Anda di halaman 1dari 59

PAPER FIBRAS ÓPTICAS

FIBRAS ÓPTICAS
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Introdução

Este curso tem o objetivo de apresentar os principais componentes de redes locais em fibras ópticas, bem como a
composição sistêmica destas.

As comunicações ópticas não constituem um privilégio deste século. Desde cedo, o homem soube aproveitas as
fontes luminosas existentes para fins de comunicações à longa distância. O Sol serviu como base para os primeiros
sistemas de comunicações ópticas conhecidos. As distâncias eram limitadas pela sensibilidade dos receptores
ópticos disponíveis na época, os olhos humanos.

Em 1910, os alemães Hondros e Debye realizaram a primeira análise teórica completa sobre a propagação
eletromagnética em cilindros dielétricos. Em 1930, o alemão Lamb desenvolveu as primeiras experiências de
transmissão de luz em fibras de vidro.

Os altos níveis de perdas de potência luminosa apresentada na época pelas fibras de vidro restringiram sua
aplicação a distâncias muito curtas. Com a invenção do laser em 1958 e sua primeira utilização em 1960, os
esforços de pesquisa e desenvolvimento em comunicações ópticas tiveram um novo impulso.

Os primeiros sistemas de transmissão com fibras ópticas começaram a ser instalados no campo, testados e
operados, a partir de 1976. Estes primeiros sistemas operavam na janela de 850 nm. Esses sistemas proliferaram
nos EUA, Japão e Europa, e eram baseados na utilização de diodos laser (LED), fotodiodos PIN e APD com fibras
multimodo, apresentando atenuação da ordem de 3 a 6 dB/Km.

A segunda geração de sistemas ópticos se utilizava de fibras multimodo e operava na janela de 1300 nm. Esses
sistemas foram implantados na maior parte dos países desenvolvidos no período de 1980-1981. Essa geração de
sistemas continua a ser implantada até hoje em alguns países.

A terceira geração de sistemas ópticos inicia-se em 1984 e caracteriza-se pela introdução das fibras monomodo
operando na janela de 1300 nm. Esses sistemas, como apresentavam baixa dispersão, permitiram que se pudesse
transmitir dados em altas velocidades (800 Mbps) com distâncias de até 40 Km.

Vários sistemas experimentais operando com fibras monomodo na janela de 1550 nm, foram considerados os
precursores da quarta geração de sistemas de comunicações ópticas. Eram implantados sistemas com alcances
de até 102 Km com taxa de transmissão de 140 Mbps.

Hoje em dia já existem sistemas experimentais operando com capacidade de até 40 Gbps, o que se apresentava
inimaginável até a concepção da Quarta geração de sistemas ópticos. Para tanto são utilizadas técnicas de
aproveitamento da capacidade da fibra, como por exemplo WDM.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

1 CARACTERÍSTICAS DA LUZ ...................................................................................................................................................................................... 5


1.1 Física Clássica ................................................................................................................................................................................................. 5
1.2 Teoria Eletromagnética ................................................................................................................................................................................... 5
1.3 Física Quântica ................................................................................................................................................................................................ 6
2 ONDAS ...................................................................................................................................................................................................................... 7
2.1 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO.............................................................................................................................................................. 7
2.2 ÍNDICE DE REFRAÇÃO ................................................................................................................................................................................ 8
2.2 REFLEXÃO E REFRAÇÃO ............................................................................................................................................................................ 8
2.3 RAIOS DE LUZ................................................................................................................................................................................................ 9
2.4 ÂNGULO CRÍTICO E REFLEXÃO INTERNA TOTAL................................................................................................................................ 9
3 COMPONENTES ÓPTICOS ........................................................................................................................................................................................ 11
3.1 Fibra Óptica ................................................................................................................................................................................................... 11
3.2 Tipos de Fibras Ópticas................................................................................................................................................................................. 12
3.3 Fibra de Índice degrau (step index) .............................................................................................................................................................. 13
3.4 Fibra de Índice gradual (graded index)........................................................................................................................................................ 13
3.5 Fibra Monomodo ........................................................................................................................................................................................... 14
3.6 Estrutura Física Básica.................................................................................................................................................................................. 15
3.7 Propagação ................................................................................................................................................................................................... 15
3.8 Abertura Numérica......................................................................................................................................................................................... 16
3.9 Perfil de Índice de Refração .......................................................................................................................................................................... 16
3.10 Característica das Perdas nas Fibras Ópticas........................................................................................................................................... 17
3.11 Emissores Ópticos........................................................................................................................................................................................ 17
3.12 LED............................................................................................................................................................................................................... 17
3.13 Diodo Laser.................................................................................................................................................................................................. 18
3.14 Receptores Ópticos....................................................................................................................................................................................... 18
3.15 Componentes Passivos................................................................................................................................................................................. 18
3.15.1 Conectores....................................................................................................................................................................................................................... 18
Conectores Tipo SC ................................................................................................................................................................................................................... 19
3.15.2 Emendas .......................................................................................................................................................................................................................... 19
3.15.3 Acopladores..................................................................................................................................................................................................................... 20
3.15.4 Filtros Ópticos ................................................................................................................................................................................................................. 20
3.15..5 Comutadores Ópticos..................................................................................................................................................................................................... 20
4 CARACTERÍSTICAS DE TRANSMISSÃO DA FIBRA ÓPTICA ....................................................................................................................................... 22
4.1 Atenuação ....................................................................................................................................................................................................... 22
4.2 Absorção......................................................................................................................................................................................................... 22
4.3 Espalhamento ................................................................................................................................................................................................. 22
4.4 Deformações Mecânicas................................................................................................................................................................................ 23
4.5 Dispersão........................................................................................................................................................................................................ 24
4.6 Dispersão Modal............................................................................................................................................................................................ 24
4.7 Dispersão Cromática ..................................................................................................................................................................................... 24
4.8 Dispersão Material ........................................................................................................................................................................................ 25
4.9 Dispersão de guia de onda ............................................................................................................................................................................ 25
4.10 Conclusão ..................................................................................................................................................................................................... 25
5 MÉTODOS DE FABRICAÇÃO DAS FIBRAS ÓPTICAS.................................................................................................................................................. 26
5.1 Fabricaçào de fibras de sílica pura............................................................................................................................................................... 26
5.1.1 MCVD (MODIFICATED CHEMICAL VAPOUR DEPOSITION) ........................................................................................................................... 26
5.1.2 PCVD (PLASMA CHEMICAL VAPOUR DEPOSITION)......................................................................................................................................... 27
5.1.3 OVD (OUTSIDE VAPOUR DEPOSITION)................................................................................................................................................................. 27
5.1.4 VAD (VAPOUR AXIAL DEPOSITION)...................................................................................................................................................................... 28
5.1.4 Puxamento......................................................................................................................................................................................................................... 29
5.2 Fabricaçào de fibras de vidro composto....................................................................................................................................................... 30
5.2.1 Método Rod-in-tube.......................................................................................................................................................................................................... 30
5.2.1 DOUBLE CRUCIBLE (DUPLO CADINHO)............................................................................................................................................................... 30
5.3 Fabricaçào de fibras de plástico ................................................................................................................................................................... 31
5.4 Cabos Ópticos ................................................................................................................................................................................................ 31
5.4.1 CONSTRUÇÃO DE CABOS ÓPTICOS....................................................................................................................................................................... 31
5.4.1.1 ESTRUTURA TIGHT (ADERENTE) ........................................................................................................................................................................ 32
5.4.1.2 ESTRUTURA LOOSE (NÃO ADERENTE) ............................................................................................................................................................. 32
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

5.5 Teste de Atenuação Espectral........................................................................................................................................................................ 33


5.5.1 Teste de Atenuação de Inserção ....................................................................................................................................................................................... 34
5.5.2 Teste de Atenuação por retroespelhamento ..................................................................................................................................................................... 34
5.6 TESTE DE LARGURA DE BANDA.............................................................................................................................................................. 35
5.7 TESTE DE Abertura Numérica ..................................................................................................................................................................... 38
5.8 TESTE do perfil de índice de refração.......................................................................................................................................................... 39
5.9 Instalação de Cabos....................................................................................................................................................................................... 39
5.10 Confecção de Emendas................................................................................................................................................................................ 39
5.10.1 Emenda por Fusão........................................................................................................................................................................................................... 39
5.10.2 Emenda Mecânica........................................................................................................................................................................................................... 40
5.11 Conectores.................................................................................................................................................................................................... 40
5.12 Tipos de Fontes Ópticas............................................................................................................................................................................... 43
5.12.1 Laser ................................................................................................................................................................................................................................ 44
6 SISTEMAS E REDES LOCAIS .................................................................................................................................................................................... 48
6.1 Sistemas de Comunicação de Dados Ponto-a-Ponto................................................................................................................................... 48
6.2 Redes Locais................................................................................................................................................................................................... 50
6.2.1 Arquiteturas ....................................................................................................................................................................................................................... 50
6.2.2 Topologias ......................................................................................................................................................................................................................... 51
6.2.3 Tecnologia ......................................................................................................................................................................................................................... 52
6.2.4 Metodologia de Projeto..................................................................................................................................................................................................... 53
6.2.5 Padrões............................................................................................................................................................................................................................... 55
7 PROPRIEDADES ....................................................................................................................................................................................................... 56
8 PADRÕES ................................................................................................................................................................................................................. 58
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

1
Características da Luz

A natureza da luz sempre foi um dos temas que sempre chamaram a atenção dos grandes cientistas da
humanidade. Desde a antigüidade (300 a. C.) com Euclides até Einstein e Planck, no séc. XX. Hoje em dia, duas
teorias que explicam a natureza da luz são aceitas: a teoria corpuscular (teoria eletromagnética) e a teoria
ondulatória (física clássica). Na teoria ondulatória, a luz é tratada como sendo campos eletromagnéticos oscilantes
propagando-se no espaço. Essa teoria explica fenômenos como reflexão, refração, difração, etc. Na teoria
corpuscular, a luz é tratada como sendo pacotes de energia chamados fótons. Essa teoria explica fenômenos como
o efeito Compton e o desvio do raio luminoso ao passar perto de corpos celestes.

A velocidade da luz no vácuo pode ser considerada como sendo 300000 km/s, o que nos dá um erro menor que
0,1 %.

A rigor, luz é a radiação eletromagnética visível para o olho humano, com comprimento de onda variando de 400 à
700 nm. Normalmente este termo é aplicado à radiação eletromagnética com propriedades similares às da luz
visível, incluindo a radiação próxima ao infravermelho invisível na maioria dos sistemas de comunicações de fibras
ópticas.

Dependendo da aplicação, o fenômeno da luz pode ser modelado de diferente formas. Isso não significa que
existem várias formas de comportamento da luz, significa que ela apresenta diferentes fenômenos em cada tipo de
modelamento.

Os princípios de propagação de luz aqui introduzidos têm por objetivo dar um embasamento mínimo para um
embasamento da tecnologia de fibras ópticas, dentro do contexto de suas aplicações em sistemas de
comunicações.

1.1
Física Clássica

A teoria de raios da óptica geométrica permite visualizar, satisfatoriamente, o fenômeno físico de propagação
luminosa em fibras ópticas de um modo geral.

A relação entre a velocidade da luz no vácuo e velocidade da luz num meio qualquer define o índice de refração do
meio em questão. Dessa forma, meios dielétricos mais densos correspondem a velocidades de propagação
menores e vice-versa. A propagação da luz numa interface de dielétricos com índices de refração diferentes
experimenta os fenômenos de reflexão e refração. O raio incidente na interface, além de parcialmente refletido, é
refratado segundo a Lei de Snell dada por:

n2 / n1 – sen θ1 / sen θ2

Quando a refração ocorre na passagem da luz de um meio dielétrico mais denso para um meio dielétrico menos
denso, o ângulo do raio refratado á sempre maior que o ângulo do raio incidente. Nesse caso existe uma situação
limite para a refração onde um raio incidente com um determinado ângulo, menor que 90°, conhecido como ângulo
crítico, implica um raio refratado que se propaga paralelamente na interface entre os dois dielétricos. Qualquer raio
incidente com ângulo superior ao ângulo crítico não será mais refratado, mas refletido totalmente. Esse efeito de
reflexão interna total é o mecanismos básico de propagação da luz em fibras ópticas.

1.2
Teoria Eletromagnética

Os conceitos da óptica geométrica não são suficientes quando todos tipos de fibras são considerados. Isso porque
a teoria de raios corresponde apenas a uma aproximação dos princípios de operação da fibra óptica. Uma
explicação mais rigorosa desses princípios deve ser feita através da teoria de ondas eletromagnéticas desenvolvida
a partir das equações de Maxwell.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

A partir do modelamento da luz como uma onda eletromagnética, a luz apresenta relações diretas entre seu
comprimento de onda, sua freqüência e velocidade como segue:

C=λf

Os modos de propagação das ondas eletromagnéticas também é determinado a partir da solução das equações de
Maxwell. Não é o escopo desse curso aprofundas o conhecimento da teoria das propagação de ondas
eletromagnéticas, portanto só entraremos em maiores detalhes desse modelamento quando for estritamente
necessário.

1.3
Física Quântica

Ao estudar a radiação eletromagnética devida aos átomos de sódio aquecido, Max Planck, em 1901, introduziu um
novo conceito, obtendo excelente correlação experimental. A hipótese de Planck foi muito simples: a energia
eletromagnética somente pode existir em quantidades múltiplas de um valor mínimo chamado quantum, que é
proporcional à freqüência da energia eletromagnética.

E=hf

Onde h é a constante de Planck e h = 6,6 10-34 JS.

Essa teoria é utilizada como base para o projeto de transmissores e receptores ópticos. Maiores detalhamentos
exigem um conhecimento bastante aprofundado de física, o que não é pré-requisito nem objetivo deste curso.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

2
Ondas

Onda é a manifestação de um fenômeno físico no qual uma fonte perturbadora fornece energia a um sistema e
essa energia desloca-se através de pontos desse sistema. Observemos a propagação de um impulso numa corda
para melhor entendermos esse conceito.

Cabe ressaltar que não é a onda que se movimenta mas a energia fornecida pela mão (fonte perturbadora).
Existem três tipos de ondas quanto à direção de propagação:

• Unidimensionais
• Bidimensionais
• Tridimensionais

Cabe ressaltar também que dependendo do meio sob o qual a energia propaga-se, temos uma velocidade de
propagação correspondente. Ondas harmônicas são tipos de ondas cuja fonte perturbadora executa um movimento
uniforme. O comprimento de onda é o período espacial correspondente ao período temporal T. Conhecendo-se a
velocidade de propagação podemos caracterizar uma onda através da freqüência ou do comprimento de onda
(v=λ.f).

2.1
ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

2.2
ÍNDICE DE REFRAÇÃO

Grandeza que expressa a velocidade que a luz possui num determinado meio de transmissão. É definido por
n=c/v, onde
• c é a velocidade da luz no vácuo
• v é a velocidade da luz no meio em questão
Cabe salientar que o índice de refração depende do comprimento de onda da luz, o que, nas fibras ópticas, irá
provocar a dispersão do impulso luminoso, limitando a capacidade de transmissão de sinais. Esse efeito explica a
experiência de Newton da decomposição da luz branca através de um prisma, como também a formação do arco-
íris. Exemplos: vácuo n=1,0; água n=1,3; vidro n=1,5; diamantes n=2,0.

2.2
REFLEXÃO E REFRAÇÃO

Quando uma onda incide numa superfície de separação de dois meios de índice de refração diferentes, com uma
certa inclinação, uma parcela da energia atravessará a superfície e propagará através do meio de transmissão,
enquanto que outra parcela refletirá na superfície, continuando no meio incidente.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Ao passar para o meio de transmissão, a onda sofre um desvio de sua direção natural regido pela lei de Snell
(ni.senθi=nt.senθt).

2.3
RAIOS DE LUZ

Podemos, por simplicidade, representar a luz indicando apenas a sua direção de propagação utilizando os raios de
luz.

2.4
ÂNGULO CRÍTICO E REFLEXÃO INTERNA TOTAL

Quando um raio de luz muda de um meio que tem índice de refração grande para um meio que tem índice de
refração pequeno a direção da onda transmitida afasta-se da normal (perpendicular). A medida que aumentamos o
ângulo de incidência i, o ângulo do raio refratado tende a 90o. Quando isso acontece, o ângulo de incidência recebe
o nome de ângulo crítico. Uma incidência com ângulo maior do que este sofre o fenômeno da reflexão interna total.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

3
Componentes Ópticos

3.1
Fibra Óptica

A fibra óptica, por sua vez, corresponde ao meio onde a potência luminosa, injetada pelo emissor de luz, é guiada e
transmitida até o fotodetetor. Formada por um núcleo de material dielétrico e por uma casca também de material
dielétrico com índice de refração ligeiramente inferior ao do núcleo, a fibra permite a propagação da luz por
reflexões sucessivas. Essa estrutura básica da fibra é envolvida por encapsulamentos plásticos de proteção
mecânica e ambiental, formando o cabo óptico que pode conter uma ou mais fibras.

Existem duas classes principais de fibras ópticas: as monomodo e as multimodo. As fibras monomodo de
dimensões menores e maior capacidade de transmissão, possuem um único modo de propagação, transmitindo
apenas o raio axial. As fibras multimodo, por seu lado, possuem vários modos de propagação e, de acordo com
com o perfil da variação de índices de refração da casca com relação ao do núcleo, classificam-se em: índice
degrau e índice gradual. Dentre as fibras multimodo, as de índice gradual apresentam desempenho superior à de
índice degrau.

A atenuação em fibras ópticas é causada por múltiplas fontes, desde as perdas por absorção intrínseca ao material
que compõe a fibra, até as perdas devidas à imperfeição de sua fabricação. Composta basicamente por sílica e
dopantes semicondutores, as fibras ópticas se caracterizam pela existência de regiões espectrais onde a atenuação
é mínima. Essas regiões, conhecidas como janelas de transmissão, situam-se em torno dos seguinte comprimentos
de onda: 850 nm, 1300 nm e 1550 nm.

Cabos Ópticos para redes Locais


PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Cordão Monofibra

Uma fibra óptica é um capilar formado por materiais cristalinos e homogêneos, transparentes o bastante para guiar
um feixe de luz (visível ou infravermelho) através de um trajeto qualquer. A estrutura básica desses capilares são
cilindros concêntricos com determinadas espessuras e com índices de refração tais que permitam o fenômeno da
reflexão interna total. O centro (miolo) da fibra é chamado de núcleo e a região externa é chamada de casca. Para
que ocorra o fenômeno da reflexão interna total é necessário que o índice de refração do núcleo seja maior que o
índice de refração da casca. Os tipos básicos de fibras ópticas são:

• fibra de índice degrau


• fibra de índice gradual
• fibra monomodo

3.2
Tipos de Fibras Ópticas

As FO costumam ser classificadas a partir de suas características básicas de transmissão, ditadas essencialmente
pelo seu perfil de índices de refração e pela sua habilidade de propagar um ou mais modos de propagação. Com
implicações principalmente na capacidade de transmissão e nas facilidades operacionais em termos de conexões e
acoplamento com fontes e detetores luminosos, resultam dessa classificação básica os seguintes tipos de FO:

• Multimodo índice degrau

• Facilidade de fabricação

• Facilidades operacionais

• Capacidade de transmissão limitada

• Muiltimodo índice gradual

• Complexidade média de fabricação

• Conectividade relativamente simples

• Alta capacidade de transmissão

• Monomodo

• Conectividade dificultada
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

• Capacidade de transmissão bastante superior às multimodo

• Este tipo de FO com perfis de índices de refração diferentes do degrau têm implicações importantes quanto
às características de transmissão, nesse caso estão as fibras com dispersão deslocada e de dispersão
plana.

3.3
Fibra de Índice degrau (step index)

Este tipo de fibra foi o primeiro a surgir e é o tipo mais simples. Constitui-se basicamente de um único tipo de vidro
para compor o núcleo, ou seja, com índice de refração constante. O núcleo pode ser feito de vários materiais como
plástico, vidro, etc. e com dimensões que variam de 50 a 400 µm, conforme o tipo de aplicação.

A casca, cuja a função básica de garantir a condição de aguiamento da luz pode ser feita de vidro, plástico e até
mesmo o próprio ar pode atuar como casca (essas fibras são chamadas de bundle).

Essas fibras são limitadas quanto à capacidade de transmissão. Possuem atenuação elevada (maior que 5 dB/km)
e pequena largura de banda (menor que 30 MHz.km) e são utilizadas em transmissão de dados em curtas
distâncias e iluminação.

A. Aplicações para grande largura de banda (350 Ghz-1991)


B. Baixas perdas: tipicamente 0,3 dB/km até 0,5 dB/Km ( 1300 nm), e 0,2 dB/km ( 1550 nm)
C. Área do diâmetro do Campo modal de 10 mícrons
D. Diâmetro Externo de Revestimento de 125 mícron
E. Custos superiores para conectores, emendas, equipamentos de teste e transmissores/ receptores

F. Transmite um modo ou caminho de luz


G. Transmite em comprimento de onda de 1300 e 1550 nm
H . Fabricada em comprimento de até 25Km
I . Sensível a dobras (curvaturas).

3.4
Fibra de Índice gradual (graded index)

Este tipo de fibra tem seu núcleo composto por vidros especiais com diferentes valores de índice de refração, os
quais temo o objetivo de diminuir as diferenças de tempos de propagação da luz no núcleo, devido aos vários
caminhos possíveis que a luz pode tomar no interior da fibra, diminuindo a dispersão do impulso e aumentando a
largura de banda passante da fibra óptica.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

A variação do índice de refração em função do raio do núcleo obedece à seguinte equação:


n(r)=n1.(1-(r/a)α.∆), onde

• n(r) é o índice de refração do ponto r


• n1 é o índice de refração do núcleo
• r é a posição sobre o raio do núcleo
• α é o coeficiente de optimização
• ∆ é a diferença entre o índice de refração da casca e do núcleo

Os materiais tipicamente empregados na fabricação dessas fibras são sílica pura para a casca e sílica dopada para
o núcleo com dimensões típicas de 125 e 50 µm respectivamente. Essas fibras apresentam baixas atenuações (3
db/km em 850 nm) e capacidade de transmissão elevadas. São, por esse motivo, empregadas em
telecomunicações.

A. Largura de Banda da ordem de1500 Mhz-Km


B. Perdas de 1 a 6 dB/Km
C. Núcleos de 50/ 62/ 85/ 100 mícrons (Padrões CCITT)
D. Diâmetro Externo do Revestimento de 125 e 140 mícrons
E. É eficaz com fontes de laser e LED
F. Componentes, equipamentos de teste e transmissores/ receptores de baixo custo
G. Transmite muitos modos (500+-) ou caminhos de luz, admite muitos modos de propagação
H. Possui limitação de distância devido às altas perdas e dispersão modal.
I. Transmite à 820-850 e 1300 nm.
J. Fabricadas em comprimentos até 2,2 Km

3.5
Fibra Monomodo

Esta fibra, ao contrário das anteriores, é construída de tal forma que apenas o modo fundamental de distribuição
eletromagnética (raio axial) é guiado, evitando assim os vários caminhos de propagação da luz dentro do núcleo,
consequentemente diminuindo a dispersão do impulso luminoso.

Para que isso ocorra, é necessário que o diâmetro do núcleo seja poucas vezes maior que o comprimento de onda
da luz utilizado para a transmissão. As dimensões típicas são 2 a 10 µm para o núcleo e 80 a 125 µm para a casca.
Os materiais utilizados para a sua fabricação são sílica e sílica dopada.

São empregadas basicamente em telecomunicações pois possuem baixa atenuação (0,7 dB/km em 1300 nm e 0,2
dB/km em 1550 nm) e grande largura de banda (10 a 100 GHz.km).
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

3.6
Estrutura Física Básica

Uma fibra óptica é composta basicamente de material dielétrico (em geral sílica ou plástico), segundo uma longa
estrutura cilíndrica, transparente e flexível, de dimensões microscópicas comparáveis ãs de um fio de cabelo
humano.

A estrutura cilíndrica básica da FO é formada de núcleo, envolta por uma outra camada de material dielétrico
chamada casca. A composição da casca da FO, com material de índice de refração ligeiramente inferior ao do
núcleo, oferece condições à propagação de energia luminosa através do núcleo da FO.

A diferença do índice de refração do núcleo com relação à casca é representada pelo perfil de índices da FO. Essa
diferença pode ser conseguida usando-se materiais dielétricos distintos (sílica-plástico, diferentes plásticos, etc.) ou
através de dopagens convenientes de materiais semicondutores (GeO2,P2O5, F, etc.). A variação de perfil do índice
de refração pode ser realizada de modo gradual ou descontínuo, originando diferentes formatos de perfil de índices.

3.7
Propagação

A teoria da óptica geométrica permite visualizar satisfatoriamente o fenômeno físico da propagação luminosa em
FO. Todavia, os conceitos da óptica geométrica não são suficientes quando todos os tipos de FO são
considerados. Maiores detalhamento exigem a utilização da teoria das ondas eletromagnéticas desenvolvida a
partir das equações de Maxwell.

O mecanismo básico de transmissão de luz ao longa da FO consiste, em termos da óptica geométrica, num
processo de seguidas reflexões internas totais. Este fato se dá devido à diferença de índices de refração entre o
núcleo da FO e sua casca.

O conceito de modo de propagação está relacionado à teoria de propagação das ondas eletromagnéticas de
Maxwell. A determinação dos modos de propagação em FO depende das características desta como guia de onda.
Embora o tratamento matemático seja bastante complexo, devido às características de diferenças muito pequenas
de índices de refração entre a casca e o núcleo, podem ser realizadas aproximações que facilitam a compreensão
e a manipulação dos resultados das equações de Maxwell.

Os diversos modos de propagação possíveis em uma FO obedecem a determinadas condições de corte , isto é,
condições a partir das quais o modo cessa de existir no guia. O número de modos de propagação em uma
determinada FO, com perfil de índice de refração do tipo degrau, pode ser estabelecido a partir de um parâmetro
denominado freqüência normalizada ou número V:

V = 2 π a / λ n1 (2 (n1 – n2) )1/2

onde a é o raio do núcleo da fibra e λ o comprimento de onda da luz.


PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Existem determinados valores de V para os quais apenas um único modo é possível de se propagar na FO. Essa
condição dá origem a uma importante classe das fibras ópticas, a das monomodo. Para fibras de perfil tipo degrau,
pode-se concluir que a condição V < 2,405 permite somente a propagação de um modo, caracterizando uma fibra
monomodo.

Quando tratamos a luz pela teoria ondulatória, a luz é regida pelas equações de Maxwell. Assim, se resolvermos as
equações de Maxwell para as condições (chamadas condições de contorno) da fibra, que é um guia de onda, tais
como diâmetro do núcleo, comprimento de onda, abertura numérica, etc. encontramos um certo número de
soluções finitas. Dessa maneira, a luz que percorre a fibra óptica não se propaga aleatoriamente, mas é canalizada
em certos modos.

Modo de propagação é, portanto, uma onda com determinada distribuição de campo eletromagnético que satisfaz
as equações de Maxwell e que transporta uma parcela individual (mas não igual) da energia luminosa total
transmitida. Esses modos podem ser entendidos e representados como sendo os possíveis caminhos que a luz
pode ter no interior do núcleo. Numa fibra óptica, o número de modos está relacionado com a freqüência
2 ⋅ π ⋅ a ⋅ AN
normalizada V que é uma grandeza definida por V= , onde
λ
• a é o raio do núcleo
• λ é o comprimento de onda
• AN é a abertura numérica
A relação entre a freqüência normalizada e o número de modos M é dada por
V2
M= para fibras de índice gradual
4
V2
M= para fibras de índice degrau
2

3.8
Abertura Numérica

É um parâmetro básico para fibras multimodos (degrau e gradual) que representa o ângulo máximo de incidência
que um raio deve ter, em relação ao eixo da fibra, para que ele sofra a reflexão interna total no interior do núcleo e
propague-se ao longo da fibra através de reflexões sucessivas.

Existe um ângulo de incidência limite para os raios penetrando no núcleo de uma FO, acima do qual os raios não
satisfazem as condições de reflexão interna total e portanto não são transmitidos. Esse ângulo conhecido como
ângulo de aceitação da fibra é deduzido aplicando-se a lei de Snell, o que resulta:

θa = sen -1 ( (n12 – n22)1/2 / n0)

onde n0 é o índice de refração do meio onde a fibra está imersa, n1 é o índice de refração do núcleo e n2 da casca
da FO.

3.9
Perfil de Índice de Refração

Para melhorar as características de propagação da luz na FO, podem-se aplicar alterações na densidade de
dopante aplicado à FO de tal forma a se obter diferentes curvas de variação do índice de refração ao longo das
radiais da FO. Desta forma são obtidos diferentes tipos de fibras ópticas, os quais serão apresentados
oportunamente.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

3.10
Característica das Perdas nas Fibras Ópticas

A absorção de energia luminosa que ocorre na FO se dá por alguns fatores como segue:

• Intrínseca: devido ao material que compõe a fibra


• Extrínseca: devido às impurezas da fibra
• Espalhamento: devido às não-homogeneidades da fibra
• Macrocurvaturas: curvaturas devido ao percurso da fibra
• Microcurvaturas: curvaturas devido aos defeitos de fabricação
• Projeto da fibra: parte da energia luminosa que propaga na casca da FO

3.11
Emissores Ópticos

O emissor óptico é composto por um dispositivo emissor de luz e um circuito elétrico associado. O dispositivo
emissor de luz, elemento ativo básico do sistema, é o responsável pela conversão eletro-óptica do sinal. Dois tipos
de dispositivos são comumente utilizados como fontes luminosas em sistemas de transmissão por fibras ópticas: os
diodos laser (DL) e os diodos eletroluminescentes (LED).

Para um melhor conhecimento do processo de fotogeração é necessário se conhecer alguns conceitos oriundos da
física quântica:

Num semicondutor intrínseco estão presentes três tipos níveis de energia em que os elétrons podem estar
presentes (Banda de valência, Banda Proibida e Banda de Condução). Quando há uma transição de um elétron
entre a Banda de condução e a banda de valência ocorre a liberação de fótons de acordo com a figura abaixo.

Banda de Condução
Elétron

Banda Proibida
Eg
E = h c / λ > Eg
Lacuna Banda de Valência
Este
fenômeno é chamado de Recombinação e pode ocorres de duas formas distintas:

• Recombinação Espontânea: onde um elétron e uma lacuna se recombinam e geram um fóton.

• Recombinação Estimulada: onde um elétron e uma lacuna se recombinam estimulados por um fóton. Nesse
caso, o novo fóton gerado têm a mesma fase e comprimento de onda do fóton estimulador.

3.12
LED

Dentre os dispositivos utilizados como fonte semicondutora de luz, os LEDs são os mais simples, baratos e
confiáveis. Suas principais desvantagens em relação ao Diodo Laser residem no espectro mais largo da luz gerada,
na menor eficiência do acoplamento de luz na fibra, e nas limitações mais acentuads na velocidade de modulação.
Por esses motivos, os LEDs são em geral utilizados em sistemas de transmissão de menor capacidade.

Se utiliza do processo de recombinação espontânea em junções pn para a fotogeração. Dentre osprincipais tipos
de LEDs podemos citar: LED de emissão de superfície e de emissão lateral.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

3.13
Diodo Laser

A estrutura do DL é semelhante à do LED. O dispositivo é dimensionado de tal forma que os fótons gerados entrem
em oscilação, gerando muito mais potência óptica por unidade de corrente injetada, e também uma radiação mais
coerente.

Dentre os principais tipos de DLs podemos citar: DL de Fabry-Perot e DL monomodo.

3.14
Receptores Ópticos

O receptor óptico compõe-se de um dispositivo fotodetector e de um estágio eletrônico de amplificação e filtragem.


O fotodetector é o responsável pela detecção e conversão de sinal luminoso em sinal elétrico. Os fotodetetores
mais utilizados são os fotodiodos PIN e os fotodiodos de avalanche APD. A qualidade de um receptor óptico é
medida pela sua sensitividade, a qual especifica a potência luminosa mínima necessária para determinado
desempenho de relação sinal-ruído (S/N), ou de taxa de erros de transmissão. De um modo geral, os receptores
ópticos com fotodiodos de avalanche, mais complexos, apresentam desempenho superior aos com fotodiodos PIN.

Se utilizam do processo de fotoionização para a transformação de fótons em elétrons livres que por meio de
correntes de polarização geram a corrente elétrica a ser detectada pelo receptor. No caso da transmissão digital, a
detecção de um pulso óptico sofrerá os seguintes fatores de contaminação:

• Potência óptica de polarização: radiação de fundo

• Corrente escura: gerada no interior do dispositivo mesmo sem a presença de luz

• Ruído balístico: gerado pela granularidade da corrente elétrica

• Ruído térmico: presentes nas cargas resistivas do circuito receptor

Os principais tipos de receptores ópticos são:

• Fotodiodo PIN

• Fotodiodo de Avalanche (APD)

3.15
Componentes Passivos

O acoplamento da fibra óptica com os dispositivos emissores de luz e fotodetectores, em razão das dimensões
envolvidas, exige o uso de técnicas sofisticadas e de muita precisão, a fim de limitar as perdas de acoplamento. A
junção ponto-a-ponto de dois ou mais segmentos de fibra óptica pode ser realizada de modo permanente através
de emendas ou, temporariamente, por meio de conectores mecânicos de precisão. As junções multiponto utilizam-
se de acopladores de diversos tipos.

3.15.1
Conectores

Existem várias técnicas de fabricação de conectores ópticos associados a diferentes produtos disponíveis
comercialmente.

A maioria dos conectores ópticos baseia-se no uso de ferrules, que vem a ser um cilindro de metal, plástico ou de
cerâmica, com um buraco de precisão onde é colocada a fibra. Em geral um anel metálico rosqueado envolve o
ferrule, segurando-o e conectando-o com uma luva de cilíndrica de conexão fibra-fibra. Conectores SMA
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

apresentam perdas de inserção típicas de 0,6 dB. Conectores SC com ferrule de precisão apresentam perdas de
inserção inferiores à 0,1 dB. Conectores tipo FC apresentam perdas de no máximo 0,35 dB.

Outro tipo de conector é o conector bicônico moldado. O componente central deste tipo de conector é uma luva
bicônica que aceita dois plugues cônicos e alinha os eixos das extremidades das fibras centradas nos plugues. As
perdas típicas desse tipo de conector são da ordem de 0,4 dB.

Cabos multifibras são mais difíceis de se conectar usando um único conector, por suas tolerâncias dimensionais
estreitas e pela necessidade de se alinhar adequadamente todas as fibras. Para esse tipo de conexão podem ser
utilizados caixas de conexão internas e conectores duplex padrão utilizados em redes locais FDDI dentre outros.

Conectores Tipo SC

3.15.2
Emendas

Uma emenda constitui basicamente uma junção permanente de dois segmentos de FO. Ao contrário dos
conectores ópticos, as emendas costumam ser usadas principalmente em sistemas de longa distância de alta
capacidade em razão de suas perdas muito baixas, tipicamente inferiores à 0,5 dB. As técnicas de emendar FO
podem ser classificados em duas categorias principais:

• Emendas por fusão

Esta técnica de emendar FO por fusão é a mais utilizada atualmente e consiste em “soldar” as extremidades das
duas FO. Restringe-se a fibras compostas exclusivamente por sílica. As funções básicas associadas ao
equipamento emendador incluem:

• Maçarico de fusão

• Mecanismo de alinhamento
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

• Microscópio

• OTDR

• Talhador para cortar as fibras

• Emendas mecânicas

As emendas mecânicas permitem juntar duas fibras através de uma estrutura de alinhamento mecânico e
mecanismo de retenção do tipo braçadeira ou por colagem das suas extremidades. Este tipo de emenda por ser
menos preciso que o anterior , apresenta geralmente perdas maiores e costuma ser mais utilizado com fibras
multimodo. Por outro lado estas são mais fáceis de ser realizadas em campo e não requerem equipamentos
sofisticados e caros. Por serem desmontáveis, as emendas mecânicas podem ser utilizadas em configurações com
conexões temporárias.

3.15.3
Acopladores

Os acopladores ópticos podem ser considerados como dispositivos multiportas (> 2) que permitem combinar ou
separar sinais luminosos. Os acopladores ópticos constituem o principal fator limitante que determina a
configuração ótima da rede.

As duas funções básicas comumente atribuídas aos acopladores são:

• Separar ou dividir um sinal luminoso, comumente chamado de divisor ou separador

• Combinar ou misturar sinais luminosos, conhecido como misturador.

Além da função elementar de mistura e divisão de sinais luminosos, os acopladores ópticos costumam ter as
seguintes funções típicas:

• Acoplamento direcional

• Acoplamento distributivo (tipo estrela)

• Multiplexação WDM

• Demultiplexação WDM

3.15.4
Filtros Ópticos

Componentes ópticos passivos com funções de filtragem têm sido usados, adicionalmente aos acopladores, para
filtrar potência óptica indesejável, como por exemplo potência insuficientemente rejeitada por um dispositivo WDM
ou a potência refletida que venha a causar ruído no sistema.

3.15..5
Comutadores Ópticos

Os comutadores ópticos são dispositivos que permitem comutar a luz guiada por uma fibra para um ou mais
caminhos alternativos. Podem ser classificados em duas categorias:

• Mecânicos: caracterizam-se por utilizar um elemento óptico móvel como mecanismo de comutação.

• Não mecânicos: baseiam-se em fenômenos físicos (eletro-óptico, magneto-óptico, etc.) para mudar as
propriedades ópticas de algum elemento e desviar a luz guiada.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Ao contrário dos comutadores mecânicos, os comutadores não mecânicos caracterizam-se por alta velocidade de
comutação, pequeno tamanho e alta confiabilidade.

Modernamente estão sendo utilizados dispositivos de poços quânticos múltiplos, para a realização de comutadores
ópticos de alta velocidade.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

4
Características de transmissão da fibra óptica

4.1
Atenuação

A atenuação ou perda de transmissão pode ser definida como a diminuição da intensidade de energia de um sinal
ao propagar-se através de um meio de transmissão. A fórmula mais usual para o cálculo da atenuação é a seguinte
Ps
10⋅ log , onde
Pe
• Ps é a potência de saída
• Pe é a potência de entrada
Nas fibras ópticas, a atenuação varia de acordo com o comprimento de onda da luz utilizada. Essa
atenuação é a soma de várias perdas ligadas ao material que é empregado na fabricação das fibras e à estrutura
do guia de onda. Os mecanismos que provocam atenuação são
• absorção
• espalhamento
• deformações mecânicas.

4.2
Absorção

Os tipos básicos de absorção são


• absorção material
• absorção do ion OH-
A absorção material é o mecanismo de atenuação que exprime a dissipação de parte da energia
transmitida numa fibra óptica em forma de calor. Neste tipo de absorção temos fatores extrínsecos e intrínsecos à
própria fibra.
Como fatores intrínsecos, temos a absorção do ultravioleta, a qual cresce exponencialmente no sentido do
ultravioleta, e a absorção do infravermelho, provocada pela sua vibração e rotação dos átomos em torno da sua
posição de equilíbrio, a qual cresce exponencialmente no sentido do infravermelho.
Como fatores extrínsecos, temos a absorção devido aos ions metálicos porventura presentes na fibra (Mn,
Ni, Cr, U, Co, Fe e Cu) os quais, devido ao seu tamanho, provocam picos de absorção em determinados
comprimentos de onda exigindo grande purificação dos materiais que compõem a estrutura da fibra óptica.
A absorção do OH- (hidroxila) provoca atenuação fundamentalmente no comprimento de onda de 2700
nm e em sobre tons (harmônicos) em torno de 950 nm, 1240 nm e 1380 nm na faixa de baixa atenuação da fibra.
Esse ion é comumente chamado de água e é incorporado ao núcleo durante o processo de produção. É muito
difícil de ser eliminado.

4.3
Espalhamento

É o mecanismo de atenuação que exprime o desvio de parte da energia luminosa guiada pelos vários modos de
propagação em várias direções. Existem vários tipos de espalhamento (Rayleigh, Mie, Raman estimulado, Brillouin
estimulado) sendo o mais importante e significativo o espalhamento de Rayleigh. Esse espalhamento é devido à
não homogeneidade microscópica (de flutuações térmicas, flutuações de composição, variação de pressão,
pequenas bolhas, variação no perfil de índice de refração, etc.

Esse espalhamento está sempre presente na fibra óptica e determina o limite mínimo de atenuação nas fibras de
1
sílica na região de baixa atenuação. A atenuação neste tipo de espalhamento é proporcional a .
λ4
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

4.4
Deformações Mecânicas

As deformações são chamadas de microcurvatura e macrocurvatura, as quais ocorrem ao longo da fibra devido à
aplicação de esforços sobre a mesma durante a confecção e instalação do cabo.

As macrocurvaturas são perdas pontuais (localizadas) de luz por irradiação, ou seja, os modos de alta ordem
(ângulo de incidência próximo ao ângulo crítico) não apresentam condições de reflexão interna total devido a
curvaturas de raio finito da fibra óptica.

As microcurvaturas aparecem quando a fibra é submetida a pressão transversal de maneira a comprimi-la contra
uma superfície levemente rugosa. Essas microcurvaturas extraem parte da energia luminosa do núcleo devido aos
modos de alta ordem tornarem-se não guiados.

A atenuação típica de uma fibra de sílica sobrepondo-se todos os efeitos está mostrada na figura abaixo:
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Existem três comprimentos de onda tipicamente utilizados para transmissão em fibras ópticas:
• 850 nm com atenuação típica de 3 dB/km
• 1300 nm com atenuação típica de 0,8 dB/km
• 1550 nm com atenuação típica de 0,2 dB/km

4.5
Dispersão

É uma característica de transmissão que exprime o alargamento dos pulsos transmitidos. Este alargamento
determina a largura de banda da fibra óptica, dada em MHz.km, e está relacionada com a capacidade de
transmissão de informação das fibras. Os mecanismos básicos de dispersão são
• modal
• cromática

4.6
Dispersão Modal

Este tipo de dispersão só existe em fibras do tipo multimodo (degrau e gradual) e é provocada basicamente pelos
vários caminhos possíveis de propagação (modos) que a luz pode ter no núcleo. Numa fibra degrau, todos os
modos viajam com a mesma velocidade, pois o índice de refração é constante em todo o núcleo. Logo, os modos
de alta ordem (que percorrem caminho mais longo) demorarão mais tempo para sair da fibra do que os modos de
baixa ordem. Neste tipo de fibra, a diferença entre os tempos de chegada é dado por τ=∆t1, onde

• t1 é o tempo de propagação do modo de menor ordem


• ∆ é a diferença percentual de índices de refração entre o núcleo e a casca dada por ∆=(n1-n2)/n1

A dispersão modal inexiste em fibras monomodo pois apenas um modo será guiado.

4.7
Dispersão Cromática

Esse tipo de dispersão depende do comprimento de onda e divide-se em dois tipos


• dispersão material
• dispersão de guia de onda
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

4.8
Dispersão Material

Como o índice de refração depende do comprimento de onda e como as fontes luminosas existentes não são
ideais, ou seja, possuem uma certa largura espectral finita (∆λ), temos que cada comprimento de onda enxerga um
valor diferente de índice de refração num determinado ponto, logo cada comprimento de onda viaja no núcleo com
velocidade diferente, provocando uma diferença de tempo de percurso, causando a dispersão do impulso luminoso.
∆λ dn
A dispersão provocada pela dispersão material é dada por D= , onde
c dλ
• ∆λ é a largura espectral da fonte luminosa
• c é a velocidade da luz no vácuo
• n é o índice de refração do núcleo

4.9
Dispersão de guia de onda

Esse tipo de dispersão é provocado por variações nas dimensões do núcleo e variações no perfil de índice de
refração ao longo da fibra óptica e depende também do comprimento de onda da luz. Essa dispersão só é
percebida em fibras monomodo que tem dispersão material reduzida (∆λ pequeno em torno de 1300 nm) e é da
ordem de alguns ps/(nm.km).

4.10
Conclusão

Os tipos de dispersão que predominam nas fibras são


• degrau: modal (dezenas de MHz.km)
• gradual: modal material (menor que 1 GHz.km)
• monomodo: material guia de onda (10 a 100 GHz.km)
A dispersão total numa fibra óptica multimodo gradual, levando-se em conta a dispersão modal e a material é
dada por σ 2T = σ 2M + σ 2C , onde
• σC é a dispersão cromática
• σM é a dispersão material
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

5
Métodos de fabricação das fibras ópticas

Os materiais básicos usados na fabricação de fibras ópticas são sílica pura ou dopada, vidro composto e plástico.
As fibras ópticas fabricadas de sílica pura ou dopada são as que apresentam as melhores características de
transmissão e são as usadas em sistemas de telecomunicações. Todos os processos de fabricação são complexos
e caros. As fibras ópticas fabricadas de vidro composto e plástico não tem boas características de transmissão
(possuem alta atenuação e baixa largura de banda passante) e são empregadas em sistemas de telecomunicações
de baixa capacidade e pequenas distâncias e sistemas de iluminação. Os processos de fabricação dessas fibras
são simples e baratos se comparados com as fibras de sílica pura ou dopada.

5.1
Fabricaçào de fibras de sílica pura

Existem 4 tipos de processos de fabricação deste tipo de fibra e a diferença entre eles está na etapa de fabricação
da preforma (bastão que contém todas as características da fibra óptica, mas possui dimensões macroscópicas). A
segunda etapa de fabricação da fibra, o puxamento, é comum a todos os processos.

5.1.1
MCVD (MODIFICATED CHEMICAL VAPOUR DEPOSITION)

Este processo consiste na deposição de camadas de materiais (vidros especiais) no interior de um tubo de sílica
pura (SiO2). O tubo de sílica é o que fará o papel de casca da fibra óptica, enquanto que os materiais que são
depositados farão o papel do núcleo da fibra. O tubo de sílica é colocado na posição horizontal numa máquina
chamada torno óptico que o mantém girando em torno de seu eixo. No interior do tubo são injetados gases (cloretos
do tipo SiCl4, GeCl4, etc.) com concentrações controladas. Um queimador percorre o tubo no sentido longitudinal
elevando a temperatura no interior do tubo para 1500oC aproximadamente. Os gases, quando atingem a região de
alta temperatura, reagem com o oxigênio (gás de arraste) formando óxidos como SiO2, GeO2, etc. liberando o Cl2.
Ocorre então a deposição de partículas submicroscópicas de vidro no interior do tubo, as quais formarão o núcleo
da fibra. A cada passagem do maçarico na extensão do tubo, deposita-se uma camada de 5 a 10 µm e esse
processo repete-se até que o núcleo tenha dimensões apropriadas. Os óxidos GeO2 e P2O5 tem a função de variar
o índice de refração da sílica pura (SiO2) de acordo com suas concentrações.

Após a deposição do número correto de camadas é efetuado o colapsamento do tubo (estrangulamento) para
torná-lo um bastão sólido e maciço denominado preforma. Isso é feito elevando-se a temperatura do queimador a
1800-2000oC, e o tubo fecha-se por tensões superficiais.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Por esse processo, obtêm-se fibras de boa qualidade porque a reação que ocorre no interior do tubo não tem
contato com o meio externo, dessa maneira evita-se a deposição de impurezas, especialmente a hidroxila (OH-).
Com esse processo, pode-se fabricar fibras do tipo multimodo degrau e gradual e monomodo.

5.1.2
PCVD (PLASMA CHEMICAL VAPOUR DEPOSITION)

A diferença básica deste método, ilustrado abaixo, em relação ao MCVD é que ao invés de usar um maçarico de
oxigênio e hidrogênio, usa-se um plasma não isotérmico formado por uma cavidade ressonante de microondas
para a estimulação dos gases no interior do tubo de sílica.

Neste processo, não é necessária a rotação do tubo em torno de seu eixo, pois a deposição uniforme é obtida
devido à simetria circular da cavidade ressonante. A temperatura para deposição é em torno de 1100oC. As
propriedades das fibras fabricadas por este método são idênticas ao MCVD.

5.1.3
OVD (OUTSIDE VAPOUR DEPOSITION)

Este processo baseia-se no crescimento da preforma a partir de uma semente, que é feita de cerâmica ou grafite,
também chamada de mandril. Este mandril é colocado num torno e permanece girando durante o processo de
deposiçào que ocorre sobre o mandril. Os resgentes são lançados pelo próprio maçarico e os cristais de vidro são
depositados no mandril através de camadas sucessivas. Nesse processo ocorre a deposição do núcleo e também
da casa, e obtêm-se preformas de diâmetro relativamente grande, o que proporcionam fibras de grande
comprimento (40 km ou mais). Após essas etapas teremos uma preforma porosa (opaca) e com o mandril em seu
centro. Para a retirada do mandril coloca-se a preforma num forno aquecido a 1500oC que provoca a dilatação dos
materiais. Através da diferença de coeficiente de dilatação térmica consegue-se soltar o mandril da preforma e a
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

sua retirada. O próprio forno faz também o colapsamento da preforma para torná-la cristalina e maciça. Esse
processo serve para a fabricação de fibras do tipo multimodo e monomodo de boa qualidade de transmissão.

5.1.4
VAD (VAPOUR AXIAL DEPOSITION)

Neste processo, a casca e o núcleo são depositados mas no sentido do eixo da fibra (sentido axial). Neste
processo utilizam-se dois queimadores que criam a distribuição de temperatura desejada e também injetam os
gases (reagentes). Obtém-se assim uma preforma porosa que é cristalizada num forno elétrico à temperatura de
1500oC. Este processo obtém preformas com grande diâmetro e grande comprimento, tornando-o extremamente
produtivo.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

5.1.4
Puxamento

Uma vez obtida a preforma, por qualquer um dos métodos descritos acima, esta é levada a uma estrutura vertical
chamada torre de puxamento e é fixada num alimentador que a introduz num forno (normalmente de grafite, que
utiliza maçaricos especiais ou lasers de alta potência) com temperatura de aproximadamente 2000oC que efetua o
escoamento do material formando um capilar de vidro, a fibra óptica.

O diâmetro da fibra depende da velocidade de alimentação da preforma no forno e da velocidade de bobinamento


da fibra, ambas controladas por computador. O controle desse processo é feito através de um medidor óptico de
diâmetro (que funciona a laser).
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

5.2
Fabricaçào de fibras de vidro composto

Os vidros mais utilizados são o SiO2-B2O3-Na2O sendo o índice de refração controlado pela concentração de Na2O.

5.2.1
Método Rod-in-tube

Este método consiste na inserção de vidros na forma de bastão e tubo simultaneamente no forno de puxamento, o
qual efetua o escoamento dos materiais ao mesmo tempo. Assim, obtem-se fibras degrau do tipo sílica-sílica (casca
e núcleo de vidro) e variações como fibras de sílica-silicone (esticando-se apenas o bastão, que forma o núcleo e
aplicando-se o silicone, que forma a casca) e fibras bundle (esticando-se apenas o bastão, que forma o núcleo,
com a casca formada pelo próprio ar), as quais são utilizadas em iluminação.

5.2.1
DOUBLE CRUCIBLE (DUPLO CADINHO)

Este processo é semelhante ao anterior, mas os vidros vêm na forma de bastão, os quais são introduzidos no forno
do puxamento, que contém dois cadinhos. Neste processo, a geometria dos vidros alimentadores não é tão
importante como no processo anterior. Neste processo consegue-se a variação do índice de refração através da
migração de ions alcalinos que mesclam a concentração dos vidros interno e externo.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

5.3
Fabricaçào de fibras de plástico

A fabricação de fibras de plástico é feita por extração. As fibras ópticas obtidas com este método têm características
ópticas bem inferiores às de sílica, mas possuem resistência mecânica (esforços mecânicos) bem maiores que as
fibras de sílica. Têm grandes aplicações em iluminação e transmissão de informações a curtas distâncias e
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

probabilidade de longa vida para o cabo, é necessário não submeter a fibra a tensões elevadas. Para isso, são
utilizados, durante a construção, elementos tensores e tubos os quais absorvem as solicitações mecânicas
aplicadas no cabo. Esses elementos são muito importantes na construção do cabo assegurando estabilidade
dimensional do mesmo.

5.4.1.1
ESTRUTURA TIGHT (ADERENTE)

Neste tipo de estrutura, as fibras ópticas estão em contato com a estrutura do cabo óptico. Possuem, por esta
razão, elementos de tração bem resistentes.

5.4.1.2
ESTRUTURA LOOSE (NÃO ADERENTE)

Neste tipo de estrutura, a fibra óptica fica afastada da estrutura do cabo acondicionada em tubos (plásticos ou
metálicos).

MEDIDAS EM FIBRAS ÓPTICAS

Para a caracterização das fibras ópticas são efetuadas medições que verificam as características de transmissão
das fibras, a saber:
• atenuação espectral
• atenuação de inserção
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

• atenuação por retroespalhamento


• largura de banda
• abertura numérica
• perfil de índice de refração

5.5
Teste de Atenuação Espectral

Este tipo de teste mede a atenuação da fibra óptica numa faixa de comprimentos de onda, normalmente contendo
o comprimento de onda em que a fibra operará. É efetuado em laboratório devido à complexidade e precisão e
fornece dados sobre a contaminação que pode ter ocorrido na fabricação da preforma e puxamento, principalmente
o OH-.

O teste consiste em se medir a potência de luz após percorrer toda a fibra nos vários comprimentos de onda que se
deseja medir a atenuação, esta é a primeira medida, ou ainda, a potência de saída. Após isso, corta-se a fibra a 2
ou 3 metros do início, sem alterar as condições de lançamento, e mede-se a potência de luz nesse ponto, que pode
ser considerado como a potência de entrada, uma vez que 2 ou 3 metros tem atenuação desprezível; esta é a
segunda medida. De posse das duas medidas, calcula-se a atenuação por :
Ps
A = 10 ⋅ log [dB].
Pe

Onde:
• (1) - fonte de luz
• (2) - lentes
• (3) - monocromador
• (4) - fibra de lançamento
• (5) - eliminador de luz nas casca
• (6) - fibra óptica a ser medida
• (7) - detector óptico
• (8) - medidor de potência
• (9) - acoplamento FONTE-FIBRA optimizado
• (10) - acoplamento FIBRA-FIBRA optimizado
• (11) - acoplamento FIBRA-DETECTOR optimizado
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

5.5.1
Teste de Atenuação de Inserção

Este teste é mais apropriado para situações de campo e ele mede a atenuação da fibra óptica apenas num
comprimento de onda, normalmente mede-se no comprimento de onda que o sistema opera. O teste utiliza dois
instrumentos portáteis: o medidor de potência e a fonte de luz.

O teste divide-se em duas etapas, na primeira é efetuada uma calibração dos dois instrumentos, para conhecermos
a potência de luz que será lançada, na fibra óptica, e na segunda é efetuada a medida de potência após a luz
percorre toda a fibra óptica. A diferença entre as duas será o valor de atenuação.

5.5.2
Teste de Atenuação por retroespelhamento

Este teste é realizado com um instrumento chamado OTDR (optical time domain reflectometer), que significa
refletômetro óptico no domínio do tempo. O instrumento faz uso do fenômeno do espalhamento de Rayleigh, que é
a irradiação da luz das moléculas de vidro, proporcional à luz incidente. O instrumento faz uso deste fenômeno da
seguinte forma:

• Gera-se um impulso luminoso que é inserido na fibra óptica sob teste.


• Ao percorrer a fibra até um ponto X, a luz é atenuada.
• Ao chegar no ponto X, a luz provoca o espalhamento de Rayleigh das moléculas de vidro desse ponto, com
intensidade proporcional à luz existente nesse ponto.
• Como o espalhamento é homogêneo em todas as direções, parte dessa energia luminosa retorna à fonte (OTDR).
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

• A luz que retorna à fonte também é atenuada. É importante observar que a atenuação do retorno à fonte é igual à
atenuação do sinal até o ponto X, pois o caminho de propagação é o mesmo.
• O OTDR mede a potência de luz que retorna à fonte, bem como o tempo gasto para que o impulso gerado vá até o
ponto X e retorne ao início da fibra.
Para que o OTDR possa calcular a localização do ponto X, é necessário fornecer-lhe o índice de refração da
∆t
fibra sob teste. Para este cálculo, o instrumento faz uso da seguinte fórmula L=v , onde
2
• L é a distância entre o ponto X e o início da fibra óptica
• ∆t é o tempo de propagação do sinal luminoso de ida e volta ao ponto X
• v é a velocidade da luz na fibra dada por v=c/n (c é a velocidade da luz no vácuo e n é o índice de refração fornecido
ao instrumento)
É importante observar que a atenuação só é precisa se o espalhamento de Rayleigh for homogêneo em toda a
fibra óptica. As vantagens deste tipo de medida é que necessitamos de apenas uma ponta da fibra, não é
destrutivo, possibilita medir comprimentos, atenuação das emendas, atenuação nos conectores, localiza defeitos,
etc. Como desvantagens, podemos citar:
• Possui pequena faixa dinâmica de medidas
• A atenuação só é precisa se o espalhamento de Rayleigh for homogêneo em toda a fibra óptica
• Necessita do índice de refração
• Não mede atenuação espectral
Sua utilização é muito comum em todas as fases de implementação dos sistemas ópticos. Os instrumentos e
acessórios utilizados neste teste são clivador, cordão de fibra de lançamento próprio para o OTDR utilizado (pig tail)
e o OTDR.

5.6
TESTE DE LARGURA DE BANDA

Este teste determina a máxima velocidade de transmissão de sinais que uma fibra óptica pode ter, ou seja, mede a
capacidade de resposta da fibra óptica. O teste é realizado com o objetivo de sabermos se a fibra óptica tem
condições de operar com a taxa de transmissão especificada para o sistema. Existem duas formas básicas de
realizarmos a medida:
- no domínio do tempo;
- no domínio da freqüência.

Para a realização do teste no domínio do tempo devemos realizar a montagem da figura abaixo.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Medida no domínio do tempo

- através do laser de gás, gera-se um impulso luminoso de curta duração.


- com o osciloscópio mede-se as formas de onda dos impulsos de entrada e saída.
- se os impulsos tiverem forma Gaussiana (distribuição de Gauss), mede-se a largura dos impulsos à meia altura
(50% da máxima amplitude).

1
- calcula-se a largura de banda por: B=
5 ⋅ σ S2 − σ 2E
onde:
σ S2 é a largura à meia altura do impulso de saída
σ 2E é a largura à meia altura do impulso de entrada
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

- se os impulsos não apresentarem forma Gaussiana, obtem-se a largura de banda passante no domínio da
+∞
− i⋅ϖ⋅t
∫ PS ( t ) ⋅ e dt
freqüência definida por: H= −∞
+∞
− i⋅ϖ⋅t
∫ PE ( t ) ⋅ e dt
−∞
onde :
PS ( t ) é a forma do impulso de saída
PE ( t ) é a forma do impulso de entrada

O teste de largura de banda no domínio da freqüência consiste na obtenção direta, através de medidas, da função
H(W). É recomendado para situações de campo (instalação, manutenção). Este teste consiste em modularmos
uma fonte de luz senoidalmente, fazendo uma varredura na freqüência de modulação. A energia luminosa é
introduzida na fibra óptica e detectada na outra extremidade por um medidor de potência.

Medida no domínio da freqüência

O módulo da função transferência é dado pela seguinte expressão:

H(W)= Ps(W)
PE(W)
onde:
Ps(W) é a potência de saída em função da freqüência de modulação
PE(W) é a potência de entrada em função da freqüência de modulação

Assim obtemos:

onde pode-se obter a banda passante B.

A largura de banda típica para fibras multimodo é menor que 1000MHz.km (500 a 600) em 850nm e para fibras
monomodo temos de 10 a 100GHz.km em 1300nm.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Este teste é importante ser realizado em sistemas de fibras multimodo pois quando emendamos fibras com larguras
de banda diferentes o resultado pode ser imprevisível. Uma expressão que prevê estatisticamente a largura de
−γ
 
banda resultante é: B = ∑ Bi −1 γ  , onde:
i 
Bi é a banda passante do i-ésimo trecho
é o fator de concatenação de modos determinado empiricamente (para fibras ópticas multimodo = 0,8 é um valor
típico, podendo variar de 0,5 a 1).

5.7
TESTE DE Abertura Numérica

A abertura numérica é um número que define a capacidade de captação luminosa da fibra óptica e é definida por:
AN = n12 − n 22 , onde:
n1 é o índice de refração do núcleo
n2 é o índice de refração da casca
α
ou ainda: AN = sen , onde:
2

Esta grandeza é intrínseca à própria fibra e é definida na fabricação, onde tem maior importância.

O valor típico para abertura numérica nas fibras multimodo 50/125um é 0,2 o que corresponde a um ângulo α=23°
e α=11,5°. Como a abertura numérica é equivalente à distribuição de luz do campo distante, o teste mede a
intensidade de luz desse campo.

Medida da distribuição de luz no campo distante

As medidas são obtidas através de um detector que percorre um deslocamento angular ou pela projeção do feixe
de luz num anteparo graduado. Desta maneira se obtem o ângulo de abertura do feixe luminoso.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

5.8
TESTE do perfil de índice de refração

Este teste tem maior importância na fase de fabricação de fibras ópticas.

Não existem limites para o perfil de índice ,uma vez que qualquer imperfeição no mesmo implica numa diminuição
da banda passante da fibra óptica , esta sim com limites específicos. O valor do índice de refração num
determinado ponto é proporcional à distribuição de luz do campo próximo.

Medida da distribuição de luz no campo próximo

5.9
Instalação de Cabos

Cabos ópticos requerem cuidados especiais para instalação pois as fibras são materiais frágeis e quebradiços.

Deve-se observar que:


- o cabo não deve sofrer curvaturas acentuadas, o que pode provocar quebra das fibras em seu interior .
- o cabo não deve ser tracionado pelas fibras ou elementos de enchimento adjacentes a elas, mas sim pelos
elementos de tração ou aço existentes no cabo.
- a velocidade de puxamento não deve ser muito elevada para permitir uma paralização imediata se necessário.
- não se deve exceder a máxima tensão de puxamento especificada para o cabo. Esta deve ser monitorada,
através de uma célula de carga ,durante todo o puxamento.
- o cabo deve ser limpo e lubrificado a fim de diminuir o atrito de tracionamento.
- deve-se puxar o cabo com um destorcedor para permitir uma acomodação natural do cabo no interior do duto ou
canalização.

5.10
Confecção de Emendas

Existem dois tipos básicos de emendas que podem ser efetuadas:


- emenda por fusão
- emenda mecânica

5.10.1
Emenda por Fusão

Neste tipo de emenda a fibra é introduzida numa máquina , chamada máquina de fusão, limpa e clivada, para ,
após o alinhamento apropriado, ser submetida à um arco voltaico que eleva a temperatura nas faces das fibras, o
que provoca o derretimento das fibras e a sua soldagem. O arco voltaico é obtido a partir de uma diferença de
potencial aplicada sobre dois eletrodos de metal.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Após a fusão a fibra é revestida por resinas que tem a função de oferecer resistência mecânica à emenda,
protegendo-a contra quebras e fraturas. Após a proteção a fibra emendada é acomodada em recipientes chamados
caixa de emendas.

As caixas de emendas podem ser de vários tipos de acordo com a aplicação e o número de fibras. Umas são
pressurizáveis ou impermeáveism, outras resistentes ao sol, para instalação aérea.

A CLIVAGEM é o processo de corte da ponta da fibra óptica. É efetuada a partir de um pequeno ferimento na casca
da fibra óptica (risco) e a fibra é tracionada e curvada sob o risco, assim o ferimento se propaga pela estrutura
cristalina da fibra.

A qualidade de uma clivagem deve ser observada com microscópio.

5.10.2
Emenda Mecânica

Este tipo de emenda é baseado no alinhamento das fibras através de estruturas mecânicas. São dispositivos
dotados de travas para que a fibra não se mova no interior da emenda e contém líquidos entre as fibras , chamados
líquidos casadores de índice e refração, que tem a função de diminuir as perdas de Fresnel (reflexão). Neste tipo de
emenda as fibras também devem ser limpas e clivadas.

Este tipo de emenda é recomendado para aqueles que tem um número reduzido de emendas a realizar pois o
custo desses dispositivos é relativamente barato, além de serem reaproveitáveis.

5.11
Conectores

Os conectores utilizam acoplamentos frontais ou lenticulares, sendo que existem três tipos de acoplamentos
frontais:

- quando a superfície de saída é maior que a de entrada

- quando a superfície de saída é igual à de entrada

- quando a superfície de saída é menor que a de entrada


PAPER FIBRAS ÓPTICAS

E também existem dois tipos de acoplamentos lenticulares:


- simétrico

- assimétrico

Os requisitos dos conectores são:


- montagem simples;
- forma construtiva estável;
- pequenas atenuações;
- proteção das faces das fibras.

Os fatores que influenciam na qualidade de um conector são:


- alinhamento
- montagem
- características de transmissão das fibras

Existem conectores:
- para fibra única
- para várias fibras (múltiplo)
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Conector para fibra única

Conector múltiplo
Com relação à forma que se realiza o alinhamento podemos ter vários tipos de estruturas sendo que os mais
comuns são os circulares e os tipo V-GROOVE. Os tipos circulares são recomendados para conexões duradouras
enquanto que os V-GROOVE para situações provisórias de conexões de fibras nuas(sem revestimento).
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Tipos de alinhamentos de fibras ópticas

5.12
Tipos de Fontes Ópticas

Para sistemas ópticos, encontramos dois tipos de fontes ópticas que são freqüentemente utilizadas: LED e LASER.

Cada um destes dois tipos de fontes oferecem certas vantagens e desvantagens, e diferenciam-se entre sí sob
diversos aspectos:

- Potência luminosa: os lasers oferecem maior potência óptica se comparados com


os leds.

LED : (-7 a -14dBm)

LASER : (1dBm)

- Largura espectral: os lasers tem largura espectral menor que os leds, o que proporciona menor dispersão
material.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

- Tipos e velocidades de modulação: os lasers tem velocidade maior que os leds, mas necessitam de circuitos
complexos para manter uma boa linearidade.

- Acoplamento com a fibra óptica: o feixe de luz emitido pelo laser é mais concentrado que o emitido pelo led,
permitindo uma eficiência de acoplamento maior.

- Variações com temperatura: os lasers são mais sensíveis que os leds à temperatura.

- Vida útil e degradação: os leds tem vida útil maior que os lasers (aproximadamente 10 vezes mais), além de ter
degradação bem definida.

- Custos: os lasers são mais caros que os leds, pois a dificuldade de fabricação é maior.

- Ruídos: os lasers apresentam menos ruídos que os leds. Ambos podem ser fabricados do mesmo material, de
acordo com o comprimento onda desejado:

* AlGaAs (arseneto de alumínio e gálio) para 850 nm.

* InGaAsP (arseneto fosfeto de índio e gálio) para 1300 e 1550 nm.

Através das características de ambos os elementos, vemos que o laser é o que nos fornece uma maior potência
luminosa e uma menor largura espectral, razão pela qual é amplamente empregado nos circuitos ópticos. Desta
forma, faremos um breve entendimento sobre os conceitos básicos do laser, bem como o seu funcionamento
como fonte óptica.

5.12.1
Laser

Para entendermos o funcionamento de um laser, vamos tomar um laser a gás (HeNe) de maneira didática onde os
números usados são ilusórios para maior visualização dos fenômenos.
Um átomo é composto de um núcleo e de elétrons que permanecem girando em torno do mesmo em órbitas bem
definidas.

Quanto mais afastado do núcleo gira o elétron, menor a sua energia.

Quando um elétron ganha energia ele muda de sua órbita para uma órbita mais interna, sendo este um estado não
natural para o átomo mas sim forçado.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Os lasers usados em sistemas ópticos são feitos de materiais semicondutores, os quais geram comprimentos de
onda apropriados para transmissão (janelas de baixa atenuação). A cavidade onde ocorre o fenômeno laser é
obtida através da diferença entre os índices de refração das várias camadas, da diferença de intensidade de campo
elétrico e dos espelhos (face polida) do cristal semicondutor.

Existem dois tipos de lasers quanto ao tipo de fabricação:

- Lasers cujo guia de onda (cavidade ressonante) é induzida por corrente, chamados lasers GLD (gainguide laser
diode).

- Lasers cujo guia de onda é incorporado pela variação de índice de refração, chamados lasers ILD (index guide
laser diode).

As suas principais diferenças são:


PAPER FIBRAS ÓPTICAS

a) Corrente de acionamento

GLD: 50 à 120 mA
ILD: 10 à 60 mA

b) Astigmatismo

GLD: forte
ILD: muito fraco

c) Sensibilidade

GLD: baixa
ILD: alta

d) Técnica de fabricação

GLD: simples
ILD: complexa

Os lasers são geralmente montados em módulos que tem a função básica de garantir um perfeito
funcionamento e alinhamento em condições de operação, pois são componentes herméticos ou selados.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

6
Sistemas e Redes Locais

Os sistemas de curta distância, também chamados sistemas locais, em geral, são limitados a distâncias de no
máximo alguns quilômetros, e estão associados principalmente a configurações do tipo multiponto, envolvendo um
grande número de estações geograficamente espalhadas. Essas características gerais dos sistemas locais têm
implicações especiais quanto ao tipo da tecnologia de transmissão por fibras ópticas a ser utilizado. Esses sistemas
implicam geralmente em limitações de banda passante e não pela atenuação da fibra óptica. Por outro lado, a
existência de múltipla fontes e destinatários de informação, implica o uso de uma tecnologia de conexão multiponto
apropriada. Além disso, a variedade de aplicações existentes em nível local tem favorecido o desenvolvimento de
novas técnicas e o surgimento de novos componentes e dispositivos, permitindo caracterizar uma tecnologia
própria de transmissão por fibras ópticas para sistemas locais.

As redes locais de computadores, utilizadas para interconectar recursos computacionais diversos numa área
privada e geograficamente limitada, caracterizam-se pela especificidade e variedade de alternativas tecnológicas
quanto ao sistema de transmissão. Voltadas principalmente para aplicações em automação de escritórios e em
automação industrial, com requisitos exigentes em termos de confiabilidade, capacidade de transmissão e
facilidades operacionais, as redes locais de computadores têm nas fibras ópticas uma excelente alternativa de meio
de transmissão. Embora os custos e alguns problemas tecnológicos ainda inibam sua competitividade com os
suportes convencionais, as fibras ópticas, em determinadas aplicações, apresentam-se como a melhor e as vezes
única alternativa de meio de transmissão para redes locais de computadores.

Existem vários exemplos de uso de fibras ópticas em redes locais de computadores. De um modo geral, as
iniciativas buscam usufruir de uma ou mais qualidades das fibras ópticas a fim de atenderem a situações diversas,
tais como, por exemplo:

• necessidade de maior alcance da rede ou de segmentos da rede

• demanda de novos serviços de comunicação local exigindo grandes bandas passantes

• necessidade de maior confiabilidade do sistema em ambientes hostis

6.1
Sistemas de Comunicação de Dados Ponto-a-Ponto

Os sistemas de comunicação de dados ponto-a-ponto consistem, tipicamente, em enlaces internamente à prédios


ou entre plataformas, perfazendo algumas dezenas de Mbps. A principal vantagem no uso de FO nesses sistemas
diz respeito à possibilidade de transmissão de dados, sem perturbação em ambientes hostis. Nesse caso se está
considerando as características de isolação elétrica e da imunidade às interferências eletromagnéticas providas
pelas FO.

A tecnologia de transmissão óptica para um sistema de comunicação de dados local ponto-a-ponto depende
essencialmente dos requisitos da aplicação (banda passante, ambiente, custos, etc.) e do alcance desejado para o
sistema. De um modo geral, essa tecnologia não é muito sofisticada , em razão da necessidade de redução dos
custos para viabilizar a implantação desses sistemas frente a seu principal concorrente, os meios metálicos.

Em distâncias muito curtas (poucas dezenas de metros), a tendência é de se utilizar componentes passivos e
ativos mais baratos possíveis, sendo esses compostos o máximo possível de plástico.

Aplicações envolvendo distâncias moderadas, de algumas centenas de metros até poucos Km, são implementadas
tipicamente componentes de melhor qualidade, compostos de silício, podendo utilizar até a Segunda janela de
transmissão óptica.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Na maioria dos sistemas ponto-a-ponto comerciais, o transmissor e o receptor óptico constituem um único módulo,
comumente chamado MODEM ÓPTICO. Esses equipamentos têm interfaces elétricas padrão a fim de facilitar a
substituição de meios metálicos porventura pré existentes.

O projeto de um enlace óptico local ponto-a-ponto envolve algumas variáveis características da FO, do fotoemissor,
do fotodetetor e dos componentes passivos. Essa interdependência faz com que o projeto e a análise de um enlace
óptico real necessite de várias interações até satisfazer completamente os requisitos do sistema.

No caso de transmissão digital, os requisitos de desempenho do sistema consistem basicamente em:

• alcance
• taxa de transmissão
• taxa de erros
• custos

Dentre as variáveis de projeto do enlace óptico podem ser destacadas:

1. Transmissor óptico
• Potência óptica emitida
• Perdas de acoplamento com a FO
• Comprimento de onda de operação
• Largura espectral da fonte
• Tempo de resposta
• Codificação
2. Fibra óptica
• Tipo de FO
• Comprimento de onda de operação
• Atenuação
• Dispersão
• Diâmetro do núcleo
• AN
3. Receptor óptico
• Sensitividade
• Faixa dinâmica
• Banda passante
• Taxa de erros
4. Componentes passivos
• Perdas de conexão
• Perdas de acoplamento
• Facilidades operacionais

A metodologia usual de projeto de enlace digital óptico ponto-a-ponto inclui dois tipos de análises complementares:
balanço de potência óptica e balanço de tempo de subida do enlace.

O balanço de potência óptica pode ser calculado em dB pela seguinte expressão:

BP = Pi – Po = Σ Perdas + MS

onde:

Pi é a potência óptica média efetivamente acoplada na fibra

Po é a potência óptica mínima requerida na entrada do fotoemissor

Σ Perdas inclui o somatório das perdas por atenuação, conexão e acoplamento ao longo do enlace
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Todos os padrões IEEE 802 procuram atualmente incorporar alternativas para o uso de FO.

O padrão FDDI, desenvolvido pela ANSI, é o primeiro padrão desenvolvido especialmente para redes locais com
FO e segue a arquitetura IEEE 802.

6.2.2
Topologias

As configurações de barramento linear inteiramente passivo têm sido uma das mais atrativas para redes locais com
suporte de transmissão metálico. Todavia, no caso de uso de FO, a implementação de um barramento com
conexões passivas é dificultada por uma série de restrições das quais se destacam as seguintes:

• Potência óptica injetada inferior

• Receptores ópticos de qualidade inferior

• Inserção de potência essencialmente unidirecional

As dificuldades acima apresentadas em configurações do tipo barramento têm orientado o uso de FO em redes
locais segundo duas alternativas básicas em termos de topologia:

• Configurações com enlaces ponto-a-ponto ativos (estrela ativa, anel, etc.)

• Configurações hibridas, combinando enlaces ponto-a-ponto ativos e barramentos passivos (barramento-estrela,


estrela passiva, etc.)

6.2.2.1
Estrela Passiva (Estrela-barramento)
A configuração em estrela passiva é formada por um transceptor óptico em cada nó, um acoplador estrela passivo
central e segmentos de cabo duplex interligando cada transceptor ao elemento passivo central. O acoplador central
não contém componentes eletrônicos, servindo unicamente para dividir entre todos os nós a potência emitida por
cada transceptor.

6.2.2.2
Estrela Semi-Ativa
Esta configuração está relacionada às redes locais CSMA-CD com FO onde o elemento central é formado por um
acoplador estrela passivo e por um circuito ativo de detecção e reforço de colisão.

6.2.2.3
Estrela Ativa
A configuração em estrela ativa consiste num elemento central ativo para onde convergem enlaces ponto-a-ponto
dos diversos nós da rede.

6.2.2.4
Anel
A topologia em anel, do ponto de vista da transmissão de bits, consiste numa concatenação, através de estações
ou nós repetidores, de enlaces ponto-a-ponto unidirecionais. No tocante a confiabilidade, a topologia em anel exige
cuidados especiais. Uma estratégia para assegurar níveis de confiabilidade elevados consiste em dotar os nós da
rede de um comutador óptico.

Redes locais segundo o padrão IEEE 802.5 caracterizam-se por uma topologia em anel e podem incorporar FO
como meio de transmissão. Todavia, o uso de redes de FO em redes em anel é melhor caracterizado pelo padrão
FDDI, desenvolvido especialmente para redes locais em FO.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

6.2.3
Tecnologia

6.2.3.1
Fibra Óptica
Uma das tecnologias pioneiras para o caso das redes locais de baixa velocidade com transmissão apenas de
dados consistiu no uso de FO multimodo ID com diâmetro e abertura numérica relativamente grandes
(sílica/plástico ou plástico/plástico), operando na janela de 850 nm. Hoje em dia, os imperativos de maior
capacidade e alcance associados a uma demanda maior de serviços e do número de estações, tem orientado
principalmente para o uso de FO multimodo IG operando nas janelas de 850 ou 1300 nm.

6.2.3.2
Fotoemissores
Os critérios de seleção de dispositivos fotoemissores para aplicação em redes locais incluem:

• Operação estável em larga faixa de temperatura

• Alta confiabilidade

• Baixo custo

6.2.3.3
Fotodetetores
Os critérios de seleção de fotodetetores para aplicação em redes locais incluem:

• Alta confiabilidade

• Operação em larga faixa de temperatura

• Baixo ruído

• Faixa dinâmica larga

• Baixo custo

6.2.3.4
Tranceptores Ópticos
Os requisitos de sistema para o desempenho do transceptor são dependentes da topologia e configuração e
incluem, entre outros:

• Taxa de transmissão

• Faixa dinâmica (diferença entre máxima e mínima potência requerida pelo receptor óptico para manter a
qualidade de sinal transmitido. Em redes locais típicas, esta varia de 8 a 15 dB.

• Tempo de aquisição, etc.

6.2.3.5
Dispositivos Passivos
Os dispositivos ópticos passivos são utilizados para realizar o acoplamento de sinais e a comutação de linhas de
transmissão entre nós da rede local óptica.

• Acopladores direcionais: são utilizados em configurações multiponto em barramentos. As perdas de inserção


acumuladas em cada acoplador, da ordem de 0,5 a 1 dB limitam severamente o número de nós ao longo da
rede.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

• Acopladores estrela: permitem distribuir potência óptica simultaneamente para vários nós de uma rede estrela
passiva ou barramento estrela. Acopladores estrela do tipo mixing rod com 7 e 19 portas apresentando perdas
totais de 16.5 e 19.5 dB respectivamente podem ser encontrados comercialmente. Ao se utilizar os do tipo
fusão bicônica, pode-se minimizar as perdas e estender o número de portas para a ordem de uma centena.

• Comutadores ópticos: são utilizados para criar rotas alternativas para o sinal transmitido.

• Conectores: a minimização do espaço ocupado, a facilidade de conexão e desconexão e a segurança da


fixação são os fatores mais importantes para a escolha de conectores ponto-a-ponto. Conectores metálicos
com ferrules de cerâmica oferecem perdas típicas da ordem de 0,5 dB, por outro lado, conectores plásticos
podem ser utilizados às custas de maiores perdas.

6.2.4
Metodologia de Projeto

6.2.4.1
Barramento Linear Passivo
O dimensionamento de uma rede local configurada em barramento linear passivo, envolve uma análise de balanço
de potência e de tempo de subida do enlace crítico (entre os nós extremos e adjacentes da rede. A diferença dos
balanços de potência nos vários enlaces tem implicações diretas nos requisitos de faixa dinâmica dos receptores
ópticos.

O balanço de potência óptica no enlace mais crítico pode ser calculado a partir da expressão:

BP = Pi – Po = Σ Perdas + MS

onde:

Pi é a potência óptica média efetivamente acoplada na fibra

Po é a potência óptica mínima requerida na entrada do fotoemissor

Σ Perdas inclui o somatório das perdas por atenuação, conexão e acoplamento ao longo do enlace
MS á a margem de segurança requerida.

O cálculo da faixa dinâmica para o sistema requer a determinação das perdas no enlace com perdas mínimas
(enlace entre o primeiro e o segundo nó ou entre o último e o penúltimo nó:

Σ Perdas = ???
O cálculo das perdas do enlace mais crítico (enter o primeiro e o penúltimo nó ou entre o segundo e o último nó) é
função do número de estações no barramento e é dado por:

Σ Perdas = ???
onde:

Pj = perdas nas conexões

P’ac = perda de inserção do acoplador tipo T

P’’ac = perda de derivação do acoplador tipo T


PAPER FIBRAS ÓPTICAS

P’’’ac = perda do acoplador divisor de potência

Pf = perda em cada segmento de FO

N = número de nós da rede

A faixa dinâmica reuqerida para o sistema resulta portanto em:

FD = ???

O balanço de tempo de subida no caso do barramento passivo segue o mesmo procedimento dos enlaces ponto-a-
ponto, pois os dispositivos passivos não contribuem para o tempo de subida do sistema.

6.2.4.2
Estrela Passiva
O dimensionamento de uma rede local configurada em estrela passiva é limitado basicamente por três fatores:

• Balanço de potência

• Faixa dinâmica

• Tolerância a atrasos devidos ao protocolo de acesso.

O balanço de potência óptica é calculado pela seguinte equação:

BP = Pi – Po = 4Pj + Pac max + 2Pf(Lmax) + MS

onde:

Pj = perdas nas conexões

Pac = perda de inserção/derivação do acoplador estrela

Pf(L) = perda em cada segmento de FO

A faixa dinâmica do receptor óptico é expressa por:

FD = BP – [4Pj + Pac min + 2Pf(Lmin) = (Pac max - Pac min) + 2[Pf(Lmax) - Pf(Lmin)] + MS

O balanço de tempo de subida no caso da estrela passiva segue o mesmo procedimento dos enlaces ponto-a-
ponto, pois os dispositivos passivos não contribuem para o tempo de subida do sistema.

6.2.4.3
Anel
O dimensionamento de uma rede local com FO em anel é um exercício de dimensionamento de enlaces ponto-a-
ponto. O desempenho do enlace mais longo dita o desempenho da rede como um todo. Todavia, o número de
nós/enlace pode ser fundamental na determinação do desempenho do sistema de sincronismo ao nível de bit,
devido ao fenômeno de acumulação de jitter.

No caso de se utilizar comutadores ópticos nos nós, a fim de garantir um nível de confiabilidade adequado, o
dimensionamento passa a ser função do grau de tolerância a falhas atribuído à rede. A reconfiguração do anel
modifica o comprimento do enlace ponto-a-ponto crítico, afetando o desempenho do sistema de transmissão.

A eventual extensão dos enlaces em razão da isolação de falhas também afeta a dispersão do enlace.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

6.2.5
Padrões

6.2.5.1
Padrões IEEE 802 com Fibras Ópticas
O uso de FO nos padrões de redes locais tem sido objeto de estudo do grupo IEEE 802.8. Os esforços de
padronização incluem a especificação de enlaces repetidores com FO para redes IEEE 802.3. A tabela abaixo
apresenta um sumário das especificações constantes do IEEE 802.4.H:

TOPOLOGIA Estrela Passiva

Estrela Ativa

Barramento Ativo

Árvore com Headend Ativo

TAXA DE TRANSMISSÃO 5, 10 e 20 Mbps

FIBRA ÓPTICA Qualquer multimodo

CONECTORES ANSI 3/9.5/84-88

TRANSMISSOR ÓPTICO λo = 800-910 nm

σλ = 60 nm

Pi = -9 +_ 2 dBm

RECEPTOR ÓPTICO Sensitividade moderada: -11 a –31 dBm

Sensitividade alta: -21 a –41 dBm

FAIXA DINÂMICA Sensitividade moderada: 20 dB

Sensitividade alta: 30 dB

6.2.5.2
Padrão FDDI
Os requisitos dos enlaces FDDI a 100 Mbps incluem uma taxa de erros inferior a 4 x 10-11 para distâncias de 2
Km.A versão inicial básica do FDDI especifica FO multimodo IG com banda passante total mínima de 400 MHz/Km
e atenuação inferior a 2,5 dB/Km para operação com LEDs em 1325 nm. Esta versão especifica também uma
potência óptica de pico mínima na saída do transmissor de –16 dBm, por outro lado, o receptor óptico com
fotodiodo PIN em razão da disponibilidade e custos deve Ter uma sensitividade de –27 dBm @ BER = 4 x 10-11. As
perdas com os conectores FDDI variam de 0,2 a 1 dB. No caso de inclusão de comutadores ópticos de isolação de
falhas é especificada perda máxima de 3 dB para condição de estação isolada.
PAPER FIBRAS ÓPTICAS

7
Propriedades

7.1 Imunidade à Interferências

7.2 feixe de luz transmitido pela fibra óptica não sofre interferência de sistemas ou espúrios eletromagnéticos externos
mesmo sem aterramento.

7.3 Sigilo

7.4 Devido à dificuldades de extração do sinal transmitido, obtém-se sigilo nas comunicações.

7.5 Tamanho Pequeno

7.6 Um cabo de 3/8 de polegada (9,18mm) com 12 pares de fibra, operando à 140 MBPS pode carregar tantos canais
de voz quanto um de 3 polegadas ( 73mm) de cobre com 900 pares trançados. Menor tamanho significa melhor
utilização de dutos internos.

7.7 Condutividade elétrica nula

7.8 A fibra óptica não precisa ser protegida de descargas elétricas, nem mesmo precisa ser aterrada, podendo suportar
elevadas diferenças de potencial.

7.9 Leveza

7.10 O mesmo cabo óptico citado no item 2 pesa aproximadamente 58 kg/km. O cabo de pares trançados pesa 7.250
Kg/km. Isto possibilita maiores lances de puxamento para o cabo de fibra óptica.

7.11 Largura de Banda

7.12 Fibras ópticas foram testadas até os 350 bilhões de bits por segundo em uma distância de 100km. Taxas teóricas
de 200-500 trilhões de bits por segundo são alcançáveis.

7.13 Baixa Perda

7.14 As fibras monomodo atuais possuem perdas tão baixas quanto 0,2 dB/km (Em 1550 nm).

7.15 Imunidade à Ruídos

7.16 Diferente dos sistemas metálicos, que requerem blindagem para evitar radiação e captação eletromagnética,
o cabo óptico é um dielétrico e não é afetado por interferências de rádio frequência ou eletromagnéticas. O potencial
para baixas taxas de erro, elevam a eficiência do circuito. As fibras ópticas são o único meio que podem transmitir
através de ambientes sob severa radiação.

7.17 Alta Faixa de Temperatura

7.18 Fibras e cabos podem ser fabricados para operar em temperaturas de -40º C até 93ºC. Há registros de resistência
a temperatura de -73ºC até 535ºC.

7.19 Sem Risco de Fogo ou Centelhamento

7.20 As fibras ópticas oferecem um meio para dados sem circulação de corrente elétrica. Para aplicações em ambientes
perigosos ou explosivos, elas são uma forma de transmissão segura.

7.21 Banda passante potencialmente enorme


PAPER FIBRAS ÓPTICAS

7.22 Perdas de transmissão muito baixas

7.23 Imunidade à interferência e ao ruído

7.24 Isolação elétrica

7.25 Pequeno tamanho e peso

7.26 Segurança da informação e do sistema

7.27 Flexibilidade na expansão da capacidade dos sistemas

7.28 Custos potencialmente baixos

7.29 Alta resistência à agentes químicos e variação de temperatura

7.30 Imunidade a ruídos externos em geral e interferências eletromagnéticas em particular, como as causadas por
descargas atmosféricas e instalações elétricas de altas tensões;

7.31 Imunidade a interferências de freqüências de rádio de estações de rádio e radar, e impulsos eletromagnéticos
causados por explosões nucleares;

7.32 Imune a influência do meio ambiente, como por exemplo umidade;

7.33 Ausência de diafonia;

7.34 Grande confiabilidade no que diz respeito ao sigilo das informações transmitidas;

7.35 Capacidade de transmissão muito superior a dos meios que utilizam condutores metálicos;

7.36 Baixa atenuação, grandes distâncias entre pontos de regeneração;

7.37 Cabos de pequenas dimensões (pequeno diâmetro e pequeno peso) o que implica em economia no transporte e
instalação.

7.38 Fragilidade das fibras ópticas sem encapsulamento

7.39 Dificuldade de conexão das fibras ópticas

7.40 Acopladores tipo T com perdas muito altas

7.41 Impossibilidade de alimentação remota de repetidores

7.42 Falta de padronização dos componentes ópticos


PAPER FIBRAS ÓPTICAS

8
Padrões

Cabo Óptico de Rede Interna


Modelo: Accumax LGBC

Cabo óptico não metálico de côr cinza, não geleado, para uso interno, com xx fibras buferizadas do tipo MultiModo
62,5/125mm. Deverá ter diâmetro externo menor que yy mm, resistência a tração de pelo menos zz N, ter capa de
PVC na cor cinza e elemento de tração do tipo kevlar. Deverá também obedecer o seguinte código de cores das
fibras: 1-azul; 2-laranja; 3-verde; 4-marrom; 5-cinza; 6-branco; 7-vermelho; 8-preto; 9-amarelo; 10-violeta; 11-rosa e
12-água. A capa do cabo tem que ter números impressos indicando o comprimento em espaços inferiores a 1
metro, viabilizando uma contagem exata da metragem utilizada na instalação. Deve atender a norma ANSI/EIA/TIA-
568A e FDDI em todos os aspectos (características elétricas, mecânicas, etc.). O buffer das fibras deve ter diâmetro
externo de 900 mm.

Especificações da Fibra Utilizada no Cabo:

Perda Optica Máxima: 3.4 dB/km a 850 nm e 1.0 dB/km a 1300nm.

Banda Mínima: 160 MHz-km a 850 nm e 500 MHz-km a 1300 nm.

Número de Diâmetro Externo Resistência a Tração N


Fibras em mm (yy) (zz)
(xx)
2 46 888
4 47 888
6 53 1110
8 58 1110
12 64 1332

Patch Cord Pull-Proof Duplex ST-ST


Tipo: FL2EP-EP

Patch cord óptico duplex, do tipo MultiModo 62,5/125mm. Cada cordão monofibra deverá ter diâmetro externo de 3
mm e kevlar como elemento de tração. O patch cord deve ter 2 conectores STII+ em cada extremidade e ferrolho
de zirconia. O patch cord deverá ser pull-proof garantindo a resistência a esforços mecânicos. Deve atender a
norma ANSI EIA/TIA-568A em todos os aspectos (características elétricas, mecânicas, etc.). Deverá
preferencialmente ser conectorizado e testado em fábrica.

Cabo de Fibra Óptica Multimodo para aplicações de Rede Externa


Modelo: 3DSX

O cabo de fibra óptica deve ser do tipo “Tubo Central”, o cabo deve ter diâmetro externo máximo de 15 mm, capa
preta de polietileno de alta densidade, dois membros de tração em aço radiais ao núcleo, ripcords para facilitar a
retirada da capa do cabo, camada de metal corrugado proporcionando proteção contra roedores, ripcords para
auxiliar a retirada da camada metálica, Fita de Proteção Impermeável, tubo central de polietileno de alta densidade.
O cabo deve ser geleado, com proteção contra-roedores, deve poder ser colocado em aplicações aereas,
diretamente enterrado e em rede de dutos subterrânea, deve suportar uma força de tração de pelo menos 2.669 N.
As fibras do cabo devem ser do tipo multimodo 62,5/125mm, a perda óptica máxima deve ser de 3.75 dB/km a
850nm e de 1.0 dB/km a 1300nm. A banda passante deve ser de pelo menos 160 Mhz-km a 850nm e de 500 Mhz-
km a 1300nm. O cabo deve ter xx (4 a 96) fibras divididas em grupos de 12 fibras com o seguinte código de cores:
1-azul; 2-laranja; 3-verde; 4-marrom; 5-cinza; 6-branco; 7-vermelho; 8-preto; 9-amarelo; 10-violeta; 11-rosa e 12-
água. O cabo deve atender às normas de FDDI, Bellcore e EIA/TIA.

Cabo Fibra Óptica Multimodo para aplicações de Rede Externa


PAPER FIBRAS ÓPTICAS

Modelo: CampusMax

O cabo de fibra óptica deve ser do tipo “Tubo Central”, o cabo deve ter diâmetro externo máximo de 7,6 mm, capa
preta de polietileno de média densidade, seis membros de tração não metálicos radiais ao núcleo, 2 ripcords para
facilitar a retirada da capa do cabo, tubo central de polipropileno geleado coberto com material impermeável.

O cabo deve ser geleado, não metálico, deve ser apropriado para aplicações aereas, diretamente enterrado, em
túneis ou em conduítes encapsulados com concreto. As fibras do cabo devem ser do tipo multimodo 62,5/125mm, a
perda óptica máxima deve ser de 3.75 dB/km a 850nm e de 1.0 dB/km a 1300nm. A banda passante deve ser de
pelo menos 160 Mhz-km a 850nm e de 500 Mhz-km a 1300nm. O cabo deve ter xx (2 a 18) fibras divididas em
grupos de 12 fibras com o seguinte código de cores: 1-azul; 2-laranja; 3-verde; 4-marrom; 5-cinza; 6-branco; 7-
vermelho; 8-preto; 9-amarelo; 10-violeta; 11-rosa e 12-água. O cabo deve atender às normas de FDDI e EIA/TIA.

DIO para colocação em Rack de 19’’


Modelo: 600A2

Distribuidor intermediário óptico para fixação em rack de 19’’, com painél frontal contendo xx acopladores ópticos
do tipo yy, tampa acrílica transparente e local para acomodação das fibras respeitando o raio de curvatura mínimo.
Dimensões do DIO: Largura: 19”; Altura: 1U (44,45mm).

xx yy
12 ST-ST
24 ST-ST
12 SC-SC
12 SC Duplex - SC Duplex

Deverá ser fornecido junto de cada DIO, conectores ópticos do tipo STII+ (ou SC) em quantidade suficiente para
terminação de todas as fibras do cabo de fibra óptica. Os conectores devem ter ferrolho de zirconia e boot de
0,9mm, sendo que a conectorização deverá ser feita diretamente nas fibras buferizadas.

DIO para colocação em parede


Modelo: 100A3 LIU

Distribuidor Intermediário Óptico para colocação em parede, com 2 painéis laterais com 6 acopladores ópticos ST-
ST (ou SC-SC) cada. O DIO deve ser dotado de pelo menos 5 anéis internos para acomodação de fibras ópticas e
deve ser de material plástico do tipo policarbonato. O DIO deve ter pelo menos duas aberturas na parte superior e
também na parte inferior para passagem/entrada de cabos , as quais devem estar fechadas com tampões de
borracha quando não utilizadas. O DIO deve ter uma porta frontal que permita acesso às fibras, a qual deverá estar
fechada com cadeado. Para cada DIO deve ser instalado um organizador vertical de patch cords fechado ao lado
do mesmo, o qual também deverá estar fechado com cadeado.

Deverá ser fornecido junto de cada DIO, conectores ópticos do tipo STII+ (ou SC) em quantidade suficiente para
terminação de todas as fibras do cabo de fibra óptica. Os conectores devem ter ferrolho de zirconia e boot de
0,9mm, sendo que a conectorização deverá ser feita diretamente nas fibras buferizadas.

Dimensões Aproximadas do DIO: 22 cm (Altura), 19 cm (Largura) e 7 cm (profundidade).

Caixa de Superfície Multimídia para Fibras Ópticas


Modelo: 40A1

A caixa de montagem em superfície para fibras opticas deve ser manufacturada de material plástico, deve ter local
para armazenagem de fibra optica buferizada onde o raio de curvatura mínimo das fibras deve ser mantido. A caixa
de superfície deve possuir 4 acopladores do tipo ST - ST. Deverá ser fornecido junto de cada caixa, 4 conectores
ópticos do tipo STII+ para terminação de todas as fibras do cabo de fibra óptica. Os conectores devem ter ferrolho
de zirconia e boot de 0,9mm, sendo que a conectorização deverá ser feita diretamente nas fibras buferizadas.

Dimensões Aproximadas: 17 cm (altura), 14 cm (largura) e 4 cm de profundidade.