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FORMAÇÃO DE DIRIGENTES DE CURSOS DE EXPOSITORES FORMAÇÃO DE DIRIGENTES DE CURSOS DE EXPOSITORES

REGIONAL SÃO PAULO – ALIANÇA ESPÍRITA EVANGÉLICA – 2004 REGIONAL SÃO PAULO – ALIANÇA ESPÍRITA EVANGÉLICA – 2004

O programa do Curso de Formação e Aperfeiçoamento de A NÍVEL BÁSICO PÁG.


Expositores Espíritas é aqui apresentado em 3 sugestões: Básico P OBJETIVOS DO EXPOSITOR 012
( sintético ), Intermediário ( com maior detalhamento de técnicas R NOVA POSTURA 015
de oratória ) e Avançado ( focado nos exercícios e parte prática ). E POSTURA E GESTICULAÇÃO 030
Além destes 3 níveis, temos sugestões de temas para um S
VOZ 038
Programa de Aperfeiçoamento ( abordando fatores psicológicos e E
ARTICULAÇÃO E EXERCÍCIOS 039
programáticos ). N
T OLHAR 043
Como as realidades e necessidades das Regionais ( e Setoriais A RITMO E ENTONAÇÃO 045
no caso da Capital de São Paulo ) são diferentes uma das outras Ç PREPARAÇÃO DO TEMA 047
é lógico que os temas apresentados são sugestivos para que os à REFERÊNCIAS PARA TEMAS 054
Dirigentes possam fazer uso de cada um como bem lhes convier. O ESTRUTURA DA EXPOSIÇÃO 056
OBSTÁCULOS PERSONALIDADE 059
Assim, pode-se utilizar partes de todos os 4 níveis e planejar um D OBSTÁCULOS DECORRENTES DA LINGUAGEM 062
Curso “misto”, sem nenhum prejuízo dos objetivos a serem O OBSTÁCULOS DECORRENTES DE VÍCIOS DE LINGUAGEM 063
atingidos. Porém, entendemos que no mínimo devamos ter os S
DEFEITOS DE LINGUAGEM 064
pontos do nível básico, já que são na quase totalidade explorados
EXERCÍCIOS PRÁTICOS ( 3 MINUTOS ) 069
em grande parte dos Cursos em andamento. P
R DINÂMICAS DE GRUPO 071
Este pequeno Manual tem a intenção de servir como guia. Os O MOCIDADE 089
assuntos podem e devem ser aprofundados, bem como servem G PRELEÇÃO EVANGÉLICA - CONCEITO 096
de base para os recursos audiovisuais, que ficam a cargo dos R DECÁLOGO DO EXPOSITOR 147
Dirigentes responsáveis pelos seus Cursos daqui por diante. A
M NÍVEL INTERMEDIÁRIO PÁG.
O grande objetivo é fornecer os elementos conceituais mais A 007
PRÉ-QUESTIONÁRIO
importantes para que todos os cursos, independente de suas S
necessidades Regionais, possam ter a mesma linguagem, e o COMUNICADOR 014
expositor da Aliança tenha sua orientação padronizada em todos AUTODOMÍNIO 028
os locais atingidos pela luz dos programas orientados pela MOVIMENTAÇÃO 032
Espiritualidade. APARÊNCIA 033
PRESENÇA ELOQÜÊNTE 035
Muita paz a todos, FLEXIBILIDADE 036
QUALIDADES LITERÁRIAS 037
As sugestões e críticas serão sempre muito bem vindas, MEMÓRIA 046
PRONÚNCIA 061
MEDO - CAUSAS / CONTROLE 066
RESPIRAÇÃO 068
DINAMIZAÇÃO DE AULAS 082
PRELEÇÃO - TÉCNICAS 101
Equipe do Curso de Formação de Dirigentes de Curso de
VIDA PLENA 108
Expositores – Regional Capital – SP – RGA 2004
( carlosjparada@uol.com.br ) EAE - CONCEITO 116
ORIENTAÇÕES GERAIS 144

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REGIONAL SÃO PAULO – ALIANÇA ESPÍRITA EVANGÉLICA – 2004 REGIONAL SÃO PAULO – ALIANÇA ESPÍRITA EVANGÉLICA – 2004

PROGRAMA AVANÇADO CAP. PROGRAMA DE APERFEIÇOAMENTO CAP.


DISPOSIÇÃO MENTAL 013 COMUNICAÇÃO 010
CACOETES 029 NEUROLINGÜÍSTICA 011
HIDRATAÇÃO E SALIVAÇÃO 042 ATITUDES PRIMÁRIAS 027
CONGRUÊNCIA 044 RETENÇÃO DO CONHECIMENTO / PROCESSOS DE
APRENDIZAGEM 058
QUADRO DE IDÉIAS 050
NÉS, TÁS, HUNS 060
IMPROVISAÇÃO X PLANEJAMENTO 053
INIBIÇÃO 065
COLA OU LEMBRETE 055
DINÂMICAS LÚDICAS 083
MOTIVAÇÃO / ENTUSIASMO 084
QUALIDADE NA APRESENTAÇAO 086
EXERCÍCIOS PRÁTICOS PRELEÇÃO ( 15 MINUTOS ) 105
PROCRASTINAÇÃO / QUERER 087
PREPARAÇÃO E ELEVAÇÃO SIMPLIFICADA 106 LIDERANÇA 088
ENCERRAMENTO E VIBRAÇÕES SIMPLIFICADAS 107 PRELEÇÃO ASPECTOS ESPIRITUAIS / PSICOLÓGICOS 104
PRECONCEITO 112 CONCEITOS DE ALIANÇA 114
CURSO BÁSICO 115 PRECE DOS APRENDIZES 118
EXERCÍCIOS PRÁTICOS EAE ( 45 MINUTOS ) 124 O BOM SERVIDOR 119
ESTÁGIO ( COM EXPOSITORES ESPECIALIZADOS ) 127 EAE - PROGRAMA 120
SESSÃO DOUTRINÁRIA 128 ESCLARECIMENTOS SOBRE O PLANO DA EAE 122
QUESTIONÁRIOS PROGRAMÁTICOS 131 APADRINHAMENTO ( ACOMPANHAMENTO ) 126
TIPOS DE ALUNOS 135 ESCOLA DE PAIS 129
ATITUDES A SEREM EVITADAS 146 CURSO DE MÉDIUNS 130
AMBIENTES DE LIDERANÇA 138
COMPORTAMENTO DO EXPOSITOR 139
Programa Básico: Aplicar apenas os itens da primeira caixa. JANELA DE JOHARI / ÁREAS DA PERSONALIDADE 141
Programa Intermediário: Aplicar os itens das primeira e segunda
AS DEZ DICAS DO PERFEITO ORADOR 149
caixas.
Programa Avançado: Aplicar os itens das três caixas.

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P ASSUNTO PÁG. EXERCÍCIOS PRÁTICOS ( 3 MINUTOS ) 069


O QUESTIONÁRIO PRÉ 007 DINÂMICAS DE GRUPO 071
R COMUNICAÇÃO 010 DINAMIZAÇÃO DE AULAS 082
NEUROLINGÜÍSTICA 011 DINÂMICAS LÚDICAS 083
O OBJETIVOS DO EXPOSITOR 012 MOTIVAÇÃO / ENTUSIASMO 084
R DISPOSIÇÃO MENTAL 013 QUALIDADE NA APRESENTAÇAO 086
D COMUNICADOR 014 087
PROCRASTINAÇÃO / QUERER
E
NOVA POSTURA 015 LIDERANÇA 088
M
ATITUDES PRIMÁRIAS 027 MOCIDADE 089
AUTODOMÍNIO 028 PRELEÇÃO EVANGÉLICA - CONCEITO 096
D
CACOETES 029 PRELEÇÃO - TÉCNICAS 101
E
POSTURA E GESTICULAÇÃO 030 PRELEÇÃO ASPECTOS ESPIRITUAIS / PSICOLÓGICOS 104
MOVIMENTAÇÃO 032 EXERCÍCIOS PRÁTICOS PRELEÇÃO ( 15 MINUTOS ) 105
C
APARÊNCIA 033 PREPARAÇÃO E ELEVAÇÃO SIMPLIFICADA 106
A
P PRESENÇA ELOQÜÊNTE 035 ENCERRAMENTO E VIBRAÇÕES SIMPLIFICADAS 107
Í FLEXIBILIDADE 036 VIDA PLENA 108
T QUALIDADES LITERÁRIAS 037 PRECONCEITO 112
U VOZ 038 CONCEITOS DE ALIANÇA 114
L ARTICULAÇÃO E EXERCÍCIOS 039 CURSO BÁSICO 115
O HIDRATAÇÃO E SALIVAÇÃO 042 EAE - CONCEITO 116
S OLHAR 043 PRECE DOS APRENDIZES 118
CONGRUÊNCIA 044 O BOM SERVIDOR 119
RITMO E ENTONAÇÃO 045 120
EAE - PROGRAMA
MEMÓRIA 046
ESCLARECIMENTOS SOBRE O PLANO DA EAE 122
PREPARAÇÃO DO TEMA 047
EXERCÍCIOS PRÁTICOS EAE ( 45 MINUTOS ) 124
QUADRO DE IDÉIAS 050
APADRINHAMENTO ( ACOMPANHAMENTO ) 126
IMPROVISAÇÃO X PLANEJAMENTO 053
ESTÁGIO ( COM EXPOSITORES ESPECIALIZADOS ) 127
REFERÊNCIAS PARA TEMAS 054
SESSÃO DOUTRINÁRIA 128
COLA OU LEMBRETE 055
ESCOLA DE PAIS 129
ESTRUTURA DA EXPOSIÇÃO 056
CURSO DE MÉDIUNS 130
RETENÇÃO CONHECIMENTO / PROCESSOS APRENDIZAGEM 058
QUESTIONÁRIOS PROGRAMÁTICOS 131
OBSTÁCULOS PERSONALIDADE 059
TIPOS DE ALUNOS 135
NÉS, TÁS, HUNS 060
AMBIENTES DE LIDERANÇA 138
PRONÚNCIA 061
062 COMPORTAMENTO DO EXPOSITOR 139
OBSTÁCULOS DECORRENTES DA LINGUAGEM
OBSTÁCULOS DECORRENTES DE VÍCIOS DE LINGUAGEM 063 JANELA DE JOHARI / ÁREAS DA PERSONALIDADE 141
DEFEITOS DE LINGUAGEM 064 ORIENTAÇÕES GERAIS 144
INIBIÇÃO 065 ATITUDES A SEREM EVITADAS 146
MEDO - CAUSAS / CONTROLE 066 DECÁLOGO DO EXPOSITOR 147
RESPIRAÇÃO 068 AS DEZ DICAS DO PERFEITO ORADOR 149

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1 PRÉ-QUESTIONÁRIO DE PESQUISA ( A SER APLICADO 16) Ação e Reação ou carma, ante as dificuldades sofremos, com
ANTES DO INÍCIO DAS AULAS ) isto nos redimimos ? Ou seja “pagamos nossos débitos” ? Por
N quê ?
Í Objetivo: Situar o aluno sobre a responsabilidade do expositor 17) Qual o tema mais importante contido no Evangelho de Jesus?
V dedicar-se à pesquisa e ao estudo dos assuntos mais diversos.
a
E Despertá-lo para a necessidade de procurar outros locais para 2 . Parte: Livro de consulta: “O Redentor” – Editora Aliança
L achar os livros que necessita para o trabalho. Selecionar os que
estão realmente dispostos a estudar e conscientizar que não 18) Qual o fato moral que deve ser ressaltado nos seguintes
I somos “sabe-tudo”. Normalmente dá-se 3 a 4 semanas ( sem textos:
N aulas ) para que a pesquisa seja feita 18.1) Cap. 19 “Volta a Jerusalém”
T 18.2) Cap. 24 “A morte de João Batista”
E Exemplo de questionário: 18.3) Cap. 29 “Maria de Magdala”
R 18.4) Cap. 33 “A cena do Tabor”
M Questionário a ser respondido de forma objetiva. O participante 19) Simão Pedro falhou no momento decisivo da vida de Jesus ?
a
E deverá traze-lo respondido na 2 . aula do curso, sem o qual não Por quê ?
D poderá permanecer no mesmo. 20) Qual o motivo da ressurreição de Jesus ?
I
a a
Á 1 . Parte – Livro de consulta: “Entendendo o Espiritismo – Curso 3 . Parte: Livro de consulta: “Iniciação Espírita” – Editora Aliança
R Básico de Espiritismo” – Editora Aliança.
I 21) Escolha uma passagem do Sermão da Montanha, descreva o
O 01) Quais foram as grandes revelações Divinas ? aspecto moral do texto
02) O que é tiptologia ( fatos ocorridos com as irmãs Fox )?
a
03) Como nasceu a psicografia ? 4 . Parte: Livro de consulta: “O Evangelho Segundo o Espiritismo”
04) Qual(is) o(s) criador(es) do corpo da Doutrina Espírita ?
05) Hippolyte Leon Denizard Rivail ao iniciar seu estudo onde 22) Escolha dois temas abaixo, destaque os pontos principais.
matriculou-se ? Seja breve e objetivo:
06) Qual a primeira obra publicada por Hippolyte Leon Denizard 1. Cap. V Item 4 e 5 – Causas atuais das aflições
Rivail ? 2. Cap. VII Item 13 – Missão do homem inteligente na
07) Quem auxiliou Kardec a rever o trabalho que resultou em “O Terra
Livro dos Espíritos” ? 3. Cap. IX Item 06 – A paciência
08) Quem foi a médium inconsciente que operava com a cestinha 4. Cap. X Item 10 – O argueiro e a trave no olho
de bico em 1856 ? 5. Cap. XII Item 07 – Se alguém te ferir na face direita
09) Que personagem espírita é considerado como o “Kardec 6. Cap. XVI Item 14 – Desprendimento dos bens
brasileiro” ? terrenos
10) Meimei – pseudônimo conhecido no meio espírita, qual foi seu 7. Cap. XX Item 04 – Missão dos espíritas
verdadeiro nome ?
a
11) Quantas perguntas continha a primeira edição de “O Livro dos 5 . Parte: Livro de consulta: “O Livro dos Espíritos”
Espíritos” ?
12) Qual a composição e data de publicação do Pentateuco 23) Escolher duas perguntas, colocar sua interpretação de forma
Kardequiano ? breve e objetiva
13) Ao morrer o corpo físico, em que corpo o Espírito manifesta-
a
se no plano espiritual ? 6 . Parte: Pesquisar um capítulo de cada livro abaixo relacionado,
14) A Doutrina Espírita tem três bases: Ciência, Filosofia e resumir o capítulo escolhido, ressaltando os aspectos morais e a
Religião. Alguma merece destaque ? Por quê ? importância do mesmo:
15) Quando se inicia a união entre o espírito e o corpo físico ?

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24) Livro: “Fonte Viva” de Emmanuel, no máximo em 5 linhas. 2 CONCEITO DE COMUNICAÇÃO


25) Livro: “Bem aventurados os Simples” de Waldo Vieira, no
máximo em 10 linhas P Comunicação vem do Latim ( comunicare ) que significa tornar
26) Livro: “Jesus no Lar” de Francisco Cândido Xavier, no máximo R comum, partilhar, trocar opiniões, conferenciar.
em 15 linhas O
G É elemento fundamental no relacionamento, na socialização e na
a
7 . Parte: R convivência em grupos de qualquer espécie.
A
27) Pesquisar o Cap. XIV “A Lição de Nicodemos” do livro Boa M Os elementos do processo comunicativo são:
Nova de Francisco Cândido Xavier, resumir ressaltando aspectos A
morais e a importância do mesmo, no máximo em 20 linhas Emissor: É a fonte da comunicação, indivíduo que toma a
D iniciativa, que envia a mensagem.
a
8 . Parte: Esboce o seu parecer sobre as questões abaixo: E
Mensagem: Conteúdo da comunicação, pode ser falado, escrito,
28) Normalmente a assistência espiritual é a porta de entrada da A desenhado, etc., dependendo do canal de comunicação.
Casa Espírita. A Preleção Evangélica ocorre antes do tratamento P
espiritual. Qual a importância e responsabilidade do preletor ? E Receptor: Aquele que recebe a mensagem e a interpreta.
29) A Preleção Evangélica é um tratamento espiritual ? Por quê ? R
30) Na Preleção Evangélica podemos: Falar de Reforma Íntima ? F Canal de comunicação: Meio pela qual a mensagem é transmitida
Pedirmos a participação dos assistidos ? Por quê ? E ( escrita ou falada ).
31) Qual a abordagem mais importante a ser feita numa Preleção I
Evangélica ? Ç Ruídos: Interferências no processo de comunicação ( em
32 ) O dirigente da EAE é responsável pela condução da turma, O qualquer elemento do processo ), exemplos:
qual a participação do expositor neste processo ? A – No emissor: Gagueira, atitude imprópria, desconhecimento,
33) Quais expositores se sobressaíram na sua EAE ou Curso de M etc.
Médiuns ? O que lhe chamou a atenção ? E – Na mensagem: Falta de dados, de clareza, de objetividade,
34) Analisar a sua responsabilidade de estar comprometido com a N etc.
palavra para levar a mensagem de Jesus, muita dedicação e T – No receptor: Surdez, falta de atenção, leitura deficiente,etc.
desprendimento é exigido ao assumir tal tarefa. O – No canal: barulhos, defeitos em aparelhos, erros gráficos,
etc.

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3 NEUROLINGÜISTICA 4 OBJETIVOS DO EXPOSITOR

P Os canais de comunicação dos seres são: N Esclarecer: Revelando o Evangelho pela Doutrina Espírita
R Í
O – Visual: Percepção do mundo pelo que se vê. V Conscientizar: Da moral Cristã pelos exemplos de Jesus
G – Auditivo: Percepção do mundo pelo que se ouve. E
R – Cinestésico: Percepção do mundo pelo que se sente L Consolar: Transmitindo ânimo, fé, esperança, otimismo e
A entusiasmo
M Em todo o nível de comunicação os três canais se fazem B
A presentes. A aula deve estar preparada para ser “ouvida’, “vista” e Á Focar a reforma íntima do aluno ( em caso de aulas de EAE )
“sentida”, pois só assim a comunicação se estabelecerá S
D plenamente. Independentemente deste aspecto específico temos I “Mil conceitos teóricos de nada valem se não forem aplicados
E a realidade de que em média só retemos 20% do que ouvimos, C corretamente. Ensinar é aprender duas vezes” ( Vera Perez )
30% do que vemos e 50% do que sentimos. O
A “O que vos digo aos ouvidos, proclamai-o sobre os telhados” (
P Para que se efetue a boa comunicação é necessária a sintonia ( Jesus )
E rapport ), algo em comum que alimente e sustente esta relação (
R no caso da EAE é o programa ). Em nosso caso o rapport se O expositor é um trabalhador diferente. É um discípulo de Jesus
F estabelecerá com o domínio que temos do programa e dos como os demais trabalhadores, é um divulgador da Doutrina
E objetivos de cada aula. como os demais, porém seu trabalho é equiparado ao de Pedro,
I João e Tiago quando por ocasião da eleição dos Diáconos, sua
Ç Um exemplo perfeito do rapport é o da dança de casal, pois visão deve ser a de Paulo que compreendeu desde cedo que a
O quando se dança bem não se sabe quem está conduzindo ou iluminação da mente faz adeptos comprometidos com a
A quem é conduzido, as ações são comandadas em conjunto, pois mensagem renovadora e não somente o consolo ou a esperança.
M os dois se movimentam ao sabor do mesmo ritmo e harmonia.
E Ele realiza o “efeito multiplicador” propagando a Doutrina no que
N Espelhamento ( fisiologia empática ): Devemos ser simpáticos e ela tem de melhor.
T aceitos pela turma, e para isto alguns aspectos são importantes:
O Aparência, identificação, postura, gestos e voz.

Motivação: Os atos humanos de cunho elevado e moral são


motivados para que se evite a dor e se busque o prazer. Nossa
comunicação deve ocorrer no sentido de auxiliar os alunos a
buscarem o prazer e não só fugir da dor.

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5 DISPOSIÇÃO MENTAL 6 O COMUNICADOR

N O expositor deve ter em si que a tarefa é agradável, gratificante. N O comunicador é o divulgador dos seus postulados, mas
Í Í devemos lembrar que na tarefa Evangélica estes estão além da
V Alimentar amor por ela e estar sempre motivado a exerce-la, V nossa percepção de mundo e da vida, são postulados Cristãos
E independentemente das dificuldades do dia-a-dia. No início E norteados pelo Evangelho de Jesus.
L existirá uma dificuldade natural que diminuirá com o treino, isso L
se dará em forma de receio, de dúvida ( Será que estou à altura Com o decorrer das décadas houve uma progressão nas técnicas
A da tarefa ? Será que tenho bagagem literária para isso ? Como o I e conceitos de exposição ( ainda que hoje algumas são
V público vai reagir à apresentação ? E se alguém perguntar algo N necessárias de ser praticadas em segmentos específicos ),
A que não sei ? Etc. ). T principalmente no que tange à atividade espírita.
N E
Ç Deve-se começar a conversar muito com amigos de jornada, R Na década de 1950 tínhamos predominantemente a figura do
A permitindo-se acrescer pontos de vista diversos e enriquecer os M orador, o poeta da exposição, que emocionava as massas.
D conhecimentos. E
O D Em meados da década 60 a linhagem do orador migrou para a de
A disposição mental baseia-se em construir no nosso íntimo a I palestrador, que fazia a fusão entre o professor ( exposições tipo
necessidade de falar, mas não apenas da boca para fora, e sim Á aula clássica ) e o orador. As informações ainda chegavam de
transmitir o que se vivencia, em toda a plenitude das R forma meio “autoritárias” ao público ( era utilizado o palco a
experiências, com todos os sentimentos que nos são gerados. I separar o público do palestrante ).
O
Devemos aproveitar todas as oportunidades que nos são Nos anos 80 os expositores receberam bastante informação
colocadas às mãos. Quanto maior a prática, maior será o acadêmica mas sofriam de pouca experiência no campo vivencial,
aprendizado e conseqüentemente os fatores que permitirão que os tornavam técnicos de aulas na sua maioria.
segurança e harmonia nas apresentações.
Chegam os anos 90 e com eles a valorização do ser como
elemento de um processo contínuo de aprendizado, da
horizontalização das diferenças e a necessidade do crescimento
conjunto. Com isso o expositor passa a ser simplesmente um
facilitador, participante de um processo de aprendizado coletivo,
orientador de diretrizes e focado na liberdade de expressão,
valorizando os sentimentos e experiências. Esta é a tarefa do
expositor moderno.

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7 TÉCNICAS DE NOVA POSTURA “Precisamos mudar a tendência de pôr o expositor num lugar e
nenhuma responsabilidade dar-se à turma. Na Escola de
N No dia 25 de Setembro de 1988 no CEAE Genebra, em São
Í Paulo, realizou-se o Encontro de Expositores de Escolas de Aprendizes as aulas não são acadêmicas. A Escola traz, para
V Aprendizes da Aliança, com a participação de 50 companheiros todos, uma proposta de crescimento, renovação de sentimentos e
E de 18 Grupos Integrados. Após mais de uma hora de troca de expansão do coração. O expositor deve ficar junto com os alunos,
L idéias, de forma livre, entre todos os presentes, o companheiro colocando o tema da aula para discussão em grupo, para
Jacques André Conchón, Diretor Geral da Aliança fez proveitosas afloramento de vivências pessoais de cada turma. Não é o
B colocações que podem resumir-se na seguinte postura: O expositor, isoladamente, que deve preparar-se; é a turma que
Á potencial de crescimento, numa Escola de Aprendizes, está no deve esforçar-se por elevar-se, tendo o expositor como um de
S grupo, do qual o expositor faz parte. seus membros.”
I
C Jacques Conchón começou historiando a evolução da “pregação” Nessa altura, Jacques fala do “Curso de Expositores” da Aliança,
O espírita, a partir da época dos grandes oradores que assomavam que deve ser reformulado. É um curso que prepara “autoridades”
a tribuna para emocionar as massas, na década de 50. Tais em exposição, não companheiros que se misturam na classe,
oradores, de grande valor na época utilizavam um esquema para crescer junto com ela.” No curso, dizíamos que a exposição
exortativo em sua palestra e colocavam-se como “indicadores do tem começo, meio e fim, e que no encerramento poderíamos até
caminho”. decorar um fecho. Isto está superado; o fecho quem deve dar ( se
quiser ) é a turma como um todo. A aula não precisa ser
Por volta de 1960, o orador transforma-se em “expositor”. A conclusiva, ela deve ser motivadora. Cada aluno deve sentir-se
doutrina é muito clara só precisa ser exposta. Exposição que participante, importante. Precisamos reverter a tendência de dar
deve ser coerente, de maneira a motivar o ouvinte a iniciar um muito valor ao expositor com relação ao grupo. O expositor
processo de modificação de si mesmo. Contudo, esse esquema caminha e aprende com o grupo; é um igual em busca de
era ainda “autoritário”: O Expositor ficava alguns degraus acima crescimento.
dos ouvintes, não se igualava a eles para aprender junto.
“Temos ouvido muita gente falar que estão faltando líderes no
Confessando que ele mesmo mudou, e continua mudando sua espiritismo”, disse Jacques. “Os líderes carismáticos são do
postura com relação ao outro, Jacques ilustrou essa sua passado, e tiveram seu extraordinário valor. Hoje, todos são
mudança dizendo, que há 15 anos, quando a Aliança começava, líderes. O aluno é um líder, principalmente se motivado
ele dava muito valor às técnicas de exposição. “Utilizávamos adequadamente pelo dirigente e pelo expositor. É um líder liberto
recursos audiovisuais até bastante sofisticados para a época, de imposições, em busca de seus próprios caminhos de
para jogar sobre a classe uma quantidade de informações”. crescimento. Como expositores, no mesmo nível da classe, temos
de estimular esse crescimento sem dependências.”
Quando encerrávamos a aula, o ambiente estava frio, a classe
havia apenas assistido e não participado. Estávamos distantes do Anteriormente, a postura do orador clássico iniciava com a
aluno, só havíamos transmitido informações e não vivências.” disposição das cadeiras como a escola acadêmica ou enfileirada
e o orador expondo a matéria. O orador, envolvia a platéia, era
Hoje temos muito claro que o expositor ( aliás, este nome deve informativo aos mais preparados, como se fosse o indicador do
ser mudado, porque traz conotação autoritária ) deve motivar a caminho; aos demais em tom de mero discurso, com uma
participação plena do grupo, não importa o tamanho da classe. exposição quase que acadêmica, onde não havia nenhuma
participação, as pessoas acompanhavam apenas com o seu
Há tendência de dar-se ao luxo de dormir em classe caso sentimento e olhar, mas não falavam, eram simplesmente
considere que o expositor não está se saindo bem. Tal tendência ouvintes. Não havia o relato de vivências e sentimentos, enfim a
tem de ser modificada, com a participação do expositor e do técnica de um orador.
Dirigente da turma.

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Ao findar a palestra alguns ouvintes indagados do que se tratou Há, ainda, os que abrem tímida participação, não sabe se é
relatavam: ‘Exatamente sobre o que ele falou... Não entendi muito abertura para os alunos participarem ou reflexão rápida para
bem, mas como o Sr. Fulano de tal fala bonito ! Benza Deus!”. continuar o assunto. Muitas vezes o aluno ainda está ordenando
as idéias, ou fica na indecisão de falar, e o expositor já sente falta
Os seminários e palestras têm essa técnica expositiva, como a do de participação e continua o assunto.
grande orador Divaldo Pereira Franco, médium inspirado. Ele
expôe o tema, não há participação, ele conduz a exposição da Qual pergunta é boa ? Exemplo ruim: Que vocês acham da
matéria, para que as pessoas entendam. reencarnação ou do racismo ?

Como já foi relatado, em Setembro de 1988, no encontro Geral A chamada nova postura, é nova entre “aspas”, é técnica antiga.
dos Expositores da Aliança; em consenso adotou-se como regra Há anos atrás houve alterações, as mudanças e o
a nova postura de exposição de aulas. aperfeiçoamento de técnicas foi chamado de “nova postura”, mas
é bem antiga.
A Aliança torna as escolas de Aprendizes do Evangelho um curso
que não é totalmente informativo, doutrinário; mas visa acima de Abrindo a participação a aula deslancha melhor. Não se exigindo
tudo uma proposta de crescimento interior, renovação de conhecimento prévio maior e sim através de opiniões ou
sentimentos, com os instrumentos que o programa da escola vivências.
oferece, uma proposta de trabalho de preparar o aluno de
conduzido para condutor de suas ações, como Cristão, a ter uma Quando perguntamos o que vocês acham, pensam ou sentem
participação mais consciente na sociedade. não há resposta certa.

Neste contexto, o expositor tem participação e responsabilidade Aula interessante é a que abre oportunidade para o aluno expor
muito grande, pois, devemos levar o aluno a refletir e sua experiência e seu sentimento.
conscientizar-se, pois metade ou mais do tempo da aula do curso
é do expositor. Há casos de turmas onde a participação é bastante restrita,
conclui-se:
O expositor tem de ter dinamismo, entusiasmo e conduzir a aula
de forma participativa envolvendo os alunos, conduzindo-os a – Dirigente fala muito, conclama tudo.
reflexão, exposição de seus sentimentos e vivência durante as – Dirigente que deixa tudo por iniciativa dos alunos.
aulas. – Alunos acanhados, diante da presença estranha do
expositor.
Para tanto, a própria disposição física mudou. Formam-se – Alunos que não são estimulados à leitura da apostila.
círculos e aplica-se também da dinâmica de grupo, onde o
expositor passa a ser mais um participante, nesse processo Como a quantia de aulas da Escola de Aprendizes somadas às
interativo. do Curso Básico são em maior número, é mais voltado a elas o
Curso de Expositores, mas também estão os alunos preparados
Ainda observamos expositores com aulas totalmente expositivas; para exporem no Curso de Médiuns, Mocidade Espírita, Preleção
falar dia, mês e ano que nasceu, exigindo conhecimento do aluno, Evangélica, Sessão Doutrinária e Escola de Pais. Estamos sendo
dando poucas oportunidades dos alunos refletirem e participarem. habilitados a trabalhar as mais diversas técnicas para a atividade
Falar muito é cômodo e acomoda o aluno que só ouve e não escolhida.
participa; desta forma o aluno caminha o curso inteiro sem muita
responsabilidade, só recebe a informação. Divaldo Pereira Franco é maravilhoso em qualquer técnica; é
incomum, ponto fora da curva, não pretendemos equipara-nos a
Há os expositores inflamados, com muito conteúdo na aula, mas ele, além do que seu conhecimento é fantástico. O grande
pecam por não dar abertura para a participação de alunos. expositor é raro; cremos que o tempo deles passou, não
aparecem mais. Hoje há expositores normais, trabalho de

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formiguinha de cada um de nós, levedar a massa na EAE fazendo Esta seria uma técnica errada. A matéria em si não permite
o todo crescer. Difícil um grande expositor fazer o trabalho de participação que exija conhecimento prévio, tem que ser
uma só vez. Temos vários tipos de exposição: Desde a não expositiva. O mérito do expositor está em saber os pontos chaves
participação da oratória, até o outro extremo da Vida Plena com e importantes que o aluno precisa receber a informação, entra no
participação total do aluno. Qual a melhor? Depende de uma mérito a sensibilidade do expositor.
série de fatores, além do expositor há o tema, tem matéria que
exige exposição. ”Batuíra, nasceu em... que fez, escreveu e qual escola fundou?” –
Evidentemente a resposta a estas perguntas será o silêncio, a
Temos oportunidades de ver várias técnicas de exposição. A turma não participa, pois o tema não permite, exige conhecimento
chamada técnica de oratória, é bastante expositiva. Grandes prévio.
oradores a utilizam. O orador fala a quem ouve, a platéia
acompanha com seu sentimento e olhar, sem participar, não fala. Aulas assim são expositivas. O tema é ponto importante. Tem
matéria que permite participação, mesmo assim há pontos chave,
Divaldo é um grande expositor que usa esta técnica; expõe o importantíssimos que precisamos informar, para o aluno tirar
tema sem participação, perguntas, nem os cinco minutos, conclusões, analisar e comparar seu comportamento e forma de
simplesmente expõe a matéria; conduz o tema para as pessoas pensar, ele precisa primeiro de informações. Está ai a habilidade
entenderem, mas não existe a participação do ouvinte. do expositor em captar os pontos chave que alunos não podem
deixar de saber.
Utilizamos esta técnica nas preleções no Centro. Expomos a
matéria sem dar abertura a perguntas. Conduzimos o assunto A participação não se pode exigir conhecimento, podemos
para tocar o sentimento, colocar princípios de lógica e raciocínio aquecer o assunto dizendo o que você acha, sente; chegaríamos
na pessoa; mas sem participação. O assistido não pergunta, não ao ápice buscando fazer que os alunos coloquem seu sentimento,
opina, nem diz o que sente a respeito; só acompanha o exposto. expondo vivências em relação ao assunto.

Esta é a técnica que no Curso de Expositores aprendemos, Passar as informações que acalmem a ansiedade das pessoas.
fazemos exercícios, ficamos em pé, treinamos, isso porque esta é
uma técnica ainda hoje utilizada. Às vezes há necessidade de Em temas como da reencarnação: não existe forma de discutir a
fazermos a exposição em pé como no caso específico da reencarnação como princípio moral, é um fato e ponto, devemos
preleção. A preleção deve ser expositiva. discutir não os fatos, mas sim as conseqüências.

Curso de Médiuns: É expositivo por ter carga de informações que Em 30 minutos da aula, na parte expositiva, levamos informações
precisam ser passadas e, muitas vezes, não aberta a discussões, que somam ao conhecimento das pessoas, para resolver dúvidas
há tempo no fim para perguntas. No Curso de Médiuns há uma de suas questões, explicar como algo ocorre. Ao lermos um livro,
grande carga informativa, com pequena participação dos alunos e absorvemos informações; como trabalhar tais informações? É
estilo diferente de participação dos mesmos; não deve ocorrer a algo pessoal, de cada um. Para refletir um aspecto, precisamos
seguinte situação - “O que vocês sentem a respeito deste de muita informação. Ler o Livro dos Espíritos é importante, ele
assunto?”. tem grande quantidade de informações e, em aula, temos de
passar informações e a posterior buscar os aspectos morais para
Mocidade Espírita: São aulas mais descontraídas, com dinâmicas refletir, pensar, assim o aluno cresce efetivamente.
para o jovem poder interagir da forma como que age e pensa.
Na EAE sobre vários aspectos morais, abre-se a participação. Em
Exemplo: Aula sobre Eurípides Barsanulfo: “Quando ele nasceu ? aula histórica há tópicos morais a serem destacados. Assim
Q que ele fez ? Quais são os livros que escreveu ? Qual o nome temos que estudar com antecedência tais tópicos para podermos
da escola que ele fundou ? – Vamos lá pessoal... participem”. destaca-los, em aula que parece ser muito informativa. Exemplo:
“A Criação” aparentemente não há tópico moral, porém
analisemos: - O comportamento cotidiano – submissão do homem

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a Deus – As leis que regem a criação. Nestes aspectos morais Aula participativa na EAE, não se consegue sem abertura para o
abrimos a participação. aluno expor suas experiências, o que sente e pensa. Toda aula
tem de ter abertura, mas há pontos básicos fundamentais da
A EAE é no fundo reflexão de aspectos morais, a história só matéria que devemos passar, não podemos deixar de passar, ou
ilustra, serve para destacar o aspecto moral que está contido. Os permeamos no meio da matéria ou falamos tudo de uma vez no
elementos morais que trazemos a tona, são o objeto da analise início, escolhemos a forma.
de como a gente age e sente ante eles.
Importante é como abrir a participação. Hoje, aula não conduzida
Expomos o conceito e abrimos o campo a vivência, ai depende da para a participação está fadada ao fracasso. Todo expositor deve
turma. Mas informações fundamentais e pontos básicos foram saber conduzir uma aula participativa. Há os que caem no erro do
passados. Se a aula não progredir em conversa, um básico, um caso de “Batuíra” (data do nascimento). O problema, no caso, não
mínimo foi passado. Assim as aulas têm sua parte expositiva, é o aluno, mas o expositor ao exigir conhecimento do aluno.
onde faremos a introdução, a abertura do assunto, e após
abrimos a participação. Sempre que exigirmos conhecimento do aluno, seremos mau
expositor ao usar a técnica de forma errada. Exemplo de uma boa
Depende também do andamento da EAE, seu nível, 1º ou 2º ano, pergunta: “O que vocês acham ou pensam sobre...
no início a EAE precisa ser mais expositiva, à medida que reencarnação... racismo?”.
caminha diminuímos a exposição da aula. Colocamos os pontos
básicos e abrimos a participação. As aulas iniciais da Apostila são Exemplo com a aula da EAE de nº 50 “Preconceitos”:
mais expositivas. A partir do Redentor, buscamos o fundo moral,
o aluno passa a colocar suas vivências e sentimentos. – Qual a opinião sobre preconceito. Que acham? Já sentiram
preconceito sobre uma religião?
Existe uma técnica em que há pequena participação dos ouvintes:
digamos uma Técnica Semi-Expositiva usada por expositores em Preconceito: Prática de idéia imposta ou pré-concebida, sem
aulas da EAE e Curso de Médiuns, onde há uma carga análise, sem parar para pensar com profundidade, recebemos e
informativa que tem de ser transmitida e um pequeno tempo para praticamos. Ex.: Na família que possui preconceito racial,
o ouvinte participar da aula. O tempo maior é do expositor que religioso e de comportamento sexual, recebemos algo pré-
estudou o tema, faz longa exposição e no fim dá um tempo para concebido, dogmático e não pensávamos; ao começarmos a
esclarecer dúvidas; ao colocar suas dúvidas e opiniões os alunos pensar, percebemos onde temos preconceito ?
têm uma pequena participação.
Preconceito é feio ? Não, ele deve ser encarado como
No caminho da participação do aluno, podemos utilizar técnicas descoberta, pois, o preconceituoso ainda não descobriu que o é,
de Dinâmica de Grupo, onde há muita participação e passamos a desta forma nega.
matéria aos alunos. Conduzimos a aula de forma a existir uma
participação mais intensa; o expositor começa a ficar em segundo Fato hipotético: A mãe do meu marido é Judia, como Judia, ao
plano ou no mesmo plano dos alunos. Nesta técnica existe me conhecer só falava comigo através do meu marido: “Você
grande participação do aluno. arrumou uma Turca ?”. Não sou Síria, mas possuo traços Árabes,
enfrentei isso, não é coisa ruim, eu respeito. Temos de encarar,
Caminhamos para uma técnica, não de dinâmica, mas onde às vezes o preconceito não é descoberto, a pessoa não tem a
permitimos a participação mais intensa do aluno; começamos a extensão do ato nocivo.
colocar o tema e conforme vamos abrindo o assunto, permitimos
ao ouvinte colocar o que pensa, sente, suas experiências, como Preconceito homossexual: O homem é condicionado a ter atitude
age ante os fatos. A aula no início é expositiva, quando de macho. Aparece alguém com jeito feminino, acaba
introduzimos o assunto, depois abrimos a participação da turma. marginalizado do grupo. É diferente teorizar de como
Esta é a aula participativa. encararíamos o problema conosco. Preconceito se adquire sem

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saber o que é certo ou errado. O contato pessoal às vezes coisa, cada um colocando a sua opinião do que acha, pensa a
derruba o preconceito que temos a respeito. respeito.

Que sentimos sobre o preconceito? Que atitude tive sobre Ao abrir à participação a aula fica melhor, deslancha mais ao não
preconceito? Quando eu senti realmente preconceito? Falar de se exigir conhecimento e sim opiniões ou vivências. O ápice da
homossexualismo, prostituição é fácil, mas se é alguém da nossa aula da EAE é quando o expositor tem a oportunidade de colocar
casa, como encararíamos? Analisar coisas de fora é fácil, mas sua experiência e sentimento a respeito do assunto, então ele
ver se temos ou não preconceito, aceita ou não, se aceito não passa a ser um participante da turma.
tenho preconceito; se rejeito, tenho vergonha, escondo ou quero
que mude, tenho preconceito; analisemos em nós se temos ou O ponto máximo de participação ocorre ao atingimos a “Vida
não o preconceito. Plena”. Trazemos o assunto, fazemos ligeira abordagem e
abrimos para todos colocarem sua forma de agir, pensar e sentir
Na EAE parece que ninguém tem preconceito. Não paramos para ante o tema; então existe não teoria sobre o assunto, mas sim
pensar e analisar. Conforme cada um cai em si, aparecem vivências, experiências, sentimentos, pensamentos, a forma que
preconceitos e onde somos preconceituosos no controle daquilo. cada qual age ante o tema.

Ciclo natural: pensamos e agimos, o ato é o final. Ao expor nosso A aula de Vida Plena é uma aula que conta com a vivência,
ato, de certa forma buscamos o sentimento por trás, o que iniciou; experiência: Qual é a minha atitude ante de um determinado
é importante saber como sentimos e agimos ante o preconceito. assunto.
São os 2 pontos importantes; há a parte intermediária: O
pensamento, mesclado por muitas coisas, pelo próprio Na aula participativa, falsa é a idéia de não precisar preparar
sentimento, ha uma série de controles; o superconsciente muito, pois o aluno participa. Se houver tal enfoque vamos é
interfere no que devemos ou não fazer, a zona da moral controla, matar tempo. Precisamos estudar a tema, saber a carga
enfim o preconceito é mesclado. A opinião é algo no meio do informativa que deve ser passada, os princípios morais a refletir,
caminho, temos de ir ao nível do comportamento como a sintetizar a informação e conduzir a abertura nos aspectos morais
achamos e sentimos. planejados. É muito mais difícil a aula participativa bem dada que
se imagina. “É abrir o assunto, as pessoas falam, a turma conduz
Na pergunta que acham, sentem, pensam, não há resposta certa, a aula”, não é assim.
fazer com que as pessoas participem, tal pergunta é mediana, é
claro que estamos dentro de normas que regem a EAE, quanto Ninguém espera um expositor perfeito, temos falhas e defeitos.
ao respeito da opinião das pessoas, que é não julgar opiniões, e
faz parte também como regra pedir as pessoas que falem de si e Para começar a dar bem uma aula observemos sempre as
não dos outros, dizer que meu vizinho é preconceituoso, o técnicas, procurando melhorar, mas só há uma forma de nos
expositor deverá trazer de volta o assunto, o aluno venha refletir a tornarmos um bom expositor: expondo.
falar de si.
O Pai espera co-participação do jeito que somos, mas devemos
Semelhante é perguntar: Quem leu a aula? Devemos sim, é nos preparar. Procurar dar a aula da melhor forma possível, não
durante a aula incentivar o aluno à leitura, sugerindo e não matar o tempo dos outros. Saber que nossa aula não está
cobrando, pois cria antipatia do aluno para com o expositor. preparada é crime gravado na consciência.

Podemos exigir conhecimentos universais tipo: “O nome de Allan Recomendações úteis:


Kardec de quem era mesmo? O Livro dos Espíritos foi lançado
em... Como nasceu a Doutrina Espírita ? – Conhecer o ambiente ou local de aula onde irá proferir,
conhecer a turma, o estilo de “participação de acordo com a
Devemos induzir ou procurar formas dos alunos dizerem sua aula do dia em exposição”/
opinião, não o que é ou como deveria ser, a teoria a respeito da

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– Saber do Dirigente: Quantos alunos tem a turma, os alunos O termo “devolver a aula pega” não existe no dicionário do
participam ou não das aulas, etc. expositor. Um dos lemas do expositor é: “AULA PEGA É AULA
– Visitar outras turmas, outras casas integradas, ouvir aulas de DADA”, costumamos brincar dizendo:
outros expositores.
– As aulas devem ser preparadas com bastante conteúdo; “O fato de um possível desencarne do expositor, não justifica sua
buscar entusiasmo, alegria, vibração, criar a empatia da ausência na aula. Ele deverá estar presente para poder intuir
turma, todos tem a ganhar, evidentemente o maior quem quer que ministre a aula em seu lugar”.
beneficiado é o aluno.
– As técnicas de comunicação evoluíram. Podemos utilizar Que horas chegar para a aula? Em uma cidade complexa como
projetor de slides, transparências, vídeos e outros recursos. São Paulo, o expositor deve sempre programar-se para poder
– Qual a melhor técnica a ser adotada? Depende do estilo e chegar com no mínimo 30 minutos de antecedência.
da matéria da aula.
– Jamais passar a idéia de: Julgar, opinar, polemizar ou Quem é o chefe? Para quem damos aula? Nenhuma apatia entre
interceder. o expositor e pessoas da turma ou casa espírita deve interferir no
– Falar sempre dos seus sentimentos e não dos outros, nunca trabalho do dirigente. Nós expositores não ministramos aula para
podemos filosofar. dirigentes, assistentes, secretários ou mesmo alunos. Nós
– Lembrar que analisar preconceito é um fato, mas aceitar é expositores ministramos aulas por sermos Discípulos de Jesus.
outra coisa. Desta forma, nós expositores, ministramos nossas aulas pelo
– Devemos passar sempre as informações básicas para Amor do Mestre.
podermos acalmar a ansiedade dos alunos; depois
poderemos abrir a aula à participação e buscar o retorno da
turma.
– Após 2 a 3 anos em trabalho de exposição as aulas adquirem
uma melhor consistência.
– O bom expositor nunca está satisfeito com suas aulas, assim,
busca sempre reestruturá-las, agregando novos conceitos.
– Procurar sempre buscar após a aula a avaliação do dirigente
(aguardar até que o dirigente e o próprio expositor tenham
terminado de atender aos alunos).
– Expositor que não coloca dinamismo e entusiasmo em suas
aulas está no trabalho errado.
– A forma de captar material para nossas aulas é através da
leitura, do saber ouvir e da pesquisa.
– Exemplo de uma pergunta ruim (que afasta os alunos do
expositor): “Quem leu a aula?”. Existem formas muito
melhores de induzirmos os alunos à leitura sem sermos
antipáticos.
– Em quanto tempo dou a aula? Tal tempo está fixado no
“Vivência do Espiritismo Religioso”:
– Aulas do Curso Básico do Espiritismo – 1:00 hora.
– Aulas da Escola de Aprendizes do Evangelho – 0:45 minutos.
– Porém o expositor deve sempre possuir material de reserva,
“no bolso do colete”, para poder cobrir 15 minutos de tempo
extra de aula.

Não vou poder dar esta aula, posso “devolver” a aula que peguei?

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8 ATITUDES PRIMÁRIAS 9 AUTO-DOMÍNIO

P  Amor ao próximo ( Ama a teu próximo como a ti mesmo ). N É necessária a prévia preparação psicológica, concretizando
R Í internamente que a tarefa é importante para si e para o próximo.
O  Ter tato pedagógico ( Domínio da classe, não deixar que o V
G raciocínio encubra o discernimento. Levar amor ). E Acalmar-se, relaxar-se e entregar-se naturalmente ao
R L compromisso é norte para um bom desempenho. A segurança
A  Fidelidade à mensagem Cristã. psicológica passa pela adequada preparação do tema, através de
M I estudo dedicado e ensaio. A prece e vivência natural do que se
A  Paciência e compreensão ( Observação, força de vontade, N prega são fatores primordiais para que a vida de preletor ou
autoridade moral, bom senso e sensibilidade ). T expositor seja agradável, consistente no que se diz e afirma.
D E
E  Simpatia ( Conter a tirania dos nervos ). R É muito importante que saibamos que pequenos “picos” de
M tensão são comuns e nestes casos devemos utilizar recursos
A  Aparência pessoal ( Simplicidade, limpeza, não usar enfeites E fáceis de serem aplicados.
P exagerados que desviem atenção, não vestir-se como estar D
E indo a um clube ou baile de gala ). I A prece é básica para atingirmos a harmonização interior e
R Á estreitarmos os canais inspirativos.
F  Reserva e dignidade ( Compreender os defeitos ou más R
E tendências – vícios, desvios de comportamento, atitudes I Exercícios respiratórios também são valiosos, a prática da
I inadequadas, etc. ). O respiração diafragmática ( com a barriga ) de forma lenta,
Ç pausada ajuda a diminuir a tensão nervosa e fluxo sangüíneo na
O região do gástrico, equilibrando o emocional.
 Imparcialidade ( Não tomar defesa de questões exteriores e
A
polêmicas, partidos políticos, esportes, etc. ).
M Devemos conhecer da melhor maneira possível o assunto em
E pauta, e sempre nos abastecermos com material em excesso. A
 Sinceridade ( Criar ambiente positivo. Todos percebem que
N falta de conhecimento ou subsídios gera insegurança perceptíveis
podem ser sinceros e espontâneos, sem melindres ).
T a nós e ao público, bem como a tendência ao superficialismo ou
O personalismo da mensagem.
 Conhecimento ( É o primeiro passo que leva ao desabrochar
de virtudes ). Uma boa preparação do tema proporciona confiança em si,
capacidade de responder a perguntas e liberdade para a
 Promover disciplina ( Dar exemplo, impor limitações com abordagem de assuntos correlatos.
carinho, obedecer horários – Sala cheia e silenciosa não
significa aprendizado ).

 Capacidade de despertar a atenção e o interesse ( Atenção é


o interesse em ação ).

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10 CACOETES 11 POSTURA E GESTICULAÇÃO

N Os cacoetes desfocam a atenção dos ouvintes, que passam a N O expositor deve ter postura natural e espontânea, sem empregar
Í perceber e prestar atenção na atitude e não na mensagem. Í gesticulação desnecessária, os gestos devem ser moderados e
V V coerentes com a dinâmica da exposição.
E Alguns cacoetes são bastante típicos ( “jogar” o cabelo para o E
L lado, “coçar” a barba, puxar a calça para cima, tirar e colocar os L A indumentária deve ser apropriada e discreta, evitar adornos
óculos, coçar a cabeça, estalar as juntas do dedos, “puxar” o sonoros.
A dente, etc. ) B
V Á Não trazer objetos nas mãos, a não ser que façam parte de
A Todos estes comportamentos são hábitos inconscientes e afloram S alguma dinâmica ou técnicas de incentivo e de fixação de idéias.
N na esfera da exposição como recursos de busca de afirmação ou I
Ç de ganho de tempo. C Não beber água durante a exposição ( salvo secura na garganta
A O ), ou abanar-se, neste caso enxugar discretamente o suor com
D São quatro os estágios da percepção e eliminação dos cacoetes: lenço. Estes gestos caracterizam descontrole e influenciam
O negativamente a platéia.
 Não consciência: Quando é um ato involuntário, automático.
 Consciência: Quando percebemos ou somos alertados de tal Não desculpar-se seja a que protesto for, pois os alunos torcem
comportamento. por uma boa aula e não desejam justificativas que só tornarão
 Tentativa de acerto: Que é o esforço para vigiar as atitudes e claro o despreparo.
corrigir na medida do possível as tendências para tais
reações. Buscar sorrir naturalmente.
 Eliminação: Que é conquistada com bastante esforço e após
passar pelos estágios acima. Lembrar que a timidez expressa vaidade.

Nunca apoiar-se em cadeiras, mesas, etc.

Não dar tapas ou pancadas na mesa ou objetos.

Ser autêntico, natural, não imitar outros expositores.

Cuidado com ombros caídos.

Não manter a posição do tórax rígida.

Ao apresentar-se em pé, apoiar-se sobre as duas pernas,


evitando fadiga muscular e movimentação de apoio de pernas.

Palavras expressam idéias, gestos expressam sentimentos.

Não gesticular apenas com as mãos.

Não exagerar nos movimentos, variá-los.

A movimentação nunca deverá ser posterior à fala.

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Não descansar as mãos nos bolsos. 12 MOVIMENTAÇÃO

Evitar gestos repetidos mecanicamente. N Os movimentos tem o poder de aumentar a concentração dos
Í ouvintes, já que “força-os” a prestar atenção no intelocutor.
Não cruzar os braços, tampouco cruzar as mãos à frente ou às V
costas. E Ao olhar os ouvintes encare-os de frente, sem medo ( sem altivez
L ), movimentando a cabeça de forma não linear, usando a
Usar a coerência entre o que se fala e o que se demonstra na flexibilização do pescoço, ombros e tronco.
fisionomia. I
N Quanto a movimentação em classe é importante não dar as
T costas para os participantes, ou seja, não criar movimentos
E circulares pela classe.
R
M Precisamos ter cuidado para que os movimentos não criem
E monotonia, deve-se quebrar a uniformidade.
D
I A movimentação deve ser triangular e variada, cuidando para que
Á todos possam enxergar-nos e vice-versa.
R
I Cuidado com o efeito “tigre na jaula” que é a movimentação
O lateral constante e nervosa.

Os modernos conceitos de postura e movimentação recomendam


que tiremos “os pregos dos pés”, ou seja, dentro de uma
adequação consciente utilizemos a movimentação como fator de
emoção superando antigos conceitos de que o preletor deve ficar
“estancado” ao solo de forma estática, como se houvesse uma
barreira invisível entre as partes.

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13 APARÊNCIA soar ( e será ) falsidade, que será detectada no primeiro instante


por toda a platéia.
N É necessário que o expositor adeque-se à sua tarefa, inclusive no
Í âmbito social, para que sua aparência seja agradável aos olhos, Também não adianta nos vestirmos com a “roupa de missa” se
V evitando imagens negativas ou preconceituosas. sabemos que nosso dia-a-dia é outro, ficaremos incomodados e
E preocupados com algo que não vai à essência da tarefa.
L Por não se tratar de evento social, faz-se necessário tomar alguns
cuidados para a apresentação pessoal, tanto em preleções Basta cuidar da apresentação com crítica, nos pequenos detalhes
I quanto em exposições de aulas. É sabido que na grande maioria ( meias de cores diferentes, sapatos trocados, roupas furadas,
N das vezes o expositor tem que se deslocar diretamente de seu rasgadas ou manchadas, camisa desalinhada, meia calça com fio
T local de trabalho físico para a tarefa espiritual, o que pode gerar puxado, etc. ). E caso algo aconteça no caminho ou pouco antes
E algumas distorções, que devem ser minimizadas se tomarmos da apresentação encare com bom humor, já que a vida nos
R alguns pequenos cuidados. reserva surpresas inimagináveis.
M
E É muito importante cuidarmos do hálito, principalmente quando Apenas um cuidado: Nunca se apresente de camiseta regata,
D permanecemos muitas horas sem alimentação, quando temos chinelos ou bermudas, isso pode aparentar desdém ao público e
I problemas estomacais ou gengivais. Este fato é de simples com certeza passa pela falta de respeito ao próximo.
Á solução, basta criarmos o hábito de carregarmos conosco um
R tubo de pasta dental e escova para a devida higienização um
I pouco antes da apresentação ( pode ser no banheiro do Centro
O Espírita mesmo ). Ainda nesta questão podemos fazer um
“lanchinho” rápido, no deslocamento para o Centro, com algo
simples como biscoitos, sucos naturais, barras de cereais, etc.,
isso não exclui a posterior higienização.

A higiene corporal é mais difícil quando nos deslocamos


diretamente das atividades materiais. Muitas vezes trabalhamos
em atividades que exigem desgaste corporal e
conseqüentemente nos vemos “sujos” ou “suados” além da conta.
Um “mini-banho” na pia do banheiro do Centro, com aplicação de
um suave desodorante pode auxiliar neste caso. Uma boa troca
de camisa também faz-se necessário.

O contrário também vale. Podemos trabalhar em local que exige


uma formalidade extrema de vestimenta e nos deslocamos para a
tarefa espiritual em local muito simples, humilde. O bom senso
nos indica que neste momento devemos ao menos tirar os
excessos do formalismo ( terno, gravata, salto alto, ornamentos,
lenços, maquilagem carregada, etc. ) e apresentarmo-nos de
forma mais natural.

Aparência agradável não combina com desleixo ou falsidade.


Devemos ser nós mesmos, sempre. A vestimenta deve ser
coerente conosco. Exemplo: Não queiramos ir à uma aula de
Mocidade Espírita de bermudão, tênis colorido, camiseta do
“Rapa” ou do “Ratos de Porão” se nosso estilo natural é outro, vai

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14 PRESENÇA ELOQÜENTE 15 FLEXIBILIDADE

N Alguns fatores são básicos para que a presença do preletor ou N Ao expositor espírita é necessário e imprescindível ser flexível em
Í expositor seja agradável e eloqüente, fluindo com naturalidade e Í sua vida interior. Abrir-se ao mundo sem defesas, não subir ao
V em clima de abertura. V pedestal da vaidade e praticar a máxima Cristã: “Amar ao próximo
E E como a ti mesmo”. O respeito pela individualidade do ser e dos
L  Riqueza de conteúdo doutrinário através de estudo metódico, L diferentes estágios culturais, espirituais e intelectuais é obrigatório
permanente, compromissado. para quem deve muito mais exemplificar do que teorizar.
I I
N  Clareza quando simplifica-se o conteúdo e utiliza-se a N O primeiro ponto deste processo de flexibilização é reconhecer-se
T pronúncia correta das palavras. T em formação, que a única diferença entre si e os alunos ou
E E assistidos é que tenha estudado um pouco mais, iniciado seu
R  Objetividade no tema, exercitando a capacidade de síntese R processo de despertamento um pouco antes, mas que ainda está
M de assuntos periféricos e controlando o tempo disponível, M ( e estará por um bom número de encarnações ) buscando sua
E isso se consegue com ensaio constante. E melhora, depurando seus sentimentos e pensamentos, crescendo
D D em um compromisso pessoal e coletivo, onde aqueles que ali
I  Criatividade: Que é a capacidade de tornar a preleção I estão consigo são companheiros de jornada.
Á interessante e original, fugindo aos padrões formais e Á
R trazendo o tema para a situação atual de vida da sociedade, R Respeitando a individualidade deve admitir a diversidade, as
I cuidando para não personalizar as idéias em conceitos I diferentes formas de encarar a vida e as situações, as pessoas
O cristalizados da própria vida ou introjetar situações não O são unas em sua persona. Experienciam e introjetam as
vivenciadas. realidades de formas diferentes, buscam seus ideais por
caminhos diversos, não são nem melhores nem piores uns dos
 Versatilidade com enfoques e argumentações diferentes e outros, somos espíritos em busca de luz, no caminho do Celeste
atuais. Ter a “cabeça aberta” para pensar além do mundo do Criador.
autor da literatura estudada, sem fugir à sua linha de
raciocínio. Abertos ao próximo e à sua forma de agir e pensar, abrimos a
exposição para o incentivo das trocas vivenciais, que enriquece o
 Ser verdadeiro no que diz e faz, Jesus já nos orientava: “Seja conteúdo da exposição com fragmentos vivos das experiências
seu dizer sim, sim; não, não” evolutivas de cada um, como numa grande terapia terrena, onde
somos todos pacientes e o Cristo o grande Terapeuta das
sessões guiando-nos pelo Evangelho Redentor.

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16 QUALIDADES LITERÁRIAS 17 VOZ

N Não é possível a um expositor ou preletor desenvolver os temas N Intensidade ( Volume )


Í se não tiver o mínimo de qualidades literárias exigidas. Isso passa Í  Empregar uma intensidade média, permitindo variações.
V pelo hábito da leitura, de forma constante, metódica. V  Utilizar o volume conforme as necessidades do recinto.
E E
L Deve-se dedicar alguns instantes do dia para isso, ler em local L Tonalidade ( Freqüência )
agradável, onde não haja interferências que possam desviar a  Utilizar-se de tom médio para possibilitar variações.
I atenção. Quanto mais lermos maior será nossa capacidade de B  Utilizar o grave e agudo para demonstrar variações
N absorção de conceitos. É como um exercício físico: Devemos ter Á emocionais na narrativa.
T o hábito salutar, pois do contrário torna-se estafante, pesado, S  O timbre deve ser natural e independente da voz que
E como um castigo ou obrigação indesejável, e isso está I tivermos. Não devemos criar forçamentos que a alterem mais
R completamente fora as diretrizes espirituais. C ainda, criando efeitos desastrosos.
M O
E Praticando a leitura intensa e constantemente passamos a ter Timbre ( Qualidade da Voz )
D maior intimidade com a nossa língua, as pronúncias, os verbos,  Falar com a boca.
I as conjugações. Assim o expressar torna-se mais claro e  Não falar com:
Á adequado, menos repetitivo, mais rico em variações, mais o Nariz
R facilmente absorvível pelo público o Peito
I o Garganta
O As leituras devem se focar em obras edificantes, de elevado o Flor nos lábios ( efeito Hebe Camargo )
conteúdo moral e espiritual, mas é muito importante estarmos em
sintonia com o que acontece também no mundo, praticando a Caso mais crítico é do expositor que fala com a boca mas não
leitura do dia-a-dia, dos jornais, das revistas, das reportagens, abre a mesma para tal.
das obras clássicas, dos poemas, dos livros polêmicos, etc.
Não começar a palestra com a voz em todo seu volume e timbre.
Acrescentamos bagagem intelectual, abrimos nossas cabeças
para o mundo real, exercitamos nossa capacidade de Não deixar a voz cair no fim de cada frase, nem a levantar em
discernimento, raciocínio e enriquecimento do nosso vocabulário. todo o fim de frase ou período.

Falar para a frente.

Variar o tom e a intensidade da voz.

Não falar em jejum ( provoca astenia cárdio-pulmonar ), nem com


o estômago cheio ( contração do diafragma ).

Exercícios:
 Arredondar os lábios e dizer: ôô, abra-os num sorriso
apertado e diga: êê.
 Lábios cerrados, como se a boca tivesse cheia de água,
explodir os lábios dizendo: Bêê.

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18 ARTICULAÇÃO  Um ninho de mafamagafos, com cinco mafamagafinhos; se a


mafamagafa os desmafamagafar, ficam todos
N É ter clareza e nitidez. desmafamagafados.
Í
V As palavras devem ser pronunciadas em um ritmo que não cause  Xuxa! A Sasha fez xixi no chão da sala.
E forçamentos levando-nos a prejudicar a dicção, engolindo sílabas
L que dificultam o entendimento da mensagem.  Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não
sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos
B Articular é tornar as palavras distintas, utilizando todos os sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos
Á recursos faciais para tal. sabedores.
S
I Devemos aproveitar os recursos faciais para movimentação de:  O desinquivincavacador das caravelarias
C  Lábios desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser
O  Língua desinquivincavacadas.
 Mandíbula
 Musculatura da face  Se o Pedro é preto, o peito do Pedro é preto e o peito do pé
do Pedro também é preto.
Pode ser adquirida pela leitura de poesias em voz alta
 Embaixo de uma pedra tem uma rã e uma aranha, nem a rã
( aplicar no Curso os exercícios abaixo , pelo menos os 7 arranha a aranha e nem a aranha arranha a rã.
primeiros ).
 O rato roeu a roupa do rei de Roma, a rainha com raiva
Fazer exercícios de “trava-linguas” ( abaixo ) repetindo as que se resolveu remendar.
tem mais dificuldades de fluência. Fazer os exercícios
diariamente no início e no futuro sempre que sentir necessidade:  O vento perguntou para o tempo qual é o tempo que o tempo
tem. O tempo respondeu para o vento que não tem tempo
 A grande gralha grua na grama da granja de grão. para dizer para o vento que o tempo do tempo é o tempo que
o tempo tem.
 Chuche sem cessar cem salsichões sem salsa e sem sal.
 Perlustrando patética petição produzida pela postulante,
 Se cem serras serram cem cigarros, seiscentas serras prevemos possibilidade para pervencê-la porquanto perecem
serrarão seiscentos cigarros. pressupostos primários permissíveis para propugnar pelo
presente pleito pois prejulgamos pugna pretárita
 O solo está enladrilhado, quem o desenladrilhará ? o perfeitíssima.
desenladrilhador que o desenladrilhar, bom desenladrilhador
será.  A Iara agarra e amarra a rara arara de Araraquara.

 Compadre, compre você pouca carpa parda, porque aquele  Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia
que pouca carpa parda compra, pouca carpa parda paga. Eu, pinga, mais o pinto pia.
que pouca carpa parda comprei, pouca carpa parda paguei.
 Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista,
 Um prato de trigo para três tigres. Dois pratos de trigo para ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com
três tigres. Três pratos de trigo para três tigres. otorrinolaringologista, porque ornitorrinco é ornitorrinco,
ornitologista é ornitologista e otorrinolaringologista é
otorrinolaringologista.

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 Alô, o tatú taí ? Não, o tatú não tá, mas a mulher do tatú 19 HIDRATAÇÃO E SALIVAÇÃO
tando é o mesmo que o tatú tá.
N Sabemos que dependendo da condição emocional, fatores
 O original nunca se desoriginou e nem nunca se Í climáticos e de saúde podemos ter efeito de “boca seca”. Uma
desoriginalizará. V boa orientação com relação a este fato é a ingestão de líquido em
E quantidade adequada antes de iniciar a exposição, permitindo a
 A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o L hidratação em nível suficiente para que o corpo não necessite de
sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia mais líquido. Caso a exposição seja extensa é permitido utilizar a
que o sabiá sabia assobiar. A água em intervalos ou ao fim da mesma.
V
 Disseram que na minha rua tem paralelepípedos feitos de A Precisamos tomar cuidado com a quantidade ingerida, pois
paralelogramos. Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. N podemos ser surpreendidos com a necessidade de excretar o
Mil paralelepípedos tem uma paralelepipedovia. Uma Ç líquido ainda no período da apresentação, o que gera uma
paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma A situação de muito desconforto e desconcentração.
paralelepipedovia é uma paralelogramolândia ? D
O Para protegermos o desempenho vocal devemos fazer uso da
 Qual é o doce mais doce que o doce de batata doce ? água apenas sem gelo, assim não afetamos a mobilidade das
Respondi que o doce mais doce que o doce de batata doce é cordas vocais.
o doce que é feito com o doce do doce da batata doce.
O uso de balas é desaconselhável pois cria uma dependência
 Vejo no jardim japonês gentis jaçanãs, jandeiras jaspeadas, psicológica e serve como muleta para conter a ansiedade, a isso
jubujurus janotas e juritis gemendo. acrescenta-se a rotulação que se faz ( sujeito da água, sujeito da
bala de hortelã, etc. )
 Nas jaulas o jaguar girando, javalis selvagens, jararacas e
jibóias gigantes, girafas gigantes gingando com jeito de Os principiantes podem utilizar este recurso no início de suas
gente, jacarés, jucuruxús e jabotis jejuando. atividades para estimulação das glândulas salivares, mas apenas
antes das apresentações. Com o tempo o metabolismo psíquico
se encarrega de estimular automaticamente as mesmas.
 O pinto pia, a pipa pinga. Pinga a pipa e o pinto pia. Quanto
mais o pinto pia mais a pipa pinga.
É claro que é melhor tomar um copo d’água ao invés de ficar
tossindo continuamente, sem forças para retomar o discurso.
 O mameluco melancólico meditava sobre a megera
megalocéfala e macabra.
Nestes casos não há nenhum “pecado” em fazer uso do líquido
durante a apresentação, desde que tomemos cuidado para não
dispersarmos a atenção da classe ou assistência com relação ao
que está sendo dito.

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20 OLHAR 21 CONGRUÊNCIA

N  O olhar deve ser natural e dirigido a todos os presentes, N Ë a integração entre as expressões físicas e verbais. Não se pode
Í percorrendo com os olhos e com movimentos da cabeça toda Í expressar algo triste com feições de alegria no rosto, ou de
V a platéia. O expositor deve sentir-se à vontade. V alegria com um choro sentido. Normalmente esta integração se
E E faz naturalmente, mas o nervosismo ou deslocamento pode
L  Pode-se criar variações quando queira causar algum efeito L distorcer as expressões e suas relações com a verbalização das
ou incentivar participações. As expressões das sobrancelhas idéias.
B auxiliam, e muito, na exposição do que se quer transmitir. A
Á V A congruência permite, quando temos uma atitude constante no
S  O olhar deve ser firme mas sem altivez, transmitindo A campo emocional e psicológico, uma sinergia entre as idéias e as
I segurança sem transformar o expositor em antipático ou N ações, potencializando a mensagem e o valor de seu significado.
C arrogante. Ç
O A Um olhar colocado de forma certa em uma frase de efeito pode
 Perceber as reações e adaptar o andamento da D modificar uma idéia cristalizada no ouvinte.
apresentação. Pessoas dispersas, cochilando ou O
desatenciosas são sintomas claros que a apresentação não Para atingirmos esta sinergia é muito importante perceber-se a si
vai bem, devemos utilizar todo o potencial do olhar para notar e ao ambiente, colocando-se no tempo e no espaço, observando
estes detalhes e ir adequando os recursos necessários ( as dimensões, sua postura, sua posição na classe ou no salão de
ritmo, entonação, etc. ) preleções, as pessoas, seus olhares, os móveis, ou seja, tudo
aquilo que faz parte daquele momento. Isso permite mais
 Não permanecer com os olhos fechados. segurança e tranqüilidade, desta forma a congruência se dará de
forma natural.
 Não fixar o olhar em determinada pessoa ou grupo, para que
não haja nenhuma “pressão” psicológica às pessoas.
Especialmente nas preleções pode acontecer das pessoas
pensarem que o assunto está sendo dirigido somente a elas
porque o plantão ( entrevistadores ) “passaram a
informação”. É necessário percorrer o olhar por toda a sala,
com suavidade e carinho.

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22 RITMO E ENTONAÇÃO 23 MEMÓRIA

N Variar a velocidade, que nunca deve ser superior a quatro sílabas N Regra áurea: “NUNCA CONFIAR NA MEMÓRIA”
Í por segundo. Í
V V Não confiar na memória não quer dizer decorar textos ou
E Velocidades muito altas proporcionam falta de entendimento por E exposições completas. A bagagem literária e doutrinária deve
L parte dos ouvintes, agitação e quebra vibracional. Os ritmos muito L estar consistente em nós pela prática constante de estudo, leitura
lentos causam apatia, sonolência e dispersão. Usar um ritmo e participação em palestras, reciclagens, etc.
B natural de conversa e variar a velocidade quando se quer I
Á expressar algo forte, conciso ( mais rápido ) ou algo mais doce, N O que devemos memorizar é a idéia central da apresentação, a
S mais amoroso ( mais lento ). T linha mestra que permitirá o desenvolvimento do tema de forma
I E natural e espontânea, já que nos preocupamos em abastecermo-
C As pausas são necessárias para que a platéia tenha tempo de R nos de informações necessárias para o livre desenrolar da
O “digerir” as idéias, raciocinar rapidamente sobre a seqüência dos M atividade.
assuntos e colocar em si. Pequenas pausas de 1, 2 segundos E
não são perceptíveis, e até são agradáveis, tirando o ritmo D O que podemos memorizar também é um resumo da palestra, ou
“alucinante” da apresentação. I em outras palavras, o quadro de idéias, para que não fujamos à
Á linha central de raciocínio lógico.
Uma boa forma de usar as pausas é fazer valer a pontuação. R
Articular as frases com todas as vírgulas, pontos e parágrafos I Quando dizemos “memorizar” é colocar as questões no coração,
permite um entendimento pleno da idéia a ser transmitida. O sempre pensando na platéia e suas necessidades espirituais.

A pontuação mal aplicada pode distorcer o sentido de uma frase e


colocar a perder todo o esforço de entendimento do assunto.

As palavras e as idéias devem ser expressivas, citemos como


exemplo:

 Amigo José engana-se na análise dos fatos em São Paulo.

 Amigo José engana-se na análise dos fatos em São Paulo ?

 Amigo, José engana-se na análise dos fatos em São Paulo.

 Amigo, José engana-se na análise dos fatos em São Paulo ?

 Amigo José: Engana-se na análise dos fatos, em São Paulo.

 Amigo José: Engana-se na análise dos fatos em São Paulo?

 Amigo José engana-se na análise dos fatos, em São Paulo.

E assim por diante...

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24 PREPARAÇÃO DO TEMA 14. Leitura: Deve-se ter muito cuidado com o momento da leitura,
pois existem obstáculos naturais que podem evitar um
N Sugestão de preparação passo-a-passo: perfeito estado de concentração para as devidas absorções
Í de idéias. O local inadequado, fatores que possam distrair ou
V 1. Estudar o tema profundamente. sono são obstáculos que potencializam esta dificuldade de
E concentração. O grande desafio é ler mais em menor espaço
L 2. Estudar o assunto e coloca-lo de “molho”, estar com a mente de tempo, já que nossa vida diária é corrida e nem sempre
aberta para as intuições que forem chegando. nos é permitido termos tempo para outras atividades que não
B sejam as do dia-a-dia da vida material. É salutar esforçarmo-
Á 3. Comentar com os colegas e trocar idéias sobre o tema, nos para destinarmos pelo menos cinco minutos diários para
S buscando outras visões sobre o assunto. leitura, criando assim o hábito da leitura constante, isso nos
I trará domínio das informações, poder de argumentação e
C 4. Ler assuntos correlatos, em outras literaturas, em outras clareza de expressão. Ao fazer-se a leitura a principal
O obras. preocupação deve ser absorver as idéias do autor, mas para
isso deve-se estar motivado e não deve-se apenas vocalizar,
5. No momento de começar a montar efetivamente o tema e sim raciocinar, refletir sobre o que foi lido.
buscar a ligação espiritual e orar.
15. Fazer uma pré-leitura = autor, edição, orelhas, índice,
6. Consultar o Dirigente da turma sobre características da introdução, prefácio.
turma, da classe, particularidades, etc.
a
16. 1 . Leitura ( rápida ), absorve-se a proposta do autor, obtêm-
7. Definir o objetivo se uma idéia geral ( sublinhar os pontos principais do texto ).
a. Sem rebuscamento.
a
b. Rapidamente compreendido. 17. 2 . Leitura ( detalhes ), proporciona um diálogo entre as
c. Direto. partes ( autor e leitor ), sublinhar as palavras chaves que
d. Seguir com rigor o tema e objetivo. serão os argumentos.

8. Fazer um brain-storming ( tempestade cerebral ) sem 18. Refazer o raciocínio do autor ( criar o quadro de idéias ).
seqüência lógica ou cronológica, buscar uma chuva de idéias
pessoais. 19. Fazer leitura crítica usando o raciocínio próprio.

9. Pesquisar referências da Aliança e Vade Mecum. 20. Comprovar a lógica da seqüência de idéias.

10. Estudar Fontes da Aliança, Obras da Codificação, Bíblia, 21. Ensaiar, ensaiar, ensaiar ( utilizando recursos simples e que
Literatura Espírita ( clássica e atual ), Biografias, Datas são de acesso a qualquer pessoa. Deve-se fazer a
Comemorativas, etc. apresentação frente ao espelho, observando a postura e
gesticulação, ter em mãos um relógio e controlar o tempo e
Observações: variar as palavras utilizando-se de sinônimos , para gravar a
seqüência dos assuntos podemos criar imagens mentais,
11. Estabelecer um horário para estudo ( tempo ). visualizando as mesmas durante a apresentação.

12. Definir um local ( não muito confortável ) 22. Tomar cuidado com personalismos.

13. Está com sono ? Durma !!! 23. Preparar Recursos Audiovisuais.

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24. Na exposição não enfatizar temas controvertidos e aspectos 25 QUADRO DE IDÉIAS


polêmicos, pois a platéia se divide em prós, contras e neutros
e não haverá domínio do tema central. N O quadro de idéias é uma ferramenta eficaz na orientação da
Í seqüência lógica do raciocínio a ser desenvolvido na aula. Não
25. Fazer análise crítica da importância do tema para a vida V deve ser uma folha ( ou mais ) com todo o texto que se deve falar
prática, pois além dos aspectos históricos e obrigações de E escrito nela. Ao contrário, o quadro de idéias deve refletir tão
cumprimento do programa, a EAE deve ser prática. L somente os pontos a serem abordados, todo o desenvolvimento
do tema deve ser objeto de estudo e assimilação cultural e
A inspiracional do expositor. As exceções devem-se somente a
V nomes, datas e lugares, para quem tem dificuldades de
A memorização.
N
Ç O quadro é o roteiro da exposição, é o norte, é o lembrete que
A nos alertará se estamos esquecendo algo importante, se estamos
D fugindo ao objetivo traçado.
O
Faz parte integrante da técnica de preparação do tema, em
especial das fases de leitura, onde podemos resumir da seguinte
forma:

 Fazer uma leitura rápida e sublinhar os trechos principais,


captando a proposta do autor.

 Refazer a leitura, agora atento aos detalhes, sublinhando e


destacando apenas as palavras-chaves, que são os
argumentos.

 Trazer para um papel na as palavras-chaves e verificar com


critério se a seqüência está em lógica com as idéias a serem
expostas.

 Ensaiar a apresentação usando a seqüência obtida no


quadro de idéias, para certificar-se de que nenhum detalhe
importante vai passar em branco.

 Transcrever para o quadro algum nome, data, etc. que por


ventura tenha dificuldade em memorizar.

Um exemplo de como montar o quadro de idéias ( que é bastante


pessoal ) segue abaixo:

Diferentes categorias de mundos habitados

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Do ensino dado pelos espíritos, resulta que muito diferentes umas tópicos acima, mas é sempre bom fazer uso da preparação do
das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de quadro para fixar os pontos principais.
adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles
há os que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e Para isso é importante que o texto do quadro seja: Claro ( saber
moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que será acessível ao público ), ter unidade ( ter amarração, ou
que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos seja pé e cabeça ), conciso ( não ser longo ) e coerente ( lógico ).
mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas
as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida que esta se
desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que,
nos mundos adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.
Nos mundos intermediários, misturam-se o bem e o mal,
predominando um ou outro, segundo o grau de adiantamento da
maioria dos que os habitam. Embora não se possa fazer, dos
diversos mundos, uma classificação absoluta, pode-se contudo,
em virtude do estado em que se acham e da destinação que
trazem, tomando por base os matizes mais salientes, dividi-los.
De modo geral, como segue: Mundos primitivos, destinados às
primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiações e
provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais
as almas que ainda tem o que expiar aurem novas forças,
repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem
sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de
Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra
pertence a categoria dos mundos de expiação e provas, razão
porque aí vive o homem a braços com tantas misérias.

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. III

O quadro poderia ficar desta forma ( os grifos acima são nossos ):

 Condições: física e moral.


 Mundos inferiores (material e paixões ).
 Mundos adiantados ( espiritual ).
 Mundos intermediários ( bem e o mal ).
 Classificação ( estado e destinação ).
o Primitivos.
o Expiações e provas.
o Regeneração.
o Ditosos.
o Celestes.
 A Terra.

Os assuntos relativos aos tópicos são desenvolvidos


naturalmente pelo expositor. Há a possibilidade de “decorar” os

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26 IMPROVISAÇÃO X PLANEJAMENTO 27 REFERÊNCIAS PARA TEMAS

N É importante a conscientização do planejamento de uma N  Pentateuco Kardequiano


Í apresentação. Com a experiência tem-se uma tendência a Í  Outras obras de Kardec
V “relaxar” na preparação, confiando nas suas habilidades e V  Obras de André Luiz e Emmanuel
E conteúdo doutrinário. Mas isso não deve ser uma constante, é E  Obras de Edgard Armond e “O Trevo”
L claro que podem ocorrer problemas que nos impeçam de L  Revista Espírita ( Kardec )
preparar uma apresentação convenientemente, mas estes casos  Vade Mecum Espírita ou pelo site www.vademecum.com.br
A devem ser realmente uma exceção. B  Para histórias: “A Vida Escreve” e “Almas em Desfile”
V Á
A O improviso ( falta de estudo e/ou preparação do tema ) traz S
N como conseqüência insegurança na exposição e pode gerar I
Ç enganos nas afirmativas doutrinárias. Sem lastro, o conteúdo C
A torna-se pobre, repetitivo e rotineiro, gerando no público ouvinte O
D imagens mentais negativas. Trata-se de um desrespeito ao
O público, pois deixamos de oferecer o que a Doutrina tem de
melhor para ofertarmos apenas uma pequena parcela que está
viva em nosso consciente, ou o que é pior, que faz parte de nossa
estreita visão.

Improvisar não atinge plenamente objetivos de assimilação da


essência do conteúdo.

Quando partimos para o planejamento de uma apresentação, de


imediato recebemos a sustentação da espiritualidade, mesmo
semanas antes da apresentação. Planejar faz parte da busca
intensa pela reforma íntima e o adequado comportamento moral e
ético na Doutrina. Aí sim, com a essência devidamente exposta,
sem distorções doutrinárias, podemos transferir no campo mental
e na vida os exemplos que comentamos nas prédicas.

Lembremo-nos: improvisar pode render 10 frutos de uma


semeadura, mas com planejamento colheremos 1000 frutos da
mesma.

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28 COLA OU LEMBRETE 29 ESTRUTURA DA EXPOSIÇÃO

N Recurso normalmente necessário aos ainda inseguros, que N INÍCIO ( 15% do tempo da exposição )
Í utilizam o livro, o bilhete ou o papel mais como apoio psicológico Í
V do que como consulta. V  Abertura, preparação. Onde se inclui a saudação e as
E E explicações sobre a natureza do trabalho, do tema e assim
L Não é pecado fazer uso da mesma nos casos de aulas, já que os L por diante. Capta a atenção e resume o que se vai dizer.
assuntos normalmente são extensos. Deve ser pequena e  Deve ser sem formalidades e sem desculpas.
A organizada. Nada de folhas e folhas escritas como longas B  Deve despertar curiosidade no auditório.
V dissertações, mas apenas os tópicos organizados em ordem de Á  Pode-se contar uma história, fazer uma pergunta ou relatar
A progressão dos assuntos ( em forma de quadro de idéias ). S um fato recente.
N I  Não ser dogmático.
Ç Devemos ter muito cuidado com o efeito “Mata-Moscas” ou o C
A papel que é agitado constantemente no ar, tirando a atenção dos O
D ouvintes e produzindo barulho típico. EXPOSIÇÃO ( 75% do tempo da exposição )
O
Nos casos das preleções, por se tratarem de exposições curtas,  É o meio, abordagem do assunto em foco. É o
onde a veia principal está em um tópico Evangélico não se desenvolvimento do tema propriamente dito, relata-se os
recomenda sua utilização, com ensaio e preparação espiritual pontos principais com ordenação lógica e sustentação do
adequada o tema flui naturalmente. tema.
 Usar palavras claras e conhecidas.
 Falar à altura do nível intelectual do público.
 Evitar termos técnicos desconhecidos.
 Usar e abusar dos recursos audiovisuais.
 Usar a gesticulação que reflitam os sentimentos.
 Cria-se o cenário para uma argumentação que convence e
comove.
 É o lugar onde cabem as manipulações.

CONCLUSÃO OU EPÍLOGO ( 10% do tempo da exposição )

 É o fim, o encerramento. Onde a idéia central é realçada para


ser fixada. Deve ser simples, objetiva, dinâmica e útil.
Recapitula e deve ser uma afirmação memorável.
 Poderá ser decorado, é um resumo enfático do que foi dito
 Maneiras de encerrar uma palestra:
o Apelar para que a tese seja aceita
o Fazer um resumo dos pontos mais importantes
o Agradecer os presentes
o Construir clímax e concluir com palavra de vibração
forte e positiva
o Deve ser rápido e decisivo
o Terminar sempre como o auditório deseja

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EXEMPLO DE ESTRUTURA DE AULA 30 RETENÇÃO DO CONHECIMENTO / PROCESSOS DE


APRENDIZAGEM
P
R Estudos da Socondy-Vaccum Oil Co. Studies: Temos algumas
Aula de 60 minutos do Curso Básico de Espiritismo: O características quanto ao fatores de retenção das informações
G que nos chegam através dos modos sensoriais.
 15% - Introdução ( 9 minutos ). R
 75% - Apresentação ( 45 minutos ). A Em estudos de 3 horas e de 3 dias temos os seguintes quadros
 10% - Conclusão ( 6 minutos ). M percentuais resultantes:
A
Tudo aquilo que recebemos via auditiva ( exposição oral ) após 3
Aula de 45 minutos de Escola de Aprendizes do Evangelho: D horas apresentamos 70% de retenção, enquanto que após 3 dias
E esta retenção de informações cai para apenas 10%.
 15% - Introdução ( 7 minutos ).
 75% - Apresentação ( 34 minutos ). A Quando a informação nos chega sob forma visual, após 3 horas
 10% - Conclusão ( 4 minutos ). P temos 71% de retenção, enquanto que após 3 dias esta retenção
E estaciona na casa do 20% apenas, mas é o dobro da informação
R oral.
F
E Aliando-se os recursos das vias auditivas e visual, após 3 horas a
I retenção sobe para 85% enquanto que após 3 dias cai apenas 20
Ç pontos, estacionando na casa dos 65%.
O
A Ainda neste estudo temos os resultados da retenção mnemônica (
M técnica de desenvolver e fortalecer a memória mediante
E processos artificiais auxiliares ). No uso dos recursos
N mnemônicos, a gravação das informações na memória são:
T
O Paladar 1%, tato 1,5%, olfato 3,5%, audição 11% e visão 83%.

Quanto aos processos de aprendizado imediato tirou-se a


seguinte conclusão:

Aprende-se 10% do que se lê.


Aprende-se 20% do que se escuta.
Aprende-se 30% do que se vê.
Aprende-se 50% do que se vê e escuta.
Aprende-se 70% do que ouve dizer e logo discute.
Aprende-se 90% do que ouve dizer e logo realiza.

Com os dados acima podemos notar a importância de recursos


auxiliares dinâmicos e trocas vivenciais nas aulas.

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31 OBSTÁCULOS DECORRENTES DA PERSONALIDADE 32 OS NÉS, TÁS, HUNS, ÃÃS, ÁÁS

N Auto-Suficiência: O indivíduo auto-suficiente julga saber tudo P São vícios adquiridos ou provenientes de fatores internos e/ou
Í sobre o assunto e dessa forma, incorre em erro grave: Toma o R externos.
V particular pelo geral. Expressão de orgulho, sente-se mais O
E importante que a própria aula. Trata-se de personalismo puro. G Nada mais irritável para uma assistência a repetição destas
L R flexões por parte do palestrante. É muito importante trabalhar
Tendência à complicação: Observada em alguns expositores que A estes vícios para que não haja rotulações ou introjeções.
B adoram tornar as coisas mais difíceis, amantes de controvérsias. M
Á A Em uma experiência real, após alguns estudos destas falhas
S Superficialismo: Tendência de se dar maior importância aos expositivas tivemos a oportunidade de contar 136 “Nés” em uma
I palpites, hipóteses, gráficos, notícias de jornais do que aos fatos D preleção de 14 minutos cronometrados ( já descontado o tempo
C em si. E da preparação e das vibrações ); e por um companheiro “antigo”
O na tarefa da preleção. Isso realça a importância de nos
Recomendação: Tratar os semelhantes com nobreza e respeito, A reciclarmos e praticarmos constantemente nosso auto-
exercitando a humildade. P treinamento.
E
R Se considerarmos que 136 “Nés” foram pronunciados em 14
F minutos teremos 9,7 “Nés” por minuto, ou seja, um “Né” a cada
E 6,2 segundos !!! Se considerarmos ainda que cada “Né” leva 1,5
I segundo do início de sua expressão até a retomada da próxima
Ç palavra somamos 204 segundos ou seja, 3 minutos e 24
O segundos. Portanto, nesta apresentação de 14 minutos o
A palestrante falou sobre o tema apenas 10 minutos e 36 segundos.
M
E Estas flexões podem estar relacionadas a: Necessidade de
N afirmação de uma idéia, insegurança, “deslocamento” do
T ambiente, improvisação ( falta de planejamento ), falta de
O vocabulário, ensaio deficiente, falta de critério na exposição,
atitude defensiva ( esperando “retorno” da platéia ), mal
planejamento do tempo, etc.

Vigiar, observar e treinar, sempre.

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33 PRONÚNCIA 34 OBSTÁCULOS DECORRENTES DA LINGUAGEM

N É elemento primário para uma boa comunicação com o público. N Fatos e opiniões: É muito comum apresentarmos um pelo outro
Í Í sem clara distinção. O mesmo acontece com as inferências (
V Palavras proferidas de forma errada criam imagem mental V induções, conseqüências ) e observações. Quando, numa
E negativa no público, que passa a perceber os erros e não mais o E exposição, afirmamos que “Pedro é gastador”, devemos deixar
L conteúdo. Um expositor com problemas na pronúncia deve, L claro que é gastador por que o vimos gastando ( fato, observação
obrigatoriamente, buscar auxílio acadêmico, médico ou esforçar- ), porque alguém nos disse ( opinião ), ou, ainda, porque
I se para corrigir seu problema, visto não ser possível um B concluímos após uma breve análise da sua vida econômica (
N comunicador sem o conhecimento de sua língua. Á inferência ).
T S
E A má pronúncia muitas vezes tem sua origem na falta de I Obstáculos verbais: Compreendem aqueles decorrentes da
R exercícios de articulação e na velocidade da fala, fatores C utilização da gíria, palavras de duplo sentido, clichês ( chavões ),
M corrigidos por exercícios específicos. O erros gramaticais e repetição de palavras, causando falta de
E clareza. Em todos os casos a idéia central fica obliterada.
D Deve-se pronunciar bem e integralmente as palavras, dizê-las
I corretamente. Alguns exemplos: Eu: Devemos empregar sempre a primeira pessoa do plural ao
Á nos dirigirmos ao público. Dizendo “eu fiz”, ou “vocês devem”,
R Tamém ( também ); vâmo ( vamos ); cê ( você ); primero ( “vocês precisam”, o expositor se distancia dos presentes. A
I primeiro ); janero ( janeiro ); precisá ( precisar ); trazê ( trazer ); linguagem inadequada ao entendimento da maioria dos ouvintes
O levamo ( levamos ), etc. também proporciona este distanciamento, tornando a mensagem
inalcançável.
Quando tivermos dificuldade em pronunciar alguma palavra não
devemos nos encabular e substituí-la esportivamente por outra de
igual sentido, isso se dá com palavras longas ou de difícil dicção.

Não é o fim do mundo, encarar a situação com naturalidade,


ninguém irá condenar o expositor por isso.

Em algumas situações a pronúncia pode ser prejudicada por


fatores buco-maxi-faciais, neste caso o auxílio especializado é
valioso.

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35 OBSTÁCULOS DECORRENTES DE VÍCIOS DE LINGUAGEM 36 DEFEITOS DE LINGUAGEM

N Os vícios de linguagem são verdadeiros obstáculos ao bom N Alguns são passíveis de correção através de orientação
Í entendimento da mensagem transmitida pelo expositor, pois, ora Í fonoaudiológica ou ortodontológica.
V lançam nas idéias sentidos dúbios, ora tornam-se completamente V
E ininteligíveis. Outras vezes conferem às palavras sons exóticos E Lambadcismo: Esperto por Espelto
L dificultando a atenção do ouvinte. L Rotacismo: Trágico por Trrrrágico
Sigmatismo: Os por Ossss
B Vejamos a seguir os principais vícios de linguagem: B Ceceismo: Fazer por Facer
Á Á Zetacismo: Juízo por Zuízo
S Barbarismo: Emprego de palavras ou construções estranhas à S Nasalação: Veja por Venja
I língua. Ex: “Gentlemen”, “feedback”, “link”, “deletar”. I
C C
O Solecismo: Erro sintático de colocação, concordância ou O
regência. Ex: “Vou na cidade”, “vi ele passando”.

Ambigüidade: Oferece sentido duplo ou duvidoso. Ex: “Cama para


casal de ferro”, “o que tem nas mãos um homem no campo a
cava-lo”.

Obscuridade: Falta de clareza na exposição. Ocorre em virtude


da prolixidade.

Cacofonia: Junção de palavras formando outra de sentido torpe,


ridículo, ou apenas desagradável. Ex: “Uma mão de ferro”, “por
cada ponto passa uma reta”.

Hiato: Concorrência de vozes acentuadas. Ex: “Vou à aula”.

Eco: Repetição desagradável de fonemas no final das palavras.


Ex: “No momento do casamento”.

Parequema: Colocar ao lado de uma sílaba, outra com o mesmo


som. Ex: “Sempre presente”, “corpo poroso”.

Preciosismo: Emprego intencional de palavras ou expressões


raras, artificiais, ou extravagantes. Ex: “Fí-lo pelo Brasil”, “fí-lo por
minha família”, “praticar-se-á tal esporte”, etc.

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37 INIBIÇÃO 38 O MEDO

P A inibição atua em dois campos, primeiro no pensamento, N O famoso “frio na barriga” causado por tensão do novo ou do
R retraindo a espontaneidade e automaticamente na ação, Í desconhecido é reflexo de atividade psicológica no âmbito dos
O bloqueando as atitudes. V sentimentos. A auto-cobrança, o orgulho que poderá ferir-se caso
G E nos contrariem, a vaidade despedaçada caso notem que não
R Por se tratar de um recolhimento psicológico, a prática e a auto- L somos perfeitos, tudo isso pode levar a duas condições naturais
A exposição são elementos para vencer este obstáculo. do ser, que podem ser denominadas:
M I
A Devemos exercitar a conversação, buscando conversar um pouco N Traço fóbico, condição normal de pressão, não impeditiva à
mais com as pessoas da própria residência, assim exercitamos a T tarefa, trabalhado pelo exercício, confiança, segurança, reforma
D conversação e passamos a falar com mais naturalidade. Soltando E íntima, exposição constante, leitura, etc., ou,
E nossas “amarras” passamos a deixar fluir o vocabulário que R
estudamos através de leituras em voz alta para nós mesmos ( faz M Fobia social, condição extrema de pressão, impeditiva, necessita
A parte do processo de auto-exposição ). E de tratamento psicoterápico, geradora de Topofobia ( medo de
P D palco ) potencializada por um quadro severo de ansiedade e em
E Nas conversações devemos nos vigiar para empregarmos frases I casos mais profundos de ataques localizados de pânico.
R bem coordenadas, sem gírias, termos grosseiros ou de dupla Á
F interpretação. R O medo tem sua base no âmbito mental, da ansiedade do não
E I conhecer experiências novas, das autocríticas depreciativas e da
I Caso a inibição seja muito intensa a busca por profissional é o O fértil imaginação ( normalmente negativa ), que gera uma
Ç caminho mais adequado, normalmente os exercícios de pseudoconcepção negativa da situação proporcionando o medo.
O exposição praticados durante o Curso de Expositores tem o poder
A de eliminar grande parte das barreiras da inibição, quando Suas conseqüências mais conhecidas são: A famosa “tremedeira”
M corretamente aplicados. e os “brancos”, que reforçam esta autoconcepção negativa e
E fazem que não consigamos raciocinar ou encontrar soluções para
N a situação. É o que dizemos quando a pessoa “trava”, não
T raciocina mais, passa a ter alterações cardio-respiratórias e
O necessita imediatamente de socorro, inclusive espiritual.

É necessário reprogramar-se face à tendência do medo,


conscientizando-se de que em primeiro lugar estamos
trabalhando para e com o Cristo. Em segundo lugar devemos
reconhecer que não somos os únicos a sofrer de medo, e que
com a experiência o mesmo estará gradualmente sendo reduzido.

A platéia está ali para ver nosso sucesso e não nossa falha e que
devemos concentrarmo-nos no que estamos dizendo e não como
estamos dizendo. Quando damos muito valor à técnica fechamos
a ligação espiritual e passamos a atuar apenas no campo da
razão.

Se conhecermos bem o assunto, ensaiarmos insistentemente,


respiramos de forma adequada ( diafragmaticamente ) e orarmos
com harmonia poderemos controlar a emoção pelo intelecto sem

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prejuízo das ondas intuitivas. Tudo isso mais o vocabulário 39 RESPIRAÇÃO


aumentado pela leitura, estudo e as experiências vivenciadas
geram segurança, que proporcionam desenvoltura, seqüência N Deve ser diafragmática, movimentando-se a barriga, com
lógica e bem-estar físico e emocional, reforçando e Í inalação adequada ( profunda e controlada ), com isso
potencializando a disposição de cumprir a tarefa com amor e V descongestionamos o acúmulo sanguíneo formado na região,
dedicação. E reduzimos a freqüência cardíaca, oxigenamos melhor as células,
L facilitando o raciocínio, a concatenação de idéias e análise crítica.
Normalmente um bom preparo intelectual e espiritual é suficiente
para não extrapolarmos os limites do traço fóbico. I Não deve-se esvaziar os pulmões durante uma exposição: A voz
N simplesmente “acaba” por falta de ar, e requer um sobre-esforço
T para inspirar novamente o volume necessário para o perfeito
E funcionamento do órgão.
R
M Importante: Deve-se respirar entre uma idéia e outra, ninguém
E percebe ou condena uma pausa de 1, 2 segundos numa
D exposição. Auxilia o trabalho de organização das idéias e também
I dá tempo mesmo que inconscientemente à platéia para absorver
Á as informações.
R
I
O

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40 APRESENTAÇÕES PESSOAIS DE TEMAS  Uma aula do Curso de Médiuns ( Vide Vivência Cap. 5 )
 Uma exposição de Sessão Doutrinária com história ( Vide
N Objetivo: Expor o aluno à situação de avaliação, permitindo Vivência Cap. 6 )
Í trabalhar a inibição e timidez. Avaliar a gesticulação e articulação.  Uma aula de Mocidade Espírita ( Vide Vivência Cap. 8 )
V  Uma aula da Escola de Pais ( Vide Vivência Cap. 7 )
E Como o tempo é reduzido ( 3 minutos ) o aluno deve trabalhar o
L poder de síntese, transmitindo a introdução, desenvolvimento e Podemos também ampliar os conceitos de exposições permitindo
conclusão do tema de forma objetiva e concreta. apresentações de Dinâmicas ( em suas respectivas aulas ) de
B Grupo com tempo ampliado para 6 a 10 minutos ( dependendo da
Á Não permitir que o aluno exponha o tema além do tempo, mesmo quantidade de participantes ), de preferência com recursos
S que isso acarrete uma frustração na classe ou no mesmo, só lúdicos voltados a manipulação de objetos ( não cartazes,
I assim o fator “Planejamento X Execução” começa a ser transparências, etc ), mas sim objetos concretos em que os
C trabalhado pelo prévio ensaio da apresentação. participantes possam interagir com o tema ( flores, bonecos,
O recortes, cordas, espelhos, etc. ).
Os temas devem “obrigar” o aluno à pesquisa, exercitando sua
disposição de buscar as informações e estudar algo que Para as apresentações do módulo de preleções, sempre
normalmente está apenas na camada superficial de seu intelecto. dependendo da quantidade de participantes e da disponibilidade
de tempo, pode-se fazer apresentações em tempo real, ou seja,
Podem ser livres ou ainda focados em situações específicas que permitir o desenvolvimento de uma preleção na sua totalidade,
permitam uma exploração do sentimento do aluno. Uma boa dica desde a abertura, desenvolvimento e vibrações, com tempo entre
é utilizar os temas dos programas dos Cursos da Aliança para 15 e 20 minutos ( Vide nível avançado ).
estas apresentações ( Curso Básico, Escola de Aprendizes,
Curso de Médiuns, Mocidade Espírita, Sessão Doutrinária, Escola As aulas da Escola de Aprendizes também poderão ser treinadas
de Pais, etc. ), corrigindo ou orientando sobre os objetivos de em tempo real, mas apenas ao término das apresentações
cada um deles, para que os conceitos fiquem bem fixados ao simplificadas, já que vão exigir maior preparo e domínio da classe
alunos. ( Vide nível avançado ).

Sugestões de temas:

 A poluição
 Um fato pitoresco
 O trânsito e o novo código
 Um sonho
 Um livro que li
 Dependência Química
 Um cientista de renome
 O estresse
 Clonagem
 Práticas esportivas
 Livre
 Uma reportagem de jornal ou revista
 Um filme
 Minha vida no espiritismo
 Uma aula do Curso Básico de Espiritismo ( Vide Vivência
Cap. 2 )
 Uma aula da Escola de Aprendizes ( Vide Vivência Cap. 3 )
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41 DINÂMICAS DE GRUPO se; criando, compreende melhor a si próprio; descobre as


aptidões e limites; aprende-se a trabalhar com os outros.
N No século XIX, os estudos sobre comportamento humano em
Í sociedade davam origem a um ramo das ciências, denominado Exemplificando: Aprender sobre a caridade pode ir além do
V “psicologia social”, cujo objetivo era estudar o homem informar sobre ela, seu significado, suas características. O
E simultaneamente como causa e conseqüência da sociedade e aprendizado será mais rico e completo se pudermos conduzir as
a
L suas relações. Neste século, à época da 2 . Guerra, em 1944, pessoas à rua, por alguns momentos, para ver, conversar e
Kurt Lewin introduziu nesta ciência, o estudo das relações de observar as pessoas e o mundo, com seus contrastes sociais, a
B pequenos grupos ( para diferenciar do estudo das comunidades e solidão, a impiedade, as lacunas da comunicação humana. E
Á multidões ), surgindo então o termo “dinâmica de grupo” originário mais ainda, se houver uma programação organizada de visitas ou
S do grego “dinamys” que significa força, energia, ação. Nesta área, trabalhos em obras sociais de valor. É a diferença que existe
I diversos estudos se desenvolveram, multiplicando aplicações em entre observar um mecanismo e tentar montá-lo. Assim, quanto
C áreas como a psicoterapia, as relações de trabalho e a mais o aprendizado se aproxima da vivência, mais autêntico se
O pedagogia. Nesta, destaque-se o trabalho de Jean Piaget na torna.
análise do pensamento da criança, e suas extensões acerca do
pensamento humano no aprendizado. Elementos facilitadores do aprendizado das pessoas:

Não é intuito dos Cursos apresentar os conceitos teóricos desta  Ambiente que favoreça a participação.
ciência, mas resumir as mais significativas conclusões referente à  Encaminhamentos que possibilitam às pessoas descobrirem
aplicação de aulas em nossos programas de Curso Básico, e expressarem suas necessidades reais ( é inútil debater um
Escola de Aprendizes, Mocidade Espírita, etc., abordar-se-á tão assunto quando o grupo sente que ele nada tem a ver com
somente os conceitos estritamente necessários à compreensão suas necessidades reais ).
do que será exposto.  Encaminhamento que valorize as idéias, os sentimentos, os
pontos de vista de cada um e que aceite as diferenças de
O que é aprender ? opinião com algo bom e aceitável.
 Encaminhamento que reconhece a cada um o direito de se
A escola de nossa infância limitou-se a um único modo de enganar.
aprender: O aluno escuta o professor numa sala de aula. Mas há  Encaminhamento que concede tempo para aprender (
muitas fontes de aprendizado, sem que seja exclusivamente com quando se está absorvido pela idéia de que se tem que
os ouvidos. A primeira fonte de saber é a vida de todos os dias. chegar ), “a resposta correta”, ou quando o expositor revela
de imediato, não se aprende a buscar por si.
Por exemplo, aprender a ser pai ou mãe é coisa que se faz na  Encaminhamento pelo qual o grupo e o indivíduo podem,
vida, e não na teoria. É, sobretudo agindo que se aprende, e eles próprios, avaliar seus progressos.
verificamos que nosso ser, todo mundo interior que temos em  Encaminhamento durante o qual cada um se sinta aceito:
nós, constitui-se de tudo que vivemos e experimentamos, e não Quando a pessoa se sente obrigada a mudar, vê rejeitado o
apenas do que ouvimos em um curso. seu próprio ser, bloqueando qualquer aprendizado; quando
ao contrário, pode livremente observar seus próprios valores,
Processos de Aprendizagem: pode também se abrir ao que é novo, pois não se sente
constrangido
Processo passivo: Exposição de conhecimentos; aprende-se com
olhos e ouvidos, recebe-se; o aluno se abre para idéias e Educação, num aspecto mais amplo:
sentimentos dos outros; aprende-se a ouvir e discutir com os
outros. A educação vem do impulso íntimo da criatura em se conhecer,
se aperfeiçoar, desenvolver em si mesmo todo o seu potencial.
Processo ativo: Vivência e experimentação; aprende-se com a
cabeça, com o coração e com as mãos; o aluno dá de si, afirma-

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Essa educação não tem fim e é um pouco como o amor, é muito o Além da preparação com relação ao estudo
livre ao mesmo tempo muito exigente. É permanentemente para domínio do assunto, o emprego das
incompleta, devido às transformações rápidas do mundo e, técnicas de dinâmica de grupo exige o
sobretudo, devido às necessidades de evoluir que caracteriza o conhecimento dos seguintes fatores:
espírito. Desta forma, se estamos envolvidos num esforço
organizado dentro da Doutrina Espírita, que liberta e faz crescer o Quanto aos participantes: Suas necessidades e interesses, suas
espírito através da fé raciocinada, devemos nos preocupar em expectativas e sentimentos em relação ao assunto da aula, e
fornecer educação total, e não apenas a sua forma tradicional, tamanho do grupo. Verificar idade, quantidade e casos especiais (
restrita à idéia de bancos escolares. Se não oferecermos a cegueira, surdez, analfabetismo, etc. ).
aprendizagem mais rica e a educação mais ampla, os espíritas do
amanhã serão, com raras exceções, pessoas apenas bem Quanto ao ambiente material: Adaptações das técnicas,
informadas, mas certamente mal formadas e sem aquele impulso atividades e recursos a adotar ( iluminação, eletricidade,
íntimo que leva à busca constante do progresso e do disposição das mesas e cadeiras, dimensões da sala, material
aprimoramento moral que é uma das características do espírita. didático e audiovisual disponível, etc. ).

Resumo: Possibilita vivência, que ao ser refletida e partilhada Aspecto prático do assunto: Ou seja, como o assunto da aula
gera aprendizado pessoal e grupal possibilitando: influirá na vida dos participantes ( deve haver ressonância na
vivência dos alunos, para motivar a participação e evitar que os
 Auto-conhecimento. ensinamentos mais importantes caiam no esquecimento ).
 Exercício de escuta e acolhida do outro como ser diferente.
 Experiência de abertura ao outro e participação grupal. Complexidade da matéria: É necessário definir limites razoáveis
 Percepção do todo e das partes, da vida e da realidade. dentro da capacidade de compreensão e assimilação dos alunos.
 Desenvolvimento da consciência crítica.
 Confronto e avaliação da vida e da prática. Escolha das técnicas, atividades e recursos:
 Tomada de decisão de modo consciente e crítico.
Tudo que foi citado acima deve ser considerado na escolha da
 Sistematização de conteúdos, sentimentos e experiências.
técnica mais adequada. Algumas técnicas servem perfeitamente
 Construção coletiva do saber.
quando se deseja transmitir informações novas, outras para
motivar a reflexão, outras ainda para suscitar a participação pela
Aspectos práticos:
apresentação de opiniões individuais no grupo. Igualmente há
recursos que facilitam a fixação, a visualização, a motivação, o
 Extensão da aula enriquecimento da experiência, etc.
o O expositor é responsável por equacionar, com
bom senso: Extensão do assunto, Portanto, os aspectos fundamentais na aplicação de dinâmicas
profundidade, técnica, número de participantes, são:
nível de participação, de modo a não faltar com
a pontualidade, ou seja, limitar-se aos 45
 Conhecer todos os passos da dinâmica e aplicá-los com
minutos.
segurança.
 Ter clareza de aonde se quer chegar, qual o objetivo.
 Objetivos e contexto da aula
 Saber que é apenas um instrumento dentro do processo a
o A aula sempre faz parte de um programa de
ser desenvolvido.
aulas. É necessário ter plena consciência dos
objetivos da aula para não deixar de cumpri-los  Saber que possibilita clima de espontaneidade para
nem avançar no objetivo de outras aulas do participação geral.
programa.  Percepção do nível de relações e entendimento do grupo.
 Observação das expressões corporais, sobretudo faciais,
 Preparação da aula para valorizar os sentimentos e reações de cada um.
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DINÂMICA NÃO TEM RESULTADO ERRADO, É OBJETO DE Dramatização: Lançar uma situação para o grupo; escolher
REFLEXÃO E APRENDIZAGEM alguns elementos para encenar estas situações; pedir a opinião
dos assistentes sobre a situação; concluir o tema analisando a
situação encenada.
Técnicas mais conhecidas:
Observações: A duração deve ser curta, indicada para uma
Expositiva: Um elemento expõe o tema para a assistência, com introdução, a título de movimentação inicial para o debate ou ao
introdução, desenvolvimento e conclusão. O expositor deve ter final, como forma de fixação; usar em grupos que se conheçam
capacidade incentivadora, domínio vocal e perfeito conhecimento há bastante tempo, em clima de mútua confiança e respeito.
do tema.
Fórum: Lançar assunto controverso; convidar um elemento para
Observações: São bem vindos recursos visuais como quadros, defender um lado da questão; convidar outro elemento para
cartazes, murais, slides e emprego de técnicas auxiliares como contestar o tema, assumindo posição contrária; pedir aos demais
perguntas e respostas, etc. participantes para se posicionarem a favor de um ou outro;
concluir a discussão expondo os aspectos relevantes para o
Simpósio: Aplicado por um grupo de expositores, apresentar à objetivo da aula.
assistência os expositores e as partes dos assuntos que cada um
exporá. Ao término de cada exposição resumir o assunto para a Observações: A platéia só poderá fazer a avaliação após o
platéia. No fim das exposições dar uma visão geral do tema, debate; o expositor controla as manifestações evitando extremos,
acatar perguntas e opiniões da platéia e dirigí-las aos expositores. se for necessário fazer uma análise conjunta dos sentimentos do
grupo; cuidar para não criar animosidades ou clima ofensivo.
Observações: Os expositores participantes devem ter um limite
de tempo bem definido, conhecer profundamente o assunto e ter Oposição de idéias: Lançar uma tese controvertida; formar dois
bom domínio vocal. grupos, pedir para um grupo defender a tese, pedir para o outro
grupo atacar a tese, assumindo posição contrária; em certo
Pinga-Fogo: Lançar o tema para o grupo; dar alguns minutos para momento inverter as posições ( quem defendia passa a atacar e
que os elementos elaborem por escrito perguntas sobre o tema; vice-versa ), ao fim concluir selecionando os aspectos positivos
convidar previamente elementos conhecedores do assunto para ao aprendizado e crescimento do grupo.
responder às perguntas dos participantes; encaminhar oralmente
as questões aos entrevistados. Mesa Redonda: Disposição inicial do grupo todo em círculo,
lançar um problema ou questão; procurar acatar as idéias de
Observações: Pré-selecionar as perguntas para que não fujam ao todos os elementos, escolher um redator para anotar as
assunto. conclusões do grupo.

Entrevista: Lançar um tema para o grupo, dar algum tempo para Observações: Respeitar todas as idéias; incentivar a participação
que os participantes elaborem perguntas sobre o tema; Sortear de todos os elementos; controlar o tempo da discussão; é
elementos que formarão 2 grupos, o de entrevistadores e o de adequado que o assunto seja de conhecimento do grupo pelo
entrevistados; proceder às entrevistas, o expositor poderá dar menos superficialmente.
uma contribuição complementar.
Brain-Storming ( tempestade cerebral ): Formar um grupo único
Observações: Cuidar para que as perguntas e respostas não em círculo ou semi-circulo; lançar um problema ou uma questão,
fujam ao tema, a entrevista deve ser feita em tom de conversa, os em poucos minutos exigir o máximo de idéias ou sugestões, ir
assistentes poderão no fim emitir opiniões sobre entrevistados e anotando tudo rapidamente em um quadro; depois da coleta de
entrevistadores. idéias, passar à análise de todas em conjunto, com mais tempo.

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Observações: O problema ou questão lançado não deve ser lógico, para cada equipe discutir; formar novos grupos com os
complexo, a rapidez das respostas evita a auto-censura do grupo, elementos do mesmo número, exemplo: Grupo com as 4 pessoas
buscando a originalidade das idéias, não se anota o autor de de número 1, idem com número 2, idem com número 3, idem com
cada idéia; a fase de análise é para compreensão e 3 pessoas com número 4; pedir aos novos grupos que debatam
aperfeiçoamento das idéias originais. os resultados do trabalho da primeira fase.

Painel progressivo: Lançar um tema para discussão; formar Observações: Controlar rigorosamente o tempo de cada fase;
pequenas equipes para a primeira fase do debate; reunir as procurar dividir as equipes de modo a obter igualdade numérica
equipes duas a duas prosseguindo a discussão pelas conclusões entre a quantidade de equipes e o número de pessoas de cada
da fase anterior; seguir o mesmo processo progressivo de fusão equipe.
das equipes até formar um “grupão”; colher a conclusão do grupo
total. Grupo de Observação / Grupo de Verbalização: Formar um grupo
de observação em círculo; formar um grupo de verbalização em
Observações: Controlar rigorosamente o tempo de cada fase; círculo no centro do grupo de observação; lançar um problema ou
incentivar a participação de todos, em todas as fases; é indicado questão para o grupo de verbalização; após certo tempo inverter
uma análise final a partir de diversos pontos de vista detalhados. os papéis e as posições das cadeiras dando oportunidade aos
que observaram para participarem da discussão “obrigando” os
Painel regressivo: Lançar um tema para discussão; formar um que discutiam a observarem.
grupo único em círculo para a primeira fase da discussão; após
minutos dividir o grupo em dois continuando o tema pelas Observações: Ao inverter os papéis o grupo deverá discutir a
conclusões anteriores; seguir o mesmo processo até a divisão partir do ponto onde o grupo anterior havia parado; é
chegar a pequenos grupos de dois ou três elementos; colher as recomendado para assuntos onde seja importante o
conclusões de cada equipe. reconhecimento de opiniões diversas e quando se deseje
aprender a ouvir o próximo.
Observações: Controlar rigorosamente o tempo de cada fase;
incentivar a participação de todos em todas as fases; como em Cúpula: Dividir a classe em pequenos grupos elegendo um
grupos menores aumenta a liberdade de exposição individual é secretário em cada um; aplicar perguntas para debates internos,
indicado para temas amplos ou complexos onde o assunto os secretários anotam as idéias; trazer todos para um grupo geral
desperta progressivamente diversos pontos de vista. e os secretários lêem as anotações das discussões dos grupos;
os outros elementos dos grupos complementam as anotações.
Fracionamento: O expositor expõe o tema e as diretrizes básicas
ao grupo único disposto em círculo; abre-se oportunidade para Observações: Não deixar polemizar, controlar a participação e o
perguntas e esclarecimentos iniciais; divide-se o grupo em tempo de cada grupo; complementar ou corrigir informações
pequenas equipes que discutem o tema proposto; reunir todos distorcidas.
novamente em grupo único para nova discussão e conclusões
gerais. Cochicho ou Zum-Zum: Dividir a classe em duas partes; solicitar
para que as conversas sejam feitas em tom de voz reduzido;
Observações: Controlar rigorosamente o tempo de cada fase; é chamar alguns elementos para exporem as conclusões de cada
indicado para demonstrar a reciprocidade e multiplicidade de grupo; verificar complementos com os que não foram chamados.
opiniões e para promover espírito de equipe.
Observações: Controlar o nível de ruído para que não haja
Painel integrado: Dividir o grupo em várias equipes e número de desarmonia; controlar o tempo.
elementos, exemplo: Grupo A – 4 pessoas numeradas de 1 a 4,
Grupo B – idem, Grupo C – idem, Grupo D – 3 pessoas Seminário ( aulas seqüenciais, ex.: Sermão do Monte,
numeradas de 1 a 3; subdividir o tema em vários tópicos de modo Apocalipse, Parábolas, Evolução Anímica, etc. ): Dividir a classe
em vários grupos; dar um tema para cada grupo, o grupo deve se

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reunir durante a semana fora da sala de aula para estudar e Observações: explicar muito bem as regras do jogo para não
pesquisar o assunto, na aula seguinte deverá haver a exposição haver “melindres”; os grupos não devem ser grandes para que
dos trabalhos em classe. haja possibilidade de todos expressarem-se; controlar
rigorosamente o tempo, os coordenadores de grupos deverão ter
Observações: Os participantes dos grupos devem ser afins, os relógios.
temas podem ser frações da aula ou o tema inteiro, controlar o
tempo de exposição de cada grupo, como o resultado torna-se Técnicas de iluminação e fixação:
muito rico face aos diversos pontos de vista; é necessário
controlar as distorções conceituais. Musical: Trazer uma música relacionada com o assunto, poderá
ser disco, fita cassete ou pode-se interpretá-la com auxílio da
Teste antecipado: Levar questionários e distribuir à classe, dar turma, se houver interesse e possibilidade todos poderão
tempo para que as questões possam ser refletidas e respondidas; aprendê-la e cantá-la.
recolher os questionários respondidos, desenvolver o tema da
aula de forma expositiva, ao final da aula devolver os Desenho: Os participantes são incumbidos de interpretar, fazendo
questionários e corrigir as questões individualmente ou em grupo, uma gravura ou desenho da mensagem, do assunto da aula.
já que o nível de esclarecimento agora torna-se maior. Pode ser feito individualmente ou em grupo.

Observações: Deve-se conhecer profundamente os assuntos Poesia: A aula ou uma parte do assunto deverá ser comentada
abordados; controlar o tempo; cuidado com casos especiais em em versos, criados ou lembrados pelos elementos, estejam só ou
sala ( alunos com problemas de leitura e/ou escrita ) divididos em grupos.

Perguntas sem respostas: distribuir perguntas numeradas; Palavras Cruzadas: Preparar uma palavra-cruzada com palavras
distribuir respostas sem numeração; pedir à classe que seja feita chaves do assunto estudado, colocando-a em um cartaz, e, no
leitura das perguntas em ordem numérica, a classe deve localizar decorrer ou no final da aula os participantes deverão,
a resposta correspondente; ao término de cada resposta dissertar individualmente ou em grupo, preencherem ou completarem a
sobre o assunto. palavra cruzada, através das perguntas do coordenador.

Vareta Mágica: Ficar de costas para a classe, entregando uma Mensagem: Trazer uma mensagem relacionada com o tema da
régua ou vareta que deverá circular de um a um; bater palmas aula, esta deverá ser lida e interpretada pelos participantes.
para parar a passagem da vareta; lançar pergunta e o aluno que
está de posse da vareta responde; explanar. Mural: Pode-se afixar fotografias, reportagens, trabalhos dados
em aula, etc.
Observações: Deve-se ter muito domínio da técnica e da classe;
há uma tendência ao tumulto já que ninguém vai querer ficar com Jogos: Preparar um jogo ou brincadeira para antes ou depois da
a vareta na mão, em grupos grandes esta dificuldade se acentua. aula, relacionado com o assunto da mesma.
Respeitar os limites de cada um, inclusive a timidez de alguns
alunos não forçando-os a se exporem caso não desejem. Distribuição de perguntas: Distribuir perguntas escritas aos
participantes que deverão ser respondidas no decorrer ou no final
Discussão Circular: Dividir a classe em grupo elegendo um da aula.
coordenador em cada um; a pessoa á direita deve falar durante
um minuto e passa a seqüência ao próximo da direita, só se pode Retro-Projetor ou Slides: São meio de ilustração, muito viáveis,
usar a palavra uma segunda vez após todos terem falado e a importante observar para que a aula não se torne “sonífera”.
discussão ter voltado à sua vez; formar novamente um só grupo e
pedir aos coordenadores que exponham as conclusões dos Visitações e passeios: São importantes à medida que mostram a
grupos. parte prática, de uma teoria previamente exposta.

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Outros recursos: Jogo da forca, objetos, vídeo, datashow, quadro 42 DINAMIZAÇÕES DE AULAS
negro, quadro branco, flanelógrafo, mapas, exemplares de
periódicos, etc. N Vimos que os recursos de Dinâmicas são essenciais para uma
Í melhor fixação os objetivos das aulas, contribuem também para
A criatividade de cada um deve ser usada, com bom senso e V um processo de abertura às experiências, mesmo que a nível
adequando às necessidades de cada turma. E experimental, e proporcionam momentos valiosos no íntimo
L daqueles que necessitam exporem-se ao próprio “eu”.

I Como podem ser classificados em expositivas e lúdicas os


N processos devem ser balanceados para que os objetivos sejam
T atingidos plenamente.
E
R É um erro tomarmos uma atividade de grupo como o início, meio
M e fim de um processo de aprendizado. Isso normalmente
E acontece quando não há preparação suficiente do tema para
D abordagens mais profundas, e toma-se a atividade como
I condutora da superficialidade do assunto.
Á
R As aulas devem ser dinamizadas, quebrando-se assim a distância
I entre os fatos e o eu. Lembremo-nos que na estrutura da aula
O devemos dar espaço para a introdução ou explanação do tema, o
seu desenvolvimento ( aí cabem os exercícios, desde que bem
aplicados e equacionados com o tema ), o tempo de reflexão
individual e coletiva ( troca de experiências no campo interior e
exterior ) e a fixação dos valores e conceitos transmitidos e
adquiridos. A aplicação de exercícios tende a criar-se um
ambiente de brincadeira, o que não pode ser verdade. Os
exercícios devem mexer com a emoção, com a persona do
indivíduo, “chacoalhar” seu campo de visão do mundo.

As apresentações com recursos audiovisuais tendem também a


se tornarem auto-suficientes, e devemos quebrar esta auto-
suficiência com interferências explicativas ou vivenciais.

Vivemos dias corridos e desgastantes onde o interesse e o


desencanto tomam conta de grande parte da população. Esta
realidade também aflige os nossos alunos e removê-los deste
marasmo é responsabilidade do expositor ciente de sua missão e
para tanto podemos nos utilizar de dinâmicas para incentivo
inicial, para fortalecimento de argumentação e fixação de idéias.

Independente do tipo de aula e de seu conteúdo a utilização de


dinâmicas sempre contribuirá para despertar a atenção e
aumentar o interesse.

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43 DINÂMICAS LÚDICAS 44 MOTIVAÇÃO E ENTUSIASMO

P Qual o objetivo de uma atividade lúdica ? Criar ambiente aberto, N Não entraremos aqui em aspectos psicológicos do estar e do ser
R fraterno e alegre. Í motivado, mas apenas lembrar que somos seres constantemente
O V influenciáveis pelas ações do meio.
G Como as técnicas expositivas também são consideradas E
R dinâmicas de grupos é importante que esteja claro que as L Assim temos tendências a variarmos nossas disposições, mentais
A dinâmicas voltada a objetos, músicas ou participação ativa do e físicas, dependendo do que nos ocorre no dia-a-dia. Muitas
M aluno são eficazes para uma maior ilustração, iluminação ou A vezes, em nome da razão deixamos de acreditar na possibilidade
A explanação de um tema. V de algo dar certo e perdemos a ação de concretizar este algo.
A
D Quando se faz parte de um processo de aprendizado, sendo N Isso é que o expositor tem que ter em mente constantemente. A
E elemento do mesmo, tornamo-nos mais motivados e temos o Ç tarefa deve ser gratificante e estimulante, encararmos cada aula,
interesse despertado porque as noções abstratas e subjetivas são A cada preleção, como oportunidades valiosas de estudo,
A ilustradas de forma objetiva, concreta. D aprendizado e crescimento. O fardo não deve ser pesado, ao
P O contrário, o fardo é leve porque a recompensa é muito maior, a
E Algumas das dinâmicas que já foram objeto de estudo e as sensação do dever cumprido, o olhar penetrante do aluno, o
R técnicas de dinamizações de aulas são lúdicas, mas é importante sorriso nos lábios, a reflexão profunda em torno da vida, tudo isso
F salientar este fator por permitir uma aproximação dos alunos das é a recompensa que deve nos mover à frente, conscientes que o
E situações normais e aumentando a capacidade de observação e trabalho é pelo Cristo e não por nós.
I envolvimento emocional com o tema.
Ç A motivação segundo Taylor ( 1910 ) baseia-se na obediência aos
O Pode-se utilizar vários recursos, dentre os quais os já citados métodos e nas penas e recompensas. A máxima é: Quanto vou
A slides, fotos, gravuras, cartazes, álbuns, flanelógrafos, varal de ganhar com isto se fizer deste jeito ?
M cartazes, filmes, transparências, mapas, lousas, quadros, discos,
E fitas cassetes, cd’s, rádios, filmes sonoros, teatros, videocassete, Maslow ( 1943 ) expõe que o homem só buscará satisfazer suas
N televisão, slides com som, microcomputador, datashow, água, necessidades quando a anterior estiver satisfeita, como uma
T plantas, pedras, animais, bibliotecas, museus, cinemas, parques, pirâmide de valores.
O jardins, indústrias, lojas, creches, asilos, orfanatos, hospitais,
albergues, etc. Em 1970 formulou-se a teoria do X,Y,Z onde X seriam pessoas
acomodadas que só se mexem quando punidas, coagidas ou
O diferencial aqui é que os recursos utilizados não sejam de uso obrigadas. O Y seriam pessoas inquietas que aceitam desafios e
exclusivo do expositor, que os próprios alunos sejam os Z seriam as pessoas a favor da cooperação, dão ênfase ao
elementos da exposição ou da manipulação de tais recursos. trabalho em equipe, para elas o sucesso vem da direção em
comum e não do trabalho em todas as direções. São dinâmicas,
Por elevar a condição de participação de todos, é necessário solidárias, pedem ajuda e dividem responsabilidades. Este estudo
harmonizar o ambiente após a atividade lúdica para que o serve para esclarecer o expositor quanto aos tipos de motivação
expositor, aí sim na sua tarefa esclarecedora e de fixação do existentes e que com certeza ele encontrará nos alunos. O seu
tema, possa “fechar” a aula. Deve-se trazer todos de volta aos texto deverá ter a qualidade que satisfaça pelo menos o tipo de
lugares, pode-se usar música suave e texto de reflexão, pedir motivação dominante.
para que os pensamentos retornem ao ambiente e que todos
tranqüilizem-se. Após a harmonia ter se restabelecido podemos Ser motivado é ter otimismo aliado a comportamento estusiástico.
concluir a aula com amor e de coração aberto. São experiências
valorosas. Ser otimista é acreditar que tudo vai dar certo. Lembremo-nos dos
conceitos de vida plena, onde todas as experiências são amigas,
e agir entusiasticamente é transformar, agir, transmutar em

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realidade. 45 QUALIDADE NA APRESENTAÇÃO

Quais são as conseqüências de se agir estusiasticamente ? P É uma arte ser excelente e pode-se demonstrar em 6 níveis.
R
Primeiro: estimula e contagia positivamente o grupo para um O 1. Mudança – A busca de valores.
objetivo, levanta o moral, eleva a vibração. Segundo: Favorece o G 2. Empenho – Persistência, continuidade.
crescimento e a mudança, pois com um clima de maior R 3. Confiança – Consciência do potencial humano.
intensidade emocional o sujeito se dispõe a mudar, a cortar laços A 4. Limitações – Somos seres incompletos e portanto limitados.
cristalizados, a “não se recalcitrar contra os aguilhões” como M 5. Medos – As ameaças se diluem, pois caminhamos para uma
recebeu a instrução Paulo de Tarso. Terceiro: Com este estado A melhora global.
de disposição potencializado o indivíduo se abre à busca de 6. Técnicas – Somos guiados por sistemas que disciplinam
novas experiências e oportunidades. D nossas ações.
E
Sugestões para se agir entusiasticamente: A busca da qualidade dentro dos tópicos acima, criará ao nosso
A redor uma aura que envolverá as nossas ações ( exposição ) e
 Passar das palavras à ação. ( Emmanuel: A palavra P quem conosco se relacionar ( alunos ). Sentiremos assim:
esclarece, mas o exemplo arrasta ). E
 Para de se lamentar. ( Evitar dizer: Não sei..., é impossível..., R Confiáveis – Nossa exposição terá mais crédito e mais força.
mas... ). F Racionais – Nossa exposição apelará para a razão.
 Administrar o tempo. E Receptivos – Mais intuição, maior sensibilidade.
 Concentrar-se no agora. I
 Aprender com as experiências passadas. Ç
 Distinguir o essencial do não essencial. O
 Planejar, estabelecendo prioridades. A
M
 Desenvolver a autodisciplina.
E
 Vencer o medo.
N
 Tentar, começar, caminhar. T
 Tomar iniciativas. O
 Errar: De vez em quando acertar.
 Aprender com os insucessos.
 Avaliar causas e conseqüências.
 Cultivar boa saúde física e mental.
 Ter visão criativa.
 Sair da rotina.
 Ser flexível e tolerante.

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46 PROCRASTINAÇÃO E QUERER 47 LIDERANÇA

P Procrastinação é o ato de deixar para amanhã o que se pode P “O Discípulo de Jesus é aquele que deixou de ser conduzido para
R fazer hoje. Para efeito de estatística, mais de 80% de executivos R conduzir”, isto é liderança.
O sofrem deste mal. O
G G Líder no movimento espírita, além dos atributos normais de um
R Temos a capacidade de nos sobrecarregarmos de tarefas R condutor comum, deverá reunir outras características, pois sua
A secundárias e de pouca importância, consumindo energia. Do A ação está estreitamente ligada à evangelização do próximo e a
M nosso tempo total, 60% são consumidos por tarefas que agregam M continuidade da Doutrina. As características necessárias são:
A pouco ou nenhum valor, é a conhecida “forma ativa de perder A
tempo”.  Comprometimento – “Tatuar a pele”.
D D  Envolvimento – Ele faz com as pessoas.
E Acaba sendo uma forma de fuga dos reais problemas que E  Entrosamento – Ele conhece o que faz.
devemos encarar e resolver. A procrastinação nos traz uma boa  Responsabilidade – Sabendo que a tarefa é sua, cria
A dose de ansiedade e depressão, pois quem procrastina tem A condições e faz.
P sempre a sensação que deixou de fazer algo e existe a culpa a P  Aferição – Checa o resultado de seu trabalho.
E nos pesar. E  Entusiasmo – Gosta de que faz.
R R  Firmeza – Contorna os obstáculos.
F Os procrastinadores são propensos a pequenas e constantes F
E doenças, pois experimentam frustrações em função de estarem E Todos estes valores servem e valem para o expositor espírita, se
I sempre atrasados com suas tarefas e quando a cumprem o I faltar algum deles deixa de cumprir com a tarefa integralmente.
Ç fazem sempre abaixo da expectativa. Ç
O O
A A vida é uma sucessão de vontades, busca de satisfações, um A
M eterno querer. Saber o que se quer é decisivo para toda e M
E qualquer forma de sucesso. Querer envolve escolhas e objetivos E
N e para que o nosso “querer” não desfigure os mais belos quadros N
T da vida se torna necessário direcionar a vontade para nobres T
O setores do espírito. O

 Querer fabricado é buscar aquilo que não precisamos:


Modas, mídia, cultura.
 Querer de qualquer forma é capricho, é paixão que uma vez
atingida nada nos mudou.
 Querer tudo é a vontade desenfreada, ciumenta e invejosa.
 Querer o que todos querem é massificação.

Não vivemos sem querer e ele jamais deve ser destruído ou


anulado, ele deve ser orientado, pois assim alimentamos o desejo
de melhora constante ( RI ). O que necessitamos é treinar nossa
vontade para que obedeça aos ditames da razão e da livre
consciência.

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48 MOCIDADE ESPÍRITA Transformações biológicas da adolescência:

N O que é: Um programa organizado para proporcionar a vivência Nesta fase advém a maturidade sexual, ou puberdade
Í do Cristianismo como proposta essencial de aperfeiçoamento caracterizada pela eclosão das funções sexuais ( ovulação na
V moral dos jovens. Também é o nome da área no Centro Espírita moça, espermatogênese no rapaz ), que possibilitam a
E que está dedicado à juventude. capacidade de procriação. A razão destas mudanças é a intensa
L alteração na atividade glandular, que também acarreta
Quais são seus objetivos: Dar ao jovem uma formação moral e transformações anatômicas gerais e aparência no corpo, na voz,
B intelectual que seja a base sólida sobre a qual ele construirá sua na velocidade de crescimento, na estrutura óssea, etc.
Á vida, e onde concentrará forças para enfrentar a si mesmo e o
S mundo, diante da realidade em que vive, e caminhar para a frente Transformações psicológicas:
I por seus próprios recursos. Outro objetivo importante é promover
C a construção da base religiosa e moral da juventude, preparando No que toca ao item anterior, as transformações anatômicas
O o jovem para assumir uma posição participativa dentro da levam o jovem a um auto-conhecimento sobre seu corpo. As
Doutrina Espírita e do grupo a que se filia, para que, através do noções de estética e força também influem profundamente no
seu dinamismo e coragem, possa realmente exteriorizar o relacionamento em grupo, envolvendo funções como liderança,
Espiritismo de maneira atuante. namoro, esportes, etc. Mas decididamente é a atividade mental
em si que passa por radical transformação e podemos citar
Como se estrutura: Reuniões semanais com duração de 90 alguns fatores importantes:
minutos com o seguinte roteiro básico: 10 minutos – Preparação,
elevação gradativa e prece; 25 minutos – Avisos, comentários,  Ampliação das capacidades de percepção, imaginação,
músicas, etc.; 45 minutos – Apresentação da aula, sobre assunto memória, lógica e atenção.
específico, conforme a programação; 10 minutos – Encerramento,  O pensamento mágico infantil é substituído pelo pensamento
vibrações coletivas e prece de agradecimento. lógico.
 Amplia-se a vontade e o poder de concentração.
As dificuldades por alguns expositores, quando diante de turmas  Interesse pela sociedade ( noção de coletividade ).
de Mocidade espírita não tem como causa essencial nem o  Descoberta do mundo interior ( abstração, interiorização do
posicionamento dos jovens, nem a qualidade dos expositores. pensamento, processo de percepção – interpretação –
Basicamente é um problema de desinformação destes a respeito dedução – conclusão ).
do meio onde vão trabalhar ( os jovens ) que é algo diverso do  Diminuição do interesse pelos estímulos sensoriais (
ambiente “de adultos” das Escolas de Aprendizes. Veicular brinquedos de luz, cor, som ).
algumas informações sobre a Mocidade Espírita e seu programa  Desenvolvimento da crítica.
de estudos é o objetivo deste capítulo, extraído de um texto mais
 Atração física pelo sexo oposto.
amplo, que é a apostila do “Curso de Expositores –
Especialização em Mocidades e Dinâmicas de Grupo”,
Percebe-se nítida evolução no campo da razão e no campo da
organizado pelo Comitê de Apoio às Mocidades da Aliança.
emoção. Especificamente os itens que devem ser considerados
pelos expositores em seu contato com os alunos são:
O jovem na dimensão psicológica e social:
No campo da razão: Despertamento das capacidades de
A adolescência é uma fase de intensas e simultâneas
generalização, lidar com abstrações, domínio do conceito de
transformações biológicas, mentais, emocionais e sociais para o
tempo, substituição do egocentrismo infantil pelo interesse por
ser humano. Por isso mesmo é uma tarefa complexa, mas
assuntos não pessoais, reciprocidade de opinião (
essencial, compreender o jovem para comunicar-se com ele.
reconhecimento de idéias contrárias ou diferentes ),
Vejamos superficialmente tais aspectos:
aprofundamento da reflexão e da lógica.

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No campo da emoção: Capacidade de auto-realização, Sistemática das aulas para a Mocidade:


reconhecimento dos pais como seres falíveis, engajamento a
ideais ( coletivos e individuais ), vínculos de amizade extra- O Local: A distribuição na sala é a do pessoal sentado em roda,
familiares, atração pelo sexo oposto, idealização da vida afetiva, inclusive o coordenador ( expositor ). O objetivo desta distribuição
sentimento de justiça, espírito de aventura, necessidade de é a de incentivar o diálogo e a participação geral.
independência em opiniões e ações, sede de liberdade, de ação e
de expressão. É importante também que o expositor conheça as características
do local, tais como tamanho da sala e capacidade de
A proposta da Mocidade Espírita: Adolescência é uma fase de acomodação, recursos didáticos disponíveis ( lousa, projetores,
intensas e simultâneas transformações biológicas, mentais e etc. ), outros fatores ( existência de cortinas, telas de projeção,
emocionais. Nesta fase de mudanças, qual é o papel da tomada de energia, nível de ruído na vizinhança, etc. )
Mocidade Espírita ?
A turma: É importante para o expositor conhecer as
 O conceito de religião como forte sentimento de evolução da características da turma para a qual irá dar a aula, ou seja,
alma é o grande impulso do jovem na busca de seus ideais. número de participantes assíduos, faixa etária média, nível sócio-
Entretanto, na acepção convencional de separação por cultural, nível de participação nas aulas, relação dos jovens da
práticas religiosas costuma afastar o jovem menos turma com o assunto. Estes conhecimentos são pontos
informado. primordiais para um bom preparo da aula e, implicam numa
questão básica: Deve haver uma boa integração expositor X
A religião espírita, como religião alicerçada em ciência e Dirigente da Turma.
conseqüências filosófico-morais, constitui um avanço e possui
características afins com a postura crítica e idealista do jovem. O expositor:

Os objetivos da Mocidade Espírita são a proposta de uma vida  A posição – O primeiro ponto a abordar-se é a nova posição
consciente e equilibrada para a formação do espírito em sua do expositor frente à aula: Coordenador. Pois a postura do
transição de jovem para adulto, com o auxílio dos conceitos expositor nas aulas de Mocidade nem sempre será de
espíritas. Além deste objetivo, um outro importante é a oferta de alguém que simplesmente expõe o assunto para uma platéia.
um campo de realizações através do trabalho no meio espírita. Dentro da dinâmica de aula, o coordenador deverá dividir os
grupos, explicar a dinâmica de aula, animar para a máxima
Para atingir tais objetivos, a Mocidade Espírita possui um participação, supervisionar o estudo, Medir as discussões,
programa de aulas e atividades que apresenta aos jovens os esclarecer pontos difíceis ou duvidosos, concluir dentro do
conceitos doutrinários à análise da vida e oferece abertura objetivo do tema.
suficiente para os questionamentos naturais.
 Qualidades – A competência se adquire, sobretudo pela
Do acima exposto é importante salientar que o objetivo da experiência e ninguém é competente logo de cara.
Mocidade não é o de modificar o comportamento ou Entretanto, o coordenador deveria possuir clareza de idéias,
personalidade do jovem. Isto seria uma violência para com ele e simplicidade de expressão, capacidade de síntese, saber
seu livre arbítrio. distinguir o essencial do acessório, informalidade,
conhecimento doutrinário profundo, bons conhecimentos
O que espera-se é que ele possa aceitar-se como ser humano tal gerais, humildade e calor humano, presença de espírito.
que é, e, se sua maneira de ser o incomoda, que saiba onde
encontrar os elementos necessários para que, por sua própria  Aptidões – trata-se aqui de talentos e disposições pessoais
vontade e esforço, efetue mudança. Claro que isto não exclui o que cada um possui mais ou menos do ponto de partida e
apoio e a força que podemos e devemos oferecer na medida de que podem ser desenvolvidas. Um coordenador de grupo
nossas responsabilidades, sem, contudo esquecer a deve estar convencido do valor do que está sendo aprendido
individualidade daquele que nos procura. se quiser motivar os outros, ser capaz de estruturar e

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coordenar um trabalho em grupo, ser capaz de enfrentar expressar nossas idéias. É preciso, antes de tudo,
diversas situações que surgem no relacionamento dentro da acreditarmos que é possível e necessário vivermos o
aula ( agressividade, passividade, etc. ), ser capaz de deixar que pregamos, não na cegueira do fanatismo, mas na
“de molho” suas idéias pessoais para dar oportunidade aos luz do Mestre que nos ama e conduz. É por isso que
outros de expressarem as suas próprias, ser capaz de dar defende-se o uso das técnicas de Dinâmicas de Grupos,
atenção, ouvir de fato e de compreender os outros, ser capaz em nome do amor e do esclarecimento, e não como
de estudar / pesquisar e ter desejo constante de aprender. É preenchimento técnico.
na prática se adquirem e desenvolvem as aptidões. Se não
as possuímos, não perderemos nada em tentar a Lembremos que a Doutrina Espírita vem quebrar alguns mitos
experiência, pelo contrário, é um serviço que prestaremos à com relação ao jovem, preconceituado pela sociedade como um
turma, ajudando-a a funcionar bem. fator generalizado, dentre estes mitos podemos citar a
independência precoce, liberdade sem responsabilidade,
 Apresentação – Não necessariamente, mas tanto quanto alienação, ideologias violentas, etc.
possível, o coordenador deverá apresentar-se vestido de
maneira informal, sem exageros. Sugestões úteis:

 Postura – Se a meta que estamos almejando é a do  Informe-se com o Dirigente da Turma, antecipadamente,
aprendizado, do assunto com liberdade de participação do sobre as característica dos jovens, como faixa etária, grau de
jovem, é importante que o coordenador assuma uma postura estudo e interesse em outras aulas, assuntos relativos à
sincera e predominantemente aberta ao diálogo. Assim Doutrina ou à conduta moral que haja necessidade de reforço
acredita-se que a figura do expositor deveria ser aquela de ou esclarecimento.
um amigo que se coloca lado a lado, que se porta como uma  Chegar mais cedo para conversar com os jovens,
pessoa que sabe que não conhece muita coisa, mas o pouco principalmente se você ainda não conhece a turma, através
que sabe, vai tentar transmitir, e acredita que não vem ali de uma conversa informal é fácil identificar-se e comunicar-
somente para ensinar, mas também aprender com os jovens. se com os jovens.
 Sua apresentação ( vestimenta, linguajar, olhar, conduta )
 Metodologia: Para a apresentação das aulas, mais que uma não deve ser solenes ou demonstrar superioridade, e ser
técnica, é necessário uma metodologia. Não se exige uma simples e acessível.
profunda especialização, mas tão somente o conhecimento  Se for a primeira vez que tem contato com a turma,
de métodos que facilitem a comunicação com o jovem, que apresente-se enunciando claramente o nome e sua
passa por esta fase tão rica e profunda como é a juventude. participação como trabalhador da casa, se for de outro grupo
Com esta meta, recomenda-se a aplicação de Dinâmicas de mencione também como está a Mocidade do Grupo.
Grupos, todavia pode ocorrer o uso destas técnicas  Defina e exponha claramente os objetivos da aula.
dissociadas dos objetivos essenciais. Ou seja, a “técnica pela  Facilite as trocas de opiniões ( através de perguntas,
técnica”. É fundamental notar que o objetivo pretendido em sugestões, etc. ).
cada aula vai orientar a escolha de uma técnica, nunca o  Dê aos diferentes pontos de vista igual oportunidade de
contrário. Somente conhecendo a fundo o que pretende da serem avaliados e examinados pelo grupo.
aula é que podemos eleger a técnica a empregar entre as  Mantenha a ordem na discussão.
que forem do nosso conhecimento. Além disso, a bandeira  Conceda com justiça o direito à palavra.
dos nossos programas é a da educação moral. Fazendo uma  Reconduza os que se desviam do assunto original.
análise do assunto, é importante reciclarmos constantemente
 Esclareça os sentidos das diversas intervenções, quando são
nossos modos de comunicação, nossas formas de
passíveis de gerar alguma confusão.
expressão, nossos exemplos, para podermos possibilitar a
 De tempo em tempo, faça um apontamento ( ou resumo ) do
aproximação, amorosamente e com os “pés no chão”, o
que foi dito ou feito.
ensinamento Cristão da vida comum dos que participam da
aula. Devemos buscar padrões mais claros e simples para  Faça a síntese da reunião ao final.

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 Fazer uma auto-avaliação, após a aula, para isso, conte com 49 PRELEÇÃO EVANGÉLICA - CONCEITO
a ajuda do Dirigente, que poderá indicar pontos a melhorar
em sua atuação como Coordenador da aula. N Preleção Evangélica é muito diferente de pregação.
Í
V Finalidades: Serenar o assistido para que ele possa refletir sobre
E um tema evangélico e refletindo abra seu campo interior
L sintonizando seus sentimentos com o alto, tornando-se mais
aberto e receptivo aos benefícios fluídicos do passe. Quando bem
B feita, a preleção pode prestar a principal assistência porque é o
Á esclarecimento que o torna independente.
S
I Fatores:
C
O Instruir-se: Permanentemente. Devemos estudar o Evangelho e
livros capazes de nos orientar a reforma íntima que se prolonga
por toda a vida. Lermos principalmente Kardec, o que Emmanuel,
André Luiz, Meimei, Caírbar Schutel e Armond escreveram, entre
outros.

Também “A vida em família” de Rodolfo Calligaris, “O


pensamento” de Emmanuel, a biografia de Bezerra de Menezes,
etc. Com certeza, ler e vivenciar o capítulo do Evangelho
referente ao tema, semanas antes de o abordar é muito
recomendável para que haja oportunidades de vivenciá-lo e se
ilustrar.

Ilustrar-se: Para estudar adequadamente o tema é indispensável


meditar e procurar histórias simples e perfeitamente coerentes
com o tema. Convém que o preletor receba inspirações,
principalmente em público, o que é possível de se conseguir a
praticar efetivamente, o que se prega na preleção. É assim que
nos tornamos mais flexíveis e com bom repertório de histórias e
vivência no assunto. No momento da preleção, basta estar com
os melhores sentimentos, um forte desejo de se comunicar com
clareza e se abrir para receber inspirações adequadas àquilo que
os assistidos mais precisam para o estágio que se encontram.

Sem polêmicas: Isto não é possível de se conseguir quando se


aborda o assunto com polêmicas. Quem não consegue receber
inspirações desta maneira, é melhor falar conforme seu plano
prévio com o Evangelho.

Preparar-se: Chegar meia hora antes dos trabalhos se iniciarem e


antes de fazer a preleção, o preletor precisa de 15 minutos para
se preparar como se fosse atuar na câmara de passes e em

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seguida fazer um profunda reflexão sobre a relação entre o tema esclarecer sem jamais polemizar. Falar somente o que uma
e a necessidade dos assistidos. Nestes momentos vêm à mente pessoa qualquer possa entender e praticar, sem muito esforço.
os assuntos estudados e vivenciados, sobre os quais
provavelmente falaremos. Lembrar-se que os assistidos que chegam ao Centro desejam ser
beneficiados, não conhecem Espiritismo e nem sabemos se
Roteiro: pretendem conhecê-lo, é preciso didática e clareza adequadas
para mostrar que desde Kardec, os espíritas continuam
 Avisos e convites para cursos, palestras, etc. procurando confirmação de cada informação e submetem “à luz
 Prece inicial com roteiro de elevação simplificado da razão” os novos conhecimentos. Muito mais importante é
 Apresentação da Preleção Evangélica, cujo tema deve seguir cumprir a finalidade da preleção para serenar e renovar as
uma programação prévia, semestral ou anual esperanças, contar uma boa e simples história, coerente com o
 Vibrações pelos necessitados, também com roteiro tema, a qual sensibilizará e será lembrada pelo assistido, e assim
simplificado valerá por muitas horas de pregação. Falar sobre o que está
 Breves explicações sobre Passes e ou Evangelho no Lar sentindo. Pode-se falar sobre Espiritismo sem criticar qualquer
entidade, religião ou crença. Falar sobre Jesus Cristo, citar o
Início: Comunicar semanalmente um aviso de interesse dos Evangelho como uma recomendação a ser analisada e
assistidos, sobre o funcionamento da casa. O próprio dirigente da experimentada, sem desejar que o sigam cegamente.
Assistência pode recomendar assunto que se faz necessário no
momento. Recomenda-se que os assuntos referente a eventos Vibrações: Em seguida convidamos todos à vibração. Explicar
com objetivos de arrecadação de fundos, festas, etc. sejam serenamente como vibrar sentimentos, que são emitidos e
comunicados fora do ambiente de preleção ( por recepcionistas conduzidos pelo fio de nossas emoções e pensamentos
ou plantonistas ) deixando-se para este momento apenas os genéricos, para ajudar e beneficiar pessoas e / ou lugares.
cursos e palestras que possam trazer ao assistido luz na busca
por algo que procura. Vibração não é pedido, é esforço pessoal, devemos vibrar por
poucos itens: Apenas pela humanidade, por todas as nações,
Com palavras que conduzem à prece, e devem ir envolvendo pelos lares, pelos doentes, pelos irmãos cujos nomes estão
todos os assistidos num crescendo, até permitir-lhes a ligação escritos nos papéis das caixas de vibrações, pelos nossos lares e
com entidades que estão prestando ajuda, avisar que não é por nós mesmos ( neste último caso não é pedir por si próprio,
preciso fechar os olhos, ou descruzar as pernas mas convém mas agradecer a Deus estar sempre disponível para quem deseja
recomendar que fiquem confortáveis nas cadeiras. Começar ajudar com humildade ). As vibrações são encerradas com um
convidando a aproveitarem o ambiente harmonioso para se breve e simples agradecimento a Jesus. Às vezes o Pai Nosso é
aproximarem mais de Jesus Cristo. cabível, se ainda não foi proferido.

Prece inicial: Devemos nos referir somente aos Mentores Encerrando a preleção: Recomenda-se aos assistidos que
individuais, Jesus e Deus, a fim de não se criar mal entendidos, permaneçam serenos aguardando o encaminhamento para o
mistificações e confusões. Consultar o “Vivência do Espiritismo passe, e saímos cuidadosamente em silêncio, nunca tendo
Religioso” sobre este assunto. Quando sentirmos que estamos demorado mais que 20 minutos a contar do momento que
junto de Jesus, o preletor pode orar o Pai Nosso, em voz alta e dissemos a primeira palavra.
pausada, enquanto os assistidos ficam em silêncio. Usa-se o Pai
Nosso conforme a inspiração nos recomendar, para conduzir os Fala-se muito quando não conseguimos sintetizar o assunto,
assistidos inicialmente para um estado de meditação, mas por sendo difícil abordar os pontos essenciais, portanto não
vezes pode-se usá-lo para culminância final das vibrações. conseguiu-se sensibilizar os ouvintes. Se o preletor percebe que
lhe falta emoção para estes 20 minutos fala apenas dez minutos,
Tema: Enunciar o título do dia e o capítulo do Evangelho que se mas indispensavelmente “com o coração na boca”, encerrando
vai abordar. Enfocar um só assunto baseando-se no “Evangelho com o “assim seja” ao invés de ficar em curto-circuito sem fim.
Segundo o Espiritismo”, desde que procurando confortar e
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Breves explicações sobre Evangelho no Lar ou Passes: Para que essa doação possa melhor nos beneficiar é importante
que, durante o passe, nos mantenhamos serenos e confiantes
Evangelho no Lar: Em poucas palavras lembrar que o estudo do como se estivéssemos diante de Jesus, assim os fluidos do passe
Evangelho nos leva à autocrítica e à reforma interior. Aceitar o nos trarão melhores resultados. O passe é o princípio de nossa
Evangelho significa mudar e reformular nossas atitudes e cura, o Evangelho é o grande remédio para nossos males.
conseqüentemente melhorar o relacionamento de todos. A prece
no lar, ou em família renova energias para a vida. A meditação
em grupo aproxima os corações, cria laços de amor e transforma
o desafeto do passado em amigo de ideal. Convém que em casa,
o assistido ore em voz alta mesmo que só, para se aproximar do
Criador e dos necessitados em geral, vibrando pelo lar, pelas
pessoas que lá residem, por seus parentes de relacionamento
familiar, deixando as vibrações específicas para amigos e outros,
para quando estiver no Centro espírita.

Passes: Lembrar que ao entrarmos na Casa Espírita recebemos


um primeiro passe de caráter geral, igual para todos e que é uma
reposição de energias através de fluidos calmantes que nos
ajudam a nos equilibrar e harmonizar com o ambiente. Somos
convidados a nos sentar, deste ou daquele lado para facilitar o
encaminhamento de acordo com o passe que iremos receber na
câmara. Temos alguns minutos com música e luz suaves que
podemos utilizar para nós mesmo, meditando, ou lendo longe da
correria habitual. Após ouvirmos a preleção que é sempre
baseada em ensinamentos de Jesus, que nos ajudar a entender
melhor a nós mesmos somos encaminhados à câmara. Para
aqueles que vem pela primeira vez ao Centro explicar que trata-
se da Assistência Espiritual onde um a um seremos
encaminhados para o passe, que é transmitido por irmãos que
procuram doar fluidos curativos e calmantes, tudo com a maior
harmonia e silêncio, com profundo respeito sem qualquer tipo de
ritual. O importante é que, aquele que vai receber o passe ofereça
a sua fé e confiança em Deus, para que possa melhor receber os
benefícios. Esse bem-estar pode ser prolongado e durar muito
tempo, se dermos também a nossa colaboração mantendo-nos
calmos, lendo o Evangelho e meditando sobre os ensinamentos
de Jesus. Depois do passe podemos nos retirar, meditando sobre
a paz e a harmonia que sentimos nesse instante.

O passe que vamos receber é uma soma de vibrações que nos


será transmitida do alto, por um conjunto de colaboradores.

Vamos assim receber os benefícios de uma corrente de luz e


harmonia. O passe é uma doação de paz, transmitida por uma
corrente de cooperadores que trabalham em nome de Jesus.

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50 PRELEÇÃO EVANGÉLICA – TÉCNICAS Evitar falar em limpeza, preparação, miasmas e outros termos
específicos do Espiritismo, mas se necessário explicar antes e
N O bom preletor prepara-se adequadamente, fazendo antecipada e toda a vez.
Í profunda reflexão sobre o tema, articulando-o com a sua própria
V vida. Não usar a preleção para dissertar sobre conhecimentos
E doutrinários, lembrar-se do primeiro dia que sentou-se na cadeira
L Cria empatia com os assistidos, falando muito mais com o de um salão de preleções e o que estava esperando ouvir
coração que com a razão, transmitindo emoção e despertando daquela pessoa lá na frente.
I sentimentos elevados.
N Não movimentar-se em demasia e jamais adentrar à assistência,
T Preleção não é discurso, é bate-papo amoroso. O preletor não dando as costas para quem está mais à frente.
E acusa nada e ninguém e só tem gestos e palavras de acolhida
R fraterna para nossa casa. Ser natural na postura, usar gestos sem exageros e abusar das
M expressões faciais verdadeiras.
E Inclui-se entre os beneficiados da Assistência Espiritual, usando
D sempre a palavra “nós” ao invés de vocês. Não levar “cola”, “lembrete” ou ler a história em livros. Preparar a
I preleção com muita antecedência, chegar cedo e elevar o
Á Tem voz modulada em média tonalidade e timbre, para ser bem coração à equipe espiritual. Ficar alguns momentos dentro da
R ouvida com serenidade por todos os assistidos, durante a sala de preleções equalizando suas vibrações com a da
I exposição não grita nem fala baixo demais. assistência.
O
Informa intelectualmente com o coração as palavras, que são Treinamento: fazer a preleção para um auditório imaginário, não
sempre coerentes e lógicas. Com português preciso e simples para decorar, mas para fixar os pontos essenciais.
para qualquer cidadão entender. Durante a exposição fala alto,
com bom volume, sem gritar, com tonalidade e timbre de voz Ter consciência de que no início deve ter dificuldades naturais.
serena, para alçar o ouvido e coração de todos. Deve transmitir
emoção e motivar sentimentos. Fazer frases com a palavras “nós” Ler muito, metodicamente e ampliar o vocabulário.
desde que signifique sinceramente que eu mesmo estou entre os
assistidos, isto tem que ser absolutamente verdadeiro. Se falar Não expor um assunto que não conheça e ouvir as críticas dos
com o coração, o preletor cria empatia com os assistidos, não é colegas como fator de aprendizado.
uma informação intelectual, é um gesto de acolhida fraterna em
nossa casa. Palavras e frases raras atrapalham este processo Expor o pensamento de forma clara, sem dúvidas.
amoroso.
Não faltar aos compromissos assumidos.
Evitar falar sobre “Mestre”, “Divino Rabi” e similares, nem falar de
“matéria” ao invés de corpo, evitar falar sobre “mãe espiritual” Não usar a preleção para discorrer sobre problemas do Centro ou
para denominar Maria, e outros para que todos entendam na do Movimento espírita.
simplicidade o que estamos a transmitir.
QUERER SER ENTENDIDO E NÃO ADMIRADO
Não convém falar sobre pessoa só conhecida no meio espírita,
neste caso explicar quem é e o que fez, não se preocupando com Durante a exposição:
o nome. Evitar falar sobre “planeta de expiações” ao invés de
planeta terra, mas explicar como e porque é planeta de expiação.  Evitar individualizações ( senhor presidente, senhor diretor,
etc. ).
 Não comentar sobre suas próprias limitações e deficiências.

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 Não auto-biografar-se, omitir toda e qualquer experiência 51 PRELEÇÃO EVANGÉLICA – ASPECTOS ESPIRITUAIS E
pessoal, evitando o individualismo próprio. PSICOLÓGICOS
 Calar referências nominais ( elogios levam à vaidade ). P
 Evitar referências a dinheiro ou à política. R  Ter consciência de que o público deseja ouvir uma boa
 Não criticar instituições religiosas, pessoas e seus O mensagem.
empreendimentos. G  O preletor passa a ser a figura principal pela função que
 Não aludir sobre auditórios maiores ou menores. R exerce naquele momento, portanto aceitar esta condição e
 Apresentar-se trajado adequadamente. A situar-se no ambiente.
 Usar jóias de forma moderada. M  Aceitar a atenção geral com naturalidade, atitudes refratárias
A ou hostis do público ( percebe-se pelas expressões faciais
 Ser pontual.
 Ter conduta evangélica. dos assistidos ) correspondem a atitudes de petulância,
D arrogância, ostentação, etc.
 Evitar comparações negativas.
 Não fugir ao tema.
E  “Conquistar” ( ganhar confiança ) sendo fraterno, vibrar
bondade, ser simples e atencioso.
 Toda citação deve ser feita com exatidão ( livro e nome do A
autor ).  Ser modesto mas não tímido.
P  Manter-se em sintonia com planos elevados ( por
 Vigiar os nés, tás, etc. E pensamentos e vibrações ).
R  “Medir” a vibração do local e tratá-la interiormente com o
F coração aberto.
E
 Saber que o “frio” na barriga é normal e que é controlável
I
naturalmente após o início da preleção.
Ç
 Procurar iniciar os trabalhos com assistências menores, ao
O
adquirir confiança partir para platéias maiores.
A
M
E
N
T
O

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52 EXERCÍCIOS PRÁTICOS DE PRELEÇÕES 53 PREPARAÇÃO E ELEVAÇÃO ESPIRITUAL SIMPLIFICADA

N Pode-se utilizar parte das aulas para permitir a apresentação N Normalmente utilizada em Preleções Evangélicas:
Í integral de uma Preleção Evangélica. Esta tarefa permite ao novo Í
V expositor ter noção de todo o processo de preparação de uma V  Prece inicial de forma simples.
E preleção, partindo do tema, passando pela pesquisa das E  Não envolver nomes de entidades espirituais.
L literaturas indicadas, etc. L  Citar apenas: Mentores individuais, Jesus e Deus.
 Não criar mal-entendidos, mistificações e confusões.
A Deve ser aplicado ainda no decorrer do Curso de Expositores e A  Pai-Nosso.
V próximo ao término deste, onde as técnicas já estão absorvidas e V
A a inibição já foi vencida. O próprio ambiente de amizade A
N contribuirá para que a apresentação se faça sem perigo de N
Ç melindres, já que todos estão em mesmo estágio de aprendizado Ç
A e exercício. A
D D
O Deve-se criar o clima de uma Assistência Espiritual, com a classe O
em formação de “escola clássica”, ou seja, com cadeiras em
fileiras, e os participantes do Curso devem ser os “assistidos”.

Ao término da preleção devemos realçar os pontos importantes


não abordados e comentar sobre os pontos bem aplicados.
Fazermos uma pequena vivência entre os participantes, de modo
a pontuarmos os detalhes positivos e onde e como melhorar os
pontos fracos.

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54 ENCERRAMENTO E VIBRAÇÕES SIMPLIFICADAS 55 VIDA PLENA

N  Recolhimento. N Todo homem, em sua caminhada, delineia um estado ideal que


Í  Vibrações por: Humanidade, todas as nações, pelos lares, Í varia de pessoa para pessoa, para o qual se dirige, envidando
V pelos doentes, pelos irmãos cujos nomes estão na caixinha V todos os esforços. Atingir o estado ideal seria, segundo pensam,
E de vibrações, pelos nossos lares, por nós mesmos. E ingressar na plenitude da vida.
L  Agradecimento a Jesus e a Deus. L
Tomemos o exemplo de um caminheiro que ao encetar a sua
A I marcha, define um ponto de chegada, até onde sua vista alcança,
V N analisa a paisagem e, ao divisar ao longe uma elevação define o
A T cume da montanha como o ponto a ser alcançado, munido de
N E bom ânimo e determinação caminha disposto a vencer todos os
Ç R obstáculos.
A M
D E Aos poucos, evoluindo em sua marcha, começa a entender, ao se
O D aproximar do alvo, que o estado ideal não é estático, pois, uma
I vez alcançado transforma-se em real, ou seja, ao chegar ao cume
Á da montanha conquistou uma posição real e, maravilhado pela
R paisagem que se descortina em sua frente, define um novo ponto
I de chegada que muito em breve, ao ser alcançado, será
O igualmente transformado em novo ponto de partida.

Em certos momentos, no intervalo reservado ao descanso, passa


a refletir que se o seu ideal jamais poderá ser alcançado, onde
ele encontrará a vida em toda a sua grandeza e plenitude ?

A resposta vem dele mesmo: Vida plena é caminhar e não


alcançar. Em outras palavras poderemos entender que a vida
plena é um processo e não um estado.

Embora seja necessário que tenhamos um ideal e que não o


percamos de vista, vamos aprendendo que a grandeza da vida
não se encontra num ponto definido, mas sim, no fato de
estarmos caminhando em sua direção.

Vida plena é uma rota ascensional onde nos extremos


identificamos, de um lado a animalidade e no oposto a
espiritualidade, ou o homem animal ( defensivo ) e o homem
espiritual ( aberto a experiências ).

Caminhar pela rota ascensional é um processo de gratificações


intensas, no qual nos afastamos do estado defensivo e nos
aproximamos da condição de abertura.

Com isso, somos convidados a uma importante renovação de


conceitos, bem contrariamente ao que pensávamos, não é aquele

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que alcançou um elevado estado na rota ascensional, mas aquele fundo deveria ser mais azulado e não tão vermelho como está
que está caminhando. Logo, todos podem ser bons, aparentando.
independentemente do ponto em que nos encontramos no
percurso. Mais vale o habitante das trevas que se esforça por Tão defensivos somos que diante da dúvida ou do desconhecido,
crescer do que o arcanjo que, satisfeito com sua posição elevada, via de regra, optamos pela rejeição.
estaciona.
À medida que o processo se desenvolve em nossa rota
Entende-se o estado defensivo, no qual no identificamos, em tudo ascensional, nos distanciamos do estado defensivo e nos
e em todos, ameaças, como vestígio de animalidade que, de aproximamos da condição de abertura às experiências.
acordo com a teoria da evolução da espécie, teríamos herdado de
nossos ancestrais ( dos quais fazemos parte na história espiritual Uma pessoa aberta às experiências reconhece que os fatos são
). sempre amigos, sem exceção, pois expressam a realidade e a
Dispensável são comentários sobre o comportamento defensivo realidade, por sua vez, desprovida de ilusões, é sempre
do animal como benéfico e para sua sobrevivência, entretanto há enriquecedora.
cerca de 160.000 anos surgiu o homem no cenário terrestre,
tendo dentro de si, ao lado do instinto, a razão. “E os fatos negativos ?” São também “amigos”? Na verdade não
existem fatos negativos, todos são positivos, pois nos ensinam,
Com razão aprendeu a discernir e passou a assumir embora possam às vezes parecer desagradáveis. Consideremos
responsabilidade pelos seus atos. que em termos de crescimento interior o fracasso é mais valioso
do que o sucesso, pois nos obriga a revisões, reestudos,
Paremos um pouco para pensar e ponderemos: Quão instintivo ( correções, traduzindo-se em verdadeiro aprendizado, coisa que
defensivo ) é ainda o homem moderno, e chegaremos à nem sempre o sucesso nos proporciona. Conclusão: Os
conclusão que a experiência da razão ainda é muito nova, fracassos não existem !
deixando-se o homem muitas vezes se conduzir por ações
puramente instintivas. É o homem animal que ainda não Reconhecendo os fatos como amigos e o valor da experiência,
aprendeu a viver com todos os privilégios que a natureza lhe saímos às ruas, para a vida, de “peito aberto”, sem temores,
outorgou. desprezando paulatinamente os mecanismos de rejeição
inconsciente que tão caro nos custam ao equilíbrio interior.
Rotineiramente saímos às ruas protegidos por um escudo
invisível tão espesso, tão reforçado, que chega, assim como Sem manipularmos ou distorcermos os fatos para encaixá-los no
acontecia aos cavaleiros medievais, a dificultar a locomoção e a esquema de padrões preconcebidos, aceitando a vida como é,
obliterar a visão. Tão “protegidos” estamos que mal conseguimos deixando-nos conduzir pelo seu curso natural que
ver a beleza que há no sol, nas flores, nos pássaros e também harmoniosamente flui. Tal como o aficcionado à canoagem, ao
nas pessoas. ser lançado nas águas impetuosas do rio, o remador não tenta
modificar seu curso, nem tampouco remar contra a correnteza.
Aceitamos os fatos com reservas, segundo um critério seletivo, Deixa-se levar, apreciando a natureza com todas as suas cores,
admitindo somente aqueles que se identificam com nossos concentrando seus esforços para mudar o que pode ser mudado.
padrões e os demais são rechaçados consciente ou
inconscientemente. E por assim fazermos perdemos a Deixando a vida fluir, aceitando os fatos sempre como
oportunidade de viver a vida em toda a sua riqueza e plenitude. E experiências enriquecedoras, passaremos a viver a vida em toda
então saímos por aí falando em dia bonito e em dia feio, como se a sua plenitude. Desarmados de defesas, identificamos a beleza
realmente existissem dias feios. que existe nas pessoas, as quais passaremos a olhar livremente
de rótulos ou generalizações, mas como seres diferenciados.
A pior situação é a daquele indivíduo que em profunda defesa
não aceita a realidade como ela é, chegando a pretender altera- O exercício intitulado “Vida Plena” consiste em uma reunião de
la. É o caso do indivíduo que ao observar o pôr-do-sol acha que o grupo em clima totalmente descontraído, onde alguém inicia o

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exercício espontaneamente tecendo comentário sobre 56 PRECONCEITO


comportamentos defensivos e os outros à medida que se sentem
estimulados dão a sua participação. O crescimento embora nos N Cada um de nós tem uma vida e uma realidade mental,
minutos iniciais seja lento, quase sem ação, basta o “pontapé Í experiencial. Não podemos dizer que exista uma realidade única
inicial” para que a evolução se processe muito rapidamente, V e absoluta para todas as pessoas. As reações diante dos fatos
assemelhando-se em certos casos a uma explosão de E acontecem segundo a percepção de realidade de cada um, e
reformulações e conquistas. L essa percepção é para o indivíduo a própria realidade. A
realidade é o mundo particular das percepções de cada ser
USAR AS EXPERIÊNCIAS DE CADA DIA VIVIDO, DE CADA A individualizado embora dentro de uma ótica social a realidade
EXPOSIÇÃO, PARA ENGRANDECIMENTO DA TAREFA DO V consiste de percepções que são comuns a vários indivíduos.
EXPOSITOR. A
N A conduta do indivíduo é uma reação ao campo das experiências
Ç como este é aprendido, mas há duas maneiras de viver-se as
A experiências.
D
O Conceito: De forma consciente, livre, não alterada pela
necessidade ou pelo desejo de se defender, ou seja, estaremos
vivendo a situação bem próxima de sua realidade, livre de idéias
ou atitudes defensivas, partindo de um fato vivenciado,
forteleceremos a nossa parte interior de conceitos e valores.

Preconceito: As experiências não vividas, que poderíamos


denominar pseudo-experiências ou introjeções, geram
preconceitos. Estas tem origem em um comportamento
nitidamente defensivo, as generalizações. A título de nos
defendermos, rotulamos as pessoas ou fatos, pois negamo-nos a
discutir em um todo as coisas boas que cada um,
individualmente, tem a dar.

As introjeções tem origem, via de regra, nos campos da educação


formal, educação escolar, educação no lar, herança social,
convivência, propaganda, literatura, opiniões, interpretações,
formalidades, etc.

Outro tipo de preconceito, muito mais pessoal e ao qual somos


resistentes e defensivos são os preconceitos que criamos
conosco mesmos. Não podemos mais nos acomodar dizendo que
não conseguimos modificar esse ou aquele aspecto da nossa
conduta, visto que sempre haverá condições de transformar seus
preconceitos em conceitos.

A capacidade de julgar, entendida como de discernir é uma


conquista do ser humano. O preceito evangélico nos adverte do
perigo de, numa manifestação precipitada a partir de nossa
sempre insuficiente escala de valores. Assim é sempre uma
avaliação mutável e parcial pois bloqueamos o nosso auto-

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conhecimento através dos mecanismos de defesas. Vale a pena 57 ALIANÇA ESPÍRITA EVANGÉLICA – CONCEITO
analisar também as críticas de outros a nosso respeito, pois nos
vêem em outro ângulo e contribuem muito para nosso auto- P A Aliança é um ideal de vivência espírita consubstanciado em um
conhecimento. R programa de trabalho e fraternização.
O
A ciência e a religião, abarrotadas de dogmas e preconceitos tem G Não é uma nova sociedade espírita nem representa divisão ou
somente realizado separação em vez de união, guerra em vez de R competição em relação a quaisquer instituições ou sistemas, mas
paz, descrença em vez de fé. O espírito se perturba concentrando A sim uma realização simples, honesta e positiva de fraternização
na esfera das coisas físicas todas as suas preocupações. O que M integrada para se efetivar o ideal de vivência evangélica na
se faz mister é compreender a necessidade da tarefa de A comunidade dos adeptos, com desprendimento e humildade
espiritualização, trabalhando o edifício sublime do progresso cristãos. Estas são as bases que assegurarão sua sobrevivência
comum. Operemos na difusão da verdade, quebrando a cadeia D e crescimento.
férrea dos formalismos impostos pelas pseudo-autoridades da E
cátedra ou do altar, amando a vida terrena com intensidade e Tem como finalidades tornar efetivo o ideal de vivência do
devotamento. A Espiritismo Religioso na comunidade de seus adeptos.
P
Não julgar é não criar preconceitos, Jesus exemplificou em toda E Difundir pelos meios que julgar conveniente o Espiritismo
sua vida pública sobre esse assunto, vencendo os preconceitos R Religioso, como revivescência, na atualidade, do Cristianismo
sociais, de costumes, intelectuais, morais, regionais, sexuais, F Primitivo, agremiando em torno dessa finalidade instituições
raciais, etc. Nunca cometeu falta de respeito de rotular, via em E espíritas que comunguem os mesmos ideais.
cada um seu irmão, filho do mesmo Pai, colocando os interesses I
coletivos acima dos interesses pessoais. Ç Propugnar pela criação e funcionamentos nos Grupos Integrados,
O de Escolas de Aprendizes do Evangelho, de Cursos de Médiuns e
Devemos receber cada um dos alunos como verdadeiros A de Assistência Espiritual nos termos estabelecidos na década de
companheiros de jornada e de crescimento, visto que a reforma M 1940 pelo Plano Espiritual Superior, em caráter gratuito, aberto e
íntima é eterna. E livre de quaisquer restrições ou discriminações, inclusive
N religiosas.
O preconceito na aula gera ineficiência e descrédito nos objetivos T
precípuos da Doutrina. O Estimular a aplicação dos programas de Mocidade Espírita e de
Evangelização Infantil nos seus Grupos Integrados.
NÃO HÁ ESPAÇO PARA PRECONCEITOS NA VIDA DO
EXPOSITOR. As atividades da Aliança Espírita Evangélica desenvolvidas por
seus Grupos Integrados são Caravanas de Evangelização e
Vivenciar é exemplificar o que se fala. Auxílio, Curso Básico de Espiritismo ( Kardec e obras básicas ),
Obras Assistenciais, Formação e Aperfeiçoamento de
Expositores, Cursos para Evangelizadores da Infância,
Reciclagens, Multiplicação de Centros Espíritas e outros.

Visa formar trabalhadores espiritualizados, libertos da cegueira e


do fanatismo científico ou religioso, aptos a difundir em espírito e
verdade, os esclarecimentos herdados e a orientação espiritual
redentora dos que habitam esse predestinado País.

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58 CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO – CONCEITO 59 ESCOLA DE APRENDIZES DO EVANGELHO – CONCEITO

N É um curso informativo sobre Doutrina espírita. Seu programa é N É um programa organizado para proporcionar as vivências do
Í rápido e de natureza simples e objetiva, buscando uniformizar Í Cristianismo como proposta essencial de aperfeiçoamento moral
V conceitos em relação ao espiritismo V da humanidade através da Reforma Íntima do ser. Busca a
E E renovação do homem em seus sentimentos, pensamentos e
L Tem a finalidade de informar aos alunos sobre o histórico e os L atitudes, proporcionando-lhes experiências de verdadeiro auto-
princípios básicos do Espiritismo. Preparar os alunos para o conhecimento e despertamento de seus ideais divinos.
A ingresso nas Escolas de Aprendizes do Evangelho. I
V N Não se trata de um curso como habitualmente se entende a partir
A Estrutura-se em reuniões semanais, abertas ao público, com T da palavra “escola”, mas sim de um processo de Iniciação
N duração de 90 minutos com a seguinte sugestão de divisão de E Espiritual baseado no Evangelho de Jesus, entendido como a
Ç tempo: R forma mais pura de vivenciar a proposta religiosa do Espiritismo
A M para o bem da humanidade. As EAE’s preparam e purificam os
D 10 min. = Preparação e prece de abertura. E espíritos para o ingresso em vidas mais perfeitas, na comunhão
O 10 min. = Comentários, apresentações, breves reflexões sobre D de todos os dias com Deus, despertando a consciência interna
conduta cristã. I para que vibre em sintonia com os planos espirituais mais
50 a 60 minutos = Exposição da aula Á elevados. Não é um curso comum de preparação teórica, mas a
10 min. = Vibrações e prece de encerramento R oportunidade que o aprendiz tem para adestrar suas forças, sem
I temor e represálias, terçar armas contra si mesmo, isto é, contra
O todas as suas imperfeições: Maus pensamentos, más palavras e
más ações, e provar a si próprio que está combatendo por
decisão própria sem engodos ou forçamentos, visando seu
próprio engrandecimento espiritual.

As reuniões de uma turma de EAE são encontros semanais de 90


minutos. As atividades podem ser divididas genericamente como
segue:

10 minutos = Preparação do ambiente, constituída de sintonia


progressiva com esferas espirituais superiores, culminando com a
prece do Pai Nosso e na Prece dos Aprendizes.
10 minutos = Leitura de temas pelos aprendizes, comunicação de
novos temas.
10 minutos = Avisos gerais, nomes para vibrações, comentários
sobre o bem.
45 minutos = Exposição da aula por expositor previamente
escalado de acordo com o programa da EAE.
15 minutos = Comentários finais, vibrações coletivas, intercâmbio
mediúnico ( em datas preestabelecidas ), prece de agradecimento
e encerramento.

Normalmente a disposição da sala para acomodação dos alunos


deve facilitar a formação de círculo, possibilitando todos os
participantes serem vistos e ouvidos uns pelos outros com

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facilidade, respeitados os limites das condições físicas das sedes 60 PRECE DOS APRENDIZES DO EVANGELHO
dos Centros Espíritas.
P Ao início das aulas das Escolas de Aprendizes do Evangelho
R temos após a elevação espiritual e Pai Nosso, o entoar da Prece
O dos Aprendizes.
G
R É muito comum termos, em razão da orientação dos dirigentes de
A turmas, maneiras diferentes ou erradas de entoar a canção
M original.
A
Recomendamos consulta ao livro ‘Vivência do Espiritismo
D Religioso” sobre o assunto ( inclusive os conceitos de prece
E cantada ) e observar a forma correta de entoar a prece como no
CD “Pai Celeste” - faixa 16 ( Prece dos Aprendizes – forma
A tradicional ).
P
E Mas o mais desagradável é uma turma entoando corretamente a
R Prece enquanto o expositor, que teoricamente vem ali para
F orientar a classe no tema daquele dia, entoar de forma errada ou
E com “esses” a mais.
I
Ç Os pontos mais delicados da Prece são as frases referente a
O Deus, onde substitui-se o “TEU” por “SEU”, também temos o
A ponto “DÁ-NOS” ao invés do tradicional “DAÍ-NOS” que profere-
M se. Mas o mais grave é o termo “FORÇA” substituído quase que
E automaticamente por “FORÇAS”.
N
T As frases corretas são:
O
“Para o TEU reino atingir.”
“DÁ-NOS Pai, a luz que aclara”.
“DÁ-NOS FORÇA para sermos”.
“Os arautos do TEU amor”.

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61 O BOM SERVIDOR 62 O PROGRAMA DA ESCOLA DE APRENDIZES

P Algumas turmas de Escola de Aprendizes costumam entoar ao P É de vital importância o expositor saber se situar nas fases da
R término das aulas, à partir do segundo ano, o lema do Bom R Escola de Aprendizes do Evangelho. Grande parte das
O Servidor, constante no livro “Vivência do Espiritismo Religioso” à O “frustrações” das aulas é que as mesmas não foram adequadas
G página 106. G ao momento vivenciado na escola.
R R
A É importante ao expositor saber letra de tal canção, pois pode ser A Falar profundamente sobre atitudes defensivas e processos de
M surpreendido em uma aula caso não saiba do que se trata. M abertura no início da escola é desperdiçar energia, já que neste
A A momento os alunos ainda estão chegando à Escola, movidos pela
Por fim, além de decorar a letra da música é necessário parar curiosidade, encaminhados pelo plantão, ou porque ouviram falar
D para refletir sobre seu conteúdo, um compromisso de trabalho D que é bom.
E junto ao Cristo, onde nos colocamos como verdadeiros soldados E
da mensagem do amor. Igualmente é gastar energia ao ensinar a fazer o Evangelho no
A A Lar ao término do terceiro ano ( aula Recursos do Cristão por
P P exemplo ) pois a esta altura todos os alunos já sabem fazê-lo,
E E basta esclarecer e fixar os benefícios do mesmo.
R R
F F As aulas tem significações paralelas com os momentos da Escola
E E ( vibrações coletivas, implantação de caderneta, testes,
I I caravanas, exames espirituais, etc. ), devemos aproveitar as
Ç Ç aulas para afirmarmos as ferramentas e colaborarmos com o
O O processo de auto-descoberta e melhoria pessoal.
A A
M M No início da Escola as pessoas estão fechadas e não propensas
E E à mudança, pelo menos no sentido que se entende por processo
N N de abertura imediata, os comportamentos são defensivos e os
T T significados giram em torno da curiosidade e da descoberta.
O O
Quando passamos a estudar a vida de Jesus ( O Redentor ) o
aluno descobre coisas que nunca tinha parado para pensar, é a
quebra de paradigmas e isso permite ao mesmo iniciar um
processo de abertura, pois percebe que coisas tão cristalizadas
dentro de si podem ser analisadas à luz da razão.

Durante o segundo ano da Escola temos as maiores diferenças


entre os alunos, alguns mais próximos do início do processo de
abertura, receosos de dedicar-se ao próximo, outros empolgados
pelas oportunidades de trabalho e aceitando a abertura como
algo bom, mas muitos conflitos ainda persistem. Muitas dúvidas
são geradas, ele está fazendo Curso de Médiuns, Caravanas,
trabalhando na EI, na AE, ou seja, muitas atividades que chegam
a ser sufocantes, mas tudo feito com amor e dedicação.

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No terceiro ano já há um processo bastante amplo de abertura, é 63 ESCLARECIMENTOS SOBRE O PLANO DA EAE
muito mais fácil falar de si, de seus problemas e suas conquistas,
desperta-se para a tarefa Cristã. O Discipulado pode parecer algo P Qual é o principal objetivo do expositor ? A reforma Íntima do
inatingível, há a crítica e as inquietações. Aparecem as lideranças R Aprendiz.
permanentes, os que estão assumindo tarefas complexas no O
âmbito da casa espírita. O desejo de abertura de uma nova casa, G Mesmo não sendo completo, nem limitador ou conclusivo, espera-
a ansiedade para tal choca-se com o receio, a responsabilidade. R se que o expositor enriquecido com recursos, faça sua aula se
É momento de orientar e não de querer dar sermão. A voltar mais para a Reforma Íntima dos Aprendizes. Isto deverá
M tornar mais fácil o apoio dos dirigentes espirituais do curso,
A inspirando o expositor no momento da aula por que, conhecendo
com mais clareza os objetivos, seu esforço será mais
D harmonioso. É claro que antes de tudo, cabe ao expositor mostrar
E constantemente seu entusiasmo pela reforma íntima permanente
e pelos resultados das aulas.
A
P 1. O Aprendiz precisa compreender sua vida e ter vontade de
E modificá-la de maneira a ter convivência mais amorosa com
R as pessoa – O assunto que está programado para a aula é
F escolhido para transformar o dia-a-dia dele e para isto,
E convém que durante a aula, ele assuma consigo mesmo uma
I nova postura de perdão e amor frente a vida e aos que o
Ç rodeiam. Este propósito precisa ser bem claro e se tornar
A uma verdadeira bússola do expositor e do dirigente, tópico a
M tópico, grau por grau; ao perceber isto com clareza durante a
E aula, será mais fácil ao aluno, ouvir sua consciência e
N exercer seu direito de praticar, ou não, aquilo que o expositor
T aborda; é isto que o Aprendiz precisa encontrar na aula e até
O declarar no exercício de Vida Plena, que estamos passando
a fazer em tantas aulas.

2. O Conteúdo da aula precisa ser o que está na apostila – A


apostila é a essência da Escola a qual está sendo observada
e aperfeiçoada desde que o Comandante a iniciou, e o
expositor não pode divagar, pois geralmente o tempo de aula
é pouco para o conteúdo da apostila. Ao ministrar a aula o
expositor pode se guiar por um resumo de tópicos da
apostila. Para isto, o primeiro passo pode ser o repetir
resumos da apostila e a cada vez, resumir mais, preservando
a clareza e os detalhes para ele mesmo. O expositor precisa
voltar seus esforços para que a aula desperte no Aprendiz a
vontade de comparar sua vida com a apostila.

3. O método precisa se adequar ao Aprendiz – Para se adequar


a aula ao Aprendiz, é melhor ir conversando e o expositor vai
fazendo perguntas que vão levantando dúvidas que levam o

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Aprendiz a se rever, compreender melhor o assunto e então


se reformular. Os tópicos resumem a apostila na seqüência Aprendiz para que os pratique no dia-a-dia. Para não se
que previamente julgamos ser a cadeia de idéias para perder gastando tempo precioso em assuntos
desenvolver a aula. Inicialmente o expositor pergunta, para desnecessários o expositor precisa saber com clareza qual o
que o Aprendiz fale como entende, ou até onde já entendeu o objetivo da aula, aonde chegar; por sua vez, o curso precisa
assunto, para que o expositor possa centrar suas explicações de uma cadeia natural de aprendizagem formada pela
na mudança que vai se processar no Aprendiz. Os presentes seqüência dos objetivos das aulas, os quais levam aos
precisam rever sua percepção sobre o assunto e irem se objetivos intermediários da Escola ( concluído em cada grau
pronunciando e reorganizando esses novos conhecimentos; ), os quais levam aos objetivos gerais da Escola. Esta cadeia
então centramos a aula na maioria dos Aprendizes que se natural para a aprendizagem do Cristianismo tem assuntos
pronunciarem. Desta maneira, não dá para usar a seqüência que despertam o interesse do Aprendiz devido à felicidade
dos tópicos que organizamos previamente, ou seja, vamos que sentimos ao adotá-los; às vezes temos certeza que o
abordar os mesmos tópicos que organizamos, mas na plano espiritual usou-a para apoiar o Comandante nos
seqüência que eles mesmos requisitarem para nós os momentos de inspiração que o levaram à EAE.
esclarecermos. Cada turma é diferente e por isto, a cada aula
é preciso rever tudo, para nos aprontarmos para as 6. Ao especificarmos com clareza os objetivos das aulas,
inspirações do plano superior, que esperamos vir a ter na dirigentes e expositores podem conduzir seu esforço para
aula. que os Aprendizes, passo a passo processem a mudança
que se faz necessária em sua vida, o que conseqüentemente
4. As referências bibliográficas são como uma prateleira de pode elevar o número de Aprendizes que passarão a
informações para fundamentar as inspirações; podem servir discípulos nos próximos anos. Vamos perceber que muitas
para se argumentar, esclarecer e facilitar a compreensão da vezes algum objetivo da aula se repete na aula posterior, o
apostila. São os Aprendizes que determinam por onde vamos que vem a reforçá-lo, como sempre o faremos em nossa
conduzir os tópicos e lançamos mão de nossa cultura vida.
fundamentada nas referências bibliográficas para enriquecer
as explicações que eles necessitam; uma explicação
centrada no caminho que o Aprendiz necessita seguir para
aprender. Para explicar centrando no Aprendiz, precisamos
de bagagem de conhecimentos que dão origem às
explicações, ou que dão lógica e coerência àquilo que
defendemos como certo ( pelo menos por enquanto ). Além
da apostila o expositor precisa conhecer a Doutrina o
suficiente para repassar ao Aprendiz os conceitos que
construiu em si para ser espírita e assim sendo, só podem
entrar na aula as referências que lembramos como
inspiração. Assim, convém usar somente as referências
esclarecedoras das dúvidas que os Aprendizes manifestarem
e por isto, não podem ser parte dos tópicos previamente
estabelecidos ( falta de tempo ). Por isto, eles têm a
obrigação de ler a apostila antes e o expositor tem a
obrigação de conhecer muitas referências bibliográficas e só
usar as indispensáveis.

5. Objetivos precisam ser especificados com clareza – O


assunto da aula não pode se perder na transmissão de
conhecimentos intelectuais, mas tem que envolver o

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64 EXERCÍCIOS PRÁTICOS DE EAE ( PROVA DE FOGO ) 65 APADRINHAMENTO ( ACOMPANHAMENTO )

N Pode-se utilizar parte das aulas para permitir a apresentação P Para que os alunos possam ter uma base segura e noções da
Í integral de uma aula da Escola de Aprendizes do Evangelho. Esta R tarefa adiante a ser assumida pode-se sugerir um plano de apoio
V tarefa permite ao novo expositor ter noção de todo o processo de O chamado de apadrinhamento.
E preparação de uma aula, partindo dos objetivos, passando pela G
L pesquisa das literaturas indicadas, recursos audiovisuais, etc. R Consiste em deixar este recém-formado sob os cuidados de um
A expositor mais antigo e experiente durante um determinado
A Deve ser aplicado no ambiente ainda do Curso de Expositores e M tempo.
V próximo ao término deste, onde as técnicas já estão absorvidas e A
A a inibição já foi vencida. O próprio ambiente de amizade O recém-formado acompanhará o antigo em suas aulas e
N contribuirá para que a apresentação se faça sem perigo de D preleções, participando inclusive da preparação do tema e aos
Ç melindres, já que todos estão em mesmo estágio de aprendizado E poucos ir tomando participação das exposições.
A e exercício.
D A Nas preleções o recém-formado também pode acompanhar o
O Deve-se “escalar” um dirigente, simulando uma aula real de EAE, P mais experiente, participando da preparação, recados, vibrações.
no exato momento em que o mesmo “passa” a aula para o E
expositor, envolvendo-o com carinho e amor. Na “classe” R Quando for sentindo maior segurança em si deverá “ir se
podemos ter os alunos mais variados ( perguntador, tímido, sabe- F soltando” e buscando assumir sozinho seus compromissos.
tudo, do contra, etc. ) e criar-se as situações mais diversas que E
poderia acontecer em uma sala de aula. I A pessoa responsável pelo intercâmbio de aulas da Regional
Ç deverá motivar, esclarecer e fazer os controles necessários para
Caso tenhamos possibilidade é indicado o acompanhamento de O que o apadrinhamento dê certo. É necessário envolver e
um “especialista” daquela aula ( expositor que conheça A comprometer aos dirigentes de casas e diretores de estudo, mas
profundamente a matéria ministrada ) para que ao término desta M acima de tudo comprometer os expositores mais antigos, que
ele possa realçar os pontos importantes não abordados e E podem ter uma certa resistência em estar sendo acompanhados.
comentar sobre os pontos bem aplicados. N
T A colaboração deve ser solidária, e é conquistada com grande
Ao término dos 45 minutos faz-se uma pequena Vivência entre os O poder de confraternização através de Encontros, reuniões e
participantes, de modo a pontuarmos os detalhes positivos e onde reciclagens de expositores e Dirigentes de Escolas.
e como melhorar os pontos fracos.

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66 ESTÁGIO COM EXPOSITORES ESPECIALIZADOS 67 SESSÃO DOUTRINÁRIA – CONCEITO

N Após a conclusão do Curso, verificações espirituais e orientações N Ë continuidade do tratamento, onde os passes são substituídos
Í gerais é hora de “colocarmos a mão na massa”. São naturais o Í pelo esclarecimento evangélico, é a forma de implementar a
V receio, nervosismo e relutância dos novos expositores para iniciar V transição de processo de tratamento espiritual e as oportunidades
E as tarefas. E de esclarecimento através dos cursos proporcionados pelo Centro
L L Espírita.
Com algumas exceções todos podem e devem observar muito as
A aulas de outros companheiros mais experientes, assistirem A São excelentes instrumentos para motivar seus freqüentadores a
V muitas preleções e com certeza, após o Curso a forma de assistir V interessarem-se pela Doutrina aplicada a seu cotidiano, bem
A às apresentações será mais crítica. Isso servirá para reforçar A como inscreverem-se no Curso Básico de Espiritismo e na Escola
N conceitos adquiridos nas semanas do Curso. Então chegará a N de Aprendizes do Evangelho, para os quais devem sempre ser
Ç hora de exporem-se realmente. Ç convidados, se desejarem ter maiores esclarecimentos.
A A
D A Direção do Curso poderá fazer um levantamento de expositores D Constituem um programa simplificado para exposição de
O com boa identidade e conhecimentos específicos em O conceitos básicos espíritas, dirigido às pessoas que concluem
determinadas aulas, e a exemplo do sistema de apadrinhamento ( uma fase de tratamento espiritual na Assistência espiritual.
pág. 126 ), acompanha-los em suas apresentações.
Tem como objetivo promover o auto-equilíbrio dos assistidos
Após 2 ou 3 aulas juntos, o expositor mais experiente deverá dar através do esclarecimento espírita evangélico.
subsídios e suporte para que o novo expositor possa planejar e
estruturar sua própria aula. A apresentação será acompanhada As reuniões são semanais, de, no máximo 45 minutos, que
pelo mais experiente, que estará ali para corrigir alguma falha ou preferencialmente ocorrem em paralelo ao trabalho de Preleção
apenas dar segurança ao novo expositor. Evangélica e passes. As cadeiras dos participantes devem estar,
de preferência, arranjadas na forma de roda.
Da mesma forma podemos proceder nas preleções.
A abordagem deve ser altamente dialogante, visando um
É importante que o novo expositor acompanhe diferentes esclarecimento amplo, com base num conto ou estória com moral
companheiros mais antigos, para não “ficar com o jeito” de um só evangélica de fácil compreensão. O expositor deve estar apto e
amigo. disposto a esclarecer eventuais dúvidas fora do assunto proposto
para o dia, de forma sucinta.
Após algumas aulas o novo expositor já terá a devida segurança
para aventurar-se pelo gratificante caminho da exposição espírita. A bibliografia das histórias sugeridas concentra-se nos livros “A
Vida Escreve” e “Almas em Desfile” do espírito Hilário Silva.

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68 ESCOLA DE PAIS – CONCEITO 69 CURSO DE MÉDIUNS – CONCEITO

P A Escola de Pais é um programa de estudos voltado à orientação P Em geral, a mediunidade é exercida mecanicamente, sem
R da família, desenvolvido semanalmente, para os pais ou R objetivo definido, pelo simples fato de existir. Mas isso é um erro.
O responsáveis pelas crianças que freqüentam a Evangelização O
G Infantil. G O médium deve saber porque é médium, quais faculdades possui,
R R limites de sua aplicação, conseqüências de sua ação, objetivos a
A Não é uma escola nos moldes convencionais, mas sim uma A atingir e responsabilidades que assume, tanto como indivíduo
M reunião fraterna, aberta a diálogos, sem pretensão de ser um M quanto como membro da coletividade.
A curso espírita ou doutrinador. A
O Curso de Médiuns é um curso de preparação teórico-prático de
D Através da exposição e debates de temas, propõe reflexão sobre D médiuns para os alunos da Escola de Aprendizes do Evangelho.
E o papel educativo dos pais para harmonizar o ambiente familiar, E
permitindo aos mesmos tomarem contato com assuntos Seu objetivo é educar médiuns para o desenvolvimento e uso da
A educativos que possam esclarecer suas dúvidas, ajudando a A mediunidade voltada para os trabalhos evangélicos tendo como
P sanar dificuldades de relacionamentos nos mais diversos P base os princípios da Doutrina Espírita.
E aspectos diários. E
R R As reuniões são semanais com 90 minutos de duração.
F Dentro os objetivos da Escola de Pais, destaca-se: F
E E O roteiro de uma reunião da parte teórica é muito semelhante ao
I  Conscientizar os pais no seu papel de educadores. I das EAE’s:
Ç  Dar os pais informações atualizadas sobre questões Ç
O psicológicas, educacionais, pedagógicas e científicas sobre o O  Leitura de texto evangélico ou pertinente à mediunidade,
A desenvolvimento e a formação da criança e do adolescente. A preparação com elevação gradativa e prece.
M  Revisão dos seus próprios conceitos e atitudes. M  Avisos, leitura de temas, esclarecimentos em geral.
E  Planejamento de uma educação consciente. E  Exposição da aula: assunto específico segundo a
N  Integração dos pais com os evangelizadores. N programação.
T  Educar-se para educar. T  Encerramento com vibrações e prece de agradecimento.
O O
Como são ministradas em paralelo à Evangelização Infantil as Dependendo do estágio do Curso as exposições podem tomar de
aulas tem duração de 60 minutos, com tempo de exposição 45 a 60 minutos.
médio de 45 minutos.
Uma característica do Curso de Médiuns é que em alguns locais
de estrutura de trabalhadores e dirigentes, o Curso de Passes faz
parte integrante do Curso de Médiuns ( assim como o programa
foi aprovado originalmente em 27/12/1973 ), mas em locais com
carência de estrutura para tal os Cursos de Passes são
ministrado separadamente, até que se reúna quantidade
suficiente de participantes para um Curso de Médiuns na
totalidade.

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70 QUESTIONÁRIOS PROGRAMÁTICOS 7) O Dirigente pode intercalar aulas revisionais entre as aulas


normais do Curso Básico de Espiritismo ?
N Quando utilizamos o Curso em nível avançado ( ou em estágio de
I Programa de Aperfeiçoamento ) e apresentamos todos os QUESTIONÁRIO - ESCOLA DE APRENDIZES DO EVANGELHO
V conceitos, objetivos e finalidades dos programas da Aliança 1) O que é a Escola de Aprendizes do Evangelho ?
E Espírita Evangélica, podemos utilizar questionários programáticos 2) Quais as finalidades da Escola de Aprendizes do Evangelho ?
L de acordo com o que será apresentado nas aulas. Uma sugestão 3) Qual o tempo disponível ao expositor para ministrar a aula da
é reservar a cada aula um pequeno tempo para a abordagem de Escola de Aprendizes do Evangelho ?
A um programa em si. Temos a ser explorado o Curso Básico de 4) Qual o cunho ( objetivo ) das aulas da Escola de Aprendizes do
V Espiritismo, Escola de Aprendizes do Evangelho, Mocidade Evangelho ?
A Espírita, Curso de Médiuns e Sessão Doutrinária. Podemos 5) Qual a bibliografia básica para as aulas da Escola de
N explorar também através de questionários os assuntos Aprendizes do Evangelho ?
Ç relacionados ao trabalho do expositor, tais como Preleção 6) O que é Reforma Íntima ? O Expositor deve estar engajado no
A Evangélica, Escola de Pais e principalmente os Conceitos de processo da mesma ?
D Aliança. 7) Quantas aulas compõem o programa da Escola de Aprendizes
O do Evangelho ? Existem aulas que são somente do Dirigente ?
Tais questionários fixam os valores dos programas e são muito
produtivos, trazendo aos participantes a idéia do todo e o detalhe QUESTIONÁRIO - MOCIDADE ESPÍRITA
de cada um dos focos programáticos. Seus conceitos sobre a 1) O que é Mocidade Espírita ?
Aliança se esclarecem e passam a enxergar todo o movimento 2) Quais os objetivos da Mocidade Espírita ?
com olhos mais dedicados. 3) Qual a duração da exposição na aula da Mocidade Espírita ?
4) Quem são os integrantes participantes da Mocidade Espírita ?
Abaixo alguns modelos que podem ser aplicados: 5) Quantos ciclos compõem o Programa de Estudos da Mocidade
Espírita ?
QUESTIONÁRIO - CONCEITOS DE ALIANÇA 6) Quantas aulas compõem na totalidade a Mocidade Espírita (
1) O que é a Aliança Espírita Evangélica ? todos os ciclos ) ?
2) Quais as finalidades da Aliança Espírita Evangélica ? 7) O que recomenda o Programa de Estudos da Mocidade
3) Como se estrutura a Aliança Espírita Evangélica ? Espírita com relação aos métodos de ministrar aulas ?
4) Resumidamente, qual a dinâmica de um Grupo Integrado à
Aliança em relação ao assistido ? QUESTIONÁRIO - PRELEÇÃO EVANGÉLICA
5) Resumidamente, qual a dinâmica de um Grupo Integrado à 1) O que é Preleção Evangélica ?
Aliança em relação ao processo de multiplicação de Centros 2) Como deve ser a prece inicial da Preleção Evangélica ?
Espíritas ? 3) Como deve ser a apresentação da Preleção Evangélica ?
6) Quais são os programas adotados pelos Grupos da Aliança 4) Qual o tempo de apresentação da Preleção Evangélica ?
como norma de Integração ? 5) Como devem ser as vibrações ao final da Preleção Evangélica
?
QUESTIONÁRIO - CURSO BÁSICO 6) Caso haja impossibilidade da apresentação quem substitui o
1) O que é Curso Básico de Espiritismo ? Preletor ?
2) Quais as finalidades do Curso Básico de Espiritismo ? 7) Quais os cuidados pessoais que o Preletor deve ter para sua
3) Qual o tempo disponível ao expositor para ministrar a aula do apresentação ?
Curso Básico ?
4) Qual o público participante do Curso Básico de Espiritismo ? QUESTIONÁRIO - SESSÃO DOUTRINÁRIA
5) Qual a bibliografia básica para as aulas do Curso Básico de 1) O que é a Sessão Doutrinária ?
Espiritismo ? 2) Quais os objetivos da Sessão Doutrinária ?
6) Quantas aulas compões o programa do Curso Básico de 3) Qual o tempo disponível ao expositor para ministrar a aula da
Espiritismo ? Sessão Doutrinária ?

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4) Quem são os participantes da Sessão Doutrinária ? 6) O que é e quais as finalidades da Mocidade Espírita ? Quantas
5) Qual a bibliografia básica para as aulas da Sessão Doutrinária aulas compõem o curso ?
? 7) Sente-se melhor esclarecido sobre os programas da Aliança e
6) Quantas aulas compõem o programa da Sessão Doutrinária ? seus objetivos ?
7) As aulas da Sessão Doutrinária podem ser participativas e
dialogantes com o público, se tratando de Assistência Espiritual ?

QUESTIONÁRIO - CURSO DE PASSES E MÉDIUNS


1) O que é o Curso de Médiuns ?
2) Quais as finalidades do Curso de Médiuns ?
3) Quem pode freqüentar o Curso de Médiuns ?
4) Qual o tempo de exposição das aulas do Curso de Médiuns ?
5) Quantas aulas teóricas fazem parte do programa do Curso de
Passes ? E do Curso de Médiuns ?
6) As aulas do Curso de Médiuns podem ser ministradas por
expositor não formado no Curso de Médiuns ? E as aulas do
Curso de Passes ?
7) O expositor pode ministrar aulas da parte prática do Curso de
Médiuns ? E as aulas do Curso de Passes ?

QUESTIONÁRIO - CONCEITOS DO EXPOSITOR


1) Para você quais os objetivos do Expositor Espírita ?
2) Quais os aspectos principais que você entende como sendo
necessários ao bom Expositor Espírita ?
3) Quais as dificuldades que você imagina serem preocupantes
em uma exposição ?
4) Você costuma “tremer” ou sentir “um branco” em
apresentações em público ? O que faz para superar estas
sensações ?
5) Quais as obras que o bom expositor deve conhecer para ter o
mínimo de argumentos e subsídios a uma exposição ?
6) O que você entende por Exposição ? E por Preleção ?
7) Fale um pouco de suas expectativas como Expositor Espírita:

QUESTIONÁRIO - REVISÃO GERAL


1) O que é e quais as finalidades do Curso Básico ? Quantas
aulas compõem o curso ?
2) O que é e quais as finalidades da Escola de Aprendizes do
Evangelho ? Quantas aulas compõem o curso ?
3) O que é e quais as finalidades da Sessão Doutrinária ?
Quantas apresentações compõem o programa ?
4) O que é e quais as finalidades do Curso de Passes e Médiuns
? Quantas aulas teóricas compõem o curso ?
5) O que é e quais as finalidade da Preleção ? Qual o tempo de
exposição do tema ?

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71 TIPOS DE ALUNOS O LEGAL


Sempre pronto a ajudar. Seguro de si. Não foge às dificuldades.
N Em uma classe, encontraremos os mais diversos tipos de alunos Encara-as espontaneamente. Sabe aceitar os colegas como são.
Í e seus respectivos comportamentos. Tudo isso passa pelo Recebe sem melindres as críticas que lhe fazem.
V ambiente de liderança exercido pelo Dirigente da turma e também
E pela fase em que se encontra o estudo, mas basicamente as Ação: Usá-lo em momentos oportunos. Não exagerar sua
L personalidades são constantes e as reações são as mais diversas participação.
possíveis. Apenas a título de exemplo descrevemos abaixo os
A principais tipos de alunos e suas “rotulações”: O SABE-TUDO
V Quer exibir-se. Quer impor sua opinião. Às vezes está bem
A O ETERNO PERGUNTADOR informado, mas outras vezes é simplesmente um tagarela,
N Pergunta para atrapalhar. Deseja saber sua opinião. Deseja que convencido de saber tudo.
Ç você apóie o ponto de vista dele.
A Ação: Dar uma função para que fale. Evitar que domine o grupo.
D Ação: Devolver a pergunta ao grupo. Não tomar partido, manter- Levar o grupo a julgar suas objeções. Interrompa-o dizendo: É um
O se neutro. detalhe interessante, mas vamos ver o que os colegas pensam
disso. Lançar uma pergunta difícil para limitá-lo.
O TAGARELA
Fala de tudo e sem parar, exceto do assunto em questão. Cansa, O DO CONTRA
em geral, os interlocutores. Gosta de discutir e dar o contra sempre, mas às vezes, é um bom
sujeito, descontrolado, revoltado talvez por dificuldades pessoais.
Ação: Cortar delicadamente o “discurso” que faz, dizendo que sua
observação é interessante, retornando ao assunto através de Ação: Acalmá-lo. Não deixar que o grupo se excite. Procurar
uma pergunta. tratar de outro assunto. Dizer-lhe que os problemas individuais
serão resolvidos depois, em particular. Dar mérito a alguma de
O HOMEM DOS APARTES suas observações.
É dispersivo, distrai os outros. Pede apartes para falar do assunto
ou de outra coisa. O PEDANTE
Trata o grupo com altivez. Não se integra nele. Critica duramente
Ação: Fazer-lhe uma pergunta direta sobre o que está sendo os outros e se coloca num pedestal.
discutido
Ação: Não ferir sua suscetibilidade. Não o critique. Use a técnica
O ABERTO duvidosa: Sim… Mas… Concordar, mas depois ponderar
Não se faz de rogado para manifestar sua opinião. Diz o que conduzindo-o à reflexão.
pensa. É bem humorado, fala com simplicidade e se torna
simpático a todos. O MUDO VOLUNTÁRIO
Não se interessa por coisa alguma. Considera-se acima das
Ação: Usá-lo quando houver tensão no grupo questões discutidas, achando-as simples demais, ou sente-se
incapaz de abordá-las muito elevadamente.
O TÍMIDO
Não tem coragem ou habilidade para expressar suas idéias. Ação: Buscar sua participação através de um assunto que ele
Teme a crítica e o julgamento “duro” dos outros. Necessita ajuda. saiba. Se é do tipo “superior”, peça sua opinião, indicando o valor
que o grupo dá a sua experiência, mas não exagerar para que o
a
Ação: Fazer-lhe perguntas fáceis. Fazer com que o grupo valorize grupo não se ressinta. Dar destaque na 1 . vez que falar.
sua participação.

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O OBSTINADO ( IDEÍA FIXA ) 72 AMBIENTES DE LIDERANÇA


Ignora sistematicamente o ponto de vista alheio. Não cede. Nada
quer aprender com os outros. P Em sala de aula, o dirigente reflete seu “estilo” de liderança.
R Conhece-se o dirigente pela turma e em contrapartida, a possível
Ação: Passe o seu ponto de vista para o grupo. Conduza-o a O reação da turma pela postura do dirigente.
compreender que a maioria está certa. Peça para aceitar, por um G
instante o ponto de vista do grupo. R Temos os seguintes ambientes:
A
O INTROVERTIDO M Autoritário: Onde predomina o verbo no modo imperativo.
É naturalmente modesto. É prudente e reservado. A Exprime ordem, proibição, pedido. Exemplo: “Volte logo”. “Não
fiquem aqui”.
Ação: Procure integrá-lo lentamente, sem que ele perceba. D
E Democrático: Predomina o verbo no modo indicativo. Exprime um
fato certo, positivo. Exemplo: “Vou hoje”. “Vocês tem grande
A responsabilidade fazendo caravanas”.
P
E Bonzinho: Predomina o verbo no modo subjuntivo. Enuncia um
R fato possível, duvidoso, de maneira vaga, imprecisa. Exemplo: “É
F possível que”. “Se você trabalhasse”. “Sugerimos que faça o
E Evangelho”.
I
Ç
O
A
M
E
N
T
O

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73 COMPORTAMENTO DO EXPOSITOR No tocante a perguntas simples e até ingênuas, devemos evitar o


“risinho” ( ironia ) e sempre termos uma resposta que encoraje
P Ao assumirmos o papel de expositor, devemos entender que se novas questões.
R não reunimos as condições necessárias, a arte de informar,
O comunicar, ensinar e dirigir não serão dignamente cumpridas e Sobre as perguntas difíceis ou sem resposta no momento
G poderão causar irreparáveis danos à divulgação da Doutrina. devemos ter a humildade de reconhecer nossa momentânea
R ignorância e voltar com a resposta na primeira oportunidade e
A Estas artes são as mais gratificantes da atividade humana, é uma nunca emitir opiniões ou citações evasivas.
M doação direta em benefício de uma comunidade que tem um
A objetivo claro a cumprir e os expositores são colocados no Se houver perguntas maliciosas e não pertinentes ao tema,
caminho destes irmãos para colaborar, e cumprir uma expectativa devemos reconduzir a discussão para a temática central e diante
D do alto que a cada dia é maior, porque maior é também o número de insistências mostrar sua inconveniência.
E de EAE’s a cada dia que passa.
Quando nos deparamos com atitudes inconvenientes e que
A O expositor deverá entender que o seu papel não pode ser estejam atrapalhando o bom andamento da aula e diante da falta
P vulgarizado, que o seu preparo não pode ser adiado e que a de atuação dos dirigentes, devemos agir energicamente para que
E tarefa é sua e uma vez não realizada pesará na economia do a aula não seja prejudicada.
R processo. Meditemos sobre a frase de André Luiz: “Se a
F semeadura não for boa, não haverá boa colheita”. Qual o melhor estilo de exposição ? Desde que respeite os
E elevados objetivos da Escola, o expositor pode se conduzir
I Quanto a postura o expositor não poderá aparecer mais que a livremente utilizando os mais variados estilos ( dinâmicas,
Ç mensagem, devendo se posicionar o mais discreta e exposições, narrações, dramatizações, recursos audiovisuais, etc.
O corretamente possível. No tocante a sua vestimenta e linguagem, ). O que deve ficar bem claro, é que todo estilo tem pontos fortes
A estas deverão sempre de acordo com o ambiente e o público. e fracos e que o expositor deverá alavancar os pontos favoráveis
M e inibir os aspectos que o atrapalhem, o que contribuirá
E Devemos atender aos objetivos de cada aula, evitando fuga ao indiscutivelmente para o sucesso da aula.
N programa, avanços na aula posterior, leituras longas e improvisos
T diversos.
O
Quanto às técnicas de oratória devemos utilizá-las sem
extravagâncias, sem exibicionismo, não ser formal, enfadonho e
monótono, devemos ser didáticos e dinâmicos.

Quanto ao ambiente da classe devemos estar preparados para


todo e qualquer tipo de classe ( falta de lousa, tomada, extensão
), sobre a disposição das cadeiras em círculo, semi-circulo, etc.
Usar dinâmicas e técnicas de incentivo ( estes fatores são
minimizados ou eliminados pelo prévio contato com o Dirigente ou
Secretário da turma ).

Quanto à platéia, ao mesmo tempo que o aluno torce por uma


boa aula não permite falhas e normalmente rotula o expositor
tecendo até comentários com os demais alunos.

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74 JANELA DE JOHARI Nas áreas da personalidade temos os quadrantes:

P Para cumprir o objetivo único da vida que é a evolução, o espírito Conhecido para EU Não conhecido para EU
R se abriga em estruturas mutáveis e que vai abandonando à I II
O medida que delas não mais necessita. Nesse estudo temos duas Eu aberto Eu cego
G estruturas: III IV
R Eu secreto Eu desconhecido
A Plano físico ( elementos inferiores ) – 1) Corpo físico, 2) Duplo
M etérico. Área I ( Eu aberto ) Conhecido por nós e pelos outros – Este
A comportamento varia muito conforme nossa expectativa de certo
Plano astral ( elementos intermediários ) – 1) Corpo astral, 2) ou errado em um ambiente já conhecido. São coisas óbvias como
D Corpo mental. fala, habilidades, atitudes gerais.
E
Nestes dois planos ( físico e astral ) e em seus respectivos corpos Área II ( Eu cego ) Conhecido pelos outros e não conhecido por
A ( físico, etérico, astral e mental ) é que reside o que chamamos de nós – Manifestações nervosas, sob tensão, agressividades, altos
P personalidade. desafios, discordâncias. É nesta área que nos tornamos críticos
E com os outros.
R É na compreensão destas estruturas é que está a possibilidade
F de nossa mudança interior. Área III ( Eu secreto ) Conhecemos e escondemos dos outros –
E Quando e onde nos sentimos ameaçados e por incapacidade de
I Físico: Exercícios, alimentação, relaxamento, respiração, asseio. comunicação satisfatória, usamos máscaras que nos ajudam a
Ç representar papéis. Nesta área a pessoa é capaz de se abrir com
O Etérico: Extensão dos benefícios acima. estranhos e se fechar com aqueles que ama.
A
M Astral: Erradicação de vícios, controle de paixões, contenção de Área IV ( eu desconhecido ) Nem nós, nem os outros conhecem –
E defeitos. Traumas de infância, potencialidades reprimidas, estado de
N defesa.
T Mental: Meditação, reflexões elevadas, fuga das inquietações.
O Análise da mudança de quadrantes:
A personalidade é o conjunto total de características que torna o
indivíduo único, diferente dos demais. Ela se revela através da Área I ( eu aberto ) é o melhor de todos os estilos. A pessoa sabe
conduta e o indivíduo toma conhecimento dela através das o que faz e por isso aceita o retorno que é dado por aqueles que
reações favoráveis ou desfavoráveis daqueles que o cerca. Essas os cercam. O indivíduo se expõe mais, pois sabe seus limites e a
reações são observadas quanto: Aparência física, medida que esta área cresce ela invade outras, mas
intelectualidade, emoções, sociabilidade, valores. principalmente a área III.

Já que notamos ou tomamos conhecimento de nossa Área II ( eu cego ) leva muito tempo para agirmos nesta área, pois
personalidade pelas reações ( feedback ) dos outros, podemos desconhecemos o que aí se passa e por não concordarmos com
lançar mãos de recursos que poderão nos auxiliar na identificação o retorno, dificultamos a auto-análise e por nossa contrariedade e
do que é melhor ou mais adequado no relacionamento com o irritação os outros passam a sonegar informação o que dificulta
próximo e consigo mesmo. mais o processo. Nesta situação surge o autoritarismo, melindres
e ressentimentos.

Área III ( eu secreto / fachada ) É o que mais existe nos dias de


hoje e faz com que o indivíduo use máscaras para cumprir bem
seus papéis sociais. Com a expansão desta área o indivíduo

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perde muito tempo e energias, pois fica cada vez mais difícil 75 ORIENTAÇÕES GERAIS AO EXPOSITOR DE AULAS
defende-la.
N 1. Deve o expositor manter-se sempre dentro do assunto da
Área IV ( eu desconhecido ) Potencial inexplorado, criatividade Í aula que está ministrando.
reprimida, não assume riscos, observa superficialmente os V 2. Se achar necessário, informar sobre assuntos controvertidos
acontecimento. É a situação mais perigosa, pois não sabemos E ( encarnações, corpo fluídico, etc. ) porém deixar sempre
onde estamos pisando e nos tornamos capazes de extremos. L claro tratar-se de opiniões particulares que não fazem parte
da essência da Doutrina Espírita. Quando enunciar essas
CONCLUSÃO: Quando estamos preparando um tema para I informações, fornecer aos alunos as referências ( autor, livro,
qualquer tipo de apresentação onde estaremos expondo a N etc. ) em que está se baseando.
alguém, devemos perceber qual área de nossa janela foi T 3. Evitar tomar partido com referência a tais assuntos,
iluminada e utilizarmos o tema para nossa análise em primeiro E procurando sempre valorizar o campo reforma-moral para o
lugar. R qual as controvérsias pouco ou nada ajudam.
M 4. Ter sempre em mente que as obras básicas da Doutrina (
E Kardec ) devem estar no alicerce da exposição, mas nunca
D antes do caráter Cristão ( aspecto religioso sempre primeiro
I ).
Á 5. Ter em mente que, principalmente no primeiro ano da escola
R de Aprendizes do Evangelho, há alunos provenientes dos
I mais diversos cultos e religiões. Expor assuntos de forma
O agressiva a essas religiões é, no mínimo, falta de caridade.
6. Evitar citações exageradas de autores, espirituais ou
encarnados, sem preocupar-se em citar a fonte de onde
foram extraídas tais citações.
7. Evitar dogmatismo e radicalismos. Dar sempre liberdade para
o aluno raciocinar, aceitar ou rejeitar, mas sempre
orientando-o para o Cristianismo ( não negar ao Cristo ).
8. Explicar de forma simples o significado de certas palavras
como ressurreição, céu, inferno, carma, etc.
9. Ter em mente que as aulas contidas na apostila “Iniciação
Espírita” e “O Redentor” são obras básicas para a exposição.
O expositor deve pesquisar em outras fontes para enriquecer
o assunto.
10. Não faltar em aula que assumiu. Quando convidado a
ministrar aulas, usar a franqueza se não puder aceitá-la.
11. Durante a aula, abster-se de emitir opiniões pessoais.
12. Ter sempre um ou dois substitutos para emergências. Dar
subsídios a esses para que possam substituí-lo à altura.
13. Ter agendadas organizadamente todas as aulas de sua
responsabilidade.
14. Preparar bem a aula.
15. Não cair na rotina. Colocar sentimento, viver as palavras
proferidas. Lembrar-se que os desencarnados também
assistem às aulas.
16. Quem quer ensinar tem que aprender. Estudar sempre.
Conhecer muito bem as obras básicas.

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17. Submeter-se periodicamente a programas de reciclagens dos 76 ATITUDES QUE SE DEVE EVITAR
mais variados assuntos para adquirir maior vivência na
Doutrina e no movimento. N 1. Falar baixo demais ou aos gritos.
18. De início pode especializar-se num grupo de aulas, para que Í
possa aprimorar-se cada vez mais nesses assuntos. V 2. Ler a aula.
19. Não fugir do tema. Não retroceder para a aula anterior. Não E
avançar para a aula seguinte. L 3. Permanecer sentado ou em pé sempre no mesmo lugar.

A 4. Desordem em classe ( conversas paralelas, agitação, etc. ),


V isso significa que algo precisa ser modificado ( método,
A motivação, atividades, ritmo, etc. ).
N
Ç 5. Pessoas falando ao mesmo tempo ( dar atenção por ordem,
A ao levantar dos braços ). Caso haja esta situação reduzir o
D volume da voz ou mesmo parar a exposição até que a classe
O perceba que o comportamento está inadequado.

6. Mau humor e cara feia.

7. Interrogatório inadequado e mal dirigido. Exemplos:


“Gostaram da aula ? resposta: Não”, ou, “Estudaram a aula ?
Resposta: Não”.

8. Não exemplificar o que transmite ( faça o que eu falo mas


não faça o que eu faço ).

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77 DECÁLOGO DO EXPOSITOR ( ALKINDAR DE OLIVEIRA ) 7. Mesmo em conversas pessoais e informais, o expositor


espírita deve educar-se pois como disse André Luiz: “No
N 1. O expositor espírita não pode transferir para os mentores estado atual da educação humana é muito difícil
Í espirituais o esforço e o preparo que lhe cabem; alimentar por mais de cinco minutos conversação digna
V e cristalina numa assembléia superior a três criaturas
E 2. O expositor espírita deve, de preferência diariamente, encarnadas”.
L dedicar parte do seu tempo para ler bons livros, meditar,
fazer elaborações mentais, tirar conclusões, coletar 8. O expositor espírita deve, quando for ditar normas de
B frases e textos que lhe sirvam como futuras fontes de conduta incluir-se como pessoa também necessitada,
Á referências, ou de inspirações, às suas palestras; em vez de dizer: “Vocês precisam preocupar-se com a
S evolução moral” deve dizer: “Nós precisamos
I 3. O expositor espírita deve preocupar-se em ter exemplar preocuparmo-nos com a evolução moral”.
C conduta e esmerar-se por colocar em prática o que
O prega;
9. O expositor espírita deve ser um homem do seu tempo,
4. O expositor espírita deve conscientizar-se que mesmo falar com constância em suas palestras de Deus, de
sendo imperfeito e vacilante em relação à sua evolução Jesus e da Doutrina. Viver intensamente o sublime
moral e espiritual a Doutrina necessita de sua momento da palestra, agradecendo ao Mestre e aos
colaboração, entender que o pouco que está fazendo em mentores espirituais pela felicidade de ser humilde
prol da Doutrina e de sua evolução é muito instrumento das palavras de Deus.
considerando-se que foi dado o primeiro passo, pois
como disse Emmanuel: “Quando uma centésima parte 10. O expositor espírita deve ser simples e humilde pois
do Cristianismo de nossos lábios conseguir expressar-se como disse Padre Vieira: “Nada há tão grande como a
em nossos atos de cada dia, a Terra será plenamente humildade”. E com humildade e simplicidade deve sentir-
liberada do mal”; se motivado para proferir contínuas palestras, tendo a
certeza da ajuda do Mestre e a convicção de que a
5. O expositor espírita deve evitar emitir opiniões pessoais “Rosa perfuma primeiro o vaso que a transporta”.
contraditórias sem sustentação doutrinária, sempre
lembrar-se que a Doutrina tem sua base filosófica-
científica e religiosa codificada nos livros de Kardec, os
quais devem servir como sustentação maior nas suas
palestras, preocupar-se menos com a letra dos conceitos
evangélicos e mais com os conceitos evangélicos da
letra.

6. O expositor espírita deve ter a certeza de que no


momento de sua fala a ajuda espiritual não lhe faltará e
sim estará intensamente presente e atuante se ele fizer a
sua parte desenvolvendo sua expressividade e técnicas
retóricas, estudando e preparando previamente o tema,
compreendendo a importância do momento dedicando-
se mentalmente a vibrações de amor, paz, humildade e
caridade.

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78 AS DEZ DICAS DO PERFEITO ORADOR. alagado de suor. Recomendei-lhe que fizesse o exercício rítmico
que os atores fazem para se descontraírem antes de entrar no
P Você tem medo de falar em público? Nós vamos ajudá-lo a palco. “Respire fundo várias vezes, sustenta a respiração o
R resolver o problema. ( John May ) máximo tempo possível e expire lentamente”. Isso estabilizou sua
O pulsação.
G
R George Scales, um agricultor troncudo e louro de Essex, ficou Outro remédio para os nervos é esquecer-se de que é você quem
A contente por ter ganho uma bolsa que lhe permitiria estudar a vai falar. Finja que é outra pessoa qualquer – um orador por quem
M produção de batatas na Alemanha e na América. Até que soube, sinta admiração, por exemplo.
A apavorado que teria que falar em público sobre os métodos
estrangeiros, perante agricultores britânicos. 3) Controle a situação – Mostre para o público quem é que
D domina a cena e merece toda a atenção. O Orador que tenta ficar
E A idéia de ficar de pé diante de estranhos tentando manter viva a sentado perde a autoridade. O que luta com as costas da cadeira
sua atenção o assustava tanto que ele foi consultar um médico. como um domador de leões, ou que se esconde por detrás da
A “Preciso de ajuda, confessou”, pensando que lhe seriam estante como se estivesse segurando uma metralhadora, só com
P receitados tranqüilizantes. Em vez disso, o doutor lhe indicou a cabeça e as mãos à vista, está pondo os ouvintes à distância. O
E minha escola. público quer vê-lo bem de todos os ângulos. Sentirá assim que
R você confia nele.
F Então eu disse a George, como já fiz a dezena de milhares de
E outros alunos: “Falar bem em público é uma arte que pode ser 4) Planifique seu discurso – Uma oração convincente tem de ser
I aprendida. Qualquer pessoa pode dominar as técnicas básicas pensada com antecedência.
Ç para fazer que um público se mantenha atento”. Ei-las aqui.
A Paul Homes era um orador rápido e enérgico, mas cujos
M 1) Seja simpático – O público é cordial para com os oradores discursos depressa perdiam a forma quando ele se afastava do
E amáveis e de aspecto feliz. Winifred Ribchester, recém nomeada essencial. Como apreciador de críquete, queria convencer a junta
N diretora de uma escola de moças, estava com receio de seu de sua freguesia a não proibir os jogos no jardim da aldeia (um
T primeiro discurso perante um grande público de pais e membros morador queixara-se de que a bola ia por vezes parar em seu
O do conselho diretivo da escola. jardim).

“Comece com um sorriso”, aconselhei. “O sorriso estabelece a Tendo freqüentado um de seus discursos, ele estruturou sua fala
ligação com o público, despertando o interesse”. com um princípio (justificando as razões porque queria falar), um
meio (reforçando a argumentação com provas) e um final
No grande dia, Winifred apresentou-se na reunião com o maior e otimista. Pouco depois, ele me escreveu: “No próximo ano, vamos
mais caloroso sorriso que conseguiu arranjar. Claro que o público ter críquete por lá”.
lhe correspondeu também sorrindo. Tendo-o cativado, ela estava
apta a começar da melhor forma. Para a maior parte dos discursos, não se pode adotar o padrão já
testado que o pároco da aldeia costuma usar para suas prédicas:
2) Descontraia-se – Mesmo uma oradora experiente como “Em primeiro eu lhes falo sobre o que lhes vou falar; a seguir,
Margaret Thatcher admite: “Fico nervosa em todas as ocasiões digo a coisa; e por fim, falo-lhes sobre o que lhes disse”.
que tenho que falar em público”. Mas nunca deixe transparecer
este medo. As pessoas começam por ter pena de um orador que 5) Não complique – Resista à tentação de sobrecarregar um
deixa transparecer o pânico, mas depois acabam perdendo a discurso com um excesso de tópicos, pois o público não vai
paciência e o interesse. conseguir fixá-los todos e pode até nem se fixar em nenhum. Um
discurso eficaz incidirá no máximo sobre quatro pontos, que
George Scales que tentava se encher de coragem para fazer o levarão a uma conclusão final.
seu primeiro discurso de um minuto em meu curso, estava

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Resista também à tentação de querer deslumbrar o seu público Peter Finch, um editor que freqüentou meu curso porque queria
com expressões técnicas. Num de agentes de VIAGEM, Iain progredir na carreira, recorda que uma das mais eficientes
Webster, da Telecom britânica, teve de fazer uma alocução sobre técnicas de voz que aprendeu consiste em fazer uma pausa no
a utilização de computadores. Fiz-lhe notar que o discurso tinha momento adequado e sussurrar: “Vou lhes contar um segredo”.
de ser simples. Tal truque garante total e instantânea atenção do público.

Mais tarde, ele me contou que incidiu sobre três itens numa 8) Faça que todos participem – Um antigo diretor da Escola
linguagem concisa e sem uma única expressão técnica. “Fui o Gordonstoun, na Escócia, disse que aquela instituição tivera um
único orador a ter uma cobertura completa e exata na imprensa dia um professor de Biologia que costuma desenhar diagramas
no dia seguinte”. no quadro sem olhar para os alunos. Num dia de verão, estando
ele a desenhar na lousa, a turma inteira saltou pela janela da
6) Pareça espontâneo – A espontaneidade torna o discurso mais sala, que era no térreo, voltando a entrar rapidamente quando
convidativo, mas exige uma grande preparação prévia. Depois de ele acabou. O professor nunca soube disso.
escrever seu primeiro rascunho (tente 100 palavras por minuto),
levante-se e fale para um gravador. Escute-se depois com um O orador que evita olhar o público de frente quase que
ouvido crítico, apontando as hesitações ou as repetições que certamente perde a sua atenção, como o professor de
devem ser eliminadas, e também as expressões de “linguagem Gordonstoun. As pessoas sentem claramente que sua presença
escrita” que tem de ser corrigidas para a fluência da “linguagem está sendo rejeitada.
oral”.
Quando estiver falando, percorra o público com o olhar como um
O teste para expressar qualquer coisa em termos orais é facho de luz, de modo a mostrar que está se interessando
perguntar a si próprio: “Como diria eu isto a um amigo?”. Não ia sucessivamente por todos os presentes. Não se esqueça de
por certo utilizar um estilo denso e literário. Alistair Cook, quando ninguém, mesmo daqueles que estão atrás de você.
está preparando a sua Letter From América (Carta da América),
diz em voz alta para si próprio as frases que vai datilografando, 9) Controle seu tempo – As pessoas nunca desculpam os
frases que são essencialmente orais. oradores que falam sem cessar e os façam perder o almoço.

7) Condense seu esboço final em tópicos – Breves, bem Uma hora é o tempo máximo para um discurso numa reunião de
espaçados, fáceis de ler – escritos em fichas, que podem ser negócios. Dez minutos são suficientes para um acontecimento
guardadas no bolso até o início da sessão. Nada faz um público social, como uma festa de casamento. Se não tiver nenhum
desinteressar-se tão rapidamente como um orador subindo ao relógio à frente, ponha o de pulso virado para baixo, de modo a
estrado com a mão cheia de folhas de papel. poder olhar discretamente para ele.

George Scales, o plantador de batatas, faz de memória as Cinqüenta jovens executivos de publicidade fizeram uma reunião
versões finais “espontâneas” de seus discursos, ouvindo-os de fim de semana em Cambridge e me presentearam com uma
anteriormente à hora no carro, enquanto dirige. sineta de bronze que trazia gravado, em latim, o melhor conselho
que se pode dar sobre o controle do tempo: “Praestate dicete et
Aproveite as potencialidades de sua voz – Um orador esforçado tacete” (Levanta-te, fala e cala-te).
pode controlar o público como um músico talentoso toca um
instrumento. Elevar a voz ativa as células do cérebro. Falar 10) Não deixe de praticar – As técnicas do discurso só podem ser
devagar, em voz baixa impressiona com a solenidade da melhoradas com a prática. Existem organizações onde se fazem
alocução. Um discurso rápido e excitado confere um ar de palestras, aulas noturnas de oratória pública, associações de pais
urgência. e grupos semelhantes que oferecem a oportunidade de se falar
para um grupo reduzido de pessoas.
Pronuncie sempre as palavras claramente, com os lábios, a
língua e os dentes, para que o público entenda tudo o que diz.

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FORMAÇÃO DE DIRIGENTES DE CURSOS DE EXPOSITORES FORMAÇÃO DE DIRIGENTES DE CURSOS DE EXPOSITORES
REGIONAL SÃO PAULO – ALIANÇA ESPÍRITA EVANGÉLICA – 2004 REGIONAL SÃO PAULO – ALIANÇA ESPÍRITA EVANGÉLICA – 2004

Winifred Ribchester, a diretora que estava preocupada com o BIBLIOGRAFIA / CRÉDITOS:


discurso do dia de apresentação, descobriu que, em seu novo
cargo, tinha de fazer tantos discursos de vários teores que não  Curso de Formação de Expositores da Setorial Norte – SP
tardou a ganhar confiança.  Curso de Formação de Expositores da Setorial Oeste – SP
 Curso de Formação de Expositores do CEAE Genebra – SP
Peter Finch, o editor, treinou o controle da voz lendo o sermão  Curso de Formação de Expositores da Regional ABC
dominical na igreja.  Revista Seleções do Readers Digest, março 1994
 Revista Seleções do Readers Digest, abril 1991
E quanto ao plantador de batatas George Scales? Seus discursos  Técnicas de Dinâmicas de Grupo – Agostinho Minicucci – Ed.
a outros agricultores foram entusiasticamente recebidos. Atlas
 Dinâmica de Grupo. Teorias e Sistemas – Agostinho
Atualmente milionário, ele tomou gosto por falar em público, e até
Minicucci – Ed. Atlas
tem um programa de meia hora na televisão sobre agricultura.
 Janela de Johari – Silvino José Fritzen – Ed. Vozes
FONTE: Este texto foi retirado da revista “Seleções do Readers  Manual de Técnicas de Dinâmica de Grupo, e Sensibilização,
Digest” de abril de 1991. e Ludoterapia – Celso Antunes – Ed. Vozes
 Exercícios Práticos de Dinâmica de Grupo ( Volumes I e II ) –
Silvino José Fritzen – Ed. Vozes
 Treinamento de Líderes Voluntários – Silvino José Fritzen –
Ed. Vozes
 Exercícios de Dinâmica de Grupo e relações Humanas (
Volumes I, II, III e IV ) – Silvino José Fritzen – Ed. Vozes
 Caminhos de Encontros e Descobertas – Sônia Bitti –
Rosabel de Chiaro – Ed. Paulus Gráfica
 Como Animar um Grupo – André Beauchamp – Roger
Graveline – Claude Quivigem – Ed. Loyola
 Recriando Experiências ( Técnicas e Dinâmicas para Grupos
) – Instituto da Pastoral da Juventude – Leste II
 Dinâmicas em Fichas – Fazer Compras – Centro de
Capacitação da Juventude – Onivaldo Dyna
 Dinâmica em Fichas – Desenho dos Pés – Centro de
Capacitação da Juventude – Onivaldo Dyna
 Site: http://pwp.albnet.com.br/line/trava.htm ( Trava-Linguas )
 Site: http://www.caeng.com.br/banca/travalingua.html ( Trava-
Linguas )
 Noções Básicas de Exposições Espíritas – Rubens P. Meira
– Milton Felipeli – USE
 Como Falar Corretamente e Sem Inibições – Reinaldo Polito
 Curso de Formação de Expositores do C.E. Mansão da
Esperança ( Setorial Oeste – Regional Capital – SP )
 Apostila de Conceito de Comunicação da Equipe da Escola
de Aprendizes do Evangelho à Distância

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FORMAÇÃO DE DIRIGENTES DE CURSOS DE EXPOSITORES FORMAÇÃO DE DIRIGENTES DE CURSOS DE EXPOSITORES
REGIONAL SÃO PAULO – ALIANÇA ESPÍRITA EVANGÉLICA – 2004 REGIONAL SÃO PAULO – ALIANÇA ESPÍRITA EVANGÉLICA – 2004

 Curso de Expositores do Comitê de Trabalho para as


Mocidades da AEE
 Decálogo do Expositor Espírita – Alkindar de Oliveira
 Estudos do Socondy Vaccum Oil Co. Studies

a
Vivência do Espiritismo Religioso – 5 . Edição – Edgard
Armond – Ed. Aliança
 Curso de Preparação para Evangelizador Infanto-Juvenil –
equipe da Evangelização Infanto-Juvenil da AEE – Ed.
Aliança
 Expositores Espíritas – Rubens Braga – Ed. EME
 Manual do Expositor Espírita – Departamento de Orientação
Doutrinária – Regional São Paulo – USE
 Como Trabalhar em Grupo – Juan Manuel Contreras – Ed.
Paulus
 Apostila de Dinâmicas de Celso Paulo Leite / Milton
Domingues Júnior – AEE
 Dinâmicas em Fichas – Vol. 2 – Onivaldo Dyna – Centro de
Capacitação da Juventude
 Tornar-se Pessoa – Carl Rogers – Ed. Martins Fontes

a
Iniciação Espírita – Autores Diversos – 3 . edição – Ed.
Aliança

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