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AVEIRODOMUS

Associação para o Desenvolvimento da Casa do Futuro

Programa da Casa do Futuro

Julho de 2006

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Aveirodomus
e
Programa da Casa do Futuro

Síntese Histórica

A génese da Aveirodomus e do Programa da Casa do Futuro encontra-se num Projecto


(ADRI – Acções para o Desenvolvimento Regional de Base Industrial) desenvolvido entre
1999 e 2000, pela Universidade de Aveiro, com o patrocínio do Programa Estratégico de
Dinamização da Indústria Portuguesa (PEDIP) do Ministério da Economia.

Tratou-se de um projecto voluntarista que abordou um conjunto de acções concretas de


relacionamento entre os meios empresarial e institucional, as quais, complementadas pelo
conhecimento acumulado, no País e no estrangeiro, em instituições que promovem o
desenvolvimento empresarial regional, permitiriam delinear um modelo de Estrutura de
Desenvolvimento Regional de Base Industrial.

Uma das linhas de acção do Projecto ADRI procurou testar a Dinamização de Redes de
Cooperação entre Empresas e Instituições, em torno de ideias agregadoras e inovadoras,
procurando identificar e fomentar novas formas de relacionamento inter-empresarial.

Assim, foram promovidas algumas redes de cooperação, que se traduziram na participação


de cerca de 30 empresas e instituições em torno de ideias mobilizadoras. A Casa do Futuro
serviu de tema para uma dessas rede. A ideia subjacente assentou na existência na região
de um numeroso conjunto de empresas produtoras de equipamento e componentes para a
indústria da construção civil, e desenvolveu-se em torno da convicção que uma iniciativa
capaz de incentivar essas empresas a apoiarem-se mutuamente na definição de estratégias
potenciadoras de crescente competitividade futura, seria mobilizadora.

A rede da Casa do Futuro seria uma oportunidade para cada empresa desenvolver e testar
os seus produtos de amanhã, num ambiente integrador de diversas competências e
valências. Com o tempo, foi-se acordando num objectivo concreto, que consistia em
conceber um protótipo de uma Casa do Futuro.

Depois de terminado o projecto ADRI a rede manteve-se em actividade. O leque de


participantes e o interesse na prossecução dos objectivos foram-se consolidando, tendo-se
concluído que os propósitos da rede seriam melhores servidos através da constituição de
uma Associação sem fins lucrativos. A escritura constitutiva foi assinada no dia 09 de
Dezembro de 2002.

A Constituição actual da Aveirodomus é a seguinte:

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Ramo de Actividade Económica

Empresa

Construção Civil Sanitários Equipamento Eléctrico e


Iluminação

SOMAGUE SANINDUSA EEE

Perfis de ligas de
Ferragens Revestimentos alumínio e Tratamentos
cerâmicos de superfície

TUPAI REVIGRÉS EXTRUSAL

Mobiliário Pré- fabricados Equipamentos para


circulação de fluídos
CLIDECOR PAVICENTRO
OLIVEIRA & IRMÃO

Argamassas Industriais Telecomunicações Poliestireno Extrudido

Saint Gobain WEBER REDERIA IBERFIBRAN

I&D

UNIVERSIDADE DE
AVEIRO

A Associação adoptou a designação Aveirodomus, e tem como fim a promoção e divulgação


da inovação conceptual, científica e tecnológica, relacionada com novos produtos e
processos no domínio da habitação, nomeadamente através da criação de condições para o
projecto e construção de uma estrutura designada Casa do Futuro. A Associação visa
ainda a cooperação entre os seus associados para a prossecução do fim descrito no ponto
anterior (art. 3º. dos Estatutos).

A Assembleia Geral integra a EXTRUSAL, a SANINDUSA e a EEE nos cargos de


presidência, vice-presidência e secretariado; a Direcção integra a OLIVEIRA & IRMÃO
(que preside), a CLIDECOR, a SOMAGUE, a PAVICENTRO e a UNIVERSIDADE DE

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AVEIRO; e o Conselho Fiscal integra a REVIGRÉS, a TUPAI e um Revisor Oficial de
Contas.

A Associação está aberta e interessada no alargamento do elenco associativo a outras


empresas e entidades. Com essa disposição procura aumentar os benefícios do cruzamento
de ideias e experiências, e alargar os domínios sectoriais e de competências com que os
associados contribuem para os objectivos da Aveirodomus.

Um programa como o que a Associação decidiu promover, que congrega interesses e


valências de empresas tão distintas entre si, e fomenta a transferência de tecnologia e
conhecimento entre essas mesmas empresas e a Universidade de Aveiro, contribui
decisivamente para a competitividade regional e nacional.

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Especificação funcional da Casa do Futuro

Em finais do ano 2000, próximo do terminus do projecto ADRI, encontravam-se já em


elaboração as especificações e um modelo arquitectónico da Casa do Futuro.

A Casa do Futuro representará um espaço de demonstração e exposição de produtos e


processos inovadores. Será, por isso, um espaço em permanente mutação, mostrando o que
de mais inovador se vai fazendo no domínio da habitação. Será, também, um espaço que
conjugue os interesses do consumidor com as soluções arquitectónicas, de estética, de
escolha de materiais mais adequadas a um bom funcionamento da Casa do Futuro.

A Casa do Futuro primará pela qualidade dos materiais e processos construtivos utilizados;
incluir-se-á no conceito de Casa Inteligente, promovendo o uso das novas tecnologias da
informação e comunicação e permitindo a gestão integrada dos vários sistemas (iluminação,
climatização, etc.); servirá de exemplo em matéria ambiental.

A Casa apurará o conceito de conforto, desenvolvendo mecanismos e criando soluções


tecnologicamente evoluídas que permitam o isolamento acústico e o conforto térmico
indispensáveis ao bem-estar de quem habita um espaço.

O esboço arquitectónico actual revela uma casa com três pisos, que abriga três módulos
habitacionais. Em cada momento, um desses módulos estará habitado; outro, estará sujeito
a actualizações que assegurarão que a casa se manterá sempre “do futuro” (assumindo de
seguida o papel de módulo habitado); o terceiro é demonstrativo, revelando a visitantes e
estudiosos os aspectos inovadores e futuristas dos equipamentos e das soluções
conceptuais da Casa do Futuro.

Os associados da Aveirodomus adoptaram um conjunto de princípios e conceitos


operacionais, que correspondem a um síntese avançada, se bem que parcial, das
especificações funcionais da casa. Tratou-se, em última análise, de produzir um modelo
conceptual.

Assim, a Casa do Futuro deverá exibir enorme flexibilidade infraestrutural. A tipologia da


Casa deve poder ser “infinitamente” redefinida. Esta exigência encontra expressão em
requisitos funcionais do seguinte tipo: o sistema construtivo deve assegurar capacidade
evolutiva, permitindo alterações fáceis no edifício e tamanho das divisões internas; o tecto
e o chão devem ser falsos, com elementos de cobertura e revestimento facilmente
modificáveis, sem recurso a operários especializados; as canalizações devem poder chegar
com facilidade a todas as divisões da Casa, e as ligações devem ser reconfiguráveis,
idealmente, sem recurso a operários especializados, o mesmo se deverá passar com a rede
eléctrica, de esgotos e de gás; a Casa deve adaptar-se às diferentes estações do ano, de
modo a ser quente no Inverno e fria no Verão e os revestimentos (parede, chão, tecto)
devem poder adaptar-se a diferentes condições de utilização, como por exemplo às
estações do ano e ao número e tipo de utilizadores.

A Casa do Futuro deverá ser exemplar sob o ponto de vista ecológico. A reciclagem e
reutilização são aspectos essenciais na sua especificação. Por um lado, a Casa deve
comportar-se como um sistema eficiente de reutilização em circuito fechado; por outro, a

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Casa não deve ser agressiva para a natureza e ambiente circundantes. Neste sentido, todos
os materiais devem ser reciclados e/ou recicláveis; o tratamento doméstico do lixo deve
promover a sua reciclagem, utilizando, por exemplo, a compostagem; a separação do lixo
deve estar facilitada em toda a Casa; os esgotos devem propiciar algumas reutilizações e as
águas (semi-limpas e de efluentes) devem ser recuperadas, incluindo a captação e
aproveitamento da água da chuva. A Casa do Futuro deve também ser económica em termos
energéticos, procurando por um lado minimizar as perdas energéticas, através de um bom
isolamento térmico e de “sistemas fechados de limpeza e saneamento do ar”; por outro,
proceder ao reaproveitamento energético.

A Casa do Futuro deverá incorporar soluções que optimizem o conforto dos seus ocupantes.
O conforto encontra-se no cruzamento da tecnologia, da ergonomia, da fisiologia e da
psicologia, tocando aspectos como: a acústica (a Casa do Futuro assume exigências de
flexibilidade que não devem comprometer o isolamento acústico entre as divisões, mas
também não devem exibir um silêncio “tumular”); a temperatura (a Casa do Futuro deve
poder manter uma temperatura interior relativamente constante, pré-regulada e
diferenciada segundo as divisões da Casa); os odores (a Casa do Futuro deve deter
mecanismos que evitem os maus odores e a mistura de cheiros); a iluminação (na Casa do
Futuro a luminosidade deve ser regulada de divisão para divisão, permitindo ajustes
automáticos que levem em conta as variações da iluminação natural admitida do exterior).

A Casa do Futuro deverá acolher facilmente qualquer tipo de utilizador (adaptabilidade e


configuração face ao utilizador). A Casa deverá, apesar da elevada sofisticação que a
caracteriza, proporcionar um fácil manuseamento de todos os seus instrumentos pelo
utilizador. Por exemplo, os dispositivos electrónicos não deverão avassalar o utilizador, pelo
contrário, deverão primar pela discrição e facilidade de utilização; por outro lado, a Casa
deve assegurar todas as condições para que deficientes e idosos usufruam dela por
completo.

A Casa do Futuro deverá manter uma relação de proximidade e integração com o mundo que
a rodeia (interconectividade). Por um lado, a Casa deve exibir excelentes capacidades de
comunicação física com o exterior (ex: acessos rodoviários, telecomunicações, etc.); por
outro, deve ser esteticamente agradável, de modo a não ofender o meio onde se integra, na
linha da linguagem universal e mais moderna da arquitectura. Isto requer que
arquitectonicamente a Casa se adapte às condições físicas do terreno de implantação e que,
na mesma linha de pensamento, respeite o contexto cultural em que se insere.

A Casa do Futuro zelará pela saúde e bem estar dos habitante. As soluções arquitectónicas
e construtivas e os projectos de mobiliário e equipamentos obedecerão a regras de
segurança que protejam os seus utilizadores de eventuais acidentes domésticos (ex: cair
nas escadas ou trilhar as mãos nas portas). A Casa não deverá incorporar materiais
prejudiciais à saúde, e deverá avançar soluções higiénicas e salubres, nomeadamente no que
respeita a alergias.

A Casa do Futuro deve permitir permanente evolução (evolutividade), a fim de acomodar o


teste de novos produtos e novas soluções tecnológicas, quer das empresas integradas na
rede, quer de entidades do Sistema Científico e Tecnológico. Do ponto de vista
arquitectónico, a Casa não deve ter necessariamente uma arquitectura futurista, mas deve
poder evoluir esteticamente para que a sua arquitectura seja sempre a do amanhã.

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A exigência de grande flexibilidade e adaptabilidade da Casa do Futuro não deve
comprometer a sua durabilidade, antes pelo contrário, deve contribuir para assegurar que
se mantém funcional durante longos períodos de tempo. Isso exigirá grande robustez dos
elementos estruturais principais.

A utilização da Casa do Futuro deve proporcionar condições ímpares de entretenimento e


bem estar, tanto no que respeita às oportunidades oferecidas pelas novas tecnologias,
como ao usufruto das condições naturais e ambientais. Os impactes relevantes sentir-se-ão
na televisão, no cinema doméstico, nos jogos (incluindo os de computador), no acesso à
Internet, na música, na ginástica, no jardim, nos parques de infância, nas varandas, etc.
A música e a televisão devem acompanhar os utilizadores, nas suas deambulações pela casa
e pelo seu exterior próximo.

A Casa do Futuro deverá exibir condições exemplares de manutenção. Essas condições


privilegiarão a manutenção preventiva, o diagnóstico e a manutenção automáticos, e a auto-
manutenção. Estes são alguns exemplos: a Casa deve ter mecanismos de auto-limpeza; as
canalizações não devem estar embutidas, devendo oferecer acesso fácil e as falhas nas
canalizações devem poder ser detectadas automaticamente, e devem desencadear
automatismos de protecção.

A Casa do Futuro deve oferecer condições ideais para o trabalho em casa, nomeadamente
para o teletrabalho.

A Casa do Futuro deverá ser antropocêntrica, na acepção de que os serviços e facilidades


que oferece devem ser personalizados, isto é, configurados à luz das preferências e
necessidades dos habitantes. Por exemplo, a climatização não deve visar os espaços da
casa, mas as pessoas (as quais, mesmo co-habitando num dado instante a mesma divisão
poderão ter preferências ou necessidades distintas); o mesmo se passa com a iluminação,
com a temperatura e pressão das águas, com o entretenimento, com a altura dos móveis e
dos equipamentos (sobretudo nas divisões mais técnicas, como a cozinha e o WC), etc.

A Casa do Futuro apresentar-se-á como um espaço de ensaio e de demonstração de


produtos inovadores. A Casa do Futuro servirá o propósito de funcionar como um espaço de
exposição para escolas da região e do País poderem conhecer as últimas novidades em
tecnologia; de recepção de clientes das empresas participantes; de campo de teste de
novos produtos e processos, quer pelos departamentos da Universidade, quer pelos
departamentos de investigação das empresas envolvidas na Associação; e finalmente
procurará atrair o grande público através de visitas guiadas e de estadias pagas de curta
duração. A Casa do Futuro deverá ser, sobretudo, um espaço com um dinamismo próprio
capaz de chamar a atenção e despertar o interesse das pessoas pelo seu conteúdo.

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Projecto da Casa do Futuro

OBJECTIVOS:

O Projecto da Casa do Futuro (ProjCdF) é a primeira iniciativa concreta que integra o


Programa (mais lato) da Casa do Futuro. O Programa visa a construção, manutenção e
utilização da Casa do Futuro descrita acima.

O ProjCdF criará condições para que as empresas envolvidas desenvolvam produtos e


soluções inovadoras que sejam capazes de garantir um acréscimo de competitividade pela
via do desenvolvimento conceptual e tecnológico. O seu resultado fundamental consistirá
na preparação de um “caderno de encargos” que possibilite a construção da primeira
versão da Casa do Futuro.

Mais concretamente, constituem objectivos deste projecto:


• Estimular a cooperação entre empresas de sectores diferentes, tendo como base a
prossecução de objectivos comuns;
• Estimular a capacidade de desenvolvimento tecnológico por parte das empresas
envolvidas;
• Estimular nas empresas envolvidas a capacidade de conceber e de realizar produtos
próprios inovadores;
• Apurar e disseminar como se mobiliza, dinamiza e mantém coesa uma rede de empresas
multisectorial em torno de um objectivo partilhado, mas mantendo e encorajando uma
lógica própria (de cada empresa);
• Apurar como se fomenta a inovação e o desenvolvimento de novos produtos através de
um esforço de cooperação inter-empresarial;
• Apurar como é que um Programa desta natureza influencia as estratégias das
empresas participantes;
• Disseminar, junto do tecido empresarial em geral, e em particular junto dos sectores
representados na realização dos planos da Casa do Futuro, os resultados do projecto
(resultados encarados, quer sob o ponto de vista organizacional, quer sob o ponto de
vista tecnológico);
• Apurar como se concebe uma habitação evolutiva e adaptada a uma constante
actualização e modernização conceptual e tecnológica;
• Realizar os projectos parcelares (sub-projectos/estudos) da primeira versão da
habitação do futuro, que, quando terminados no fim desta fase, permitirão iniciar a
construção da Casa do Futuro em oportunidade adequada.

O Projecto da Casa do Futuro promove uma lógica inovadora de cooperação inter-


empresarial (e inter-institucional), agregando um conjunto de empresas com valências
relevantes para o meta-sector do habitat em torno de um objectivo comum. O projecto
procura fomentar a capacidade de inovação tecnológica das empresas, estimulando
parcerias que produzam produtos e soluções com elevado grau de inovação e qualidade.
Espera-se criar padrões de exigência e de referência que estimulem o sector da
construção a acompanhar essas tendências pela via da inovação.

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Em última análise, este projecto poderá contribuir para a formação de um Meta-Cluster do
Habitat mais moderno, que poderá crescer a partir do elenco associativo actual através do
seu alargamento a outras empresas da região e do País.

Este projecto proporcionará também ao tecido produtivo regional e nacional uma


oportunidade singular de aprendizagem dos processos associados à dinamização e gestão de
redes de cooperação empresarial, sendo que, em Portugal, é infrequente a ocorrência de
iniciativas semelhantes. A disseminação dos resultados do projecto procurará também
demonstrar que o trabalho de cooperação entre empresas traz mais valias ao tecido
empresarial, facilitando o processo de inovação e promovendo a sua capacidade competitiva.

DESCRIÇÃO SUMÁRIA DO PROJECTO:

ƒ Preparação do “caderno de encargos”

Por “Caderno de Encargos” entende-se um conjunto de documentos contendo todas as


indicações necessárias e suficientes para se passar à construção da Casa do Futuro.
Importa realçar que a própria natureza da Casa, que se pretende adaptável e flexível de
modo a manter-se sempre “do Futuro”, determina que o “caderno de encargos” se refira
à “primeira versão” da casa, ou seja, à configuração que ela assumirá no momento
inaugural.

A “Especificação Funcional da Casa do Futuro” prenuncia a necessidade de se abordar a


preparação do “caderno de encargos” de forma radicalmente inovadora. Ao contrário do
que acontece com o projecto de uma casa tradicional, não é possível recorrer a um
gabinete de projecto. Com efeito, as soluções procuradas divergem das técnicas e dos
saberes consagrados. Em cada aspecto específico, conceptual ou construtivo, é
necessário antever tendências ou soluções futuristas, desobrigadas dos métodos e
hábitos actuais.

Por estas razões, a preparação do “Caderno de Encargos” assenta num conjunto de sub-
projectos/estudos, que serão matéria de desenvolvimento autónomo, guiados pela
orientação futurista das soluções, mas ao mesmo tempo sujeitos a uma vigorosa e
continuada acção de coordenação e de interligação.

Integrarão o “Caderno de Encargos” os seguintes sub-projectos/estudos:


- de arquitectura
- de engenharia civil
- de electricidade
- de energia
- de domótica
- de entretenimento
- de comunicações
- de rega
- de acústica (isolamento)
- de isolamento térmico
- de águas interiores

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- de climatização
- de iluminação
- de reciclagem (dos resíduos da utilização normal da casa, e dos materiais
construtivos)
- de odores e da qualidade do ar
- de jardinagem
- de mobiliário
- de acessos e mobilidade (internos; externos)
- de segurança (acesso e intrusão; incêndio; "amigabilidade" dos componentes;
acabamentos; etc.)
- de divisões específicas (cozinhas; WC’s; garagens; lavandarias)
- de manutenção e de limpeza
- de têxteis técnicos

Esta acção será conduzida em estreita ligação com a “Identificação e idealização de


novos produtos e de novas soluções”, e que está centrada nas capacidades e nas
orientações estratégicas dos associados.

A extensão e variedade destes sub-projectos/estudos excede a capacidade de resposta


técnica e humana dos associados. Será, pois, necessário recorrer a entidades externas à
AVEIRODOMUS, que alargarão a actual parceria
.
Os sub-projectos/estudos identificarão, naturalmente, soluções inovadoras e
futuristas, fora da estratégia e do interesse dos associados. A incorporação na casa
dessas soluções providenciará oportunidades para alargamento da rede de cooperação,
e, nalguns casos, exigirá o recurso ao mercado para simples aquisição.

O “caderno de encargos” resultará da integração dos vários sub-projectos/estudos.

ƒ Identificação e idealização de novos produtos e de novas soluções

Esta acção servirá para identificar planos de desenvolvimento de novos produtos que os
associados já tenham em curso, bem como para estimular o surgimento de ideias
inovadoras, sobretudo as que beneficiam das sinergias cruzadas que a rede de
cooperação potencia. No concreto, esta acção permitirá:

- que cada associado crie um portfolio de ideias e projectos futuristas inovadores;


- que se apure o prazo de desenvolvimento (curto, médio, longo) dos projectos e
ideias de cada portfolio;
- que se esclareça quais desses produtos integrarão a primeira versão construída da
CdF;
- que se averigúe as exigências e repercussões desses produtos sobre os vários sub-
projectos/estudos em que se divide o ProjCdF, de modo a assegurar a
compatibilidade e a coerência com o resto da casa;
- que se identifiquem os cuidados a ter no ProjCdF a fim de assegurar-se que será
possível e fácil incorporar alternativas e novos desenvolvimentos no futuro, por
forma a que “soluções de agora” não venham a comprometer soluções técnicas no
futuro.

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Esta acção exigirá exercícios e oportunidades de reflexão e criatividade a vários níveis.
Em primeiro lugar, dentro de cada instituição associada; em segundo lugar, entre grupos
de empresas com produtos e ideias complementares ou com filosofias semelhantes; e,
finalmente, no quadro do plenário das instituições envolvidas. Os exercícios
fundamentar-se-ão no levantamento informal ou formal do estado da arte, e utilizarão
técnicas de brainstorming para abrir perspectivas e proporcionar novas visões, as quais
serão seguidas de exercícios de convergência e selecção. Para facilitar este processo
serão definidas linhas orientadoras e princípios esclarecedores do processo de selecção.

Esta acção providenciará resultados essenciais para o projecto construtivo da casa. Por
essa razão, e como já foi referido, a sua execução será intimamente coordenada com a
acção anterior, “Preparação do "caderno de encargos"”.

ƒ Preparação do plano e do cronograma da construção da Casa

A abordagem usada para a execução do “caderno de encargos” (realização de vários sub-


projectos/estudos relativamente autónomos), não proporciona de imediato uma visão do
conjunto, sobretudo no que respeita à planificação cronológica da construção da
primeira versão da CdF e aos custos globais associados.

Esta acção proporcionará essa visão.

ƒ Desenvolvimento dos produtos que integrarão a primeira versão da CdF

Tendo em conta a intenção de iniciar a construção da Casa do Futuro logo após o término
desta primeira fase de projecto, é essencial que se proceda, desde cedo, ao
desenvolvimento dos produtos que se pretende integrar na primeira versão da CdF. É de
prever que alguns produtos possam vir a ser integrados sob a forma de protótipo, e que
outros só venham a estar disponíveis após a inauguração da casa.

Os produtos a desenvolver resultarão essencialmente das actividades previstas para a


acção “Identificação e idealização de novos produtos e de novas soluções”. Esta linha de
acção dará necessariamente origem a dois tipos de produtos.

Um primeiro tipo resulta das lógicas próprias das entidades associadas. Esses produtos
poderiam vir a ser desenvolvidos fora do quadro do Programa da CdF, se as entidades
interessadas desenvolvessem iniciativas autónomas de fomento da inovação. Para estes
produtos, a CdF surge como uma oportunidade valiosíssima de dinamização do processo
de desenvolvimento.

Um segundo tipo inclui produtos ditados pelas especificidades da CdF. A CdF, desde já
como objecto conceptual, e depois como objecto fisicamente construído, levanta
problemas próprios. A sua satisfação transcenderá os interesses particulares das
entidades envolvidas no projecto. Serão meta-interesses, de natureza global e
transversal.

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ƒ Recolha de ensinamentos junto de experiências análogas no estrangeiro

Não são experiências semelhantes à do Programa Casa do Futuro, que possam servir de
exemplo directo e das quais seja possível recolher contributos imediatos para o
ProjCdF. Sabe-se da existência de projectos próximos (se bem que de maior orientação
temática) que, já tendo amadurecido ao longo de algum tempo, terão tido oportunidade
de acumular ensinamentos que será interessante conhecer. Considera-se que este
contacto com experiências alheias se revelará como uma fonte importante de
conhecimento sob duas perspectivas. Por um lado, possibilitará a recolha de
ensinamentos do ponto de vista da gestão do projecto, isto é, de aspectos relacionados
com a sua mobilização, dinamização e organização. Neste âmbito, será importante
apreender quais os factores-chave de sucesso e os factores de insucesso associados à
promoção deste tipo de redes de cooperação. Por outro lado, a procura de experiências
análogas à da Casa do Futuro será interessante sob o ponto de vista técnico, quer pela
oportunidade de se conhecer outros produtos e soluções técnicas para “Casas do
Futuro”, quer pela possibilidade de se identificar outras áreas de especialidade que
possam ser integradas no projecto.

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