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Devido à sua natureza mecânica, o HD é um dos componentes mais lentos de


qualquer PC. Embora o desempenho venha crescendo de forma incremental a
cada nova geração, os ganhos não têm acompanhado o aumento na
capacidade de armazenamento. Ler todos os dados a rmazenados num HD
atual, de 1 TB, demora muito mais tempo do que num HD antigo, de 40 GB, por
exemplo.

‘o invés de criar HDs muito rápidos, ou com um número muito grande de


discos (e conseqüentemente com uma maior capacidade), os fabricantes de
HDs se especializaram em fabricar modelos padronizados, utilizando um único
braço de leitura e de 1 a 4 platters, fabricados em grande quantidade e a um
custo relativamente baixo.

Para quem precisa de HDs mais rápidos, ou com uma capacidade muito maior,
a melhor opção é montar um sistema R‘ D, onde é possível somar a
capacidade e o desempenho de vários HDs, ou então sacrificar parte do
espaço de armazenamento em troca de mais confiabilidade.

O termo R‘ D significa "Redundant‘rrayof nexpensive Disks", indicando


justamente o uso de HDs padronizados e baratos como "blocos de montagem"
para a criação de sistemas que se comportam como um único disco, maior,
mais rápido e/ou mais confiável do que suas peças individuais.
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‰m dos grandes atrativos do R‘ D é a possibilidade de escolher entre


diferentes modos de operação, de acordo com a relação
capacidade/desempenho/confiabilidade que você pretende atingir. ‘s opções
básicas são:

RAID 0 (Striping): O R‘ D 0 é um "R‘ D pra inglês ver", onde o objetivo é


unicamente melhorar o desempenho, sacrificando a confiabilidade.

‘o usar o R‘ D 0, todos os HDs passam a ser acessados como se fossem um


único drive. ‘o serem gravados, os arquivos são fragmentados nos vários
discos, permitindo que os fragmentos possam ser lidos e gravados
simultaneamente, com cada HD realizando parte do trabalho. ‰sando R‘ D 0 a
performance fica em um patamar próximo da velocidade de todos os HDs
somada. ‘o usar 4 HDs com uma taxa de transferência e 50 MB/s (em leituras
seqüenciais) em R‘ D 0, você teria uma taxa de transferência total de quase
200 MB/s em muitas situações.

Na verdade, a distribuição dos dados nos drives não é completamente


uniforme. Os arquivos são divididos em fragmentos de tamanho configurável
(opção "chunksize", ou "stripesize"). Se você está utilizando 3 HDs em R‘ D 0,
utilizando fragmentos de 32 KB, por exemplo, ao gravar um arquivo de 80 KB
teríamos fragmentos de 32 KB gravados nos dois primeiros HDs e os 16 KB
finais seriam gravados no terceiro, sendo que os 16 KB que "sobraram" no
terceiro HD ficariam como espaço desperdiçado.

‘ configuração do stripesize, ou seja, do tamanho dos fragmentos, tem um


efeito considerável sobre o desempenho. Se você usa predominantemente
arquivos grandes, então um stripesize de 64 KB ou m ais renderá os melhores
resultados. Entretanto, no caso de um servidor que manipula um grande
volume de arquivos pequenos, valores mais baixos acabam resultando em um
melhor desempenho e menos espaço desperdiçado.

‘o criar um array com 4 HDs de 500 GB em R‘ D 0, você teria um espaço total


de armazenamento de 2 TB, onde toda a capacidade é dedicada ao
armazenamento de dados, sem redundância:

@D 1 @D 2 @D 3 @D 4

Dados Dados Dados Dados



O problema é que cada HD armazena apenas fragmentos de cada arquivo e
não arquivos completos. Por causa dessa peculiaridade, caso qualquer um dos
HDs apresente defeito, você simplesmente perde todos os dados.

O R‘ D 0 é possivelmente o mais usado em desktops e também em alguns


servidores de alto desempenho. Ele é a melhor opção caso você queira o
melhor desempenho possível e tenha como manter um backup atualizado dos
dados gravados.

‘ssim como em outros modos R‘ D, não é realmente obrigatório usar HDs


idênticos, mas isso é fortemente aconselhável, pois tanto a capacidade quanto
o desempenho ficam limitados à capacidade do HD mais lento.

‘o utilizar um HD de 500 GB e outro de 300 GB em R‘ D 0, o sistema ignora


os últimos 200 GB do HD maior, de forma que você acaba ficando com um total
de 600 GB disponíveis. Os acessos também precisam ser sincronizados, de
forma que ao utilizar um HD com taxa de transferência máxima de 50 MB/s, em
conjunto com 30 MB/s, você acaba tendo um máximo de 60 MB/s. Ou seja,
utilizar dois HDs diferentes é possível, mas geralmente não é um bom negócio.

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Também é possível utilizar R‘ D 1 com quatro ou mais discos (desde que seja
utilizado sempre um número par). Nesse caso, um dos discos de cada par é
visto pelo sistema como um HD separado e o outro fica oculto, guardando a
cópia atualizada do primeiro. ‘o utilizar 4 HDs de 500 GB em R‘ D 1, por
exemplo, o sistema enxergaria 2 HDs, de 500 GB cada um:

@D 1 @D 2 @D 3 @D 4

Dados Cópia (mirror) Dados Cópia (mirror)


‰sar R‘ D 1 não proporciona qualquer ganho de desempenho. Pelo contrário,


ele acaba causando uma pequena perda em comparação com usar um único
drive, já que todas as alterações precisam ser duplicadas e realizadas em
ambos os drives.

Caso um dos HDs titulares falhe, o segundo entra em ação automaticamente,


substituindo-o até que você possa substituir o drive.
‰ma dica é que, ao fazer R‘ D 1 utilizando discos DE, procure colocar um em
cada uma das duas interfaces DE da placa, isto melhorará o desempenho.
Outro ponto é que caso os dois discos estejam na mesma interface, como
master e slave, você precisa reiniciar o micro caso o primeiro falhe. ‰sando um
em cada interface, a controladora fará a troca automaticamente, sem
necessidade de reset. Da próxima vez que inicializar o micro você receberá um
aviso pedindo para substituir o HD defeituoso.

Esse problema não afeta as controladoras S‘T‘, já que nelas cada HD é


ligado a uma porta separada, sem a divisão de master/slave como nos HDs
DE.

É importante ressaltar que o R‘ D 1 é um sistema dedicado a aumentar a


disponibilidade, evitando que você tenha que desligar se u micro de trabalho ou
servidor para restaurar um backup quando o HD falha. Ele não substitui os
backups, pois protege apenas contra falhas mecânicas do HD e não contra
vírus e arquivos deletados acidentalmente. ‘ssim que os arquivos são
apagados no primeiro, a alteração é automaticamente replicada no segundo,
fazendo com que ambas as cópias sejam perdidas. Também não existe
proteção contra roubo, falhas causadas por raios (os dois HDs podem ser
danificados simultaneamente) e assim por diante.

Particularmente, não recomendo o uso de R‘ D 1 como proteção contra perda


de dados fora dos servidores, pois ele acaba por criar um falso senso de
segurança. O principal uso para o R‘ D 1, ou R‘ D 5, é aumentar a
confiabilidade e o uptime de servidores de rede, já que o servidor continua
funcionando como se nada tivesse acontecido, mesmo que um dos HDs pife.
Mas, mesmo nos servidores, nada substituiu os backups.

‘o invés de usar dois HDs em R‘ D 1, seus dados estarão mais seguros se


você colocar o segundo HD numa gaveta ‰SB e usá-lo para manter backups
de todos os arquivos e dados pessoais. Deixe o HD desconectado do PC e, de
preferência, guarde-o num local separado ou carregue -o com você.

Na maioria das controladoras R‘ D SCS e S‘S é possível realizar a troca do


HD defeituoso "a quente" (recurso chamado de "hot swap"), com o micro
ligado, recurso não disponível nas controladoras R‘ D DE e S‘T‘. O suporte
a hot swap não é tão importante nos PCs domésticos já que um reset não toma
mais do que dois ou três minutos do seu tempo, mas, em um servidor de alta
disponibilidade, este recurso é essencial para evitar uma pane na rede.

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Este modo é na verdade uma combinação do R‘ D 0 e R‘ D 1, daí o nome. O


ponto fraco é que você sacrifica metade da capacidade total. ‰sando 4 HDs de
500 GB, por exemplo, você fica com apenas 1 TB de espaço disponível.
RAID 5: Este modo é muito utilizado em servidores com um grande número de
HDs. Ele utiliza um método bastante engenhoso para cr iar uma camada de
redundância, sacrificando apenas uma fração do espaço total, ao invés de
simplesmente usar metade dos HDs para armazenar cópias completas, como
no caso do R‘ D 1.

O R‘ D 5 usa um sistema de paridade para manter a integridade dos dados.


Os arquivos são divididos em fragmentos de tamanho configurável e, para cada
grupo de fragmentos, é gerado um fragmento adicional, contendo códigos de
paridade.

Note que, ao invés de reservar um HD inteiro para a tarefa, os códigos de


correção são espalhados entre os discos. Dessa forma, é possível gravar
dados simultaneamente em todos os HDs, melhorando o desempenho.

O R‘ D 5 pode ser implementado com a partir de 3 discos. ndependentemente


da quantidade de discos usados, sempre temos sacrificado o espaço
equivalente a um deles. Ou seja, quanto maior é a quantidade de discos
usados no array, menor é a proporção de espaço desperdiçado.

Em um sistema com 5 HDs de 500 GB, teríamos 2 TB de espaço disponível e


500 GB de espaço consumido pelos códigos de paridad e. ‰sando 8 HDs
teremos 3.5 TB para dados e os mesmos 500 GB para paridade, e assim por
diante:

@D 1 @D 2 @D 3 @D 4 @D 5

80% dados 80% dados 80% dados 80% dados 80% dados

20% paridade 20% paridade 20% paridade 20% paridade 20% paridade

Graças à forma como os bits de paridade são dispostos, é possível recuperar


os dados de qualquer um dos HDs que eventualmente falhe. Mais ainda, o
sistema pode continuar funcionando normalmente, mesmo sem um dos HDs.

‘ idéia por trás dessa aparente "mágic a" é bastante simples. ‘ paridade
consiste em adicionar um bit adicional para cada grupo de bits. ‘o usar 5 HDs,
por exemplo, temos um bit extra para cada 4 bits de dados.

Caso dentro destes 4 bits exista um número par de bits 1, então o bit de
paridade é 0. Caso exista um número ímpar de bits 1, então o bit de paridade é
1:

¢its  Paridade 
1 0 1 0 0
1 1 1 0 1
0 0 0 0 0
1 0 0 1 0

eja que, graças ao bit de paridade, é possível saber apenas que, dentro do
grupo de 4 bits existe um número par ou ímpar de bits 1. sso é o suficiente
para recuperar qualquer um dos 4 bits que seja perdido, desde que sejam
respeitadas duas condições:

a) Que apenas um bit de cada grupo seja perdido


b) Que se saiba qual dos bits foi perdido

No R‘ D 5 cada um dos bits dentro de cada grupo fica guardado em um dos


HDs. Quando um deles é perdido, a controladora sabe exatamente quais bits
foram perdidos e tem condições de recuperá-los usando uma verificação muito
simples:

¢its  Paridade 
1 > 1 0 0
1 > 1 0 1
0 > 0 0 0
1 > 0 1 0

Na primeira linha temos dois bits 1 e um bit 0. Se o bit de paridade é 0 , significa


que temos um número par de bits 1. Como já temos dois bits 1, então é claro
que o bit que está faltando é um zero. Na segunda linha temos dois bits 1 e um
bit 0. Como o bit de paridade é 1, significa que temos um número ímpar de bits
1. Como temos apenas dois, significa que o bit perdido é um bit 1.

Como disse, a controladora pode manter o sistema funcionando mesmo sem


um dos HDs, realizando estes cálculos em tempo real para obter os dados que
estavam armazenados nele. Quando o HD é finalmente s ubstituído, a
controladora reescreve todos os dados (usando o mesmo processo) e o
sistema volta ao estado original.

Existe também a possibilidade de adicionar um ou mais discos sobressalentes


num array. Esses HDs "extra" são chamados de hot-spares, ou simplesmente
de "spare disks" e são utilizados automaticamente caso algum dos HDs
titulares falhe, permitindo que o array seja restaurado imediatamente.

Embora o uso de hot-spares não seja muito comum em configurações


domésticas, eles são muito comuns em grandes arrays R‘ D 5 (ou R‘ D 6)
usados em grandes servidores.
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O R‘ D 6 é um padrão relativamente novo, suportado por apenas algumas


controladoras. Ele é semelhante ao R‘ D 5, porém usa o dobro de bits de
paridade, garantindo a integridade dos dados caso até 2 dos HDs falhem ao
mesmo tempo. ‘o usar 7 HDs de 500 GB em R‘ D 6, por exemplo, teríamos
2.5 TB para dados mais 1 TB de códigos de paridade:


@D 1 @D 2 @D 3 @D 4 @D 5 @D 6 @D 7

71% 71% 71% 71% 71% 71% 71%


dados dados dados dados dados dados dados

29% 29% 29% 29% 29% 29% 29%


paridade paridade paridade paridade paridade paridade paridade

‘ percentagem de espaço sacrificado decai conforme são acrescentados mais


discos, de forma que o uso do R‘ D 6 vai tornado -se progressivamente mais
atrativo. No caso de um grande servidor, com 41 HDs, por exemplo, seria
sacrificado o espaço equivalente a apenas dois discos, ou seja, menos de 5%
do espaço total. Em troca, ganha -se proteção contra a possibilidade de um
segundo HD falhar durante o processo de substituição e reconstrução dos
dados do primeiro.

Tanto no caso do R‘ D 5 quanto no R‘ D 6, o servidor continua funcionando


normalmente durante todo o processo de substituição do disco, embora a
performance decaia, sobretudo logo depois da substituição do drive defeituoso,
quando o sistema precisa regravar os dados, lendo as informações
armazenadas em todos os outros discos e fazendo os cálculos de paridade.

J¢ D: Este não é um modo R‘ D, mas também é bastante usado, sobretud o


em servidores de arquivos. No JBOD (Just a BunchOf Disks) os HDs
disponíveis são simplesmente concatenados e passam a ser vistos pelo
sistema como um único disco, com a capacidade de todos somada. Os
arquivos são simplesmente espalhados pelos discos, com cada um
armazenando parte dos arquivos (nesse caso arquivos completos, e não
fragmentos como no caso do R‘ D 0).
No JBOD não existe qualquer ganho de desempenho, nem de confiabilidade.
Caso um dos HDs apresente defeito, os arquivos armazenados nele são
perdidos, mas os arquivos armazenados nos demais continuam intactos. Na
verdade, o único ganho é o de praticidade, com a possibilidade de usar vários
discos para formar um único volume de grande capacidade, ao invés de ter que
espalhar os arquivos e pastas entre os vários HDs.

‘o contrário dos outros modos R‘ D, não existe nenhum problema em


combinar HDs com capacidades e desempenho variados num sistema JBOD.
Cada HD pode dar sua parcela de contribuição, independentemente de sua
capacidade.
‘    

Existem três categorias de R‘ D. ‘ primeira é a das controladoras que


realizam todas as operações via ëardware , o que inclui a maior parte das
controladoras SCS e S‘S. Esse modo é o ideal tanto do ponto de vista do
desempenho quanto do ponto de vista da compatibilidade e confiabilidade, já
que a própria controladora executa todas as funções necessárias, de forma
independente. O sistema operacional apenas acessa os dados, como se
houvesse um único HD instalado.

Como disse, estas controladoras R‘ D "de ve rdade" são quase que


invariavelmente, SCS ou S‘S. ‘lém de trabalharem via hardware, elas
permitem o uso de um número maior de drives. Muitas permitem o uso de um
ou mais módulos de memória (instalados na própria controladora) que
funcionam como um cache adicional, ajudando a melhorar o desempenho do
array. Outro recurso cada vez mais utilizado (sobretudo nas controladoras
S‘S) é o hot swap, onde você pode substituir os discos defeituosos com o
sistema rodando. Os servidores com controladoras que suportam h ot swap
quase sempre utilizam baias removíveis, facilitando o acesso aos discos.

Nas controladoras que trabalham via hardware, toda a configuração é feita


através do B OS da placa R‘ D, que pode ser acessado pressionando uma
combinação de teclas durante o boot. O mais comum é pressionar Ctrl+C
pouco antes do início do carregamento do sistema.

Controladora RAID SCSI

Naturalmente, estas controladoras são caras, sem falar no custo dos discos,
por isso elas não são o tipo de equipamento que você compraria pa ra instalar
no seu desktop.
Em seguida, temos o R‘ D via software, onde todas as funções são
executadas diretamente pelo sistema operacional e os HDs são ligados
diretamente às interfaces da placa -mãe. Neste caso, temos um trabalho
adicional de configuraçã o, mas em compensação não é preciso gastar com
uma controladora dedicada. É possível criar arrays R‘ D via software tanto no
Linux quanto no Windows 2000, XP, 2003 Server e ista.

No caso do Windows XP, a configuração de R‘ D via software é feita no Painel


de Controle > Ferramentas ‘dministrativas > Gerenciamento do Computador >
Gerenciamento de discos.

Clique com o botão direito sobre um dos HDs que farão parte do array e
selecione a opção "Converter em disco dinâmico". Na tela seguinte, marque
todos os HDs que serão usados.

Depois de converter os HDs para discos dinâmicos, clique novamente com o


botão direito sobre um deles e selecione a opção "Novo olume". É aberto o
assistente que permite criar o array R‘ D.

‘s versões Home e Professional oferecem apen as as opções de criar arrays


R‘ D 0 (distribuído) ou JBOD (estendido), mas no 2000 ou 2003 Server é
possível criar também arrays R‘ D 1 (Espelhado) e R‘ D 5, nesse caso
utilizando a partir de 3 HDs:
O terceiro modo é o fake RAID utilizado pela maioria da s controladoras
baratas, incluídas nas placas-mãe para desktop. No fake R‘ D é utilizada uma
combinação de funções adicionais no B OS da placa e um driver que roda pelo
sistema operacional. No final, tudo é processado via software, de forma que
não existe ganho de desempenho em relação a utilizar R‘ D via software.
‘penas a configuração é simplificada.

Na maioria das placas-mãe, a configuração segue uma lógica simples. ocê


começa indicando quais drives farão parte do array através do setup. Em
seguida, usa a tecla F10, Ctrl+C, Ctrl+F, ou outra tecla de atalho para acessar
as opções de configuração do array R‘ D, onde você pode escolher que tipo
de array será criado, o tamanho dos fragmentos e assim por diante.

Na ‘sus K8N4-E, por exemplo, a opção para ativar o suporte a R‘ D e indicar


quais drives serão usados está escondida na seção
"‘dvanced>OnboardDeviceConfiguration> NR‘ D Configuration":

‘ partir daí, o B OS da controladora R‘ D passa a ser inicializado durante o


boot e você pode acessar a configura ção pressionando a tecla "F10" durante o
boot.

Dentro da configuração, adicione os drives que serão usados no array na


coluna da direita e escolha entre usar R‘ D 1 (Mirroring) ou R‘ D 0 (Stripping)
na opção superior. ocê pode ainda ajustar o tamanho dos fragmentos, através
da opção "StrippingBlock":

‘s controladoras fake R‘ D DE suportam, via de regra, apenas os modos


R‘ D 0, 1 e 10. Não é recomendável utilizar mais do que um HD por porta DE,
de forma que, numa controladora com duas portas, o ideal é utilizar apenas
dois drives, escolhendo entre usar R‘ D 0 ou R‘ D 1.
‘lgumas controladoras S‘T‘ oferecem a opção de usar R‘ D 5, nesse caso
utilizando um mínimo de 3 drives. Também é possível criar um array R‘ D 5 via
software no Linux (consulte o "software R‘ D howto", disponível no tldp.org),
utilizando tanto HDs DE quanto drives S‘T‘ ou SCS .

‘ssim como nas controladoras via hardware, as controladoras fake R‘ D


possuem um B OS próprio (na verdade uma extensão que faz parte do B OS
principal), que permite criar os arrays. Muitas vezes, está disponível também
um utilitário acessível através do Windows.

Como estas controladoras precisam de um driver adicional, você precisa copiar


os arquivos do driver para um disquete e fornecê -lo durante a instalação
(pressionando a tecla "F6" quando é exibida a mensagem "Pressione F6 se
precisar instalar um driver SCS ou R‘ D de TERCE ROS") ao instalar o
Windows XP diretamente dentro do array R‘ D. No caso do ista, os drivers
podem ser carregados a partir de um pendrive. Tanto o XP SP2 quanto o ista
incluem drivers para diversas controladoras, mas naturalmente não par a todas.

Outro problema é que muitas controladoras fake R‘ D não possuem suporte no


Linux e muitas não possuem sequer drivers para o ista. Nesse caso, a
solução é partir para o R‘ D via software.

Depois de configurar o R‘ D, é interessante simular a falha de um dos discos


para ter certeza de que o sistema reagirá como esperado. ‘ melhor forma é
simplesmente desligar o micro e desconectar um dos drives. Se você está
usando R‘ D 1, 10 ou 5, o sistema deverá continuar funcionando de forma
normal depois de novamente ligado, exibindo avisos durante o boot, ou
incluindo entradas no log do sistema (ao utilizar R‘ D via software). ‘o utilizar
R‘ D 0 o sistema simplesmente deixará de dar boot, já que a falha de um dos
drives implica na perda de todos os dados.
Ñ

 

‘ popularização da memória Flash e das redes wireless trouxe algumas
novidades interessantes em termos de armazenamento.

‘ntigamente, a opção mais simples para quem que ria um HD removível era
comprar uma gaveta interna, que era instalada numa baia de CD -ROM e
permitia remover o HD depois de desligar o micro. Embora fossem baratas,
estas gavetas não eram muito práticas, já que você só podia remover o HD
com o micro desligado.

Em seguida vieram as gavetas ‰SB, onde o HD externo é visto pelo sistema da


mesma forma que um pendrive. Existem tanto gavetas para HDs de 3.5", que
utilizam uma fonte externa, quanto gavetas para HDs de notebook, de 2.5" ou
1.8", que obtêm a aliment ação necessária da própria porta ‰SB (dependendo
do consumo do HD usado é necessário usar um cabo extra, que usa energia
de uma segunda porta ‰SB). Graças a elas, você pode transportar algumas
centenas de gigabytes com você, a um custo relativamente baixo.


‘s gavetas internas são ligadas diretamente à porta DE e ao conector molex
da fonte. Elas funcionam apenas como uma espécie de ponte, sem incluir
nenhum circuito inteligente. É justamente por isso que elas são tão baratas. No
auge da sua popularidade, essas gavetas chegavam a custar menos de 6
dólares, se compradas em quantidade, no exterior.

‘s gavetas ‰SB são um pouco mais complexas, pois precisam incluir um


controlador ‘T‘/‰SB, que faz a conversão dos sinais, transformando as
requisições no padrão usb-storage recebidas através das portas ‰SB em
comandos ‘T‘P que são entendidos pelo HD. Esta gaveta da foto a seguir,
por exemplo, usa um chip GL811E (http://www.genesyslogic.com), um chip
relativamente barato, que inclui todos os sub -componentes necessários. ‘lém
do chip, a placa inclui apenas alguns resistores e um cristal de quartzo:

Existem também gavetas para HDs S‘T‘, que seguem o mesmo projeto
básico, normalmente mudando apenas o chip controlador (pode -se usar um
chip GL811S, por exemplo). Graças a essa simplicidade, estas gavetas são
relativamente baratas e por isso bastante populares.

‘s gavetas para HDs de notebook utilizam a energia da própria porta ‰SB,


sem a necessidade de uma fonte externa. Cada p orta ‰SB pode fornecer
apenas 2.5 watts de energia, de forma que as gavetas utilizam duas portas,
sendo a segunda apenas para reforçar o fornecimento elétrico. ‘pesar disso, é
comum que a gaveta funcione mesmo ligada a uma única porta. Existem dois
motivos para isso: o primeiro é que os HDs de 4200 RPM modernos realmente
não consomem muito mais de 2 watts (os de 5200 consomem um pouco mais)
e o segundo é que muitas placas-mãe são capazes de fornecer bem mais de
2.5 watts em cada porta ‰SB. Embora este seja o padrão, os fabricantes
costumam trabalhar com uma boa margem de tolerância.

No caso das gavetas para HDs de 3.5" é utilizada uma fonte externa, já que
seriam necessárias 6 ou mais portas ‰SB para conseguir alimentar um HD
para desktop (sem falar nos circuitos necessários para converter os 5
fornecidos pelas portas ‰SB nos 12 usados pelo motor de rotação do drive).
Existem muitos relatos de problemas de estabilidade ao usar gavetas de 3.5"
baratas, com o HD travando ou desligando durante a operação, mui tas vezes
causando corrupções diversas do sistema de arquivos. Dentro da minha
experiência eles são normalmente causados por dois fatores.
O primeiro são variações de tensão na rede elétrica, que causam o
desligamento do circuito controlador, ou do próprio HD. Essas variações
normalmente não são suficientes para fazer o micro reiniciar, por causa dos
capacitores da fonte de alimentação, mas as gavetas são mais vulneráveis a
eles. ‘ solução nesse caso seria ligar a gaveta em um nobreak.

O segundo é superaquecimento, que acontece principalmente nas gavetas


mais baratas, que não utilizam coolers. Muitas delas são projetadas para
trabalharem com HDs de 5400 RPM e por isso superaquecem e travam ao
utilizar HDs de 7200 RPM, já que eles consomem mais energia e diss ipam
mais calor. ‘ solução nesses casos é melhorar a ventilação (assim como você
faria num PC), deixando a gaveta aberta, ou mesmo improvisando a instalação
de um cooler sobre ela. eja o que precisei fazer para que esta gaveta da foto
funcionasse de forma confiável com um HD Maxtor de 7200 RPM:

Naturalmente, esse tipo de improviso só é eventualmente necessário em


produtos de baixa qualidade. Fabricantes responsáveis testam seus produtos
sob várias condições de uso, ou pelo menos indicam claramente suas
limitações nas especificações.

Continuando, estamos vendo mais recentemente a popularização de HDs


externos em miniatura, que seguem o mesmo princípio das gavetas, mas
utilizam um HD de 1.8", não-removível, de forma a criar um conjunto mais mais
compacto e leve que uma gaveta para HD de notebook.

Em outra frente, temos as gavetas eS‘T‘, um padrão de conector S‘T‘


externo, que mantém a mesma velocidade de transmissão. ‘s placas mais
recentes já estão vindo com conectores eS‘T‘ embutidos, mas também é
possível utilizar uma controladora PC Express, ou mesmo PC .
Na foto a seguir, temos a porta eS‘T‘ de uma ‘sus M2, disponível no painel
traseiro,      #   304·

O eS‘T‘ está sendo usado por diversos modelos de gavetas para HD,
substituindo ou servindo como opção ao ‰SB. ‘ vantagem é que você não
corre o risco do desempenho do HD ser limitado pela interface, já que temos
150 MB/s no eS‘T‘ (ou 300 MB/s no S‘T‘ 300), contra os 60 MB/s (480
megabits) do ‰SB 2.0. Obviamente, isso só faz alguma diferen ça quando o HD
transmite dados guardados no cache, ou no caso dos HDs topo de linha, lendo
dados seqüenciais.

Na maioria dos casos, a gaveta possui também uma porta ‰SB, que serve
como segunda opção de interface, para casos em que você precisar conectar a
gaveta em micros sem conectores eS‘T‘.
Äavetas de HD com interface eSATA

‘o contrário do ‰SB, o conector eS‘T‘ não transmite energia, de forma que


ele só permite a conexão de HDs e outros dispositivos com fontes de
alimentação (ou baterias). Não seria uma solução prática para pendrives, por
exemplo.

Prevendo essa limitação, alguns fabricantes estão desenvolvendo placas que


incluem conectores de energia, como este adaptador da ‘ddonics, que usa um
conector mini-D N, que fornece tensões de 5v e 12v, permitindo (com a ajuda
de adaptadores incluídos no kit) conectar diretamente um HD S‘T‘, sem a
necessidade de uma gaveta ou fonte de alimentação. Existem outras soluções
similares, oferecidas por outros fabricantes, mas por enquanto não existe
nenhum padrão:

Para quem pode gastar um pouco mais, existe a opção de comprar um AAS
(Network ‘ttachedStorage) que pode ser ace ssado diretamente através da
rede. Existem muitas opões de N‘S, que vão desde sistemas baratos, que
custam pouco mais que uma gaveta ‰SB, até servidores de grande porte, que
armazenam vários terabytes. Muitas vezes, eles são chamados de "network
storage", ou simplesmente de "storage", termos que são mais descritivos para
o público não técnico do que "N‘S".

Os modelos mais baratos comportam apenas um HD e são ligados diretamente


no hub da rede. ‘lguns incluem também um transmissor wireless ou
disponibilizam uma porta ‰SB, que acaba sendo útil quando você está fora de
casa e precisa apenas acessar alguns arquivos rapidamente no notebook.

Este da foto é um Netgear SC101, que permite a instalação de dois HDs e


inclui uma interface de rede 10/100. Ele não inclui um transmissor wireless,
mas você pode obter a mesma funcionalidade ligando -o a um ponto de acesso
externo.


Em geral, os servidores N‘S domésticos rodam uma versão compacta do
kernel Linux (embora nem sempre divulgado pelos fabricantes), com um
conjunto de drivers, que permitem acessar HDs formatados em diversos
sistemas de arquivos e um servidor Samba, que compartilha os arquivos com a
rede, como se fosse uma máquina Windows comparti lhando pastas.

ocê pode configurar as pastas compartilhadas no N‘S e permissões de


acesso através de uma interface via navegador (similar à usada em modems
‘DSL e pontos de acesso) e mapear os compartilhamentos nos micros da rede
para acessá-los. Em geral você tem também a opção de usar algum wizard
fornecido pelo fabricante, que simplifica a configuração.

ocê pode muito bem criar um N‘S usando algum PC antigo, rodando Linux.
Bastaria instalar os HDs e configurar o servidor Samba para compartilhar as
pastas desejadas com a rede. ‘ vantagem de comprar um dispositivo dedicado
é a praticidade, o baixo consumo elétrico e o "cool factor".

Existem ainda algumas idéias interessantes para uso em conjunto com


dispositivos móveis que podem ou não cair no gosto do público. ‰m dos
melhores exemplos é o D‘E, desenvolvido pela Seagate. Ele é um HD
externo, de 1.8", que possui uma bateria interna e pode ser acessado tanto via
WiFi quanto via Bluetooth. Ele pesa apenas 70 gramas e é mais ou menos do
tamanho de um celula r. ‘ idéia é que você possa levá -lo no bolso, pasta, bolsa
ou mochila e acessar os arquivos no seu palmtop ou celular, via bluetooth,
além de acessá-lo no notebook ou desktop através do transmissor WiFi.

Na prática ele acaba sendo uma solução cara e pouco prática de usar, já que a
taxa de transferência do Bluetooth é muito baixa e o alcance muito pequeno.
De qualquer forma, ele é uma idéia interessante, que dá algumas pistas sobre
o que podemos ver no futuro.

Seagate DAVE (à direita)



‘lém da popularização dos pendrives e cartões, a queda no preço da memória
Flash possibilitou o surgimento dos primeiros SSDs ou "SolidState Disks"
(discos de estado sólido) de grande capacidade. ‰m SSD é um "HD" que utiliza
chips de memória Flash no lugar de dis cos magnéticos. Eles são projetados
para substituírem diretamente o HD, sendo conectados a uma porta S‘T‘ ou
DE.

Embora as taxas de transferência (na maioria dos modelos) seja comparável à


de um HD modesto, os SSDs oferecem tempos de acesso extremamente
baixos, o que melhora o desempenho consideravelmente em uma grande
gama de aplicativos e reduz bastante o tempo de boot. Os SSDs oferecem
também a vantagem de consumirem muito menos eletricidade, serem mais
resistentes mecanicamente (por não possuírem parte s móveis), além de serem
completamente silenciosos.

Em compensação, eles possuem uma desvantagem fatal, que é a questão do


custo. Em maio de 2007, um SSD de 32 GB da Ridata (um dos modelos mais
acessíveis) custava ‰S$ 475, isso se comprado em quantidade, diretamente do
fabricante. Naturalmente, os preços devem cair com a passagem do tempo,
mas isso será um processo gradual, acompanhando a queda no custo por
megabyte da memória Flash.

Devido à grande diferença de preço, os SSDs ficarão de início restritos a os


notebooks ultraportáteis, onde suas vantagens são melhor aproveitadas.
Conforme o custo da memória Flash for caindo, é possível que eles passem a
concorrer com os discos magnéticos em outras áreas, mas isso ainda
demorará algum tempo.
SSD da Samsung com e sem a cobertura externa

‰m meio termo entre os SSDs e os HDs tradicionais são os @@Ds (Hybrid Hard
Drives, ou HDs híbridos), que são HDs tradicionais, que incorporam chips de
memória Flash, usados como um buffer de dados.

Todos os HDs atuais incluem uma pequena quantidade de memória SDR‘M


(ou SR‘M), usada como cache de disco. O cache é bastante rápido, mas é
limitado por dois fatores: é muito pequeno (16 MB na maioria dos HDs atuais) e
perde os dados armazenados quando o micro é desligado.

Em um HHD é usada uma quantidade generosa de memória Flash (512 MB ou


mais em muitos modelos), que tem a função de armazenar dados
freqüentemente acessados (como arquivos carregados durante o boot), de
forma que eles continuem disponíveis depois de desligar o micro e possam ser
usados no próximo boot, e também a de servir como um buffer de dados,
permitindo que arquivos sejam salvos na memória Flash e copiados para os
discos magnéticos quando for mais conveniente. Neste caso não existe
problema de perda de dados arm azenados no buffer ao desligar o micro no
botão, pois os dados ficam retidos na memória Flash e são gravados nos
discos magnéticos no boot seguinte.

‘lém dos ganhos de desempenho, sobretudo a potencial redução no tempo de


boot, o buffer permite que o HD fi que mais tempo em modo de economia de
energia, já que não é preciso "acordar" o HD ao salvar arquivos ou quando o
sistema precisa atualizar arquivos de log, por exemplo, operações que podem
ser realizadas no buffer. sso acaba tornando a tecnologia bastant e
interessante para os notebooks, onde o HD chega a representar um quarto do
consumo elétrico total.

Naturalmente, a memória Flash é muito mais lenta que a memória R‘M


tipicamente usada no cache de disco e (em muitos casos) mais lenta até
mesmo que os discos magnéticos em leitura ou gravação de arquivos
seqüenciais. ‘o salvar um arquivo grande (uma imagem de DD, por
exemplo), a gravação é feita diretamente nos discos magnéticos, sem passar
pelo buffer.

Temos também a tecnologia Robson, desenvolvida pela ntel, onde temos um


buffer similar, instalado na placa -mãe. Os chips de memória Flash podem ser
incorporados diretamente na placa, ou instalados através de uma placa de
expansão (opção que fica a cargo do fabricante):


Em ambos os casos, o buffer se comunica com o chipset através do
barramento PC Express e ele (chipset), com a ajuda de um driver instalado no
sistema operacional, se encarrega de usar o buffer para cachear as operações
do HD. O princípio de funcionamento e o resultado p rático é o mesmo que usar
um HHD, a única grande diferença é que o dinheiro vai para a ntel, ao invés de
para o fabricante do HD ;). ‘ tecnologia Robson foi introduzida no chipset
i965GM e é usado em alguns notebooks baseados na plataforma Santa Rosa.

Na geração inicial, o ganho de desempenho e de autonomia da bateria é muito


pequeno, mas isso pode vir a melhorar nas revisões subsequentes. De
qualquer forma, fica a cargo do fabricante usar o buffer ou não.


c c
Tanto no caso dos HHDs quanto na tecnologia Robson, é necessário que
exista suporte por parte do sistema operacional. Toda a idéia de usar memória
Flash para acelerar o acesso ao HD foi inicialmente proposta pela própria
Microsoft, de forma que o ista já vem com suporte de fá brica, através do
ReadyDrive . No caso do Linux, é de se esperar que tenhamos um driver
incorporado ao Kernel assim que os dispositivos começarem a se tornar
populares. ‘ maior dúvida recai sobre o XP e as versões anteriores do
Windows.

Continuando, temos ainda o Ready¢oost, oferecido pelo ista, onde um


pendrive é usado para criar uma espécie de cache, acelerando o carregamento
dos programas. O ReadyBoost é um recurso que parece simples, mas que se
revela complexo e até contraditório depois de examinado um pouco mais
minuciosamente.


Desde que você utilize um pendrive de fabricação recente, de 1 GB ou mais,
ligado a uma porta ‰SB 2.0, você realmente perceberá alguma diferença no
tempo de carregamento dos programas. Muitos jogos e aplicativos maiores
podem chegar a carregar em metade do tempo, além da performance geral
melhorar um pouco (principalmente em micros com apenas 512 MB de R‘M).
Mas, se você medir as taxas de transferência do pendrive e do HD, vai
perceber que, quase sempre, o HD é mais rápido. Co mo pode então o pendrive
melhorar o desempenho?

‘ questão central é que o HD é rápido em leitura seqüencial, onde são lidos


grandes blocos de dados, situados em setores adjacentes. ‰m HD moderno
pode facilmente superar a marca de 60 MB/s, enquanto o pendri ve fornecerá
15, 20, ou, quem sabe, 30 MB/s. ‘pesar disso, o HD possui um tempo de
acesso muito alto e por isso pode oferecer taxas de transferências
incrivelmente baixas (muitas vezes 2 MB/s ou menos) ao ler vários arquivos
pequenos espalhados. Nesse quesito o pendrive leva uma grande vantagem.
Para você ter uma idéia da diferença, um HD com tempo de acesso de 13
milissegundos seria capaz de realizar pouco mais de 60 leituras a setores
aleatórios por segundo, enquanto mesmo um pendrive de velocidade modest a
pode realizar facilmente mais de 4.000 leituras por segundo.

Outra questão é que o pendrive e o HD são dois dispositivos distintos, ligados a


barramentos separados, de forma que o sistema pode ler dados nos dois
simultaneamente. O sistema aproveita então para copiar os arquivos
pequenos, ou que estão gravados em setores distantes entre si do HD para o
pendrive, além de usá -lo para armazenar parte da memória swap (exemplo de
aplicação onde a baixa latência do pendrive oferece vantagens), fazendo com
que o HD possa se concentrar em ler os arquivos maiores, função na qual é
mais rápido.

Como a memória Flash não é volátil, os dados continuam lá, prontos para
serem usados nos boots subseqüentes, sem que precisem ser novamente
transferidos a partir do HD. O principal problema com o ReadyBoost é que a
memória Flash possui um limite de ciclos de leitura, de forma que o uso intenso
pode fazer com que o pendrive apresente defeito depois de um ou dois anos de
uso, sobretudo nos pendrives mais baratos, que utilizam ch ips de mais baixa
qualidade.

O risco de defeito prematuro devido ao esgotamento dos ciclos de leitura da


memória Flash também existe nos HHDs. Neles, entretanto, o risco acaba
sendo menor, pois os fabricantes se vêem obrigados a usar chips de melhor
qualidade e a implementarem sistemas de proteção adicionais, incluindo um
sistema de wearlevelling (que consiste em "rotacionar" os dados, evitando que
grande parte das leituras sejam concentradas em alguns poucos setores) e um
sistema de correção de erros e marcação dos setores defeituosos, algo similar
à marcação de badblocks nos discos magnéticos do HD.

Com a popularização do ista, os fabricantes de memória Flash passaram a


lançar diversos tipos de pendrives otimizados para o ReadyBoost. nicialmente
eram modelos de alto desempenho, construídos usando chips e controladores
capazes de sustentar taxas mais altas de transferência. Em seguida, passaram
a ser lançados pendrives " dual-cëannel", onde dois chips de memória Flash
são acessados simultaneamente, dobrando a taxa de leitura e gravação, de
forma muito similar ao que obtemos ao usar dois HDs em R‘ D 0.
Finalmente, surgiram pendrives de uso interno, novamente vendidos como
modelos específicos para uso do ReadyBoost. Estes pendrives internos são
instalados diretamente em um dos headers ‰SB da placa -mãe, os mesmos
conectores de 9 pinos onde você conecta as portas ‰SB frontais do gabinete.
‘ idéia é que eles fiquem instalados continuamente, mantendo o cache o
ReadyBoost:

Pendrive de uso interno, para uso com o R eadyBoost

Cada header ‰SB da placa -mãe oferece duas portas ‰SB. Entretanto, as duas
portas estão interligadas ao mesmo controlador, por isso compartilham os 480
megabits oferecidos por cada controlador ‰SB 2.0. Fazendo com que o
pendrive ocupe o espaço referentes às duas portas, o fabricante evita que a
performance do pendrive seja subutilizada por qualquer gargalo causado pela
conexão de outro dispositivo ‰SB.

Com exceção da mudança no conector, eles são pendrives normais, que


podem ser usados tanto para o ReadyBoost quanto para guardar arquivos e
fazer backups (ou ter o espaço dividido entre as duas aplicações). Caso a
placa-mãe suporte boot através da porta ‰SB, você pode até mesmo usá -los
para instalar o sistema operacional (substituin do o HD) e assim obter um PC
sem partes móveis. Naturalmente, você não conseguiria instalar o ista em um
pendrive com 2 ou 4 GB, mas é possível instalar Linux, ou mesmo fazer uma
instalação enxuta do Windows XP.