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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

ESCOLA DE ENGENHARIA ELÉTRICA E DE


COMPUTAÇÃO

AUTOGERAÇÃO COM GRUPO MOTOR


GERADOR DIESEL

Graduandos: Alexandre Nóbrega da Silva


Maurílio José de Medeiros Vieira

Orientador: Prof. Dr. Antônio César Baleeiro Alves

Goiânia
2004
Alexandre Nóbrega da Silva
Maurílio José de Medeiros Vieira

AUTOGERAÇÃO COM GRUPO MOTOR


GERADOR DIESEL

Projeto Final de Curso apresentado a Coordenação de


Estágio e Projeto Final da Escola de Engenharia Elétrica e
de Computação da Universidade Federal de Goiás, como
requisito parcial para integralização do currículo.

Área de concentração: Auto-Geração de Energia Elétrica

Orientador: Prof. Dr. Antônio César Baleeiro Alves


Escola de Engenharia Elétrica e Computação —UFG

Goiânia
2004

1
Alexandre Nóbrega da Silva
Maurílio José de Medeiros Vieira

AUTOGERAÇÃO COM GRUPO MOTOR


GERADOR DIESEL

Projeto Final defendido e aprovado em ________de __________________________ de


________ pela Banca examinadora constituída pelos professores.

_______________________________________________
Prof. Dr. Antônio César Baleeiro Alves
Presidente da Banca

_________________________________________________
Prof. Dr. Euler Bueno dos Santos

________________________________________________
Eng. Silvio de Oliveira

2
Agradecimentos

Ao professor e amigo, orientador deste Projeto Final de Curso, Antonio César


Baleeiro Alves, pelo companheirismo e dedicação.
Ao Engenheiro Eletricista Silvio de Oliveira, da GMG, pelas informações
disponibilizadas sobre os geradores.
Aos familiares e amigos pelo constante apoio, compreensão e paciência.
E a todos que colaboraram de forma direta ou indireta para este trabalho.

3
“A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira
como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo
da vida esta todo de trás pra frente. Nós
deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo
disso. Daí vive num asilo, até ser chutado pra fora
de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de
ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o
bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.
Ai você curte tudo, bebe bastante, faz festas e se
prepara pra faculdade.
Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira
criança, não tem nenhuma responsabilidade, se
torna um bebezinho de colo, volta pro útero da
mãe, passa seus últimos nove meses de vida
flutuando...
E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria
perfeito?”.
Charles Chaplin

4
Sumário

Resumo 07

Introdução 08

Capítulo 1

1. Sistemas de Tarifação 10

1.1. Opções Tarifárias 10

1.2. Faturamento 11

Capítulo 2

2. Grupo Gerador 14

2.1. Grupo Diesel-Gerador 14

2.2. Custo da Geração a Partir do Óleo Diesel 15

2.3. Partida de Motores Elétricos 17

2.4. Exigências da Concessionária 19

Capítulo 3

3. Análise Econômica 20

Capítulo 4

4. Manual do Usuário 21

4.1. Glossário 21

4.2. Administrativo 26

4.3. Fatura de Energia 26

4.4. Convencional 27

4.5. Verde 27

4.6. Azul 28

4.7. Resumo 28

5
4.8. Cadastro dos Maiores Motores 29

4.9. Dimensionamento do Gerador 29

4.10. Preço da Energia Gerada 32

4.11. Gráfico 33

4.12. Cadastro de Tarifas 34

4.13. Cadastro de Geradores 34

4.14. Tabela de Geradores 36

4.15. Resumo das Simulações 36

Conclusão 37

Referências Bibliográficas 38

Anexo I – Relatório Página 1 39

Anexo II – Relatório Página 2 40

6
Resumo

Este trabalho aborda procedimentos de análise de contas de energia,


dimensionamento de geradores e administração financeira. Os procedimentos são
organizados sistematicamente sob a forma de um programa computacional
desenvolvido com a linguagem Visual Basic.
O programa oferece de forma didática e interativa recursos para:
• a análise de contas de energia;
• dimensionamento de um grupo motor gerador;
• e a viabilidade econômica da instalação do mesmo.
A primeira finalidade prática, a qual nos propomos a cumprir, é a
determinação do correto enquadramento tarifário mediante a análise das contas de
energia de uma determinada instalação. A próxima finalidade é o dimensionamento
correto do grupo para a autogeração, que é feito através de dados obtidos da análise
tarifária e de dados específicos da instalação. Como última finalidade, analisamos a
viabilidade econômica da instalação do grupo gerador através de métodos de
administração financeira.

7
Introdução

O Consumo de energia elétrica no Brasil cresce a uma taxa aproximada de


4,0% ao ano, independente do crescimento do PIB. Por exemplo, em 1998, com o
crescimento de apenas 0,12% do PIB, o aumento do consumo de energia também foi de
4,0%. Historicamente, o consumo de energia elétrica em taxas superiores às de
crescimento do PIB vem se repetindo há cerca de 30 anos e deve se manter assim no
futuro próximo. Nos últimos 15 anos, tem sido crescente a expectativa de crise no setor
energético brasileiro, em função da defasagem entre o crescimento da demanda e a
necessidade de investimentos, que até então vinham sendo feitos somente pelo setor
público. Com a privatização, viabilizam-se os investimentos do setor privado e tenta-se
inverter essa tendência de crise. Os investimentos do setor privado em geração de
energia elétrica, que deverão tomar fôlego com o atual programa de termelétricas, ainda
não estão acontecendo na velocidade desejada porque os investidores relutam diante das
incertezas de retorno, que ainda pairam sobre o mercado. Como todo o capital externo
investido é em dólares, os investidores esperam a adoção de mecanismos de correção de
tarifas que lhes dêem visibilidade de retorno dos investimentos, em dólares. Isso é
natural, até porque as instituições financeiras internacionais não aprovam seus "finance
projects" sem as garantias em dólares.[1]
Nos planos do governo brasileiro, a elevação do nível tarifário no suprimento é
fundamental para a atratividade da atividade de geração de energia elétrica, incluindo-se
nesta a autoprodução. A perspectiva de aumento da autoprodução, estimada em 9,7% ao
ano, pode ser um indicativo de que, de fato, haja uma expectativa de crescimento das
tarifas de suprimento. A própria separação das tarifas de geração e de transmissão pode
trazer uma pressão de elevação dessa tarifa, na medida em que se procure manter um
nível de rentabilidade compatível em cada um desses segmentos. De qualquer modo,
qualquer elevação que haja deverá ser temporalmente gradual, como vem ocorrendo
atualmente. [1]
Em 1993, a Lei n° 8.631 e o Decreto n° 774, que a regulamentou,
estabeleceram a desequalização tarifária e a extinção da remuneração legal mínima de
10% sobre o investimento, vigente desde o Código de Águas, de 1934, fixando, a partir
de então, o regime tarifário vigente. [1]

8
Em função do atual regime de tarifas, cresce o número de empresas que, por
motivos de economia, optam pela contratação do fornecimento de energia elétrica pelo
regime de tarifa horo-sazonal (tarifa azul e tarifa verde) e utilizam grupos geradores
para o suprimento de energia elétrica nos horários de ponta, reduzindo seus custos com
o consumo de energia elétrica. A autoprodução, portanto, vem crescendo por motivos de
economia dos consumidores, que tem a possibilidade de gerar sua própria energia
elétrica a partir do óleo Diesel. [1]
A partir disso, resolvemos arquitetar um programa que permitisse avaliar essa
autogeração. Fizemos um programa capaz de dar uma resposta rápida sobre o correto
enquadramento tarifário, dimensionamento de um grupo gerador e viabilidade
econômica da instalação do grupo.

9
Capítulo 1

Sistemas de Tarifação

Opções tarifárias
As opções tarifárias são:
1. Convencional
2. Horosazonal
2.1. Verde
2.2. Azul

Tarifa Convencional:
Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia
elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e
dos períodos do ano. É conhecida como tarifa binômia.

Tarifa Horosazonal:
Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de
energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e
dos períodos do ano, conforme especificação a seguir:
• Tarifa Azul: modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de
consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os
períodos do ano, bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de
acordo com as horas de utilização do dia.

• Tarifa Verde: modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de


consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os
períodos do ano, bem como de uma única tarifa de demanda de potência.

• Horário de ponta (P): período definido pela concessionária e composto por 3


(três) horas diárias consecutivas, exceção feita aos sábados, domingos e feriados
nacionais, considerando as características do seu sistema elétrico.

10
• Horário fora de ponta (F): período composto pelo conjunto das horas diárias
consecutivas e complementares àquelas definidas no horário de ponta.

• Período úmido (U): período de 5 (cinco) meses consecutivos, compreendendo os


fornecimentos abrangidos pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano
seguinte.

• Período seco (S): período de 7 (sete) meses consecutivos, compreendendo os


fornecimentos abrangidos pelas leituras de maio a novembro.

Para se aplicar os preços da demanda e da energia nos diferentes sistemas


tarifários, os consumidores são classificados em grupos e subgrupos dependendo
principalmente do nível de tensão de fornecimento.
• Grupo “A”: grupamento composto de unidades consumidoras com
fornecimento em tensão igual ou superior a 2,3 kV, ou, ainda, atendidas em
tensão inferior a 2,3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e
faturadas neste Grupo nos termos definidos no art. 82, caracterizado pela
estruturação tarifária binômia e subdividido nos seguintes subgrupos:
o Subgrupo A1 - tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV;
o Subgrupo A2 - tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV;
o Subgrupo A3 - tensão de fornecimento de 69 kV;
o Subgrupo A3a - tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV;
o Subgrupo A4 - tensão de fornecimento de 2,3 kV a 25 kV;
o Subgrupo AS - tensão de fornecimento inferior a 2,3 kV, atendidas a
partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo em
caráter opcional. [2]

Faturamento
1. Convencional
1.1. Demanda
Dr × Td
D( R$) =
1 − ICMS

11
1.2. Consumo
Cr × Tc
C ( R$) =
1 − ICMS
1.3. Preço da Energia
C ( R$) + D( R$)
P ( R$ / kWh) =
Cr

Sendo que:
Dr – Demanda registrada em kW;
Td – Tarifa de demanda em R$ / kW;
ICMS – Taxa de ICMS;
Cr – Consumo registrado em kWh;
Tc – Tarifa de Consumo em R$ / kWh;

2. Horosazonal Verde
2.1. Demanda
Dr × Td
D( R$) =
1 − ICMS
2.2. Consumo Fora de Ponta
Crfp × Tcfp
Cfp ( R$) =
1 − ICMS
2.3. Consumo na Ponta
Crp × Tcp
Cp ( R$) =
1 − ICMS
2.4. Preço da Energia
Cp ( R$) + Cfp ( R$) + D( R$)
P( R$ / kWh) =
Crp + Crfp

Sendo que:
Dr – Demanda registrada em kW;
Td – Tarifa de demanda em R$ / kW;
ICMS – Taxa de ICMS;
Crfp – Consumo registrado no horário fora de ponta em kWh;
Tcfp – Tarifa de Consumo no horário fora de ponta em R$ / kWh;

12
Crp – Consumo registrado no horário de ponta em kWh;
Tcp – Tarifa de Consumo no horário de ponta em R$ / kWh;

3. Horosazonal Azul
3.1. Demanda Fora de Ponta
Drfp × Tdfp
Dfp ( R$) =
1 − ICMS
3.2. Demanda na Ponta
Drp × Tdp
Dp( R$) =
1 − ICMS
3.3. Consumo Fora de Ponta
Crfp × Tcfp
Cfp ( R$) =
1 − ICMS
3.4. Consumo na Ponta
Crp × Tcp
Cp ( R$) =
1 − ICMS
3.5. Preço da Energia
Cp ( R$) + Cfp ( R$) + Dp( R$) + Dfp( R$)
P( R$ / kWh) =
Crp + Crfp

Sendo que:
Drfp – Demanda registrada no horário fora de ponta em kW;
Tdfp – Tarifa de demanda no horário fora de ponta em R$ / kW;
Drp – Demanda registrada no horário de ponta em kW;
Tdp – Tarifa de demanda no horário de ponta em R$ / kW;
ICMS – Taxa de ICMS;
Crfp – Consumo registrado no horário fora de ponta em kWh;
Crfp – Consumo registrado no horário fora de ponta em kWh;
Tcfp – Tarifa de Consumo no horário fora de ponta em R$ / kWh;
Crp – Consumo registrado no horário de ponta em kWh;
Tcp – Tarifa de Consumo no horário de ponta em R$ / kWh;

13
Capítulo 2

Grupo Gerador

Grupo Diesel-Gerador

Denominamos grupo Diesel-gerador ao conjunto de motor Diesel e gerador de


corrente alternada, aqui denominado alternador, convenientemente montados, dotado
dos componentes de supervisão e controle necessários ao seu funcionamento autônomo
e destinado ao suprimento de energia elétrica produzida a partir do consumo de óleo
Diesel. Em função dos consumidores de energia elétrica a que se destinam, os grupos
geradores são construídos com características especiais que os tornam apropriados para
diversas aplicações. São muitos os fatores a serem considerados antes da aquisição do
equipamento adequado. Os fornecedores de grupos geradores tendem a padronizar os
seus produtos, evitando os fornecimentos especiais sob encomenda, o que na prática é
inviável, pois há situações em que alguns requisitos do ambiente e dos consumidores
não podem deixar de ser atendidos. É o
caso, por exemplo, dos equipamentos de
telecomunicações, que necessitam de
tensão e freqüência sem oscilações, com
baixos fatores de interferência, que
somente se consegue, em grupos
geradores, com alternadores especialmente
fabricados para esta finalidade. Figura 2: Gerador Diesel 450 kVA
Outro exemplo são os grupos geradores para uso naval, fabricados sob
fiscalização das sociedades classificadoras, que em tudo diferem do que seria
considerado um grupo gerador de uso industrial. Outros fatores, como nível de ruído,
capacidade de operar em paralelo com outro grupo ou com a rede local, tempo de
partida, capacidade de partida e parada automática, telemetria e controle remoto,
durabilidade estendida do óleo lubrificante, em muitos casos, são exigências inerentes
aos consumidores a serem atendidas pelo equipamento. Em todas as situações, uma
avaliação criteriosa deve ser feita como parte do projeto da instalação de um grupo

14
gerador. Na maioria das vezes, o grupo gerador “de prateleira” oferecido pelo
fornecedor não é a melhor solução. [3]
A contratação do regime de abastecimento numa das categorias da tarifa verde
e a aquisição de um grupo Diesel Gerador para a geração de energia nos horários de
ponta, o qual pode suprir energia, também, nas ocorrências de interrupção do
abastecimento pela concessionária, tem se mostrado como excelente alternativa de
redução da fatura energética de muitas empresas. Em geral, a economia resultante pode
chegar a mais de 30% da conta de energia elétrica, com a vantagem de eliminação das
perdas de produção causadas por falta de energia.
Atualmente podem ser adquiridos sistemas totalmente automatizados, com
tecnologia digital, capazes de efetuar a partida do(s) grupo(s) gerador(es) e a
transferência das cargas sem interrupção do fornecimento de energia, nos horários
programados ou nos casos de falha da rede da concessionária. Além de efetuarem a
transição das cargas entre as fontes principal e emergência, estes sistemas são dotados
de sofisticados controles eletrônicos que fazem a supervisão do funcionamento do
motor Diesel e do alternador, mantendo registros das falhas porventura ocorridas e
possibilitando que todo o processo seja integrado à rede de processamento de dados da
empresa, de forma que a operação do sistema possa ser acompanhada por qualquer
microcomputador integrante da rede.
Entre outras vantagens, os sistemas com tecnologia digital têm total proteção
contra sobrecargas, em nível superior àquela propiciada por disjuntores
termomagnéticos, e oferecem precisão de correção das variações de tensão e freqüência
em torno de 0,5%, o que não é possível com a utilização dos sistemas convencionais.
Reduzir o consumo de energia, em todas as suas formas, passou a ser uma
missão inadiável para todos!
Portanto, para utilizar grupos geradores para geração de energia em horários
de ponta, o custo do combustível é o fator primordial para a redução da conta. Motores
Diesel com consumo específico elevado irão produzir energia mais cara.

15
Custo de geração de energia a partir do óleo diesel

Uma vez consideradas as possibilidades de redução na fatura de energia, é


chegado o momento de avaliar o custo para geração da energia de que se necessitará nos
horários de ponta.

Custo do combustível
Cerca de 80% do custo da energia gerada por grupos geradores devem ser
debitados ao preço do combustível. Neste ponto, o consumo específico do combustível
do motor utilizado pode ser de vital importância. As recomendações técnicas neste
sentido apontam para um limite de 300 litros por MW.h (ou 0,30 l/kW.h). Como o
consumo específico é uma variável em função da carga, apresentando seus valores
mínimos com cerca de 80% da potência nominal, é recomendável que não se
superdimensionem os grupos geradores para essas aplicações. Os valores ótimos de
consumo específico dos motores Diesel situam-se na faixa de 220 a 225 gramas por
kWh disponibilizados no volante para acionamento do alternador. Se considerarmos um
rendimento de 95% para o mesmo, teremos um consumo da ordem de 231 a 237 gramas
ou 0,270 a 0,277 litros por kWh gerado. Ao preço de 1,40 reais por litro, resulta de 0,38
a 0,39 reais por kWh a parcela de custo devido ao combustível.

Custo de Manutenção
Cálculos a partir do aplicativo Life Cycle Cost da Cummins, apontam para
uma média de 12,00 dólares por MW.h gerado, para as máquinas acima de 500kW,
podendo oscilar em torno da média com mais ou menos 4,00 dólares (8 a 16 dólares).
Inclui deslocamentos do mecânico até 50 km da sede, revisões periódicas de 250, 500,
1000, 5000 e 10000 horas de operação.

Consumo de lubrificante
Considerado 0,3% do consumo do combustível. Para 0,27 litros de
combustível, temos 0,0008 litros por kWh ou 0,81 litros por MWh. A custo de 4,50
reais por litro, resulta R$ 3,65 por MWh. [4]

16
Combustível 385
Manutenção (US$ 1,00 = R$ 2,90) 34,8
Lubrificante 3,65
Total (R$/MWh) 423,45
Tabela 1: Custo da autogeração

Partida de motores elétricos de indução usando o grupo gerador como


fonte de energia.

Ao adquirir um grupo gerador, muitos clientes relatam ao vendedor as suas


necessidades, em termos de capacidade instalada e potência necessária, em função de
máquinas, equipamentos e iluminação, recebendo então, a indicação de um determinado
modelo que, no entendimento do vendedor, tem capacidade suficiente para suprir as
necessidades da instalação. Na maioria dos casos, a questão relacionada com a partida
dos motores elétricos é aventada mas não tratada com as considerações técnicas
requeridas.
Como se sabe, os motores elétricos, ao serem ligados, instantaneamente,
permitem que um grande fluxo de corrente elétrica circule através dos seus
enrolamentos. Isso ocorre porque, estando parado, não há força contra-eletromotriz que
se oponha ao fluxo de corrente. Ao iniciar as primeiras revoluções, com o surgimento da
força contra-eletromotriz, o fluxo de corrente diminui e se estabiliza no seu valor
nominal. O valor máximo instantâneo da corrente solicitada durante a partida varia em
função do tipo de construção do motor e proporcionalmente a sua potência.
Para o dimensionamento do Grupo Gerador adequado a cada situação, a
consideração dos motores elétricos existentes a serem acionados é de fundamental
importância, pois diversos problemas podem resultar do uso de um Grupo Gerador sub-
dimensionado, com implicações no funcionamento de outros componentes elétricos e
eletrônicos também alimentados pelo mesmo Grupo Gerador.
Conhecidas as potências, sistemas de partida e características dos motores
elétricos, bem como do alternador que se pretenda utilizar, é possível calcular a potência
necessária.
Para um projeto normal de grupo gerador, a sua potência ativa não deverá
exceder a potência máxima admissível do motor Diesel (levando-se em conta o
rendimento do alternador). A corrente de partida de motores elétricos trifásicos não

17
deverá (inclusive a carga inicial do alternador) ser superior a 1,2 vezes a corrente
nominal do alternador. [5]
Os tipos de partida de motores são:
− Partida direta
É o modo de partida mais simples, com o estator ligado
diretamente à rede. O motor parte com as suas características
naturais.
− Estrela-triângulo
Este processo de partida só pode ser utilizado num motor em
que as duas extremidades de cada um dos três enrolamentos
estatóricos estejam ligadas à placa de terminais. O princípio
consiste em partir o motor ligando os enrolamentos em estrela à
tensão da rede, o que é o mesmo que dividir a tensão nominal do
motor em estrela por 3 . O pico de corrente de partida é dividido
por três.
− Compensada (autotransformador)
O motor é alimentado a tensão reduzida através de um
autotransformador que comuta em vários taps alterando a tensão
aplicada, e é desligado do circuito no final da partida
− Eletrônica (Soft-Starter)
A alimentação do motor, quando é colocado em
funcionamento é feito por aumento progressivo da tensão, o que
permite uma partida sem golpes e reduz o pico de corrente. A
subida progressiva da tensão de saída pode ser controlada pela
rampa de aceleração ou dependente do valor da corrente de
limitação, ou ligada a estes dois parâmetros.
Há que se observar que os grupos geradores não devem operar com carga
inferior a 30% da sua capacidade nominal, sobe pena de desgaste prematuro das camisas
dos cilindros, além do grande consumo específico de combustível (g/kWh) que se
verifica nessas condições.

18
Figura 2. Corrente de Partida x Tipo de Partida

Exigências da concessionária

Gerar energia para consumo no horário de ponta tem o inconveniente da


necessidade de trocar a fonte supridora duas vezes por dia, no início e ao término do
período, nos dias úteis. Embora a transferência de carga possa ser feita rapidamente, haverá
interrupção do suprimento de energia, o que poderá ser inaceitável para algumas atividades
que não estejam protegidas por fontes de energia segura. Para solucionar este
inconveniente, pode-se dotar o(s) grupo(s) gerador(es) com sistemas de transferência em
transição fechada, sem interrupção e passagem da carga de uma para outra fonte em rampa
suave. Entretanto, para isso é necessário operar instantaneamente na condição de
paralelismo com a rede da concessionária. Uma outra alternativa seria a transferência com a
utilização de chaves estáticas, cuja interrupção nas transferências sincronizadas é de apenas
4 ms, imperceptível para os equipamentos mais sofisticados. Por ser mais onerosa, é uma
opção cujas aplicações são limitadas.
Para operar em paralelo com a concessionária, há duas possibilidades. A primeira
consiste em paralelismo instantâneo, onde o grupo gerador não permanece mais do que 15
segundos em paralelo com a rede pública. A segunda é o paralelismo permanente, onde há a
possibilidade de gerar para “Peak Shaving” ou exportação de energia. Em ambos os casos, a
unidade consumidora necessitará alterar os termos do seu contrato de conexão e uso do
sistema de distribuição de energia e assinar um Acordo Operativo com a concessionária.
Para tanto, há um procedimento e exigências técnicas quanto à instalação de proteções
especificadas a critério de cada concessionária. [4]

19
Capítulo 3

Análise Econômica

Como vimos no capitulo anterior, o preço da energia autogerada é menor que o


preço da energia adquirida da concessionária, no caso da Tarifa Verde durante o horário de
ponta. Essa diferença de preços proporciona uma economia mensal que poderá pagar o
investimento inicial com a instalação de um grupo motor gerador.
A viabilidade far-se-á apresentar quando a economia for superior ao
investimento a uma taxa mínima de atratividade desejada.
Usamos o seguinte algoritmo para calcular o tempo de retorno:
EconomiaTotal = 0;
InvestimentoCorrigido = InvestimentoInicial;
NumeroMeses = 0;
Enquanto EconomiaTotal < InvestimentoCorrigido
NumeroMeses = NumeroMeses + 1
EconomiaTotal = EconomiaTotal * ( 1 + i/100 ) + EconomiaMensal;
InvestimentoCorrigido = InvestimentoCorrigido * ( 1 + i/100 );
Fim-Enquanto;
Onde:
NumeroMeses: será o tempo de retorno do investimento;
EconomiaTotal: valor economizado ao longo do tempo;
EconomiaMensal: valor economizado com a autogeração por mês;
InvestimentoCorrigido: valor do investimento inicial corrigido mês a
mês com determinada taxa de juros;
i: taxa de atratividade por mês em porcentagem.
Nesta os retornos deverão ser superiores àqueles gerados por aplicações
financeiras compatíveis com o valor do equipamento, como caderneta de poupança, que
atualmente possui taxas anuais de 6%.

20
Capítulo 4

Manual do Usuário

• Glossário
Retirado da RESOLUÇÃO Nº 456, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2000, Art. 2°.

I - Carga instalada: soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados
na unidade consumidora, em condições de entrar em funcionamento, expressa em
quilowatts (kW).
II - Concessionária ou permissionária: agente titular de concessão ou permissão federal
para prestar o serviço público de energia elétrica, referenciado, doravante, apenas pelo
termo concessionária.
III - Consumidor: pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito,
legalmente representada, que solicitar a concessionária o fornecimento de energia
elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais
obrigações fixadas em normas e regulamentos da ANEEL, assim vinculando-se aos
contratos de fornecimento, de uso e de conexão ou de adesão, conforme cada caso.
IV - Consumidor livre: consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto
a qualquer fornecedor, conforme legislação e regulamentos específicos.
V - Contrato de adesão: instrumento contratual com cláusulas vinculadas às normas e
regulamentos aprovados pela ANEEL, não podendo o conteúdo das mesmas ser
modificado pela concessionária ou consumidor, a ser aceito ou rejeitado de forma
integral.
VI - Contrato de fornecimento: instrumento contratual em que a concessionária e o
consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo "A" ajustam as
características técnicas e as condições comerciais do fornecimento de energia elétrica.

21
VII - Contrato de uso e de conexão: instrumento contratual em que o consumidor livre
ajusta com a concessionária as características técnicas e as condições de utilização do
sistema elétrico local, conforme regulamentação específica.
VIII - Demanda: média das potências elétricas ativas ou reativas, solicitadas ao sistema
elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora, durante
um intervalo de tempo especificado.
IX - Demanda contratada: demanda de potência ativa a ser obrigatória e contínuamente
disponibilizada pela concessionária, no ponto de entrega, conforme valor e período de
vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga, seja
ou não utilizada durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW).
X - Demanda de ultrapassagem: parcela da demanda medida que excede o valor da
demanda contratada, expressa em quilowatts (kW).
XI - Demanda faturável: valor da demanda de potência ativa, identificado de acordo
com os critérios estabelecidos e considerada para fins de faturamento, com aplicação da
respectiva tarifa, expressa em quilowatts (kW).
XII - Demanda medida: maior demanda de potência ativa, verificada por medição,
integralizada no intervalo de 15 (quinze) minutos durante o período de faturamento,
expressa em quilowatts (kW).
XIII - Energia elétrica ativa: energia elétrica que pode ser convertida em outra forma de
energia, expressa em quilowatts-hora (kWh).
XIV - Energia elétrica reativa: energia elétrica que circula contínuamente entre os
diversos campos elétricos e magnéticos de um sistema de corrente alternada, sem
produzir trabalho, expressa em quilovolt-ampère-reativo-hora (kvarh).
XV - Estrutura tarifária: conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de consumo de
energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de
fornecimento.
XVI - Estrutura tarifária convencional: estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas
de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas
de utilização do dia e dos períodos do ano.
XVII - Estrutura tarifária horo-sazonal: estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas
diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com
as horas de utilização do dia e dos períodos do ano, conforme especificação a seguir:
a) Tarifa Azul: modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de
consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos

22
do ano, bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as
horas de utilização do dia.
b) Tarifa Verde: modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de
consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos
do ano, bem como de uma única tarifa de demanda de potência.
c) Horário de ponta (P): período definido pela concessionária e composto por 3 (três)
horas diárias consecutivas, exceção feita aos sábados, domingos e feriados nacionais,
considerando as características do seu sistema elétrico.
d) Horário fora de ponta (F): período composto pelo conjunto das horas diárias
consecutivas e complementares àquelas definidas no horário de ponta.
e) Período úmido (U): período de 5 (cinco) meses consecutivos, compreendendo os
fornecimentos abrangidos pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano seguinte.
f) Período seco (S): período de 7 (sete) meses consecutivos, compreendendo os
fornecimentos abrangidos pelas leituras de maio a novembro.
XVIII - Fator de carga: razão entre a demanda média e a demanda máxima da unidade
consumidora, ocorridas no mesmo intervalo de tempo especificado.
XIX - Fator de demanda: razão entre a demanda máxima num intervalo de tempo
especificado e a carga instalada na unidade consumidora.
XX - Fator de potência: razão entre a energia elétrica ativa e a raiz quadrada da soma
dos quadrados das energias elétricas ativa e reativa, consumidas num mesmo período
especificado.
XXI - Fatura de energia elétrica: nota fiscal que apresenta a quantia total que deve ser
paga pela prestação do serviço público de energia elétrica, referente a um período
especificado, discriminando as parcelas correspondentes.
XXII - Grupo "A": grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento
em tensão igual ou superior a 2,3 kV, ou, ainda, atendidas em tensão inferior a 2,3 kV a
partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo nos termos
definidos no art. 82, caracterizado pela estruturação tarifária binômia e subdividido nos
seguintes subgrupos:
a) Subgrupo A1 - tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV;
b) Subgrupo A2 - tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV;
c) Subgrupo A3 - tensão de fornecimento de 69 kV;
d) Subgrupo A3a - tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV;
e) Subgrupo A4 - tensão de fornecimento de 2,3 kV a 25 kV;

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f) Subgrupo AS - tensão de fornecimento inferior a 2,3 kV, atendidas a partir de sistema
subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo em caráter opcional.
XXIII - Grupo "B": grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento
em tensão inferior a 2,3 kV, ou, ainda, atendidas em tensão superior a 2,3 kV e
faturadas neste Grupo nos termos definidos nos arts. 79 a 81, caracterizado pela
estruturação tarifária monômia e subdividido nos seguintes subgrupos:
a) Subgrupo B1 - residencial;
b) Subgrupo B1 - residencial baixa renda;
c) Subgrupo B2 - rural;
d) Subgrupo B2 - cooperativa de eletrificação rural;
e) Subgrupo B2 - serviço público de irrigação;
f) Subgrupo B3 - demais classes;
g) Subgrupo B4 - iluminação pública.
XXIV - Iluminação Pública: serviço que tem por objetivo prover de luz, ou claridade
artificial, os logradouros públicos no período noturno ou nos escurecimentos diurnos
ocasionais, inclusive aqueles que necessitam de iluminação permanente no período
diurno.
XXV - Pedido de fornecimento: ato voluntário do interessado que solicita ser atendido
pela concessionária no que tange à prestação de serviço público de fornecimento de
energia elétrica, vinculando-se às condições regulamentares dos contratos respectivos.
XXVI - Ponto de entrega: ponto de conexão do sistema elétrico da concessionária com
as instalações elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de
responsabilidade do fornecimento.
XXVII - Potência: quantidade de energia elétrica solicitada na unidade de tempo,
expressa em quilowatts (kW).
XXVIII - Potência disponibilizada: potência que o sistema elétrico da concessionária
deve dispor para atender às instalações elétricas da unidade consumidora, segundo os
critérios estabelecidos nesta Resolução e configurada nos seguintes parâmetros:
a) unidade consumidora do Grupo "A": a demanda contratada, expressa em quilowatts
(kW);
b) unidade consumidora do Grupo "B": a potência em kVA, resultante da multiplicação
da capacidade nominal ou regulada, de condução de corrente elétrica do equipamento de
proteção geral da unidade consumidora pela tensão nominal, observado no caso de
fornecimento trifásico, o fator específico referente ao número de fases.

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XXIX - Potência instalada: soma das potências nominais de equipamentos elétricos de
mesma espécie instalados na unidade consumidora e em condições de entrar em
funcionamento.
XXX - Ramal de ligação: conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto
de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega.
XXXI - Religação: procedimento efetuado pela concessionária com o objetivo de
restabelecer o fornecimento à unidade consumidora, por solicitação do mesmo
consumidor responsável pelo fato que motivou a suspensão.
XXXII - Subestação: parte das instalações elétricas da unidade consumidora atendida
em tensão primária de distribuição que agrupa os equipamentos, condutores e acessórios
destinados à proteção, medição, manobra e transformação de grandezas elétricas.
XXXIII - Subestação transformadora compartilhada: subestação particular utilizada para
fornecimento de energia elétrica simultaneamente a duas ou mais unidades
consumidoras.
XXXIV - Tarifa: preço da unidade de energia elétrica e/ou da demanda de potência
ativas.
XXXV - Tarifa monômia: tarifa de fornecimento de energia elétrica constituída por
preços aplicáveis unicamente ao consumo de energia elétrica ativa.
XXXVI - Tarifa binômia: conjunto de tarifas de fornecimento constituído por preços
aplicáveis ao consumo de energia elétrica ativa e à demanda faturável.
XXXVII - Tarifa de ultrapassagem: tarifa aplicável sobre a diferença positiva entre a
demanda medida e a contratada, quando exceder os limites estabelecidos.
XXXVIII - Tensão secundária de distribuição: tensão disponibilizada no sistema
elétrico da concessionária com valores padronizados inferiores a 2,3 kV.
XIL - Tensão primária de distribuição: tensão disponibilizada no sistema elétrico da
concessionária com valores padronizados iguais ou superiores a 2,3 kV.
XL - Unidade consumidora: conjunto de instalações e equipamentos elétricos
caracterizado pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com
medição individualizada e correspondente a um único consumidor.
XLI - Valor líquido da fatura: valor em moeda corrente resultante da aplicação das
respectivas tarifas de fornecimento, sem incidência de imposto, sobre as componentes
de consumo de energia elétrica ativa, de demanda de potência ativa, de uso do sistema,
de consumo de energia elétrica e demanda de potência reativas excedentes.

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XLII - Valor mínimo faturável: valor referente ao custo de disponibilidade do sistema
elétrico, aplicável ao faturamento de unidades consumidoras do Grupo "B", de acordo
com os limites fixados por tipo de ligação.

• Resolução n° 456, de 29 de Novembro de 2000

• Administrativo
Cadastro de informações sobre a instalação.

• Fatura de Energia
Cadastro de informações sobre a conta de energia e dados para simulação tarifária.

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• Convencional
Tabela para ser preenchida com o histórico de consumo, caso a opção tarifária atual seja
Convencional, se for outra opção a tabela estará desativada e será preenchida pelo
programa após a simulação.

• Verde
Tabela para ser preenchida com o histórico de consumo, caso a opção tarifária atual seja
Verde, se for outra opção a tabela estará desativada e será preenchida pelo programa
após a simulação.

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• Azul
Tabela para ser preenchida com o histórico de consumo, caso a opção tarifária atual seja
Azul, se for outra opção a tabela estará desativada e será preenchida pelo programa após
a simulação.

• Resumo
Tabelas contendo o resumo da simulação tarifária.
- A tabela superior apresenta o custo da energia mensal, o total e a média mensal
para cada um das três opções tarifarias.
- A tabela inferior apresenta o preço médio da energia mensal e a média mensal
para cada um das três opções tarifarias.

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• Cadastro dos Maiores Motores
Cadastro dos maiores motores da instalação que serão alimentados pelo grupo gerador a
ser dimensionado.

• Dimensionamento do Gerador
Cadastro de informações para o dimensionamento do grupo gerador, calculo da
economia e do tempo de retorno do investimento.
Mostra os dados do gerador escolhido para o grupo gerador.

29
Funcionamento do gerador
Horas/Dia: Informe a quantidade de horas diárias que o gerador ira funcionar.
Dias/Mês: Informe a quantidade de dias por mês que o gerador ira funcionar.
Manutenção
Informe o custo da manutenção mensal do grupo gerador, é utilizado para
calcular o preço da energia gerada.
Demanda

Informe demanda máxima requerida ao gerador. Clique no ícone para


utilizar a demanda máxima do histórico de consumo cadastrado na simulação
tarifaria.
Consumo médio na ponta
Informe o consumo médio na ponta durante um mês no horário de ponta.

Clique no ícone para utilizar o consumo médio do histórico de consumo


cadastrado na simulação tarifaria.
Porcentagem da potência máxima
Informe a porcentagem a ser usada da Potência Máxima do gerador. Quanto
menor for a porcentagem maior será a potência total do grupo gerador. O valor
deve estar entre 30% e 100%.
Dados do gerador escolhido

Modelo: Modelo do gerador


Marca: Marca do motor do gerador
Potencia aparente: potencia aparente máxima gerada
Potencia ativa: potencia ativa máxima gerada
Potencia do motor: potencia do motor do gerador
Corrente: Corrente máxima gerada para a tensão de 380V.

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Quantidade de geradores
Quantidade de geradores que compõem o grupo gerador. Os geradores do
grupo serão sempre do mesmo modelo.
Consumo de óleo diesel
Estimativa de consumo de óleo diesel do grupo gerador, o consumo irá
depender do modelo do gerador e da quantidade média de energia consumida.
Preço da energia gerada
Custo estimado da energia produzida pelo grupo gerador.
Período de simulação
Selecione o período de simulação.
Economia Mensal
Valor economizado mensalmente com a autogeração.
Investimento inicial
Informe o valor do investimento inicial para calcular o tempo de retorno do
dinheiro.
Preço da energia - tarifa verde - horário de ponta
Preço pago à concessionária pela energia consumida durante o horário de ponta

com a opção tarifaria verde. Clique no ícone para utilizar o valor do


boletim de tarifas utilizado na simulação tarifária.
Taxa de juros
Informe a taxa de juros ao mês, para que o valor do investimento seja
atualizado até o final do período de simulação e calculado o tempo de retorno.
Valor Economizado
Montante economizado no fim do período estipulado para simulação, o valor
da economia mensal não é atualizado com juros .
Valor futuro do investimento
Valor obtido com o investimento caso fosse aplicado à uma dada taxa de juros
apos o período de simulação.
Tempo de Retorno
Período para o montante resultante da economia mensal ser superior ao valor
futuro do investimento.

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• Preço da Energia Gerada

Preço do óleo diesel


Informe o preço do litro de óleo diesel.

Preço do óleo lubrificante


Informe o preço do litro de óleo lubrificante.

Consumo específico de combustível


Como o consumo específico é uma variável em função da carga, apresentando
seus valores mínimos com cerca de 80% de potência nominal, é recomendável
que não se superdimensionamento os grupos geradores para essas aplicações.
Os valores ótimos de consumo específico dos motores Diesel situam-se na
faixa de 220 a 225 gramas por kWh disponibilizados no volante para
acionamento do alternador.

Consumo de lubrificante (% do diesel)


Informe a razão entre o consumo de lubrificante e o consumo de combustível.
Considerado 0,3%.

Peso específico do óleo diesel


Informe o peso específico do óleo diesel em kg/litro.

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Custo específico da manutenção
Cálculos a partir do aplicativo Life Cycle Cost da Cummins, apontam para uma
média de US$ 12,00 por MW.h gerado, para as máquinas acima de 500 kW,
podendo oscilar em torno da média com + ou – US$ 4,00 (de 8 a 16 dólares).
Inclui deslocamentos do mecânico até 50 Km da sede, revisões periódicas de
250, 500, 1.000, 5.000 e 10.000 horas de operação.

• Gráfico
Representação gráfica onde é possível ver a economia e o valor futuro do investimento
ao longo do período escolhido.

• Cadastro de Tarifas
Permite alterar o boletim tarifário utilizado na simulação tarifária. Os valores
da tarifa variam de concessionária para concessionária, são reajustados periodicamente
mediante resoluções da ANEEL, em função das condições dos contratos de concessão.
As caixas de texto contem valor 0,00 não são necessárias para a simulação.
Selecione a classe do consumidor através da caixa de seleção , lembrando que
para cada classe há uma tarifa diferenciada.
Se o ICMS não estiver incluso, o programa irá acrescentar o valor do ICMS
antes de usar as tarifas nos cálculos.

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Após atualizar o boletim de tarifas, clique no Menu e selecione Salvar Boletim
para que os dados sejam salvos, caso não deseje atualizar os dados basta sair sem salvar.
Se o boletim for atualizado, o programa passará a utilizar estes dados
imediatamente.

• Cadastro de Geradores
Permite adicionar, alterar e excluir geradores do banco de dados utilizado no
dimensionamento do grupo.

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Botões de Navegação

Clique para nos botões de navegação, , para visualizar os


geradores do banco de dados. O valor 3 / 11 indica, respectivamente, o número do
gerador atual e a quantidade de geradores cadastrados.

Adicionar Gerador

Clique no botão e preencha os campos. Dados obrigatórios:


Potência Ativa (kW), Corrente Trifásica em 380V (A). Caso não possua a Potência
Ativa, o programa irá calcular a Potência Ativa através do Fator de Potência e a

Potência Aparente (kVA). Após preencher, clique no botão para adicionar


o gerador ao banco de dados.

Alterar Dados do Gerador

Clique no botão , após alterar qualquer dado do gerador para salvar


a modificação. Clique Sim para confirmar a modificação dos dados.

Excluir Gerador

Selecione o gerador a ser excluído através dos botões de navegação e clique no

botão . Clique Sim para confirmar a exclusão.

Visualizar todos os geradores

Clique no botão para visualizar todos os geradores cadastrados no


banco de dados.

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• Tabela de Geradores
Permite visualizar todos os geradores do banco de dados utilizados no dimensionamento
do grupo.

• Resumo das Simulações


Apresenta o resumo da simulação tarifária, do dimensionamento do grupo gerador e do
retorno financeiro.

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Conclusão

No contexto de eficiência energética, sempre fica clara a necessidade de se


investir em projetos que minimizem os custos com a energia elétrica. A autogeração se
mostra viável em muitos casos, principalmente para instalações que consomem grande
quantidade de energia na ponta.
Nosso propósito foi desenvolver um programa que facilitasse o
dimensionamento de um grupo gerador e a visualização da viabilidade de um projeto de
autogeração.
Foi de grande proveito a experiência de desenvolvermos um programa em
linguagem visual, pois adquirimos grandes conhecimentos tanto em programação
quanto em geradores, motores e sistemas de tarifação.

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Referências Bibliográficas

[1] Site: Grupos Geradores - Consultoria em energia - Eng Jose Cláudio.


www.joseclaudio.eng.br

[2] Resolução nº 456, de 29 de novembro de 2000.

[3] Apostila em formato pdf, www.perfectum.eng.br/diesel1.pdf

[4] Arquivo em pdf, www.joseclaudio.eng.br/Ponta.pdf

[5]Site: Partida de motores elétricos de indução usando o grupo gerador como fonte de
energia. www.joseclaudio.eng.br/partida.html

[6] Apostila: Eficiência Energética e acionamento de motores. Scheneider Eletric.

[7] Site da GMG: www.gmg.eng.br

[8] Site da Maquigeral, Grupos Geradores Maquigeral: www.maquigeral.com.br

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