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ISRAEL

HISTÓRIA – RESUMO

SOLENIDADES INSTITUÍDAS POR DEUS


PARTE I - DE ABRAÃO ATÉ OS DIAS DE HOJE - RESUMO DA HISTÓRIA DE
ISRAEL

Jerusalém - vista do Monte das Oliveiras


O povo judeu nasceu na Terra de Israel (Eretz Israel). Nela transcorreu
uma etapa significativa de sua longa história, cujo primeiro milênio está
registrado na Bíblia; nela se formou sua identidade cultural, religiosa e
nacional; e nela se manteve ininterrupta, através dos séculos, sua presença
física, mesmo depois do exílio forçado da maioria do povo. Durante os longos
anos de dispersão, o povo judeu jamais rompeu ou esqueceu sua ligação com
sua terra. Com o estabelecimento do Estado de Israel, em 1948, foi recuperada
a independência judaica, perdida 2000 anos antes.

A área de Israel, dentro das fronteiras e linhas de cessar-fogo, inclusive


os territórios sob o autogoverno palestino, é de 27.800 km2. Com sua forma
longa e estreita, o país tem cerca de 470 Km de comprimento e mede 135 Km
em seu ponto mais largo. Limita-se com o Líbano ao Norte, com a Síria a
Nordeste, a Jordânia a Leste, o Egito a Sudoeste e o Mar Mediterrâneo a Oeste.

A distância entre montanhas e planícies, campos férteis e desertos pode


ser coberta em poucos minutos. A largura do país, entre o Mediterrâneo a
Oeste e o Mar Morto, a Leste, pode ser cruzada de carro em cerca de 90
minutos; e a viagem desde Metullah, no extremo Norte, a Eilat, o ponto mais
meridional leva umas 9 horas. Israel pode ser dividida em quatro regiões
geográficas: três faixas paralelas que correm de Norte a Sul, e uma vasta zona,
quase toda árida, na metade Sul do país.

Jerusalém
Jerusalém está edificada nas colinas da Judeia, a cerca de 70 Km do Mar
Mediterrâneo, no centro de Israel. Equidistante de Eilat, ao Sul, e de Metullah,
ao Norte - os pontos extremos do país. Nesta geografia, acontecimentos
inigualáveis que não se repetem, mudaram o rumo da história do mundo.

O nome da cidade é mencionado centenas de vezes nas Escrituras


Sagradas e em fontes egípcias. Jerusalém, do rei Melquisedeque e do Monte
Moriá, onde o patriarca Abraão esteve pronto para sacrificar o seu filho;
Jerusalém, da capital do reino de Davi, do primeiro templo de Salomão e do
segundo templo, reconstruído por Herodes; Jerusalém, palco dos profetas Isaías
e Jeremias, cujas pregações influenciaram atitudes morais e religiosas da
humanidade; Jerusalém, onde Jesus peregrinou, foi crucificado, ressuscitou e
subiu ao Céu; Jerusalém, da figueira que brotou, sinal dos tempos, relógio de
Deus.

Nomes e Significados
A cidade, antes de ser tomada pelos filhos de Israel, pertencia aos
jebuseus. E nos escritos jebuseus lê-se Yebusi. Em Juízes 19:10 afirma-se que
Jebus é Jerusalém, donde se conclui que o nome Jerusalém não é de origem
hebraica.

Nos Salmos 87:2 e 51:18 e mais 179 vezes, Jerusalém é chamada Sião.
Outros nomes na Bíblia e extrabíblicos são dados a Jerusalém: Cidade de Davi (
I Rs. 8.1); Cidade de Judá (II Cr. 25.28); Cidade Santa (Ne. 11.1 E Is. 52.1);
Cidade de Deus (Is. 60.14) (Sl. 87.2); Ariel (Is. 29.1); El-Kuds (“a santa”, nome
que o árabe deu a Jerusalém). Alguns estudiosos afirmam que a primeira parte
da palavra Jerusalém (a raiz IRW) encerra a ideia de fundamento, e “Salém”
significa paz, portanto Jerusalém = cidade da paz. Morada da paz! Eis o que
significa Jerusalém na língua hebraica.

Tempos Bíblicos
A história judaica começou há mais ou menos 4000 anos (c. séc. XVII
A.C.) - com o patriarca Abraão, seu filho Isaque e seu neto - Jacó. Documentos
encontrados na Mesopotâmia, que datam de 2000 - 1500 E.C., confirmam
aspectos de sua vida nômade, tal como a Bíblia descreve.

O Êxodo e o assentamento
Após 400 anos de servidão, os israelitas foram conduzidos a liberdade
por Moisés que, segundo a narrativa bíblica, foi escolhido por Deus para tirar
Seu povo do Egito e retornar a Terra de Israel, prometida a seus antepassados
(sec. XIII-XII A.C). Durante 40 anos eles vagaram no deserto do Sinai, tornando-
se uma nação; lá receberam o Pentateuco, que inclui os Dez Mandamentos. O
êxodo do Egito (1300 A.C.) deixou uma marca indelével na memória nacional
do povo judeu, e tornou-se um símbolo universal de liberdade e independência.
Todo ano os judeus celebram as festas de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot
(Pentecostes) e Sucot (Festa dos Tabernáculos) relembrando os eventos
ocorridos naquela época.

A Monarquia
O reinado do primeiro rei, Saul (1020 A.C.), permitiu a transição entre a
organização tribal já frouxa e o pleno estabelecimento da monarquia, sob
David, seu sucessor.

O Rei David (1004-965 A.C.) fez de Israel uma das potências da região
através de bem sucedidas expedições militares, entre as quais a derrota final
dos filisteus, assim como as alianças políticas com os reinos vizinhos. Ele
unificou as doze tribos israelitas num só reino e estabeleceu sua capital,
Jerusalém. David foi sucedido por seu filho Salomão (965-930 A.C.) que
consolidou ainda mais o reino. Salomão garantiu a paz para seu reino,
tornando-o uma das grandes potências da época. O auge do seu governo foi a
construção do Templo de Jerusalém.

A Monarquia dividida
Após a morte de Salomão (930 A.C.), uma insurreição aberta provocou a
cisão das tribos do norte e a divisão do país em dois reinos: o reino setentrional
de Israel, formado pelas dez tribos do Norte, e o reino meridional de Judá, no
território das tribos de Judá e Benjamim.

O Reino de Israel, com sua capital Samaria, durou mais de 200 anos, e
teve 19 reis; o Reino de Judá sobreviveu 350 anos, com sua capital, Jerusalém,
e teve o mesmo número de reis, todos da linhagem de David. Com a expansão
dos impérios assírios e babilônicos, tanto Israel quanto Judá, mais tarde,
acabaram caindo sob domínio estrangeiro. O Reino de Israel foi destruído pelos
assírios (722 A.C.) e seu povo foi exilado e esquecido. Uns cem anos depois, a
Babilônia conquistou o Reino de Judá, exilando a maioria de seus habitantes e
destruindo Jerusalém e o Templo (586 A.C.).
Primeiro Exílio (586 - 538 a.c.)
A conquista babilônica foi o primeiro estado judaico (período do Primeiro
Templo), mas não rompeu a ligação do povo judeu com sua terra. As margens
dos rios da Babilônia, os judeus assumiram o compromisso de lembrar para
sempre da sua pátria: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a
minha destra da sua destreza. Apegue-se a língua ao paladar, se não lembrar
de ti, se não preferir Jerusalém a minha maior alegria.” (Sl. 137.5,6)

O exílio na Babilônia, que se seguiu a destruição do Primeiro Templo,


marcou o início da Diáspora Judaica (movimento maciço da população). Lá, o
judaísmo começou a desenvolver um sistema e um modo de vida religioso fora
de sua terra, para assegurar a sobrevivência nacional e a identidade espiritual
do povo, concedendo-lhe a vitalidade necessária para preservar seu futuro
como uma nação.

Dominação Estrangeira
Os Períodos Persa e Helenístico (538-142 A.C.)
Em consequência de um decreto do Rei Ciro, da Pérsia, que conquistou o
império babilônico, cerca de 50.000 judeus empreenderam o primeiro retorno a
Terra de Israel, sob a liderança de Zorobabel, da dinastia de David. Menos de
um século mais tarde, o segundo retorno foi liderado por Esdras, o Escriba.
Durante os quatro séculos seguintes, os judeus viveram sob diferentes graus
de autonomia sob o domínio persa (538-333 A.C.) e helenístico - ptolemaico e
selêucida (332-142 A.C.)

A repatriação dos judeus, sob a inspirada liderança de Esdras, a


construção do segundo templo no sítio onde se erguera o primeiro, a
fortificação das muralhas de Jerusalém e o estabelecimento da Knesset
Haguedolá (a Grande Assembleia), o supremo órgão religioso e judicial do povo
judeu, marcaram o início do segundo estado judeu (período do segundo
templo). Como parte do mundo antigo conquistado por Alexandre Magno, da
Grécia (332 A.C.), a Terra de Israel continuava a ser uma teocracia judaica, sob
o domínio dos selêucidas, estabelecidos na Síria. Quando os judeus foram
proibidos de praticar o judaísmo e seu Templo foi profanado, como parte das
tentativas gregas de impor a cultura e os costumes helenísticos a toda a
população, desencadeou-se uma revolta (166 a.C.) liderada por Matatias, da
dinastia sacerdotal dos Hasmoneus, e mais tarde por seu filho, Judá, o
Macabeu. Os judeus entraram em Jerusalém e purificaram o Templo (164 A.C),
eventos comemorados até hoje anualmente, na festa do Chanuká.

A Dinastia dos Hasmoneus ( 142-63 A.C.)


Após novas vitórias dos Hasmoneus (142 a.C.), os selêucidas restauraram
a autonomia da Judeia (como era então chamada a Terra de Israel) e, com o
colapso do reino selêucida (129 a.C.), a independência judaica foi
reconquistada. Sob a dinastia dos Hasmoneus, que durou cerca de 80 anos, as
fronteiras do reino eram muito semelhantes as do tempo do Rei Salomão; o
regime atingiu consolidação política e a vida judaica floresceu.

O Domínio Romano (63 - 313 A.C.)


Quando os romanos substituíram os selêucidas no papel de grande
potência regional, eles concederam ao rei Hasmoneus Hircano II autoridade
limitada, sob o controle do governador romano sediado em Damasco. Os
judeus eram hostis ao novo regime, e os anos seguintes testemunharam
muitas insurreições. Uma última tentativa de reconquistar a antiga glória da
dinastia dos Hasmoneus foi feita por Matatias Antígono, cuja derrota e morte
trouxe fim ao governo dos Hasmoneus (40 a.C.); o país tornou-se, então, uma
província do Império Romano.

Em 37 a.C., Herodes, genro de Hircano II, foi nomeado Rei da Judeia pelos
romanos. Foi-lhe concedida autonomia quase ilimitada nos assuntos internos
do país, e ele se tornou um dos mais poderosos monarcas da região oriental do
Império Romano, porém não conseguiu a confiança e o apoio de seus súditos
judeus.

Dez anos após a morte de Herodes (4 a.C.), a Judeia caiu sob a


administração romana direta. A proporção que aumentava a opressão romana
a vida judaica, crescia a insatisfação, que se manifestava por violência
esporádica, até que rompeu uma revolta total em 66 a.C.. As forças romanas,
lideradas por Tito, superiores em número e armamento, arrasaram finalmente
Jerusalém (70 a.C.) e posteriormente derrotaram o último baluarte judeu em
Massada (73 a.C.).

A destruição total de Jerusalém e do Templo foi uma catástrofe para o


povo judeu. De acordo com o historiador da época, Flavio Josefo, centenas de
milhares de judeus pereceram durante o cerco a Jerusalém e em outros pontos
do país, e outros milhares foram vendidos como escravos.

Um último breve período de soberania judaica na era antiga foi o que se


seguiu a revolta de Shimon Bar Kochbá (132 a.C.), quando Jerusalém e a Judeia
foram reconquistadas. No entanto, dado o poder massivo dos romanos, o
resultado era inevitável. Três anos depois, segundo o costume romano,
Jerusalém foi “sulcada por uma junta de bois”; a judeia foi rebatizada de
Palestina e a Jerusalém foi dado o novo nome de Aelia Capitolina.

O Domínio Bizantino (313-646 d.C.)


No final do sec. IV, após a conversão do imperador Constantino ao
cristianismo e a fundação do Império Bizantino, a Terra de Israel se tornara um
país predominantemente cristão. Os judeus estavam privados de sua relativa
autonomia anterior, assim como do direito de ocupar cargos públicos; também
lhes era proibida a entrada em Jerusalém, com exceção de um dia por ano
(Tishá be Av - dia 9 de Av), quando podiam prantear a destruição do Templo.
A invasão persa de 614 d.C., contou com o auxílio dos judeus, animados
pela esperança messiânica da Libertação. Em gratidão por sua ajuda eles
receberam o governo de Jerusalém; este interlúdio, porém, durou apenas três
anos. Subsequentemente, o exército bizantino recuperou o domínio da cidade
(629 d.C.), e os habitantes judeus foram novamente expulsos.

Domínio Árabe (639-1099 d.C.)


A conquista do país pelos árabes ocorreu quatro anos após a morte de
Maomé (632 d.C.) e durou mais de quatro séculos, sob o governo de Califas
estabelecidos primeiramente em Damasco, depois em Bagdá e no Egito. No
início do domínio muçulmano, os judeus novamente se instalaram em
Jerusalém, e a comunidade judaica recebeu o costumeiro status de proteção
concedido aos não-muçulmanos sob domínio islâmico, que lhes garantia a vida,
as propriedades e a liberdade de culto, em troca do pagamento de taxas
especiais e impostos territoriais.

Contudo, a introdução subsequente de restrições contra os não-


muçulmanos (717 d.C.) afetou a vida pública dos judeus, assim como sua
observância religiosa e seu status legal. Pelo fim do sec. XI, a comunidade
judaica da Terra de Israel havia diminuído consideravelmente.

Os Cruzados (1099-1291 d.C.)


Nos 200 anos seguintes, o país foi dominado pelos Cruzados que,
atendendo a um apelo do Papa Urbano II, partiram da Europa para recuperar a
Terra Santa das mãos dos “infiéis”. Em julho de 1099, após um cerco de cinco
semanas, os cavaleiros da Primeira Cruzada e seu exército de plebeus
capturaram Jerusalém, massacrando a maioria de seus habitantes não-cristãos.

Entrincheirados em suas sinagogas, os judeus defenderam seu


quarteirão, mas foram queimados vivos ou vendidos como escravos. Nas
poucas décadas que se sucederam, os cruzados estenderam seu poder sobre o
restante do país. Após a derrota dos cruzados pelo exército de Saladino (1187
d.C.), os judeus passaram a gozar de liberdade, inclusive o direito de viver em
Jerusalém. O domínio cruzado sobre o país chegou ao fim com a derrota final
frente aos mamelucos (1291 d.C.) uma casta militar muçulmana que
conquistara o poder no Egito.

O Domínio Mameluco (1291-1516 d.C.)


Sob o domínio mameluco, o país tornou-se uma província atrasada, cuja
sede de governo era em Damasco. O período de decadência sob os mamelucos
foi obscurecido ainda por revoltas políticas e econômicas, epidemias,
devastação por gafanhotos e terríveis terremotos.

O Domínio Otomano (1517-1917 d.C)


Após a conquista otomana, em 1517, o país foi dividido em quatro
distritos, ligados administrativamente a província de Damasco; a sede do
governo era em Istambul. No começo da era otomana, cerca de 1000 famílias
judias viviam na Terra de Israel, em Jerusalém, Nablus (Sichem), Hebron, Gaza,
Safed (Tzfat) e algumas aldeias da Galileia. A comunidade se compunha de
descendentes de judeus que nunca haviam deixado o país, e de imigrantes da
África do Norte e da Europa.

Um governo eficiente, até a morte do sultão Suleiman, o Magnífico (1566


d.C.), trouxe melhorias e estimulou a imigração judaica. A proporção que o
governo otomano declinava e perdia sua eficiência, o país foi caindo de novo
em estado de abandono geral. No final do séc. XVIII, a maior parte das terras
pertencia a proprietários ausentes, que as arredavam a agricultores
empobrecidos pelos impostos elevados e arbitrários. As grandes florestas da
Galileia e do monte Carmelo estavam desnudas; pântanos e desertos invadiam
as terras produtivas.

O sec. XIX testemunhou os primeiros sinais de que o atraso medieval


cedia lugar ao progresso. Eruditos ingleses, franceses e americanos iniciavam
estudos de arqueologia bíblica. Foram inauguradas rotas marítimas regulares
entre a Terra de Israel e a Europa, instaladas conexões postais e telegráficas e
construída a primeira estrada, entre Jerusalém e Iafo. A situação dos judeus do
país foi melhorando, e a população judaica aumentou consideravelmente.
Inspirados pela ideologia sionista, dois grandes fluxos de judeus da Europa
Oriental chegaram ao país, no final do sec. XIX e início do sec. XX. Resolvidos a
restaurar sua pátria através do trabalho agrícola, estes pioneiros começaram
pela recuperação da terra árida, construíram novas colônias e lançaram os
fundamentos do que mais tarde se tornaria uma próspera economia agrícola.

Ao romper a I Guerra Mundial (1914), a população judaica do país


totalizava 85.000 habitantes, em contraste com os 5.000 do início do séc. XVI.
Em dezembro de 1917, as forças britânicas, sob o comando do General
Allemby, entraram em Jerusalém, pondo fim a 400 anos de domínio otomano.

O Domínio Britânico (1918-1948)


Em julho de 1922, a Liga das Nações confiou a Grã-Bretanha o mandato
sobre a Palestina (nome pelo qual o país era designado na época).
Reconhecendo a "ligação histórica do povo judeu com a Palestina",
recomendava que a Grã-Bretanha facilitasse o estabelecimento de um lar
nacional judaico na Palestina - Eretz Israel (Terra de Israel). Dois meses depois,
em setembro de 1922, o Conselho da Liga das Nações e a Grã-Bretanha
decidiram que as estimulações destinadas ao estabelecimento deste lar
nacional judaico não seriam aplicadas a região situada a leste do Rio Jordão,
cuja área constituía os 3/4 do território do Mandato - e que mais tarde tornou-
se o Reino Hashemita da Jordânia.

O Estado de Israel - 1948


Com a resolução da ONU de 19 de novembro de 1947, em 14 de maio de
1948, data em que terminou o Mandato Britânico, a população judaica na Terra
de Israel era de 650.000 pessoas, formando uma comunidade organizada, com
instituições políticas, sociais e econômicas bem desenvolvidas - de fato, uma
nação em todos os sentidos, e um estado ao qual só faltava o nome, porém
opondo-se ao estabelecimento do novo Estado os países árabes lançaram-se
num ataque de várias frentes, dando origem a Guerra da Independência em
1948 - 1949, que defendeu a soberania que havia acabado de reconquistar.
Com o fim da guerra, Israel concentrou seus esforços na construção do estado
pelo qual o povo tinha lutado tão longa e arduamente.

A Guerra dos Seis Dias - 1967


As esperanças por mais uma década de relativa tranquilidade se
esvaneceram com a escalada dos ataques terroristas árabes através das
fronteiras como Egito e a Jordânia. Ao fim de seis dias de combates, os núcleos
populacionais do norte do país ficavam livres do bombardeamento sírio, que
durara 19 anos; a passagem de navios israelenses e com destino a Israel,
através do Estreito de Tiran estava assegurada; e Jerusalém, que estivera
dividida entre Israel e Jordânia desde 1949, foi reunificada sob a autoridade de
Israel.

A Guerra de Yom Kipur - 1973


A relativa calma ao longo das fronteiras terminaram no Dia da Expiação,
o dia mais sagrado do calendário judaico, quando o Egito e a Síria lançaram um
ataque de surpresa coordenado contra Israel (6 de outubro de 1973). Durante
as três semanas seguintes, as Forças de Defesa de Israel mudaram o rumo da
batalha e repeliram os ataques. Dois anos de difíceis negociações entre Israel e
o Egito e entre Israel e a Síria resultaram em acordos de separação de tropas,
pelos quais Israel se retirou de parte dos territórios conquistados na guerra.

Da Guerra a Paz
Embora a guerra de 1973 tenha custado a Israel um ano de seu PNB, a
economia já tinha se recobrado na segunda metade de 1974. Os investimentos
estrangeiros cresceram, e quando Israel se tornou um membro associado do
MCE (1975), abriram-se novos mercados aos produtos israelenses. O turismo
incrementou e o número anual de visitantes ultrapassou o marco de um
milhão.

O círculo vicioso da rejeição por parte dos árabes a todos os apelos de


paz de Israel foi rompido com visita do Presidente Anuar Sadat a Jerusalém
(novembro 1977), a qual se seguiram negociações entre o Egito e Israel, sob os
auspícios E.U., e que culminaram com os acordos de Camp David (setembro).

Século XXI
Após o assassinato do Primeiro-Ministro Ytzhak Rabin (Nov/95), o governo
- de acordo com seu direito de nomear um dos ministros (neste caso,
obrigatoriamente um membro do Knesset - Parlamento Israelense) para
exercer o cargo de primeiro-ministro até as próximas eleições - nomeou o
Ministro das Relações Exteriores Shimon Peres a esta função. As eleições de
maio de 1996 trouxeram ao poder uma coalizão governamental constituída de
elementos nacionalistas, religiosos e centristas, chefiada por Benyamin
Netanyahu do Likud.

PARTE II - AS SETE SOLENIDADES ANUAIS DE YHWH (JEOVÁ)

O Senhor instruiu Israel e todos os que se achegam ao Deus de Israel


para O servir, acerca das datas em que o Seu povo deveria celebrar estas Suas
solenidades, tendo sempre como centro dessas festas a adoração a YHWH, a
vinda gloriosa e o reino do Messias e a reconciliação do homem com O seu
Criador. Biblicamente, também, sabemos que estas solenidades instituídas por
Deus, para além de serem a memória de acontecimentos terrenos, memorial
de coisas passadas (Criação, libertação do povo de Israel do Egito, primeira
vinda do Messias, etc.), adquirem também significados de natureza espiritual,
pois apontam ainda para acontecimentos futuros (sombras das coisas futuras)
como, por exemplo, a segunda vinda do Messias YHWH, o Seu Reino Milenar e
a Eternidade, quando O Rei Yeshua entregar o Reino ao Pai, depois de destruir
todos os Seus (e nossos) inimigos - Levítico 23:2, 4.

Um aspecto importante determinado por YHWH é que estas solenidades


deviam ser celebradas por todo o Israel (e nós somos parte dessa Israel de
Deus), sendo alguns dos dias associados as solenidades, dias de “santa
convocação”, tendo ainda o carácter de “estatuto perpétuo”, tal como Ele
determinou. Estes dias de santa convocação do povo são Sábados anuais
(Sabbaton ou Grandes Sábados), determinados por YHWH, e em que o povo
deveria adorar em Jerusalém e não deveria realizar qualquer trabalho.
1. Páscoa do Senhor: sermos resgatados e purificados pelo sangue
de Cristo – lavados, pelo arrependimento, batismo e vida
santificada, no sangue do Cordeiro Pascal.
2. Semana dos Pães Asmos: limpos do pecado, das falsas doutrinas
e da hipocrisia prefigurados no período dos pães asmos (ou pão
sem fermento) a fim de nos tornarmos verdadeiramente no Templo
de Deus.
3. Pentecostes: sermos cheios do poder do Espírito Santo de forma a
darmos muito fruto para a vida eterna.
4. Festa das Trombetas: chamada ao arrependimento, mas
vitoriosamente reunidos e defendidos quando a trombeta de Deus
soar em toda a terra, antevendo desde agora a Sua vinda próxima.
5. Dia da Expiação (Yom Kippur – o dia do jejum): redenção,
sermos finalmente levados a presença do nosso Deus Todo
Poderoso pela mão de Seu Filho (O nosso Sumo Sacerdote) neste
dia de julgamento, para sermos um só com Ele, para toda a
eternidade.
6. Festa dos Tabernáculos: cujo significado é cabanas, tendas,
habitação temporária. O povo salvo em alegria partilha da
presença de Yeshua, O Rei Eterno, quando Ele exercer o Seu
governo sobre todas as nações da terra, conjuntamente com os
remidos e estes exercerem também o sacerdócio sobre essas
nações.
7. 8º Grande Dia: entrada na Terra Prometida e portanto, entrada no
Reino Eterno de Deus, onde já não haverá mais inimigos, nem
morte, nem pranto nem coisa alguma que perturbe os salvos em
Yeshua, O Salvador.

De notar que o povo de Israel veio a instituir ao longo dos tempos outras
solenidades ou celebrações que recordam acontecimentos históricos, tais como
a Festa de Purim, a Hannuka (Festa das Luzes), etc. Porém, estas não fazem
parte das solenidades instituídas por YHWH, pelo que não as abordaremos
neste trabalho. Valerá ainda a pena realçar que nem todas estas solenidades
são consideradas “Sábados anuais” ou “Grandes Sábados”, e nem todas
também são designadas por “Festas”, embora o ambiente de muitas seja
festivo. Tal é o caso do “Dia da Expiação” como iremos ver em pormenor, que é
um dia em que devemos afligir as nossas almas, conforme o instituído por
Deus.

Cada uma destas solenidades de YHWH apontam coisas grandiosas para


o futuro, particularmente para o futuro Reino de YHWH. Através destas
“sombras das coisas futuras” ficamos a conhecer o que será o governo real e o
sacerdócio real de Cristo sobre todas as nações da terra, exercido também,
através de uma nação santa – 1.Pedro 2:9: “Mas vós sois a geração eleita, o
sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as
virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” .

Estas solenidades também nos ensinam de que forma nos devemos


aproximar e servir ao nosso Deus YHWH, em obediência e santidade, sem a
qual ninguém verá O Senhor. Se falharmos a compreensão do que estas
solenidades significam para o povo de Deus, então não estaremos em
condições de compreender a revelação profética do plano de YHWH para o Seu
povo. O Criador da humanidade fez-nos um convite. Possamos nós prepararmo-
nos para aceitar esse convite maravilhoso e entrar nas Bodas do Cordeiro.

A PÁSCOA (Pessach - significado: “passagem”)


Está determinado que esta celebração anual se deve realizar aos 14 do
mês de Aviv (i.e. no primeiro mês do ano divino), a tarde: Levítico 23:4 – “No
mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a Páscoa de YHWH”
(confirmado em Números 28:16).
Vamos analisar os vários sentidos que a Páscoa de YHWH pode assumir, tanto
no seu significado histórico (libertação do povo de Israel da escravidão do
Egito) como da nossa libertação do pecado (o Egito que é este mundo em que
vivemos), através da morte do Filho, O Senhor Yeshua, e seu significado
espiritual.

A Páscoa de YHWH (tempos de reavivamento espiritual): A Palavra de


Deus faz-nos saber que O Senhor Yeshua é a Verdadeira Páscoa, pois foi
através Dele e pela mão forte do Deus de Israel que este povo saiu do Egito;
“Passagem” para que o Anjo da Morte “passasse” e não ferisse os primogênitos
da casa sobre cujas ombreiras tinha sido colocado o sangue do cordeiro
sacrificado na celebração da primeira Páscoa, no Egito, na noite da libertação
do povo de Israel. Este e outros cordeiros que se sacrificaram através dos
tempos apontavam para O Verdadeiro Cordeiro de Deus: Yeshua (João 1:29;
1.Pedro 1:18-20).
Esta mesma proteção de Deus em relação aos Seus filhos, no tempo do
fim, será manifesta durante o tempo da grande tribulação que se aproxima.
Também neste tempo os filhos serão protegidos das “pragas do Egito” que
serão derramadas no tempo do fim.
• é através Dele que passamos da morte para a vida;
• é através Dele e do Seu sacrifício que os nossos pecados são perdoados
e
• é Nele que devemos iniciar um novo caminho, de santificação, sem o
que, se
não o percorrermos, não poderemos ver a Deus (Hebreus 12:14).

Coríntios 11:27-30 – “Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o


cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.
Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste
cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria
condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós
muitos fracos e doentes, e muitos que dormem”. Este aspecto é de primordial
importância para todo aquele que é crente e diz seguir a Cristo.

A FESTA DOS PÃES ÁZIMOS (Chag HaMatzah – significado: pão sem


fermento)
Seu significado e importância na vida do crente: Ao abordarmos o
significado desta solenidade temos que distinguir também o significado do Dia
das Primícias, quando o Sumo Sacerdote movia o primeiro molho de cevada
colhida já em estado de Aviv, (grau de maturação que permite já fazer farinha
com ela e com ela cozer pão), o qual calha dentro desta semana, após o
Sábado semanal.

Significado histórico: Do ponto de vista histórico, a Festa dos Pães Asmos


(ou dos pães sem fermento) assume, no conjunto das solenidades ordenadas
pelo Senhor YHWH um significado importante na vida da congregação, o Israel
de YHWH. Ao longo dos tempos podem ser encontrados registos de
acontecimentos na vida do povo de YHWH que, pela sua importância e
significado ainda hoje devemos recordar, particularmente porque eles foram
determinados por YHWH. Eis alguns:

• A primeira Páscoa celebrada ainda no Egito implicava, desde logo, que o


povo que haveria de ser libertado com mão forte pelo Senhor, comeria o
cordeiro assado com ervas amargas, os sapatos nos seus pés, os seus
cajados nas suas mãos e o comeriam com pães ázimos (pães não
levedados). Comeriam a Páscoa apressadamente, como quem se apressa
para iniciar uma longa jornada, o que na realidade aconteceu. Esta saída
repentina, obrigou a que Israel não tivesse tempo nem condições de
levedar e cozer o pão, pelo que Deus lhes ordenou que comessem pão
não levedado durante 7 dias, sendo que esse sinal foi dado por Deus
para ser um memorial até ao dia em que Yeshua voltará como Rei eterno.
Essa ordenança implicou mesmo que todo o Israel deveria retirar e
queimar todo o fermento velho que pudessem ter nas suas casas antes
do início dessa celebração. É evidente que, para além do ato em si
mesmo, tal ato tem um profundo significado espiritual, pois YHWH queria
que Israel fosse um povo santo (o fermento sempre foi um sinônimo de
pecado - Mateus 16:6-12;

• Assinala-se ainda que a passagem do Mar Vermelho a pé enxuto tenha


ocorrido no último dia da semana dos asmos. Após a exterminação dos
exércitos do faraó nas águas, YHWH completou a libertação deste povo,
cumprindo a Sua promessa de libertação do jugo da servidão (no nosso
caso, o jugo da servidão ao pecado do qual fomos libertados pelo sangue
do Cristo).
• Após peregrinar durante 40 anos no deserto, a nação de Israel entrou na
terra que o Senhor YHWH lhe havia prometido, onde, no período dos
asmos se produziu a miraculosa conquista da cidade de Jericó – o “Anjo
de YHWH”, entregou esta cidade nas mãos de Israel. No dia 10 do mês
primeiro Israel atravessou o Rio Jordão a pé enxuto também – Josué 4:19.
O mesmo livro de Josué 5:10-12 revela-nos que o povo celebrou a Páscoa
aos 14 à tarde, conforme ao preceito de YHWH, frente a Jericó, tendo
também comido pães asmos e espigas tostadas, apanhadas no campo.
Aqui terminou o período em que foram alimentados com o maná dos
céus. Nos primeiros seis dias dos asmos cercaram a cidade tocando 7
buzinas e ao sétimo dia, YHWH derrubou os muros da cidade, como
lemos em Josué 6:3-4.
• Ao tempo determinado por YHWH, o povo de Israel cumpriu o preceito
que lhe foi dado, conforme a Êxodo 13:6-10: “Sete dias comerás pães
ázimos, e ao sétimo dia haverá festa a YHWH. Sete dias se comerá pães
ázimos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto
em todos os teus termos. E naquele mesmo dia farás saber a teu filho,
dizendo: Isto é pelo que YHWH me tem feito, quando eu saí do Egito E te
será por sinal sobre tua mão e por lembrança entre teus olhos, para que
a lei de YHWH esteja em tua boca; porquanto com mão forte YHWH te
tirou do Egito Portanto tu guardarás este estatuto a seu tempo, de ano
em ano”.
• Outro grande acontecimento histórico ligado à semana dos pães asmos
ocorreu com a rededicação do povo de Israel ao Senhor YHWH no tempo
dos reis Ezequias (2.Crônicas cap. 29 a 31) e Josias (2.Crônicas cap. 34 e
35).
• No entanto, o maior acontecimento histórico que se repercute até hoje e
também no futuro na vida de todos os que abraçam o concerto com
YHWH, através do Seu Ungido, O Messias Yeshua, é a Sua ressurreição,
ocorrida precisamente durante a semana dos asmos. A Sua ressurreição
ocorreu no final do dia do Sábado semanal (antes da alvorada do 1º dia
da semana), após ter cumprido o sinal dado através do profeta Jonas: 3
dias e 3 noites no seio da terra. Jesus é nos também apresentado como o
“pão do céu”, o “pão da vida” sem fermento.

Espiritualmente falando, o fermento teve sempre um significado negativo


(significa pecado, desobediência às Leis do Senhor), pois é o pecado que faz
levedar toda a massa – 1. Coríntios 5:7-8: “Alimpai-vos, pois, do fermento
velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento.
Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa,
não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas
com os ázimos da sinceridade e da verdade”.

A FESTA DE PENTECOSTES (Shavuot – significado: semanas)


Pentecostes (ou festa das semanas): 7 dias x 7 semanas + 1 dia = 50
dias. Como se disse no capítulo anterior, estes cinquenta dias são contados a
partir do primeiro dia
a seguir ao Sábado semanal em que coincide o período da Páscoa/Semana dos
Pães Ázimos (Na “Torá”, este número significa “liberdade”). Este dia vem
assinalado em Levítico 23:15-21 e em Atos 2:1. Isto é o que celebramos por
estatuto de YHWH: No hebraico “Shavuot” significa literalmente “semanas”;
porém, também significa “votos” (os votos trocados num casamento entre “o
noivo”, YHWH, e a sua “esposa”, Israel) o que tem um grande significado
espiritual, se levarmos em conta as prometidas Bodas do Cordeiro. Os
primeiros frutos da terra, tanto em sentido literal da novidade dos campos e do
gado – Êxodo 23:19a – “As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à
casa de YHWH teu Deus”, como em sentido espiritual, pois aponta para os
convertidos a Cristo, dos quais “Ele foi feito as primícias dos que “dormem” no
Senhor”. É um dia de alegria, por celebrar tanto as dádivas materiais como as
espirituais.

No sentido espiritual: os resgatados por Cristo, dos quais Ele é o primeiro


entre muitos irmãos (as primícias, como nos diz em 1.Coríntios 15:23 – “Mas
cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na
sua vinda”). Este é um dia de celebração da liberdade com que fomos
libertados no sangue de Cristo através da nossa entrega a um Concerto
Renovado Nele e fomos revestidos pela presença do Espírito Santo em nós, a
Sua força e poder. Este dia memoriza o derramamento do Espírito Santo sobre
a Igreja reunida em Jerusalém, após a ascensão de Yeshua ao céu, como se
pode ler em Atos 2:1-4. Este dia especial aponta-nos também ser YHWH O que
irá proceder através dos Seus anjos a colheita do fim dos tempos, em que o
Seu povo salvo será separado (a colheita) para viver eternamente com Ele. Ele
já hoje prepara esses “frutos” através da presença do Seu Santo Espírito
(Mateus 9:38; Lucas 10:2; Romanos 8:23; Tiago 1:18). Estes são os que
lavaram os seus vestidos no sangue do Cordeiro de Deus e andaram em
obediência nos preceitos do Altíssimo. É Esse Espírito de Verdade, em nós, que
nos permite aperfeiçoar todos os nossos caminhos e andar em santidade, sem
a qual ninguém verá O Senhor – Hebreus 12:14; 2.Timóteo 1:7; João 15:26;
16:13. Só os que se deixam guiar pelo Espírito Santo serão chamados filhos de
Deus – Romanos 8:9, 14.

Historicamente celebra também o dia em que YHWH entregou as Suas


Leis (a Torá) ao povo de Israel no Monte Sinai através do Seu servo Moisés
(tradição em Israel), i.e. 50 dias após a saída do povo da terra do Egito Deve
também renovar o nosso compromisso de aceitarmos a Sua vontade e
andarmos nos Seus caminhos, a Sua Torá.

O DIA DA EXPIAÇÃO (Yom Kippur)


Que grande significado tem este dia para o crente em Yeshua! Se o Dia
das Trombetas aponta para um chamamento ao arrependimento mas, mesmo
assim, havendo entrega ao Senhor, há alegria e esperança de salvação por
Yeshua no seu coração, já o Dia da Expiação é um dia em que, segundo o
estatuto, o crente deve afligir a sua alma, como iremos ver de seguida. Na
língua hebraica: “Yom Kippur” (é também conhecido como o Dia do Jejum) e
aponta para o julgamento sobre as nações que será exercido pelo Grande Rei
vindouro. Ocorre dez dias após o Dia da Festa das Trombetas. Este período
designado por Teshuva em hebraico é o período em que os fiéis devem refletir
sobre as suas faltas, orar insistentemente a YHWH pedindo perdão pelas suas
fraquezas.
Se o arrependimento não for sincero não poderá obter perdão. Provérbios
28:13: “O
que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e
deixa, alcançará misericórdia”. Relembramos Levítico 23:1-2: “Depois falou
YHWH a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades
de YHWH, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas
solenidades”, que deve ser celebrada aos 10 do mês de Tishri – o 7º mês,
segundo o Calendário divino e não o dos
homens, conforme a Levítico 23:27-3220: “Mas aos dez dias desse sétimo mês
será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e
oferecereis oferta queimada a YHWH. E naquele mesmo dia nenhum trabalho
fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante YHWH
vosso Deus. Porque toda a alma, que naquele mesmo dia se não afligir, será
extirpada do seu povo. Também toda a alma, que naquele mesmo dia fizer
algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo. Nenhum trabalho fareis;
estatuto perpétuo é pelas vossas gerações em todas as vossas habitações.
Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do
mês a tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado”. Hoje, a
“oferta queimada” faz-se no Templo de Deus, que é o nosso coração, onde
habita O Espírito Santo. Este é o único jejum ordenado por Deus ao Seu povo.
Em Levítico 16:29-31 diz-nos: “E isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo
mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e nenhum trabalho fareis nem
o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós. Porque naquele dia se
Awe”), ou dias de arrependimento, como preparação para o Dia da Expiação,
em que devemos afligir as nossas almas.

O Dia da Expiação e o Jubileu


De 50 em 50 anos YHWH manda celebrar o ano do Jubileu. O anúncio do
ano do Jubileu era feito precisamente no Dia da Expiação através do soar de
trombetas. Tal implicava a libertação de escravos e o retorno das propriedades
aos seus proprietários originais. Isto não nos faz lembrar nada? Vamos ver de
seguida. Nesse dia futuro, o Dia da vinda do nosso Senhor e Rei YHWH,
celebrar-se-á:
• A libertação do estado de pecado em que todo o mundo vive, libertando
o homem da escravidão a que tem estado amarrado.
• A prisão de Satanás e dos seus anjos rebeldes.
• A glorificação dos remidos em Cristo (quer os que já dormem quer os que
estejam vivos no momento da Sua vinda) através da 1ª ressurreição, com
o soar da última Trombeta de Deus, a 7ª – 1.Coríntios 15:52.
• A passagem dos reinos deste mundo para o domínio do Senhor YHWH (o
retorno dos reinos ao seu legítimo e original proprietário). É como diz
Deus: a terra é minha e toda a sua plenitude – Salmo 24:1; 89:11. Tudo
Lhe pertence e tudo voltará para Ele. Esta passagem dar-se-á quando
soar a 7ª trombeta de Deus e Cristo regressar para recolher os Seus
escolhidos, os salvos pelo Seu sangue.
• Mas o Dia da Expiação corresponderá ao derramamento da ira de Deus
sobre as nações rebeldes – Malaquias 4:1.

A FESTA DOS TABERNÁCULOS (também conhecida como A Festa das


Cabanas (Sukkot) ou a Festa da Sega)
Em hebraico “Sukkot” – 7 dias de festa ao Senhor (esta Solenidade inclui
também o 8º grande dia que abordaremos separadamente mais abaixo) cujo
significado é cabanas, tendas, habitação temporária. O primeiro e o oitavo dias
da festa são Sábados santos do Senhor e do Seu povo. Dias de descanso e de
dedicação especial ao Senhor YHWH.
Ver Levítico 23:34; Êxodo 23:16, a qual também adquire um forte sentido
espiritual pois aponta para a sega (ou colheita) dos eleitos pelos anjos de
YHWH no final dos tempos – a Israel de Deus.

Segundo a Lei/Torá do Senhor, três vezes no ano (na Festa dos Pães
Asmos, no Pentecostes e na Festa dos Tabernáculos – Êxodo 23:14, 17; 34:24;
Deuteronômio 16:16; 2.Crônicas 8:13), cada varão não deve apresentar-se
“vazio” perante O Senhor, mas deve fazer ofertas segundo a bênção recebida
do Senhor. Isto tem importância mesmo para os nossos dias e para
percebermos a necessidade de sustentação do trabalho de evangelização.

A Festa dos Tabernáculos ou das Cabanas tem início no 15º dia do 7º mês
do calendário divino; exigia que todo o varão se dirigisse a Jerusalém a adorar
a Deus no Templo e se alegrasse pelas bênçãos recebidas do Altíssimo e
habitasse em cabanas cobertas com ramos de árvores frondosas – esta
instrução é repetida em Neemias 8:13-15, 18. Também, durante a Festa dos
Tabernáculos, de 7 em 7 anos, toda a Lei (Torá) era lida perante a assembleia
de povo reunida em Jerusalém (homens, mulheres e crianças) – Deuteronômio
31:10-12. Êxodo 34:22: “Também guardarás a festa das semanas, que é a festa
das primícias da sega do trigo, e a festa da colheita no fim do ano”, o que, para
além do significado espiritual, tem igualmente um significado para os trabalhos
agrícolas das colheitas do tempo do fim (frutos: uvas, romãs, azeitona, …).

Como significado espiritual apontamos, em particular o Milênio do Reino


de Yeshua sobre todas as nações da Terra, juntamente com os eleitos. Será
durante estes mil anos que Satanás e seus anjos estarão presos, para não
perturbar o plano de Deus para a restauração de todas as coisas. De Sião sairá
a Lei, diz-nos em Isaías 2:2-426.
Esta Festa é também designada por festa das colheitas ou festa das cabanas.
Levítico 23:34-37: “Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês
sétimo será a festa dos tabernáculos a YHWH por sete dias. Ao primeiro dia
haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis. Sete dias oferecereis
ofertas queimadas a YHWH; ao oitavo dia tereis santa convocação, e
oferecereis ofertas queimadas a YHWH; dia de proibição é, nenhum trabalho
servil fareis. Estas são as solenidades de YHWH, que apregoareis para santas
convocações, para oferecer a YHWH oferta queimada, holocausto e oferta de
alimentos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio; Além dos
sábados de YHWH, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e
além de todas as vossas ofertas voluntárias, que dareis a YHWH. Porém aos
quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra,
celebrareis a festa de YHWH por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e
no oitavo dia haverá descanso. E no primeiro dia tomareis para vós ramos de
formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e
salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante YHWH vosso Deus por sete
dias. E celebrareis esta festa a YHWH por sete dias cada ano; estatuto
perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias
habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas. Para
ver ainda algumas das grandes transformações que ocorrerão durante o
Milênio de Cristo – Isaías11:6, 9; 35:1; 65:25.
que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas,
quando os tirei da terra do Egito Eu sou YHWH vosso Deus”. Nos versos 42-43
diz-nos: “Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão
em tendas; para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de
Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito Eu sou YHWH vosso Deus”.

O próprio Deus YHWH habitou com Israel na Tenda da Congregação


quando saíram do Egito: Êxodo 25:8 – “E me farão um santuário, e habitarei no
meio deles”. Este é o princípio fundamental da Festa dos Tabernáculos. Deus
esteve com o Seu povo de forma transitória, temporária. Contudo estará com o
Seu povo, no futuro, de forma permanente quando vier para reinar desde Sião
e, depois, na vida eterna, nos novos céus e nova Terra, na Nova Jerusalém –
Apocalipse 21:3-4, 10. Na realidade, O Deus que nos criou, sempre desejou
viver entre nós. Somente o pecado (a desobediência do homem que teima em
persistir) afastou e afasta o homem do Seu Criador YHWH.

Na realidade, o plano de Deus foi sempre o de habitar com o Seu povo:


Israel. A Festa dos Tabernáculos é também chamada de Festa das colheitas
porquanto o povo de Israel a celebrava no Outono, alegrando-se pela
abundância das colheitas dos frutos da terra que O Senhor lhes dava; no
entanto, para além da colheita dos frutos da terra, a festa que Deus instituiu,
tem um carácter eminentemente espiritual. Este carácter espiritual da festa
aponta para os últimos frutos da Israel de Deus, os frutos serôdios (que somos
nós, hoje), e para a segunda vinda do Nosso Senhor Yeshua, O Cristo, que vem
nos últimos dias, como a chuva serôdia (Oseias 6:3; Apocalipse 11:15-18), bem
como o Milênio que se seguirá.

Enquanto a Festa do Pentecostes celebra os primeiros frutos espirituais,


os que beneficiaram das chuvas temporãs – o derramamento do Espírito Santo
(festa das semanas ou das primícias) e que se realiza na Primavera, a festa das
colheitas tem lugar no Outono e a sua colheita resulta do derramamento das
chuvas de Deus nos tempos do fim, a serôdia (chuva é sinônimo de bênçãos de
Deus). Esta Festa aponta para as bênçãos da comunidade de fiéis nos tempos
do fim (a promessa de uma nova efusão do Espírito Santo de Deus sobre a
Israel de Deus no período que há de anteceder a 2ª vinda de Cristo, e também
para o eminente regresso do Grande e Eterno Senhor que virá para reinar
durante mil anos sobre todas as nações da Terra).

A Festa dos Tabernáculos é a 7ª Festa, a última do ano. Compreendamos


ainda que a palavra “habitou” (João 1:14) ao dizer que O Verbo se fez carne e
habitou entre nós tem um sentido espiritual mais elevado pois deriva da
palavra “tabernáculo”. É como se essa passagem dissesse o seguinte: “E O
Verbo (O Senhor da Glória) se fez carne e habitou num tabernáculo humano,
entre nós”. Este “Senhor da Glória”, O Senhor Yeshua nasceu no 1º dia da Festa
dos Tabernáculos, enquanto a circuncisão deste Rei teve lugar no 8º grande Dia
da Festa, cumprindo assim a Lei/Torá dada a Israel. Os 7 dias de júbilo (alegria
do povo) durante os Tabernáculos são uma imagem da bem-aventurança e
alegria dos servos de Deus que vão habitar com Ele durante o Milênio –
Apocalipse 20:6 e 21:1-7. A Festa dos Tabernáculos exigia que o povo habitasse
em tendas durante 7 dias em Israel.

O OITAVO GRANDE DIA (“Seminismo Zerete” que significa: Reunião,


Ajuntamento).
O 8º dia da Festa (também um Sábado anual), pode ser visto como um
memorial da entrada do povo na Terra Prometida, embora aponte já para a
entrega do Reino ao Pai, quando já todos os inimigos de Deus, do Seu Cristo e
dos remidos, tiverem sido destruídos no final do 7º. Milênio e o povo santo
verdadeiramente entrar na “terra prometida” – a eternidade. Este dia vem
assinalado como um Sábado grande por YHWH foram as nações separadas por
Deus após o Dilúvio: Gênesis 10:1, 32. Este dia simboliza a entrada dos
escolhidos de Deus naquela que será a sua “Terra Prometida”, a habitação
final, a eterna – os novos céus e a nova terra, após o Milênio – a Jerusalém
celestial. Será o tempo da nossa redenção final, do povo escolhido, em Yeshua.

Para compreendermos as palavras que Yeshua pronunciou nas cerimônias


da última Festa dos Tabernáculos que aqui passou enquanto homem, temos
que tentar visualizar as cerimônias que esta festa comportava ao tempo de
Yeshua e dos apóstolos.
As cerimônias que se realizavam durante a Festa dos Tabernáculos. Em
primeiro lugar, como já antes dissemos, este 8º dia está intimamente ligado a
celebração da Festa dos 7 dias dos Tabernáculos. Podemos dizer que encerram
a semana dos Tabernáculos e dela fazem parte. E é no decurso destas
festividades que O Senhor diz que estes dias são “o tempo da nossa alegria”
(Levítico 23:40).
Compreende-se porquê. Porque estes dias prefiguram dias felizes e
eternos que aí virão debaixo do governo eterno do Rei Messias, o Leão da tribo
de Judá, começando pela reabilitação de todas as coisas criadas por Deus e
que o homem perverteu. Logo no início do governo de Yeshua sobre a Terra, os
remidos pelo Seu sangue serão chamados as bodas do Cordeiro e aí se
consumará a união entre YHWH/Yeshua e a sua esposa – a Israel de Deus.
Naqueles dias, em Jerusalém, o povo alegrava-se, tocando música, cantando e
dançando, comendo e bebendo e estudando a Lei/Torá com os rabis de Israel.
O ambiente era festivo, a que ajudava toda a encenação das luzes que os
sacerdotes montavam no Templo (erigiam 4 grandes colunas onde colocavam 4
grandes lâmpadas de ouro em cada um, e onde ardia o óleo durante toda a
Festa) e a grande multidão de peregrinos. Segundo o mandamento
(Deuteronômio 16:15-16), os homens vinham de toda a parte em direção a
Jerusalém com ofertas nas suas mãos e com alegria pelas colheitas obtidas
segundo a bênção de YHWH e aí construíam cabanas (sukkot), onde habitavam
durante 7 dias. O que também ajudava a que o povo se alegrasse era que Deus
também mandava que os dízimos daqueles dias fossem gastos com o próprio,
para que este comprasse e comesse e bebesse o que agradasse ao seu
coração (Deuteronômio 14:23-29).

Fonte: Israel Ministry of Foreign Affairs


− www.mfa.gov.il/mfapr/facts%20about%20israel/israel%20em%20resumo
− www.kol-shofar.org