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O que é a vida? Significados: O período de tempo que decorre desde o

nascimento até à morte dos seres; Modo de viver; Comportamento;

Alimentação e necessidade da vida; Ocupação, profissão, carreira; Princípio de

existência, de força, de entusiasmo, de atividade (atividade diz-se das pessoas

e das coisas); Fundamento, essência; causa, origem; Biografia; Vida civil: os

direitos civis; Vida eterna: vida futura, a outra vida, a existê ncia espiritual

depois da morte; A bem-aventurança, a glória eterna.

Vê-se que a vida não é um termo vago e sim abrangente. Segundo a

constituição federal, por garantia, todos são iguais perante a lei, sem distinção

de qualquer natureza, garantindo -se aos brasileiros e aos estrangeiros

residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à

segurança e à propriedade. O direito à vida é o mais fundamental de todos os

direitos, já que se constitui em pré -requisito à existência e exercício de todos os

demais direitos.

Ao longo do trabalho, a vida em si, a vida em geral, será retratada em

várias doutrinas e concepções, desde filósofos às teorias bioéticas.


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A Constituição Federal proclama o direito à vida, cabendo ao Estado assegurá -

lo em sua dupla acepção, sendo a primeira relacionada ao direito de continuar

vivo e a segunda de se possuir vida digna quanto à subsistência. O início da

garantia individual, a g arantia mais preciosa, deverá ser dado pelo biólogo,

cabendo ao jurista, tão somente, dar-lhe o enquadramento legal. Do ponto de

vista biológico a vida se inicia com a fecundação do óvulo com o

espermatozoide, resultando um ovo ou zigoto. A vida viável, pa ra o direito

constitucional como também para o direito penal, começa com a nidação,

quando o óvulo já está fecundado no útero materno, iniciando a gravidez. O

biólogo BotellaLiuziá, o embrião ou feto representa um ser individualizado, com

uma carga genética própria, que não se confunde nem com a do pai, nem com

a da mãe, sendo inexato afirmar que a vida do embrião ou do feto está

englobada pela vida da mãe. A constituição protege a vida de forma geral,

inclusive uterina. Esta aí então como base, o artigo 5º da Constituição Federal.

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Para chegar ao 'penso, logo existo', Descartes utilizou -se da dúvida radical ou

hiperbólica. Este é o princípio fundamental de toda a certeza racionalista. Ele

duvidou inicialmente de suas sensações como forma de conhecer o mundo,

pois as sensações enganam sempre, duvidou posteriormente da real idade

externa e da realidade do seu corpo como forma de comprovar que o

conhecimento certo, através do argumento do sonho, duvidou da certeza




advinda das entidades matemáticas, através do argumento do gênio maligno,

mas não teve como duvidar que estava duvidando. Eis aí a primeira certeza:

duvido, logo existo, mas duvidar é um modo de pensar, então: 'Penso, logo

existo.', que significa: penso, logo tenho consciência de mim mesmo, ou penso,

logo sei, ou penso, logo tenho consciência, ou penso, logo sei algo certo.

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O Filósofo Dworkin diz que a vida humana, as obras e os animais irracionais

possuem um valor intrínseco. Sagrado devido ao fato de já existirem. Ninguém

está moralmente obrigado a trazer mais seres humanos, animais ou obras de

arte ao mundo. Só são portadores de valor intrínseco sagrado aquelas coisas

que já são existentes. Dworkin esclarece que valor sagrado não tem uma

conotação religiosa. O seu sentido pode ser aceito por pessoas de fortes

convicções religiosas como pessoas secularizadas ou até atéias. As palavras

³santidade´ e ³inviolável´ p ara ele têm o mesmo sentido.

Pode-se dizer assim que a vida é sagrada num sentido não-religioso. A vida

possui um valor intrínseco se através disso entendermos que ela conduz a uma

postura de reverência diante as condições da sua existência.

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Na concepção de H. Tristram Engelhardt Jr., a pessoa humana é o resultado

da relação consciência/autoconsciência no âmb ito da comunidade moral. O

filósofo admite a existência de indiv íduos como não ainda ou não mais pessoas

humanas. Esta concepção fragmentária e discriminatória divide em dois


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padrões de individualidade humana: o individuo/pessoa como ser reflexivo e

manipulador e o indivíduo/não pessoa como objeto de reflexão e manipulação.

Confirma-se que a teoria de H. TristramEngelhardt Jr. não reconhece valor

intrínseco algum ao ser humano, porém apenas o valor convencionado pela

chamada comunidade moral.

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Vittorio Possenti, sucede a investigação ontológica e imprescindível para a

adequada disciplina biojurídica da personalidade humana por H. Engelhardt Jr.,

refutando a teoria dele apartir de cinco premissas correspondentes: 1.

Características essenciais são aquelas que, uma vez existindo, determinam e

essência de um ente, não possuindo um mais ou um menos; 2. Características

não essenciais, também denomidadas acidentais, são aquelas sujeitas a

mudanças (crescimento, diminuição, privação, etc.); 3. No caso da pessoa

humana, sua característica essencial consiste em ser um indivíduo de natureza

espiritual, não o maior ou menor grau de consciência/autoconsciência; 4. Como

a consciência/autoconsciência se sujeita a graus, ela não consiste senão em

característica acidental da pessoa humana; 5. Em suma, as características

essenciais estão presentes desde o instante em que se forma o ente (no caso,

a geração da pessoa humana), e se pedem somente com a sua dissolução

(morte); já as características acidentais existem inicialmente em potência,

depois se desenvolvem e, ao final, declinam.

É inspirada nessas premissas que a moderna disciplina biojurídica da

personalidade humana, ao mesmo tempo repele a frágil teoria que admite a


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existência de indivíduos humanos não ainda ou não mais pessoas humanas,

exclui a fundamentação de seus desenvolvimentos jurídicos as características

humanas acidentais. Como exemplo o Direito Geral Prussiano, ao prescrever,

com fundamento nas características humanas essenciais: ³os direitos da

humanidade se destinam inclusive aos seres humanos ainda em gestação a

partir do momento de sua concepção´.

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Mario Palmaro define o biodireito, apesar das complicações no campo bioético,

é aquela que centra seu foco na tutela dos mais vulneráveis, substituindo o

direito da força pela força do direito. O estatuto jurídico na concepção humana

talvez seja a medida mais segura da seriedade das iniciativas biojurídicas, isso

porque o direito regido pela força é precisamente aquela expressão de

juridicidade alheia à ética, situação estranha à reflexão sobre o biodireito.

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Adriano de Cupis, mesmo reconhecendo na concepção o ato inicial da vida,

acredita que antes do nascimento, por faltar ³personalidade jurídica´, nãoexiste

o pressuposto para poder-se falar do direito ao nascimento.

O autor se contradiz acerca da personalidade jurídica quando reconhece que, o

direito à vida não é apenas ³direito essencial entre os essenciais, e sim direito

essencialíssimo, pois nenhum outro bem pode conceber -se separado dele´. A

razão das contradições de Cupis é o comprometimento de sua doutrina com o

paradigma positivista legalista , maior expressão da imaturidade ética do direito.

No paradigma não interessa o conteúdo do direito e sim sua forma legal, ainda

que tenha plena consciência da importância d a ética para o direito.


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Outro exemplo de contrariedade em seus argumentos jurídicos é a doutrina de

Carlos Alberto Bittar. Analisa a vida como direito físico, o autor afirma que:

³manifestando-se desde a concepção, sob a condição do nascimento do ser

com vida, esse direito permanece integrado à pessoa até a morte´. Se o direito

à vida condiciona-se ao nascimento, qual é o direito que se manifesta desde a

concepção? Evidente contradição. O autor procede: ³inicia -se como direito

ligado à pessoa, quando nascituro - que também dispõe desse direito - , ao ser

liberado do ventre materno, passa a respirar por si, com o acionamento do

mecanismo respiratório próprio´.

Exemplos de debilidade ética também é a contradição ao estatuto da

concepção humana no caso da Alemanha, cuja legislação veda expressamente

a geração de embriões, em seu território, para fins de pesquisa, mas admite a

importação de células-tronco embrionárias, assim como o desencontro

legislativo no caso do Canadá , que veda a clonagem humana, mas admite a

pesquisa de células-tronco embrionárias.

Em conferência no VI congresso de Bioética na qual desdenhava da

importância de um estatuto da concepção humana, John Harris destacou que

naturalmente, antes do nascimento, muitos embriões morrem, poucos

sobrevivem, e que as pessoas que se relacionam sexualmente têm consciência

de que a concepção não resulta, sempre, em nascimento. No âmbito da

procriação natural, a chamada ação no duplo efeito, ação dirigida a um


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resultado (no caso, a concepção), consciente de que desenvolvimentos não

desejados podem se materializar (no caso, abortamentos naturais). Para

Harris, as pessoas que se relacionam sexualmente são responsáveis pela

morte de embriões, muito embora desconsiderem tal situação quando se

propõe a falar de seu estatuto. Impor às pessoas sexualmente envolvidas a

responsabilidade pelos abortamentos naturais, quando sua a ção se dirige para

gerar vida, significa o impedir o próprio ato sexual .

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De acordo com Paul Ricoeur, se é verdade que a completa negligência dos

efeitos colaterais da ação humana torna esta desonesta, d a mesma forma é

verdade que uma responsabilidade ilimitada torna a ação humana impossível.

Em segundo, porque, na pesquisa envolvendo embriões humanos , a ação é

sempre dirigida para a sua morte, e mesmo a aleatória transferência uterina,

sugerida por John Harris, em nada descaracteriza a intencionalidade da ação.

Em relação à característica essencial do ser humano no qual consiste em ser

um indivíduo de natureza espiritual e é esta que releva sua trajetória

existencial, Max Scheler diz: ³a essência do ser h umano e o que se pode

denominar seu lugar singular estão para muito além do que se costuma chamar

inteligência e faculdade de escolha, ainda que se imagine estas aumentadas

até o infinito. Há algo mais radical que está acima de toda a vida e cujos traços

são absolutamente irredutíveis à vida.´

A concepção é então, o marco inicial, para o reconhecimento da dignidade da

pessoa humana, já que, a vida espiritual se inicia com a vida física. Em termos

jurídicos, a dignidade humana expressa -se pela aptidão para t itularizar direitos
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e deveres, ou seja, pela personali dade jurídica. Desde a concepção, os direitos

não-patrimoniais, como a inviolabilidade da vida, da integridade física, da

integridade moral, etc., não se submetem a nenhum tipo de condicionamento.

Os direitos patrimoniais, cuja aptidão para a titularidade igualmente se

manifesta desde a concepção, condicionam-se resolutivamente, para fins de

transmissibilidade, ao nascimento sem vida. Havendo o nascimento com vida e

em seguida a morte do recém-nascido, seus direitos, seus direitos patrimoniais

são transferidos aos sucessores. Em verdade, no que concerne aos direitos

patrimoniais, e somente a eles, a condição resolutiva tem duplo efeito. Caso

haja o nascimento sem vida, os efeitos já são os já referidos. Caso haja o

nascimento com vida desacompanhado da morte prematura, a capacidade

jurídica especializada é que se resolve.

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Em nosso país o aborto indiscriminado é proibido pelo Código Penal Brasileiro,

prevendo penas para a gestante, e para o terceiro que a auxilia na execução

do aborto. É considerado um crime contra a vida, sendo a vida o maior bem

tutelado pelo nosso Ordenamento Jurídico . A vida é a base de todos o s outros

direitos fundamentais. Há duas excludentes expressa no código, a do aborto

necessário, quando a gestante corre risco de vida, e a do chamado aborto

sentimental, que é a gestação proveniente de estupro . Aborto é a interrupção

da gravidez antes que o feto se torne viável, antes que tenha condições de vida

extra-uterina. Período que compreende desde a fecundação até os momentos

antes do início do trabalho de parto.


 

Damásio de Jesus define o aborto como: ³a morte fetal, não importando em

que momento´.Já Julio Fabbrini Mirabete: "aborto é a interrupção da gravidez

com a destruição do produto da concepção .´ As causas são: natural, acidental

e provocado ou criminoso. Apontam-se como causas do criminoso: econômica,

moral e individual. O que lei pretende proteger: tutela a vida humana em

formação, ou vida intra-uterina, tipo objetivo jurídico. Segundo Mirabete, os

sujeitos: a gestante (art. 124), qualquer pessoa, pode cometer, sofre o produto

da concepção, mas é o Estado o titular do bem jurídico protegido. Quando se

inicia a gravidez? Com a fecundação ou com a nidação ou implantação do

óvulo no útero materno. A doutrina não é pacífica, Nelson Hungria e Damásio

orientam-se pela primeira posição, já Mirabete pela 2.ª posição. Senão não

seria permitida a venda do DIU no país. Tipo subjetivo: é crime doloso. Quei ra

o resultado ou assuma o risco de produzi -lo. Não existe a forma culposa,

terceiro que culposamente causa aborto, responde por lesão corporal culposa.

Consuma-se com a interrupção da gravidez, a tentativa é punível, quando as

manobras abortivas são ineficazes.

E o último tipo de aborto tipificado no Código Penal, será a modalidade do

aborto necessário ou legal (art.128 do Código Penal), neste caso essa exceção

que não constitui crime será obtida pelo médico se não houver outro meio de

salvar a vida da gestante (denominado de aborto necessário), ou então quando

o aborto no caso de gravidez resultante de estupro (denominado de abor to

sentimental ou Humanitário). Segundo Capez e Mirabete , esses são os crimes

de aborto tipificados no ordenamento jurídico brasileiro, sendo que esses são

proibições explicitas do cometimento desse ato ilícito em relação ao bem


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jurídico tutelado, ou a exceção explícita na lei de quando poderá ser praticado

o aborto.

Porém ainda existem outras modalidades de aborto que não estão tipificad as

no Código Penal, mais sim nas doutrinas existentes em relação aos crimes

contra a vida no que tange ao tema do aborto, existindo ai o aborto eugenésico

ou piedoso, neste caso, esta modalidade de aborto será realizada para impedir

que a criança nasça com deformidade ou enfermidade incurável, segundo

Capez, logo não é permitido na legislação brasileira e configura crime de

aborto, onde essa expressão Eugenia, significa purificação das raças, onde

este tema será o fundamento primordial para a análise do abo rto anencéfalo,

pois o que realmente vai ser de suma importância será a preservação da vida

da gestante e do psicológico desta, onde essa aplicação dada através de

laudos médicos da condição de sobrevida do feto. Significará a aplicabilidade

deste tipo de aborto, visando garantir o bem -estar social e psicológico da cada

gestante, sendo hoje em dia discutido por duas c orrentes em relação ao

assunto.

Outra modalidade de aborto não tipificada na legislaçã o, será o aborto social ou

econômico, este segundo Capez, será cometido no caso de famílias muito

numerosas, em que o nascimento agravaria a crise financeira e social,

aumentado o problema social denominado de miséria, onde pelo entendimento

de Damásio de Jesus haverá crime de aborto neste caso. Portanto, essas duas

modalidades não contidas na legislação brasileira, são de grande análise pelos

doutrinadores, visando no que tange ao aborto eugenésico por anencefalia, um

assunto de grande divergência pela jurisprudência no sentido de aplicar ou

não.
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Segundo o Catolicismo, a vida humana é o maior talento que Deus concedeu

ao homem. A vida não é simplesmente o viver um dia após o outro. A vida

humana é sagrada e inviolável em todas as suas fases e situações. É um bem

indivisível. A vida humana faz parte de um plano divino, na qual Deus Pai

preparou um plano maravilhoso para a vida de cada pessoa criada e deseja

que ela seja feliz. É em Deus que o ser humano encontra o sentido da sua

vida. Quando percebe-se que Deus tem um plano para nós, entende-se o

motivo de viver. Deus quer que todos os seus filhos progridam e se tornem

mais semelhantes a Ele.

A vida do homem, a partir dela, ele pode desenvolver-se, crescer, experimentar

as suas capacidades, contribuir para o cresci mento da humanidade e do

mundo. Receber a vida de Deus é receber um corpo e uma alma, utilizar o livre

arbítrio para escolher entre o bem e o mal, ter a capacidade de tornar -se mais

semelhante ao Pai e colaborar com o desenvolvimento dos nossos irmãos; do

cuidar do outro enquanto pessoa confiada po r Deus à sua responsabilidade

A vida humana tem em si mesma uma valor inestimável. A vida humana é

sempre um bem, mas infelizmente a maioria das pessoas não consegue

reconhecê-lo.É imprescindível, para que o h omem conduza de forma correta,


sua vida e a daqueles por quem é responsável, conhecer o valor da vida

humana. As ameaças que hoje a vida humana está sujeita acontecem pelo fato

de o homem não saber quem é, nem para que foi criado e qual o sentido de

sua vida.

Existem alguns aspectos importantes que revelam a grandeza e o valor

precioso da vida humana. Entre eles estão o fato de que a vida humana é um

dom de Deus, de que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de

Deus, de que Jesus assumiu a vida humana e de que a vida humana é o alvo

da misericórdia de Deus.

Houve um momento que só Deus existia, mas quis criar o mundo sem utilizar

nenhum material pré-existente. A criação inteira é fruto do a mor e onipotência

de Deus, mas elenão permanece apenas em estreita relação com o mundo,

como Criador e fonte última da existência. Ele também é Pai: está unido ao

homem por ele chamado à existência no mundo visível, mediante um vínculo

ainda mais profundo do que o da criação.

O Autor da vida é Deus. Só Deus pode dar a vida. Ele cria a vida do nada. Criar

é uma prerrogativa só de Deus. Criar quer dizer ³fazer que exista algo que

antes não existia, tirando -o do nada´. Por si só, o homem não é capaz de dar a

vida. O homem não pode criar e sim pode modificar, por exemplo, o curso de

um rio, ou fabricar um tecido, um carro, construir uma casa.


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Deus criou o homem do nada: ³Façamos o homem´ (cf. Gn 1,26). Deus moldou

o homem com suas mãos. Fez o homem do barro, com o trabalho de suas

mãos, com grande atenção, desvelo e ternura: ³Então o Senhor Deus modelou

o homem da argila do solo, soprou alento de vida em seu nariz, e o homem se

transformou em ser vivo´ (Gn 2,7). Deus criou o homem do barro e da água,

criaturas inanimadas, sem alma e soprou sobre ele o ³nefesh´, o sop ro da vida.

Deus deu ao homem uma alma só dele, alma bela, pura, santa, imaculada,

feita para viver unida a ele.

Deus criou a mulher, também do nada, apesar de tê -la criado a partir de um

homem vivente, não precisava de nada disso para criá -la, porque Deus é Deus

e tudo criou a partir do nada. A origem da mulher é Deus. Ele foi quem decidiu

criá-la, como o homem, do nada.

Já a concepção religiosa, principalmente da igreja católica sobre o aborto

é contra. A relação sexual só é destinada a procriar, portanto, não se pode tirar

uma vida que foi dada por Deus.Quando morta, muda de plano eé conduzida a

vida eterna ao lado do ³Pai´.



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A vida tem um valor em si ou tem uma consideração social? Quem sabe,

ambos os sentidos? Viu-se que o termo ³vida´ estende-se desde as

concepções filosóficas, autores do Direito, Constituição Federal, estudos da

Bioética até religião. Filósofos enxergam a vida como um valor intrínseco,

apartir da existência. Doutrinadores, autores da teoria bioética e do direito, com

os argumentos em conflito nos quais de um lado, entendem que a vida é

considerada desde a concepção e/ou existente a partir do nascimento e do

direito físico; de outro, a vida é reconhecida apenas ao lado da chamada

comunidade moral. Já dentre as religiões, o catolicismodefende o criacionismo

que é a vida criada por Deus. A medicina e a ciência, que considera a

existência da vida a partir da concepção, vindo de células, sem esquecer que

defendem o evolucionismo. O aborto continua sendo um tema polêmico e leva

divisões de argumentos, seja contra, a favor ou depende. A realidade é: o que

seria da vida em si, se não houvesse o ser humano, se não houvesse a

sociedade ou comunidade moral? Portanto, a vida só tem valor, quando se tem

algo ou alguém para valoriza -la.


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