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POLÍTICA E ESTADO

Aula 09

ESTADO

I – Evolução histórica do Estado

O Estado é a nação politicamente organizada sobre um território, esta seria a definição


de Estado, e para melhor compreendermos o Estado democrático de direito em que nos
encontramos atualmente necessário é verificarmos a evolução histórica do Estado.

I.1 – Estado Oriental

O chamado Estado oriental representado principalmente por Índia, Pérsia, Egito, China
e Israel traz-nos todos a concepção de Estado Teocrático, alterando-se apenas a
graduação e espécie de teocracia.

Na Índia o bramanismo, determinava a desigualdade entre os homens, criando assim


uma sociedade por castas, entre as quais não pode haver interpenetração, a casta
privilegiada dos Brâmanes, encarnação da justiça e representantes de Deus, são
senhores de tudo, contudo exercem esse privilégio de forma contida a fim de evitar
revolta na maioria da população pertencente a outras castas, o poder é exercido por um
rei que é um deus representando Deus, dessa forma qualquer revolta popular não seria
uma revolta contra o Estado mas contra a própria divindade, dessa forma a população,
ainda predominantemente religiosa, aceita essa dominação que com algumas
modificações vem se mantendo a milênios.

Na Pérsia a situação era basicamente a mesma, ou seja o próprio Ormuz constituiu o


monarca, porém mais atenuada, pois aqui o rei e seus descendentes tem por missão
praticar o bem em favor dos humilde e deserdados.

Apesar de na China antiga, a filosofia não tratar da instituição Estado, seus filósofos
muitos se preocupavam com a arte da governação e os deveres de quem governa. Kong-
Fu-Tseu (Confúcio), e Meng-Tseu (Mêncio) dois dos principais filósofos chineses,
consideravam a política uma arte e que deveria ser aplicada dentro de forte preceitos
morais.

O príncipe é “Filho do Céu”, mas não é Deus, e seu poder não é um direito e sim um
dever, o dever de buscar a felicidade do povo. Caso não cumpra essa obrigação o rei
pode ser destituído do poder. Confúcio escreveu: “O mandamento do céu que deu poder
a um homem não lho conferiu para sempre”. Para Confúcio a legitimidade do poder
repousa no consentimento do povo: “Obtém a afeição do povo e terás o império; perde a
afeição do povo e perderás o império”. Mêncio afirmava: “O céu vê mas vê pelos olhos
do povo, o céu ouve, mas ouve pelos ouvidos do povo”. Vemos então que os chineses
chegaram as mesmas ideias sobre o poder e a sua formação que os escritores ocidentais,
contudo mil anos antes que estes.

No Egito faraó era o próprio deus, sua vontade e preceitos eram soberanos, contudo
com o passar do tempo, o poder do faraó foi sendo reduzido pelo poder de outros
deuses, que a serviço do clero egípcio minavam os poderes do faraó tornando-o com o
passar do tempo limitado a vontade dos sacerdotes, enfraquecido pelo poder sacerdotal,
surge no Egito então a figura dos líderes provinciais, que detinham tanto poder quanto
faraó em suas regiões, constituindo assim uma poderosa organização feudal.

No Estado Hebreu também uma teocracia os poderes do rei eram limitados pela lei
divina de Iavé, bem como pela doze tribos, que não permitiam ao rei se afastar do
determinado pela lei divina.

I.2 – Estado Grego

O Estado grego como já vimos, retratado como berço da democracia, na verdade sequer
era um Estado como na concepção atual, a Grécia era formada por polis e cada uma
dessas polis, era absolutamente independente e tinha uma forma de governo diferente,
Atenas como vimos apesar de ser tida como mãe da democracia, na verdade não
passava de uma oligarquia, onde o poder estava concentrado na mão de uma minoria
privilegiada e mais de metade da população era composta por escravos. Esparta a
segunda maior polis da Grécia antiga, era uma monarquia despótica em que o rei
detinha todo o poder e subjugava uma população também maioritariamente formada por
escravos. Nessas Cidades-estado, o poder político, a economia, as leis e o direito se
confundiam. E, o Estado era a sua própria religião, o indivíduo não era importante e não
possuía qualquer liberdade, a família inexistia, só existia o próprio Estado, na pessoa do
seu Deus a quem todos deviam devoção, um exemplo disso é a condenação de Socrates
acusado de negar os deuses de Atenas.

I.3 – Estado Romano

Inicialmente o Estado romano em nada se difere do grego, contudo com o passar dos
séculos e o seu normal crescimento deixa de ser um pequeno Estado para se tornar um
Império, e na própria concepção filosófica em Roma a família é o coração do Estado, o
direito, leis e política estão absolutamente divididos, e o cidadão romano vê-se
possuidor de direitos bem delineados, a religião também possui grande importância no
Estado romano, mas aqui funciona como elemento de coesão nacional.

Assim que conquistado um novo povo o seu deus era trazido para Roma onde poderia
ser adorado, e dessa forma mantêm-se esse novo território e população ligados também
religiosamente ao império.

Com o crescimento do império, aumentam também as liberdades do cidadão e este


começa a se destacar como possuidor de uma liberdade que até então não conhecia,
Duruy demonstra essa situação com o seguinte pensamento: “O Estado tornara-se tão
grande que o indivíduo se perdeu dentro dele, e o homem se encontrou a si mesmo, com
o sentimento da dignidade humana superior a toda lei positiva”.O declínio do Império
romano inicia-se a partir do momento em que o Estado busca novamente misturar-se a
religião.

I.3.1 – Novos elementos o cristianismo e os Germanos

O Cristianismo é responsável pela maior revolução do Estado antigo, é somente a partir


do cristianismo que se entende a necessidade de total separação entre Estado e religião,
ao ser indagado sobre a legalidade dos impostos, Jesus responde: “A Cesar o que é de
Cesar a Deus o que é de Deus”, por um lado Jesus mandava que os homens
obedecessem as leis e, a autoridade do Estado, e por outro declarava a liberdade de
consciência humana, ou seja o direito de seguir a um Deus que não o determinado pelo
rei ou pelo Estado, a sua alma e o seu destino não mais pertenciam ao rei ou imperador,
agora pertenciam a Deus.

Além disso o Cristianismo pregava a igualdade e a fraternidade entre os homens, e


substituía o ódio aos estrangeiros que até então dominavam os Estados, pelo amor e
chamava a todos os homens a comunhão dos mesmos direitos. Tais pensamentos
fizeram com que o cristianismo se tornasse o maior inimigo do Império Romano.

Os germanos invasores do império romano contribuíram após o cristianismo com a


ideia do positivismo da lei, e da separação entre lei (direito) e justiça, ou seja no
pensamento germânico a lei é um ordenamento editado pelo Estado, que pode ser justa e
injusta, caso justa deverá ser obedecida pelo povo, contudo, quando injusta deverá ser
anulada. Durante séculos os pensadores e filósofos medievais tentaram juntar esses
elementos, o melhor do império romano, ou seja, a preservação do indivíduo e da
família, o cristianismo e o pensamento gemânico, para elaborar o que seria um novo
Estado, o Estado ideal.

I.4 – Estado Medieval

A primeira consequência da invasão dos bárbaros, foi a expressão máxima da


descentralização política, administrativa e económica, acabou-se o grande império e
surgiram novamente pequenos Estados dominados por grupos bárbaros que através da
força impunham uma dominação, isto é claro numa primeira fase, contudo, com o
passar dessa convulsão inicial no século VI através dos monges e bispos, renasce a ideia
de estado Greco-romano, já bastante influenciado pelo pensamento cristão e germânico.

E, nos séculos X e XI, e principalmente a partir do século XI, que foi uma nova
expressão da centralização do poder, com a preeminência do papado sobre o governo
temporal. São características fundamentais do Estado medieval: Forma monárquica de
governo; Supremacia do direito natural; Confusão entre os direitos público e privado;
Descentralização feudal; e Submissão do Estado ao poder espiritual representado pela
Igreja Romana, ou seja, a igreja intermediava as relações do indivíduo com Deus e com
o Estado, o próprio positivismo legal dependia do entendimento de que a lei não feria os
princípios defendidos pela Igreja.

I.5 – Estado Liberal

O Estado Liberal iniciado com a Revolução Francesa veio abolir as associações


intermédias entre o indivíduo e o Estado, agora o próprio indivíduo se apresenta diante
do Estado como detentor de direito e obrigações que pode diretamente exigir e a quem
lhe pode ser exigido.

O Estado Liberal baseia-se principalmente na ideia de soberania nacional, na


independência entre os Estados e principalmente na independência do Estado face a
Igreja, já não há no Estado liberal qualquer confusão entre poder religioso com poder
político, o Estado Liberal é laico, possuí uma constituição que garante os direitos
individuais do cidadão e, um conjunto de normas que regulam a vida do indivíduo e o
convívio entre estes.

Possui um caráter de Estado mínimo, ou seja, se preocupava apenas com os direitos


individuais chamados de primeira geração, ou seja, o direito a vida, a liberdade e a
propriedade, o Estado tinha obrigação de garantir ao indivíduo que esses bens jurídicos
seriam protegidos, contudo, o Estado liberal criou profundas desigualdades sociais e
deixava o indivíduo totalmente desamparado, no que diz respeito ao aspecto social.

I.6 – Estado Social

Através da insatisfação popular a este chamado Estado mínimo, que surge na Europa o
chamado Estado Social, ou Estado do Bem-estar social, ou seja, o Estado tinha como
obrigação ir mais além do que garantir a vida, a liberdade e a propriedade, deveria
também responsabilizar-se pela educação, saúde, lazer, emprego, ou seja pelo próprio
bem-estar do cidadão.

Esse pensamento, que inicialmente parece-nos, como hoje já é, claro, deu origem a
diversos movimentos, e surgem daí o Totalitarismo, o Comunismo, o Nazismo, o
Fascismo, todos prometendo resolver os problemas sociais que assolavam a Europa e de
fato quase a lançaram de novo no período de trevas da idade média.

Depois de um início um pouco conturbado, o Estado Social Europeu se firmou e, serve


de exemplo para a maioria das democracias atuais, contudo, foi necessário muda a ideia
de um Estado Social total, para um Estado Social moderado, hoje denominado de
Estado Democrático de Direito, em que a democracia é a base do Estado e os direitos,
sejam os direitos fundamentais como os direitos sociais estão devidamente descritos e
assegurados no texto constitucional.