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Organização de Eventos - Teoria e Prática

Maria Cecília Giacaglia


2 Resenhas
Cengage Learning Editores, 2006 - 254 páginas
'Organização de Eventos - Teoria e Prática' oferece ao leitor uma visão teórica geral
sobre eventos; analisa as vantagens e as desvantagens da contratação de empresas
especializadas na organização de eventos; apresenta diferentes tipos de eventos,
seus objetivos e principalmente, descreve como planejar e organizar eventos.
Encerra o livro um capítulo totalmente dedicado às avaliações quantitativa e
qualitativa dos resultados, tópico que, apesar de sua importância não recebe a
devida atenção.
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http://books.google.com.br/books?
lr=&id=Gihe9xJKLL8C&dq=planejamento+de+eventos&q=desportivo#v=onepage&q=
desportivo&f=true

Informações bibliográficas

Título Organização de Eventos - Teoria e Prática


Autor Maria Cecília Giacaglia
Edição reimpressão
Editora Cengage Learning Editores, 2006
ISBN 8522103011, 9788522103010
Num. págs. 254 páginas

Megaeventos esportivos, legado e


responsabilidade social
2

KATIA RUBIO
0 Resenhas
Casa do Psicólogo, 2007 - 265 páginas
Ao longo do século XX, os Jogos Olímpicos se transformaram em um dos principais
eventos culturais do planeta e sua organização demanda envolvimento direto do
poder público e da iniciativa privada. Neste livro, um dos frutos do II Seminário de
Estudos Olímpicos, o leitor tem a oportunidade de conhecer as discussões sobre os
custos materiais e sociais do processo de candidatura e realização de um
megaevento esportivo na atualidade.
« Menos

Informações bibliográficas

Título Megaeventos esportivos, legado e responsabilidade social


Autor KATIA RUBIO
Editora Casa do Psicólogo, 2007
ISBN 8573965886, 9788573965889
Num. págs. 265 páginas
http://books.google.com.br/books?
id=8xlp1Dcush8C&dq=megaeventos&source=gbs_navlinks_s

Análise estrutural do turismo

Mário Carlos Beni


http://books.google.com.br/books?
id=laZU_kfJdXYC&dq=eventos+e+megaeventos&source=gbs_navlinks_s
3

Informações bibliográficas

Título Análise estrutural do turismo


Autor Mário Carlos Beni
Edição 3
Editora Senac, 1997
ISBN 8573590319, 9788573590319
Num. págs. 517 páginas

EVENTO E ASSIM MESMO!:


DO CONCEITO AO BRINDE

SERGIO ZOBARAN
0 Resenhas
Senac - 192 páginas
Neste livro, Sergio Zobaran apresenta o passo-a-passo da organização de
espetáculos e festas institucionais ou promocionais, oferecendo dicas que só a
experiência pode ensinar.
http://books.google.com.br/books?
id=we4qfcIxVeMC&vq=eventos&dq=eventos+e+megaeventos&source=gbs_navlinks_s
Informações bibliográficas

Título EVENTO E ASSIM MESMO!: DO CONCEITO AO BRINDE


Autor SERGIO ZOBARAN
Edição 2
Editora Senac
ISBN 8577560287, 9788577560288
Num. págs. 192 páginas

LAURO DA SILVA BECKER


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OS PASSOS DA MONOGRAFIA E DA DISSERTAÇÃO


esquema básico

Projeto de monografia apresentado para


avaliação na disciplina de Metodologia da
Pesquisa no Curso de ............do Centro
de .......... da Universidade Regional de
Blumenau.

Prof. ............................................

BLUMENAU
2004
5

AGRADECIMENTOS ( é opcional )
- Aos familiares, esposa e filhos...............................................................
- A todos os colegas, professores e alunos, companheiros de lide no dia a dia.
- A Deus pela vida e saúde.

SUMÁRIO
6

Informações bibliográficas..........................................................................................................1
Informações bibliográficas..........................................................................................................2
Informações bibliográficas..........................................................................................................3
Informações bibliográficas..........................................................................................................3
INTRODUÇÃO.........................................................................................................................7
APRESENTAÇÃO DO TEMA E JUSTIFICATIVA DE SUA ESCOLHA............................7
ABORDAGEM GERAL DO PROBLEMA...............................................................................7
QUESTÕES ESPECÍFICAS.......................................................................................................8
HIPÓTESES E OU PRESSUPOSTOS.......................................................................................9
VARIÁVEIS E OU FATORES QUALITATIVOS DE ANÁLISE.........................................10
OBJETIVOS DA PESQUISA..................................................................................................10
DEFINIÇÃO DE TERMOS......................................................................................................11
METODOLOGIA DA PESQUISA OU DO ESTUDO...........................................................11
Tipo de pesquisa........................................................................................................................11
Área de abrangência..................................................................................................................12
População e amostra.................................................................................................................12
Passos da pesquisa....................................................................................................................12
Instrumentos de coleta de dados...............................................................................................13
Tratamento dos dados...............................................................................................................13
Pesquisa teórica........................................................................................................................13
DESENVOLVIMENTO.........................................................................................................14
REVISÃO DA LITERATURA OU PLANO TEÓRICO.........................................................15
APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS......................................................................15
CONCLUSÕES E SUGESTÕES...........................................................................................16
REFERÊNCIAS .....................................................................................................................17
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INTRODUÇÃO

Esta parte corresponde ao conjunto de informações contidas no projeto de


pesquisa. Em outras palavras, na introdução devem constar, clara e objetivamente, os
componentes do projeto de investigação, deixando evidente o objeto a ser investigado,
isto é, a idéia que será submetida a estudo, bem como os princípios e processos
metodológicos que serão colocados em jogo. Bem elaborada ,esta parte poderá
corresponder ao primeiro capítulo de sua pesquisa e, para isso, sugerimos alguns
aspectos ou tópicos que não devem ser esquecidos:

APRESENTAÇÃO DO TEMA E JUSTIFICATIVA DE SUA


ESCOLHA.

Nesta parte, apresente o tema ao leitor, diga, em poucas palavras, do


que trata o assunto, deixando clara e transparente a idéia que pretende
sustentar. Em seguida, justifique a importância do estudo empreendido. Diga a
quem ele serve e porque serve. Em outras palavras, mostre o seu significado, o
valor de sua pesquisa. IMPRESSIONE! Venda o seu tema! Prometa ao leitor o
que você pode cumprir se a pesquisa for realizada. Não se esqueça de que a
propaganda é a alma do negócio. Deixe o leitor com vontade de ler sua
pesquisa. Ressalte o tema do ponto de vista histórico, pessoal, profissional,
pedagógico, sociológico, psicológico... Não mostre os pontos negativo do
tema, deixe-os para o item seguinte, pois aqui você deverá ser valente e
inteligente para mostrar o "marketing" de seu estudo. O seu papel, aqui é
motivar o leitor a continuar a leitura e a gostar de seu tema. Mostre ao leitor o
que você, o pesquisador, tem a ver com o tema, qual é sua história de vida em
relação ao tema.

ABORDAGEM GERAL DO PROBLEMA.

Redija esta parte depois de ter concluído o item 1.3., denominado


"questões específicas". Aqui, você deverá mostrar, em termos amplos, o
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estado atual do problema. Entende-se por problema um conjunto de questões e


de inquietações que afetam ou perturbam alguém, fazendo-o pensar,
interrogar, perquirir.
Nesta abordagem ( a+borda+gem), redija um texto sobre os PROBLEMAS que
envolvem e afetam as questões de sua pesquisa. São problemas mais amplos, mais
complexos que circundam o tema. Não se esqueça de que problemas incomodam,
provocam e desequilibram o leitor. Faça-o, então, pensar. Use a trama de idéias
contraditórias pertinentes ao tema e faça o leitor buscar meios e soluções aos problemas
colocados. Não solucione nada. Deixe para o leitor. Complique, imbrique. Não
proponha, investigue, instigue. Faça uma análise crítica sobre a problemática dentro da
qual o seu tema está inserido. Aqui, são as questões gerais que circundam o estudo as
quais o pesquisador não vai responder com sua pesquisa. Analogicamente mostre o
corpo (questões amplas) antes de falar do coração ( questões específicas). Problemas
não são coisas boas, são aspectos que incomodam, que perturbam e servem, aqui, como
uma introdução às questões específicas da pesquisa. Se a sua pesquisa tratar da relação
professor-aluno, por exemplo, a sua questão específica (item 1.3.) pode ser: como os
professores se relacionam com seus alunos? Na abordagem geral do problema, você
poderá questionar a problemática da relação política, social, econômica e estrutural,
dentro da qual os alunos e professores vivem e se situam. É importante notar que a
abordagem ampla ( política, social, econômica) interfere na sala de aula, ou melhor, na
relação professor-alunos.

QUESTÕES ESPECÍFICAS

O desenho de uma pesquisa pode ser assim representado:

????????.........CAMINHO.......... RESPOSTAS
ou
Questões............. Metodologia............ resultados

A pesquisa começa com uma indagação ou uma dúvida que o pesquisador tem
dentro do seu tema. Colocada a questão inicial ou as questões que delimitam o tema, o
pesquisador deixou claro o seu objeto de investigação. O tema ou assunto é amplo, mas
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a ou as questões são restritas ao que se quer investigar. Chegou o momento de deixar


claro ao leitor as questões que nortearão o processo de investigação. Entende-se por
questão uma sentença interrogativa. Exemplo: como os professores se relacionam com
seus alunos? que aspectos interferem nesta relação? Ressalta-se que a ou as questões
aqui formuladas indicam o objeto a ser investigado, portanto, a caminhada a ser
implantada. O que você perguntar aqui, sua pesquisa deverá responder.
Por isso, faça um exercício sério e constante, tentando implicar e explicitar o
seu objeto de investigação em questões norteadoras de estudo. Cuidado! Pergunte o que
é possível ser respondido. No esquema acima, você se situa bem no começo, nas
questões iniciais. Se souber explicitar bem o que quer, sua pesquisa vai deslanchar, se
não souber, ficará perdido e rumará para horizontes desconhecidos onde dificilmente
chegará.

HIPÓTESES E OU PRESSUPOSTOS

Tanto hipóteses quanto pressupostos constituem a idéia da tese. Ressaltam a


idéia ou o conjunto de idéias que o pesquisador acredita que possa sustentar na
pesquisa. A hipótese, por sua vez, expressa uma idéia positivista, mensurável,
controlável. Ela implica a relação de duas variáveis: independente (causa) e dependente
(efeito). As variáveis são extraídas das hipóteses. Exemplo: os alunos que estudam
Matemática pelo método X, obtêm melhores notas que aqueles que estudam pelo
método Y. Nesta hipótese, os métodos x e y constituem as causas, portanto as variáveis
independentes. As notas, por sua vez, constituem o efeito ou variável dependente.
Os pressupostos, em nossa concepção, são hipóteses qualitativas que
pertencem a pesquisas também qualitativas e não quantitativas. Nas hipóteses, o critério
de análise é o número, nos pressupostos, o critério é a razão. Assim, há dois ramos de
pesquisa: aquelas que pertencem às Ciências Exatas, cujas processos de investigação
são embasados em hipóteses e controle de variáveis, portanto, pesquisas quantitativas.
Há, em nossos caso, as pesquisas que pertencem às Ciências Humanas e Ciências
Sociais. Na maioria das vezes, estas pesquisas são qualitativas, embasadas em
pressupostos e em fatores qualitativos de análise e não em hipóteses e variáveis. As
hipóteses compreendem variáveis. Os pressupostos compreendem fatores qualitativos
de análise.
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Os fatores qualitativos de análise ( decorrentes dos pressupostos) são aqueles


aspectos que serão tratados, na pesquisa, de forma qualitativa, dentro de um todo e não
pela limitação entre causa e efeito. No pressuposto: "a qualidade de ensino está
intimamente ligada ao desenvolvimento sócio-econômico e político do país e à
formação dos professores", há um conjunto de fatores que devem ser analisados
qualitativamente. Tanto hipóteses quanto pressupostos, constituem respostas provisórias
às questões formuladas no item anterior ( questões específicas).

VARIÁVEIS E OU FATORES QUALITATIVOS DE ANÁLISE

Conforme já se viu acima, se sua pesquisa trabalha com hipóteses ( pesquisa


quantitativa), estas contemplam, no mínimo, duas variáveis. Uma é causa e a outra é
efeito. De modo geral, a causa provoca o efeito. Exemplo: Os fumantes são mais
propensos a doenças cárdio-respiratórias que os não fumantes. Causa:fumo;
efeito:doença. A causa é denominada variável independente. O efeito ou resultado é
chamado de variável dependente.
As pesquisas qualitativas não trabalham com hipóteses e nem com variáveis,
mas com pressupostos e fatores qualitativos de análise. No exemplo, "o homem é um
ser concreto, complexo, completo e inacabado", há uma gama de aspectos objetivos e
subjetivos implícitos no pressuposto. Estes aspectos, daí decorrentes, são denominados
"fatores qualitativos". Eles podem ser: aspectos genéticos e biológicos, de um lado e
personalidade, caráter, temperamento, comportamento, atitude e uma infinidade de
outros fatores, de outro lado, que podem ser revisitados, categorizados e tratados
qualitativamente.

OBJETIVOS DA PESQUISA

Agora que você já determinou suas questões, suas hipóteses e ou pressupostos ,


está na hora de anunciar o que espera de sua pesquisa, isto é, o que pretende alcançar
com o estudo. Os objetivos devem ser tão claros e coerentes quanto os itens anteriores.
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Exemplo: "analisar a problemática da relação professor-alunos em escolas


públicas de 1º grau do Estado do Paraná". Outro exemplo: "interpretar o discurso do
professor e dos alunos, segundo as técnicas de Flanders e do Micro-ensino.

DEFINIÇÃO DE TERMOS

Neste item, procure definir os termos que precisam ser esclarecidos. Devem ser
definidos somente aqueles implicados diretamente no objeto de investigação, pois a sua
compreensão e limitação precisam ser claras. Exemplo: classe social, desenvolvimento
sócio-econômico, etc.. Estes termos devem ser definidos segundo a conotação que
recebem na pesquisa que está sendo feita, não devendo se limitar a explicações de
dicionários.

METODOLOGIA DA PESQUISA OU DO ESTUDO

Neste item, o pesquisador deverá dizer COMO, ONDE, COM QUEM, COM
QUE INSTRUMENTOS, QUANTO E QUANDO será feita a pesquisa. Assim, o
pesquisador deverá deixar claros os passos e processos que serão utilizados. Em alguns
meios acadêmicos, ao invés de se chamar Metodologia da pesquisa, preferem eles
denominar o item de Materiais e Métodos. Em resumo, neste item você deverá
descrever e analisar sua pesquisa do ponto de vista teórico e prático. Para isso,
relebramos alguns passos, considerando que eles podem ser alterados e modificados de
acordo com a natureza e a realidade de cada pesquisa. Para isso, sugerimos:

Tipo de pesquisa

Além de ser teórica ou prática, que já é uma classificação, há uma grande


variedade de tipos de pesquisa. Relembramos alguns deles: Pesquisa experimental;
Pesquisa exploratória ou descritiva-explicativa; pesquisa participante; pesquisa-ação;
pesquisa hermenêutica; pesquisa fenomenológica; pesquisa dialética, bibliográfica, etc..
Diga, então, aqui, o tipo que empreenderá e mostre as suas características.
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Área de abrangência

Fale agora sobre a área que a pesquisa trabalhará. Não estamos falando de área
física, mas da abrangência e conotação do tema, do ponto de vista teórico e prático.
Exemplo: Esta pesquisa se situa na área da Educação, mais especificamente na sala de
aula, onde estuda a teoria e a prática pedagógica do professor, na relação com seus
alunos.

População e amostra

Este item só se aplica às pesquisas de caráter prático, onde hajam sujeitos


envolvidos e, conseqüentemente, pesquisa de campo. A população é o todo de onde se
retiram os sujeitos da investigação. Assim, a população são todos as pessoas de uma
escola. A amostra, por sua vez, são os sujeitos extraídos desta população, os alunos da
3ª série, por exemplo. As crianças do sexo masculino, na idade de 1O a 12 anos, podem
constituir uma amostra para a pesquisa. Cuidado! Há técnicas para seleção de amostras.
Leia um pouco a este respeito ou consulte um especialista na área.

Passos da pesquisa

Por passos da pesquisa, entendem-se todas as etapas que foram ou serão


empreendidas no estudo, desde a escolha do tema até a sua apresentação. Exemplo: para
a realização desta pesquisa, serão empreendidas as seguintes etapas:
- Èscolha do tema e discussão com especialistas da área;
- Leitura da bibliografia pertinente ao tema;
- Organização de um fichário para as idéias básicas;
- Organização dos instrumentos de coleta de dados;
- Testagem dos instrumentos;
- Visita ao diretor da escola;
- Reunião com os professores das 4as séries e apresentação do plano de
pesquisa;
- Aplicação dos instrumentos.
Aqui foram apresentados alguns exemplos de tópicos, mas cada um
deles precisa ser explicado e analisado. Não basta dizer que se vai aplicar um
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instrumento, mas é preciso dizer também com quem, onde, como e de que
forma este será aplicado.

Instrumentos de coleta de dados

Como já se disse anteriormente, determine que instrumentos serão aplicados


para a coleta de dados. Os instrumentos devem passar por três etapas: elaboração,
validação e aplicação. Cada uma destas etapas precisa ser explicada. Os instrumentos
mais comuns são: testes padrões, questionário, formulário, roteiro de entrevista, fichas
de observação, etc..

Tratamento dos dados.

Se a sua pesquisa trabalhar com dados, determine, aqui, como eles serão
tratados. É bom lembrar que o tratamento estatístico deverá ser coerente com as
hipóteses e/ou pressupostos formulados no item 1.4. Aqui vai apenas a intenção, o
plano de como os dados serão tratados. Mais tarde, em outro capítulo, o pesquisador
deverá apresentá-los conforme prometeu aqui.

Pesquisa teórica

Neste primeiro capítulo, o pesquisador apresenta o seu plano de trabalho e, na


segunda parte ( desenvolvimento), ele desenvolverá este plano. Assim, o plano teórico é
fundamental para o pesquisador. Vale ressaltar que a pesquisa teórica persiste antes,
durante e após a realização da pesquisa. O plano teórico supõe um mergulho na
literatura e é preciso que o pesquisador esteja muito bem informado a respeito do
conteúdo do seu tema. Então, nesta primeira parte (plano), o pesquisador deverá
explicar como será elaborada a pesquisa teórica e quais são os diferentes enfoques mais
priorizados. Diga, então, como será o plano de investigação e como serão os capítulos
ou partes de seu estudo.
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DESENVOLVIMENTO

Na primeira parte (introdução), o pesquisador apresentou o plano de seu


trabalho, ou seja, como ele seria elaborado. Agora, nesta parte, chega de promessa,
pois se trata do desenvolvimento da pesquisa.
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De maneira geral, o desenvolvimento se divide em duas seções: a primeira


reservada à revisão da literatura e a segunda reservada à apresentação e análise dos
dados, se for o caso.

REVISÃO DA LITERATURA OU PLANO TEÓRICO

Como a própria expressão sugere, o pesquisador deverá apresentar aqui um


estudo teórico sério e profundo a respeito do seu tema. É um trabalho de pesquisa que,
se não supõe esgotar as fontes, supõe um aprofundamento e uma análise muito aguçada
do assunto. Um tema tem sua história e por que não começar por ela? Um tema supõe
teorias, correntes, concepções e princípios e por que não organizá-los, tratá-los,
contrastá-los?
Trata-se, então, de um trabalho pessoal, onde o pesquisador cria, critica,
analisa, nega, compara e toma posição. Não é cópia e nem parecido com cópia. Não é
justaposição de idéias ( montinho de idéias desconexas), mas uma rede de idéias. Então,
a obra do pesquisador é realizar as idéias, desmontá-las, caracterizá-las, categorizá-las.
Há planos de idéias no que concerne à análise de conteúdo. Há temas com conotações
históricas, como se viu, com enfoques filosóficos, humanos, lingüísticos, sociológicos,
políticos. Dê um mergulho! O tamanho de sua obra não interessa tanto, o que interessa é
a qualidade, o "corpus" que o pesquisador elaborou. Tudo isso supõe relação com o
tema ou com aspectos muito próximos a ele.
Use citações e paráfrases, mas não esqueça nem de citar, nem de referenciar os
autores e obras.

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS

Se você foi a campo e coletou dados e informações, está na hora, agora, de


apresentá-los e de analisá-los. Divida seus dados e informações, também, por partes, na
ordem lógica e lance mão de sua criatividade.
Apresentar os dados e tratá-los implica uma organização visual e mental,
permitindo ao leitor uma compreensão de suas relações com as partes e com o todo.
Consulte um estatístico, não só para tratar esses dados à luz da quantificação, mas para
que ele crie meios e instrumentos (tabelas, gráficos e quadros) para melhor visualização
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e compreensão. Ao analisar uma tabela, o pesquisador deverá buscar outras


informações ( em outras tabelas, por exemplo) para tecer uma análise mais crítica, mais
comparativa. Analisar não significa dizer que 60% é maior que 4O%, pois isso o leitor
já sabe. Mas se você disser que 4O% de uma amostra está afetada por uma doença
grave, a coisa é diferente. Os dados gerais, bem como os instrumentos, devem constar
dos anexos. Nesta parte, aqui, o leitor deverá apresentar apenas uma síntese deles,
dando idéia do todo.

CONCLUSÕES E SUGESTÕES
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Uma boa conclusão deve encerrar a idéia de toda a pesquisa. É uma retomada
organizada das partes na montagem e análise do todo. Para isso, sugerimos que a
conclusão contemple implicitamente quatro enfoques ou janelas:
- Uma retrospectiva de todo o trabalho, relembrando ao leitor as questões e
pressupostos do primeiro capítulo, bem como uma ligeira pincelada na metodologia e na
revisão da literatura;
- Apresentação de itens (resumo) conclusivos, com base nos dados e na
literatura. Exemplo: Em face do que se analisou nos dados e na literatura, pode-se
concluir que: 1., 2., 3. etc.
- Apresentação de conclusões pessoais ou inferenciais, sem o apoio nos dados
ou na literatura que o pesquisador acredita que sejam verdades.
- Enfim, apresentação de outras questões e de sugestões para outros
pesquisadores e estudiosos desenvolverem.

REFERÊNCIAS
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ANDRADE, M. M. de. Introdução à metodologia do trabalho científico. São Paulo:


Atlas, 1993.

BARDIN, L. L'analyse de contenu. 3. ed. Paris: PUF, 1983.

BECKER, L. da; KESTRING, S.; SILVA, M. D. da. Elaboração e apresentação de


trabalhos de pesquisa. Blumenau: Acadêmica, 1999.

BELLINE, A. H. C. A dissertação. São Paulo: Ática, 1988.

CAPALBO, C. Metodologia das Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Antes, 1979.

CERVO, A. L, BERVIAN, P.A. Metodologia científica. São Paulo: Mcgraw-Hill do


Brasil, 1983.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez, 1991.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1988.

KÖCHE, J. C. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e prática da


pesquisa. 14. ed. Petrópolis: Vozes, 1977.

MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa. São Paulo: Atlas,


1982.

MARTINS, G. de A. Manual para elaboração de monografias. São Paulo: Atlas,


1982.

SALVADOR, Â. D. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica . 7. ed. Porto


Alegre: Sulina, 1978.