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PROPORÇÃO ÁUREA
NA ODONTOLOGIA ESTÉTICA
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DALTON WEBER SCHILLER


MARIA DA GRAÇA KFOURI LOPES
RONALDO HIRATA

RESUMO revelou princípios objetivos que podem


Com a aplicação crescente dos trata- ser aplicados para avaliar e melhorá-los
mentos dentais cosméticos, este traba- esteticamente. Dentro de um diagnósti-
lho teve como objetivo demonstrar a co e plano de tratamento, não só a fun-
necessidade de uma maior compreensão ção, mas também princípios estéticos
dos princípios da estética. Para tanto, os inseridos num processo natural devem
profissionais que se destinam a traba- ser considerados e apresentados com a
lhar com esta área, necessitam conhecer finalidade de proporcionar equilíbrio e
os critérios para apreciação do belo, tais harmonia ao sorriso.
como forma, simetria, proporção áurea, Apesar da proporção dourada não se
alinhamento e textura de superfície, constituir num determinante absoluto da
incluídos nos padrões morfo-psicológi- aparência estética, ela promove um guia
cos individuais. prático e provado, para estabelecer a pro-
A análise científica de sorrisos bonitos porcionalidade em dentes anteriores.

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INTRODUÇÃO va que o vocábulo tinha sentido de


Há muito tempo, a humanidade cultua “ciência que tratava das condições da
e valoriza a beleza e a Odontologia percepção sensual” 2 .
Estética tem se responsabilizado em Seguindo a inspiração platônica, verifi-
reestabelecer a harmonia facial, ao ca que tais critérios convém apenas à
mesmo tempo em que trabalha a fun- beleza física, plástica, indevidamente
ção mastigatória. Sendo um dos princi- confundida com a beleza intelectual e
pais componentes deste tratamento a moral. Essas formas superiores da bele-
proporção entre os dentes anteriores, za nada têm que ver com a simetria, por
uma orientação pode ser dada pela exemplo. O próprio ser físico, sensível,
Proporção Áurea. só é belo na medida em que é informa-
A Proporção Áurea, ou Divina, é uma do por uma idéia que ordena, combi-
fórmula usada pelo Cirurgião Dentista nando-as, as múltiplas partes de que o
para criar o semelhante do semelhante; ser é feito, que as reduz a um todo con-
a fórmula clássica da Proporção Áurea é vergente cria a unidade, harmonizando-
a constante que se origina da soma ou as umas com as outras.
da divisão das partes (1,618) e foi deno-
Segundo RUFENACHT3 (1998) vive-
minada número de ouro (0,618) 1. mos a influência da cultura grega na
O estudo da proporcionalidade condi- sociedade moderna, mas as legítimas
ciona a busca da beleza e a harmonia aspirações do indivíduo pela beleza têm
facial, trazendo a emoção psicológica sido ofuscadas pelo “espírito utilitário”
2 que a estética origina nos grupos sociais.
ou pela necessidade de ser eficiente, o
A teoria da Proporção Áurea pode ser que parece ocupar o palco como a única
um excelente guia para atingir o sucessojustificativa para o comportamento
clínico da estética, sendo um método de humano.
simetria dinâmica que diagnostica e Encontramos várias definições de estéti-
direciona o tratamento ao sucesso ca; segundo AURÉLIO4 (1975) é a
odontológico estético. filosofia das belas-artes; ciência que
Os princípios descritos proporcionarão trata do belo, na natureza e na arte.
aos clínicos meios para assegurar e Estesia é o sentimento do belo e sensibi-
melhorar a estética dentofacial do lidade, e a pessoa versada em estética, e
paciente. Quanto mais familiarizado o que tem da arte uma concepção eleva-
Cirurgião Dentista estiver com as rela- da, é denominada esteta.
ções de proporções douradas, mais Devemos desenvolver critérios objetivos
belos serão os resultados. de beleza, bem como discriminar criti-
camente entre o belo e o feio, o que não
significa dizer que a beleza é puramente
INTRODUÇÃO objetiva; se o fosse, não se necessitaria
À ESTÉTICA nenhum treinamento para aguçar a per-
Como “ciência do belo” a palavra foi cepção do belo.
criada por Alexandre Baumgarten por Para a apreciação estética há uma per-
volta de 1750-1758, quando publicou cepção visual, onde o diagnóstico obje-
sua obra AEsthetica. Kant (1781), acha- tivo dos elementos apreciados será pro-

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gressivamente possível na proporção em cionamento na harmonia das duas par-


que a capacidade de satisfazer vai sendo tes: relação entre o menor e o maior é
restrita a objetos que deveriam gerar a igual à soma do todo em relação ao
reação. maior. Fórmula esta denominada, por
Segundo CAVANHA5 (2000), a noção Kepler, de Proporção Dourada ou
do belo coincide com a noção de objeto Proporção Divina 7.
estético somente a partir do século Recebeu este nome de Pacioli, mentor
XVIII. Cinco conceitos fundamentais: de Leonardo Da Vinci. Desde sua for-
a) O belo como manifestação do bem. mulação este número chamado de
Teoria platônica do belo. “número dourado”, número áureo ou
b) O belo como manifestação da verda- “seção dourada” tem atraído a atenção
de. (HEGEL). de místicos, artista, cientistas e filóso-
c) O belo como simetria – ARISTOTE- fos. A proporção é de 1,0 para 1,618.
LES – o belo é constituído pela ordem, Tal relação liga geometria com matemá-
pela simetria e por uma grandeza capaz tica, pois esta geometria foi chamada de
de ser abraçada no seu conjunto por um geometria sagrada, mágica dos números
só golpe de vista. e passagem de ouro.
d) O belo como perfeição sensível (com As partes organizadas, nesta proporção,
a qual nasceu a estética). parecem mostrar uma função de beleza
e) O belo como perfeição expressiva. máxima e eficácia proficiente. O clínico
SUGUINO et al.6 (1996) comentaram pode empregar o princípio como guia
3 que dentro da sensibilidade em relação no diagnóstico ou na reconstrução.
ao belo estão o conjunto de linhas e A razão pela qual os elementos obtidos
ângulos, formas, transparências, cor, através da divisão deste número doura-
conjunto, harmonia, equilíbrio e a do são diferentes de qualquer outra pro-
vibração que agrada. A habilidade em se porção, e estas diferenças, são demons-
reconhecer uma face bela é motora, tra- tradas matematicamente.
duzi-la, porém, em metas terapêuticas
objetivas e definitivas torna-se tarefa
árdua pois a percepção da beleza é uma
preferência individual, com influencia
cultural.

PROPORÇÃO DOURADA
OU PROPORÇÃO DIVINA
Definir as leis da beleza e da harmonia
sempre foi preocupação dos filósofos
gregos, mas ocorreu uma conexão da Os resultados desta equação são dife-
beleza com os valores numéricos, onde rentes, enquanto os resultados das equa-
a filosofia de que a beleza sempre é fun- ções que utilizam o número dourado
damentalmente exata. como divisões de superfície ou lineares
Pitágoras descobriu um intrigante rela- são iguais.

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que os coelhos recém-nascidos se tor-


nem adultos em dois meses e produ-
zam, por sua vez, nessa época, um outro
casal de coelhos. Começando com um
casal adulto, de que tamanho estará a
colônia após o primeiro, segundo, ter-
ceiro, etc, meses ? Durante o primeiro
mês nasce um casal, de forma que agora
existam dois casais. Durante o segundo
Isto prova matematicamente que qual- mês, o casal original produziu outro
quer linha dividida pela proporção dou- par. Um mês mais tarde, tanto o par ori-
rada esta em equilíbrio em torno do ginal quanto o primeiro casal nascido
ponto de divisão. produziram novos casais, de forma que
Há somente um ponto, aqui designado agora existam dois casais adultos e três
de B, num segmento AC que permite a casais jovens5.
divisão assimétrica mais lógica, denomi- Meses Casais adultos Casais jovens Total
nada de número de ouro ou ponto de 1 1 1 2

ouro. Essa proporção foi denominada 2 1 2 3

de Divina proporção por Paccioli; 3 2 3 5

Secção divina por Kepler e Secção áurea 4 3 5 8

por da Vinci. 5 5 8 13
4 A razão geométrica entre dois segmen- 6 8 13 21

tos, AB e BC, são um número puro, 7 13 21 34

um número abstrato. No caso recebe o 8 21 34 55

nome de número de ouro. 9 34 55 89

A proporção perfeita não apenas simbo- 10 55 89 144

liza a beleza mas também é o segredo da 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144…
morfologia normal, constituindo uma
lei natural de crescimento, tanto nas A partir do 3º termo a regra de forma-
plantas como nos animais. Esta relação ção é a seguinte: cada termo é a soma
divina é encontrada nas pessoas que dos dois que o precedem.
apresentam os sorrisos mais bonitos; A relação divina foi traduzida em ter-
nas faces mais belas e nos corpos mais mos matemáticos por Filius Bonaccio, e
graciosos. esta numeração ficou conhecida como
série de Fibonacci (ou de Lamé) ou
números mágicos. Para criar a série,
SUCESSÃO DE começamos com uma equação simples
FIBONACCI de adição, 0+1=1. O segundo número
Em 1202, Fibonacci formulou e resol- a ser adicionado nessa equação, 1, e a
veu o seguinte problema: os coelhos se soma da equação ,que é 1, são somados
reproduzem rapidamente. Admitimos um ao outro, nessa ordem. A soma de
que um par de coelhos adultos produza cada linha – 1, 2, 3,5 ,8, 13, etc , são as
um casal de coelhos jovens todo mês, e séries de Fibonacci.

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• FIG. 1 : Proporção divina da posição do lábio, relativa à ponta do nariz e ao canto lateral do olho.
(fonte: GOLDSTEIN11, 2000, pg 193)

0+1=1 perfeitos em relação aos seus adjacentes


1+1=2 e seguem em proporção áurea.
1+2=3
2+3=5
3+5=8 AS FORMAS PERFEITAS
5 + 8 = 13 ,etc. Retângulo perfeito: Quando os seg-
mentos do corte perfeito são usados
para construir um retângulo com base
de 1,618 e uma altura de 1,0, eles for-
Este padrão segue uma lei exponencial, mam um retângulo perfeito. Este retân-
que pode ser empregada na Odonto- gulo é encontrado nas cartas de baralho,
logia Estética. Os números de cartões de credito , janelas, molduras de
Fibonacci, depois do 13o. da série, quadros, padrões arquitetônicos e nas
aumentam numa proporção imutável artes. Uma série de retângulos caracteri-
de 1,0 para 1,618. Portanto estes são za a face humana. (FIG. 1)

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•FIG. 3 Proporções observadas no corpo humano


(fonte: Internet)

• FIG. 2 No quadro Mona Lisa pode-se • FIG. 4: Progressão perfeita de cada falange
observar a proporção Áurea em várias situações (fonte: GOLDSTEIN11, 2000, pg 204)
(fonte: Internet)

DIVINA PROPORÇÃO E trabalhos de pintura e arte. Os traba-


SUAS APLICAÇÕES lhos de Seurat e Mondrian mostram tal
EM DIVERSAS ÁREAS relacionamento matemático.
Muitos artistas que vieram depois de Leonardo da Vinci, em seus estudos de
Phidias usaram a proporção áurea em anatomia, trabalhou com um modelo
seus trabalhos. Da Vinci chamava de padrão (O cânon) para a forma de um
proporção Divina e a usou em muitos ser humano, utilizando Vitrúvio como
de seus trabalhos (FIG. 2). Muitos artis- modelo. Tais dimensões apareceram nas
tas têm usado a razão de ouro em seus Figuras 3 e 4.

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• FIG. 5. : Note a fachada do Parthenon, • FIG. 6: Demonstração de retângulos perfeitos


construída com a proporção. (fonte: (fonte: Internet)
GUIMARÃES7, 1997, pg 65)

Há vários exemplos sobre o modo como Empresas usam a seqüência de Fibona-


o retângulo áureo se ajusta à construção cci de uma forma intuitiva, até mesmo
do Parthenon, agora em ruínas, é um porque as dimensões associadas repre-
dos templos que foi construído em sentam algo bonito e econômico, mas é
Athenas por volta dos anos 430-440 provável que muitos usuários desta
a.C. e nele podemos observar a propor- seqüência e das relações áureas nem sai-
ção Áurea. A sua planta mostra que o bam que fazem uso da mesma. Um car-
templo foi construído tendo por base tão de credito parece ter a forma das
um retângulo com comprimento igual a medidas áureas, sempre relacionadas
raiz quadrada de 5 e largura igual a 1 com o Phi, é um retângulo áureo
(FIG. 5). (FIG. 6).

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8 • FIG 7: Acima: Oclusão normal mostrando proporção perfeita entre os incisivos superiores e os
inferiores. Abaixo: calibrador Nestor-Shumaker da ligação perfeita.(GOLDSTEIN11, 2000, pg 191)

COMO FUNCIONA observamos como a linha dos olhos


A PROPORÇÃO marca uma divisão áurea no compri-
ÁUREA NO HOMEM mento total da face, e também a linha
Existem proporções entre os dedos e as da boca é uma proporçao áurea da dis-
mãos porque as falanges de cada dedo tância entre a base do nariz e a extremi-
estão relacionadas em uma proporção dade do queixo, comprovando que um
perfeita. A altura total do corpo é rela- corpo esteticamente harmonioso traz
cionada ao rebordo do ílio e, inversa- relações áureas.
mente, desde a ponta dos dedos até o GHYKA8 (1977) expôs a crença popular
chão. O umbigo ao nascer divide o segundo a qual a altura correspondente
corpo humano em duas partes iguais, aos dois anos é a metade da altura do
mas a medida que o mesmo cresce, se adulto, fica confirmada neste caso com
vai manifestando a tendência para a uma diferença de só 5mm. Alem disso, a
seção áurea, está localizado em uma razão Phi, logo que alcançar pela primei-
proporçao de 5 para 8 em relação à altu- ra vez aos 13 anos, é sobrepassada até os
ra total, e marca um ponto áureo no 17 anos. Isto evidencia as proporções
comprimento do corpo. Na cabeça masculinas ao fim do crescimento.

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• FIG 8: Uma série de


proporções começa com
os incisivos centrais
inferiores em relação aos
centrais superiores, com
a largura dos quatro
incisivos superiores, e
a região pré-molar.
Uma segunda relação é
vista para a largura do
segmento do incisivo
inferior com a largura do
canino superior.
Uma terceira tende a
estar presente a partir
dos caninos inferiores até
o sulco vestibular do
molar. (fonte: GOLDS-
TEIN11, 2000, pg 192).

9 PROPORÇÃO ÁUREA va frontal direta a curva do arco faz com


NA ODONTOLOGIA que o incisivo lateral pareça mais estreito.
O incisivo central superior tem uma Uma progressão divina ocorre quando
proporção perfeita, de 1,618, como o uma distância é perfeita em relação à
incisivo inferior e a largura total de outra; um exemplo disto é demonstrado
ambos os incisivos inferiores é perfeita na figura 8, onde a largura do incisivo
em relação à dos incisivos superiores, inferior é perfeita em relação às larguras
sendo assim podemos utilizar o incisivo intercaninas superiores, que são perfeitas
central inferior (já que é o menor dente em relação à largura entre os segundos
da boca) como referência 9,10. molares. A largura dos caninos superiores
Os dentes podem ser medidos com exa- tende a ser perfeita em relação à largura
tidão (proporções perfeitas) por meio dos primeiro molares superiores, desde o
de um calibrador desenvolvido por plano mesial até o sulco vestibular.
SHUMAKER11. LEVIN12(1973) estabeleceu grades para
A partir das dimensões médias dos dentes, facilitar o estabelecimento das proporções
a largura típica da coroa do incisivo cen- nos trabalhos estéticos restauradores.
tral superior é de 8,9 mm, e do incisivo As proporções perfeitas parecem ser
lateral superior é de 6,4mm. Sendo assim unidas do nariz à boca, parecendo haver
o incisivo central tem 1,375 vezes o tama- uma união também do dente pelo sorri-
nho do lateral, e este tem 0,727 vezes o so. O sorriso alarga as narinas, assim
tamanho do central, mas numa perspecti- podemos ver uma ligação estética entre

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• FIG. 9 A narina comparada a columela e a narina do lado oposto, • FIG. 10 Divisor de Rickets no interdacrion (RICKETS13, 1982).
seguem a proporção perfeita. A largura da ponte nasal é decretada perfeita em relação à largura
das narinas laterais vistas em C.

10
• FIG. 11 O divisor não foi modificado e mostra que a parte menor • FIG.12 A parte menor é estabelecida na largura do nariz,
do interdacrion é perfeita em relação à largura do nariz, vista em B. na largura alar.

• FIG.13 Sem alterar o divisor, a parte maior é igual à largura


da boca no quilon (ângulo da boca).

• FIG. 14 As linhas resumem as proporções vistas na figura


como uma progressão de quatro etapas.

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• FIG. 15 As proporções verticais são de maior importância ao • FIG.16 Outra relação é observada quando o comprimento do
equilíbrio facial, e começam com a proporção entre os lábios. filtro é definido como 1,0 e altura vertical dos lábios superior e
Nos lábios mais bonitos a altura do lábio inferior é maior e em inferior combinados é de 1,618.
proporção divina em relação ao superior.

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• FIG. 17 A distância do estomio até a ala, obtida como unidade • FIG. 18 A relação entre o olho e o nariz até o mento é
1,0, indica que a distância entre o estomio e o mento é de 1,618. considerada perfeita nas faces belas. Isto foi chamado
“simetria dinâmica” ou “equilíbrio dinâmico”.

o formato da arcada e o formato e a no canto lateral e, finalmente com a lar-


estrutura facial. Uma fotografia de uma gura da cabeça na altura das sobrance-
bela mulher (ou homem) servira como lhas. São quatro progressões divinas que
modelo para uma discussão destes acha- são descritas.
dos faciais. Relações horizontais divinas
Começando pelas narinas, uma propor- (FIGURAS 9, 10, 11, 12, 13 e 14)
ção perfeita é observada na comparação Relações verticais divinas
da largura de uma narina e das bordas (FIGURAS 15, 16, 17 e 18)
alares com a columela e a narina do lado
oposto. Esta progressão continua para a
largura da boca, com a largura dos olhos

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• FIG. 19. caso inicial de facetamento com sistema empress II


(Ivoclar)
• FIG. 20 Instalação do fio retrator (ultrapak 000 e
00/Ultradent) para moldagem
• FIG. 21 Facetas posicionadas em modelo (TPD. Murilo Calgaro)
• FIG. 22 e 23. Proporcionalidade entre centrais, laterais e
caninos, logo após a cimentação.
• FIG. 24 Vista da adaptação cervical três meses após
• FIG. 25 Caso finalizado.

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Com o reconhecimento deste principio que podemos criar objetos que agra-
de proporção áurea, ou divina, estas dam nossos sentidos.
relações podem ser empregadas pelos O uso da proporção dourada na odon-
dentistas em base pratica, quanto mais tologia ainda é obscuro, mas sem duvi-
familiarizados estes estiverem, mais da nenhuma consiste num eficiente
belos serão os resultados. método para a obtenção de sorrisos har-
FIGURAS 19, 20, 21, 22, 23, 24 e 25 mônicos e agradáveis. Com o conheci-
mento desse número áureo é possível a
comunicação entre clínicos , através de
CONCLUSÃO métodos matemáticos e não somente
A proporção áurea mostrou-se significa- pela intuição profissional.
tivamente benéfica no planejamento
estético do sorriso, durante a avaliação e
no plano de tratamento.
Desde que nascemos já possuímos o
dom desta diferenciação , é genético e
natural. Parece que a própria natureza
se encarrega de conduzir a humanida-
de, a evolução através de uma seleção
natural. A única forma de perpetuar a
espécie humana é através da procriação,
13 e sendo natural da evolução genética, o
belo nos transmite a condição de saúde,
e com isso o aparecimento de descen-
dentes mais evoluídos e saudáveis .
A proporção dourada é reconhecida
como o caminho para atingir a plenitu-
de da beleza na natureza, é através dela

Dr. RONALDO HIRATA


Professor do curso de especialização em Dent. Rest. UFPR
Professor do curso de aperfeiçoamento em Odontologia
Estética ABO-PR
Coordenador do curso de resinas compostas Unicenp-PR
Professor de Materiais Dentários Unicenp-PR
Especialista em Dent. Rest. UFPR
Mestre em Materiais Dentários PUC-RS
Membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética

CONTATO
Rua Cândido Xavier, 80 - Batel - Curitiba/PR
Cep.: 80240-280
E-mail: ronaldohirata@ronaldohirata.com.br

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REFERÊNCIAS
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