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Conheça a gipsofila de corte

Leonita Beatriz Girardi1, Rogério Antonio Bellé2, Márcia Xavier Peiter3, Fernanda
Londero Backes4, Angélica Rossana Castro de Souza5

A Gypsofila paniculata, é uma espécie pertencente à família Caryophyllaceae,


originária da Ásia e Europa. Planta herbácea, perene, ornamental conhecida no Brasil
por mosquitinho. As espécies são originárias da Europa e da Ásia. Possui inflorescência
em forma de panícula, com numerosas flores pequenas e brancas e róseas, folhas finas
verdes acinzentadas, cujo conjunto aparenta pureza, uma delicada transparência e uma
notável leveza. Utilizada principalmente como complemento de outras flores de corte
para a confecção de arranjos e especialmente na confecção de buquês.

1
Engenheira Agrônoma, Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da
Universidade Federal de Santa Maria, RS. e-mail: lbgirardi@hotmail.com
2
Professor Titular do Departamento de Fitotecnia.
3
Professora Adjunta do Departamento de Engenharia Rural.
4
Professora Adjunta do Departamento de Fitotecnia.
5
Bióloga, Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Geomática da Universidade Federal de Santa
Maria, RS.
No Brasil a Gipsofila é considerada, segundo Petry (2008), uma das
principais flores de corte, sendo apontada como o terceiro produto mais comercializado
na Ceagesp e continua na lista dos dez mais vendidos no Veiling da Holambra. No Rio
Grande do Sul, nos meses com datas de elevado consumo (maio, junho e novembro),
alguns autores relatam que aportam ao estado mais de quinhentas toneladas de rosas e
mosquitinhos. A sua produção local é vantajosa, sobretudo por garantir a venda de
flores frescas colhidas recentemente, o que acaba aumentando sua vida útil pós-colheita.
A cultivar Allegro é uma das mais produzida e comercializada no Brasil como flor de
corte, com uma flor branca de diâmetro pequeno (5-7 mm) e pétalas duplas, outras
variedades produzidas são: Perfecta (hastes mais grossas, pétalas duplas brancas com
10-13 mm), Golan, Gilboa, Arbel, Tabor, Bambino e Amoré (todas com tamanhos
diferentes de flores brancas).
O cultivo da Gipsofila é indicado para ser conduzido em estufa, mas pode
ser cultivado a campo. A planta prefere solos bem drenados e com ph de 6,5 até 8,8 os
canteiros devem ser desinfestados antes do plantio, pois a espécie é sensível as doenças
de solo. As condições de estufa são melhores, pois oferecem maior controle da
irrigação, fertiirrigação, ambiente e doenças. As hastes florais obtidas nessas condições
são de melhor qualidade apresentando-se mais firmes, e com melhor apresentação
visual. Para melhoria da longevidade das plantas, relacionada as condições
fitossanitárias, vem sendo estudado o seu cultivo em vasos, com substrato estéril, de
cinza de casca de arroz derivada da sua queima nos engenhos de beneficiamento de
arroz. A grande vantagem é o controle fitossanitário, das doenças nas raízes, pois fica
mais fácil e econômico se desfazer de um vaso contaminado por um agente causador da
morte das plantas, do que todo um canteiro ou até uma estufa, cuja contaminação
permanece. (informação pessoal). Utiliza-se de 9 a 12 plantas por metro quadrado, com
40 cm entre linhas e 20 cm entre plantas.
A propagação dessa espécie pode ser feita por estacas vegetativas apicais,
utilizando-se regulador de crescimento, sendo que o enraizamento é feito em estufa
utilizando-se casca de arroz carbonizada, por sementes que resulta em plantas com
desuniformidade e de custo elevado, outra técnica é a micropropagação, que
possibilitam mudas de alta qualidade em escala comercial, livres de pragas e doenças e
só sendo viável para a produção de matrizes. Atualmente, as mudas podem ser
comercializadas por aproximadamente, R$ 1,50.
Quando as temperaturas são altas e os dias longos, o crescimento é rápido
e o intervalo entre o plantio e a floração é curto (+ ou - 60 dias), mas a qualidade e a
quantidade de hastes são baixas. Já, quando o crescimento é feito em temperaturas
baixas e luz adequada, inverno e primavera o crescimento é lento, a floração é mais
tardia (80 - 120 dias), mas com rendimento e qualidade elevados e ótimos para
comercialização (BELLÉ, 2008). Assim durante um ano, com as mesmas plantas
podem-se obter de dois até três ciclos de produção de hastes florais, em estufa plástica
sem climatização.
Após cada colheita deve ser feita uma poda das hastes restantes, deixando-se
de 1 a 3 cm da base, acima do primeiro nó que vai estimular várias ramificações, que
terminam por florescer com o ciclo, conforme a estação do ano.
Segundo IBRAFLOR (2000) os padrões de comercialização são maços
embalados com peso mínimo de 300 g, o tamanho da haste pode variar de 30, 40, 50 e
60 cm, a colheita deve ser feita quando as hastes estiverem em torno de 50% das flores
de cada inflorescência aberta, a durabilidade das flores em vaso chega a 8-10 dias.
No manejo pós-colheita as hastes florais devem ser armazenadas sob
temperatura amena (câmara fria), é muito importante que as ferramentas de corte e os
recipientes sejam bem limpos e desinfetados. Como a espécie é sensível ao etileno, é
recomendado que na água de conservação seja colocado um protetor a base de prata
para que a longevidade da floração seja garantida.
Para cada estágio há uma especificação de nutrição mineral, conforme Quadro
1 que apresenta as dosagens de fertilizantes aplicados junto a água de irrigação para a
Gipsofila, recomendados pela empresa Israelense Danziger, em função das diferentes
fases de desenvolvimento.

Quadro 1 – Especificação de dosagens de fertilizantes aplicados via fertirrigação em


função das fases da Gipsofila (fonte: DANZINGER, 1995)
Fase No de dias N (ppm) P2O5 (ppm) K2O (ppm)
Inicial 7 - 10 - - -
Fase vegetativa 10 - 30 100 - 150 20 -30 100
Expansão das hastes e
30 -50 120 - 170 20 - 30 120 - 170
formação dos botões
Floração + de 50 100 20 - 30 150
1 ppm = 1 g de fertilizante por m3 de água.
Considerações finais
A cultura da Gipsofila, desde que apresente sanidade, se torna uma cultura de
baixo custo, e alta rentabilidade, com um mercado garantido especialmente para
produtores locais, por oferecer um produto de melhor qualidade, pois na maioria das
vezes os maços vindos na grande maioria de São Paulo, já chegam às floriculturas com
sua qualidade comprometida.
Buscam-se com esse informe técnico, auxiliar os produtores e interessados na
atividade da floricultura a obter no cultivo da Gipsofila um produto rentável, de
qualidade, aceito pelo mercado, aumentando e estimulando assim a produção na região,
desde que sigam as recomendações básicas aqui apresentadas, além de outras
complementares. Melhoramento assim a renda e a qualidade de vida de pequenos e
médios produtores através da oferta de mais uma atividade em que se podem aproveitar
áreas não usadas para a atividade agrícola.

Literatura citada

BELLÉ, R. A. Caderno Didático: Floricultura. Santa Maria. 2008. 181p.

Danziger. Gypsophila – Cultivation Practices in Israel. Dan Flower Farm, Beit


Dagan, Israel, 1995, 44p.

KÄMPF, A. N.; JUNG, M. The use of carbonized rize hulles asan horticultural
substrate. Acta Horticulture, v. 294, p 271-281. 1991.

PETRY, C. Plantas Ornamentais - Aspectos para a produção, 2008 - 2ª edição preparo


de substratos. Brasília: LK Editora e Comunicação, 2006. 132 p. revisada e ampliada
201p. Universidade de Passo Fundo.