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OS MOVIMENTOS RUDIMENTARES.

Essencialmente os movimentos rudimentares estabelecem a transição entre as formas reflexas de motricidade e os padrões fundamentais de movimento. Esta fase do

desenvolvimento é muito rica nas descobertas das primeiras possibilidades intencionais de resposta e muito dependente das condições externas que podem permitir a cada indivíduo graus muito variáveis de estimulação. Factores gerais do envolvimento. como

o espaço físico disponível ou a qualidade das interacções, determinam fortemente o

nível da resposta e o tipo de comportamento individual. Os movimentos rudimentares são em geral caracterizados por uma evolução rápida na direcção dos movimentos fundamentais e por uma heterogeneidade comportamental muito grande. Nesta fase são observadas muitos e diversificados movimentos locomotores, com perfis evolutivos e soluções motoras muito individualizadas. À medida que o desenvolvimento ocorre a criança torna-se mais activa; Pikler (1972) detecta uma variação da frequência gestual expressa numa redução dos períodos médios de repouso entre acções (menos 25% de duração) do primeiro para

o segundo semestre de vida. Embora a maioria das crianças siga um perfil evolutivo genericamente similar (Bayley, 1935, Gesell & Ames, 1940, McGraw, 1943, Shirley, 1963) muitas delas mostram transições curiosas entre estádios de referência, saltando por cima de alguns ou fixando-se por tempo muito prolongado em outros. Estas particularidades individuais foram salientadas à medida que os estudos evoluiram de uma descrição geral para uma descrição detalhada de certos aspectos da motricidade. Como regra, a sequência evolutiva do 1º ano de vida parece invariante, já que a hierarquia de aquisições permanece sensivelmente a mesma para todas as crianças embora a cronologia de aquisições seja muito variável. Parizkova (1984) e Dennis (1963) registaram respectivamente os efeitos positivos e os negativos da qualidade de estimulação sobre o desenvolvimento motor. Parizkova (1984) mostrou o efeito positivo da estimulação parental sobre a idade de aquisições motoras rudimentares; Dennis (1963) encontrou atrasos significativos no desenvolvimento locomotor de crianças iranianas educadas em instituições sem qualquer organização da estimulação, podendo retardar am alguns anos a aquisição da marcha autónoma.

Princípios do desenvolvimento.

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Desde o princípio da formulação teórica do maturacionismo que se procuram os princípios ordenadores do desenvolvimento motor. No caso do desenvolvimento humano, esta foi uma busca inglória, porquanto os princípios ordenadores tiveram primeiro que ser deduzidos da observação da transformação do comportamento e, depois, do conhecimento que as neurociências foram produzindo sobre os processos maturativos. É claro que, tratando-se de ramos distintos do conhecimento e com metodologias, senão linguagens, também distintas, a unificação do conhecimento foi sempre difícil. Aqui e ali surgiram autores capazes de produzir sínteses inovadoras. O primeiro caso foi Myrtle McGraw que, bem suportada no trabalho da escola maturacionista de Arnold Gesell, se permitiu propor uma visão neurocomportamental do desenvolvimento interessante

DESENVOLVIMENTO DOS MOVIMENTOS POSTURAIS.

Em termos de desenvolvimento motor o controlo postural pode ser visto a partir

de duas grandes conquistas: (1) o controlo da posição da cabeça com implicações no

desenvolvimento da locomoção e da preensão e no desenvolvimento perceptivo, e (2) o

controlo da coluna vertebral. É importante salientar que a maturação e o controlo

muscular seguem uma direcção cefalo-caudal, o que implica um controlo mais remoto

dos musculos da coluna vertebral em relação aos que regulam a posição e a mobilidade

da cabeça.

Ao fim do 1º mês de vida têm lugar os primeiros sintomas de que a cabeça é

controlada de uma forma voluntária (Shirley, 1931), evoluindo até ao 3º mês em que já

é visível um razoável controlo na posição de deitado e de sentado com ajuda. A partir

desta altura a cabeça passa a ser controlada em conjunção com a coluna vertebral, numa

situação de interdependência. Um mês mais tarde a cabeça eleva-se ao mesmo tempo

que a coluna possibilitando o domínio visual na posição de deitado ventral. Os membros

superiores ajudam nesta acção, embora a acção seja limitada, com consequências na

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possibilidade de exploração visual. É pelo 6º mês que a extensão completa e sustentada

dos braços permite uma elevação satisfatória do tronco e a rotação razoavelmente

controlada da cabeça. Nesta idade a posição de sentado sem ajuda já é observada, e a

mobilidade da cabeça potencia a leitura visual do envolvimento.

O controlo da coluna tem início pelas 4-6 semanas na posição de deitado ventral

e evolui para o domínio da posição de sentado, com idades cronológicas de

aparecimento muito variáveis. Um valor de referência para a posição de sentado situa-se pelos 6 meses, embora esteja muito dependente do tipo de apoio e suporte da posição, sendo também variável a sua cronologia conforme a população estudada ou a própria definição de posição de sentado. São particularmente importantes o ângulo do tronco com o solo, o suporte das pernas e mesmo a posição da cabeça. Observações sobre a posição de sentado detectam claramente não a existência de uma mas de várias alternativas possíveis (Pikler, 1969). Um processo idêntico ocorre na posição bípede, extremamente dependente do tipo de ajuda e dos apoios de que a criança faz uso.

DESENVOLVIMENTO DOS MOVIMENTOS LOCOMOTORES.

Podemos considerar duas fases distintas para os movimentos locomotores entre

os 0 e os 2 anos. A primeira fase termina por volta dos 13 meses com os primeiros passos autónomos e é antecedida pelas seguintes conquistas fundamentais:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Sem controlo da
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Sem controlo da cabeça
De deitado lateral para decúbito dorsal
levanta a cabeça em decúbito ventral
De decúbito dorsal para deitado lateral
Sentado com apoios
Sentado com autonomia
Em pé com ajuda
Rastejar (contacto do abdómen)
Mantém-se em pé com apoios fixos
Quadrupedia baixa
Alterna entre sentado e de pé
Tenta pôr-se em pé sózinho
Anda lateralmente com apoios fixos
Anda com ajuda
Anda sozinho
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Figura XX: Intervalos para aquisições posturais e locomotoras no primeiro ano de vida, com base em Koupernik (1954), Bayley (1969), Sheridan (1975), Holt (1977), Hurlock (1978), Stangler, Huber e Routh (1980), Pickler (1985) e Illingworth (1987).

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McGraw (1943) identificou 5 fases na evolução motora conducente à marcha, com base na lei céfalo-caudal do desenvolvimento, isto é, de que o controlo motor segue numa direcção da cabeça para as extremidades inferiores da coluna:

até

aos 5 meses

marcha reflexa

4-5 meses

Inibição reflexa (controlo dos movimentos da cabeça)

4-7 meses

transição (controlo do tronco)

7-9 meses

passada intencional ("deliberate stepping") controlo dos apoios

9-15 meses

marcha autónoma

Estas conquistas não só não têm tempos fixos de aparecimento (princípio da cronologia variável) como não são necessáriamente sequênciais nem exclusivas. Várias formas de locomoção rudimentar podem coexistir no mesmo momento e é discutível a generalização de que todas as formas locomotoras devem ocorrer na criança normal. De

facto a sequência evolutiva não passa necessariamente por todas as fases, já que muitas vezes algumas delas somente existem sob a forma de um leve esboço. Por exemplo, a forma mais complexa de quadrupedia, que apenas faz uso de pés e mãos, pode não ser observada em todas as crianças. Do mesmo modo, algumas das etapas evolutivas podem perdurar muito para além do que é o valor temporal de referência. A variabilidade das aquisições depende de inúmeros factores, muitos deles associados entre si. Sabemos hoje que ambientes adequados promovem um desenvolvimento equilibrado e harmonioso embora também seja possível que em condições desfavoráveis o domínio motor do desenvolvimento não seja grandemente afectado. Contudo, há registos sistemáticos de crianças mal-tratadas ou pouco estimuladas em que uma das consequências foi precisamente o empobrecimento motor.

A este propósito vale a pena referir toda a obra de Emmi Pikler, com crianças

desfavorecidas da Hungria. No seu Instituto Pikler-Lóczy, e desde 1946, passaram várias centenas de crianças que aí residiram durante algum tempo. Uma das observações mais constantes nestas crianças foi precisamente a da necessidade de estimulação suplementar para corrigir deficits de estimulação devidas a condições de vida pouco satisfatórias. A intervenção com estas crianças, muitas das quais com menos de um ano, era muito baseada na criação de condições em que, por si só, os indivíduos resolvessem problemas, aproximando-se de um desenvolvimento normal. Pikler preconizou a

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utilização de vestuário que permitissse liberdade de movimentos, redução do tempo de transporte ao colo das crianças como modo de estimular formas de locomoção, descalçar as crianças tanto quento possível para que pudessem experimentar sensações essenciais para a locomoção, ou a criação de dificuldades de acesso a brinquedos como encorajamento para a actividade, etc. Alguns factores parecem ter maior importância no trajecto evolutivo individual:

(1) os de ordem morfológica, já que grande parte do desenvolvimento motor está associado a um suporte estrutural adequado, (2) a qualidade da estimulação específica,

sendo regra que se aprende mais depressa e melhor aquilo que mais é estimulado, e, (3) as condições gerais de desenvolvimento (espaço disponível, mobilidade permitida, modelos e interacções sociais com outras crianças e com adultos, estabilidade emocional, etc.). Se considerarmos a influência destes factores e o seu efeito cumulativo nas aquisições prévias à marcha, então facilmente compreendemos que a idade de aparecimento da marcha autónoma possa ser extremamente variável sendo relativamente frequentes valores entre os 10 e os 16 meses.

A segunda fase nos movimentos locomotores é posterior ao primeiro ano de vida

e compreende movimentos que vão evoluir ainda durante alguns anos até atingir uma estabilidade comportamental. Esses movimentos, como o correr ou o saltar serão tratados noutro capítulo.

DESENVOLVIMENTO DA PREENSÃO.

A preensão segue uma série de etapas dependentes não apenas da coordenação

muscular em sentido estrito mas também da capacidade de organização de acções coerentes com a captação e tratamento de informação visual. Esta evolução é extremamente variável de criança para criança e apresenta as suas fases essenciais até por volta dos 6 anos de idade, culminando com o início do domínio dos instrumentos e dos movimentos da escrita, em que a conquista de automatismos de motricidade fina é importante. Um estudo clássico da evolução do comportamento manipulativo é o de Halverson (1931) em que a cronologia das principais aquisições manipulativas é apresentada de forma descritiva (sub-dividida em 10 fases) até ao 1º ano de vida. A

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preensão evolui de uma pega palmar, estruturalmente semelhante ao reflexo de preensão inclusivamente na sequência temporal de acção dos dedos (médio-anelar-mínimo- indicador), para uma pega com inclusão do polegar e, posteriormente para uma pega em pinça com oposição indicador-polegar. Por volta dos 10 meses têm início formas evoluidas de preensão, possibilitando diferentes ajustamentos a variações específicas dos objectos e uma diversidade de aproximações conforme a forma do objecto ou a finalidade da acção. A observação de que crianças muito pequenas quando suportadas e com liberdade para mover os braços exibem movimentos de aproximação a objectos, conduziu a uma série de estudos que procuram reapreciar as reais potencialidades para agarrar (Hofsten, 1982). Uma primeira noção é a de que o controlo dos movimentos dos braços no recém-nascido é organizado num espaço visuo-manual (Rader & Stern, 1982). Hofsten (1982) observou tentativas de agarrar em bebés de 5 dias, desde que o objecto esteja em movimento; quando a criança não olha para o objecto a frequência de tentativas esboçadas de agarrar é significativamente inferior. Contudo, "the synergistic properties of neonate reaching does not seem to be influenced by vision. Wether the infant looked at the target or not, in a majority of cases, the reaching hand would open before or during the extension of the arm" (p.172). A combinação alcançar-agarrar pode ser adequada a características do objecto, nomeadamente a sua orientação espacial. Entre as 18 e as 34 semanas o ajustamento da mão em relação à orientação do objecto pode ser observada (Hofsten & Fazel-Handy,

1984).

Aos 5 meses é possível verificar a correcção da orientação manual para o objecto quando a visão é distorcida por prismas ópticos (McDonnell, 1975) sugerindo que o controlo desta fase do agarrar não é feito por modo exclusivamente visual mas visuo-proprioceptivo. A evolução processa-se no sentido da independência sequencial de duas fases de acção: uma fase inicial, balística, de aproximação ao objecto, e uma fase lenta de precisão com a finalidade de estabelecer contacto ajustado. As formas mais primitivas de preensão são de natureza reflexa (reflexo de preensão) e sinergias musculares elementares podem ser observadas no período fetal a partir das 10.5 semanas (Ajuriaguerra, 1978, Prechtl, 1986). Antes que a preensão voluntária possa ocorrer é preciso, contudo, que alguns pré-requisitos estejam reunidos, nomeadamente a capacidade de abrir voluntariamente a mão contrariando a tendência comportamental do recém-nascido para a manter fechada e a capacidade de orientar

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visualmente a mão para o objecto. Por volta das 12 semanas e às vezes mais cedo, o bebé é capaz de reter um objecto colocado na sua mão. Nesta altura evidencia desejo de agarrar objectos embora não se oriente para eles. Gradualmente e de forma imperceptível as mãos orientam-se para o objecto até que, por volta dos 4 meses, a mão e a visão estão orientadas mas a preensão ainda não surge. Uma distinção importante deve ser feita quanto à categorias de comportamento manipulativo. Basicamente podem surgir três formas: o alcançar (reaching), o agarrar objectos imóveis (grasping) e o agarrar objectos móveis (catching). O agarrar objectos imóveis pode surgir sobre forma reflexa ou voluntária quando o objecto é colocado em contacto com a mão ou pode implicar e associar-se ao movimento de alcançar. Nesta acção sequencial foram detectadas, em adultos e também em crianças (Hofsten,1982), duas fases: uma primeira de controlo visuo-proprioceptivo com o objectivo de aproximação ao alvo, muito rápida e cobrindo a maior parte da aproximação, e uma fase final guiada visualmente detinada a assegurar um agarrar suave. Nesta última fase a posição do alvo e da mão são visualmente tratadas para controlar os ajustamentos finos que aí têm lugar (Hofsten & Lee, 1982). Aos 5 meses pode agarrar claramente um objecto colocado próximo das suas mãos, e um mês mais tarde pode trocar objectos de mão (Illingworth, 1986), evoluindo rapidamente para formas muito precisas de agarrar e para o intercâmbio de objectos entre mãos (7-8 meses). Por volta dos 9 meses a preensão em pinça indicador-polegar é observável. A partir desta idade são frequentes os jogos de dar e receber tipicamente repetitivos, com domínio das mãos, da posição de sentado, da coordenação mão-visão e da comunicação entre criança e adulto ou criança-criança.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Mãos fechadas e
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Mãos fechadas e polegar para dentro
Alcançar descontrolado
Desaparece o reflexo de preensão
Segura objecto entre mão e tronco.
Preensão cúbito e rádio-palmar
Preensão palmar
Preensão radial
Muda objecto de mão
Preensão em pinça rudimentar
Preensão em pinça com precisão
Dá objectos a pedido
Primeiras formas de lançar
Quase agarra objectos em movimento
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Figura XX: Intervalos para aquisições manipulativas no primeiro ano de vida, com base em Illingworth (1987), Halverson (1931), Koupernik (1954), Haywood (1988), Bayley (1969) e Eckert (1993).

Aos 12 meses já existem movimentos controlados de alimentação e pouco depois pode colocar um cubo sobre outro. A precisão do movimento aumenta regularmente mas apenas por volta dos dois anos é capaz de empilhar mais de 3 cubos. Aos 15-18 meses controla regularmente a colher e é capaz de folhear um livro embora sem precisão. Mais tarde consegue rodar uma fechadura ou uma chave de parafusos (16-24 meses), até que por volta dos 2.5 anos uma diversidade de respostas manipulativas muito semelhante à do adulto pode ser observada. Haywood (1986) sugere que o aperfeiçoamento dos movimentos manipulativos pode prosseguir com alguma regularidade até aos 6 anos de idade ou mesmo até mais tarde.

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O DESENVOLVIMENTO DO ANDAR

Uma das mais espectaculares aquisições ontogenéticas diz respeito á conquista de uma forma vertical de locomoção. Esta forma de deslocamento aumenta substancialmente a capacidade de domínio do espaço e o tempo necessário para atingir os pontos ao alcance da criança. Permite igualmente a libertação dos membros superiores para formas mais elaboradas de preensão e, principalmente, para o transporte de objectos no espaço. Genericamente o andar é qualquer forma de locomoção bípede em que ocorre uma alternância dos apoios sem fase de trajectória aérea. É normalmente um movimento ritmado com características muito estáveis logo a partir dos 2-3 anos. Contudo, o padrão maturo de andar só é atingido por volta dos 5/7 anos. Esta aquisição tem como pré-requisitos fundamentais a força dos membros inferiores (ou mais adequadamente, a relação entre força e peso corporal), a manifestação de reflexos antigravíticos e o desenvolvimento de alguns aspectos da capacidade equilibratória. O primeiro factor depende essencialmente do processo de crescimento e de aspectos relacionados com a alimentação; os segundo e terceiro são consequência da maturação do sistema nervoso e da aquisição de competências perceptivas fundamentais. A idade de andar autónomo e a sua evolução posterior está associada à qualidade de estimulação envolvendo tanto factores de estimulação directa quanto condições adequadas à prática. Towen (1976) refere a estreita relação que se verifica entre a idade de aquisição da posição de pé sem ajuda e o início da locomoção bípede autónoma, sugerindo que as duas aquisições dependem de um processo de maturação neurológica comum. Espenschade e Eckert (1980), a este propósito, indicam que dificilmente se pode dissociar o que se passa quanto aos movimentos manipulativos e posturais e a evolução do andar; é contudo maior a dependência deste movimento em relação ao controlo postural do segundo semestre de vida. Desde Shirley (1931), num célebre estudo sobre o desenvolvimento motor nos dois primeiros anos de vida, que se consideram três fases principais até á ocorrência do Andar autónomo:

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1. movimentos diversos dos membros inferiores em posição vertical suportada; a criança não suporta o seu peso.

2. posição bípede com suporte fixo, eventualmente com pequenos movimentos de deslocação.

3. locomoção com ajuda do adulto nas duas mãos.

De facto o Andar tem como percurssores movimentos locomotores rudimentares que dominaram o primeiro ano de vida. A progressão tem início nas formas iniciais de rastejar, reptação e quadrupedia. Ames (1937) identifica, pelo recurso a técnicas cinematográficas, 14 estádios da progressão em pronação que são adquiridos de forma praticamente idêntica de criança para criança: deste facto deduz a existência de uma progressão invariável neste tipo de movimentos. Por regra os primeiros movimentos propulsores circunscrevem-se á acção dos braços, passando a seguir a um papel vagamente activo do tronco até se verificar uma propulsão com a perna e pé, ainda em posição de deitado. Nesta fase o contacto da região abdominal com o solo reduz largamente a eficiência do deslocamento. O movimento de rastejar dá origem a uma forma rudimentar de reptação em que se verifica uma acção sincronizada dos quatro membros para, quando da elevação do abdomen do solo, se passar às primeiras formas de quadrupedia (McGraw, 1941). Towen (1976), num estudo com 51 crianças, encontra as mesmas fases gerais de McGraw (1941) mas sublinha a influência das características individuais na duração de cada fase e na rapidez de evolução da sequência. Salienta ainda o facto de muitas crianças saltarem uma ou mais fases, interrogando-se sobre a invariância das fases tomada como inquestionável durante longos anos. Roberton e Halverson (1984) reformulam a questão da variabilidade da sequência de aquisições afastando-se da concepção rígida de uma única sequência ou mesmo de uma sequência "média". Para estas autoras as sequências encontradas em alguns estudos raramente são comprovadas por outros trabalhos, adiantando a noção de variação intra e inter-tarefa. De facto, e segundo análise retrospectiva destas especialistas, não existe validação para sequências gerais devendo ser assumida com cautela a passagem por um percurso normal único de desenvolvimento dos padrões motores nos primeiros anos de vida. O estudo do desenvolvimento da locomoção tem sido conduzido a partir de três vectores principais: 1) a identificação de estádios; 2) o estudo da evolução dentro de

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cada estádio, e, 3) a identificação dos factores determinantes do tempo de aparecimento ou da duração de cada fase (Espenschade e Eckert, 1980).

O desenvolvimento do Andar manifesta-se, nas suas primeiras fases, entre os 9 e

os 17 meses de idade com períodos críticos diferentes de autor para autor. Nesta primeira fase a acção das pernas é pouco eficiente e o padrão motor caracteriza-se por uma passada muito curta, pequena extensão da perna e contacto com o solo com o joelho em flexão. Os pés são colocados lateralmente ao sentido do deslocamento, com um afastamento muito pronunciado, numa tentativa de controlar os desequilíbrios

laterais muito frequentes nesta fase. Os primeiros passos não são ritmados nem fluidos, e, frequentemente, hesitantes. Os trajectos são curtos e não há mudanças de direcção. Não existe rotação do tronco e os braços conservam uma posição relativamente alta sem alternância coordenada com a deslocação dos apoios, prevendo a protecção em caso de queda. Este último aspecto segue uma evolução curiosa com o abaixamento progressivo dos braços para uma posição de "guarda" mais baixa (cerca de 45 graus em relação ao tronco) até estabilizarem na posição vertical típica da locomoção do adulto. Só posteriormente se verificará o movimento de balanço alternado e em oposição ao movimento dos membros inferiores.

O desenvolvimento do Andar passa por certas transformações quer de ordem

motora quer de ordem morfológica. Com base no trabalho de Wickstrom (1977) e de Espenschade & Eckert (1980) podemos identificar:

1. o aumento da passada conseguido pelo aumento da capacidade equilibratória e

também dependente do aumento de comprimento do membro inferior. Scrutton (1969), num estudo com 97 crianças, detectou comprimentos da passada de 28 cm aos 12 meses, 32 cm aos 2 anos, 36 cm aos 3 anos e 41 cm aos 4 anos;

2. aquisição de um desenrolar do pé de impulsão que se sucede a uma fase inicial de

movimento do pé em que não existe transferência do peso do calcanhar para a ponta do pé;

3. extensão do joelho na fase de impulsão, reduzindo-se a flexão do mesmo na retomada de contacto com o solo;

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4.

redução da amplitude do afastamento lateral dos apoios e orientação dos mesmos no

sentido do deslocamento;

5. redução da inclinação do tronco á frente, tendendo para uma posição vertical do

tronco;

6. aumento da rotação pélvica proporcionando as bases do movimento alternado dos

membros superiores e inferiores.

As transformações referidas ocorrem normalmente até aos dois anos sendo visível nesta idade quase todas as características fundamentais de uma forma matura de Andar. Algumas das aquisições têm o seu período médio de ocorrência bem definido (Burnett e Johnson, 1971):

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meses

rotação pélvica

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meses

flexão/extensão do joelho

17

meses

redução do afastamento lateral dos apoios proporcionando a verticalidade dos membros inferiores

18

meses

sincronismo do movimento de oscilação dos braços

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meses

desenrolar do pé do calcanhar até aos dedos

O estudo de Okamoto (1973) que analisa os padrões de contracção muscular por electromiografia, dilata este período até aos três anos de idade, momento decisivo na transição para a marcha adulta. Segundo este autor as transformações ocorrentes a partir dos três anos são muito subtis embora os padrões electromiográficos continuem a evoluir até aos sete anos, altura em que as semelhanças com os padrões de adultos são muito grandes. Haywood (1986) afirma a este propósito que as transformações se estendem para além dos cinco anos sendo no entanto muito difícil a observação de alterações sem recurso a técnicas de análise mais sofisticadas.

A ESTIMULAÇÃO DO ANDAR

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Durante muitos anos o determinismo maturacionista reduziu a um papel insignificante a estimulação durante os primeiros tempos de vida. Como processo fisiológico internamente regulado e sujeito a leis precisas, o fenómeno da maturação parecia explicar quase toda a evolução não só na coordenação em geral mas também no tempo de aquisição de habilidades motoras. No entanto surgem dúvidas quando estudos devidamente controlados e realizados por cientistas de reconhecida competência observam valores muito discrepantes para a idade de aquisição da marcha autónoma:

Shirley (1931)

- 14.7 meses

Bayley (1935)

- 13.0 meses

Gesell e Amatruda (1964) - 15.2 meses

Brunet e Lezine (1951)

- 14.2 meses

Buhler e Hetzer (1953)

- 16.3 meses

Illingworth (1982)

- 13.0 meses

O estudo de Neligan e Prudham (1969), circunscrito a amostras da zona de

Newcastle em Inglaterra e considerando três grupos distintos pela classe social dos pais, encontra diferenças na idade de aquisição da marcha autónoma que variam entre os 12.7 e os 13.8 meses. Os cuidados parentais e as condições de vida em geral parecem influir de forma significativa nesta variação. Pikler (1968) refere igualmente os cuidados maternais como factor decisivo na aquisição desta habilidade, encontrando valores próximos dos 15 meses para crianças carentes em termos de estimulação. Estes dois factores, cuidados parentais e nível socio-económico parecem interagir embora seja difícil objectivar as influências específicas de cada um deles no caso da aquisição do andar.

A idade para a emergência da marcha está relacionada com a quantidade de

estimulação. Dois exemplos ajudam a ilustrar este facto. As crianças do norte da Europa nascidas no Inverno ou no Verão diferem em cerca de um mês na aquisição da marcha autónoma. Os bebés nascidos no Inverno têm mais oportunidades de rastejar, gatinhar e outras experiências anteriores à marcha, porque quando estas aquisições ocorrem a

temperatura é mais elevada e as condições para brincar são facilitadas. (Benson, 1993).

O segundo exemplo provém das aranhas ou andadeiras. As crianças que têm uso

excessivo (mais de 2.5 horas/dia) de andadeiras apresentam um atraso de dois meses no domínio da posição de sentado e de um mês no apreceimento da marcha. A conclusão

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destes dois exemplos aponta sempre no sentido de que a facilitação excessiva ou a redução de actividade por condições diversas atrasa o momento de ocorrência normal de aquisições motoras na primeira infância. Mais recentemente foi colocada a questão de se saber até que ponto a estimulação específica, quer por via de cuidados maternais diferenciados quer por via experimental, pode alterar o curso do processo normal de desenvolvimento. Duas posições persistem quanto a este problema. Por um lado autores como Delacato (1963) e Doman (1964) afirmam que o "saltar de etapas" no processo normal de desenvolvimento pode implicar negativamente com o sucesso de aquisições posteriores, não só no plano motor mas também no domínio cognitivo em geral. Nesta perspectiva, de base maturacionista, todas as fases evolutivas devem ser respeitadas de forma a garantir uma integridade e correcção do desenvolvimento. Contrariamente a esta posição, autores como Roberton (1978) e Zelazo (1983) contrapoem o papel da estimulação precoce como modo de acelerar etapas e o próprio curso normal de desenvolvimento sem que se vislumbrem implicações negativas no futuro da criança. Zelazo (1983) demonstra que movimentos reflexos como o da marcha, que normalmente desaparece por volta das oito semanas, podem persistir se ocorrer uma estimulação metódica deste movimento pela repetição do estímulo elicitador. A estimulação activa deste reflexo aumenta a frequência da resposta (número de passos) enquanto que a estimulação passiva não produz qualquer efeito de persistência do reflexo. Adicionalmente os efeitos desta estimulação fazem-se notar no aparecimento precoce da marcha autónoma (menos 2 meses que o grupo de controlo que não beneficiou de qualquer tipo de estimulação). Konner (1973) observou o facto de que as crianças do Deserto do Calahari no Botswana, sendo sujeitas a uma estimulação tradicional dos movimentos de marcha reflexa que se prolonga por todo o primeiro ano de vida, sob a forma de um jogo/dança que produz estimulação idêntica á de Zelazo (1983), conservam o reflexo durante o tempo em que persiste a estimulação. O estudo de Super (1976), similar ao de Konner (1973) mas realizado no Quénia, produz resultados idênticos, verificando-se a extensão do reflexo a todo o primeiro ano de vida em 86 % da amostra estudada. Está contudo por esclarecer se o reflexo prolongado se incorpora na marcha autónoma e se, de forma sistemática, a beneficia. A estimulação suplementar de carácter cultural que as mães estudadas provocam nos seus filhos, descrita por Super (1976),

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incide não só na exercitação do reflexo de marcha, mas também na posição de sentado e

de pé.

A estimulação que diferentes culturas proporcionam ás suas crianças no tocante

a movimentos rudimentares e fundamentais está bem patente no levantamento

complementar levado a efeito por Super (1976). Este autor mostra que para grupos africanos constituintes de uma amostra altamente diversificada (doze grupos da Árica Oriental) é importante a estimulação de movimentos como o Sentar e o Andar, ao contrário da prática corrente nas culturas europeias.

O DESENVOLVIMENTO DO CORRER

A corrida é um movimento fundamental cujas primeiras manifestações surgem

um pouco antes dos dois anos. Supõe-se que é uma evolução do movimento de andar,

complexificado pela incorporação de uma fase de trajectória aérea. As primeiras formas

de corrida assemelham-se a uma acção rápida de andar em que algumas características

iniciais do andar voltam a ser exibidas (e.g. a elevação das mãos ao nível da cabeça ("guarda alta") ou o afastamento lateral dos apoios). De igual modo podemos considerar como características do padrão inicial de corrida a amplitude reduzida da passada e a extensão incompleta da perna de apoio (Haywood, 1986). O evidente desequilíbrio da corrida inicial pode ser reduzido por acção de movimentos dos braços em que o cotovelo é exageradamente elevado, com eventual cruzamento dos braços. As primeiras formas de corrida são semelhantes a uma forma apressada de andar e, na realidade, ainda não incluem uma fase em que os apoios não exibem contacto com o solo. As primeiras manifestações surgem por volta dos 18 meses (Zaichkowsky, 1980) embora um padrão consistente e suave só seja normalmente observado entre os 2-3 anos. Espenschade e Eckert (1980) argumentam que o padrão inicial de corrida não apresenta diferenças relevantes em relação à marcha, envolvendo supostamente o mesmo programa motor, embora com variações nítidas na frequência e na amplitude das acções. Os pré-requisitos gerais para a emergência das primeiras formas de corrida são, segundo as mesmas autoras, um aumento da força e do equilíbrio. Como a progressão calcanhar-metatarsos não está ainda estabelecida, as primeiras formas de corrida registam um apoio quase simultâneo de toda a superfície do pé. Pelos 3 anos o controlo da passada é mais efectivo, denotando uma maior

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regularidade. Contudo, a habilidade de parar repentinamente ou de mudar de direcção é incipiente; a corrida é apenas observável em linha recta. As re-orientações espaciais são resolvidas graças a uma redução da velocidade de deslocamento, para formas de andar suficientemente lentas para poder proceder à mudança de direcção. O padrão inicial regista ainda uma extensão quase total do membro inferior e uma irregularidade sensível do comprimento e frequência da passada (Eckert, 1987). A frequência de passada pode atingir valores de 170 apoios por minuto aos dois anos e meio (Espenschade & Eckert, 1967) e a velocidade de deslocamento pode chegar a cerca de 2 metros por segundo (Cratty, 1986). A evolução da velocidade de deslocamento é importante atingindo um valor de 3.6 m/s aos 5 anos (Jenkins, 1930). Uma forma de corrida suficientemente elaborada para poder ser incluida em actividades de jogo não é geralmente observada antes dos 4 anos e a semelhança com padrões adultos ocorre apenas pelos 5-6 anos (Espenschade & Eckert, 1980).

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(adaptado de Clouse (1959): A kinematic analysis of the development of the running pattern of preschool boys, University of Wisconsin.

A evolução do padrão de corrida é mais notória dos 2 para os 4 anos do que dos 4 para os 6 anos (Fortney, 1983). São características dos 2 anos a elevação dos calcanhares abaixo da altura dos joelhos e um ângulo inferior a 90º entre o pé e a perna. Aos 4 anos este ângulo é já superior a 90º e a altura atingida pelo calcanhar durante a mudança de apoio é claramente superior à altura do joelho da perna de apoio. Uma terceira característica é o aumento do ângulo coxa-perna com a idade. Estas modificações podem estar na origem de alguns factos observados por Clouse (1959);

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com a idade verifica-se um aumento da velocidade de corrida, do tempo de trajectória aérea e do comprimento da passada, assim como uma redução da trajectória vertical do centro de massa. A estas transformações, McGlenaghan & Gallahue (1985) e Dittmer (1962) acrescentam ainda a redução do tempo de contacto com o solo (duração do apoio) com a idade. Haywood (1986) refere a evolução para uma extensão completa da perna no final da fase de contacto e, por último, Wickstrom (1977) refere a redução do ângulo braço-antebraço até um valor próximo dos 90º em crianças que exibem um padrão maturo. Uma boa sistematização da evolução da corrida seguindo uma perspectiva de estádio é apresentada por Seefeldt, Reuschlein e Vogel (1972):

FASE 1

braços elevados, contacto completo do pé, passada curta com reduzida flexão do joelho

FASE 2

aumento do comprimento da passada, da flexão do joelho e da fase de não-suporte

FASE 3

contacto c/ o solo iniciado pelo calcanhar, acção mais vigorosa dos braços, rotação do tro

FASE 4

contacto com a extremidade anterior do pé, oposição dos braços e coordenação com os a

Entre os 2 e os 6 anos as variáveis altura, comprimento do membro inferior e comprimento da passada estão fortemente correlacionados, sendo verificadas correlações significativas logo aos 2 anos. Apesar de padrões consistentes de corrida serem detectáveis por volta dos seis anos, com grande semelhança a padrões adultos, o refinamento por especialização do movimento fundamental continua muito para além desta idade, sendo observadas modificações em adolescentes. Estas modificações no processo repercutem-se no produto e medidas como a velocidade de corrida são delas reflexo. Contudo, cada vez

mais uma parte substancial da melhoria da prestação fica a dever-se ao desenvolvimento

de qualidades físicas como a força muscular. Espenschade (1980), analisando a

velocidade de corrida entre os 5 e os 17 anos mostrou uma evolução linear até aos 11-12

anos, idade a partir da qual a prestação tende a uma estabilização progressiva. Entre os 5 e os 11 anos o aumento é de cerca de 60% (de aproximadamente 3.5 para 5.5 m/s). O sexo masculino exibe prestações sempre superiores ao feminino, correndo mais 10 a 20

cm por segundo (Espenschade, 1980).

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Referenciais do desenvolvimento.

 

Grandes movimentos

Pequenos movimentos

Até ao fim do 1º ano

Sentado sem suporte. Soluções evoluídas de quadrupedia. Atinge posição bípede e mantém-se de pé sem ajuda. Anda com ajuda ou apoio. Rola uma bola imitando um adulto.

Alcança, agarra e põe objecto na boca. Apanha objectos pequenos com pinça digital (polegar e outro dedo). Transfere um objecto de uma mão para a outra. Deixa cair e apanha de novo um objecto.

Entre o 1º e o 2 ano

Anda sozinho. Anda para trás. Apanha objecto do chão sem cair. Puxa e empurra brinquedos. Senta-se sozinho em cadeira para crianças. Sobe e desce escadas com ajuda. Dirige-se para sons e música. Lança uma bola sem perder equilíbrio.

Constroi torres de 3 blocos. Vira as páginas de um livro, duas e três de cada vez. Lança bola pequena. Pinta com a mão toda, e muda canetas de mão. Consegue tirar luvas e peúgas. Descalça os sapatos.

Entre o 2º e o 3º ano

Corre para a frente com facilidade. Saltita no mesmo lugar com dois pés. Mantém-se de pé num só pé, com ajuda. Anda em bicos de pés. Pontapeia uma bola em frente.

Vira uma página de cada vez . Segura lapis com polegar e dedo (não com a mão toda). Usa o pulso ao desenhar. Usa consistentemente uma mão na maioria das acções. Veste-se e despe-se, se ajudado com botões, sapatos e orientação da roupa.

Entre o 3º e o 4º ano

Corre contornando obstáculos. Saltita e e quilibra-se num pé cerca de 10 s. Empurra, puxa e vira brinquedos com rodas. Anda de triciclo e usa o escorrega sozinho. Salta de degrau com pés juntos e equlibra-se na recepção. Lança bola por cima do ombro. Agarra bola ressaltada no chão.

Constroi torres com nove blocos pequenos. Copia círculos. Imita cruzes. Manipula bem plasticina (bolas, rolos, etc,).

Entre o 4º e o 5º ano

Anda para trás (ponta do pé – calcanhar). Saltita para a frente 10 vezes sem cair. Sobe e desce escadas autonomamente com técnica alternada.

Corta a direito com tesoura. Copia cruz. Copia quadrado. Desenha algumas letras maiúsculas.

 

Grandes Movimentos Corre me pontas de pés Anda sobre trave de equilíbrio Percorre a saltitar 2 metros

Pequenos Movimentos Recorta formas simples Copia triângulos Copia o primeiro nome

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Entre o 5º e o 6º ano

Saltita em pés alternados Salta à corda Anda de patins ou skate

Escreve algarismos de 1 a 5 Exibe preensão matura de lápis Lateralidade bem estabelecida

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