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Cadeira : Formas da música

Maria Carolina Mendes nº 625

Licenciatura em Cinema

Ano lectivo 2010 / 2011

ESTC

Análise da Banda Sonora do filme : “A SERIOUS MAN”


Joel Coen & Ethan Coen
Introdução

O contexto deste trabalho exige uma análise sobre o que é o


filme e que tipo de ideias transmite para que se torne claro de que
forma é que a banda sonora consegue ultrapassar a submissão à
imagem e significar por si. A verdade é que, após o prólogo, é a
música diegética que começa por dar uma ideia de quem é a
personagem de Danny, para além de inscrever o filme num tempo.
Cria-se à partida uma distância entre uma tradição cultural e
religiosa antiga, dada pelo discurso hebraico do velho professor, e a
emergência de uma nova cultura que nos é transmitida pela
música, um hit do rock psicadélico dos anos 60.

A serious man é uma comédia que tem muito do seu drama


inserido na música, pela sua pontuação de estados de espírito,
principalmente do protagonista. Tentarei, de forma mais ou menos
detalhada, explicitar de que forma é que isto acontece.

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Cláudia Gerbman, na introdução do livro Melodies / Narrative
Film desenvolve uma problemática em torno da função da música
no filme. O porquê de existir música e o facto desta “não ser
ouvida” pelo espectador. Neste filme esse síndrome é desde logo
contrariado: a diegese da música torna-se num elemento
preponderante, aliás, a imagem serve a música já que enquadra os
auscultadores de Danny referindo assim a importância da música na
acção enquanto caracteriza a personagem. O genérico marca uma
ruptura com o carácter histórico do prólogo, a música evolui de
forma a que o ambiente se transforme, aproxima-se de uma
musicalidade reconhecível até culminar na música presente na
cena. É impossível que não seja dada uma importância ao que
estamos a ouvir quando entramos definitivamente na narrativa
principal, até porque o volume da música sobe e desce conforme a
distância a que, por exemplo, o professor está de Danny.
Somebody to love afirma-se na narrativa exactamente porque faz
parte dela, em vez de a pontuar adiciona-lhe significados
fundamentais. Ser esta ou outra música é uma questão de primeira
ordem, o facto de o álbum que está a ser ouvido ser o Surrealistic
Pillow relaciona-se com uma ideia de subversão e de “novo” que
tanto existe na banda com em Danny (repare-se que na série
Sopranos acontece alguma coisa de semelhante com esta banda:
localiza uma memória temporalmente, caracteriza a personagem e
uma época. É um marco principalmente para quem cresceu com
ela). Ao ser caracterizado o gosto musical da personagem é nos
caracterizado a sua personalidade, irreverente e relacionado com
esse tal novo, com um desprendimento de uma cultura demasiado
tradicional e uma relação com as novas formas de música que
estavam a aparecer . Ou seja, se a música fosse outra não era o
mood da cena que mudava, era a personagem.

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A montagem paralela tem muito peso ao longo de toda a
narrativa, sendo que os segmentos simultâneos podem ter uma
relação ou não: se têm normalmente marcam-se e significam o
acaso, a falta e impossibilidade de respostas que confiram um
sentido á vivência de Larry. A cena anteriormente referida é cortada
com Larry a fazer exames médicos, o barulho típico das máquinas
adquire uma força quase musical que reforça uma ideia de tensão
entre os dois segmentos que acaba por contrapor o comportamento
real de Danny e a ideia de daí a duas semanas este irá ser Bar
Mitzvahed, ou seja, irá passar para a idade adulta. Culmina nos
alunos a acordarem da aula, numa pequena revolta contra o
professor. A verdade é que por os exames de Larry estão filmados /
montados e sonorizados desta forma tensa o espectador duvida que
esteja realmente tudo bem, o que se confirma pelo telefonema do
médico no final do filme.

A falta de atenção dos alunos volta a ser significante quando


assistimos a uma pequena cena da aula de Larry, repare-se que
ouvimos um ruído eléctrico não identificável que parece descrever a
própria consciência dos alunos que não estão nem a partilhar o
entusiasmo do professor nem a perceber a matéria. Esta cena serve
para introduzir um dos muitos problemas que vão marcar a vida do
protagonista - Clive. O som do giz, os passos de Larry e o ruído
conferem uma musicalidade á cena, que dá a entender a atitude do
conjunto dos alunos face ao professor e vice-versa. Quando a cena
muda e vemos Larry a entrar no seu escritório com Clive ouvimos
sons que associamos á época – o tipo de som dos telefones, que
estão sempre a tocar insistentemente (algo que também marca a
nossa época) e as máquinas de escrever.

A primeira vez que a música que vai ser associada a Larry


aparece quando este chega a casa do trabalho. O facto de a música
estar presente quando Larry olha o vizinho retira a normalidade á
cena e, ao prolongar-se parece estar a premeditar o que vai

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acontecer: a revelação de Judith face a Sy e ao divórcio. A vida do
protagonista está definitivamente destabilizada. Durante esta
conversa ouvem-se os grilos bastante bem, quase como se
estivessem dentro de casa: a vida de todos os dias continua na
normalidade excepto para Larry. Começa-se a perceber a solidão do
protagonista pela música, que tem um carácter dramático e cíclico,
que isola o protagonista e confere um tom aos seus olhares.
Impede-nos de rir de certas situações sem que pensemos nelas.
Esta sensação de isolamento evolui com o crescente ambiente de
normalidade: os grilos, o bater á porta da casa de banho da filha do
casal assim como o grito habitual de Arthur “out in a minute”. Para
além de conferir uma espécie de representação do estado de
espírito / consciência de Larry, a música premedita quais vão ser os
elementos que o vão perturbar ou complicar a sua vida. Quando
Larry está a dormir em com a cabeça encostada á mesa, vemos
Arthur pela primeira vez, a beber com dificuldade alguma coisa que
tira do frigorífico. A música está presente nesta primeira
aproximação a uma personagem sem lugar, confusa, solitária e
doente e prolonga-se até á cena seguinte, de manhã quando Larry
chega á escola e recebe dois recados que significam dois
problemas.

Entretanto Danny está a estudar o Torah e por isso a ouvir e


cantar Yossele Rosenblatt, ouve por obrigação e não por gosto a
música tradicional e religiosa associada ao judaísmo. Isto vai rimar e
contrariar a atitude do seu pai que ouve música cantada em
Yiddish, ou seja, música judaica, mas que desconhece o que é um
get – ritual judaico associado ao divórcio. Mas o seu momento é
perturbado pelos barulhos da máquina de Arthur e, de seguida, pelo
toque da campainha. Aqui aparece pela primeira vez Sy, com uma
atitude completamente surrealista. Larry tenta ser um homem sério
no meio da turbulência. Quando vai arranjar a antena a música
volta a preceder um acontecimento, conferindo complexidade ao
olhar da personagem de maneira a que, como já foi dito, se refira ou

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dê a entender o conflito interior da personagem. Ou seja, Larry
tenta ser sério quando tudo parece levantar mais um problema, até
o vizinho do lado. Conseguimos ler a estranheza do olhar e, com a
música, sentimo-lo como perdido e isolado naquele meio já que esta
lhe confere uma singularidade e uma humanidade que nos
aproxima da personagem. É importante pensar que este filme
expõe problemas quotidianos e comuns – é a partir da percepção da
dificuldade de Larry em se manter estável, ponderado e, repito,
sério, que se inicia o processo de empatia entre o espectador e o
filme. Exactamente porque essa dificuldade acaba por ter um
carácter comum e um tanto generalizante. Enquanto Larry está no
telhado a tentar arranjar a antena olha para fora de campo e inicia-
se uma música que dá a entender que o que chamou a sua atenção
é algo de bom / fascinante e, por isso, temos uma interpretação da
sua expressão em função da interpretação inconsciente da música.
Vemos a mulher ao longe, da perspectiva de Larry, mas ouvimos o
cigarro que esta está a fumar muito perto. A personagem torna-se
assim mais presente, envolve-nos como envolveu e fascinou Larry.
O som da sintonização da antena volta um momento antes de Larry
cair, indicando tanto um semi estado de loucura como um êxtase
alucinatório. Esta ideia que marca o final da sequência rima com a
caracterização da personagem de Mrs. Samsky que exerce fascínio
em todos os homens (Arthur, mesmo estando escoltado pela polícia
cumprimenta-a atrapalhadamente). Quando Larry entra em casa de
Mrs Samsky todo o ambiente é sedutor, reinam as cores quentes e a
música diegética é convidativa, sedutora e intimista – “combina”
com o espaço e choca com o tipo de música que Larry costuma
ouvir. O facto de Mrs Samsky começar e oferecer erva não choca
minimamente – até se pode dizer que quase estamos á espera
dalguma coisa deste estilo.

Voltamos a ouvir Yossele Rosenblatt numa situação


extremamente irónica. Enquanto ouvimos a música vemos um filme

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de ficção cientifica que está a dar numa televisão. De seguida
ouvimos Danny e a irmã aos gritos por causa de 20 dólares. A
câmara afasta e mostra-nos o quarto de Danny, os dois irmãos e,
uns momentos depois, a entrada de Larry. O facto de Danny estar a
estudar com a televisão ligada num filme deste cariz volta a
reforçar uma ideia de desconexão entre os interesses da
personagem e a religião. Os valores religiosos não aparecem a não
ser como uma máscara frágil, que lhe transmitem pouco significado
e que não interferem com a pessoa que ele é. Aliás a cena seguinte
comprova-o: vemo-lo com outro amigo da escola hebraica a
fumarem droga enquanto se ouve uma música de rock psicadélico:
algo muito típico da cultura dos anos 60.

Entretanto a vida do protagonista vai-se complicando cada


vez mais: Clive e pai fazem uma pressão monetária e ameaçadora
para que o aluno passe, tem de pagar ao advogado quando não tem
muito dinheiro, tem problemas no emprego, o Rabi não lhe
consegue dar uma resposta para o porque de tantos problemas e
está a viver num motel com Arthur, que ressona profundamente
impedindo-o de dormir. Num outro momento de montagem
paralela, a música que Larry costuma ouvir está sempre presente,
mas, desta vez, de forma não diegética. Este momento, em que
vemos Larry e Sy a entrarem cada um no seu carro é
particularmente importante: vemos o cansaço de Larry na
expressão e na perda de estribeiras quando vê Clive. Associamos
também Sy a um dos seus principais problemas e percebemos que
foi este que despoletou todo o distúrbio na vida habitual do
protagonista. Por isso é que é importante estar presente uma
música que também já associamos a Larry no acidente, que não
vemos mas pressentimos, de Sy. No de Larry, o facto de a música
ser calma e continuar sem interrupções ou sem mudanças funciona
de forma dramática, ajuda a transmitir a exaustão do protagonista
no meio do mundo normal, que o faz reagir de forma não ponderada

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quando vê Clive na rua. O facto de os dois acidentes terem ocorrido
no mesmo espaço de tempo – outra aspecto dado pela música, que
ajuda a manter o espaço temporal coeso, reforça a ideia de acaso e
aleatoriedade dos acontecimentos e da nossa própria vida. É
escusado procurar respostas para tudo, as coisas acontecem isentas
de um sentido. O facto de lhe telefonarem da Columbia Record
Club a exigir um pagamento (que associamos imediatamente a
Danny) depois do acidente é mais um elemento que reforça a ideia
de exaustão de Larry, que continua a manter-se sério ao mesmo
tempo que é bombardeado com cada vez problemas.

Larry vai consultar um outro Rabi depois do acidente, para lhe


perguntar o que estará Hashem a dizer com a morte de Sy, que
acontecem no momento exacto em que o protagonista teve o
acidente. Este Rabino responde-lhe com uma história mirabolante,
em que um dentista encontrava um código nos dentes de um
paciente e que achou que seria Deus a falar com ele. Durante todo
o processo de procurar significados e mais mensagens, não
conseguia dormir ou viver para outra coisa, até ao momento em
que deixou de procurar e voltou a viver. O que está em causa nesta
história é exactamente a falta inata de sentido dos acontecimentos,
sendo que a procura das respostas é inútil. Durante a sequência em
que nos é ilustrada esta história está presente a música Machine
Gun de Jimi Hendrix. O que me parece é que esta música está
presente porque, mais uma vez, inscreve mais uma vez o filme num
tempo, e confere um ritmo á sequência que acaba por a tornar
divertida e ainda mais insólita.
Avançando um pouco para quando Larry está a dar uma aula
em que Sy está presente (pelo que imediatamente percebemos que
estamos a assistir a um sonho). Sy levanta-se e atira Larry contra o
quadro: o que acontece a nível sonoro é uma “explosão” de
reverberação o que torna a cena emocionalmente mais pesada para
além de criar “musicalmente” o ambiente onírico. Neste ponto o

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som reforça a imagem, acompanhando tardiamente mas
genialmente o que já estava explícito. O tratamento sonoro deste
final de segmento vai jogar com o real na medida em que, quando
Larry acorda, ouvimos a máquina completamente exaustiva e
cansativa de Arthur. O descontrolo de Larry aparece com um estado
absolutamente justificado; a insuportabilidade e o cansaço instalam-
se no próprio espectador numa espécie de osmose doentia.
Larry tenta ter uma entrevista com Marska, um Rabino que é
sempre mencionado quase como se fosse um mito. A tentativa não
dá em nada porque como explica a Secretária de Marska este está
muito ocupado a pensar. Quando ela entra para lhe perguntar se
atende ou não Larry vemos o seu escritório, que parece uma sala de
um mágico, o que combina com o seu aspecto. Ouve-se o relógio e
os passos reverberantes e pesados da Secretária – tudo combina
para a irrealidade do lugar, desde o silêncio pesado e místico do
escritório (onde o espectador não entra) até á voz masculina
daquela mulher. O que acontece é qualquer coisa como uma
ridicularização da inacessibilidade da tradição que, á primeira vista,
parece um forte fechado e não um lugar de apoio. Aliás o próprio
som que é construído no título que apresenta Marshak é em tudo
surreal e mágico.

Os sonhos são um elemento que passa a ter cada vez mais


preponderância no filme: relacionam-se directamente com a vida e
com as angustias de Larry que não parecem ter fim. Embora
tenham um carácter surreal, são, na maioria dos casos tratados de
forma realista (como também acontece quando Larry sonha ter
relações com Mrs Samsky ao som de Jefferson Aeroplane). Um
caso que me parece importante a nível sonoro acontece quando
Larry e Arthur estão no carro, sendo que vemos uma placa que
indica Canadá. Começamos por ouvir o tema musical que já
associamos de imediato a Larry e vemos uma paisagem
paradisíaca. A música começa a mudar e a tornar-se cada vez mais

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“mágica”, indica felicidade, quase como se estivéssemos prestes a
ver um final feliz típico dos filmes infantis. Larry dá dinheiro a Arthur
para que este inicie uma boa vida no Canadá, para onde vai num
barquinho a remos - algo que também só seria possível num filme
que estivesse desprendido do real, o que não é o caso. A música
continua a conferir um carácter maravilhoso ou encantado á cena
até que o vizinho de Larry atira sobre Arthur e o mata, apontando
de seguida para Larry que acorda com um berro.

Finalmente chega o dia da cerimónia de Bar Mitzvahed para


Danny. O que acontece é que Danny fuma erva com um amigo
antes de ir para a cerimónia e, a diferença entre o seu estado e o
estado geral é dado desde logo pela audição. Primeiro, antes da
câmara enquadrar Danny, ouvimos a música normalmente. Quando
vemos Danny no centro do enquadramento passamos a ter acesso
ao seu tipo de percepção, tanto visual como sonoro. Ouvimos a
música com um eco e vemos tudo distorcido. Depois de se levantar
e se dirigir ao seu lugar de leitura do Torah tudo piora. Os sons
ganham um carácter alucinatório, quase não se percebe quais as
suas fontes, os silêncios passam a estar preenchidos por
zumbidos...

Danny vai ver Marska. O ambiente fantástico anteriormente


referido é repetido e reforçado por um registo musical também
fantástico. Tal como no sonho de Larry com Arthur a música faz
qualquer coisa como uma auto-paródia, é fantástica e surreal, como
se esta sequência pertencesse ao Harry Potter. O relógio ecoa
fortemente, os objectos são estranhos, como se pertencessem a um
alquimista. Este efeito de tradição e magia é quebrado quando
Marska cita a somebody to love e diz todos os nomes dos músicos
da banda. Torna-se no expoente do non sense, parodiando toda a
situação até agora. Mais do que isso: não me parece pertinente
procurar um sentido nesta citação e, como todo o filme parece
imanar a falta de sentido dos acontecimentos que marcam o

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quotidiano, esta situação passa a bazer todo o sentido para o
espectador.

Conclusão

O filme acaba mais ou menos como começou: em montagem


paralela entre Danny e o pai, sendo que Danny está na aula com o
mesmo professor do início, a ouvir música e a tentar pagar a Fagle,
enquanto Larry está no escritório a receber uma conta exorbitante
do advogado. A música de Larry entra na escola mas cresce quando
o plano troca e voltamos a ver Larry no escritório a olhar para a
conta e para a nota negativa de Clive. O professor avisa, não em
hebraico mas em inglês, que está a acontecer uma tempestade e
que todos devem ir para a Sinagoga; Larry, depois de muito olhar
para a nota decide muda-la. Até agora já tínhamos ouvido o

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telefone a tocar mas só quando Larry muda a nota de Clive (onde a
música fica pendente num só registo para criar tensão) é que
ouvimos o telefone mais alto sendo que a escala do plano muda e a
música termina. Este toque do telefone é como o culminar da
tensão e, por isso, o espectador consegue não estar á espera de
nada de bom. O espaço da acção muda novamente para a escola,
onde os alunos já estão no exterior. A música de Larry recomeça
aqui. No entanto, quando o espaço muda outra vez para o escritório
não existe música. Só depois do segundo toque do telefone é que
recomeça. Parece que Larry está em suspenso, sem pensar em
nada mas com medo de atender. Aqui sabemos que os exames que
este havia feito no início do filme revelam algo de mau, ao ponto de
o médico o querer ver imediatamente – a vida de Larry parece não
ter solução. O filme termina com o auscultador de Danny focado e a
somebody to love a tocar, tal como no início, enquanto um
furacão se aproxima. Não me arrisco a tentar encontrar uma
explicação mirabolante para este final, apenas posso corroborar a
minha ideia de que a tradição caiu e o sentido da vida não existe.
Para além disso, sentimos uma espécie de alívio por Larry.

A música é responsável por muitas das conclusões a que


chegamos, comporta em si subtilezas que transformam este filme
numa comédia extremamente inteligente ao mesmo tempo que
transmite drama e tensão. Notoriamente, esta banda sonora não é
um acessório, o seu carácter não naturalista torna-a predominante
e “audível”, sendo que ignora-la é ignorar o próprio filme em si.

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