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UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS

FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS DE CONSELHEIRO LAFAIETE

Estabilidade de Escavações Subterrâneas

Fernanda Santos Andrade


Marlon Jardel de Oliveira Vieira

CONSELHEIRO LAFAIETE
SET/10
FERNANDA SANTOS ANDRADE
MARLON JARDEL DE OLIVEIRA VIEIRA

Estabilidade de Escavações Subterrâneas


O critério de Hoek e Brown

Trabalho apresentado ao curso


de Engenharia de Minas à disciplina
Estabilidade de Escavações Subterrâneas
Professor: Alexandre Martins

CONSELHEIRO LAFAIETE
SET/2010

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1. INTRODUÇÃO

Veremos que nas escavações subterrâneas a preocupação com os parâmetros de


segurança vem sendo de notório crescimento para a proteção dos investimentos como
equipamentos, minério e mão de obra.
Com base em estudos anteriores e casos de ruptura atenções foram designadas
para as rochas fraturadas e não fraturadas, vendo que as rochas contínuas apresentavam
uma melhor estabilidade e eram mais fáceis de se trabalhar para obras de contenção. As
atenções foram então dirigidas para as rochas descontinuas e seus critérios de
resistência, vendo tais dificuldades principalmente em extrair corpos de provas
representativos, Hoek e Brown desenvolvem uma equação a partir da qual teremos um
parâmetro de comparação sobre o tamanho de uma amostra padrão em relação a uma
amostra ensaiada. Isso é o que será discutido mais a frente.

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2. O CRITÉRIO DE HOEK BROWN

A deformabilidade é reconhecida como um dos parâmetros mais importantes que


governa o comportamento dos maciços rochosos Vallejo (2002) define a deformabilidade
como a propriedade que tem a rocha para alterar sua forma como reposta à ação das forças.
Dependendo da intensidade das forças e das características mecânicas da rocha, a
deformação será permanente ou elástica, neste último caso o corpo recupera sua forma
original quando deixam de agir as forças aplicadas.
A elasticidade é uma propriedade ideal; na prática se um material se comporta
elasticamente ou não depende fundamentalmente de três fatores: a homogeneidade, a
isotropia e a continuidade.
Isotropia é uma medida das propriedades direcionais do material, onde o material possui
propriedades iguais em qualquer direção. Assim, muitas rochas têm uma orientação
preferencial das partículas e dos cristais, elas seriam anisotrópicas, e reagiram de maneira
diferente às forças aplicadas em diferentes direções dependendo do grau de anisotropia
(Vallejo, 2002).
Homogeneidade é uma medida da continuidade física do corpo, por isso em um material
homogêneo os constituintes estão distribuídos de tal forma que qualquer parte do corpo
tenderá as propriedades representativas de todo o material (Vallejo 2002 et al).
A continuidade pode ser tomada como referência para a quantidade de juntas, trincas e
espaços entre poros de um corpo rochoso. O grau de continuidade afetará sua coesão e
consequentemente a transmissão da distribuição de tensões através do corpo (Obert, 1967).
Todas as rochas têm algo de anisótropas, heterogêneas e descontínuas e nenhuma delas
é por esse motivo, perfeitamente elástica.
Os métodos para a avaliação da deformabilidade do maciço podem-se classificar em
diretos e indiretos. No primeiro incluem-se os ensaios in situ, em quanto que no segundo
incluem os métodos geofísicos e uma série de correlações empíricas.
Os ensaios de campo para determinar o módulo de deformabilidade in situ diretamente
consomem tempo, são bastante custosos e a confiabilidade e grau de exatidão dos resultados
destes testes é muitas vezes questionável.
O desenvolvimento de modelos empíricos para determinar o módulo de deformação do
maciço rochoso (Em) tem ido evoluindo e novas propostas vêm aparecendo e sendo
desenvolvidas.
O primeiro critério empírico para a predição do módulo de deformação do maciço
rochoso foi desenvolvido por Bienawski (1978). Depois de Bienawski, outras equações
empíricas como Barton (2002), Serafim e Pereira (1983), Nicholson e Bienawski (1990),
Mitri (1994) et al., Hoek and Brown (1997) and Kayabashi (2002) tem sido propostas para
estimar o módulo de deformação do maciço rochoso.
As equações propostas por Bienawski (1978), Serafim e Pereira (1983), Nicholson &
Bienawski (1990) e Mitri (1994) et al, consideram o RMR (Rock Mass Rating), em quanto
que a equação de Barton estima o módulo de deformação a partir do valor de Q. A equação
proposta por Hoek and Brown que é uma modificação de proposta por Serafim e Pereira
esta baseada no índice GSI (Geological Strength Index).
Para alguns ensaios que ainda não tem uma norma completamente aceita para sua
execução (carga puntiforme, compressão uniaxial) ou quando nas sondagens são utilizados
diâmetros diferentes dos recomendados na normas, gerando corpos de prova com tamanhos
diferentes, tem sido apresentadas relações que permitem a correção. Estas relações
empíricas relacionam o parâmetro obtido no corpo de prova com tamanho padrão com
valores obtidos em corpos de prova de diferentes tamanhos. Exemplo dessas correções são
o método gráfico para a correção do Is (Broch e Frankilin, 1972), as correções para

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rugosidade e resistência das paredes das descontinuidades de Barton e Brandis (1980) e
correções da resistência a compressão uniaxial por meio da seguinte equação apresentada
por Hoek e Brown (1980):

Onde:

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3. CONCLUSÃO

Vendo as dificuldades de estabilidade e de extração de corpos de amostra


representativos, Hoek e Brown desenvolveram uma equação na qual podemos ter
resultados com um bom grau de confiança. Mesmo com tal equação se torna bem difícil
dizer o certo qual será o comportamento e as tensões que tal maciço irá resistir, quanto
mais fraturado o maciço mais difícil será sua estabilização e definição de sua
resistência.
Hoek e Brown desenvolveram essa equação pós-estudos de diversas outras formas
empíricas de estimativa de tensão e deformação, no entanto tal equação tem critérios
rigorosos os quais devem ser respeitados para melhores resultados como o RMR (rock
mass rating), classificação de massa rochosa, σ c ≤ 100 MPa e GSI e σ c.
Vemos que ainda ha estudos a se fazer pra a elaboração de melhores maneiras e
equações.

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