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FORDISMO: DA EXPANSÃO À CRISE

O fordismo foi implementado no Brasil no período chamado


desenvolvimentista, no governo de Kubitschek, onde a identidade industrial brasileira
atinge maturidade e inserção no mercado mundial. Os elementos necessários para
implementação de uma gerencia científica do trabalho agora eram reforçados com
as novas fábricas instaladas no país. As multinacionais traziam o padrão fordista de
gestão e encontravam aqui ambientes favoráveis à aplicação. A estrutura sindical
diretamente ligada ao Estado, facilitou esta inserção, uma vez que havia menor
resistência e capacidade de mobilização das classes operárias. A base do governo
Vargas propunha uma industrialização nacionalista, valorizando a industria local, já
com Kubitschek, o modelo internacionalista tinha mais espaço, procurando trazer o
capital multinacional.
Entre as teorias contemporâneas, o modelo econômico Keynesiano, “[...]
opera uma inversão do raciocínio, seguido pela economia neoclássica.” (BORGES,
2003). Dentro deste modelo proposto por John Maynard Keynes (Keynesianismo), a
oferta de vagas do mercado de trabalho depende do:

[...] cálculo dos empresários – suas expectativas quanto ao comportamento


da demanda por seus produtos – que vai ser relevante para a determinação
do nível de emprego e da capacidade de absorção da capacidade da mão-
de-obra ofertada no mercado de trabalho (BORGES, 2003).

Ao contrário do modelo ortodoxo, na teoria keynesiana a elevação dos


salários não leva os empresários a demitir, mas, ao contrário, implicando
num aumento da renda – e, logo, da demanda final – pode ser um fator de
elevação da oferta de empregos nas empresas (BORGES, 2003).

Nesta visão, o emprego não depende dos trabalhadores; sequer suas


expectativas quanto a benefícios e salários são impedimentos à sua existência. É o
capital, através da análise do mercado financeiro, quem determinaria a quantidade
de postos de trabalho a ser ofertada.
O que se convencionou chamar por “ciclo virtuoso do fordismo” (fig. 01-
anexo01), consistia nos aumentos simultâneos da produção industrializada e dos
salários dos trabalhadores, o que resultaria no aumento do consumo, que por sua
vez traria aumento na produção e, em consequência, no emprego e nos salários.
Durante muitos anos, este pareceu um ciclo perfeito, sem falhas. Estão já
normalizadas as análises que dizem que o fordismo deve o seu êxito
fundamentalmente aos mecanismos políticos e sociais que implica, representando
um meio extraordinariamente eficaz de controle dos processos do trabalho. Em
suma e utilizando uma formulação bem conhecida, o fordismo transformou os
trabalhadores em trabalhadores instrumentais (Waters, 1999). É claro que o próprio
fordismo se apoiou com sucesso no taylorismo, que resolve algumas questões
deixadas pendentes pelo primeiro, especificando por exemplo a separação radical
entre as funções de gestão e as laborais.
A fixação do fordismo-keynesianismo levou meio século, e ocorreu através de
muitas decisões individuais, corporativas, institucionais e estatais, que na quase
sempre foram políticas para resolver os problemas gerados com a crise do
capitalismo e a Grande Depressão. Houveram duas barreiras que impediram o
desenvolvimento do fordismo-keynesianismo, principalmente no período que
compreendeu entre as duas grandes guerras: primeira, as relações de classe no
mundo capitalista não era favoráveis à implementação de um sistema de produção
que tinha como base à familiarização do trabalhador com longas horas de trabalho
rotinizado, que exigia poucas habilidades manuais, com baixo controle sobre o
projeto, o ritmo e a organização do processo produtivo. Para acabar com esse
obstáculo, foi necessária uma revolução das relações de classes, fazendo com que
o fordismo-keynesianismo se encaixasse e se espalhasse na Europa. Segunda, a
maneira e os mecanismos de intervenção utilizadas pelo Estado, para que isso
mudasse, chegando a uma nova forma de uso do poder estatal, sendo necessário
criar um novo modo de organização e o acontecimento da crise do capitalismo na
década de 30. Solucionando o uso do poder do Estado somente em 45, tornando o
fordismo-keynesianismo um regime de acumulação maduro. Tornando assim, o
fordismo-keynesianismo, a base do período de expansão pós-guerra, entre 45 e 73.
A expansão detectada nesse período teve como principais características as
taxas altas e estáveis do crescimento econômico nos países capitalistas mais
desenvolvidos, redução das crises e das ameaças de guerras, aumento nos padrões
de vida e preservação da democracia de massa. O capitalismo teve um surto de
expansões internacionalistas, alcançando o mundo todo e atraindo inúmeras nações
e também um grande desenvolvimento industrial. Tendo esse crescimento se
tornado possível graças à uma nova estrutura institucional assumida pelo Estado,
visando a lucratividade segura, trabalho organizado e desempenho nos processos
de produção. O controle das políticas monetárias e fiscais era relegado ao Estado,
para manter a estabilidade nas condições da demanda da produção em massa para
que essa continuasse lucrativa. Por mais diferentes que fossem os governos, havia
uma combinação para manter o controle da administração econômica e de salários
para garantir o crescimento econômico e aumento do padrão de vida.
O fordismo-keynesianismo é tido como um modo de vida, o fator
regulamentador que envolve a acumulação de bens e um estado de bem-estar
social, e não apenas um modo de produção em massa. A dependência da ampliação
dos fluxos de comércio mundial e de investimento internacional. Esse
internacionalismo trouxe novas capacidades de agrupar, selecionar e disseminar
informações, a abertura do comércio internacional representou a globalização de
matérias-primas mais baratas. A expansão internacional do fordismo-keynesianismo
se deu num momento particular onde a regulamentação político-econômica mundial
e uma configuração geopolítica em que os Estados Unidos dominavam por meio de
um sistema bem distinto de alianças militares e relações de poder.
Ao fordismo-keynesianismo não interessava conhecimento, criatividade,
tomada de decisão e comunicação por parte do trabalhador. A autonomia não tinha
lugar na indústria e nem na sociedade, uma vez que a modernidade se traduziu
nesta maneira pela qual o modo de produção capitalista se organizou. Não obstante,
a falta de qualificação dos trabalhadores, eles começaram a apresentar resistências
ao trabalho alienante (greves, paralisações, absenteísmo - ausências ou faltas
premeditadas, erros "programados", etc, que caracterizaram o período de 1968-72),
as quais, somadas a outros fatores, comprometeram a produtividade e colaboraram
na crise do modelo.
Os anos 70 marcaram o inicio da crise estrutural do fordismo, estruturada
principalmente pela queda na taxa de juros em decorrência do aumento do custo da
força de trabalho, resultado das lutas de classe nos anos 60, pelo desemprego que
se instalava, reduzindo assim o consumo, crise fiscal do Estado e aumento das
privatizações, problemas esses que o fordismo/taylorismo não conseguiram
solucionar. (Antunes, 1999).
A crise estrutural no final da era fordista derivava, no sentido destrutivo do
capitalismo, na tendência decrescente do valor de uso das mercadorias, na
exploração maior do trabalhador, com o aumento da intensidade do trabalho e piora
das condições para realizá-lo. Nesse modelo, onde o desrespeito pela força do
trabalho e menor vida útil dos produtos era visível, o único fim possível seria a
decadência.
Na medida em que a produção capitalista se internacionalizava, também as
contradições. A concorrência pelos mercados internacionais na tentativa de manter
os ganhos de produtividade se chocavam com as barreiras protecionistas criadas
pelo próprio período de glória, daí a necessidade de demolir as fronteiras para o
comércio. Neste retorno ao liberalismo de mercado – neoliberalismo – a redefinição
do Welfare State foi inevitável (ANTUNES, 2002).
Durante a primeira metade do século XX, o Fordismo, em suas diversas
variações, representou o principal motor de desenvolvimento econômico dos países
que a ele aderiram, mesmo durante a recessão no entre guerras. O ano de 1955
representa o pico da produção fordista, tendo sido atingida a marca de sete milhões
de veículos vendidos. Por outro lado, depois do pico sempre existe uma queda, e
essa aconteceu nos anos que se sucederam.
O Fordismo passa a apresentar sinais de esgotamento quando, após anos de
crescimento, as indústrias percebem que não é mais possível crescer apenas
expandindo seus mercados e sua capacidade produtiva de maneira padronizada,
uma vez que os principais mercados do mundo haviam sido plenamente ocupados e
a demanda apresentava tendências decrescentes. Os padrões de relações
trabalhistas não satisfaziam mais plenamente a sociedade, e surge uma
necessidade de renovação das condições subjacentes ao Fordismo. A forma de
remuneração já não agrada mais os sindicatos, assim como o tipo de trabalho
predominante e as relações entre a gerência e os empregados.
O comportamento de consumo, por outro lado, deixa de preferir produtos
padronizados, de acordo com o sistema fordista, e passa a exigir maior
diferenciação e customização, o que inviabiliza a economia de escala, criando o
imperativo de economia de escopo — a viabilização de produção em pequenos lotes
de maneira lucrativa.
[… ] a crise do fordismo foi gerada pela sua inflexibilidade em aderir a novos
parâmetros que não exclusivamente técnicos, isto é, relacionados
exclusivamente à organização da produção, mas também por parâmetros
socioeconômicos com consequências diretas na relação capital-trabalho.
Isso ocorre na medida em que a crise passa agora a ser protagonizada pela
sociedade como um todo, o que vai exigir dos sistemas-empresa uma nova
base institucional, consequente com as novas realidades econômicas,
políticas e sociais em que o determinante é o mercado e não mais
mediações do estado [… ] (TENÓRIO)
O Fordismo, assim como o keynesianismo e o welfare state, bem como o
modernismo, chegam ao seu limite, surgindo a necessidade de se estabelecer um
novo papel para o estado, bem como novas condições industriais, substituindo a
produção em massa pela produção customizada, substituindo a ação gerencial
burocrática por uma mais flexível, aumentando a satisfação em relação ao trabalho.

Foi necessário o surgimento de um novo modo de produção e de regulação,


que estimulasse a competição, reduzindo a intransigência dos sindicatos e
aumentado a agilidade empresarial. Ao que parece, essas condições serão
encontradas num novo modelo, advindo do Japão, denominado, de maneira geral,
de Pós-Fordismo (Toyotismo).
REFERÊNCIAS

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