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GAVETA DE ESPERANÇA

Autor Priscilla P.S.Basile


Francisco Cândido Xavier
Espírito de Laurinho
Digitado por Doris Day
2

Prefácio - Emmanuel .............................................................................. 03


Laurinho - Chico Xavier ......................................................................... 04
Testemunho de fé .................................................................................... 05
A viagem ................................................................................................. 06
Recado às mães ....................................................................................... 07
Aceitação ................................................................................................. 08
Recado .................................................................................................... 10
Diálogo com o alto .................................................................................. 12
Agradecimento aos pais .......................................................................... 13
Méritos .................................................................................................... 18
Devido valor ........................................................................................... 19
Reminiscências ....................................................................................... 20
Mês de Maio ........................................................................................... 24
Libertação ................................................................................................ 26
Prova mais autêntica ............................................................................... 31
As respostas continuam ........................................................................... 33
Clareando situações ................................................................................. 34
Câmbio, câmbio ...................................................................................... 37
Correio em expansão ............................................................................... 38
Urgente Telex .......................................................................................... 39
Participações nos problemas familiares .................................................. 40
Festa de notícias ...................................................................................... 41
Dia das mães ........................................................................................... 46
Carta inesperada ...................................................................................... 48
Atendendo solicitação mental ................................................................. 50
Secretário no além ................................................................................... 52
Dia dos pais ............................................................................................. 54
Telegrama de felicitações ........................................................................ 56
Cartazes afetivos ..................................................................................... 57
Compreendendo os jovens ...................................................................... 60
No terceiro ano de desencarnação ........................................................... 62
Mensagem as mães .................................................................................. 63
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PREFÁCIO
Emmanuel
Leitor amigo:

Efetivamente, este livro é um escrínio de reconforto e de esperança.


*
Convidado a falar, acerca de Laurinho, o amigo que lhe traça o conteúdo, juntamente
com aquela irmã que o recebeu na Terra na condição de mãe feliz, nossa irmã Priscilla P.S.
Basile, apresentamos, com justificada satisfação, ao amigo leitor, com as paginas deste
volume, o companheiro que entre nós, na Espiritualidade, se fez mensageiro de paz e
consolação, alegria e verdade.
*
Unidos entre o Plano Físico e o Plano Espiritual, mãe e filho aqui nos edificam com o
seu próprio dialogo, recamado de sofrimento e de jubilo, de sorrisos e lagrimas, enaltecendo
o amor a Jesus e da fé na Imortalidade.
*
Eis porque passamos às tuas mãos este documento do coração e da inteligência, com a
certeza de que te ofertamos um vaso de amor e luz, com o qual também nós, os amigos
espirituais, rendemos graças a Deus.

Emmanuel
Uberaba, 30 de novembro de 1979.
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LAURINHO
Chico Xavier

Desde o nosso primeiro contato espiritual com o nosso querido amigo Laurinho Basile,
através da mediunidade, tem sido ele para mim não só um abençoado emissário espiritual,
mas igualmente um amigo de todas as horas, para quem peço a Jesus multiplicadas bênçãos
de felicidade e sabedoria e a cuja bondade não tenho palavras para agradecer.
Chico Xavier.

Uberaba, 2 de dezembro de 1979.


A você, querido Chico Xavier, que temos a honra e o privilegio de tê-lo como amigo,
confidente e orientador espiritual;
A você, consolador de almas aflitas e desesperadas, exemplo de humildade e
resignação, carinho e amor;
A você, pelo muito que nos auxiliou com seus ensinamentos, com palavras magníficas e
inigualáveis, de integro discípulo do Cristo, nossa eterna gratidão.
Deus lhe pague.
Priscilla Pereira da Silva Basile,
Lauro Basile e família.

Às queridas famílias, alcançadas pela mais dura prova: a “despedida” de um ente


querido, deixo aqui meu coração transpassado de dor, porem, ao mesmo tempo, confiante
num reencontro na Vida de Além-Túmulo.
Encorajada pela misericórdia de Jesus, nosso Divino Mestre, pelo exemplo notável de
Seu servidor, Chico Xavier, e pela dedicação do nosso amado filho Laurinho, damos
testemunho de quem, sem Fé, Amor e Caridade, não conseguiríamos superar essa provação
que nos foi confiada.
Se formos escolhidos para a luta, temos Fé de que Deus não irá nos desamparar.
A Dor é uma bênção que ele envia aos seus eleitos.
Saibamos aproveitar essa oportunidade, se nos chegou do Plano Mais Alto, suportando
as nossas saudades infinitas por amor a Deus.
A Autora
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TESTEMUNHO DE FÉ
Por mais vitoriosa que seja uma existência, suas lutas e sofrimentos, tristezas e
lagrimas, deixam marcas de dor em nossa alma.
Cabe-nos, sem dúvida, superar todas essas dificuldades valendo-nos da Fé em Deus
Todo-Poderoso. Só assim, entendemos, a vida se enobrece.
Analisando minha existência, cheguei à conclusão de que nada somos diante da
grandeza do Pai. Ciente de que aqui estamos para o nosso burilamento próprio, e movida por
Forças Superiores, resolvi edificar-me.
Para atenuar meus sofrimentos, procuro amenizar os sofrimentos alheios, para aplacar a
minha fome, busco saciar a fome daqueles que nada tem para comer; para estancar minhas
lágrimas, tento enxugar as lágrimas de outras mães em prova.
Impulsionada por esse ideal, e procurando vencer todas as espécies de barreiras do
caminho, vou tentando minha edificação cristã, principalmente na imitação dos exemplos de
abnegação, amor, bondade, humildade e caridade no nosso querido e ímpar Francisco
Cândido Xavier.
A mensagem que deixo nestas paginas, não tem outra finalidade senão a de levar a
Doutrina Espírita àqueles que padecem, e que ainda não tiveram a oportunidade de se
beneficiar da sua essência de Verdade, Fé e Consolação.
Apenas a Doutrina Espírita pode nos responder as angustiantes perguntas com as quais
procuramos compreender as nossas lutas: “De onde vim?” “Para onde vou?”
Quando passamos a ter ciência de que nós mesmos escolhemos tudo o que se desenrola
em nossa vida, aceitamos as nossas provas, e a confiança no reencontro com os entes
queridos nos fortalece para a luta, que podemos transformar num trabalho de amor.
À medida que aprendia, mal podia imaginar que, simples mãe que sou, estivesse
recebendo tarefas maravilhosas do Mais Alto, embora devesse encontrar dificuldades nesse
trabalho, e que não tardaram.
Mas aqui estou, sem medo, procurando cumprir minha parte e ser fiel até o fim, apesar
dos empecilhos do presente e dos que, certamente, sobrevirão no futuro.
6
A VIAGEM
Com a “viagem” de nosso filho querido, Laurinho, muita coisa se modificou para nós.
Hoje, não almejamos senão caminhar numa linha reta, procurando amar ao nosso
próximo como a nós mesmos.
Sabemos que estamos na Terra para progredirmos, burilando e educando o nosso
Espírito, cumprindo provas necessárias escolhidas por nós mesmos, porém, sustentados pela
infinita bondade de Deus, que não desampara a ninguém.
Acreditamos na Lei Universal de Causa e Efeito: colhemos hoje o que semeamos
ontem.
Por que nascem criaturas deformadas ou anormais? Por que uns tem de tudo, enquanto
outros mendigam um pedaço de pão?
Deus, que não castiga a ninguém, em Sua infinita bondade, não permitiria esse
sofrimento se nós mesmos, em outras vidas passadas, não fossemos devedores, ou cúmplices,
de algo muito grave.
Ao voltarmos a Terra para o nosso burilamento, escolhendo uma dessas condições
dolorosas, estaremos resgatando aquilo que tenhamos feito, procurando nossa recuperação e
progresso.
E voltaremos quantas vezes forem necessárias, até atingirmos um determinado grau de
perfeição, ganhando sempre alguns pontinhos para a próxima viagem.
Aceitando as provas com coragem, substituindo a nossa dor por favores materiais e,
principalmente, morais e espirituais, em beneficio do nosso próximo, ficaremos mais
aliviados, mais confiantes, recebendo mais amor e bênçãos do Plano Superior.
Mães queridas! Irmãos na dor, aqui estou para ajudá-las a empunhar a bandeira da
coragem e da fé.
Não sou nenhuma fortaleza, mas, graças a Deus e a tudo o que consegui assimilar dos
maravilhosos ensinamentos da Doutrina Espírita, venci a dor, venci a barreira da morte, a
qual, tenho absoluta certeza, não existe. Ela é apenas uma mudança longa mas bem mais
maravilhosa do que todas as que já tenhamos feito.
O que nos falta é a compreensão e a fé em Deus, para aceitarmos que, realmente, a
morte não existe.
Ficaríamos, porventura, algumas dezenas de anos aqui na Terra e, depois, tudo se
acabaria?
Não, essa explicação não é lógica nem aceitável. Temos provas e mais provas de que a
Vida continua, de que a Verdadeira Vida é aquela que começa exatamente quando esta se
extingue e o corpo físico baixa a terra.
É claro, todos temos direito à imaginação, ao raciocínio e, principalmente, à saudade,
mas precisamos ter absoluta Fé em Deus que, sendo infinitamente bom, nunca irá nos
desamparar.
7
RECADO AS MÃES
Dirijo-me principalmente às mães, pois, cada vez aumenta mais o número de pais
desesperados pela partida dos seus filhos queridos para o Além; mas, que estas palavras
sirvam também para os filhos cujos pais foram chamados para o Alto; para as viúvas que tem
a responsabilidade de criar e educar os filhos que Deus lhes confiou, enfim, para todos os que
aceitam estas linhas a titulo de apoio e solidariedade de irmã.
Companheiras de infortúnio, mães sofredoras que, como eu, tem o coração dilacerado
pela saudade e o rosto marcado pela dor, reflitam comigo: se os nossos filhos foram
chamados, algo mais sério existe nisso.
Essa explicação só a encontrei, e vocês só a encontrarão, na Doutrina do Amor, da Fé,
da Caridade, do Amor ao Próximo: a Doutrina Espírita.
Não estamos sós; tendo fé, Deus está em nós, nos sustentando e nos fortalecendo em
tudo o que tenhamos a fazer a suportar.
Mães! Olhem para trás: sempre há alguém por perto necessitando de uma palavra de
encorajamento, porque talvez tenha uma prova a cumprir bem maior do que a nossa!
Deus, em sua infinita bondade, não dá a prova além das forças de quem a pede, mas
somente a que possa ser suportada e cumprida.
Oh! Mães angustiadas, coragem, pelo amor de Deus! Vejam e meditem que a
consolação maior, e mais animadora, depende de esforço próprio, destruindo as causas do
mal e da tristeza, recorrendo a Jesus, às preces, à caridade sem limites.
De que adianta você, querida amiga e irmã amargurada, sofrer a saudade numa poltrona
reclinada?
Levante-se e ajude sua companheira na dor, menos afortunada e menos esclarecida,
porque ela também é Mãe, não importando a sua posição social; sua angustia é semelhante à
de outra mãe qualquer.
Estendamos-lhe mãos fraternas e, unidas na Fé em Deus, vamos tentar amenizar a dor
de uma terceira, pois, como diz meu querido filho Laurinho, em uma das suas mensagens,
“Mãe é um mistério de Deus...”
Somos, então, todas iguais.
Vamos cerrar fileiras na caridade, no amor e na fé.
Se nossos filhos estão nos vendo e nos ouvindo, só terão a ganhar com isso.
Se não os temos perto de nós, fisicamente, que poderemos fazer a mais para beneficiá-
los? Aceitar a vontade de Deus, com Fé e Amor ao Próximo.
Seja o nosso lema a máxima: “Fora da caridade não há salvação”, porque todos aqueles
que conseguirem praticar a caridade acharão a recompensa do Senhor.
A caridade tem muitas formas: uma palavra de alento, para uma pessoa necessitada,
também é um ato de caridade.
Sendo mãe de cinco jóias, e tendo neste momento como maravilhoso orientador
espiritual meu filho Laurinho – que vocês já devem conhecer se leram meu primeiro livro –,
gostaria de mostrar a todas, com muito carinho e respeito, adicionando alguns
esclarecimentos possíveis, trechos de “cartas” recebidas de Laurinho, através de nosso
grande e abnegado amigo e médium Chico Xavier.
8
ACEITAÇÃO
A primeira carta, recebida seis meses após a desencarnação de nosso filho, quando
ainda estávamos naquele desespero total – procurando algo que nos convencesse da verdade,
ou melhor, nos trouxesse uma explicação convincente – veio amenizar nossa dor, mas, ao
mesmo tempo, nos deixou confusos, porque não possuíamos nenhum conhecimento da
Doutrina Espírita.
Vínhamos de família católica, necessitados de encontrar a Verdade, e começamos a
estudar a Doutrina, procurando os ensinamentos de Jesus no Evangelho, iniciando a nossa
verdadeira aproximação com a Fé.
Não existe aí fingimentos: ou somos, verdadeiramente, cristãos autênticos, ou não o
somos.
Confessamos que só mesmo na Doutrina Espírita encontramos o remédio e a resposta
necessária para tudo o que vínhamos procurando desenfreadamente.
Pelas palavras, ou melhor, pelo primeiro período da carta que recebemos, já temos
prova de que, apesar de tudo, é preferível uma aceitação consciente, entregando-se
racionalmente a Deus aquilo que temos de mais precioso: um filho.
Elevando-nos em preces e súplicas a Jesus, para que nossos filhos possam estar bem,
com este simples propósito, estaremos ajudando nossos entes queridos na aceitação da Vida
Verdadeira, para a qual foram chamados.
Eis a primeira mensagem, recebida em 16 de julho de 1977, em Uberaba, em reunião
publica, psicografada por Francisco Cândido Xavier:

“Querida Mãezinha Priscilla, peço a sua bênção.


Tive permissão para vir até aqui pedir à senhora para que não chore tanto.
Peço à senhora Lourdes me ajudarem a ficar mais calmo.
À Selma rogo pedir às nossas querias Rachel, Yolanda Lucila a mesma coisa.
Mãezinha, eu não vim para cá fora das Leis de Deus. Ninguém teve culpa no carro de
encontro à arvore.
A morte, que não depende de nós, não é de nossa culpa. Estou ainda como quem se vê
debaixo de uma nevoa de lagrimas e ainda não consigo raciocinar com segurança.
Meu avô João Basile me trouxe aqui a meu pedido para dizer-lhes que vou melhorar
mais depressa se me auxiliarem com a fé em Deus.
Mame, conforte meu pai e diga-lhe que estou bem.
Agradeço as orações e votos que me dirigem, mas preciso ficar forte.
Não posso escrever mais, mas peço à senhora, ao papai e às meninas, que recebam
muitos abraços do filho e irmão agradecido, sempre seu,
Laurinho.”

IDENTIFICAÇÕES:
Laurinho - Lauro Basile Filho, nascido em 17 de março de 1958, na cidade de Casa
Branca, Estado de São Paulo, Desencarnado a 12 de dezembro de 1976, em acidente
automobilístico, na rodovia Poços de Caldas-Casa Branca.
Priscilla - Mãe de Laurinho. Ortografia correta do meu nome, embora eu mesma o
escreva com um só l.
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Mãe Lourdes - Avó materna, residente em Casa Branca. Sempre chamou o neto de
filho.
Selma - Irmã de Laurinho, e muito chegada a ele talvez pela pouca diferença de idade.
Rachel - Irmã de Laurinho, casada. Ortografia correta do nome.
Yolanda - Irmã de Laurinho, casada. Ortografia correta do nome.
Lucila - Irmã caçula de Laurinho, tem o apelido Zó, mas o irmão só a chamava pelo
nome ou por Lu.
João Basile - Avô paterno, desencarnado em agosto de 1958.
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RECADO
Os dois primeiros períodos, desta bela e comovente carta, nos revelam que a melhor
maneira de ajudarmos nossos filhos no Mais Além consiste em nos fortalecermos para
sufocar qualquer atitude de desespero.
Se nos entregarmos à perturbação, a nossa angustia os alcançará fazendo com que
sofram por nossa revolta, nossa saudade e nossa dor.
*
Notem, como Laurinho se expressa em sua carta: tive permissão...
Naturalmente, o Plano Espiritual tem critérios para conceder essa permissão, os quais
desconhecemos.
É justo que nós, mães, esperemos a manifestação de nossos entes queridos, contudo, é
necessário considerar os fatores que a possibilitem e que, numa visão mais simples,
envolvem o nosso comportamento, a nossa necessidade e o nosso mérito, assim como a
situação daqueles que partiram.
A Doutrina Espírita nos esclarece que a adaptação do Espírito recém-liberto do corpo
no Mundo Maior depende da forma que aceita a nova situação, da bagagem de
conhecimentos que ajuntou na existência acerca da vida espiritual, assim como depende dos
laços que o ligam ao que ficou para trás, principalmente os laços afetivos.
Nestas condições, se nós, mães, nos confortamos com os desígnios de Deus, estaremos
desatendo amarras poderosas que poderiam reter nossos entes queridos num ciclo de
perturbação. Se formos mais alem, e deixarmos que o nosso amor material se derrame em
beneficio de outras criaturas desvalidas, na caridade profícua estaremos oferecendo-lhes
energias que irão ajudá-los na reintegração em sua pátria de origem.
Por isso mesmo, ao receber esta dádiva de Deus – uma carta de Laurinho – peço a
vocês, mães, que não se torturem no desconsolo improdutivo, mas que procurem ajudar os
que sofrem, distribuindo exemplos de uma grande Fé e de muita Coragem.
Na civilização mecanizada, conturbada, em que vivemos, raramente nos detemos para
tomar consciência de que estamos de passagem, em processo de reeducação e que podemos,
sempre, recorrer Àquele que a tudo provê.
Afinal, devemos nos lembrar de que nada somos diante da grandiosidade do Criador, e
se temos esse Celeiro Divino nada justifica que nos esqueçamos de levantar os olhos e o
coração para o alto, para rogar ao nosso Pai, o único capaz de nos reerguer, orientar e guiar.
Estudando a Doutrina Espírita, vemos claramente, e podemos compreender, porque os
Espíritos vem pedir, encarecidamente, aos seus familiares, para que não chorem.
Minhas irmãs, com nossas lagrimas de desespero só podemos aumentar o sofrimento
dos nossos entes queridos, dificultar a aceitação da nova vida.
Observem nas milhares de mensagens de recém-desencarnados, psicografadas por
Chico Xavier, o médium por excelência, que todos, ou quase todos, vem solicitar que cessem
as lagrimas e que se aceite com resignação essa continuidade de Vida, para a Verdadeira
Vida, embora com saudade, a qual se transforma em “presença sem presença, e ausência sem
ausência” (Espírito de José Tadeu Banchi).
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Desde o primeiro minuto em que enfrentei a realidade que nosso Laurinho havia
morrido, tenho pedido insistentemente ao nosso Pai para que lhe dê coragem e aceitação,
assim como compreensão total da Vida na qual ingressou.
Acredito que isto tenha acontecido: Laurinho compreendeu perfeitamente que não
poderia retornar ao Lar, aos familiares e aos amigos.
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DIÁLOGO COM O ALTO
Com relação a tudo o que se passou, creio que nosso filho deve ter tido um dialogo
mais ou menos assim com o Plano Superior:
- “Meu Senhor Jesus, sei que estou aqui e vejo que é um lugar tão diferente, cheio de
afazeres, tarefas, muita disciplina, onde todos trabalham para um fim comum, além da
própria evolução, em beneficio da Humanidade terrestre, através do Amor e da Fé. Como
não posso voltar ao convívio material dos meus, por favor, dê uma tarefa para que comece de
imediato a cumpri-la.”
Assim, com aceitação, muita coragem e entendimento da situação, está tentando
melhorar-se e cumprir o que lhe foi prescrito.
Sabendo disso nós, mães, devemos concordar com os nossos filhos.
Mãe que sou, e que vê nos filhos a esperança e a alegria total da família, ao atravessar a
maior prova que se pode imaginar – a “viagem” de um filho – tenho refletido muito neste
sentido: Meu Laurinho não pode voltar; que poderei fazer, em especial, para que ele esteja
mais feliz?
Só vejo um caminho: a caridade. Em nome dele, tenho procurado ajudar as pessoas que
cruzam a minha estrada e me parece que nos unimos cada vez mais, fundindo o nosso amor
nessa tarefa.
Sabemos que a vida continua, e que essa continuidade não é um estado contemplativo,
mas uma vida de trabalho e aperfeiçoamento em busca da evolução.
Por isso mesmo, não podemos perder de vista que, conquanto de passagem por este
mundo, um dia também iremos desencarnar e o que fizermos agora será a nossa bagagem na
“viagem”.
Nascer, viver, morrer, não é uma seqüência vã; a vida obedece às diretrizes de uma Lei
Superior.
Companheiras de jornada, procurem a Doutrina de Jesus, onde os esclarecimentos que
dissipam as dúvidas, para que, unidas na nossa saudade, ajudemos àqueles que atravessam
horas de provações mais difíceis.
Quanto é privilegiada aquela que pode receber uma mensagem de seu filho dizendo: “-
Sou feliz”!
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AGRADECIMENTOS AOS PAIS
Pela segunda carta de nosso filho – tão grande presente – nem sei como agradecer a
Deus.
Além dos grandes ensinamentos que encerra, suas particularidades são provas de que a
morte não existe.
Foi psicografada em 8 de abril de 1978 em Uberaba-Minas Gerais.
*
“Querida Mãezinha Priscilla.
Abençoe seu filho.
Queira dizer tanto. Mas as emoções são longas. E as frases parecem tintas para
decoração limitada. Não sei o que dizer.
Que estou feliz?
Isso é verdade, mas não estou apenas feliz. Estou reconhecido. Grato ao seu amor, à
dedicação do meu pai, ao carinho da turma toda.
Tanto de casa, quanto daquela outra equipe, dentro da qual somos, em Casa Branca,
uma casa de alegria e de esperanças.
Tudo está revivendo em mim.
Seus escritos, para mim, são cartas estruturadas com fragmentos de estrelas. Dessas
estrelas que rebrilham em sua devoção maternal.
Mãezinha, creia. Tudo está respondido. Nos pensamentos nossos que se entrelaçam em
que dialogamos sobre a vida.
Deus recompense seu carinho. Carinho, sobretudo, na adesão a todos os
empreendimentos de seu filho.
A senhora e meu pai nunca me insuflaram medo. E a coragem que me deram é um
patrimônio que me enriquece de forças novas.
É verdade. Deixei o corpo, num choque entre dois gigantes, um Maverick e um
eucalipto de força notável. Mas nem um nem outro me impuseram a demissão do carro
físico.
O velocímetro é que estava numa temperatura de febre. Mas o motorista igualmente
não teve culpa.
Não sei explicar o que é isto, mas a devoção pelo movimento é um sinal dos tempos
novos.
O progresso por aí, é o controle do motor, entretanto, o motor é uma espécie de
coração do avanço tecnológico.
Se na Terra conseguimos de fato, as oitenta batidas pro minuto, expressando os oitenta
quilômetros por hora, tudo seguirá melhor.
Nós, porém, os que temos vindo, aparentemente mias cedo, fomos chamados a abrir
caminhos.
Até que o homem domine o vôo com absoluta segurança, muita maquina ainda exigirá
aperfeiçoamento.
Não estou fazendo apologia da imprudência e sim o elogio da coragem, esse destemor
que a senhora soube inspirar em cada um de nós.
Tudo está bem.
14
Não há motivos para lágrimas, porque estamos todos trabalhando pela melhora
total.
Ainda me vejo na Avenida São Luiz, esnobando as motos e recordo os passeios no
Jardim Público, trocando idéias com os amigos sobre a melhor maneira de se renovar à
vida sem sofrimentos para ninguém.
No caso, no entanto, em me referindo a mim e ao nosso Evaldo, é que a nossa última
festa devia ser a de São João da Boa Vista.
Despedimo-nos da Terra sem os rituais do sofrimento. Devia ser assim. Meu avô Basile
com amigos outros me convencem.
Temos muita conta de retaguarda por ajustar e, graças a Deus, é melhor pagar
compromissos, que contrair novos débitos.
Agradeço todo o amor que a sua dedicação situou em derredor de noticias.
A senhora apenas excedeu-se num ponto: suas palavras me apresentam qual se fosse
eu um Gênio celeste em trânsito pelo mundo.
Mas que mãe existirá que não encontrará anjos e gênios nos próprios filhos?
Sei que os outros compreenderão, e peço a Deus me faça ser um dia, qual a senhora
me concebe em sua imaginação rica de amor.
As noticias da imortalidade são realmente importantes. Muitos pais e mães de agora
não estão compreendendo os filhos quando trazidos para cá.
É preciso mostrar que a morte já era.
Estamos vivos e aprendendo a dominar-nos como é preciso.
Agradeço a meu pai a sinceridade com que me reconhece em meus breves recados.
Envio para Yo, para a Ra, para a Mirta e pra a Lu, aquele abraço do irmão das quatro
meninas.
A vida vai passando.
A Yo presentemente e Peter, Gustavo e Guilherme e a Ra ou a nossa Rachel, também já
nos trouxe um belo grupo com a Shell, a Rafaela e o José Neto, e eu mesmo vou
multiplicando a mim próprio em idéias novas.
Selma e Lucila são o futuro.
Agradeço a todos os nossos por tudo o que fizeram e fazem por mim.
Estamos aqui, Evaldo, José Tadeu e eu mesmo, moços que se estragaram ou se
refizeram com atritos de máquinas e agradecemos às nossas mães especialmente por nos
haverem criado sem receio de andar pra frente.
D. Aparecida receba essa nossa gratidão.
Mãe querida, envio um beijo a Vó Lourdes e a Vó Genoveva, grandes mulheres que
sabem viver sem incomodar os descendentes.
Aqui temos muitos companheiros, mas não posso nomear a todos. Preciso porém
satisfazer ao desejo de um rapaz de nome Nelson que pede seja comunicado à sua Mamãe
Sebastiana de Mello Oliveira aqui presente que ele se acha em companhia do pai Olavo.
Um notável menino e moço de nome Mauricio pede para que se responda ao coração
materno que chama insistentemente por ele, que a mensagem dele nesta noite se chama:-
Um beijo para você Mamãe. Ele se refere ao nome da progenitora que é D. Alexandrina
Xavier Vieira.
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Amigos de muita elevação, acompanham amigos de Curitiba e os saúdam. Não tenho
maior relacionamento no campo espírita, mas dois deles se registram conosco – Dr. Luiz
Vasconcelos e o Sr. José Lopes.
Muita gente deseja falar, mas precisamos inventar um relógio novo. O problema é que
podemos inventar um novo conta-vida, mas o tempo é de Deus e o que é de Deus ninguém
muda.
Agradeço às companheiras de Casa Branca que vieram em nossa companhia.
Por fim devo assinalar um recado a mais: é um jovem aflito, para se confortar a
Mãezinha que espera no papel e no lápis. É o jovem Marco Antonio, que informa à sua
Mãezinha Dona Maura que ele está junto dela e lhe pede calma e coragem.
Quanto ao mais, vamos tocando o barco, e que Deus nos abençoe.
Termino dizendo:
Querida Barata, a senhora é o mais precioso Barato do mundo.
Abraços ao Pai Lauro, e para a senhora um beijão do filho que hoje pensa mais em
trabalho para ser melhor.
Mãezinha receba todo o amor do seu, sempre seu
Laurinho
Laurinho
Laurinho
Laurinho
*
Creio que toda mãe, quando passa por uma provação dessa, pede sempre a Deus pela
felicidade de seus filhos, tanto nesta quanto na outra Vida.
Em minhas preces diárias, sempre implorei para que Deus fizesse meu filho feliz.
Ainda fui mais longe porque, até essa data, quando a saudade me sangra o coração, sento-me
na escrivaninha de Laurinho e escrevo “aquela” carta a ele.
Converso mentalmente com meu filho, de coração a coração, pedindo a Deus que
Laurinho ouça e receba meus pensamentos, minhas idéias, minhas perguntas, minhas
bênçãos.
Nossos assuntos continuam os mesmos, nossa conversa é idêntica à que falávamos
pessoalmente.
Sei que muitas mães vão me supor louca, principalmente as que tiveram a felicidade de
não atravessar uma prova destas; mas afirmo, e dou testemunho, que estou em meu juízo
perfeito. Continuo nos meus afazeres para com a família, que é numerosa, para com amigos e
para com todos que me solicitam uma palavra de carinho, paz, elevação e coragem.
Mas é uma sintonia quase perfeita, um papo legal que tenho a felicidade de poder
manter com Jesus, e por Seu intermédio, com meu filho também.
Por incrível que pareça, sempre tive a felicidade de receber as respostas de minhas
cartas, as que deposito com muito amor, carinho e confiança, especialmente muita Fé, na
Gaveta de Esperança.
*
Percebam que num trecho da segunda mensagem Laurinho vem me respondendo:...que
está feliz, mais do que feliz...
16
Saber que o nosso filho é feliz, que nosso esforço não está sendo em vão, que nossas
preces estão sendo ouvidas pelo Pai, ajudando Laurinho, e que ele próprio compreendeu a
Vida Maior, recebendo com coragem suas tarefas, trabalhando com afinco pela sua própria
evolução espiritual e melhoria de todos os seus, para mim e para a família, foi maravilhoso.
Notem seu carinho:...”Seus escritos para mim são cartas estruturadas com fragmentos
de estrelas...”
Enquanto orávamos para nosso filho ter coragem e aceitar a Nova Vida, assim ele se
manifesta:...”e a coragem que me deram é um patrimônio que me enriquece de forças
novas...”
Como adverti a todas as minhas queridas irmãs, com relação à partida dos nossos filhos,
Laurinho nos dá uma prova de que, se eles fizeram a “viagem”, foi porque algo superior
existe presidindo nossos destinos, eis que afirma: “...nós porém, os que temos vindo
aparentemente mais cedo, fomos chamados a abrir caminhos...”
Nas verdade, ele está clareando caminhos, pois, quantos se modificaram com a sua
“partida”, quantos estão refletindo melhor, principalmente essa multidão de jovens que o
conheceu!
Quantos pais estão agindo diferentemente com seus filhos após terem estudado e
observado os recados de Laurinho!
Centenas de cartas me são endereçadas, vindas de todos os pontos do Brasil, os mais
distantes; são de filhos desajustados, desesperados, e de pais que me solicitam uma palavra
de consolo pela perda de um ente querido, ou pais que não sabem mais o que fazer com seus
próprios filhos.
Que dizer de tudo isso?
O mundo está mesmo necessitado de uma reforma urgente, indicada por tanta mocidade
desesperada, tanta criança desamparada.
Onde iria encontrar resposta para tudo isso, senão na Doutrina dos Espíritos?
Confirmando que a vida continua, eis como se expressa Laurinho: ”...é preciso mostrar
que a morte já era, estamos vivos e aprendendo a dominar-nos como é preciso...”
Diante disso, temos que pensar muito, procurando merecer uma situação melhor na
Vida Verdadeira, o que dependerá sempre de nós mesmos, da nossa conduta nesta vida tão
breve e na qual, no entanto, muitos testemunhos nos são pedidos.
Muitos livros espíritas e mensagens nos ensinam que, no Plano Espiritual, existe muita
disciplina, muita ordem, pois tudo é mais planejado, e com minúcias, muito ao contrário do
nosso meio tão miseravelmente egoísta e conturbado.
*
Qual a mãe que não se emociona e deixa de ter qualquer dúvida com relação às
comunicações espirituais, quando seu filho querido se dirige a ela pelo apelido mais íntimo?
Devo agradecer a Deus o privilegio. Assim termina Laurinho a sua carta: ”...aquele
beijo para você minha querida Barata...”

IDENTIFICAÇÕES:
Evaldo - Evaldo Rui Monteiro, nascido em 6 de março de 1958, na cidade de Casa
Branca, desencarnou no mesmo acidente, em 12 de dezembro de 1976. Filho de Adalberto
Monteiro e Eunice R.Monteiro.
17
Yo - Apelido dado por Luarinho à irmã Yolanda.
Ra - Apelido escolhido por ele mesmo para Rachel, sua irmã.
Mirta - Apelido que ele fez questão de dar à sua irmã Selma desde o seu nascimento.
Lu - Apelido escolhido por ele para Lucila.
Petar - Petar Sikora, marido de Yolanda, de nacionalidade iugoslava.
Gustavo - Sobrinho de Laurinho; filho de Petar e Yolanda, residente em Mococa,
Estado de São Paulo.
Guilherme - Também sobrinho, filho de Petar e Yolanda.
Shell - Apelido de José Araújo Filho, marido de Rachel.
Rafaela - Sobrinha, filha de Rachel e Shell.
José Neto - Sobrinho, cujo nome é José Araújo Neto. Nasceu quinze dias depois da
partida de Laurinho. Filho de José Araújo Filho e Rachel, residentes em Casa Branca.
Dona Aparecida - Mãe de José Tadeu, e mais três filhos. Família residente em Casa
Branca.
José Tadeu - José Tadeu Farina Banchi, nascido a 17 de novembro de 1955, em
Corumbataí, Estado de São Paulo. Filho de Ângelo Banchi e Aparecida Farina Banchi.
Desencarnou a 28 de agosto de 1971, em desastre automobilístico, na estrada que liga
Vargem Grande do Sul a Casa Branca.
Vó Genoveva - Avó paterna. Genoveva Ciambra Basile, residente em Casa Branca.
Aniversaria exatamente no mesmo dia em que Laurinho partiu.
Sebastiana de Mello Oliveira - Outra mãe para a qual Laurinho enviou recado do filho
e do marido. Estava presente na reunião na noite em que veio esta carta.
Nelson - Filho da senhora acima citada.
Olavo - Pai de Nelson que também se encontra na Outra Vida.
Mauricio - Desencarnado aos oito anos de idade, residia em Goiânia, Estado de Goiás.
D. Alexandrina Xavier Vieira - Mãe de Mauricio, presente à reunião.
Dr. Luiz Vasconcelos - Sabemos que é pessoa de Curitiba. Desencarnado.
José Lopes - Também de Curitiba. Desencarnado.
Marco Antonio - Marco Antônio de Araújo Nascimento, nascido em 19 de agosto de
1943; desencarnou a 6 de junho de 1971 em desastre de automóvel.
Maura Bittencourt Silva A. Araújo - Mãe de Marco Antônio, destinatária do recado.
18
MÉRITOS
Meu Deus, é demais! Não sou merecedora de tudo isso! Laurinho deve ter muitos
méritos, para tanta misericórdia de Deus, pois não são todos os Espíritos que enviam recados
maravilhosos como esses, nem são todos os pais que conseguem receber suas mensagens.
Cumpre-me esclarecer que, desde a data que estivemos por primeira vez com Chico
Xavier, em maio de 1977, nossa família lá retornou vinte e nove vezes, graças a Deus.
Dezesseis vezes ficamos aguardando na fila interminável, sem medirmos sacrifícios, a fim de
ouvirmos, por breves minutos, as palavras miraculosas de nosso tão querido e ímpar Chico
Xavier.
De outras vezes, não ficamos na fila, pois nos conscientizamos de que, assim agindo,
estávamos dando oportunidade para pessoas com problemas talvez maiores do que os nossos.
Já sabíamos que, de qualquer maneira, se Laurinho tivesse que escrever algo, com a
permissão de Jesus, ele escreveria. Seguíamos ouvindo, com muito interesse, as palestras
evangélicas, das quais tanta coisa sempre vem ao encontro do nosso problema, nas
maravilhosas palavras que sacodem e acordam àqueles que estejam menos perto da verdade e
dos ensinamentos de Jesus Cristo.
*
Finalizando sua carta, Laurinho assina apenas quatro vezes, e com a mão esquerda. Ele
é canhoto.
Não se admirem por referir-me ao nosso filho usando o verbo no tempo presente, é que
não o considero morto, mas mais vivo do que antes da sua partida.
Após tantas provas, queridas irmãs, não duvidem da palavra honesta e sincera de uma
mãe, que deseja apenas ajudá-las, levando aquela mensagem de esclarecimento, Fé e amor,
pelos quatro cantos do Universo.
Peço a todos que estão procurando explicações, para se apegarem a Jesus, com a
Doutrina da Verdade, encontrarão o apoio, o remédio e as palavras necessárias na hora exata.
Meditem nestas palavras de José Tadeu Benchi (8):
“...Só a fé em Deus, a profunda fé em Deus, consegue colocar rosas nesses espinhos
que cravam nos corações, aqui e aí, obrigando-nos a pensar na separação, por sofrimento,
embora a separação venha igualmente de Deus...”
Se fosse enumerar tanta coisa maravilhosa que está nos acontecendo, escreveria não
apenas um volume, mas uma enciclopédia.
Ò meu Deus, como é delicioso poder falar a todos os descrentes, aos sofredores, aos
desesperados, de tudo o que temos recebido do Mais Alto! Como é maravilhoso falar sobre o
quanto é merecedor nosso querido Chico Xavier, e como é distinguido pelo Plano Espiritual!

----------------------
(*) – Biografia e mensagem no livro: “Presença de Laurinho” de Pricilla P. S. Basile.
19
DEVIDO VALOR
Todas as mensagens de Laurinho foram psicografadas por Francisco Cândido Xavier a
quem, cada vez mais, admiramos, queremos bem e pedimos a Deus por sua saúde, seu bem
estar e sua tão merecida paz.
Somos devedores ao Pai, por tudo que temos recebido e vivido, em dias e horas
abençoadas por Deus, junto ao tão querido Chico e todos os que fazem parte e freqüentam o
Grupo Espírita da Prece. Não só por isso, mas também pelo alto privilegio de termos nos
aproximado e nos tornado amigos e irmãos de grande número de pessoas de alto gabarito
espiritual e moral.
Nunca pedimos nenhuma das cartas de Laurinho, mas sabemos que, desde que haja
mérito, esta virá mesmo. Assim, confiamos sempre nos méritos e bagagem de nosso filho e,
de nossa parte, fazemos pro merecê-las.
Para nossa família, essas cartas representam uma preciosidade. Essas mensagens são
jóias raras, tão preciosas do que qualquer jóia do Império.
Tanto assim que, aqui em casa, estão perfeitamente plastificadas, catalogadas em pastas
numeradas, à disposição de quem queira apreciá-las, mas muitíssimo bem guardadas,
cabendo só aos membros da família mostrá-las, com muito carinho, honra e fé.
Mas não somos somente nós que agimos assim; todos, ou quase todos, os pais, ao
receberem uma preciosidade dessas das venerandas mãos de Chico Xavier, além de beijá-las,
seguram aquelas folhas como se fossem pranchetas de ouro.
Nota-se que todos agarram-nas, como tentando resguardar algo que corresponde a um
pedaço de nós, a uma parte de nossos corações que se desprendeu do coração dos nossos
filhos, e nos foi trazido pelo carinho e doação total daquele que se entrega totalmente por
amor, pela dedicação, pelo reconforto e felicidade de seu próximo.
Só mesmo você, Chico Xavier, é capaz de ter aquelas palavras incentivadoras, que
encontramos em seus maravilhosos livros, conseguidos pela tão alta capacidade mediúnica
com que Deus lhe dotou.
*
Queridas irmãs na dor, o mundo não tem outra alternativa, pois, mais cedo ou mais
tarde, de uma maneira ou de outra, as coisas chegarão aos seus devidos lugares, e então
poderemos nos orgulhar a servir, a nos esclarecer, a sairmos da ignorância em que
estávamos.
A Doutrina dos Espíritos nos traz o esclarecimento necessário para a compreensão da
Lei de Causa e Efeito. Quanta coisa vem a lume quando nos entregamos ao estudo dessa
maravilhosa Doutrina!
Estamos convictas, neste momento, que os ensinamentos do Cristo estão sendo
rigorosamente cumpridos pela Doutrina do Amor, da Fé e da Caridade.
20
REMINISCÊNCIAS
Outra carta, dirigida especialmente ao pai Lauro, com mais uma chuva de provas
autenticas quanto à existência da Vida Verdadeira, e das comunicações de vida após a morte.
Vai aqui transcrita para que todos examinem sua autenticidade, e meditem muito em
todos os detalhes, principalmente no ânimo e no conforto que a Doutrina Espírita nos
proporciona com os seus ensinamentos, levando-nos à Fé, tão necessária àqueles que a
relegaram por qualquer motivo, ou mesmo a deixaram no esquecimento, trocando-a por
tantos bens e prazeres materiais.
*
“Uberaba, 18 de abril de 1978.
Meu Querido Kid, peço a sua bênção.
Hoje o assunto será propriamente conosco.
Não é muito tarde para o nosso rango, porque seu filho nem sempre chegava muito
cedo, mas hoje sou eu quem se encarrega da merenda.
Um lanche espiritual em que peço a Deus me auxilie a servir-lhe muito amor.
Papai querido, é isso aí.
A mamãe escreveu um livro molhando a pena de nossa saudade em tinta de pranto,
detivemo-nos em outra noite na merecida louvação.
Foi o senhor mesmo quem nos ensinou a querê-la tanto e a dedicar tanto amor à
família, que as minhas lembranças de nossos encontros e as referencias ao nosso afeto,
pareceram desmaiadas, quando dentro de mim o amor por seu devotamento é cada vez
maior.
Saudade, papai, está em minha nova onda.
Saudade iluminada de esperança e carinho, mas saudade real que parece uma dor
alugando-me indefinidamente o coração.
E creia. Nessa carência de sua ternura e de sua palavra estão as reminiscências.
Lembro-me de todas as suas manifestações de vigilância e bondade.
Os conselhos para estar com prudência nos estudos em Mococa.
As referencias a Santa Cruz das Palmeiras que um dia o Senhor nos disse chamar-se
igualmente Santa Cruz dos Valérios.
As historias das aulas no Grupo Dr. Carlos Guimarães.
As anotações que o senhor enfileirava para nós em casa em relação aos exemplos de
amor ao próximo do respeitado Dr. João Batista do Amaral.
Os seus conselhos sobre o comportamento que devíamos observar quando estivéssemos
em passeios nos Jardins auxiliando-me a compreender os amigos com entendimento e
ponderação.
A primeira vez que a sua bondade me levou a conhecer o monumento ao Coronel
Drago, rememorando os heróis que passaram pela nossa querida Casa Branca.
Os elogios ao professor Midon.
As suas expressões de carinho e benevolência para com seu filho, quando comecei a
pensar em fuscas e motos.
As suas narrativas das pescarias no verde imenso de Mato Grosso.
21
As suas observações sobre a cautela que devíamos guardar em qualquer escalada a
Serra dos Caetanos ou do Bom Jardim.
E tudo se desenrola de tal modo na memória do seu Laurinho, que em verdade meus
sentimentos, respeito e gratidão para com o seu amparo mais me aprece uma cachoeira de
amor represada no espírito.
Receba pois, de maneira pálida mas sincera, a admiração que realmente o meu ideal é
o de imitá-lo para ser a criatura que devo ser.
Segundo o que já me foi possível dizer à Mamãe, estou recompondo forças.
Sabe o senhor que meu avô João Basile, seu amada pai, atem sido para o neto um
amigo maravilhoso. Com ele ao meu lado, peço-lhe perdão se me despedi do corpo físico
naquele conflito de carro.
Papai, creia que todos estávamos sóbrios. Efetivamente, o velocímetro contava que a
corrida era um pouco mais acelerada que de costume, entretanto, a estrada favorecia.
Quase nenhum movimento e o caminho aberto, como que pedindo pressa no proveito do
espaço sem obstáculos.
O Senhor já sabe tudo o que sucedeu até Poços, e de Poços a Casa Branca o senhor
sabe mais do que eu mesmo.
Agora, é renovarmos a rota e tomar o rumo que Deus nos traçou.
Agradeço ao senhor e a Mamãe e a todos os nossos, as lembranças da religião em
nosso auxilio.
As preces que fiz em criança a Nossa Senhora das Dores não foram vãs. Soubesse eu o
valor da prece e teria cultivado com mais calor os meus contatos com a fé.
Peço ao senhor dizer ao Júnior, o Aristeu Júnior, e ao Cory, que estou muito grato aos
bons pensamentos que me enviam sempre. Esse reconhecimento é extensivo a todos os
nossos amigos que nos acompanharam com tanta generosidade.
O Vovô Basile pede-lhe calma nos raciocínios. Não convém enfeixar muitas
indagações de uma só vez.
A existência na Terra é muito curta por mais longa seja no tempo.
E ele recorda ao senhor que o próprio sacerdote Godoy, um dos fundadores de Casa
Branca, ainda se encontra na Vida Espiritual amparando as ovelhas humanas do seu nobre
pastorado.
Agradeço aos amigos que acompanham o senhor e a mamãe, com a nossa Lucila até
aqui. Nossa Lu está melhorando. Deus permitirá que ela se transforme em Luz permanente
em nossa casa.
Evaldo e José Tadeu estão presentes.
Nossa irmã Arantes abraça a irmã Marinete e pede-lhe serenidade e confiança em
Jesus.
E por aqui me vou. As obrigações continuam.
Ainda posso extrair tempo para descansar em refazimento constante. Trabalhando é
que se anda pra à frente.
Veja, papai, que o seu Laurinho Kid está firme.
Pelo-lhe abolir a tristeza e aceitar a nova era que se inicia para nós.
Estamos nesta noite numa festa maior.
A festa dos irmãos de Jesus reunidos uns aos outros.
22
O lar é da caridade e rogo a Deus para que a caridade esteja sempre em todos os
recantos de nosso lar.
Para a mamãe, para a Lu e todos os corações queridos, um abraço e para o senhor,
sempre meu querido pescador e meu melhor mestre, todo o coração repleto de amor de seu
Laurinho.

Nota: Esta mensagem também foi assinada com a mão esquerda.


*
Nesta mensagem, dirigida especialmente ao pai, Laurinho comprova a existência de
outra vida, mais uma vez e com tamanha autenticidade que abala a todos com suas narrativas
particulares e profundas.
Tanto na sua manifestação anterior, quanto nesta, refere-se ao acidente com bastante
firmeza.
Notem, entretanto, sua confissão nesta frase: “...soubesse eu o valor da prece e teria
cultivado com mais calor os meus contatos com a fé...”
Sempre a Fé. E pensar que, muitas vezes, relegamos a Fé a plano secundário esquecidos
de que, sem ela, não conseguiremos o equilíbrio, não nos livraremos da revolta e se torna
mais difícil viver de maneira que Deus possa nos ajudar.
Foi com a Fé que consegui me elevar acima dos meus problemas e colocar a cabeça no
lugar. Essa Fé inabalável eu a encontrei na Doutrina Espírita, e descobri no coração de todos
os seus seguidores.
Se vocês, queridas mães, estão procurando solução para problemas aparentemente
insolúveis, recorram a Deus e meditem que a Fé remove montanhas: as montanhas das
nossas fraquezas.
Para se ter uma Fé inabalável – digo por experiência própria -, não bastou tudo do que
vi junto ao querido Chico; foi necessário que estudasse e raciocinasse sobre tudo.
Graças a Deus, a chama da minha Fé cresceu, e não temo considerá-la inalterável e
imperecível.
Podem querer me incutir outras idéias, mas, com o uso da razão associada à Fé vou
colocando cada coisa no seu devido lugar. Quer queiram, quer não, Deus é um só e estamos
aqui cumprindo provas e nos reeducando com vistas à Vida Verdadeira. Por isso devemos
nos dar as mãos, favorecidos e desfavorecidos, tudo por amor a um único Deus Todo
Poderoso espelhando-se à vontade.
*
“A existência na Terra é muito curta por mais longa seja no tempo...”
Laurinho nos sacode possíveis ilusões de que nossa estada na Terra seja permanente.
Queridas irmãs, parem e pensem: renascemos e aqui estamos lutando para atravessar a
vida e, depois de muita luta, partimos. Todo esse tempo somado, não é mais do que uma
fração de segundo diante da eternidade e da imensidão de Deus.
Nunca, ou quase nunca, pensamos nisso, contudo, o tempo só é nosso aliado na medida
que o aproveitamos acelerando o nosso adiantamento, sem paradas perigosas no meio do
caminho que nos obriguem a retornar para cumprirmos o que deixamos de fazer.
*
23
“Trabalhando é que se anda para a frente...”
Isso, naturalmente, não significa apenas o trabalho para a aquisição de bens materiais.
Atenção, muita atenção, queridas irmãs! No tempo de nossa vida, quanto tempo pensamos na
nossa melhoria espiritual?
Qualquer trabalho é edificante, nos conduz a algo mais elevado; o que não podemos é
ficar paradas, vendo tanta coisa por fazer, se podemos fazer.
O trabalho de natureza espiritual é reconfortante e belo, dando-nos uma paz interior e
uma alegria incomparáveis, quando conseguimos ajudar alguém que esteja numa trilha errada
ou necessitando do nosso apoio.
*
“Que a caridade esteja sempre conosco em todos os recantos do nosso lar.”
Através do amor e da humildade chegaremos à Caridade, e nosso exemplo estimulará
todos os nossos irmãos a praticarem essa virtude, tanto no aspecto espiritual quanto no
material.
Deste coração de mãe, que sofreu grande transformação na Doutrina Espírita, gostaria
que vocês, mães do mundo todo, retirassem esta mensagem de que a maior caridade que
pode nos alcançar na vida são as palavras de encorajamento e a compreensão da Verdadeira
Vida, assim como a que podemos fazer pelos outros.
Seja o nosso modelo de caridade o exemplo magnífico e autentico de nosso querido e
único Chico Xavier.
Ó Jesus, permita-nos mais este beneficio: o de encontrarmos compreensão e forças para
podermos, em nome de Laurinho, ajudar os necessitados, material e espiritualmente!
24
MÊS DE MAIO
A mensagem a seguir, transcrita, do nosso filho Laurinho, que obteve permissão para
me cumprimentar no Dias das Mães, no transcorrer do ano de 1977, constitui-se em
maravilhosa comunicação e prova evidente da existência de uma ou de outras Vidas após a
morte.
Totalmente escrita de trás para diante, foi uma surpresa, um espanto mesmo, para todos
os presentes.
Nós, os familiares, confessamos que jamais havíamos presenciado tal fato, que é de
emocionar a qualquer um.
Esta maneira de psicografar é denominada mediunidade especular.
Por ser uma coisa tão rara, comprova a autenticidade da comunicação e a existência da
Vida após a morte.
*
Uberaba, 13 de maio de 1977.
Querida mamãe.
Estou aqui. Quero dizer muito obrigado por tudo.
Um abração ao querido Kid.
Evaldo e eu viemos agradecer as flores e repetir às nossas queridas mãezinhas:
Feliz Dia das Mães.
E eu quero dizer à querida Lu: “eu te amo”.
Abraços para a Selma e todos.
Tem muito chão nesta escrita e por isso vou parar.
Mãezinha, um beijo com muito amor de seu filho.
Laurinho

*
Esta mensagem, do modo como foi psicografada, só pode ser lida à frente de um
espelho ou contra a luz.
Quando Laurinho e Evaldo vem agradecer as flores, é detalhe importante. Acontece que
iríamos a Uberaba no dia treze, sábado, pela manhã, para estarmos na peregrinação à tarde.
Porem, na sexta feira, estava eu sem condução para levar as flores no jazido dos dois.
Pensei e, sinceramente, não vendo possibilidades, acabei por emprestar o carro de uma
amiga, coisa que não costumo fazer. Perdi o acanhamento, pois, em hipótese alguma, não
desejava partir, no sábado, sem levar as flores e colocar no jazido dos dois, ainda mais por
ser dia doze.
Já era tarde, quase na hora de se fecharem os portões do Campo Santo. Não me
importei.
Abraçada ao ramalhete de flores amarelas, as de sempre, corri para lá e pedi aos
funcionários que, por favor, me esperassem por alguns minutos. E coloquei as flores.
Eis que, para minha surpresa e encantamento, Laurinho escreve: “Evaldo e eu viemos
agradecer as flores...”
25
*
Notem, como se fora para chamar a atenção sobre a escrita, o tamanho das letras no
“Dia das Mães”.
*
Ainda mais, Lucila, sua irmã, escreveu-lhe uma cartinha com a mão esquerda, carta de
saudade e carinho, usando a frase: “eu te adoro”. Usando a mão esquerda, queria homenageá-
lo porque ele é canhoto, embora a irmã não seja.
Colocou a carta na Gaveta de Esperança. Eu mesma, porém, só fiquei sabendo disso ao
tomar conhecimento da resposta, nesta mensagem do nosso filho.
Na mensagem, totalmente feita com a canhota, Laurinho trouxe a resposta para a irmã:
“...querida Lu: eu te amo”.
*
Queridas irmãs e mães, de que provas mais precisamos?
Esperemos e veremos, dentro de mais algum tempo, a própria Ciência tornar pública
toda essa verdade.
Então, nos sentiremos felizes por estarmos em dia com os conhecimentos a respeito do
que existe na Vida do Mais Além. Com a graça de Deus, estaremos realizadas com a
oportunidade de termos os olhos abertos e o coração preparado para a Vida Verdadeira.
Aos que conhecem, minhas queridas irmãs, não haverá desculpas. Sabemos o que
devemos fazer ou não fazer, e dispomos do livre arbítrio para escolher.
Vamos, pois, trabalhar pelo bem dos nossos entes queridos e, com isso, melhorarmos o
conteúdo da nossa bagagem final. A viagem é longa e a Justiça Divina, que tudo sabe, nos
medirá com exatidão.
26
LIBERTAÇÃO
Uberaba, 19 de junho de 1978
Mamãe querida.
Seu filho pede a bênção.
Saudades condensadas dão isso. Uma vontade imensa de mostrar amor.
Entretanto, ausência para nós já era. Estamos naquela da união para sempre. Morte mais
se parece a um espantalho na lavoura.
Enquanto a Maturidade não chegar para o coletivo das criaturas, é preciso pintar essa
abertura com sinais que metam medo. Isso é lei de Deus. Instinto de conservação. Defesa
comum.
Se todas as pessoas, de uma só vez, pudessem compreender a chamada Libertação, é
muita gente que desejaria pirandelar.
E fuga não é flor que se cheire. Pos aí, somos obrigados, para a nossa felicidade, a
enfrentar a pedreira e rebater a picareta sem picaretagem. Trabalhar e aprender.
O corpo não é farda de que se possa desertar por bagatela. A morte precisa dessas
pompas de cores estranhas e rituais encharcados de lagrimas. Semelhante indução ao receio é
necessária, porque são muitos os cultivadores do capim mimoso querendo arrear o fardo
educativo antes da hora.
Mas retomemos o fio. Mamãe agradeço.
Estou quase feliz, não fosse o muro. O muro vibratório que aparentemente nos segrega
em faixas diferentes da força.
Reencarnação do espírito, a meu ver, se não estou dando alguma de curioso frustrado, é
o mesmo que a pessoa se colocar numa espécie de voltagem diversa daquela que conhecemos
por aqui.
Tudo é posicionamento elétrico, ou quase tudo, no campo de nossas vidas. O cérebro de
alguém, no carro físico, está em circuito diferente para nós tanto quanto nós temos a cabeça
instalada em outras dimensões da energia.
No meio dessas ramificações todas, com transformadores e conexões adequadas por
toda parte, o coração é o amor e amor independe de quaisquer implementos para expressar-
se.
Em razão disso, estamos nós na reciprocidade.
Eu penso e você pensa, você pensa e eu penso, isto é, conjugamos os mesmos
sentimentos em cuja equação as idéias somam igualmente. Sei. Não precisaria escrever para
que o seu carinho me reconhecesse na sobrevivência em que antecedi a vivencia de tantos.
A empatia é o nosso clima, tanto quanto a comunhão intima é o nosso lar.
Continuo e continuamos, você e eu, agradecendo. Temos sido muito felizes, dialogando
com tantos amigos de varias faixas etárias. Creia. Temos falado juntos.
Peço a sua paciência e prossigamos em marcha. É muita juventude perguntando, muita
infância a desesperar-se, muita madureza a desfazer-se em pranto e aflição.
A hora é mesmo de permuta.
Comunicação inadiável. E o importante é que essa comunicação é de fio pessoal.
Fácil observar para nós dois que, criatura a criatura, a mensagem pede adequação. A
verdade é uma só, no entanto, a interpretação é serviço indispensável no domínio de cada
um.
27
Estou agradecido ao seu esforço. Mãe querida, isso tudo é um campo novo para nós.
Você me percebe e me ouve sem que os tímpanos do corpo registrem minha voz. Isso
me alegra, porque afinizados um com o outro, quais as cordas de um violino, em mãos de
artistas do Mais Alto, formamos uma dupla e estamos construindo um futuro iluminado de
bênçãos.
A prece é a tomada. Os pensamentos são fios que nos interligam. E a nossa palavra
reflete de improviso os esclarecimentos que me alcançam, procedentes de amigos que me
antecederam por aqui.
E centralizados em Deus, por Jesus Cristo, seguiremos empregando o melhor que
pudermos, na formação de caminhos para os que se perderam da estrada real, às vezes
marginalizados na revolta e no sofrimento.
Você e eu, juntos, responderemos ao conteúdo da Gaveta da Esperança.
Tantas bênçãos, tantos recados de carinho! Gratidão para todos os corações queridos.
Minha emoção é tamanha que, freqüentemente, a lagrima de enternecimento é a
resposta que se nos fez possível. A bendita lagrima do amor, síntese de saudade e ternura,
convivência e devotamento constante.
De meu lado, querida Mãezinha, informo que estou vivo. Se me perguntarem como,
formularei a contra pergunta: de que modo morre a água na Terra a fim de pairar no Espaço,
em estado positivamente oposto ao sólido em que a vemos no mundo?
Pois é. A água também morre e sobrevive e igualmente retorna ao campo dos homens,
na incapacidade de demonstrar às balanças terrestres de que maneira se gazificou esse
rematerializou na chuva benéfica, nas ocasiões em que não se volatiza, de todo, para
integrar-se em outras substancias da vida cósmica.
A realidade é que eu mesmo, continuando a agir e aprendendo a servir para ser
aproveitado com mais eficiência na maquina do bem de todos.
Sigo o nosso querido pescador em suas preces que são também minhas, rogando aos
Mensageiros de Jesus para que meu pai esteja sob as bênçãos de Deus.
Em casa, rejubilo-me com a tranqüilidade que se vai refazendo...
Ra e Shell com a querida Menesta e com o Josetinho e os outros corações amados me
proporcionam imensa alegria.
Yo e Petar com Gus e Guil e mais o pessoal entrante ou aspirante à entrada na família,
são maravilhosos companheiros. Mirta e Lu são as estrelas novas em explosões de esperança
e de alegria. Todo o amor para ambas.
Peço a Lu compreensão para a Pupy.
Aquele coração de carinho, pulsando sobre as patinhas não sabia ler. Por mais se lhe
dissesse o que, por enquanto se lhe diga a linguagem filosófica dos que se separaram entre
lagrimas e inquietações, nas fronteiras da morte e da existência, nada lhe atingiria a
sensibilidade e nem lhe abordará, por agora, o entendimento simples.
A querida companheirinha não tem ainda forças para entender que não há Vazio.
E carência, Mamãe, quando não aceita sob a luz da fé em nossos mais elevados
destinos, é anemia da alma. “Pingo d’água mole em pedra dura...”
De cá, entretanto, teremos recursos para auxiliá-la, mas isso, por enquanto, é uma oura
historia. Se muitos não entendem os assuntos de Laurinho sobrevivente, como assimilarão
certas realidades sobe os animais, especialmente aqueles que se nos fazem mais íntimos e
mais queridos?
28
Muitas flores de carinho para a Vó Lourdes e Vó Genoveva extensivamente do avô
inesquecível.
O vovô de residência em meus ranchos de agora, está comigo. Companheiro e
benfeitor, com quem meus débitos vão subindo.
A proposta do Toninho é quase uma cascata.
Imagine se eu pudesse complementar um computador em nossa querida paisagem, seria
um clandestino nas instituições de ciência no mundo.
Depois de uma palavra no domínio das probabilidades, porque, em verdade, sou, até
agora, um Laurinho tão experimentador quanto antes, na hipótese de acertar, levantaria
horrores de indagações.
Naturalmente, companheiros de pesquisa me mobilizaram para resolver problemas da
Humanidade, com tal impacto de confiança que eu mesmo terminaria a aventura no caso do
peão que caiu de modo sesquipedal, depois de ouvir aqueles que lhe superestimavam os
méritos.
Não posso colocar o carro antes do combustível.
Devagar. A viagem de um país para outro não dá pedal para milagres. Toninho que
trabalha aí que continuo a esforçar-me daqui.
Entretanto, se ele quer uma dica, procure o Sergio Pistelli, a e a Maria Beatriz que
conhecemos no Eletrotécnico de Mococa e vá em frente. Se as invenções ficassem na conta
de um cérebro mágico, a ciência não progrediria. E todos precisam de vez.
Presentemente mantenho a voz em outros trombones, mas o teste do Toninho está bem
bolado.
Ainda assim, outra pala valiosa para o amigo é o serviço de apoio à Santa Casa.
Estou na atualidade computando outras jogadas e não posso perde a bola.
Disciplina. Essa misteriosa deusa é por demasiado exigente.
Sigamos no “Very slowly”.
Que ele me desculpe essa pretensão. É só para inglês ver.
Mãezinha, recebo os pensamentos da Selma e da Lu, de coração amolecido.
Afinal, creio hoje que nasci num ninho de estrelas e você Mamãe, com um pai, é a dona
dessa prodigiosa constelação.
Meu carinho a todos. Evaldo e Tadeu, por força dos laços que nos reúnem hoje com
mais peso de solidariedade, estão presentes e se fazem lembrados aos familiares queridos.
Abraços ao Pantera e a todos os Bichos admiráveis que moram no Zoológico de meu
coração.
Amor pra todas as amizades, incluindo as companheiras dedicadas, meninas iluminadas
de esperança às quais me sinto o irmão de sempre.
Mamãe, agora, é o fim da carta.
Quantas laudas neste processo de saudade e carinho? Ainda não sei. Conte-as a querida
Barata sempre minha inspiração e luz, Vida e mestra.
Se me esqueci de nomes de nossa intimidade, isso é milonga de papo amigo, porque
tenho o meu listão na memória, mas não posso estirá-lo aqui no papel.
Você Mamãe, dirá a todos, os meus amigos, que enviamos lembranças e um abração de
fraternidade. Lembro o papai em minha gratidão e ternura de filho e entrego pra Você o meu
coração.
Amor infalível e devoção total de seu filho
29
Laurinho.

Nesta carta, Laurinho se refere à chamada “Libertação”, esclarecendo que, se a


pudéssemos compreender muita gente haveria de querer partir.
Mas essa partida não pode ser por nossa vontade, porém pelos desígnios de Deus. Do
contrario, seriamos suicidas, e estes, para cumprirem o tempo que deveriam permanecer na
Terra, vão para um lugar nada agradável chamado “Umbral”.
*
Adiante, afirma Laurinho: “É centralizados em Deus por Jesus Cristo, seguiremos
empregando o melhor que pudermos na formação de caminhos para os que se perderam...”
Mães, mães desesperadas, desanimadas, confiem no Cristo! Ele estenderá sempre as
mãos para todos aqueles que as solicitarem.
Ter saudade, muita saudade, é um direito de todas nós, e a saudade tende sempre a
aumentar. Costumo afirmar que a saudade é a nossa maior prova neste Planeta de expiações.
Mas é preciso ganhar compreensão, equilíbrio e trabalhar para o bem comum, sem
esperar retribuições. É preciso estudar muito, se aprofundar nos ensinamentos do Cristo, à
luz da Doutrina Espírita, para que a razão aceite estas verdades.
Nossos filhos estão vivos, trabalhando por nós e por eles, na maquina do bem de todos.
Realmente, Laurinho reafirma: “De meu lado, Mãezinha, informo que estou vivo.”
Se pararmos para pensar, temos que agradecer a Deus por tudo isso, pois, apesar de o
nosso coração continuar sangrando, o sofrimento nos abre oportunidades de renovação e
aprendizado.
Mães e irmãs! Pensem em nossos filhos trabalhando em outro “continente”, pela nossa
melhoria e que isso só acontece com a permissão do Mais Alto.
*
É interessante notar como Laurinho explica a reencarnação em termos eletrônicos e
compara a morte com a água.
Laurinho refere-se a Pupy, a cachorrinha que, a seu ver, sendo seu melhor amigo, foi se
definhando, acometida de tristeza, e partiu seis meses após sua “viagem”.
Antes de partirmos para Uberaba, em nossa casa, às sete horas e trinta minutos, Pupy
encerrou sua vida.
Nessa mesma noite, vem Laurinho com esta fabulosa mensagem e confirma o
diagnostico dos veterinários: tristeza. Só que ele define como sendo “anemia na alma”.
Com tudo isto vem nos reafirmar que não há Vazio. E a Doutrina Espírita, com Jesus,
vem nos conscientizar que, realmente, não existe o Vazio.
*
Também a proposta de Toninho, um jovem até aquela data materialista, foi colocada,
por ele mesmo, na Gaveta da Esperança.
Com esse teste, tentou desafiar – é a palavra exata – nosso Laurinho em suas
comunicações de um outro plano e recebeu ao pé da letra.
De tudo o que Laurinho escreve, dou ciência aos seus amigos, que estudam os mínimos
detalhes, e não nego que tudo isso vem causando um “terremoto”, principalmente na
juventude de Mococa e cidades circunvizinhas.
30
Não se esquecendo dos amigos, envia-lhes sempre o seu “alô” tão positivo,
inspirando, cada vez mais, certeza numa Vida Maior, repleta de Fé e Amor ao próximo.
Mães e irmãs, quisera que soubessem quanta coisa Laurinho vem modificando!
A juventude é boa; falta-lhe motivação, alguém que a ouça e compreenda, que esteja
disposto a falar a sua mesma língua.
Em geral, os moços nem sempre estão preocupados com o próximo; mas por aqui está
acontecendo o contrario: estamos recebendo toda a cooperação em tudo o que fazemos, e
com a melhor boa-vontade.
Tudo isto devemos às mensagens e aos inumeráveis livros de Chico Xavier, que rodam
de mão em mão.
Louvado seja Deus! Com sua permissão, tudo continuará melhorando, se
aperfeiçoando.

IDENTIFICAÇÕES:
Pupy - Cachorrinha da família, que merecia muito cuidado e carinho por parte de
Laurinho. Desencarnou em junho de 1978.
Toninho - Sebastião Antonio cunha, residente à Rua Lucio Leonel n. 5, em Casa
Branca. Trabalhava com Laurinho no campo das invenções. Laurinho deixou com ele o
desenho de um computador, que se achava incompleto e pediu-me para obter de Laurinho a
formula final. O pedido foi depositado na Gaveta de Esperança e respondido por Laurinho.
Sergio Pistelli - Grande amigo de Laurinho, exercendo o cargo de Secretario no
Colégio Técnico João Baptista de Lima Figueiredo, em Mococa, SP, onde diplomou-se
Laurinho. Sergio e família residem nesta cidade, à rua Ipiranga.
Maria Beatriz - Maria Beatriz L. de Oliveira – orientadora educacional do Colégio
Técnico Industrial João Baptista de Lima Figueiredo, de Mococa, SP. Foi grande amiga de
Laurinho.
Pantera - Antonio Borzani, residente em Casa Branca. Amigo de Laurinho, seria seu
companheiro em São Carlos quando fossem cursar a Engenharia, morando juntos.
31
PROVA MAIS AUTÊNTICA
Passado o mês de junho, voltamos a Uberaba, junto ao nosso Mediador de Almas
desesperadas.
E recebemos outra belíssima carta, respondendo indagações da Gaveta da Esperança.
A Gaveta de Esperança, após a mensagem anterior, ficou publica.
Onde sempre depositei, quietinha, minhas caras de saudade e bem confidenciais,
começou a ficar repleto de envelopes, na maioria lacrados, vindos de todas as partes do
Estado e de diferentes pontos do Brasil.
São pedidos dirigidos ao Laurinho, quase sempre para que ele ajude a procurar um ente
querido e pedir a Jesus para que esses filhos enviem algum recado.
Acredito que tudo isso seja um incentivo para a “chama” da Fé, principalmente àqueles
que padecem sem saber onde encontrar o apoio e a claridade que necessitam para a sua dor e
sofrimento.
Mães desesperadas, irmãs na Fé, só com a caridade, muita caridade, tanto material
quanto espiritual, vocês chegarão onde querem chegar!
No além, nossos filhos, nossos entes queridos, estão à espera disso; vamos recuperar o
tempo perdido e começar a agir.
*
Tio Antonio sempre foi amigo e conselheiro de Laurinho.
Com muita autenticidade, vem agradecer ao tio as duas rosas amarelas que colheu num
dos jardins de Poços de Caldas, e que foram depositadas em sua urna funerária.
Seu tio Antonio Mario também depositara na Gaveta de Esperança um envelope
contendo um pedido, ou melhor, aquele alô de Laurinho, e veio tudo isso.
Quando regressei com a mensagem avisei-o, e então, o envelope foi aberto na presença
de todos da casa. Foi uma coisa inacreditável, incrível mesmo.
Sempre, sempre a resposta exata dos assuntos que vem sendo tratados por Laurinho:
uma orientação, um pedido de ajuda para algum jovem. E sempre uma prova a mais sobre a
Vida Verdadeira.
*
Nessa noite, como já fizera anteriormente, Laurinho escreve de trás para diante, no
fenômeno chamado de mediunidade especular, na qual se faz necessário um espelho para a
leitura do texto.
Eis a sua mensagem:
Uberaba, 22 de julho de 1978
Querida mamãe, peço a sua bênção.
Hoje é só uma resposta às perguntas de nossa gaveta.
Pelo dizer ao querido tio Antonio que não o esqueço, e que eu agradeço as rosas
amarelas que não eram nossas, é claro.
Mas agradeço assim mesmo.
Muitos beijos do seu Bicho do coração
Laurinho
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IDENTIFICAÇÕES:
Tio Antonio - Antonio Mário Pereira da Silva, tio de Laurinho, único por parte
materna, solteiro, sempre seu amigo e conselheiro. Primeira pessoa que me alertou sobre
Chico Xavier, embora não o conhecesse pessoalmente.
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AS RESPOSTAS CONTINUAM
Com mais uma carta, Laurinho responde outra carta minha depositada na Gaveta de
Esperança.
Da segunda em diante, todas são assuntos nossos, alguns até bem particulares. Contudo,
se alguém tiver alguma dúvida, poderei mostrar todas essas cartas, com as respectivas datas,
guardadas na Gaveta de Esperança, onde estão e foram depositadas.
Convém esclarecer que Chico Xavier nunca leu nenhuma dessas cartas, nem antes nem
depois das mensagens.
*
Por me encontrar desnorteada quanto à maneira de agir com as filhas, pedia a Deus,
através de Laurinho, a orientação que se fazia necessária.
A resposta veio na noite de sexta-feira, sendo completada na noite seguinte, isto é, no
sábado, através de outra mensagem.
Multidão de mães, eu vos falo, vos imploro: adotem outra atitude, diferente do
desespero!
Mais do que ninguém, conheço o tamanho da nossa dor, da nossa saudade, e como nos
dilacera o coração a falta do nosso filho, sempre lembrado, onde quer que se esteja.
O único meio de conseguirmos algo é através de Jesus, dos seus ensinamentos contidos
no Evangelho, pondo em pratica, de todo o coração, o amor pelo nosso semelhante.
Uma palavra apenas, às vezes, tem a força de impedir que um ser humano pratique
alguma loucura que tem em mente.
É necessário aproveitarmos as oportunidades que nos aparecem de praticar o bem.
Disso tiramos também pontos positivos que vão ajudar nossa bagagem final.
Façamos de conta que recebemos nossos filhos por empréstimo de Deus, agradecendo-
lhe a oportunidade de termos desfrutado desse amor inesquecível que há entre pais e filhos.
O importante é executarmos, as tarefas que nos chegam, da melhor maneira possível,
dando o melhor de nós mesmas, para que tenhamos a consciência tranqüila.
O amor ao próximo, que sempre tende a aumentar com o passar do tempo, se reflete em
beneficio dos nossos filhos, os quais, vivos que estão, trabalham por sua vez na Vida
Verdadeira.
*
Uberaba, 18 de agosto de 1978.
Querida Mamãe, abençoe seu filho.
Deixe a nossa Mirta com a tranqüilidade que lhe desejamos. Mira esteve sempre mais
perto de mim, pelo nosso tempo mais próximo de berços vizinhos.
A irmã, sem dúvida, anda um tanto fatigada, mas a bondade de Deus está cooperando.
Um beijo para a Lu.
E para você Mamãe, quero repetir que nossa querida Barata para mim é o meu
verdadeiro Barato de Deus.
Beijos do seu Bicho agradecido,
Laurinho.
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CLAREANDO SITUAÇÕES
A oitava carta, aqui transcrita, merece muita atenção para os seus pequenos detalhes,
que nos convidam a meditar muito sobre esta e a Outra Vida.
*
Uberaba, 19 de agosto de 1978
Querida Mamãe, muito grato por sua bênção.
Recebi suas preces, seus ideogramas. É preciso inventar palavras para este novo
campo de comunicações.
Através de forças teleguiadas, acolhemos todas as mensagens que nos sejam
endereçadas daí.
Tenho acompanhado todos os papos, transando com vocês todos os assuntos novos que
vão surgindo.
Não desanime, querida mamãe. A sua tarefa de bibliotecária não terminou com um
bilhete azul.
Os mensageiros do Senhor lhe concederam um bilhete dourado, um passaporte de Fé.
Um diploma de intercambio espiritual, obtido na Faculdade das Lágrimas e você não
precisará interromper as nossas escritas e apontamentos.
Continuemos. Às vezes, certas viagens encontram trevos complicados, sem placas que
nos forneçam avisos, e é preciso, por vezes, não perder tempo mas aproveitar oportunidades
para descobrir o caminho real em que nos cabe seguir.
Sairemos do trevo a que chegamos e o serviço prosseguirá.
As mensagens nossas estão subordinadas a sistemas desconhecidos na Terra. E esses
fios continuarão funcionando.
Peça ao papai Lauro aquela calma que lhe conhecemos e prossigamos.
Sabe você, querida Barata, que nunca excursão importante não podemos carregar
muita bagagem.
Certas encomendas ficarão para trás, e continuaremos.
Da Casa do Senhor virão as providencias.
Consertar antenas era um dos meus fracos.
A mensagem devia chegar e, por isso, enquanto estive por aí, não me esquecia dos
meios.
Muitos acompanham as transmissões da radiotelevisão, mas alguns devem estar
preocupados com os mecanismos da comunicação. Estaremos revisando os nossos.
Aguardemos.
Agradeço à minha querida Selma o carinho com que me recebeu as palavras.
Para a querida Mirta fica este bilhetinho: “querida irmã, você sabe que eu sempre
quis do mundo apenas o necessário, nada mais; e agora esse necessário para o seu
Laurinho é a sua paz. Você que me desejou tanta alegria e paz, saiba que hoje sou eu quem
as peço de Jesus para você.
O coração materno de Itaquecetuba procurou por você em nosso nome.
Você sabe que seu irmão sempre foi pobre e assim continua, mas queríamos que seu
amor recebesse a mensagem de esperança e alegria daquela criança recuperada.
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Querida Selma, eu sei. Esse sarro de Laurinho em todas as situações ficou mesmo na
crista da onda de marcha-à-ré.
De tanto lembrar, às vezes, a gente quer esquecer e de tanto amar, muitas vezes, a
gente não deseja remexer o baú das lembranças.
Mas peço a você muita calma e aquele amor indizível para com a nossa querida
Barata.
Mãe é um mistério de Deus.
E as mães se fixam nos filhos, principalmente, quando sofrem determinado tipo de
provações, sem meios de se desfixarem.
Penso que se deixarem à querida Barata falar a meu respeito na Nações Unidas, ela
irá com esse carinho que é tão dela e tão nosso, proclamar o Laurinho na condição de
mensageiro da paz.
É isso aí. Deixe a querida mamãe aclarando caminhos para tanta gente e eu
garatujando mapas de noticias e informações espirituais.
E receba, querida Mirta o coração de seu Laurinho.
A vida é bela quando construímos o bem e mamãe está fazendo isso.
E eu... ando retificando antenas por aqui.
Vencendo muita maré brava.
De qualquer modo estou feliz, porque nunca fui de capim mimoso e vida mansa.
Neste passo, lembro a Lu, por exemplo, que a nossa Pupy deixou o corpo, de vez que
ficou balançando entre ela e eu. E como a pobrezinha não sabra ler as mensagens de nosso
punho e nem receber nossos beijos transformados em letras, a saudade nela votou em meu
favor, e ganhei a Pupy para o lado de cá.
Falo nisso para compreenderem todos os nossos que Mamãe tem a formosa tarefa de
esclarecer a muita gente, dialogando com paciência e candura, serenidade e amor.
Barata, é isso. Você recorda que meus empregos sempre encontravam alguma zebra
por perto.
Mas Jesus não permitirá que as zebras da oposição nos imobilizem a voz e a palavra, a
mensagem e a letra.
Prosseguiremos.
Por hoje é só. Mas nessas duas letras começa uma frase assim: somo aqui todas as
vibrações de meu amor e de meu reconhecimento ao Papai e a todos os nossos, empenhados
no apoio à querida Mamãe, no abençoado serviço em que Jesus a colocou.
Um abraço geral.
E para você querida Barata, muitos beijos de coração para coração, do seu
Laurinho

Nota: A assinatura está contida dentro de dois corações desenhados pelo próprio
Espírito de Laurinho, através das mãos do médium Chico Xavier. Portanto, este desenho foi
também psicografado.
*
Nós agradecemos, Deus e Senhor nosso, por nos ter concedido a felicidade de sermos
pais de filhos tão maravilhosos.
36
Rogamos à Tua misericórdia, nos conceda forças para cumprimos essa maravilhosa
tarefa de amar, educar e orientar nossos filhos da melhor maneira possível, a fim de que o
futuro nos conceda tranqüilidade à consciência.
Obrigado pelo tanto que temos recebido, apesar de tão pouco oferecermos, por nossa
vez.
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CÂMBIO, CÂMBIO
No mês de setembro, minha família retornou a Uberaba. Fomos acompanhados por um
número imenso de pessoas residentes em Casa Branca, desejosas de se aproximarem de
Chico Xavier.
Noto que sempre aumenta o número de pessoas as quais, aparentemente sem
problemas, procuram esclarecimentos a fim de fortalecerem a Fé, e apoio para alcançarem
equilíbrio.
Não vão, também, por mera curiosidade, mas porque se entusiasmam e crêem diante
dos exemplos daqueles que encontram lenitivo para as suas dores, como aconteceu comigo e
com outras pessoas da cidade.
Nesta carta, Laurinho continua advertindo a irmã sobre as tarefas aqui na Terra,
delicadamente mas com profundidade, incluindo até mesmo brincadeiras para que tudo
caminhe para o seu devido lugar. Esta mensagem foi escrita totalmente com a canhota, e
inicia como se estivesse brincando em casa com sua estação transmissora.
Além do mais, menciona um fato particular que atravessamos em decorrência do
lançamento do nosso primeiro livro, Presença de Laurinho.
Fazendo rima, Laurinho dirige-se à irmã Selma, chamando-a pelo apelido carinhoso que
ele mesmo lhe dera: Mirta.
Nesta carta brincalhona, conforta a mãe e a avó de Evaldo, escrevendo, em seu lugar,
um bonito recado.
Tudo muito simples, mas muito autentico; vemos que, na Outra Vida, tudo continua, até
a maneira de ser das pessoas, seus hábitos, conhecimentos e inclinações. Depois, os
processos educativos e as tarefas na Espiritualidade Maior, naturalmente, as vão
modificando.
*
Uberaba, 8 de setembro de 1978
Querido pai e querida Mamãe.
Peço-lhes a bênção.
Aqui o Laurinho.
Cambio, cambio.
É só para dizer às nossas irmãs Olinda e Eunice que o nosso Evaldo está presente e
lhes oferece um grande abraço, sem esquecer as irmãzinhas presentes.
Meu querido Kid, tenha paciência.
Tudo está clareando.
Para a nossa Selma envio esta lembrança:
Espero, querida Mirta, que a vida sempre a divirta mas deixe a nossa Barata – o nosso
clarim de prata – falar tanto quanto queira sobre a Vida Verdadeira.
É duro ser canhoto mesmo aqui.
Tchau pra todos.
Laurinho
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CORREIO EM EXPANSÃO
A nossa Gaveta de Esperança continua sendo o correio de comunicação espiritual.
Chegando o mês de outubro, mês de aniversario de Lauro, estava desejosa de que
tivéssemos a chance de irmos a Uberaba.
Mas tudo estava ficando difícil para a nossa viagem, em razão dos contratempos que iam
aparecendo.
Inspirada, sentei-me na mesma escrivaninha e não tive dúvida em pedir ao nosso
Laurinho para que interferisse junto a Jesus a fim de que tudo se resolvesse da melhor
maneira possível. Solicitava que obtivesse permissão para vir cumprimentar o pai pelo seu
aniversario oferecendo, ao mesmo tempo, mais uma prova aos que iriam pela primeira vez
até nosso Chico Xavier.
E fomos novamente atendidos.
Na noite de vinte e oito de outubro, recebemos uma bela carta de cumprimentos ao pai.
Este, em Uberaba, ao ver tanta gente que aniversariava na mesma data, chegou a dizer que
não teria vez.
No entanto, ficou mais uma vez provado que ninguém tira a vez de ninguém, como
alguns pensam.
A carta chegou, inteirinha escrita com a canhota, e de trás para a frente, impressionando
a todos, inclusive o próprio pai que presenciava pessoalmente o fenômeno.
*
Uberaba, 28 de outubro de 1978
Querida Mamãe.
Abrace por mim o nosso querido pescador.
Feliz aniversário.
Lu, receba o meu carinho com todo o nosso pessoal presente.
Querida Mamãe, ainda com muito trabalho da primeira semente.
Guardemos por mais tempo a Gaveta de Esperança, na gaveta do coração e do estudo.
Tivemos refazer forças.
Mil beijos do seu filho aquele mesmo bicho que deve à Barata querida os melhores
momentos de felicidade e do coração.
Laurinho.
39
URGENTE TELEX
Sim, um telegrama. Alguns vão achar muito original, acontece, porém, que, dentre
aquele volume imenso de laudas psicografadas, madrugada adentro, fomos agraciados mais
uma vez.
Realmente, aquela pagina tão preciosa era igualzinho a um telegrama.
No final da folha de papel, as frases estavam distribuídas em apenas sete linhas, em
letras miúdas e delicadas.
*
Uberaba, 19 de Janeiro de 1979
Querida Barata.
É só um telegrama.
Tudo está bem.
Breve prosseguiremos.
O mestre Araújo está conosco.
Pra você, e Lu aquele beijão do Laurinho.
*
Fiquei muito assustada por não saber quem seria a pessoa citada nesse telegrama;
Laurinho, quando escreve, sempre vem com alguma novidade. Cheguei a ficar tão
preocupada que, do hotel onde estávamos, fiz uma ligação para casa, a fim de saber se havia
algo diferente com as famílias Araújo da cidade.
Refletindo melhor, percebi que estava atordoada porque, se tivesse acontecido alguma
coisa, Chico já teria dito naquela hora.
Mas, para conhecimento de todos, esse Mestre Araújo não tem parentesco com estas
famílias de Casa Branca, sendo de outro ramo.
Pesquisando a respeito, informando-me com pessoas idosas e cultas do lugar,
certifiquei-me de que Mestre Araújo foi o primeiro professor leigo da cidade. Desencarnou
em 9 de agosto de 1880, com 73 anos de idade. Por ter sido um professor dedicado, e
enérgico com as crianças, chamavam-no Mestre Araújo, sendo seu nome verdadeiro
Francisco José de Araújo.
Pensando em tudo isso, cheguei a argumentar, para mim mesma: “cotado do nosso
Laurinho, rodeado de tanta gente idosa!”
Mas, graças a Deus, nosso querido Laurinho, na Vida Maior, está em contato com tanta
gente boa, com tantos Espíritos em evolução, que agradecemos a Deus, hoje e sempre, pelo
filho que nos confiou, e que, ao que tudo indica, tem méritos para desfrutar agora de planos
mais altos.
40
PARTICIPAÇÕES NOS PROBLEMAS FAMILIARES
Uberaba, 2 de março de 1979
Mãezinha Priscilla, um beijo com o meu pedido de bênção.
Roguei com a força das requisições do peito um momento maior para escrever ao seu
carinho e aqui estou, com a alegria de sempre.
Não julgue que me houvesse afastado de nosso intercambio. Apenas senti que um
aguaceiro forte se fizera no terreno de nossas comunicações recíprocas e abriguei-me sob
as marquises da oração, esperando que o tempo fosse devidamente pacificado. Agora com a
atmosfera mais serena, posso conversar. Tenho estado presente em todos os nossos
acontecimentos familiares.
Estou seguindo o problema de nossa querida Selma, embalada para seguir no rumo
dos estudos em Campinas.
É isso mesmo, querida Barata. O lar acalenta os filhos, copiando o calor dos ninhos
em que as aves se emplumam. A principio, a família canta e luta unida, mas depois que os
filhotes consolidam as próprias asas, haja céu para os vôos.
Pense nisso, não somente em relação à nossa querida Mirta, mas também lembrando a
mudança do Peter e da Yolanda para São Carlos, com o Gustavo e o Guilherme. De
qualquer modo, fique tranqüila, porque os nossos pássaros estão no mesmo campo de
sempre, de vez que, em meu problema, o vôo foi compulsório de uma vida para a outra.
Ainda assim, o nosso amor venceu a morte e continuamos com o nosso querido
Pescador para a frente.
Peço à nossa Selma permanecer com as idéias de casa, pois vejo-a inspirando
caminhos retos ao nosso amigo Zé Carlos e sei que ela continuará sempre a menina
responsável que Deus nos concedeu à convivência.
Acompanhamos o caso da nossa pequena Rafaela e esperamos que os diálogos dos
adultos para com a querida sobrinha não lhe precipitem a imaginação para exercícios
mediúnicos, presentemente desaconselháveis para a idade verde em que a vemos.
Mãezinha, aqui está conosco o Evaldo Monteiro que abraça a nossa irmã Eunice com
o devotamento de filho que é sempre um tesouro em seu belo coração.
Somos vários companheiros aqui, mas não posso minudenciar. Devo enviar um recado
de carinho e gratidão à tia Nena, que para mim ficou sendo a “outra mãe”, a mãe Nena.
Desejo dizer par ela que agradecimento não morre e que prossigo fiel às amizades que
Jesus me concedeu. Posso comunicar a ela que o “papai Zoti” vai seguindo bem,
auxiliando-a, quanto pode, na trabalheira em que os dois sempre foram sócios no armazém
da bondade.
Tia Nena é aquele jardim de gentileza e abnegação que conhecemos e peço a Deus
para que a felicidade lhe brilhe nas horas sempre dedicadas ao bem. O José Ataíde, o rapaz
da família dela que também veio para cá, na pressa que me assinalou o retorno à vida
espiritual, está em pleno refazimento e creio que em breve retornará às suas atividades
junto à família nos setores do auxilio.
Mãezinha a carta está pronta, mas no fim de tanta cousa escrita o que fica é aquele
desejo de mais intercambio e mais presença. Mas estou agradecido por todos os bens com
os quais me vejo agraciado.
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Por último peço à sua bondade, tanto quanto ao meu pai Lauro, visitarem o nosso
estimado amigo e nosso médico tio Ângelo e a esposa dele, tia Antonieta, em nosso nome,
afirmando-lhes que muitos amigos estão colaborando para que a saúde de ambos seja
enriquecida com melhoras positivas e seguras.
Agora, querida Barata, é o “até depois”.
Facão por mim uma lista dos nomes de todos os nossos e distribuo por mim as
lembranças. O serviço está chamando e não posso continuar, até mesmo para o alivio de
todos os irmãos que se integram aqui numa vibração de amor fraternal, sincera e segura,
oferecendo suporte necessário para que eu possa escrever.
Aqui, os melhores pensamentos do deu Laurinho, repartindo com meu pai, com as
irmãs e os irmãos que as desposaram, com as queridas avós, com o tio Antonio e com todos
os nossos, sempre seu na soma total dessas parcelas do coração, sempre seu filho
reconhecido
Laurinho
*
A cada carta de Laurinho, acrescentamos em nossa soma, de dois anos e alguns meses,
mais uma parcela de debito para com Deus nosso Pai.
Agora nos traz a certeza de que convive conosco, acompanha os problemas da família e
se preocupa com eles, pois nos oferece orientação em hora certa.
Quanto ao “aguaceiro forte” que atravessamos, diz respeito a um grande problema,
muito particular, do qual apenas um reduzido número de pessoas tem conhecimento. Esse
fato não foi tão-só uma pedra no meu caminho, mas uma enorme pedreira que, graças a
Deus, pude vencer com muita fé, embora tenha chagado a uma temível hipertensão. Mas
compreendi que, afinal tudo isso foi um grande teste diante do Pai.

IDENTIFICAÇÕES:
Pescador - Maneira de tratar o pai, exímio pescador.
Zé Carlos - José Carlos Basílio Menezello, estudante, grande admirador de Selma,
residente em Casa Branca.
Tia Nena - Maria Ferreira Rodrigues, cujo apelido era D.Nena. Laurinho, juntamente
com Carlão e Marquinho, ambos de Tambaú, morou em sua casa em Mococa, quando
estudava, durante três anos.
Papai Zoti - Joaquim Fidelis Rodrigues, marido de D.Nina. Grande amigo de Laurinho,
comerciante, desencarnou em 22.02.1977, dois meses depois de Laurinho.
José Ataíde - Pertencente à família de D. Nena. Em vida não conheceu Laurinho.
Desencarnou em acidente de carro, na estrada Mococa-Casa Branca, em 20 de janeiro de
1997, com apenas 23 anos de idade.
Tio Ângelo - Dr. Ângelo Brívio, médico muito conceituado, padrinho de batismo de
Laurinho juntamente com sua senhora.
Tia Antonieta - Antonieta Ciamba Brívio, esposa do Dr. Ângelo Brívio, residente em
Casa Branca.
42
FESTA DE NOTÍCIAS
Antes de transcrever a mensagem de aniversario de Laurinho, gostaria de chamar a
atenção das nossas amigas leitoras para a maneira singular pela qual nosso filho comemora
seu natalício, transformando-o numa festa de noticias de mitos espíritos para seus familiares.
Aliás, esse correio de amor vem se acentuado, com Laurinho servindo de intermediário
de companheiros do espaço para recados de consolação aos afetos que aqui ficaram.
*
Uberaba, 17 de março de 1979
Meu querido Pescador e querida Mãezinha Pri.
Estou pedindo bênção, mas estou quase envergonhado. Que a Lu me auxilie repartindo
comigo as preocupações da hora.
Celebramos um aniversario. Se fosse a festa do bolo glaçado de carinho em casa,
creiam que estaria correndo pela estrada de Mococa para me esconder em Mogi-Mirim.
Acontece que a festa é de oração e fugir das prece seria muita ingratidão.
Estou, no entanto, na condição de aniversariante que nada possui para oferecer. Nem
refrigerantes e nem doces, nem brindes e nem saudações primorosas.
Por isso, meu caro Papai Lauro, considero o amor de Mãezinha Priscilla e ofereço a
mesa de votos pela felicidade de todos que nesta casa acolhe a Casa Branca.
Muito grato.
E com os meus votos de paz e alegria a todos os amigos presentes, trago o prato de
noticias.
Temos tantos companheiros do Lado de Cá que não me furto ao propósito de carrear
as informações que estendo nestas paginas.
As três Therezinhas recebam as expressões de amor dos três amigos presentes
conosco: o Paulino Cossi que abraça a Mãezinha Therezinha Belili; o Dr. Sebastião de
Castro que pede a Deus pela felicidade da irmã Theresinha que lhe foi companheira
dedicada, e o Gilberto Piovesan que se enternece rogando paz e felicidade para a irmã
Therezinha que ele guarda no coração por luz do caminho.
Nosso amigo Camargo envia um abraço afetuoso para a nossa irmã Ana Rolla,
solicitando-lhe confiança em Deus.
A irmãzinha Marta, beija as mãos de Mãezinha Janete e do Papai Cole (não escreverei
o ca porque o nosso querido amigos Carlos me recorda uma das melhores criaturas da
vida).
Peço a meu pai, mas peço isso com muito entusiasmo, para abraçar por mim ao nosso
querido amigo Lula, o enfermeiro do leito último que nos recebe com tanto amor naquela
terra abençoada de Casa Branca.
Grande Lula!
Eu que o vi tantas vezes recolhendo amigos, com a brandura de um pai abraçando os
filhinhos doentes, também lhe desfrutei a generosidade nos momentos em que o corpo
tragado se transforma num pijama extinto. Lula, no abraço do papai, medita neste pedido
meu: quando você estiver segurando algum tutelado para o descanso, faça sempre a sua
prece de paz rogando a Jesus o amparo preciso que os abrigue sob o amor e a paz de outras
plagas.
43
O seu contato de amigo auxilia a todos e todos somos gratos ao seu devotamento.
Mãezinha Priscilla, abrace por seu filho à nossa irmã de Mococa, Dona Beatriz, e à
nossa estimada Verinha, que aderiram à idéia de aniversario deste seu filho morto-vivo.
O nosso amigo José Tadeu pede ao seu carinho de mãe seja dito à sua Mãezinha
Aparecida que ele e outros amigos estarão auxiliando a irmã Gioconda no tratamento do
Paulinho e colaboração igualmente em auxilio do Ângelo.
De nossa parte aqui, onde nos achamos, solicitamos seja lembrado sempre o beneficio
do passe.
Essa raridade da terapêutica espiritual se reveste de um valor que nem sempre
reconhecemos por aí.
Passe a passe é igual ao passo a passo. De quilometro a quilometro se o viajor não
parar, a viagem se realiza.
E de passe a passe, se o doente não desanimar, a cura Bufas melhoras aparecem.
São lições que vamos aprendendo pouco a pouco.
Entretanto papai, a festa é de natalício e os convidados merecem amor.
Temos aqui conosco o irmão Mauricio Henrique que solicita seja dito à irmã Djanira
que ele vem trabalhando pela tranqüilidade de toda a querida família.
Os irmãos Mundim e Gomes, sobrinho e tio, recomendam se fale à nossa irmã e
companheira Dona Maria Mundim que estão presentes, correspondendo ao abraço que
nossa irmã lhes trouxe. O irmão Carlos Gomes, pede se transmita à esposa dele, nossa irmã
Iracema, a certeza de que ela não estará sozinha, e que ele escreverá na primeira
oportunidade, mas pelo coração continua prestando a ela toda a assistência de que nossa
companheira necessita.
O irmão Durval presente, solicita seja comunicado à nossa irmã Carmen Vera que ele
se encontra saudoso, mas com bastante força de fé para continuar melhorando.
Estas noticias são notas de nossa festividade.
E remato pedindo à querida Lu cumprimentar por mim as queridas irmãs Mirta,
Yolanda e Rachel extensivamente aos nossos queridos cunhados.
Os aniversários de março e abril estão por aí.
E por aqui me fico, Barata querida perdoe a seu filho.
Dentro de nossa família o Papai Lauro pode notar que somos nós dois os que temos
panca para bibliotecários e escritores.
Mamãe, que você é uma escritora bacana, seu filho não tem duvida; quanto a mim, sou
um caricaturista frustrado nas letras e nas linhas.
Entretanto, isso não sucede no coração que é seu, um coração dividido entre dois
professores, o Papai Lauro e Você querida Mãezinha que tanto faz paro estimular-nos ao
bem.
Desculpem a mensagem tamanho família e recebam todos com os nossos queridos
ausentes, um abração do filhote, que ainda não criou asas para se afastar do ninho.
Sempre o filho que lhes oferece todo o amor naquele beijo de saudade e gratidão, em
que transparece a nossa fé em Deus, sempre o companheiro contente e agradecido.
Laurinho

IDENTIFICAÇÕES:
44
Paulinho Cossi - Paulo Roberto Cossi, filho de casal amigo de Casa Branca. Seu
irmão Geraldo Cossi Junior foi amigo e colega de Classe de Laurinho na Eletrotécnica de
Mococa. Desencarnou em São Paulo, por doença, em 3 de janeiro de 1978.
Therezinha - Therezinha Belili Cossi, Mãe de Paulinho, hoje residente em Mococa.
Presente na reunião.
Dr. Sebastião de Castro - Dr. Sebastião de Figueiredo Castro, medico, amigo da nossa
família, residente, juntamente com sua senhora à Rua Luiz Gama, 77, defronte a nossa casa.
Desencarnou em 25 de julho de 1977, por enfarte do miocárdio, no Estado do Rio de Janeiro,
onde se encontrava em visita à filha casada.
Therezinha - Therezinha Roland de Castro, viúva do Dr. Sebastião de Castro. Estava
presente à reunião da noite de 17.03.1979.
Gilberto Piovesan - Gilberto Piovesan, desencarnado em 22 de maio de 1974, em
acidente, no Estado do Rio de Janeiro. Pessoa muito bem relacionada na cidade de Casa
Branca onde deixou três filhos. Amigo da nossa família.
Therezinha - Therezinha do Nascimento Piovesan, esposa de Gilberto, também
presente à reunião de 17.03.1979.
Camargo - Marco Cesar Rolla Camargo, nascido em Campinas, Estado de São Paulo,
em 24 de junho de 1943. Filho de Ana Rolla Camargo e Sebastião Oliveira Camargo.
Desencarnou em 21 de fevereiro de 1977, na cidade de Casa Branca, onde a família residia.
Colhido por um vendaval quando pilotava um avião tipo Cessna, modelo 170-a, prefixo PP-
APL, de quatro lugares. Encontrava-se sozinho no vôo do acidente que ocorreu por volta das
16:40 horas sobre o campo de pouso da cidade.
Ana Rolla - Ana Rolla Camargo, mãe de Marco Cesar. Estava presente à reunião,
sendo a primeira vez que viu Chico Xavier.
Marta - Marta Maria Pereira de Sant’Ana, nascida em São José do Rio Pardo, Estado
de São Paulo, em 3 de fevereiro de 1958, e desencarnada em Casa Branca em 21 em
novembro de 1970.
Janete - Gianet Oliveira Sant’Ana, mãe de Marta. Estava presente à reunião, sendo a
primeira vez que visitou Chico Xavier. Detalhe curioso é que todos conhecem por Janete,
sendo seu nome verdadeiro como está acima. Laurinho também a conheceu por Janete.
Cole - Duas silabas do apelido que o pai de Marta possui e que é Cacolé.
Carlos - Carlos Pereira de Sant’Ana, nome completo do pai de Marta. Reside em Casa
Branca à Rua Altino Arantes n° 108, sendo muito popular na cidade, principalmente entre os
moços.
Lula - Raul dos Santos, nascido em 16 de março de 1931, em Casa Branca. Casado
com D. Therezinha Magalhães dos Santos e pai de cinco filhos. Funcionário municipal,
exercendo a função de Coveiro, junto à necrópole da cidade.
Releva destacar que Lula foi um dos primeiros que reservou lugar no ônibus que sairia
no dia 17 de março, às seis horas da manha, com destino a Uberaba. Acontece que, mesmo
saindo com dez minutos de atraso, Lula veio a perder o ônibus, não comparecendo na hora
marcada, mas alguns minutos após a partida do coletivo, tendo ficado muito triste. No
entanto, o recado maior da mensagem de Laurinho foi para ele.
Beatriz - Senhora Beatriz Lepage, esposa do Dr. Cláudio Lepage, Juiz de Direito da
comarca de Mococa, onde residem.
45
Verinha - Vera Toscano Stocco, atualmente com dezesseis anos de idade, residente
em Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, com sua família. Freqüentadora assídua da cidade
de Casa Branca, onde tem parentes, é amiga de Laurinho desde os onze anos. Apesar da
pouca idade é valorosa batalhadora na Doutrina Espírita, integrando-se no trabalho de amor
ao próximo.
Irmã Gioconda - Dra. Maria Gioconda Banchi Komatsu, dentista, casada com o Dr.
Paulo Komtsu, medico, residentes na cidade de Votuporanga, Estado de São Paulo. Pais do
pequeno Paulinho.
Paulinho - Paulo Tadeu Komatsu, filho do casal acima, contando nesta data dois anos;
criança linda que cativa a todos que a conhecem. Nasceu em Votuporanga, sendo neto de
Ângelo e Aparecida Banchi, pais de José Tadeu Banchi, já citado anteriormente.
Tio Ângelo
Ângelo Domingos Banchi, irmão de José Tadeu, tio de Paulinho. Engenheiro
diplomado pela UNICAMP. Tem o apelido de Tico.
Mauricio Henrique - Desencarnado, tendo enviado, através de Laurinho, este primeiro
recado à família. Sua mãe Dejanira Garcez Henrique estava presente à reunião. Residente em
Goiânia, Estado de Goiás, era família que desconhecíamos.
Mundim - Antonio Carlos Mundim, desencarnado, sobrinho de D. Mari Mundim, que
estava presente à reunião. Residente em Goiânia, Estado de Goiás.
Carlos Gomes - Desencarnado em São Paulo, em acidente. Seu primeiro recado à
família, por mensagem.
Iracema - Iracema Gomes, viúva de Carlos Gomes, residente em São Paulo, no bairro
Bela Vista. Na semana seguinte a este recado, recebeu grande e confortadora mensagem de
seu marido.
Durval - Desencarnado. Seus familiares encontram-se presentes à reunião.
Carmem Vera - Carmem Vera Cruz Laget, parente de Durval, estava presente à
reunião. Residente em São Paulo, no bairro Vila Mariana.
46
DIA DAS MÃES
Querida Mamãe, a sua bênção em meu coração.
Estou emocionado, recordando aqueles outros dias das Mães, em que eu estávamos
visíveis um para o outro. Digo visíveis porque juntos continuamos.
Não me veja, porem, saudosista, à maneira de um carro que unicamente conseguisse
viajar a marcha-à-ré. Estamos pra-frente, precisamos caminhar.
Por isso, querida Mamãe, aí no seu canto, com a nossa Lu e nossos amigos, receba
aqueles votos de tradição.
Felicidades e mais felicidades pro seu coração, junto do nosso querido Pescador, das
irmãs queridas e de todos aqueles que são parcelas de nossa vida.
Lembro-me aqui de outros corações maternos e peço a permissão para registrar o meu
reconhecimento.
Muito obrigado a Vó Lourdes, pelos conselhos, acompanhados de bolos que ainda me
deixam com água na boca...
Muito obrigado à Vó Genoveva pela paciência vigilante, observando a que maneira me
encaminhava com as boas companhias.
Muito obrigado à mana Yolanda pelos pitos no catecismo.
Muito obrigado à mana Rachel pelas boas roupas do Shell em que ela se lembrava do
irmão que seguia pra-frente domando corpo...
Muito obrigado à querida irmã Selma, mãezinha de muitos sonhos, pela plantação das
saudades que já estão pesando demais.
Muito obrigado à querida Lu, mãezinha de lindas bonecas, pelos bilhetinhos.
Muito obrigado à Dona Ainda Midon pelo medo com que receava a minha queda do
telhado quando me dispunha a examinar as antenas de televisão.
Muito obrigado à Tia Nena pelos pitéus de Mococa...
Muito obrigado à Dona Marinete Arantes, pelas preces com que me recorda a
inutilidade, embora o meu desejo de servi-la.
Muito obrigado à Dona Palmira do Lar Esperança, pelas oportunidades de trabalho
que nos vem concedendo.
E Dia das Mães é também dos amigos que todos temos mães queridas no coração.
Muito obrigado ao companheiro que trocou a camisa comigo, a meu pedido, até que
estaquei no tronco da retirada sem saber se estava de camisa em cor de rosa ou em azul...
Muito obrigado ao Lula, que, por vezes, retira flores de outros recantos das moradias
de pedra, como lembrança, para me oferecer à memória, no pedacinho de chão
casabranquense em que ficou minha roupa em desuso...
E agora, querida Barata, pra você os agradecimentos do seu filho que é ainda o seu
menino tão pobre de tudo e que você sempre considerará um gênio incomum.
Muito obrigado por tudo o que você me proporcionou em sustento e reconforto, pelas
ordens de chegar cedo em casa, pelas palavras firmes em que eu me defendia da gula,
quando os meus olhos pareciam maiores do que a barriga...
Muito obrigado pela escolha dos amigos que você conhecia como ninguém para que eu
crescesse estudando e aprendendo a trabalhar...
Muito obrigado pelos petelecos, quando o meu temperamento queria deslanchar para
o pior...
47
Muito obrigado pelos livros de escola, pelos cadernos, pelas merendas, pelos avisos
às professoras para que apertassem a mão comigo, pela roupa lavada, como se eu
diariamente devesse andar como um fidalgo, pelos cuidados com a preparação do leito em
que dormia e por aqueles momentos de gripe e catarro escorrente, quando você vinha
calçada apenas de meias, para inclinar-se sobre seu filho e saber se eu realmente estava
dormindo e sem febre...
Tantos agradecimentos. Só de palavras, heim Mãe?
Mas por dentro de mim há um coração batendo com seu nome.
É seu, sempre seu, porque nesse apartamento, você é a proprietária que orienta e
comanda sempre.
Queria escrever muito, mas não posso continuar.
Estou observando a nossa querida Selma. Tenho feito o possível para aliviá-la e confia
em Deus para que a vejamos fortalecida, enfrentando os caminhos de formação estudantil.
A parada não é moleza.
Ficar fora de nossa casa para mim era o mesmo que ficar desabrigado.
Esperemos.
Receba, com o querido Papai Lauro, com a Lu, minha correspondente mais assídua e
com todos de casa, um beijo de saudade e esperança, carinho e muito amor do seu filho,
sempre seu filho de todos os pensamentos,
Laurinho

IDENTIFICAÇÕES:
Tia Maura - Casada com o Sr. Francisco Glauco Basile, irmão de Lauro, pai de
Laurinho, residentes em Casa Branca.
Ainda Midon - Nossa vizinha a quem Laurinho prestou pequenos serviços desde
pequeno, principalmente se relacionando com a parte elétrica. Senhora do Prof. Midon, já
citado anteriormente.
Dona Palmira - Palmira Marchi, mãe domo é chamada pro todos que a conhecem.
Abnegada fundadora do Lar Esperança, que hoje conta com centenas de crianças. Esposa do
Sr. Atílio Figueiredo. Tratam as crianças com muito amor e já contam com mais de 300
netos, filhos de suas protegidas.
48
CARTA INESPERADA

Quando Laurinho transmitiu esta mensagem, através do nosso ímpar Chico Xavier, eu e
minha família, estávamos em Casa Branca, em nossa casa. Foi na noite de 9 de junho de
1979.
Este esclarecimento explica a maneira pela qual Laurinho inicia a sua manifestação.
Posso garantir que foi uma surpresa muito grande e muito agradável receber, pelas
mãos de outras pessoas, esta carta de nosso filho.
*
Meu prezados amigos de Uberaba e de outras cidades, neste encontro fraterno, peço a
Deus nos abençoe.
Rogo-lhes um obsequio. Preciso falar aos companheiros de minha cidade de Casa
Branca e, antecipadamente, agradeço a vez para a minha apagada voz de rapaz.
Alegria se me expande do coração e não posso evitar o transbordamento.
Desejo saudar aos amigos queridos que vieram até aqui, recordando-nos a amizade.
Não apenas saudar, mas igualmente comunicar as transmissões de que me farei
interprete.
No plano Físico, dediquei especial carinho à eletrônica. Talvez por isso me adaptei
com menos dificuldade ao intercambio de natureza mediúnica. Tão grande foi o meu
interesse pelo campo das comunicações que, com permissão dos amigos, posso notificar-
lhes que um titulo que recebi de vários companheiros foi, há tempos, para este servidor de
todos os presentes, a condecoração mais honrosa: o titulo de antenófilo.
Nessa condição é que lhes peço despretensiosamente a justa licença para endereçar o
meu reconhecimento a todos os corações amigos da comunidade casabranquense,
destacando minha especial gratidão aos estimado Professor José Romero e ao devotado
amigo Dr. Mussi aos quais devo muitas gentilezas. E porque trago os encargos de
comunicador, transmito à irmã, que se fez dedicada esposa do nosso amigo Dr. Sebastião de
Castro, que ele se encontra presente, em nossa companhia, solicitando-lhe continuidade em
seu espírito de paciência e de amor, escalando, dia í a dia, a estrada da própria evolução,
pavimentada de humildade e de fé viva em Deus.
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Por fim, envio, através dos amigos presentes, a palavra de nossa irmã Yolanda, de
Bebedouro, à sua querida Mãezinha Anita e ao seu irmão João Batista, notificando-lhes que
vem atuando numa equipe de trabalho socorrista, na cidade em que se vincula
carinhosamente à sua querida família, ao lado dos irmãos Padre Antonio, José Garcia e Dr.
Paraíso, além de outros companheiros da Causa do Bem.
Solicita ao mano João Batista coragem e bom animo, esperando que ele guarde
inalterável, a certeza de sua companhia fraterna em suas realizações de moço cristão.
Dona Anita e família recebam dela o carinho e a gratidão que não sei expressar.
Finalmente, aos amigos que puderem me auxiliar, rogo um alô aos meus familiares da
rua Luz Gama e, sem dúvida, a toda aquela gente boa que conservo no coração.
É só. E creio que já é demais.
A todos, um abração do amigo e servidor muito grato,
Laurinho
49

IDENTIFICAÇÕES:
Prof. José Romero - Professor José Romero A., Catedrático em Língua Portuguesa,
residente na cidade vizinha de Itobi, SP, lecionando sua área no Instituto de Educação Dr.
Francisco Thomaz de Carvalho, em Casa Branca. Autor das palavras contidas na orelha do
livro “Presença de Laurinho”.
Dr. Mussi - Doutor Mussi, advogado, residente nesta cidade de Casa Branca, cujos
filhos são grandes amigos de Laurinho.
Yolanda - Yolanda Giglio Villela, desencarnada, cujo espírito enviou essa pequena
mensagem através de Laurinho, endereçada à sua mãe presente à reunião.
Anita - Anita Giglio Vilela.
Mãe de Yolanda, residente na cidade de Bebedouro, SP.
João Batista - Irmão de Anita.
Padre Antonio José Garcia Dr. Paraíso - Pessoas citadas que talvez tenham ligações
de amizade coma família.
50
ATENDENDO SOLICITAÇÃO MENTAL
Nesta passagem de Laurinho, temos uma prova a mais de que os Espíritos ouvem e
atendem as nossas rogativas, os nossos pensamentos, mesmo que, aparentemente, com eles
não tenhamos tido ligações afetivas em sua estada na Terra.
Michele, a quem Laurinho se dirige, é pessoa radicada em São Paulo, que conheci no
Grupo Espírita da prece, em Uberaba, no dia desta mensagem, e que me informou costumar
pedir a intercessão de Laurinho para a solução de alguns problemas.
Foi com surpresa que recebemos a orientação a ele dirigida.
Laurinho não responde, pois, apenas aos pedidos guardados na Gaveta de Esperança,
mas também àqueles que lhe são dirigidos mentalmente.
*
Uberaba, 23 de junho de 1979
Querida Mãezinha, abençoe o seu Lauro menor.
Pareço um escriba contratado para o noticiário. Isso não dá trabalho, mas não
desejamos cacetear a ninguém.
De qualquer modo, sabemos que o pessoal aqui não bronqueia e isso nos encoraja,
porque informar, em nome dos outros, não deixa de ser um meio de conseguir uma carona
para nós mesmos.
É isso aí.
Sigamos em frente.
São vários amigos, solicitando concurso, mas o concurso ano é meu e sim dos
mentores que me facilitam o papo de natureza postal.
-------------------------------------------------------------------------------------------
O avô Basile, amigo devotado da nossa família Global, pede ao tio Antonio Mario
alegria e calma, diante da vida.
A vovó Lourdes tem estado abatida e nós todos queremos o tio restituído ao bom
humor que lhe conhecemos.
Sei que o tio receberá a nossa solicitação com simpatia atendendo-nos o desejo de vê-
lo reanimado para enfrentar as pedreiras do nosso tempo.
O nosso amigo Michele vem rogando orientação.
Mãezinha Priscilla, diga a ele que no trabalho do bem o obstáculo maior é sempre
continuar.
Ele está muito escoltado. Muita gente boa do Plano Espiritual se vale dele para a
prestação de serviço e o nosso irmão, nem de longe, precisa hesitar quanto a esse ou aquele
detalhe do seu esquema de serviço, realmente supervisionado pelo missionário do bem que
todos nós reverenciamos em nosso admirável Bezerra de Menezes. Omito os títulos que lhe
cabem, para não ser repreendido por mentores que fazem força para simplificar o nosso
relacionamento em comum.
Com o tempo, o Michele entenderá com mais segurança os meandros da mediunidade,
cuja intimidade profunda, por enquanto, pertence aos instrutores da Vida Espiritual porque
se os interpretes dos Espíritos Amigos quiserem furar a rede de controle dos conhecimentos,
nesse sentido, provavelmente, criariam casos e problemas para os administradores do bem
que, na essência, pertence na Terra a Jesus e não a nós.
51
O nosso Ferrioli está melhor e, a critério dos benfeitores da nossa esfera de ação,
deve prosseguir nas tarefas estudantis em Ribeirão.
É bom que isso seja comunicado à nossa irmã Tereza, a quem solicitamos confiança
em Deus na proteção à sua querida Ana.
Quanto ao mais, querida Mamãe, o negócio é parar a fim de auxiliar os que estão
curtindo uma segunda noite de vigilância nas preces e nas concentrações de pensamento.
O Evaldo, no entanto, está conosco e me recomenda para que a irmã Eunice, com as
filhinhas Adriana e Fabiana, mãezinha e irmãs dele não sejam esquecidas.
Que elas recebam o carinho e as saudades muitas do filho e irmão notável pela
bondade e pela compreensão que ele sabe ser.
Em nossa querida Lu, abraça a família que ficou a distancia, abstendo-me da lista
pessoal para não ser perseguido pela coruja e para o seu coração de Mãe, sempre a
maravilhosa companheira de nós todos, um beijo representando cem do seu filho, sempre
mais seu,
Laurinho

IDENTIFICAÇÕES:
Michele - Michele Paccileti, dirige o Centro, em São Paulo, registrado com o nome de
“Lar Espírita Irmão Max” à rua Diogo Ortiz, no Bairro da Lapa.
Ferrioli - Davilson Ferrioli, estudante, filho de Ulisses Ferrioli e D. Tereza Ferrioli,
residentes em Casa Branca. Apresentando problemas de saúde, os quais deram muita
preocupação à família, solicitou orientação e receita a Chico Xavier. Isto ocorreu duas
semanas antes desta mensagem. Acontece que, ao voltar dessa visita, Davilson está
praticamente curado. Todos ficaram emocionados e surpresos com os dizeres da “carta”.
Tereza - Tereza Ferrioli, mãe de Davilsom, e também mãe de Ana, aqui citada,
desencarnada aos quinze anos de idade.
Adriana e Fabiana - Irmãs de Evaldo, são gêmeas, contando doze anos de idade.
52
SECRETÁRIO NO ALÉM
Na mensagem abaixo transcrita, Laurinho comparece para transmitir alguns recados de
Espíritos amigos cujos familiares, presentes à reunião, puderam, através da sua mediação, no
papel de secretario como ele afirma, receber a consolação de algumas palavras dos seus entes
queridos que se anteciparam na “viagem”.
*
Uberaba, 4 de agosto de 1979
Querida Mãezinha, abençoe-me com a sua alegria e com a sua paz.
Não tomarei muito tempo. Digo isso para tranqüilizar os amigos que nos garantem o
ambiente espiritual do intercambio.
É que eu também estou antecipando os meus votos de felicidade ao nosso querido
professor e querido Pescador – o querido Papai Lauro, o nosso grande companheiro.
E com isso desejo também ser o interprete de nossas saudações ao pessoal amigo de
Casa Branca que nos compartilha as orações.
Muito grato a todos esses corações abençoados que nos demonstram tanto amor.
Poderia circunscrever-me a estas palavras, mas preciso desempenhar as funções de
secretário para diversos companheiros presentes, aqui ao nosso lado.
Escreverei os recados:
Do nosso irmão Gilberto à irmã Therezinha Nascimento Piovesan: Querida
Therezinha, vamos seguindo bem porque estamos com as bênçãos de Deus. Não tenho
facilidade para escrever, mas deixo aqui nesta nota-telegrama todo o amor com as muitas
saudades do esposo, sempre seu companheiro de sempre,
Gilberto
*
Do nosso amigo Dr. Sebastião para a irmã Therezinha Roland: Querida companheira,
Deus nos abençoará. Não se julgue esquecida. Escrever para mim não tem sido fácil mas
estamos cada vez mais unidos pelo coração. Guarda a sua fé com serenidade e paz. Isso é
para mim grande auxílio.
Querida, todo esforço no bem é compensado. Creia nisso e receba o coração do seu
companheiro de todos os dias,
Sebastião
*
De Gilberto para a irmã Armanda: Querida Mãezinha, abençoe-me. Sei que o seu
coração me reconhece por dentro do seu. Mamãe, a senhora é a riqueza que eu tenho,
embora a dedicação de outros corações queridos que ficaram.
Não posso falar muito pela escassez do tempo. Na escrita do Laurinho, peço-lhe
receber o carinho imenso e a imensa gratidão do seu filho
Gilberto
*
Da Beth par os amigos Manoel e Zuleika: Queridos pais, peço-lhes a bênção.O choque
passou. Agora voltei a ser eu mesma com muito desejo de auxiliá-los. Perdoem-me pelas
53
preocupações que lhes impus. A todos os nossos, um carro de flores significando carinho
e saudade. E para o papai e para a Mãezinha que amo tanto, a gratidão e a lembrança
permanente da filha sempre muito grata
Beth
*
Da Martinha Santana para a Mãezinha presente, nossa irmã Gianet: Mamãe querida,
agradeço os seus pensamentos e preces em meu auxilio e peço-lhe abençoar-me.
Não se deixe dominar por inquietação e desanimo.
Tudo segue com as melhoras que Deus está nos concedendo.
Ainda não posso escrever como desejo. Preciso preparar-me como a pessoa se instrui
na escola, a fim de gravar os próprios pensamentos com o acerto preciso.
Abraços ao querido Papai, e aos irmãos queridos.
Muitos beijos de sua filha, sempre em seu coração tanto quanto a senhora está
constantemente dentro do meu, sempre a sua
Martinha
*
Agora, Querida Mãezinha Priscila um abração para o Lula, o porteiro amável que,
sem saber, nos abre as portas para a Vida Diferente em que nos colocamos na condição de
espíritos redivivos.
A todos os corações casa-branquenses o abraço barulhento e muito carinhoso do
amigo e seu filho de coração.
Sempre o seu
Laurinho

IDENTIFICAÇÕES:
Gilberto - Gilberto Piovesan, anteriormente citado e já com a devida identificação.
Beth - Elisabete Anunciação Diniz Carvalho. Filha de Manoel Carvalho e Zuleika
Diniz Carvalho, residentes em Casa Branca, à rua Lacerda Franco n° 156.
Desencarnou no dia 29 de setembro de 1978, vitimada por descarga elétrica quando
passava a enceradeira em sua casa. Convém notar que o pai de Beth, funcionário aposentado
da Fepasa, possui em sua casa oficina de pequenos e grandes consertos de eletrodomésticos,
e justamente a enceradeira da casa dói o veiculo causador da desencarnação de sua filha.
54
DIA DOS PAIS
Uberaba, 11 de agosto de 1979
Meu caro Papai Lauro.
Hoje é a véspera de um dia expressivo demais para ser esquecido: Dia dos Pais, tempo
consagrados gigantes da família e do lar.
Sei que devemos tesouros inavaliáveis de amor às nossas Mães queridas, entretanto,
seria injusta esquecer que se elas são árvores benfeitoras, em que os filhos entretecem seus
ninhos de sonho, os pais, a meu ver, são as raízes profundas sobre as quais toda a equipe
familiar se equilibra.
Agradeço, Papai, a sua vinda espontânea até aqui, pensando em seu filho, que
prossegue em seu caminho.
Sei quanta saudade se oculta em seu coração afetuoso e sensível. Saudade que dialoga
com as minhas esperanças quase a todos os dias.
Sou feliz por haver trazido em minha Vida as marcas de sua proteção e de sua
bondade.
Deus conceda ao seu devotamento em Venturoso Dia dos Pais, amanha e
sempre.Falando, entretanto, em pais recordando todos os afetos que nascem e se
desenvolvem na família e no grupo social.
Assim é que dos irmãos de casa, reverencio a dedicação de dois pais devotados ao bem
– nossos queridos Pedro e Shell. Cunhados e genros soa genitores que se interligam
conosco profundamente pelos laços do coração.
Dos netos, destaco a nossa Rafaela para homenagear-lhe o 28 próximo, em que
desejamos à sua neta querida muita felicidade nos caminhos que o Senhor lhe deu a trilhar.
Das irmãs, saliento a querida Selma, a fim de solicitar dela a justa fidelidade à fé em
Jesus que abraçamos.
Digo isso porque atualmente, em muitos ambientes universitários, os assuntos da fé
surpreendem temperamentos claramente negativistas, que se propõe a destruir a confiança
da criatura em Deus, sem oferecer a qualquer apoio ao amparo do Todo-Misericordioso,
positivamente insubstituível.
Dos amigos recordo os queridos companheiros Carlão e Marquinhos, irmãos
inesquecíveis de Tambaú que são filhos admiráveis pelo carinho e compreensão que sabem
cultivar em casa e fora do lar.
De companheiros e companheiro, tomo a querida Lu por representante de meu preito
de amor, na data de amanha que pertence à família, por haver incentivado a sua vinda, à
reunião desta noite, na qual saúdo em meu nome e em nome de todos os meus companheiros
de trabalho, a todos os pais presentes, em sua dedicação de pai e amigo a que sempre me
recolhi, confiantemente.
Mame me perdoará se fico por aqui. Hoje é tempo de agosto. Mamãe aguardará o mês
de maio e nós todos perante Jesus, seremos irmãos uns dos outros, em todos os dias da Vida.
Louvado seja Deus.
Muito amor e reconhecimento do filho devedor e do pequenino servidor de todos os
amigos que se reúnem aqui.
Sempre reconhecidamente,
Laurinho.
55
IDENTIFICAÇÕES:
Pedro e Shell - Cunhados de Laurinho, já identificados em mensagens anteriores.
Rafaela - Sobrinha de Laurinho, que, em 28 de agosto de 1979, completou cinco anos.
Filha de Shell e Rachel, irmã de Neto (José Araújo Neto).
Lu - Irmã de Laurinho, já identificada em mensagens anteriores.
Carlão - Carlos Alberto Teani de Freitas, grande amigo e companheiro de Laurinho,
estudou também no Colégio Técnico de Mococa, hoje estudante de engenharia na cidade de
Ribeiro Preto. Reside com seus familiares à rua Baia, 85, na cidade de Tambaú, Estado de
São Paulo.
Marquinhos - Marcos Sobreira Cassiolato, também grande amigo e companheiro de
Laurinho, estudou em Mococa. Residente à rua A.Guedes, 385, na cidade de Tambaú, Estado
de São Paulo, hoje é estudante universitário. Elisabete Anunciação Diniz Carvalho. Filha de
Manoel Carvalho e Zuleika Diniz Carvalho, residentes em Casa Branca, à rua Lacerda
Franco n° 156.
56
TELEGRAMA DE FELICITAÇÕES
O meu irmão Antonio Mario aniversariava no dia 1º de setembro, e eu mesma havia me
esquecido desse natalício. Qual não foi minha surpresa, nessa noite do ano de 1979, quando
Laurinho, através do nosso dedicado Chico Xavier enviou um telegrama de felicitações ao tio
ausente da reunião.
*
Telegrama:
Antonio Mario, querido tio e amigo, hoje é o Dia Feliz.
Receba os nossos votos de venturoso natalício que esperamos se faça iluminado de
muita saúde e paz, esperança e alegria.
Abraços mil do seu amigo e sobrinho muito grato de sempre,

Laurinho.
57
CARTAZES AFETIVOS
Querida Mamãe, receba com Lu e com todos os nossos os meus votos de paz e alegria.
Tomo o serviço de locução para transmitir os seguintes cartazes afetivos de amigos
presentes que não dispõem de tempo para se comunicarem.
O esquema é traçado pelo nosso respeitado Mentor Bezerra de Menezes e me sinto
feliz.
O nosso irmão José Antonio Gonçalves envia muito carinho e reconhecimento à sua
Mãezinha, Maria Veríssima Gonçalves.
*
O amigo José Leite Junior comunica imenso carinho e votos de paz à sua querida
Mãezinha presente.
*
A nossa irmã Bela Telles da Silveira, envia muitos beijos de saudade e carinho à sua
querida neta Magnólia Batista.
*
A irmãzinha Luciana Arêdes, transmite um abraço iluminado de muito amor para a
sua Mamãe Marilita Arêdes.
*
O irmão Ademir Teixeira Manoel transmite um abraço de paz e saudade à querida
Esposa.
*
O irmão Álvaro Ferreira Envia muito carinho e abraços à sua querida Mamãe Maria
José.
*
A jovem Sídia Mara Rosa da Silva, acompanhada pelo irmão Rodero, deixa muita
gratidão e ternura para os seus queridos pais Aranádio e Terezinha.
*
O irmão Moisés Zatyrko deixa comovidamente um ramo de saudades e rosas para a
sua querida Mãezinha, nossa irmã Rosa.
*
O nosso amigo Leovigildo transmite um abraço de coração par o seu querido filho
Orlando Moreno.
*
O amigo Simão deixa saudações fraternais aos queridos amigos de São João da Boa
Vista.
*
58
O amigo Roberto Muszkat abraça enternecidamente a sua querida irmã Rachel
afirmando que ela continua a ser um tesouro de amor em seu coração, e beija as mãos da
Mãezinha presente.
*
O jovem Ângelo envia muitos beijos ao Casal Miranda, asseverando que não esquece
os pais queridos.
*
A querida irmã Vera Cruz abraça a querida irmã de sempre, Milza, e pede-lhe
transmitir muito carinho à Mãezinha Ambrosina, a quem pede a benção.
*
Aproveito a participação neste movimento de fraternidade para enviar um abração a
meu querido Papai Lauro pelo aniversario a 28 próximo. Deus o abençoe sempre.
E os muitos que não puderam se aproximar do meu pobre microfone endereçam
mensagens de muita saudade e de muito amor a todos os seus entes queridos.
Querida Mãezinha Priscilla e querida Lu, o meu trabalho de rádio e antena, fio e
transmissão está prosseguindo.
Mamãe continue escrevendo. Estamos juntos. Escrevamos sem pressa e sem qualquer
compulsão.
Muito amor de seu filho, sempre companheiro reconhecido,
Laurinho

***
Cumpre-me ressaltar aqui, esta mensagem foi escrita ou melhor, psicografada, num
total de vinte e uma laudas.
Acontece que, cada mini-mensagem veio psicografa em uma lauda à parte, permitindo-
me entregar os originais aos endereçados, cabendo-me, depois, o xerox dos mesmos.
Seguem as devidas identificações das pessoas citadas.
*

IDENTIFICAÇÕES:
José Antonio Gonçalves - Nasceu em 23 de janeiro de 1958, filho de José Gonçalves e
de D. Maria Veríssima Gonçalves. Sua família reside em Belo Horizonte/MG. Desencarnou
a 8 de março de 1979, acidentado, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis/SC.
José Leite Junior - Nasceu em 1. de fevereiro de 1962, filho de José Leite e de D.
Therezinha Bressan Leite. Faleceu em acidente de moto a 14 de abril de 1979. Família
residente em Salto/SP.
Bela Telles da Silveira - Avó de Magnólia Batista, que sempre foi sua neta querida.
Desencarnou em 10 de outubro de 1954, bem idosa na cidade de São Paulo/SP.
Luciana Arêdes - Desencarnada em 19 de maio de 1976, nasceu na cidade de
Bauru/SP em 4 de setembro de 1964. Luciana e Aureliano José Arêdes Filho, filhos únicos
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do casal Aureliano José e Marilita, faleceram vitimados por acidente, sendo que Aureliano
Filho na data de 14 de maio de 1976.
Ademir Teixeira Manoel - Desencarnou em acidente de automóvel, a 15 de abril de
1979, juntamente com seu pai Ademir Oliveira Manoel, seu avô Atalicio da Silva Teixeira, e
seus filhos Patrícia Karla, de 4 anos de idade, e André Manoel, de 2 anos. Sua mãe é D. Rosa
Maria Teixeira Manoel. Família de Ibituba/SC.
Álvaro Ferreira - Nasceu em Votuporanga/SP a 26 de junho de 1960. Desencarnou em
São Paulo, Capital, no Hospital A.C. Camargo, a 12 de maio de 1979. Passando bem após a
cirurgia, foi acometida de infecção nos rins, não resistindo.
Moisés Zatyrko - Filho de Jaime Zatyrko e de D. Rosa Zatyrko, nasceu em 1° de
janeiro de 1954 e faleceu em 8 de fevereiro de 1979. Família de São Paulo, Capital.
Leovigildo - Leovigildo Moreno, pai de Orlando Moreno, nasceu em 13 de agosto de
1871 e desencarnou a 10 de agosto de 1953.
Simão - Simão Bittar, nasceu em 25 de dezembro de 1918 e desencarnou em 10 de
novembro de 1978. Participava do Grupo da Fraternidade Irmão Joseph, da cidade de São
João da Boa Vista/SP.
Roberto Muszkat - Filho de David Muszkat e de D. Sônia Golcman Muszkat, nasceu a
16 de novembro de 1959 e desencarnou a 14 de março de 1979. Deixou os irmãos: Rachel,
Renato, Rosana, Moisés e Ricardo. Faleceu de “choque elétrico”.
Ângelo - Ângelo Lourival Ribeiro de Miranda nasceu em 14 de janeiro de 1951 e
desencarnou em 19 de fevereiro de 1968. Seus pais, Lourival Ribeiro de Miranda e Stael
Ribeiro de Miranda, residem em Belo Horizonte/MG.
Vera Cruz - Vera Cruz Bertoni desencarnou em São Paulo/SP, a 30 de maio de 1975,
deixando o esposo Arnaldo Bertoni e o filho Maurinho. Data de nascimento: 3 de maio de
1926. Ambrosina Teixeira Leitão é a mãe, e Milza Leitão, irmã.

A você, meu filho,


devo tudo que estou tentando fazer,
para que alguns consigam encontrar Cristo
como O encontrei.
Com seu consentimento,
suas cartas serão vendidas,
para que tantos entendam a tarefa,
que nos coube,
de difundir onde encontrar a verdade
sobre a Vida Verdadeira.
Mamãe.
60
COMPREENDENDO OS JOVENS
Uberaba, 24 de novembro de 1979
Querida Mame,
Aqui o seu Laurinho, com a mensagem de parabéns.
Felicito o seu êxito nas conversações do Congresso dos jornalistas e Escritores
Espíritas. (*) Gostei da sua convicção, de suas afirmativas sem a mistura das dúvidas que
esfriam a esperança de muita gente que se aproxima das nossas fontes de fé.
Ao seu devotamento à Causa do Bem o nosso reconhecimento e a nossa alegria por ter
ido a Poços, tentando cooperar em beneficio do nosso amigo. Deus auxilia-lo-á para que as
soluções da justiça venham a favorecê-lo. Do ponto de vista, queremos vê-lo plenamente
livre e isento de culpa. E vamos a certa dose de humorismo. Se tivéssemos de processar
alguém por acidentes de estrada, mormente entre jovens distraídos e felizes, teríamos de
lavras sentenças igualmente contra os troncos de eucaliptos, contra os postes, contra as
cercas de arame e contra os obstáculos que a ventania forte arroja nas rodovias.
Quanto possível, sem parecerem imprudentes para com as autoridades judiciárias que
zelam pela segurança da comunidade, peço a você e ao nosso querido Pescador
responderem com amor e compreensão a quaisquer interpelações que lhes forem dirigidas.
As mães choram sempre e para mim bastam as lagrimas que lhes vi nos olhos.
Não desejo fitar esse mesmo quadro de angústia em outras mães que sofrem por filhos
queridos tão queridos e tão amados quanto o nosso Evaldo e eu.
Querida Barata, confiemos em Deus.
Brasileiro ainda vai demorar muito a aprender entrar na posse de carros que a
gasolina alimente.
Quanto mais confortáveis, mais movimento para os velocímetros. Então, se nós, os
rapazes do nosso País, em maioria, se vemos um veiculo a frente, a famosa "ultrapassagem"
nos aparece à cabeça, e começa a corrida em pista.
Não vamos incriminar ninguém.
De nossa parte, os rapazes que estávamos na estrada, mais nos assemelhávamos a
jóqueis cavalgando poderosos cavalos de aço. O assunto é esse aí.
Não interessará a Justiça, é claro, mas encerra uma boa semente para que os guardas
não se alarmem tanto, atingindo algum descaso a mais na cruzada de proteção ao transito
em que se empenham.
Não estou criticando ninguém.
Se qualquer cupincha, puder ouvir o que escrevo, através da leitura de alguém, se tiver
à cuca limpa dirá logo:
"O Laurinho tem razão..."
E logo depois tomando o volante, com poucas exceções, correrá do mesmo jeito.
Tenhamos paciência e que Deus nos abençoe.
Um abraço ao Papai e a todo o nosso pessoal doméstico, agradecendo a Lu o
entusiasmo que está colocando na preparação do Natal.
Querida Mãezinha Priscilla, agora tchau, e um abraço por sua medalha de
congressista, com muitos beijos do seu
Laurinho.
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(*) O VII Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas foi realizado na
cidade do Rio de Janeiro, de 15 a 18 de novembro de 1979.
62
NO TERCEIRO ANO DE DESENCARNAÇÃO
Uberaba, 8 de dezembro de 1979
Querida Mame,
Deus nos abençoe.
Evaldo e eu estamos firmes, comemorando o terceiro ano, na data de doze.
"Quem é vivo sempre aparece" diz o provérbio e, de nossa parte, acrescentamos:
"Os mortos também".
Assim me expresso porque os mortos são ainda mais vivos que os supostos vivos e
estamos na boca da festa.
A Senhora e a nossa irmã Eunice serão recompensadas pelas alegrias que nos deram
na pessoa dos nossos irmãos necessitados.
Tchau, que a reunião já terminou e não posso abusar.
Abraços do seu, sempre seu
Laurinho.
63
MENSAGEM AS MÃES
Será que sou tão merecedora dessas dádivas Divinas? Que fiz eu, simples e tão impura
criatura, para estar sendo beneficiada por essa chuva de bênçãos?
Qual mãe não falaria do filho uma vida inteira?
Para isso somos mães, e mãe nunca esquece um filho. De qualquer forma eles estão
sempre conosco, e nós sempre com eles,g raças a Deus.
Estou carregando minhas saudades e tentando ajudar tantas mães. Será que consigo?
Oxalá Jesus me ajude a servir a todos, que eu possa levar ao menos uma palavra de
animo, de amor, de fé, dessa fé raciocinada, que só encontramos através da Doutrina Espírita.
Vou deparando com muitos testes, mas com equilíbrio e fé, vou cumprindo o que me
coube.
Somos nós, mães, sempre experimentadas por toda sorte de forças negativas, no entanto
unidas em Cristo e por Cristo, saímos dessas situações com a cabeça levantada, com a
consciência tranqüila, com a Doutrina Espírita nos fazendo caminhar com segurança.
Portanto vamos em frente, a vida é muito curta no Planeta Terra e temos muito o que
cumprir. O trabalho é uma benção que Deus nos propõe, e qualquer boa realização é um
trabalho edificante.
E, volto frisando que só a Doutrina do Amor encontramos prova de que a morte não
existe, que não é um acaso, e por isso nascemos, morremos e renascemos. Morrer é
atravessar uma porta.
Nossa Doutrina dos Espíritos vem confirmar que a Vida no Além não é uma hipótese, é
uma realidade demonstrada e provada pelos fatos.
*
Minhas queridas irmãos na dor e na fé temos que conduzir a vida sempre confiantes
num reencontro na Vida Maior.
Com coragem e fé raciocinada, entraremos na prática da virtude máxima, que é a
caridade sem limites.
Dentro da Doutrina do Amor, encontramos tudo para avivar nossa fé, novo animo e
coragem, para amar ao nosso próximo com a autenticidade necessária.
Morrer na verdade é nascer de novo.
E, se Deus existe, duvidar da eternidade do espírito, é duvidar do próprio Deus.
Essa prova de fogo, pela qual passamos nós, as mães que tiveram seus filhos
recambiados para a Vida Maior, é a maior de todas as oportunidades para se crer, dentro de
nossa própria consciência, de que a Vida continua...
Mas como a Vida Melhor só é conhecida por Deus, só Ele determina sobre nós a sua
vontade para que assim se faça.
*
Deixo aqui as palavras de Mãe às minhas queridas filhas, e dirigidas a todas as Mães do
universo.
A você Yolanda, que já experimentou na maternidade o que há de mais sublime nesta
Terra: ser Mãe.
64
A você Rachel, que transmite no olhar a magnífica missão de amor que Deus a dotou
de: ser Mãe.
A você Selma, se Deus o permitir um dia, sentir no mais fundo do coração o que é o
mistério de: ser Mãe.
A você Lucila, menina moça que Deus dotou de uma fé tão firme, com sua pouca idade
sabe avaliar e consolar tantos corações de: Mãe.
Sou grata e reconhecida a meu querido filho, por ter me conduzido para a Doutrina
Espírita, onde encontrei as mais profundas explicações sobre a suposta morte, a paz tão
grande para o meu coração, e a fé sem limites.
Você, Laurinho, não sabia que a Vida neste planeta Terra era uma partida para ser
perdida, mas deixaria a casa eternamente VENCEDOR, na VIDA VERDADEIRA.
Espero ter cumprido parte ínfima do serviço que entendo Jesus ter me confiado.
Vou carregar as lembranças de meu filho, em meu coração, tão cuidadosamente, como
se fora um pote transbordando, e isto será até o dia em que tombarei nesta Terra, e me
levantarei para atravessar as portas do Além, se Deus o permitir.
Espero que minha insignificantes palavras, venham servir de empurrão para a fé, de
animo para todas as mães, de advertência para os jovens.
Peço a Deus, tenha compaixão das mães que sofrem por não terem encontrado ainda o
caminho da consolação.
Que Deus em sua infinita bondade ilumine esses jovens tão carentes de fé.
Que Deus dê aos pais coragem necessária para dizer e sustentar um não, na ocasião
oportuna.
Que Deus olhe pela Humanidade tão deturpada e distante do Evangelho de cristo.
Que Deus conscientize a todos que temos um mundo de crianças à espera de uma
palavra e de uma mão que lhes ampare.
Que Deus, pelo menos, nos dê forças, enquanto pudermos falar, para bradar ao mundo
onde encontrar Cristo, e encaminhar os desesperados e os homens de boa vontade, para
vivenciar a Doutrina dos Espíritos.
*
Tão verdadeira, minhas querias mães e irmãs, é essa nossa esperança numa Vida
Verdadeira, porque Lá estarão nossos filhos para o reencontro final.
A Doutrina esclarecedora, não lança artifícios para consolar, mas explica a realidade
dos fatos. A ciência avança e estou convicta de que abraçando a Doutrina Espírita, estamos
no caminho certo.
Portanto, não podemos relegar as questões espirituais ao esquecimento, e vamos aceitar
as provas que nós mesmos escolhemos em vidas passadas, e tentar aí nossa elevação
espiritual.
*
Convoco a todos, conjugarmos o verbo mais sublime desta vida: AMAR.
Amando a Deus sobre todas as coisas, por não ter concedido o privilégio desses filhos
maravilhosos, perante os quais, mãe alguma conseguirá conjugar dentro de si o verbo
ESQUECER.
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São esses nossos filhos o instrumento maravilhoso de nosso despertar perante Deus.
Coragem, coragem a todas as Mães do mundo, repetindo sempre: só a Doutrina Espírita abre
as portas para a consolação, para o amor, para a fé.
Agradecendo ao Senhor, por nos ter emprestado filhos maravilhosos, para que
pudéssemos ter a bênção da DOR e a oportunidade de nosso burilamento, diremos:
Pai, seja feita a vossa vontade assim na Terra como nos Céus.