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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE

MINAS GERAIS

Pós-Graduação Automação Industrial

Rede FieldBus Foundation

Humberto Pacelle de Oliveira

Professor: Marcos Tadeu Pereira

Belo Horizonte, 18 de novembro de 2010


1 Introdução

O protocolo de rede FieldBus Foundation é uma derivação do protocolo


Fieldbus. Este último é um protocolo que foi criado no intuito de substituir o
limitado padrão analógico 4-20mA .
Em 1992 dois grandes grupos o ISP (Interoperable Systems Project) e a
WorldFIP (Factory Instrumentation Protocol) se uniram no intuito de criar um
protocolo padrão de comunicação industial. Em setembro de 1994 o grupo
criou o protocolo Fieldbus Foundation.
Trata-se de um protocolo completo, que pode prover funções para integração
de equipamentos através de suas duas subdivisões: a rede FF H1, de baixa
velocidade (31,25 kbps), destinada à interligação de instrumentos e atuadores,
e a rede FF HSE, de alta velocidade (100 Mbps), destinada à conexão de
estações de trabalho, controladores e segmentos da rede FF H1.
Assim como no protocolo Profibus, o Foundation Fieldbus possibilita aplicações
em áreas classificadas e alimentação de dispositivos pelo próprio barramento
de dados. O meio físico, para as redes FF H1 é implementado pelo padrão IEC
61158-2, e para as redes FF HSE, pelo padrão Ethernet.

Figura 1 – Logotipo Fieldbus Foundation


2 Fieldbus Foundation HI

As redes Foundation Fieldbus H1 são destinadas à interligação de


dispositivos no nível de campo, como sensores e atuadores, a baixa velocidade
de transmissão (31,25 kbits/s).
A alimentação dos instrumentos conectados aos troncos e barramentos pode
ser feita através do mesmo cabo utilizado para transferência de dados
(padronizados segundo a norma IEC 61158-2), sendo esta característica,
juntamente com as restrições advindas da utilização de segurança intrínseca,
um dos fatores de limitação do número de instrumentos possíveis de serem
conectados::
• Alimentação pelo cabo de dados, segurança intrínseca: de 2 a 6
instrumentos;

• Alimentação pelo cabo de dados, segurança não-intrínseca: de 2 a 12


instrumentos;

• Alimentação externa, segurança não intrínseca: de 2 a 32 instrumentos.

O comprimento da linha principal (trunk) pode chegar a até 1900 m (somando-


se os comprimentos dos spurs), onde podem ser utilizados até 4 repetidores.
Para aplicações que requerem segurança intrínseca, esta distância é reduzida
a 1000 m, não devendo os spurs exceder 30 m de comprimento.
O meio físico IEC 61158-2 possibilita a interligação de instrumentos operando
de 9 a 32 V para as redes H1. Para as redes FF HSE, pode-se utilizar o padrão
Ethernet. Nas redes H1 são utilizados dois fios, para comunicação e
alimentação (no caso de barramentos alimentados).

3 FieldBus Foundation HSE

As redes Foundation Fieldbus HSE tem como objetivo suprir as limitações


impostas pelas redes FF H1, cujo restrito número de dispositivos por
barramento constitui-se em um obstáculo para a comunicação de uma área
extensa de uma planta (em geral, conectam-se de 5 a 7 dispositivos por
segmento de rede). Trata-se da aplicação de uma tendência em comunicação
industrial, constituída pelo uso do padrão Ethernet que pode atingir velocidades
de até 100 Mbps).
Deste modo, é proporcionada a interligação entre diversos segmentos H1, bem
como a conexão de PLCs, servidores e outros instrumentos que necessitem
transmitir blocos de dados extensos. Fica possibilitada, ainda, a configuração
de malhas de controle entre instrumentos dispostos em redes distintas. A
interface entre as redes é realizada por intermédio de linking devices
específicos, que podem ainda, interconectar outras plataformas de
comunicação e interligar I/Os locais, permitindo a interligação de sinais
discretos e configurando-se como uma boa solução para aplicações de
natureza híbrida. Os diversos níveis de hierarquia são simplificados em apenas
dois, conforme pode ser observado na ilustração.

Figura 2 – Integração de redes FieldBus Foundation H1 e HSE

4 Características

Em redes FF os dados são transmitidos sobre a forma de blocos, os quais


cobrem todas as funções da rede. Deste modo, são encontrados três tipos
diferentes de blocos relacionados abaixo:

• Blocos de recurso, que contém informações específicas sobre os


dispositivos; Atuam, também, como interface entre I/Os físicos e os
blocos de função;
• Blocos de função, que são utilizados em estratégias de controle.

• Blocos de transdutor, que servem para desacoplar os blocos de função


das tarefas de interface com o sensor de campo.

Através dos blocos de função, parâmetros especiais, como a configuração de


malhas de controle podem ser estabelecidos a partir dos próprios instrumentos
de campo como mostrado na figura 3. Existem, ainda, três modalidades de
blocos de função: blocos de função básicas, blocos de funções avançadas e
blocos de funções flexíveis. Através deles, é possível estabelecer diferentes
estratégias de controle, como controle realimentado, em cascata,
caracterização de sinais, temporização e integração de alarmes avançados,
controle de motores e interfaces para sensores nos barramentos.
Os blocos empregados em controle mais comumente utilizados e conhecidos
são os seguintes:
• AI (Analog Input – Entrada Analógica);
• AO (Analog Output – Saída analógica);
• Controlador PID;
• DI (Digital Input – Entrada Digital);

• DO (Digital Output – Saída digital)

Figura 3 – Blocos de controle

A estratégia de controle para redes Foundation Fieldbus consiste da seleção


dos blocos funcionais e linkagem dos mesmos, o que pode ser feito facilmente
por intermédio de softwares auxiliares. A linguagem de programação é
basicamente gráfica, e não textual, como costuma-se utilizar em outros
controladores. Assim, equipamentos de diversos fabricantes são programados
de forma idêntica.

Tabela 1 – Características FF H1
Segue abaixo comparativo entre as principais características da rede FF H1 e
HSE.

Tabela 2 – Comparativo H1 e HSE

4.1 Camada Física

4.1.1 Distribuição de Energia

A alimentação de equipamentos Foundation Fieldbus pode ser feita


opcionalmente através dos mesmos condutores de comunicação ou
separadamente, um instrumento com alimentação separada pode ser
conectado a um outro instrumento com alimentação e comunicação no mesmo
par de fios.

Figura 4 – Alimentação dispositivos


4.1.2 Cabos

De acordo com os requisitos da norma ISA - S50.02, o cabo utilizado para


ligar equipamentos Fieldbus com a velocidade de comunicação de 31,25
Kbits/s pode ser um simples par de fios trançados trançados com a sua
blindagem atendendo os seguintes requisitos mínimos (a 25 ºC):

• Z0 em fr (31,25 KHz) = 100 Ω ± 20%


• Atenuação máxima em 1,25 fr (39 KHz) = 3.0 dB/Km
• Máxima capacitância não balanceada da blindagem = 2 nF/Km
• Resistência DC máxima (por condutor) = 22 Ω/Km
• Atraso máximo de propagação entre 0,25 fr e 1,25 fr = 1.7 µs/Km
• Área seccional do condutor (bitola) = nominal 0,8 mm2 (#18 AWG)
• Cobertura mínima da blindagem deverá ser maior ou igual a 90%

O cabo tipo A se enquadra nas especificações para novas instalações de


cabos Fieldbus. A maioria dos cabos utilizados para o sistema 4 ~20 mA
podem ser classificados como tipos B, C e D. Estes tipos ( B, C e D ) não são
considerados ideais para a comunicação Fieldbus.

Tabela 3 – Características de cabos

Abaixo relação de distancias máximas para cada tipo de cabo:

Tabela 4 – Comprimento máximo dos cabos


4.1.3 Conectores

Figura 4 – Conectores campo

Figura 5 – Conectores em campo

Figura 6 – Conectores em campo


4.1.4 Caixa de Ligação

Figura 7 – Caixa de ligação

4.1.5 Terminadores

O valor do terminador para rede Fieldbus Foundation deve ser de 100 ohms.

Figura 8 – Circuito ilustrando terminadores


5 – Conclusão

Neste trabalho foi possível constatar que a rede Fieldbus Foundation é


altamente difundida no ambiente de automação industrial das grandes
empresas. Tem como sua grande vantagem o processamento distribuído onde
cada dispositivo possui capacidade de processamento promovendo a
descentralização das ações de controle. Foi o protocolo pioneiro na
substituição do sistema 4-20mA que ainda hoje é utilizado.

6 – Bibliografia

• www.ufc.edu.br
• www.emersonprocess.com
• www.fieldbus.org
• www.wikipedia.org
• www.abb.com