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Lucimar de Oliveira

Direito 1A
Cultura Religiosa

Responda as questões propostas.

1. No início do primeiro capítulo, o autor registra o que ele entende como “a marca de todas
as religiões”. Qual é ela? O que significa? (máximo: 5 linhas).

Resposta:
“o esforço para pensar a realidade toda a partir da exigência de que a vida faça sentido.”
Entendo que é o momento da experiência individual quando do nascimento. É a marca
profunda que deriva muitos elementos essenciais para nossa vida. A partir do rompimento
da harmonia do útero inicia o processo de humanização para toda nossa vida.

2. “A religião está mais próxima de nossa experiência pessoal do que desejamos admitir” (p.
13). Comente. (máximo: 8 linhas).

Não podemos deixar a religião restringir-se a um setor da vida. A religião existe


precisamente para integrar o homem na sua totalidade, para reunir sentimento,
entendimento e vontade, para as pessoas se comunicarem entre si e dar uma resposta ao
desafio do todo, ao desafio da vida e da morte, do eu e da comunidade, do passado e do
futuro. Porém, tenhamos o cuidado de não reduzir a religião à cultura: o cristianismo não é
produto de nossas experiências internas, mas um acontecimento que nos penetra de fora.

3. Como Rubem Alves sistematiza a questão da cultura, no segundo capítulo? (máximo: 10


linhas).

A cultura só se inicia no momento em que o corpo deixa de dar ordens. Esta é a razão por
que, diferentemente das larvas, abandonadas pela vespa-mãe, as crianças têm de ser
educadas. É necessário que os mais velhos lhes ensinem como é o mundo. Não existe
cultura sem educação. Cada pessoa que se aproxima de uma criança e com ela fala, conta
estórias, canta canções, faz gestos, estimula, aplaude, ri, repreende, ameaça, é um
professor que lhe descreve este mundo inventado, substituindo, assim, a voz da sabedoria
do corpo, pois que nos umbrais do mundo humano ela cessa de falar.
A religião cristã não é só um elemento cultural, mas um evento. O fato da irrupção do
Eterno no tempo, que lhe confere consistência e historicidade, é desconhecido na história
das religiões. Daí, sua origem está ligada a algo “externo”: a revelação de Deus.

4. De acordo com o texto, como nasce a religião? (máximo: 10 linhas).

A religião nasce das concepções restritas do homem e surge na vida humana como
tentativa de transubstanciar a natureza e dar espaço aos seus desejos em busca dos
horizontes. Enquanto o animal é o seu corpo, sempre produzindo a mesma coisa, os
homens se recusaram a ser aquilo que o passado lhes propunha. Na sua inquietação e
busca, produziram cultura e educaram. Criaram mundos imaginários e passaram de
geração em geração através da cultura que se estruturou a partir de seu desejo.
Assim, um aspecto vital do humano é esta busca incessante de harmonia individual. Esse
sentimento é o que origina todas as religiões.

5. “Concluímos, assim, com honestidade, que as entidades religiosas são entidades


imaginárias” (p. 30). “Não, não estou dizendo que a religião á apenas imaginação, apenas
fantasia. Estou sugerindo que ela tem o poder, o amor e a dignidade do imaginário” (p. 31).
Explique. (máximo: 10 linhas).

Especialmente para as pessoas que já se encontraram com o sagrado. De fato, aprendemos


desde muito cedo a identificar a imaginação com aquilo que é falso. Afirmar que o
testemunho de alguém é produto da imaginação e da fantasia, é acusá-la de perturbação
mental ou suspeitar de sua integridade moral. Parece que a imaginação é um engano que
tem de ser erradicado. De maneira especial àqueles que devem sobreviver nos labirintos
institucionais, sutilezas linguísticas e ocasiões rituais do mundo académico, é de
importância básica que o seu discurso seja assepticamente desinfetado de quaisquer
resíduos da imaginação e do observação! Que os fatos sejam valores! Que o objeto triunfe
sobre o desejo! Todos sabem, neste mundo da ciência, que a imaginação conspira contra a
objetividade e a verdade.

6. Defina reificação e coisificação. (máximo: 5 linhas).

Reificação é processo de repetição e compartilhamento dos símbolos é quando passamos


a tratá-los como coisas.
REIFICAÇÃO: objetificação, coisificação. No processo de alienação, é o momento em que
aquilo que não era passa a ser coisa, objeto.

.
7. Como o utilitarismo influenciou o pensamento e a religião modernos? (máximo 8 linhas).

Na medida em que o utilitarismo se impôs e passou a governar as atividades das pessoas,


processou-se uma enorme revolução no campo dos símbolos.
Alguns acham que isto ocorreu por entenderem que os símbolos são cópias, reflexos, ecos
daquilo que fazemos. Se isto for verdade, os símbolos não passam de efeitos de causas
materiais, eles mesmos vazios de qualquer tipo de eficácia. Acontece que, como já
sugerimos, os símbolos não são meras entidades ideais. Eles ganham densidade, invadem
o mundo e aí se colocam ao lado de arados e de armas. Por isto rejeito que eles sejam uma
simples tradução, numa outra linguagem, das formas materiais da sociedade e suas
necessidades vitais. O que necessidades vitais. O que ocorre é que, ao surgirem problemas
novos, relativos à vida concreta, os homens são praticamente obrigados a inventar receitas
conceptuais novas. Produziu-se, então, uma nova orientação para o pensamento, derivada
de uma vontade nova de manipular e controlar a natureza.

8. Como os empiristas/positivistas entenderam a religião? E como Durkheim respondeu?


(máximo: 10 linhas).

Os empiristas/positivistas entenderam que a religião era uma coisa social e se


concentraram nos enunciados e afirmações que aparecem junto a ela. Concluíram que o
discurso religioso nada significava. Conclusão tão banal quanto afirmar que a água, o fogo
e a flor não têm sentido algum. Não lhes passou pela cabeça que as palavras pudessem ser
usadas para outras finalidades que não significar. Não perceberam que as palavras podem
ser matéria-prima com que se constroem mundos.
E segundo E. Durkheim : "Não existe religião alguma que seja falsa. Todas elas respondem
de formas diferentes, a condições dadas da existência humana.”
9. “As religiões, sem exceção alguma, estabeleceram uma divisão bipartida do universo inteiro,
que se racha em duas classes nas quais está contido tudo o que existe”. Descreva tais
classes. (máximo: 10 linhas).

Seculares ou profanas e no mundo profano é o círculo das atitudes utilitárias. Que é uma
atitude utilitária? Quando minha esferográfica Bic fica velha, eu a jogo fora. Faço o mesmo
com pregos enferrujados. Um medicamento cujo prazo de validez foi esgotado vai para o
lixo. Antigamente se usava o coador de pano para fazer o café. Depois apareceram os
coadores de papel, mais "práticos", e os antigos foram aposentados como inúteis. Depois a
inflação fez com que o velho coador de pano ficasse mais útil que o de papel. É mais
econômico. Num mundo utilitário não existe coisa alguma permanente. Tudo se torna
descartável. O critério da utilidade retira das coisas e das pessoas todo valor que elas
possam ter, em si mesmas, e só leva em consideração se elas podem ser usadas ou não. É
assim que funciona a economia. De fato, o círculo do profano e o círculo do econômico se
superpõem. O que não é útil é abandonado. Mas como é o indivíduo que julga da utilidade
ou não de uma determinada coisa, esta é uma área em que os indivíduos permanecem
donos dos seus narizes todo o tempo. Ninguém tem nada a ver com as suas ações. Na
medida em que avança o mundo profano e secular, assim avança também o individualismo
e o utilitarismo. No círculo sagrado tudo se transforma. No âmbito secular o indivíduo era
dono das coisas, o centro do mundo.

10. “Aos fiéis pouco importa que suas idéias sejam corretas ou não. A essência da religião não é a
idéia, mas a força”. O que isso quer dizer? (máximo: 10 linhas).

Quer dizer que a consciência do sagrado só aparece em virtude da capacidade humana


para imaginar, para pensar um mundo ideal: coisa que não vemos nos animais, que
permanecem mergulhados nos fatos. Os seres humanos, ao contrário, contemplam os
fatos e os revestem com uma aura sagrada que em nenhum lugar se apresenta como dado
bruto, surgindo apenas de sua capacidade para conceber o ideal e de acrescentar algo ao
real.