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24/02/2011 Áudio Música & Tecnologia: Edição #2…

Edição #233: Lançamento

quarta-feira, 2 de fevereiro
Komplete 7: Um pacote de softwares Native para todas de 2011
as ocasiões
Por Daniel Raizer

A Native Instruments, famosa fabricante de produtos como instrumentos virtuais, plug-ins de e-feitos, interfaces
de áudio, superfícies de controle e softwares para DJs, lançou há pouco o novo pacote de softwares Komplete 7.

A primeira coisa que impressiona é: 90 GB de dados! 90? Onde vamos por isso tudo? "Por" é metade do
problema. A outra metade é "como acessar tudo isso". Instrumentos virtuais geralmen-te não conseguem ser
alocados na memória RAM e precisam ser acessados, do disco, em tempo real, portanto seu disco rígido atual
pode ser um problema no momento de realizar o setup. Se você, como eu, sofre pela constante falta de espaço
disponível no computador, talvez seja a hora de comprar um (ou mais um) HD externo novo.

Se este é o caso, sugiro um modelo eSATA de 7200 RPMs, mas é necessário que você tenha essa porta na sua
máquina, e nem todos os computadores têm (especialmente notebooks Apple). Em segundo lugar, você pode
optar por um que tenha conectividade Firewire (se for 800, melhor a-inda) e que tenha também um HD de 7200
RPMs. Se você acertou as seis dezenas recentemente, pode trocar o HD interno por um SSD de 512 GB, que vai
ser o top, mas só até a semana que vem.

Esqueça os HDs externos do tipo slim, com porta USB e com míseros 5400 RPMs. O Komplete 7 não vai rolar
legal deles. C aso queira ser abusado, você pode instalar o Komplete 7 no servidor da empresa para usar fora do
expediente. Aproveite, pois lá deve ter um SC SI ou um SAS em RAID com 15000 RPMs a 6 GB/s em 3ms, mas
seu chefe talvez não goste. Voltando à Terra, não esqueça de colocar o Komplete 7 na mesma partição do
sistema, caso você tenha apenas um HD. Outra solução é não instalar tudo, mas aí não faz muito sentido ter
adquirido o Komplete 7, não é mesmo?

C omo o Kontakt 4 incluso no pacote é o responsável pela maior parte dos acessos à gigante bi-blioteca de
instrumentos multissampleados, há uma ferramenta interessante que resolve a questão do acesso quando temos
várias instâncias do sofware. Esta chama-se Memory Server (que já es-tava presente na versão 3.5 e que só
roda em Mac OS X Leopard em diante). Este recurso permi-te que você aloque samples na memória RAM,
mesmo que estes excedam a quantidade permitida a aplicativos rodando no sistema operacional de 32 bits (que
é de 4 GB). Sendo assim, você pode ter um "conjuntinho" de plaquinhas de memória RAM no seu Dual 16 C ore
(tipo 64 GB!) e car-regar os samples nelas, evitando acesso ao disco rígido. Para habilitar esta função,
simplesmente abra o Kontakt 4, clique no botão Options, depois na guia Memory e habilite a caixa Use Memory
Server. Será necessário reiniciar o software. Um ícone indicativo aparece na barra do Finder exibindo a
quantidade usada (figuras 1 e 2).

Depois de ter solucionado a localização da biblioteca e o acesso a ela, vamos ver uma lista com os softwares que
integram o pacote e um breve descritivo destes:

Absynth 5 - Sintetizador semi-modular


Battery 3 - Sampler de bateria
FM8 - Sintetizador FM
Guitar Rig 4 Pro - Rack de efeitos
Kontakt 4 - Sampler com 43 GB de samples
Massive - Sintetizador
Reaktor 5.5 - Suíte de recursos para criação sonora
Abbey Road 60s Drums - Dois kits de bateria sampleados do Abbey Road
Acoustic Refractions - C em instrumentos variados para Kore Player
Berlin Concert Grand - Um piano Bechstein D280 multi-sampleado
New York Concert Grand - Um piano Steinway & Sons D multissampleado
Rammfire - Emulador de amp assinado por Richard Z. Krusp, do Rammstein
Reaktor Prism - Sintetizador polifônico
Reaktor Spark - Sintetizador baseado no Reaktor
Reflektor - Reverb de convolução
Scarbee A-200 - Um Wurlitzer A-200 multissampleado
Scarbee Clavinet/Pianet - Um Hohner D6 e um Hohner Pianet N multissampleados
Scarbee Mark I - Um Rhodes Mark I multissampleado
Scarbee MM-Bass - Sampler de baixo com articulação inteligente
The Finger - Efeitos para remix criado por Tim Exile
Traktor's 12 - Doze efeitos do Traktor
Upright Piano - Um piano de armário multissampleado
Vienna Concert Grand - Um piano Bösendorfer 290 imperial multissampleado
Vintage Organs - C inco órgãos multissampleados (Hammond B-3, C -3, M3, Vox C ontinental II e Farfisa C ompact)
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Dentre os softwares inclusos há novas edições de softwares consagrados, como o Absynth 5, sen-sacional para
criar climas para trilhas de filme de terror ou de ficção científica. Mas as grandes diferenças em relação às
versões anteriores vai ficar por conta dos novos instrumentos virtuais e efeitos, com especial atenção para o
Vintage Organs e o Reflektor.

Vintage Organs

O Vintage Organs é um software fora do padrão. Ele não é baseado na tecnologia de modelagem física, diferente
da maioria dos outros softwares emuladores de órgãos. Ele é sampleado, mas não perde a flexibilidade de
manipulação sonora do órgão em si ou do sistema de amplificação que a modelagem física permite. Ele também
mantém todos os "defeitinhos" do som original, e, melhor, de órgãos reais escolhidos a dedo.

Sendo assim, além de ser possível chegar no som que você quiser, manipulando os registros ou controles de
chorus/vibrato, distorção e EQ, dentre tantos outros no painel do próprio órgão vir-tual, é possível ajustar o
amplificador ao qual ele está ligado, seja ele uma caixa Leslie, um amp valvulado para guitarara ou um DI. Bem
interessante.

Este plug-in apresenta as sonoridades clássicas dos instrumentos que fizeram história na música pop do meio do
século passado em diante, como o Hammond B-3, Hammond C -3, Hammond M-3, Vox C ontinental II e Farfisa
C ompact. C ada um tem um painel dedicado (com características organizacionais iguais aos de seus colegas de
mundo real) e funções específicas de cada modelo. Estes podem rodar em stand-alone (no Kontakt Player, por
exemplo) ou em qualquer DAW como plug-ins VST, AU ou RTAS. Veja o exemplo dos controles do Hammond C 3
nas figuras 3 a 6.

Reflektor

A Native Instruments está caminhando para tornar o Guitar Rig seu rack de efeitos para uso geral e não somente
para processar sinais de guitarras ou baixos. Portanto, provavelmente no futuro este até mude de nome para
algo menos específico, pois é estranho abrir o Guitar Rig em um ca-nal auxiliar no Pro Tools, por exemplo, para
servir de reverb para outros canais. Mas isso é apenas uma conjectura. De qualquer forma, essa mutação já
começou, e o Reflektor é o primeiro rack de efeito a entrar no conjunto de racks do Guitar Rig não específico
para seu atual público.

O Reflektor é essencialmente um emulador de espaços físicos (reverb, se preferir). Mas como ele não é um
reverb comum, esse nome complexo lhe cai bem. Seu diferencial está na tecnologia Zero Latency C onvolution,
que é proprietária da Native Instruments e está em processo de patente. Esta tecnologia permite, além da óbvia
latência zero no processamento, ajustes suaves sem artifícios sonoros e uma incrível otimização de uso de C PU.

De fábrica ele vem com 350 respostas de impulsos (Impulse Response = IR) abrangendo uma ampla quantidade
de espaços virtuais, mas também encontram-se nesta lista IRs de equipamentos reais como o TC Electronics
Reverb 4000, o Yamaha SPX 2000, o Lexicon MX500 e até o AMT 140, entre outros. Há também IRs sintetizados
e você pode usar a sua própria biblioteca.

O Reflektor é ultra fácil de usar. Basta abrir o Guitar Rig dentro de seu software preferido e ar-rastar o Reflektor
da coluna C omponets para o rack. Um painel com ajustes extras pode ser aber-to clicando-se o pequeno
triângulo da lateral direita. A única coisa que eu achei estranha é que, como o Guitar Rig é para guitarra, ele vem
com o canal de entrada L apenas ativado por default, resultando em um processamento mono. Normalmente
reverbs são usados em canais estéreos, então, para solucionar, basta ligar o botão R ao lado do L. Para isso,
clique sobre ele na faixa su-perior do Guitar Rig (figura 7).

O primeiro ato é, obviamente, testar os diferentes presets. Para isso, há uma caixa logo abaixo do nome do
plug-in que acomoda alguns exemplos. Depois, teste o navegador simples de usar: são 4 setinhas - as da
esquerda e direita mudam a categoria e as de cima e de baixo mudam o IR das categorias selecionadas. Uma
ajuda legal para facilitar a escolha é checar no início dos nomes dos IRs o decaimento do reverb expresso em
segundos (figuras 8 e 9).

Quais são os botões mais elementares de um reverb? Na minha opinião são o ajuste Wet/Dry e Decay. No
Reflektor os ajustes Wet e Dry estão separados e, portanto, se você vai usá-lo como insert em canal auxiliar, por
exemplo, deixe o Wet no máximo e o Dry no mínimo.

Para ajustar o Decay há um enorme botão para esta finalidade. Quando estiver abaixo de 100%, um envelope
corta o decaimento, ao passo que quando passa de 100% um envelope amplia o de-caimento do reverb.
Simples. No painel escamoteável, o botão Sync faz com que o botão Decay movimente-se em múltiplos do
andamento da sessão onde o Guitar Rig está inserido como plug-in. Bom para delays.

Só pelo poder desses dois brilhantes softwares já podemos ter uma noção bem clara do que vem no Komplete 7.
Se você tiver paciência (e muito tempo), são mais de 10.000 sons diferentes para testar, fora os inúmeros
presets e plug-ins de efeitos que parecem não ter fim. Dica final: se você tem férias vencidas, agora é a hora.

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