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UFRN

CENTRO DE TECNOLOGIA
FUNDAMENTOS DE ECOLOGIA PARA ENGENHEIROS

A Dinâmica das
Populações

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CONCEITOS BÁSICOS
População - O conjunto de indivíduos da mesma espécie que
dividem o mesmo habitat.

Características próprias, exclusivas do grupo : Densidade,


taxas de natalidade e mortalidade, relações de interdependência,
distribuição etária, potencial biótico e dispersão

Características genéticas : adaptação e habilidade reprodutiva.

Populações são entidades estruturadas que não podem ser


confundidas com simples agrupamentos de indivíduos
independentes entre si.
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CONCEITOS BÁSICOS

Comunidade : conjunto de populações agrupadas em uma


certa área/hábitat é definido como.

A comunidade possui características adicionais às


características dos indivíduos e às das populações que a
compõem:

Densidade populacional, taxas de natalidade e


mortalidade, distribuição etária etc.

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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Densidade populacional é o número de indivíduos, ou a
quantidade de biomassa, por unidade de área ou volume.

Influência: Na ação da espécie sobre o ecossistema e mesmo


no próprio crescimento dessas populações.

A influência do nível trófico em que os indivíduos se


localizam é considerável na densidade da espécie, pois níveis
tróficos mais altos apresentam baixas densidades, por causa da
redução de energia utilizável, à medida que se avança na cadeia
alimentar.
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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Natalidade é a tendência de crescimento de uma população. A


taxa bruta de natalidade quantifica o crescimento e é dada pela
relação entre novos indivíduos nascidos em uma unidade de
tempo, sendo essa relação denominada ‘taxa de natalidade’.

Essa taxa assume valores positivos ou nulos e é, em geral,


expressa por habitantes nascidos/1.000 habitantes existentes no
meio considerado.

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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Mortalidade é a antítese da natalidade e é quantificada pela taxa
bruta de óbitos.

O Brasil apresenta comportamento característico da Figura 5.2 com


tendência a caminhar para o padrão da Figura 5.1 a partir da década de
1990.

Em uma população isolada, onde não ocorra imigração/emigração, a


diferença entre as taxas brutas de natalidade e mortalidade indica a taxa
de crescimento vegetativo dessa população.

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TAXA DE NATALIDADE- PAISES
DESENVOLVIDOS

7
TAXA DE NATALIDADE- PAISES
MENOS DESENVOLVIDOS

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ESTRUTURAS ETÁRIAS
REPRODUTIVIDADE
A distribuição etária- Permite prever sua tendência futura de
crescimento.
Em uma população, os indivíduos podem ser divididos em três
grupos com base na idade: pré-reprodutivos, reprodutivos e pós-
reprodutivos.
Pode-se prever um crescimento, decréscimo acentuado da população
ou se ela atingiu um nível de equilíbrio.

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ESTRUTURAS ETÁRIAS
Se a base da pirâmide é larga (caso A), é sinal de que há
um grande número de indivíduos em fase pré-reprodutiva
que virão a gerar descendentes. Nesse caso, ocorrerá um
aumento considerável da população.

À medida que a população se estabiliza, a base da pirâmide


diminui e o número de indivíduos nas fases pré-reprodutiva e
reprodutiva torna-se praticamente o mesmo (caso B).

Se a base tornar-se estreita com menor número de indivíduos


na fase pré-reprodutiva, então a população estará em fase de
declínio ou senilidade.
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ESTRUTURAS ETÁRIAS
TAXAS DE CRESCIMENTO

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ESTRUTURA ETÁRIA
POPULAÇÃO BRASILEIRA
Até meados da década de 1970 - traços bem marcantes de uma
população predominantemente jovem — reflexo da persistência de
altos níveis de fecundidade no país.

A partir da década de 1980 - alteração no perfil da distribuição da


população brasileira por faixa etária, apontando o início da
estabilização dos níveis de crescimento: a base da pirâmide já não era
tão larga.

Censo Demográfico de 1991 ratificam essa tendência, apresentando


um estreitamento da base da pirâmide (estabilização do crescimento
populacional está se consolidando).

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ESTRUTURA ETÁRIA

É interessante notar a relação que se apresenta entre a forma da


pirâmide de estrutura etária de um país e seu grau de desenvolvimento:
quanto mais larga a base, menor o grau de desenvolvimento.

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PIRÂMIDE ETÁRIA
BRASIL – CENSO 1991

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PIRÂMIDE ETÁRIA
BRASIL – CENSO 2000

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CONCEITOS BÁSICOS
Em um mesmo país, as características da população podem
variar de região para região. Um exemplo disso pode ser visto na
Tabela 5.1, na qual é apresentada a distribuição da população e
algumas de suas características para as várias regiões brasileiras,
como: população, razão de sexos, taxa de crescimento anual (%)
e taxa de urbanização, por região, em 2000 (IBGE, 2000).

Podemos observar a diferença existente entre as grandes


regiões geográficas brasileiras principalmente com relação à taxa
de crescimento cujo valor médio para o Brasil é próximo ao da
região Sudeste, havendo crescimento menor nas regiões Sul e
Nordeste e maior nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Devemos ressaltar que o valor da taxa está ligado não só ao


grau de desenvolvimento da região, mas também ao movimento
migratório. 16
POPULAÇÃO BRASILEIRA
CARACTERÍSTICAS/REGIÕES
Tabela 5.1 – Algumas características da população brasileira, por
região (IBGE, 2000).

Região População Taxa de Relação entre Urbanização


Total Crescimento Anual Sexos (%)
(hab.) (Média 1991 – 2000) Homens / Mulheres
(%)
Brasil 169.799.170 1,64 97/100 81,25
Norte 12.900.704 2,86 103/100 69,87
Nordeste 47.741.711 1,31 96/100 69,07
Sudeste 72.412.411 1,62 96/100 90,52
Sul 25.107.616 1,43 98/100 80,94
Centro-Oeste 11.636.728 2,39 99/100 86,73

IBGE, 2000 – Censo Demográfico 2000. Resultados do Universo. http://www.ibge.gov.br.


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CONCEITOS BÁSICOS

Fator limitante é qualquer fator ecológico, biótico ou abiótico que


condiciona as possibilidades de sucesso de um organismo em um
ambiente, impedindo que a população cresça acima de certos limites.

Esse condicionamento ocorre tanto para quantidades pequenas e


insuficientes quanto para quantidades muito grandes e excessos do
fator.

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CONCEITOS BÁSICOS
Cada espécie possui, em relação a cada fator ambiental, um nível
mínimo e um máximo, entre os quais os indivíduos se desenvolvem
bem.

Esse intervalo, entre o mínimo e o máximo, é definido como


intervalo de tolerância. Dentro do limite de tolerância existe uma
quantidade ótima, em que o desenvolvimento ocorre em seu máximo,

Observamos, na natureza, que os seres vivos raramente se


desenvolvem no seu ponto ótimo em relação a um dado fator
ambiental.

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CONCEITOS BÁSICOS

Os organismos podem possuir grandes intervalos de tolerância para


alguns fatores e pequenos intervalos para outros, sendo que as espécies
com grande tolerância para todos os fatores são aquelas que se
distribuem pela maioria dos ecossistemas.

O período reprodutivo é o mais crítico, pois os indivíduos


reprodutivos apresentam limites de tolerância menores que os não
reprodutivos.

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FATORES LIMITANTES
No meio terrestre, os principais fatores limitantes do
crescimento da população são fósforo, luz, temperatura e água; no
meio aquático, são oxigênio, fósforo, luz, temperatura e salinidade.

A vida conhecida só se desenvolve dentro da faixa de -200°C a


100°C, sendo que a maioria das espécies apresenta intervalo bem
mais reduzido.

Os seres aquáticos possuem tolerância menor que os terrestres,


uma vez que as variações de temperatura na água são bem menores
que as verificadas na terra.

. Em relação à luz, sua qualidade varia pouco no meio terrestre,


embora sua quantidade diminua nas florestas, nos níveis mais
próximos ao solo.
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CONCEITOS BÁSICOS

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FATORES LI MITANTES
No meio aquático também ocorre absorção da luz, que só a
pequenas profundidades pode ser utilizada para fotossíntese. Em
meios aquáticos de pequena movimentação de águas e em águas
poluídas, o oxigênio torna-se fator limitante.

Nos meios terrestres, o principal fator limitante da


produtividade, depois da água, é o fósforo, sempre em
quantidades insuficientes.

Esse conhecimento dos fatores limitantes é de grande


importância para os seres humanos, pois permite aumentar a
produtividade agrícola por meio de inserção, nas áreas cultivadas,
dos elementos que faltam na terra, como água e adubos
fosfatados, além de suprir outras substâncias para combater
pragas e insetos.
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COMUNIDADE
A comunidade é uma estrutura organizada de espécies que
interagem por meio de laços de interdependência.

Em uma dada comunidade, nem todos os organismos possuem a


mesma importância na determinação de suas características, sendo que
apenas algumas espécies exercem maior influência por causa do
número de indivíduos, produção ou atividade.

Sua importância verifica-se basicamente em sua participação na


cadeia alimentar e no fluxo de energia. Entre os produtores,
macroconsumidores e decompositores existem espécies chamadas
dominantes ecológicos, que dominam seus níveis tróficos, afetando o
ambiente para todas as outras espécies.
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COMUNIDADE

A retirada dessas espécies dominantes gerará alterações sensíveis,


tanto na comunidade como no meio físico.

Nos diversos ecossistemas terrestres, notamos que, quanto mais


favoráveis as condições físicas do meio, maior o número de espécies
que podem ser consideradas dominantes; ao passo que, sob condições
externas desfavoráveis, menos espécies dividirão o controle da
comunidade.

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COMUNIDADE
DIVERSIDADE DAS ESPÉCIES

A diversidade das espécies que a compõem aumenta à medida


que se desloca das regiões árticas para os trópicos, em
decorrência dos vários fatores:
Clima - uma vez que, em regiões de clima estável, a
diversidade é maior — dada a constância de recursos ao longo de
todo o ano.

Ecossistemas mais antigos apresentam maior diversidade em


relação aos mais recentes, pois alcançaram maior estabilidade,
levando a perdas de energia menores, que passa a compor a
comunidade na forma de matéria viva.
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COMUNIDADE
DIVERSIDADE DAS ESPÉCIES

Quanto maior a diversidade, mais longas se tornam as cadeias


alimentares e mais eficientes os mecanismos de realimentação e
auto-regulação da comunidade mais longas se tornam as cadeias
alimentares e mais eficientes os mecanismos de realimentação e
auto-regulação da comunidade.

Por sua vez, quanto maior o número de espécies, menor será o


número de indivíduos por espécie, de modo que a densidade não
seja demasiadamente elevada e mantenha-se a um nível que
permita condições de vida satisfatórias.

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COMUNIDADE

Um conceito importante no estudo das comunidades é o de ecótone,


ou seja, a zona de interseção entre dois ou mais ecossistemas.

Nessa região de transição, verifica-se que tanto a densidade como o


número de espécies são maiores que nos ecossistemas vizinhos, pois é
nele que se desenvolvem as espécies de cada um dos ecossistemas que
o formam além das espécies que só habitam o ecótone.

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COMUNIDADE
Um exemplo dessa situação é o estuário, onde se desenvolvem
condições intermediárias de salinidade entre a água doce do rio e a
água salgada do mar. A esse aumento de diversidade e densidade dá-se
o nome de efeito dos bordos. Para o homem, o conceito de ecótone
assume maior importância quando se trata de ecossistemas terrestres
(florestas), pois, durante todos os processos de colonização, os seres
humanos procuraram desenvolver-se à sua margem, abrindo clareiras,
fixando-se em seu interior, plantando árvores em regiões de campos e
criando, com isso, áreas de maior diversidade das quais usufruíam.

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RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS
Duas ou mais espécies que convivem em um mesmo hábitat
podem desenvolver relações mútuas favoráveis ou desfavoráveis
para uma ou para todas as participantes da relação.

Os indivíduos podem ser divididos em :


associações neutras,
benéficas (ou positivas) e;
maléficas (ou negativas)..

O neutralismo é uma associação neutra na qual as duas


espécies são independentes e uma não influi na outra.
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RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS
O comensalismo é uma associação positiva entre uma espécie
comensal, que se beneficia da união, e uma espécie hospedeira,
que não se beneficia nem se prejudica com a relação.

Esse tipo de relação verifica-se, por exemplo, entre os


humanos (espécie hospedeira) e as bactérias que vivem em seus
intestinos espécie comensal) e alimentam-se do material retirado
pelo organismo.

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RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS

Cooperação é a associação positiva, na qual ambas as


espécies levam vantagem, mas que não é indispensável à
união, permitindo que os indivíduos levem vida independente
uns dos outros.

Um exemplo desse tipo de associação é a nidificação coletiva,


empreendida por algumas espécies de pássaros, visando à maior
segurança e proteção contra seus predadores.

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RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS
O mutualismo é uma união positiva na qual os indivíduos são
intimamente ligados, não podendo um sobreviver sem o outro.

Verifica-se na relação entre os cupins e os microrganismos


que vivem em seu estômago, que são os responsáveis pela
digestão da celulose da madeira que os cupins comem.

A relação mutualística entre certos fungos e raízes de vegetais


é de grande importância econômica para os humanos.

O amensalismo é uma associação negativa em que a espécie


amensal sofre inibição em seu crescimento ou reprodução pela
espécie inibidora, que não sofre nada. 33
RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS

Predação é também uma associação negativa, em que a


espécie predadora ataca e devora a espécie-presa. O predador
leva vida livre, independente da presa.

Verificam-se, no início, grandes oscilações nas populações


envolvidas, mas, à medida que avançamos no tempo, os efeitos
negativos tendem quantitativamente a reduzir-se para as espécies
— até que chegamos a um ponto de equilíbrio, no qual as duas
populações mantêm-se com tamanho praticamente constante.

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RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS
O parasitismo, como a predação, é uma associação negativa,
em que a espécie parasita inibe o crescimento, a reprodução ou o
metabolismo da espécie hospedeira, podendo ou não acarretar sua
morte, diferente do predador, o parasita vive ligado ao hospedeiro
e não se alimenta dele, não havendo destruição violenta

O parasitismo pode alcançar um equilíbrio em longo prazo e


ter seus efeitos negativos reduzidos.

Se um parasita for introduzido em um ambiente novo que seja


desprovido de elementos de defesa, pode, então, vir a se tornar
uma epidemia ou praga de grandes proporções.

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RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS
Uma relação importante é a competição, outra associação negativa,
na qual as duas espécies apresentam o mesmo nicho ecológico e,
portanto, disputam alimentos, abrigo e outros recursos comuns às duas
espécies competidoras, causando prejuízos a ambas.

Assim, espécies com necessidades semelhantes não podem se


desenvolver em um mesmo local, pois uma forte competição surgirá,
levando uma delas à dizimação.

Quando ocorre a competição, a espécie mais especializada e com


nicho mais estreito é que predomina e acaba eliminando as outras.

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CRESCIMENTO POPULACIONAL

Quando o ambiente em que vive uma dada população possui


recursos ilimitados, condições climáticas favoráveis e ausência de
outras espécies que limitem o crescimento dessa população,
ocorre um crescimento exponencial a uma taxa máxima
denominada potencial biótico.

Essa taxa é característica da população e depende de sua


estrutura etária e das condições do meio, sendo denominada taxa
de crescimento específico.

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Taxa de Crescimento Específico

∂N
r =
∂t

Onde: ∂N / ∂t é o coeficiente instantâneo de crescimento, N é


o número inicial de indivíduos da população e r é a taxa de
crescimento específico (ou potencial biótico da população).

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EQUAÇÃO DO CRESCIMENTO
POPULACIONAL
O resultado da integração dessa equação diferencial leva à
equação de crescimento da população:

N t = N 0e rt

Onde: N t é a população no tempo t, r é o potencial biótico e N 0


é a população no instante inicial.

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CRESCIMENTO POPULACIONAL
Se fosse esse o tipo de crescimento realmente verificado na
natureza, uma bactéria coli recobriria a Terra de descendentes em
36 horas, e um paramécio produziria, em alguns dias, um
volume de protoplasma dez mil vezes maior que o volume da
Terra.

Como recursos são limitados, às vezes até em demasia, e as


condições ambientais nem sempre são favoráveis — o que leva a
um crescimento real bastante diferente do crescimento potencial.

A diferença entre o máximo crescimento (potencial biótico) e


o crescimento real deve-se às condições limitantes do meio e
denomina-se resistência ambiental. 40
CRESCIMENTO POPULACIONAL

O modelo mais utilizado para estudo do crescimento das populações


segue duas formas principais, que são denominadas de crescimento em
‘⌡’e crescimento em ‘S’, em decorrência da forma que assume o
gráfico quando se coloca, na ordenada, o número de indivíduos e, na
abscissa, o tempo.

O crescimento em ‘⌡’ ocorre seguindo a mesma equação do


crescimento potencial, só que o aumento da população é verificado até
certo ponto, declinando, depois, bruscamente, quando a resistência
ambiental torna-se efetiva.

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CRESCIMENTO POPULACIONAL
A outra forma de crescimento, sigmóide, logístico ou em ‘S’, é a
mais comum. Inicialmente, o crescimento é lento e, então, torna-se
rápido até atingir certo ponto, quando passa a diminuir até um ponto
em que o número de indivíduos torna-se praticamente constante, com
pequenas oscilações em torno de um valor médio. Esse tipo de
crescimento é dado pela equação:

∂N (K − N )
= r.N .
∂t K

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CRESCIMENTO POPULACIONAL
K é a assíntota superior sigmóide e representa a população
máxima capaz de sobreviver no meio em estudo, denominada
capacidade biótica do meio.

(K- N)/K representa a resistência ambiental.

Quando N é bastante pequeno, o termo (K- N)/K aproxima-


se de um e o crescimento é próximo ao exponencial.

Quando N aumenta e o termo (K- N)/K diminui, a taxa de


crescimento ∂N / ∂t diminui até zero, quando K = N.

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CRESCIMENTO POPULACIONAL

A partir daí, a população alcança um equilíbrio em que natalidade e


mortalidade igualam-se e há equilíbrio também entre a população e o
meio, situação em que uma alteração do ambiente pode gerar
desequilíbrio.
Se essa mudança não for contínua, com o tempo, o equilíbrio é
restabelecido novamente, em outro nível.

Esse equilíbrio é mais facilmente alcançado em ecossistemas


complexos, nos quais pequenas alterações são facilmente absorvidas e
não geram conseqüências mais drásticas.

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CRESCIMENTO POPULACIONAL
POTENCIAL VERSUS LOGÍSTICO

Os estudos de engenharia utilizam a curva logística na previsão de


demandas futuras de sistemas cara estimar a população futura.
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POPULACÕES HUMANAS
Há grande interesse no estudo das populações humanas porque,
com ele, temos um conhecimento maior de nossos problemas, suas
causas e soluções.

Apresenta uma complexidade maior que o estudo das populações


das outras espécies animais, uma vez que os humanos possuem um
comportamento bastante homogêneo de região para região, além de,
diversas vezes, adotar comportamentos antinaturais.

Para os humanos, não há limites físicos intransponíveis ou


condicionantes regionais insuperáveis. Seu comportamento não é
instintivo, mas condicionado cultural e socialmente.
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POPULAÇÕES HUMANAS
A degradação acelerada do ambiente e a grande massa de lixo
e subprodutos inaproveitáveis gerados por suas atividades
econômicas provocaram alterações rápidas e bruscas nos
ecossistemas, influindo na vida de milhares de elementos de
outras espécies.

O fato ds humanos buscam mais o benefício e a sobrevivência


do indivíduo (as demais populações buscam principalmente a
sobrevivência da espécie), está levando o homem a um ponto
crítico em seu desenvolvimento.

Com os atuais problemas de superpovoamento e poluição, uma


vez que sua capacidade de alterar a natureza não se estende 47à
alteração das leis naturais.
BIODIVERSIDADE
As estimativas de alguns anos atrás mencionavam a existência
de 5 milhões a 30 milhões de espécies existentes na Terra.

Estudos recentes efetuados nas florestas tropicais sugerem que


pode haver 30 milhões de espécies apenas de insetos.

Cerca de 1,4 milhão de espécies vivas foram catalogadas :

Aproximadamente 750 mil são insetos, 265 mil são plantas e


41 mil são vertebrados.

O restante inclui invertebrados, fungos, algas e


microrganismos.

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BIODIVERSIDADE
Uma quantidade significativa está sendo sistematicamente
destruída pela atividade antrópica, que causa a redução da
biodiversidade em todo o mundo.

A perda maior ocorre nos trópicos em decorrência do grande


crescimento populacional, pobreza generalizada, demanda
crescente por carvão vegetal e falha nos métodos agrícola e de
reflorestamento.

A poluição é uma das grandes causadoras da perda da


biodiversidade.

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BIODIVERSIDADE
ASPECTOS RELEVANTES
A biodiversidade não deve ser considerada apenas sob o ponto
de vista da conservação, uma vez que ela representa a fonte de
recursos naturais mais importante da Terra.

Na agricultura e pecuária, as plantas e os animais fornecem


produtos importantes, incluindo desde medicamentos, matérias-
primas a artigos diversos para as indústrias.

Apenas 20 espécies de plantas fornecem mais de 80% da


alimentação mundial; três delas — milho, trigo e arroz —
constituem 65% da oferta de alimentos.

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BIODIVERSIDADE
ASPECTOS RELEVANTES
A medicina também depende da biodiversidade. Atualmente,
mais de 40% das drogas prescritas vendidas nos Estados Unidos
contêm compostos químicos orgânicos derivados de espécies
selvagens.

Cerca de 25% dessas drogas vêm de plantas, outros 12% são


derivados de fungos e bactérias e 6% são de origem animal. O
valor dos produtos medicinais derivados de tais fontes aproxima-
se de 40 bilhões de dólares por ano.

51
BIODIVERSIDADE
ASPECTOS RELEVANTES
A indústria é outra atividade que depende da biodiversidade,
já que muitos de seus produtos e matérias-primas essenciais são
derivados de plantas e animais selvagens.

Citamos, por exemplo, a madeira para construção e outros


produtos extraídos de árvores — incluindo celulose — e produtos
químicos de origem vegetal — como o raiam, a borracha e os
óleos lubrificantes.

Todos eles são itens industrializados, economicamente


importantes, derivados de fontes vivas.
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BIODIVERSIDADE
Motivos de Manutenção

Psicológicos (necessidade de admirar e observar a natureza,


além de usufruir dela),

Filosóficos (sustentabilidade, não violar o direito de existência


das espécies) e

Éticos (reverência a todas as formas de vida, conceito


fundamental para muitas religiões e sistemas morais).

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BIODIVERSIDADE
Ações para Manutenção
Desenvolvimento de áreas protegidas,
Recuperação de ecossistemas degradados,
Implementação de leis e tratados e
Conscientização individual

O homem deve tomar conhecimento das espécies de animais e


plantas que consome,
Promover a biodiversidade em sua casa e em suas terras,
Não comprar plantas, animais e seus derivados em fase de
extinção,
Apoiar e participar de atividades protecionistas etc.

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MANUTENÇÃO DA
BIODIVERSIDADE NO BRASIL
O Primeiro Relatório Nacional para a Convenção sobre a
Diversidade Biológica, produzido pelo Ministério do Meio
Ambiente, mostra que possuímos :

Aproximadamente 20% da diversidade biológica da Terra, a


flora mais rica (aproximadamente 60 mil plantas superiores, o
que representa 22% do total mundial), 10% dos anfíbios e
mamíferos, 17% das aves, mais de três mil espécies de peixes de
água doce e de cinco a dez milhões de insetos.

Temos, ainda, a maior floresta tropical remanescente, a Mata


Atlântica, o Pantanal de Mato Grosso, os biomas costeiros e
marinhos, o cerrado e a caatinga.

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