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Os Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos.

Normalmente o conceito de direitos humanos tem a ideia também de liberdade de


pensamento e de expressão, e a igualdade perante a lei.
O direito de todos a desfrutar o mais alto padrão atingível de saúde física e
mental, ou seja, o direito à saúde, foi reconhecido primeiramente pela Declaração
Universal dos Direitos Humanos. Saúde é o completo bem-estar físico, social e mental,
segundo definição da Organização Mundial de Saúde (OMS, 1994).
No Brasil, o direito à saúde foi reconhecido apenas na Constituição Federal de
1988. Antes disso, o Estado apenas oferecia atendimento à saúde para trabalhadores
com carteira assinada e suas famílias, e as demais pessoas tinham acesso a esses
serviços como um favor e não como um direito. O artigo 196 de nossa Constituição em
vigor preceitua que:
A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante
políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença
e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e
serviços para a promoção, proteção e recuperação. Art. 196°.

A criação do Sistema Único de Saúde (SUS), regulamentado pelas Leis


8.080/90 e 8.142/90, está diretamente relacionada à tomada de responsabilidade por
parte do Estado no campo da saúde. Nesse contexto, o direito à saúde é parte de um
conjunto de direitos chamados de direitos sociais, que têm como inspiração a igualdade
entre as pessoas. O SUS é criado no contexto dessa nova ordem social focada na
promoção do bem de todas as pessoas, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor,
idade e quaisquer outras formas de discriminação- expressa no artigo 3, inciso IV da
Constituição. O SUS foi instituído como uma política de Estado para garantir a saúde
como um direito efetivo para todos. A organização de suas ações e seus serviços tem
como diretrizes a descentralização, com direção única em cada esfera de governo; a
universalidade, sendo a condição de pessoa o requisito único para a titularidade do
direito; o atendimento integral, com a prioridade para as atividades preventivas, sem
prejuízos das ações e serviços assistenciais; e a participação da comunidade para
garantir que políticas, ações e programas respondam adequadamente às necessidades
das populações em condições de desigualdade e para que sejam ofertadas ações
diferenciadas para grupos com necessidade específicas. Os brasileiros reconhecem que
entre os direitos mais importantes, aqueles que têm sido mais desrespeitados, em ordem
decrescente, são: segurança, moradia e saúde.
Segundo uma pesquisa por Fernanda Lopes bióloga e Ana Flavia
Magalhães jornalista (2010) o núcleo familiar é o ambiente mais valorizado para
aquisição de conhecimentos sobre o direitos humanos, seguido da escola e televisão. A
pesquisa sinaliza ainda uma relação entre a renda familiar e fatores importantes para a
garantia de direitos, aqueles que recebem 1 à 2 salários mínimos reconhecem muito mis
o apoio da família enquanto quem recebe acima de 10 salários mínimos, a importância
da família é menor. Este destaque atribuído a família, as pessoas ao pensar em direitos
humanos se direcionam imediatamente a saúde, provavelmente esta ligado ao fato delas
compreenderam esse grupo como a unidade social primária que desenvolve um sistema
de valores, crenças e atitudes acerca de saúde e doença, as quais são demonstradas por
meio dos comportamentos de saúde-doença dos seus membros.
De acordo com Stanhope(1999), a família desempenha função relativa à
saúde, na medida que protege a saúde de seus membros, dando apoio as necessidades
básicas em caso de doença. Pois a proteção como função primordial da família tendo,
sobretudo, potencialidades para dar apoio emocional na resolução de problemas e
conflitos. Além disso a família ajuda a manter a saúde física e mental do indivíduo, por
constituir o maior recurso natural para lidar com situações potencializadoras de estresse
associada a vida na comunidade.
É importante ainda que o sistema de saúde esteja orientado para atuar mais
próximo das famílias, se apresenta como um desafio uma melhor compreensão, por
parte, dos arranjos familiares, de sua organização, dos modos como seus componentes
se relacionam com o mundo. O agir em saúde tende a se constituir como o agir de
maneira democrática, com respeito, responsabilidade e solidariedade; de maneira
harmoniosa, transformadora, humanizada e emancipadora, quando houver
investimentos expressivos no reconhecimento da integridade dos direitos e na educação
em direitos humanos.
Do ponto de vista organizativo e programático, a integridade é o
principio fundamental do SUS, dado que garante a todas as pessoas
uma atenção que abrange as ações de promoção, prevenção,
tratamento e reabilitação, com acesso a todos os níveis de
complexidade do Sistema. E também pressupõe a atenção focada no
individuo, na família e na comunidade (inserção socil), e não num
recorte de ações ou enfermidades (Brasil,MS, 2009).

A negação do direito ao pertencimento coloca as pessoas em situação de


vulnerabilidade, restringe as liberdades individuais e potencializa os riscos de
adoecimento. Nesse sentido, a efetivação do direito humano à saúde, na sua
integralidade, implica o desafio de assegurar a igualdade com respeito à diferença e as
diversidades, considerando que os direitos humanos não nascem todos de uma vez nem
de uma vez por todas.

Referências
- BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União,
Brasília, 5 de outubro de 1988. Disponível em: <www.planalo.gov.br/
ccivil_03/Constituição/Constitui %C3 %A7ao.htm.>. Acessado em 3 de abril de 2011.

- BRASIL, Ministério da Saúde. Conselho Nacional das Secretarias Municipais de


Saúde. O SUS de A a Z: garantindo saúde nos municípios. 3.ed. Brasília: 2009.

- LOPES, F; MAGALHÃES, A.F. Saúde, Direitos Humanos e Cidadania no Brasil.


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- STANHOPE, Márcia. Teorias e desenvolvimento familiar. In: STANHOPE, Márcia;


LANCASTER, J eanette. Enfermagem comunitaria: promoção de saúde de grupos,
famílias e indivíduos. Lisboa: 1999.