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Olá pessoas!

Achei esse texto da Angela Batá muito interessante e estou enviando pra
vocês(mas não é de nenhuma disciplina, ok?) A propósito, sou Claudiana e
sento lá na frente porque tenho déficit de atenção (pelo menos é o que eu
acho) e me distraio muito facilmente...

“O que significa ser “normal”? ...Estar em paz consigo mesmo...”


Todavia, surge-nos espontaneamente a pergunta: “ É um bem, do ponto de
vista evolutivo, estar em paz? A menos que se tenha chegado ao ápice do
caminho evolutivo humano, à plena integridade e perfeita harmonia, a paz não
significa mais do que paralisação e acomodação passiva a uma posição
alcançada... Não há progresso, a bem da verdade, sem conflitos, sem crises
interiores, sem sofrimentos, sem luta contra a adaptação inimiga da renovação,
da evolução das formas materiais, a qual foi possível justamente por haver
periodicamente organismos e formas que “não se adaptaram” e que procuram
talvez lutando e sofrendo, uma nova maneira de se exprimir.”(jung)
A neurose é justamente isto; a tentativa de uma nova expressão de vida que se
choca contra cristalizações, apegos ao passado, conflitos emotivos não-
resolvidos etc.
A atitude atual de quase todas as escolas mais avançadas da psicologia da
profundidade, mesmo não ignorando determinados aspectos negativos das
neuroses, é a de considerá-la sobretudo como uma oportunidade de
crescimento interior, como um esforço da personalidade por se libertar das
ligações com o passado. Um esforço, diga-se nem sempre vitorioso, mas que,
todavia, indica a presença de poderosas energias evolutivas. A saúde psíquica
é um dom de quem está em paz consigo mesmo, mas certamente a paz não
permite progredir, enquanto que o conflito, a dor, a infelicidade são, as vezes,
mais necessários para a saúde da alma do que a paz. ...o lado espiritual,
negligenciado, provoca o sofrimento e os sintomas neuróticos. ...É como se o
neurótico não quisesse reconhecer essas suas maiores possibilidades, como
se tivesse medo de obedecer à força evolutiva, que requer dele superações,
aceitação e sacrifício do eu egoísta.
Reconhecer e aceitar a natureza inferior, o nosso "lado obscuro", para
transformá-l0 e ascender à natureza superior é a atitude correta que
deveríamos sempre adotar para sair da prisão da falsa consciência que o eu
pessoal criou para si, julgando-se soberano na psique, encerrando em seu
orgulho, e sem saber dos condicionamentos, das ilusões, dos automatismos
que o sufocam como uma túnica de Nesso. Caso contrário, nós mesmos
criaremos doenças psíquicas que irão dificultar e provocar um enorme atraso
no despertar da verdadeira consciência.
Portanto o problema do ser na coletividade resolve-se pelo reconhecimento dos
dois pólos da nossa natureza, que se exprimem por duas exigências
fundamentais: a dos desenvolvimentos individual e social, os quais não podem
ser ignorados; antes, devem ser equilibrados e conciliados por serem
interdependentes. Essa é a revelação maior que o homem atinge ao
reencontrar-se a si mesmo, a revelação de que o eu não tem uma consciência
exclusiva, fechada em si mesma, mas uma consciência estreitamente
relacionada por misteriosos fios a todos os outros homens e a todo o cosmo. É
preciso saber evitar o contraste dramático, a tensão desgastante, e criar, ao
contrário, uma relação dialética, num primeiro momento, e, enfim, a harmonia.

( Trechos de Ângela Batá )