paulo: Nobel, 1988-1999.

19
20
21
ÍNDICE

INTRODUÇÃO............................................................Error: Reference source not found


OBJETIVO...............................................................Error: Reference source not found

22
MÉTODO E MATERIAL....................................Error: Reference source not found
ADUBAÇÃO PARA CULTURA DE ERVILHACA (Vicia sativa L.)................Error:
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MANEJO DA PASTAGEM DE ERVILHACA......Error: Reference source not found
REVISÃO DE LITERATURA.................................Error: Reference source not found
PROJETO DE ROTAÇÃO DE CULTURA PARA DUAS ÁREAS 25 HECTARES
EM SUCESSÃO A CULTURA DE ERVILHACA: Error: Reference source not found
CONCLUSÃO..........................................................Error: Reference source not found
REFERÊNCIAS........................................................Error: Reference source not found
ANEXOS.........................................................................................................................14

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