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Ligações químicas – Parte 1

A compreensão de como ocorrem as ligações químicas e quais são os tipos de ligações


química que podem ocorrer é um ponto crucial para entender as propriedades macroscópicas dos
materiais que utilizamos cotidianamente.
Em uma ligação química somente os elétrons de valência estão envolvidos, desta forma,
podemos utilizar um tipo de representação gráfica que facilite apresentar os átomos, seus elétrons
e suas conexões.

1. Representação de Lewis: é a representação dos elétrons de valência ao redor do átomo


representado pelo seu símbolo.

Na
. ...
..O . ...F
..

..
[Ne] 3s1 [He] 2s2 2p4 [He] 2s2 2p5

Fig. 1: Representação de Lewis para os átomos de sódio, oxigênio e flúor. O símbolo entre colchetes representa o cerne
do átomo com a configuração eletrônica do gás nobre que o antecede na tabela periódica.

2. Formação das ligações químicas: Quando uma reação química ocorre entre dois átomos, seus
elétrons de valência reorganizam-se de modo que uma força atrativa líquida – uma ligação química
– ocorra entre os dois átomos entre os átomos. São dois os principais tipos de ligações químicas,
iônica e covalente.

2.1. Ligação Iônica: é aquela que ocorre quando um ou mais elétrons são transferidos entre dois
átomos. Veja o exemplo da formação do par iônico envolvido na ligação entre Na e Cl no cloreto de
sódio.

. . .. . . .. ..-
. Cl
a

Na Cl [Na Cl ] [Na+ .. ]
..
..

..

..+
.. a a

Metal Não-metal Transferência de elétron Composto iônico.


Os íons têm configuração
eletrônica de gás nobre

O átomo de sódio possui baixa energia de ionização, ou seja, o elétron de valência (3s 1)
pode ser facilmente transferido para o átomo de cloro, que por sua vez possui elevada afinidade
eletrônica, ou seja, facilidade de receber e estabilizar este elétron extra nos seus orbitais 3p 5
semipreenchidos. Desta forma, são produzidos dois íons com cargas diferentes que sofrem uma
forte atração, a chamada ligação química iônica.

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2.2. Ligação covalente: é aquela que ocorre entre dois átomos que apresentam eletronegatividade
semelhante e, por isso, ocorre por compartilhamento de um ou mais pares eletrônicos entre os
dois átomos. Veja o caso do cloro.

.. . .. .. . ..
.. . Cl
Cl
.. .. . Cl
Cl ..

..
..

..
..
+

Compartilhamento
do par de elétrons

Neste caso, os átomos de cloro são idênticos e possuem elevada energia de ionização. Desta forma,
não haverá perda de elétron por nenhum dos dois átomos, mas sim, o compartilhamento de um
par eletrônico formado por um elétron de cada átomo de cloro. Este par eletrônico é distribuído
igualmente entre os dois átomos.

3. Ligação em compostos iônicos

A ligação iônica é resultado da atração entre íons de cargas diferentes envolvidos em um


processo favorável do ponto de vista energético.
Vejamos o caso da formação do NaCl em três etapas:

Etapa 1. Formação do Na+ + e- a partir da ionização do Na.

Na(g)  Na+(g) + e- Eion = + 496 kJ/mol = Energia de ionização do Na

Etapa 2. Formação do Cl- a partir da estabilização de um elétron pelo Cl.

Cl(g) + e-  Cl-(g) Ea = - 349 kJ/mol = Afinidade eletrônica do Cl

Do ponto de vista da quantidade de energia envolvida, esta reação não seria favorecida pois:

ETotal Eion + Ea = + 496 kJ/mol + (- 349 kJ/mol) = + 153 kJ/mol

Quando E >= 0, diz-se que a reação não é favorecida

Entretanto, considerando a força de atração eletrostática entre os íons:

Etapa 3. Formação do par iônico

Na+(g) + Cl-(g)  [Na+, Cl-](g) Epar iônico = - 498 kJ/mol

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Desta forma, o somatório da energia envolvida é

ETotal Eion + Ea + Epar eletrônico = (+ 496 kJ/mol) + (- 349 kJ/mol) + (- 498 kJ/mol) = - 351 kJ/mol

Quando E <= 0, diz-se que a reação é favorecida

A energia associada à formação de [Na+, Cl-](g) não pode ser medida diretamente, mas
pode ser calculada a partir de uma equação derivada da Lei de Coulomb em que E representa a
energia de atração entre pares de íons.

Onde: C é uma constante; n é o número de cargas (n +) positivas e (n-) negativas; e é a carga


do elétron e d é a distância entre os íons.

Os compostos iônicos existem como sólidos sob condições normais. Suas estruturas contém íons
positivos e negativos arranjados em um retículo tridimensional. Os modelos de um pequeno
segmento de um retículo de NaCl são retratados na Figura abaixo. No NaCl cristalino, cada cátion
Na+ é cercado por seis ânions Cl-, e seis íons Na+ são os vizinhos mais próximos de cada Cl -.

Figura 2: Arranjo cristalino do NaCl.

4. Ligações em compostos covalentes

Nos compostos covalentes as ligações ocorrem por compartilhamento de um ou mais pares


eletrônicos entre átomos que possuem eletronegatividade semelhante. Alguns exemplos de
moléculas formadas por ligações covalentes são os gases da atmosfera: O2, CO2, N2 e H2O, além dos
combustíveis comuns e a maioria dos compostos encontrados em nosso corpo. Muitos íons
também ocorrem devido a formação de ligações covalentes, tais como, CO 32-, CN-, NH4+ e NO3-.

É importante desenhar a representação de Lewis para estas moléculas e íons no sentido de


melhorar a compreensão das ligações formadas. Além disso, uma série de conceitos pode ser

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extraída dos compostos com ligação covalente, tais como, carga formal, ressonância,
eletronegatividade, ordem de ligação, comprimento de ligação e polaridade.

4.1. Desenhando estruturas de Lewis

(a) Encontrar o número de elétrons na camada de valência para cada átomo.


(b) Encontrar o número de elétrons de valência total.
(c) No caso de moléculas neutras, dividir o número encontrado por 2, para achar o número de
pares de elétrons.
(d) Selecionar um átomo central, geralmente o mais eletronegativo.
(e) Conectar os átomos com ligações (pares eletrônicos) e distribuir os demais sobre os átomos
de forma a fazer com que todos alcancem o octeto. (No caso do hidrogênio são apenas 2
elétrons).
(f) No caso de íons, deve-se adicionar elétrons, no caso de íons negativos, ou retirar elétrons,
no caso de íons positivo, após o somatório do número total de elétrons.

Exemplo:

NH3 (amônia):

1X N: 1s2 2s2 2p3 = 5 elétrons de valência


3X H: 1s1 = 3 elétrons de valência Total = 8 elétrons / 2 = 4 pares

.. ..
H ..
NH H N H
..
..

H
H

5. Ressonância

O ozônio, gás responsável pela filtração dos raios ultravioleta do sol, apresenta fórmula
molecular O3 e, desta forma, sua estrutura de Lewis é:

3X O: 1s2 2s2 2p4 Total de elétrons de valência = 18 elétrons


Total de pares de elétrons = 9 pares

Conforme a figura abaixo, o ozônio ocorre como duas estruturas de ressonância equivalentes.
Onde, diferente do que seria esperado, as duas ligações possuem o mesmo comprimento,
indicando que são iguais.

4
.. .. .. .. .. ..
.. ..O O ..O ..O O ..O

..

..
.. .. .. .. ..
..O O ..O ..O O ..O
..

..

..
.. .. .. .. ..
..O O ..O .. ..O O ..O
..

..
Figura 3: Estruturas de ressonância do ozônio (O3)

6. Cargas formais em átomos

É a carga formal para um átomo em uma molécula calculada com base na estrutura de Lewis da
molécula ou íon.

Carga formal de um átomo


em uma molécula ou íon = número do grupo – [número de EPI + ½ (número de EL)

Onde: EPI = pares de elétrons em pares isolados e EL = número de elétrons em pares ligados

Exemplo:

Íon hidroxila (OH-):

Carga formal = 6 – [6 + ½ (2)] = -1

.. -
..O H
..

Carga do íon = -1

Carga formal = 1 – [0 + ½ (2)] = 0

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7. Polaridade e eletronegatividade moléculas

Uma ligação covalente é chamada apolar quando os dois átomos ligados são idênticos. De
outra forma, a maioria das ligações covalentes é do tipo polar, pois os átomos em uma molécula
apresentam diferentes capacidades de “atrair” a carga negativa dos elétrons. Desta forma, formam-
se dois pólos em uma molécula, ou ainda um dipolo.

Representamos o dipolo de uma molécula com a letra grega delta + e -, representando os dipolos
positivo e negativo, respectivamente.

A polaridade das moléculas é utilizada para explicar a baixa solubilidade de alguns compostos
orgânicos em água, por exemplo, ou a solubilidade de um composto iônico como o NaCl em
solventes orgânicos a base de hidrocarbonetos.

Figura 4: Momento dipolar de uma molécula formada por dois átomos com diferentes eletronegatividades.

O momento dipolar é representado por um vetor que indica a direção do pólo negativo da
molécula.

8. Propriedades das ligações

8.1. Ordem de ligação

A ordem de ligação é o número de pares de elétrons de ligação compartilhados por dois átomos em
uma molécula. Valores comuns são 1, 2 e 3, bem como ordens de ligação fracionárias.

Sendo X e Y dois átomos ligados.

Exemplo: No caso do ozônio, comentado acima, a ordem de ligação é 1 para a ligação simples e 2
para a ligação dupla, entretanto, como considera-se que a estrutura é um híbrido de ressonância, a
ordem de ligação é dada por 1+2/2 = 1,5, uma média entre o valor 1 e 2.

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8.2. Comprimento de ligação

O comprimento de ligação é determinado pelos tamanhos dos átomos envolvidos e pela


ordem de ligação.

Figura 5: Alguns comprimentos de ligação covalente entre átomos

8.3. Energia de ligação

Outra forma de analisar o comprimento de ligação é a partir da energia de ligação. Quanto


maior a ordem de ligação ou quanto menor o comprimento de ligação, mais alta a energia para
quebra daquela ligação.

Figura 6: Energias de ligações simples em moléculas diatômicas e ligações


múltiplas.

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8.4. Análise química: infravermelho

A análise química de espectroscopia vibracional na região do infravermelho é umas das


ferramentas mais úteis para identificar grupos químicos. As ligações químicas entre diferentes
átomos podem interagir com a radiação eletromagnética com freqüência adequada e desta forma
possibilitar a sua identificação. Na figura abaixo vemos os principais modos de vibração que podem
ser observados nas moléculas.

Figura 7: (Esquerda) Modos vibracionais da molécula de água estiramento simétrico, estiramento assimétrico
e deformação angular. (Direita) Para a molécula de CO2.

Referências bibliográficas:

 Atkins, P e. Jones, L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre:
Bookman. 2001. Terceira Edição. Fundamentos seções A e B e capítulos 1.

 Shriver, D.F. e Atkins, P.W. Química Inorgânica. Porto Alegre: Bookman. Quarta edição. 2008. Capítulo 1.

 Kotz, J. C. e Treichel Jr, P. M. Química Geral 1 e reações químicas. São Paulo: Cengage Learning. 2009. Capítulo
9.