Anda di halaman 1dari 8

arquitecto luiz crespo de carvalho

Cinema, jogos, bares, festas, conversas com amigos... Com tudo isto para fazer, quem é
que vai querer estudar?

Estudar é uma seca, dá trabalho. Para quê ir às aulas? Os professores não sabem ensinar.

Estas são frases que certamente já terás dito ao longo da tua vida de estudante. Então
perguntamos-te: “Para que é que estudas?”
Talvez digas que é para teres uma vida melhor, mas já olhaste bem para as estatísticas de
desemprego dos licenciados.

Pode ser para satisfazer uma exigência dos teus pais. Bom, qualquer dia terás que começar
a pensar pela tua cabeça e exercer a tua vontade. Esta é a idade em que se começa a fazê-
lo. Fazer o que os pais querem até tão tarde, só pode levar a resistir ao mesmo tempo. A
Individualidade e a liberdade são dos valores que mais motivam a acção humana.

Até pode ser pelo estatuto social. Qualquer que seja a razão, o importante é assumir que foi
uma escolha tua, portanto, deves responsabilizar-te por ela (ou seja, assumi-la como tua e
fazer o necessário para a concretizar).

Falámos de razões que podem até ser importantes, mas são exteriores a ti. Agora olha bem
para dentro. No fundo de ti encontras ou não a resposta “porque quero aprender”?

A curiosidade e a vontade de aprender são motivações comuns e inatas a todos os seres


humanos. São estas necessidades que transformam a potencial frustração da tarefa de
estudar, num desafio. E, como em todos os desafios, o esforço é necessário, mas o prazer
também está presente.

Esta página tem como objectivo ajudar-te a lidar com algumas dificuldades que
frequentemente os estudantes sentem. Não pretendemos dar nenhuma receita, nem ter uma
solução milagrosa para os problemas.

O estudo é uma tarefa pessoal, coloca problemas diferentes para cada um. As soluções são
ilimitadas, e as que servem para uns, não servirão para outros.

Solucionar problemas de estudo exige trabalho, treino, continuidade, persistência,


criatividade, ousadia, etc., etc., etc.

Só existe uma verdade para o estudo:

COMEÇA A ESTUDAR!!!

_________________________________________________________________________________________
lmc.moodle@sapo.pt
continuação
2

Prepara-te para estudar!


Estudar... ou talvez não!
Que tipo de aluno és tu?
Os Exames
Exames: as melhores dicas!
Aproveita as aulas
Que tipo de ouvinte és tu?

Prepara-te para estudar


É que estudar bem pode marcar a diferença entre o aluno médio ou o crânio!

Estudar bem pode marcar a diferença entre o aluno médio ou o crânio!

A aprendizagem exige tempo. Não basta decorar meia dúzia de conceitos ou mecanizar
umas quantas soluções de exercícios para dizer que se aprendeu. Aprender é sobretudo
relacionar conceitos, os que já se aprenderam com os novos, é levantar questões, é duvidar,
é raciocinar, é descobrir soluções.

Em suma é adaptar toda a estrutura de conhecimento, integrando a nova informação.


Lembras-te quando aprendeste a andar de bicicleta ou a conduzir? Todas as atrapalhações
iniciais foram aos poucos ultrapassadas e integradas em novos movimentos, que se foram
automatizando. Hoje em dia, provavelmente, já não tens que pensar como te vais equilibrar
quando andas de bicicleta, nem que tens de carregar na embraiagem ao mesmo tempo que
a mudança entra. É automático, faz parte de ti.

A aprendizagem é ilimitada. Pode-se sempre aprender um pouco mais acerca de qualquer


assunto. Pode-se sempre melhorar, aperfeiçoar e aprofundar o que já se aprendeu,
dependendo do interesse que se tem pela matéria, a sua importância para a formação geral,
o grau de exigência do professor, a relação com matérias de outras cadeiras, etc. É
importante estabelecer objectivos e planear o estudo de acordo com estes factores.

As dificuldades e a frustração são inerentes à aprendizagem. Quem aprende sem sentir


dificuldades, não está a aprender. Provavelmente, só está a assimilar conhecimentos que
serão rapidamente esquecidos.

A verdadeira aprendizagem ocorre quando se ultrapassam as resistências e dificuldades


próprias de algo novo que está a ser integrado. Errar é ter oportunidade de se aprender com
o erro.

Como já deves estar a ver, o que te vamos dizer a seguir é prepara-te para estudar com a
devida antecedência. Só na época de exames, não chega. Sentir todas estas frustrações e
dificuldades quando está próxima uma avaliação só vai aumentá-las e criar ansiedade e
angústia. Aprender é um processo que leva tempo e cada um tem o seu ritmo próprio. A
ansiedade complica este processo e dispensa-se.

No entanto, estudar não precisa de ser um processo doloroso e chato. Estudar com
motivação e gosto por aprender, encarando e ultrapassando desafios dá prazer. Aprender a
rir das dificuldades e dos erros e lidar com sentimentos de falta de confiança e frustração
torna-te mais maduro e capaz de encarar futuros desafios. Por isso, integra o estudo na tua
_________________________________________________________________________________________
continuação
3
vida.

Planeia actividades de lazer e diversão de modo equilibrado e diversificado. Não tens


de deixar de fazer o que te dá prazer. Pelo contrário, aprendemos tanto melhor, quanto
melhor nos sentimos connosco próprios. O prazer e a diversão são das coisas mais
importantes da vida e também fontes de aprendizagem.

Tem em consideração a maneira como aprendes melhor. Há pessoas que aprendem


mais facilmente ouvindo, outras lendo, outras, ainda, experimentando. Há pessoas que
gostam de estudar sozinhas e outras que gostam de estudar com colegas, conversando e
tirando dúvidas. Há os que aguentam longas horas a estudar e há os que precisam de fazer
muitos intervalos para “digerir” e “arejar”.
Se não sabes quais são as tuas preferências, descobre o quanto antes. Mas cuidado, não te
enganes a ti próprio. Se em grupo só consegues falar de tudo menos de estudo e distrais-te
com os outros, então, provavelmente, estás a evitar confrontar-te com a tarefa. O que é mais
confortável muitas vezes é um evitamento.

Envolve-te activamente no teu processo de aprendizagem. Planeia actividades que te


permitam aplicar ou aprofundar o que aprendeste. Procura pistas que te ajudem a
compreender os assuntos que estás a estudar. Coloca e testa hipóteses. Mantém presente e
pensa no que estás a aprender.

Estudar ou talvez não


Há pessoas que precisam de «marrar» durante 15 dias para tirar um 12, e outras para quem
basta começar a ler os apontamentos dois dias antes.

A facilidade em aprender varia de pessoa para pessoa. Assim, há pessoas que precisam de
«marrar» durante 15 dias para tirar um 12, e outras para quem basta começar a ler os
apontamentos dois dias antes.

O melhor é não arriscares e, em primeiro lugar, ver de quanto tempo precisas para, como
gostam de dizer os professores, «adquirir os conhecimentos essenciais»!

Depois, é uma questão de fazer uns cálculos: ou estudas para tirar 12, ou para seres o
crânio da turma.

Um outro aspecto importante é a frequência com que vais às aulas. Estar durante duas ou
três horas a «aturar» o professor mais chato da faculdade não é de certeza aquilo que mais
te apetece fazer. Mas pensa se não é melhor ires, prestar (alguma...) atenção e tirares
apontamentos. Isto pode ajudar-te na altura dramática das frequências: é que quando
estiveres a estudar uma matéria vais de certeza lembrar-te de alguma coisa que ouviste.

Bom, tanta coisa para te dizer que se queres mesmo tirar o curso, o melhor é seguires
algumas regras básicas!

Que tipo de aluno és tu?


Marrão? Baldas? Cábula? Palhaço? Burro? Reprodutor?... Informa-te!!!

Marrão: Só dás por ele se lhe deres um encontrão por acaso. É que o marrão normalmente
não é lá muito sociável.
_________________________________________________________________________________________
continuação
4
É óbvio que ele não pode ir ao cinema, jogar às cartas ou passar o fim-de-semana fora
quando tem uma frequência dali a dois meses! O que acaba por acontecer é que de tanto
dizer «não posso», os amigos vão deixar de convidá-lo.
Assim, não é de estranhar que na Faculdade quase ninguém se lembre dele. Ele nunca foi
ao jantar do caloiro, à Festa do Caloiro, à Semana do Caloiro, ao Batismo do caloiro... Enfim,
ele nunca foi a lado nenhum e pergunta-se como é que os que vão passar o ano.
Mas o marrão não se importa com isso. Aliás, ele nem sabe bem o que é ter amigos, porque
o que tem mais próximo dessa definição são os professores com quem ele se encontra
sempre que pode para discutir a verdadeira importância dos Mamelucos na Revolução
americana.
Como é óbvio é sempre o melhor aluno da turma e quando andava no secundário figurava
no Quadro de Honra.
Dares-te com um marrão podia ter a vantagem de lhe pedires os apontamentos
emprestados, mas o que acontece é que ele acha que cada um só tem o que merece e por
isso não gosta lá muito de emprestar uma coisa feita com tanto amor!

Baldas: Passa a vida no bar, em festas e jantares. Falta a pelo menos 50% das aulas e
nunca sabe muito bem que professor é que dá o quê. Aliás, muitas vezes nem se consegue
lembrar de todas as cadeiras que tem.
Os colegas mais certinhos, que vão sempre às aulas, nunca percebem muito bem se o
baldas faz mesmo parte da turma ou se está só a fazer algumas disciplinas.
Aliás, quando se fala no nome dele eles têm alguma dificuldade em lembrar-se de quem é –
a não ser que também costumem ir às festas.
Estudar, só nas vésperas das frequências, e é só se não houver mesmo mais nada para
fazer.
Mas, curiosamente, o baldas acaba sempre por passar de ano. Uma aulita aqui, uma
olhadela de alguma coisa ali, um olhito para o teste do lado... Enfim, pode não estar entre os
melhores alunos da turma, mas safa-se sempre. Até entrar no mundo do trabalho (se isso
algum dia chegar a acontecer!).

Cábula: Copiar está-lhe no sangue.


É um verdadeiro profissional, que não adormece à sombra da bananeira e se preocupa em ir
renovando conhecimentos – por isso mesmo sabe sempre as últimas novidades na arte de
bem cabular.
Já aprendeu a só pôr nas cábulas o que é verdadeiramente importante, por isso quando está
nas frequências perde muito menos tempo a tentar encontrar o que precisa. Além disso,
sabe fazer cábulas com arte: tudo dividido por matérias e feito a computador.
E se é um mestre a fazê-las, também o é na hora de as usar. Não fica nervoso e se o
professor olhar para ele fica a pensar que ele está super concentrado na prova.
A única altura em que pode entrar em pânico é quando apanha a vigiar a prova um daqueles
profs lixados que pensa que ainda estamos na época da PIDE. Aí entra em desespero
porque, como é óbvio, não estudou absolutamente nada. E a partir daqui tudo pode
acontecer: finge que se está a sentir mal, inventa que estão a bombardear a Faculdade, que
há uma bomba...

Palhaço: tem a mania que é esperto, mas só raramente o é de verdade. Nas aulas é ele que
faz rir o pessoal, na maior parte das vezes com bocas parvas mas que ajudam a descontrair.
Os professores detestam-no porque ele os põe muitas vezes a ridículo e por isso optam por
deixá-lo falar e rezar para que não sobre para eles.
Estuda quando o rei faz anos, por isso não é o melhor aluno, mas também não é dos piores:
dá para ir passando sem grande ondas...
Como é óbvio, gosta de gozar mas não gosta de ser gozado. Por isso, quando alguém lhe
tenta fazer o que ele faz aos outros fica com cara de parvo e esforça-se por mudar o rumo
_________________________________________________________________________________________
continuação
5
da conversa. Não vá aquilo pegar...

Burro: 2+2=4
Certo? Pois é, para os burros isto não é assim tão linear. 2+2=4? E provas disso?
Os burros não têm culpa de ser assim. Eles até se esforçam mas a cabeça é que não dá
para mais.
Até nem queriam estudar, mas os pais embirraram que o filho havia de ser doutor nem que
para isso tenham que trabalhar que nem cães para ele perderem oito anos da sua vida (ou
mais!) para tirar um curso de quatro.
E é assim que quando precisamos dos serviços de um psicólogo, arquitecto, advogado e
etc., nos deparamos com excelentes profissionais!

Reprodutor: Não conhecem muito bem a palavra raciocínio, mas decoram cinco páginas de
texto em menos de nada.
Nas cadeiras em que basta empinar são capazes de tirar grandes notas. Mas se depois
tentares ter uma conversa com eles ficam atrapalhados e só respondem com monossílabos.
Como não nunca aprenderam a folhear um jornal, normalmente não sabem nada do que se
passa no mundo, excepção feita ao Jet-7. O quê, o Cavaco Silva já não é Primeiro Ministro?
Estás a brincar? Quando é que foi isso?!
Com tudo isto tu só te podes sentir bem, porque mesmo que não sejas um grande génio ao
lado de uma pessoa destas és o máximo!

Normal: não se mata a estudar mas também não vai para as frequências a zeros, vai às
festas mas não todos os dias, faz cábulas mas só da matéria em que está menos à vontade.
Enfim, é o mais equilibrado e, sobretudo, o que olha com menos escárnio para os outros
todos.
Nas aulas não é de falar muito, mas também não se importa de dar umas risadinhas.
Não arranca grandes notas mas também não é isso que lhe tira o sono. O único problema é
que se for assim tão normal em tudo corre sérios riscos de morrer de tédio.

Os exames
Os exames são para a maioria dos estudantes fontes de apreensão e ansiedade. Não entres
em paranóia!

Os exames são para a maioria dos estudantes fontes de apreensão e ansiedade. A forma
como te pensas e o que sentes acerca dos exames pode aumentar ou reduzir os teu níveis
de ansiedade.

Talvez seja útil perguntares-te:


- O que são os exames? Em particular, que significado têm para ti?
- Como lidas com o insucesso num exame?
- O que preciso fazer para alcançar os meus objectivos (rever a teoria, resolver exercícios,
tirar dúvidas…)?
- Como me preparar para o exame (por onde estudar, que exercícios resolver, planear aulas
de dúvidas, discussões com os colegas…)?

Pensares:
- O meu futuro depende de ter boas notas.
- Toda a gente sabe a matéria e eu não sei nada.
- Vou decepcionar a minha família, amigos e professores se falhar.
- Não consigo ficar sentado a fazer revisões.
_________________________________________________________________________________________
continuação
6
- Por muito que estude não sei nada.
- Quando chegar ao exame não me vou lembrar de nada.
- Não quero ser avaliado.

Pode levar a sentimentos de impotência e incompetência que bloqueiam a acção e acabam


por confirmar as tuas expectativas: “Falhei!”

Sentimentos e pensamentos deste tipo são impeditivos do desempenho das tarefas a que te
propões antes e durante os exames. Questiona-os (Donde vêm? Serão realistas?),
contextualiza-os para que possas começar a assumir controlo sobre eles e começares a
concentrar-te. Lembra-te que podem ser ciclos de pensamento viciosos que interferem com
a tarefa ao invés de te orientarem para o desempenho.

Porém, se:
- te sentes extremamente ansioso ou angustiado de tal forma que paralisas e não consegues
estudar ou fazer os exames;
- te sentes assolado por medos que achas irracionais;
- te sentes apático ou com falta de energia, tudo para ti é um esforço;
- te sentes desmotivado e sem interesses há muito tempo;
- te sentes triste ou sem alegria de viver;
- estás preocupado com outros sintomas - não consegues dormir, comer, tens severas dores
de cabeça, ...

Não sofras sozinho, PROCURA AJUDA . Verás que falar com alguém acerca das tuas
dificuldades ajuda. A tua família, os teus amigos podem ajudar-te, mas também podes
procurar aconselhamento junto de profissionais especializados (o teu médico, psicólogos,
centros de apoio ao estudante na tua faculdade, etc.).

Exames: as melhores dicas!


Não te enerves! Sem stress!

AO FAZER UM EXAME:
O medo ou alguma ansiedade são normais e, até certo ponto preparam-te para a acção, na
medida em que é necessária alguma adrenalina para enfrentares o desafio que é uma
avaliação. Tudo o que te exija velocidade de raciocínio, esforço, concentração, resistência,
destreza implica que estejas alerta, activo, atento. Já te imaginaste estar no último nível de
um jogo de computador calmo?

O problema começa quando estás excessivamente preocupado e a ansiedade se torna


paralisante. Por exemplo: se não te preparaste suficientemente para o exame; se já
reprovaste nesse exame; se te sentes inseguro; se te preocupas demasiado com o teu
medo.

Por isso, lembra-te de:


- Respirar fundo porque te acalma
- Ler o enunciado cuidadosamente;
- Permanecer calmo e concentrado, sem te preocupares com o que os outros estão a fazer;
- Decidir quais as questões a que irás responder e calcular quanto tempo tens para cada
uma
- Não omitir respostas, a não ser que não a saibas de todo. Se tens pouco tempo disponível
_________________________________________________________________________________________
continuação
7
sumariza os tópicos principais da resposta que pretendias dar;
- Certificar-te que respondes ao que te é solicitado e não escrevas tudo o que sabes acerca
desse tópico na esperança de que algo irá contar;
- Usar 5 minutos do teu tempo no início de cada questão para planeares o que irás escrever
- Ser claro, conciso e objectivo, e escrever com uma letra legível.
- Reservar tempo para rever, para que possas corrigir eventuais erros.

Aproveita as aulas
Já que vais às aulas, tira partido disso!

Pensa na quantidade de vezes em que vais ás aulas e sais de lá a pensar que mais valia
não teres ido. Não aprendeste nada e passaste a hora na conversa com um colega ou saíste
com o caderno cheio de desenhos em vez de palavras. Pois é, se calhar a culpa nem
sempre é do professor ou da matéria que é demasiado difícil ou desinteressante. Talvez não
te estejas a esforçar muito para aproveitar e acabas por decidir desperdiçar esse tempo tão
valioso a fazer outra coisa qualquer ou até a estudar por ti próprio.

Muitas vezes adoptamos uma postura de ouvinte que não a mais propícia á aprendizagem.
Talvez até possuas maus hábitos de escuta. Uma vez que as aulas podem ser um grande
fonte de informação, talvez te seja muito útil desenvolveres as tuas competências de escuta.

Que tipo de ouvinte és tu?


Entra no ouvido e sai por outro ou até ouves umas coisas?

Que tipo de ouvinte és tu?

Tenta descobrir se tens maus hábitos de escuta e procura criar uma nova postura mais
eficaz:

- MENOSPREZAS O ASSUNTO. Achas que é demasiado aborrecido para despertar a tua


atenção. G.K Chesterton disse um dia que neste mundo não existem assuntos
desinteressantes, apenas pessoas desinteressadas. Um bom ouvinte procura sempre
encontrar algo de interessante e novo a aprender em qualquer assunto. Descobre uma boa
razão para o aprenderes.

- CRITICAS O ORADOR. Culpas o professor por não te prender a atenção ou não gostas da
sua forma de ensinar e usas isso como uma desculpa para não te manteres atento. Podes
manter a tua opinião sobre a sua forma de ensinar e manter a tua atenção e interesse
naquilo que está a ser dito. Quanto mais te focares no conteúdo da mensagem, menos
importância terá para ti a forma como te é transmitida. Quem sabe até ao fim de algum
tempo consigas nem reparar na sua forma de ensino ou habituares-te a ela. Lembra-te que a
responsabilidade de interesse e compreensão está em ti e não no professor.

- REJEITAS ANTECIPADAMENTE e não ouves até ao fim. Desistes de o ouvir porque não
concordas ou não gostas do que ouves. Procura adiar a tua decisão ou opinião até ouvir
tudo o que tem a dizer acerca do assunto. É importante que percebas o seu ponto de vista
antes de concordar ou rejeitar. O mesmo podes fazer em relação a assuntos a respeito dos
quais tens ideias pré-concebidas. Podes não concordar com algo e precisar de aprendê-lo.
Vê isso como uma oportunidade para conhecer melhor o que te causa essa reacção de
_________________________________________________________________________________________
continuação
8
rejeição para reveres a tua opinião ou reforçá-la. Não uses um preconceito como desculpa
para não aprenderes.

- DÁS IMPORTÂNCIA SÓ AOS FACTOS. Um bom ouvinte procura ouvir as ideias principais
e encadear os acontecimentos. De que te interessa conheceres os factos se não
compreendes o seu significado ou em que contexto é que surgem? Procura perceber a
relação que estabelecem com o assunto que estás a aprender e de que maneira suportam o
ponto de vista do professor.

- FINGES-TE ATENTO. Um olhar e postura fixa no professor não significam que estás
concentrado. Um bom ouvinte não é relaxado nem passivo. Tem uma escuta activa,
dinâmica e construtiva. O ritmo cardíaco acelera, a temperatura do corpo sobe. Sente uma
tensão até ao momento em que sente que consegue captar os factos ou ideias que estão a
ser transmitidas.

- DEIXAS-TE DISTRAIR com facilidade e ás vezes até distrais os outros conversando ou


fazendo barulho e não te esforças muito para combater a tua distracção. Procura combater
essa tendência de ceder a distracções e foca sistematicamente a tua atenção na informação
que recebes do professor.

- EVITAS APRESENTAÇÕES OU AULAS mais complexas e adias confrontar-te com a tua


dificuldade em compreender a matéria. Apesar de te dar um alívio provisório, acumulas
matéria complicada assim como as tuas dificuldades. Quanto mais cedo enfrentares essas
aulas, menos esforço terás de fazer para compreender matérias complicadas e maior será o
teu interesse.

- NÃO APROVEITAS O POTENCIAL DA VELOCIDADE DE PENSAMENTO. Sabias que a


velocidade de conversação é diferente da do pensamento? Numa conversa normal, falamos
em média 125 palavras por minuto. Numa aula é provável que o professor fale em média
100 palavras por minuto. No que respeita à nossa velocidade de escuta ou seja, de pensar
palavras enquanto as escutamos, pode atingir uma média de 400 – 500 palavras por minuto.
Podes tentar tirar proveito desta diferença desenvolvendo as tuas competências de
concentração.

Tenta antecipar para onde caminha o discurso do professor. Se acertares, as suas palavras
reforçam a tua conclusão, se falhares, procura perceber onde. De qualquer maneira, de
certeza que tirarás muito mais proveito da aula, do que adoptando uma escuta meramente
passiva.

Vai recapitulando aquilo que ouves. Aproveita pausas do professor para fazer resumos
mentais acerca do que estás ouvir, quais as ideias principais ou conclusões dos últimos
cinco minutos. Ao fazê-lo aumentas a tua compreensão e recordação da aula.

NÃO TIRAS APONTAMENTOS DAS AULAS porque achas que não vale a pena ou porque
vais arranjar uns feitos por um colega. Fazer os teus apontamentos ajuda-te a focar a tua
atenção e testam a tua compreensão do assunto. Faz apontamentos das ideias principais da
aula. Foca-te nas pistas do professor, que podem ser, material escrito no quadro, maior
ênfase dado a determinadas partes com exemplos ou repetições ou mesmo com alterações
do tom de voz. Aponta também os resumos dados no fim e no início de cada aula. Prepara-
te para cada aula relendo os teus apontamentos da aula anterior.

_________________________________________________________________________________________