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Capítulo 4 RELIGADOR E SECCIONALIZADOR

4.1 Introdução
Com o advento dos primeiros sistemas de distribuição de energia elétrica, surgiram os
fusíveis para
protegê-los contra sobrecorrentes indesejáveis.
A maior vantagem dos fusíveis é o preço. No entanto, é um barato que pode se tornar caro
,
principalmente, quando são empregados na proteção de alimentadores radiais longos, poi
s, apresentam as
seguintes desvantagens:

Ao fundirem, se faz necessário a ação de uma pessoa para substituí-los, demandando dinhe
iro e tempo,
prejudicando assim a continuidade do serviço.
Com o envelhecimento, as suas características corrente x tempo podem ser alteradas
, levando-os à fusão
em valores de correntes inferiores aos admissíveis;
Não fazem a distinção entre defeitos permanentes e transitórios.
Esta última desvantagem pesa muito, pois, segundo dados estatísticos, a maioria dos
curtos-circuitos
que ocorrem num sistema de distribuição aéreo de condutores nus, são de natureza transitór
ia. As causas
típicas são :

Galhos de árvores que tocam às fases;


Pequenos animais ao subirem às estruturas;
Pássaros maiores ao pousarem nas estruturas ou nos condutores;
Ventanias fortes que levam os condutores a se tocarem;
Materiais metálicos que são atirados contra a rede;
Descargas atmosféricas ou surtos de manobra que provocam disrupção nos isoladores;
Outras.
É importante comentar que estas causas são inerentes às redes construídas com condutores
nus e
aéreos. Hoje, a tendência é a construção de redes de distribuição primárias e secundárias c
utores
isolados. Com isso, elimina-se boa parte desses problemas, aumenta-se a segurança
das pessoas e animais
contra choques elétricos e melhora-se, consideravelmente, a continuidade do fornec
imento de energia elétrica.
A partir dos problemas das redes aéreas, constituídas por condutores nus, descritos
acima, foi
desenvolvido um equipamento que realiza, automaticamente, uma seqüência de desligame
ntos ou disparos e
religamentos, a fim de testar se o defeito é permanente ou transitório. Este equipam
ento, denominado
religador, interrompe o circuito quando ocorre um curto-circuito, e religa-o após
um pequeno intervalo de
tempo (da ordem de segundos ou menos), proporcionando, com isso, alta probabilid
ade de desaparecimento
do defeito.
Após o surgimento do religador, foi desenvolvido o seccionalizador. Este conta o núm
ero de disparos
do religador. Após um certo número de contagem, previamente ajustado, o seccionaliza
dor, abre seus
contatos, isolando o trecho defeituoso.
Neste capítulo serão estudados os princípios de operação de religadores e seccionalizadore
s, bem
como a filosofia de coordenação envolvendo estes e outros equipamentos de proteção, que
são empregados
para protegerem, contra sobrecorrentes, os sistemas de distribuição.
4.2 Religador
Basicamente, um religador é constituído por um mecanismo automático projetado para abr
ir e fechar
circuitos em carga ou em curto-circuito, comandado por relés de sobrecorrente de ação
indireta (alimentados
por TCs, geralmente de bucha), que realizam as funções 50 e 51, e por um relé de relig
amento (função 79).
Atualmente, os dispositivos sensores e de controle de um religador são microproces
sadores
dedicados que realizam as funções 50, 51 e 79 e muito mais. São os chamados religadore
s microprocessados
ou numéricos de multifunção.
Para extinguir os arcos elétricos inerentes às operações de chaveamento de circuitos em
carga ou
curto-circuito, os reliagadores usam mecanismos e meios de interrupção similares aos
disjuntores. Os meios
de interrupção mais comuns são: óleo isolante; câmara de vácuo; gás (SF6). Na atualidade, e
último é o
mais empregado.
O religador ao sentir uma condição de sobrecorrente, interrompe o circuito, religand
o-o
automaticamnete, após um tempo predeterminado. Se perceber, no momento do religame
nto, que o defeito
ainda persiste, repete a seqüência disparo x religamento , até três vezes consecutivas. A
o quarto
disparo, o mecanismo de religamento é travado, deixando aberto o circuito.
A repetição da seqüência disparo x religamento , permite que o religador teste repetidamen
e se o
defeito desapareceu, possibilitando diferenciar um defeito transitório de um perma
nente.
Geralmente, um regador é projetado para realizar, no máximo, 3 religamentos seguidos
por 4
disparos, entretanto, permite ajuste para trabalhar com 1, 2 ou 3, sendo que, após
o último previamente
ajustado, permanece aberto, até que seja fechado pela ação do operador. Os disparos po
dem ser rápidos (ou
instantâneos) e lentos (ou temporizados).
Para melhor entendimento da operação, considere-se um religador instalado na saída de
num
alimentador (Fig. 4.1) e ajustado para desenvolver quatro disparos, dois rápidos (
ou instantâneos), seguidos
por dois lentos (ou temporizados), conforme a seqüência representada na Fig. 4.2.
IF
R X
F
Fig. 4.1 Religador instalado na saída do alimentador na S/E
Neste instante o religador trava,
deixando o circuito aberto (bloqueio)
Fig. 4.2 Seqüência de operação do religador
t (s)
I (A)
I CARGA
IFALTA
Se a falta for permanente, o religador desenvolverá a seqüência completa, isto é, reali
zará 3
religamentos e 4 disparos. Após o quarto disparo, permanecerá aberto até receber o com
ando de fechamento,
local ou remotamente.
Se a falta desaparecer antes do último desligamento, o religador não bloqueará o circ
uito e,
dentro de um certo intervalo de tempo (tempo de rearme ou de ressete ou de resta
belecimento), da ordem
de segundos, rearmará ou restabelecerá, ficando preparado para realizar novamente a
seqüência que está
ajustado. Na maioria dos religadores. Este tempo é ajustado previamente.
4.2.1 Aplicação e especificação
A aplicação básica de religadores é na proteção de alimentadores primários de distribuição.
instalados geralmente na saída de alimentador da subestação; em ponto do tronco que, p
or razões técnicas, se
faz necessário diminuir a zona de proteção do equipamento a montante; em derivações longas
e carregadas;
em circuitos que passam por áreas muito arborizadas e/ou sujeitas a grande intensi
dade de descargas
atmosféricas (índice ceraúnico elevado).
Para se especificar corretamente um religador, os seguintes pontos devem ser obs
ervados:

Tensão nominal: Igual ou superior a tensão máxima entre fases (tensão composta ou de lin
ha) do circuito
no qual vai ser ligado;
Corrente nominal: Deverá ser maior do que a corrente de carga máxima do circuito mul
tiplicada pelo
fator de crescimento ou de transferência de carga (corrente de operação do sistema);
Capacidade de interrupção: Igual ou maior do que a corrente de curto-circuito máxima,
valor
assimétrico, no ponto de instalação;
NBI: Compatível com a classe de tensão do circuito que vai ser ligado.
Correntes e curvas de atuação ajustáveis (ajustes): Devem permitir coordenação e/ou seleti
vidade com
outros equipamentos de proteção a montante e a jusante.
4.2.2 Seqüências e curvas de operação
Os religadores possuem um sistema de controle que permite que sejam operados com
temporização
dupla, ou seja, pode-se escolher uma seqüência de operação tal que efetuem disparos rápido
s e lentos,
conforme os ajustes previamente definidos. De acordo com a operação mais conveniente
do sistema elétrico,
escolhe-se esta seqüência, podendo ser todos os disparos rápidos, ou todos lentos ou u
ma combinação. O
mais comum é ajusta-la para disparos rápidos seguidos por lentos.
Os disparos rápidos são desenvolvidos por unidades instantâneas (50) ou por unidades d
e tempo
dependente (51), com curvas características rápidas (curvas baixas) dos tipos invers
as ou definidas. Já os
disparos lentos são conseguidos através de unidades de tempo dependente (51), com cu
rvas características
lentas (curvas altas), também inversas ou definidas.
Para melhor entendimento, considere-se o religador da Fig. 1, ajustado para oper
ar de acordo com a
curvas INST. 1 e RET. 2 (Fig. 4.4) e com a seqüência: 2 disparos rápidos (instantâneos)
seguidos por
1 lento (temporizado) , conforme a Fig. 4.3 , onde: tR1 e tR2 , são os intervalos
de religamentos
previamente ajustados (tempos de religamentos) e tI1 e t2T , são os tempos de disp
aros (tempos de
desligamentos). Os tempos tI1 e t2T são obtidos das curvas INST. 1 e RET. 2 (Fig.
4.4), para a corrente
de curto-circuito (IFALTA).
t (s)
I (A)
I CARGA
IFALTA Bloqueio
tI1 tI1 t2T
t (s)
I (A)
I CARGA
IFALTA Bloqueio
tI1 tI1 t2T
tR1 tR2
Fig. 4.3 Seqüência de operação: 2 rápidas + 1 retardada
t(s)
INST. 1
INST. 2
IFALTA I(A
RET. 1
RET. 2
t1I
t2T
Fig. 4.4 Curvas características de religador: tempos dependentes
A maioria dos religadores permitem ajustes de disparos segundo curvas de tempos
dependentes e/ou
de tempos definidos (Fig. 4.5).
t(s)
INST. 1
INST. 2
IFALTA I(A)
RET. 1
RET. 2
t1I
t2T
Fig. 4.5 Curvas características de religador: tempos dependentes e definidos
Resumindo, os religadores permitem os seguintes ajustes: corrente mínima de atuação; s
eqüência
de operação; curvas características; intervalo de religamento; tempo de rearme.
4.2.3 Critérios para ajustes
De modo geral, os religadores atuais possuem TCs nos seus interiores (geralmente
TCs de bucha), no
entanto, alguns tipos necessitam que seja feita o dimensionamento da relação destes
transformadores (RTC),
outros não. Quando necessário, deve-se empregar os critérios dados a seguir.
A corrente nominal primária do TC deve ser maior do que a razão entre o curto-circui
to máximo (no
ponto da instalação) e o fator de sobrecorrente do TC (FS). Geralmente, FS=20 .
I
CC,MAX
I =
(4.1)
N,P
FS
A corrente nominal primária do TC deve ser maior do que a máxima corrente de carga a
ser
considerada:
IN,P =
k ×
ICARGA , MAX (4.2)
Na determinação das correntes mínimas de disparo de religador, usam-se, basicamente, o
s mesmos
critérios empregados para as unidades 51 de fases. A diferença é que, as correntes mínim
as de atuação destas
unidades são ajustadas com base nas correntes indiretas (correntes secundárias de TC
s); no caso dos
religadores, geralmente, estas correntes são ajustadas com base nas correntes dire
tas das fases e neutro ou
terra, apesar de seus sensores estarem recebendo correntes indiretas.
1 Corrente mínima de disparo dos dispositivos sensores de faltas envolvendo as fas
es
Com base na corrente mínima de atuação ou disparo, previamente ajustada, os sensores d
e faltas
envolvendo as fases (em muitos casos, relés de fases), monitoram as correntes nas
fases do sistema. Ao
ocorrer uma sobrecorrente igual ou superior ao valor de referência (corrente ajust
ada), estes atuam e
comandam a abertura ou disparo do religador.
O ajuste da corrente mínima de disparo, depende da corrente de carga máxima, no pont
o de
instalação do religador, e da corrente de curto-circuito dupla fase no final da zona
protegida ou monitorada
pelos sensores de fases.
Na medida do possível, usam-se os critérios apresentados a seguir:
a) Quando o riligador for instalado ao longo da rede, a corrente de disparo por
fase, deverá ser maior que a
máxima corrente de carga medida ou convenientemente avaliada multiplicada pelo fat
or de crescimento de
carga (k).
I D, FASE =
k ×
ICARGA MAX (4.3)
b) Quando o riligador for instalado numa subestação, a qual não possui equipamento de
proteção para
transferência, sua corrente de disparo por fase deverá ser maior que a somatória da máxi
ma corrente de
carga do circuito em estudo com a máxima corrente de carga do outro circuito que,
eventualmente, venha a
ser transferido, multiplicada pelo fator de crescimento de carga (k).
I D, FASE =
k ×SICARGA MAX DOS CIRCUITOS (4.4)
c) Quando o religador for instalado numa subestação, a qual possui equipamento de pr
oteção para
transferência, sua corrente de disparo por fase, do circuito em estudo, deverá ser m
aior que a corrente de
carga máxima multiplicada pelo fator de crescimento de carga (k).
I D, FASE =
k ×
ICARGA MAX (4.5)
.
a% .n
O fator de crescimento de carga k , é dado pela expressão: k =.1 +.

.
100 .
Onde, a% é a taxa anual prevista para o crescimento e n o número de anos para o qual
o estudo está sendo
planejado.
d) A corrente mínima de disparo, por fase do religador, deverá ser menor do que a co
rrente de curto-circuito
bifásico dentro da sua zona de proteção, incluindo sempre que possível os trechos a sere
m adicionados
quando em condição de manobras consideradas usuais.
I D, FASE =
ICC,2F
(NO FINAL DO TRECHO) (4.6)
2 Corrente mínima de disparo do dispositivo sensor de falta envolvendo a terra ou
neutro
Este dispositivo (em muitas casos, relé de neutro) é responsável pela monitoração, com bas
e na
corrente mínima de atuação previamente ajustada, das correntes de faltas à terra. Quando
esta corrente atingir
valor igual ou maior do que a corrente de referência, o dispositivo atuará e comanda
rá o disparo do religador.
O ajuste dessa corrente, irá depender da corrente de desequilíbrio dos TCs e/ou do s
istema, no ponto
de instalação do religador, e da corrente de curto-circuito fase-terra mínima no final
da zona protegida ou
monitorada pelos sensores de neutro ou terra.
Na medida do possível, ajusta-se essa corrente utilizado-se os critérios dados a seg
uir:
a) Quando o sistema for ligado em estrela aterrado, ou delta aterrado através de u
m transformador de
aterramento, e não possuir cargas ligadas entre fase e terra ou neutro, a corrente
de disparo de neutro
deverá ser menor que a corrente de curto-circuito fase-terra mínimo dentro da zona d
e proteção do religador.
E deverá ser maior do que 10% da corrente de carga do circuito devido erros admissív
eis nos
transformadores de corrente.
0,1 ×
ICARGA, MAX =
I D, NEUTRO =
ICC, FT, MIN (NO FINAL DO TRECHO) (4.7)
b) Quando o sistema for ligado em estrela aterrado, ou delta aterrado através de u
m transformador de
aterramento, e possuir cargas ligadas entre fase e terra ou neutro, a corrente d
e disparo de neutro deverá
ser menor que a corrente de curto-circuito fase-terra mínimo dentro da sua zona de
proteção do religador. E
deverá ser maior do que 10% a 30% da corrente de carga do circuito devido aos dese
quilíbrios admissíveis
do sistema.
(0,1 a 0,3) ×
ICARGA, MAX =
I D, NEUTRO =
ICC, FT, MIN (NO FINAL DO TRECHO) (4.8)
O religador deve ser sensível, sempre que possível, ao menor curto-circuito fase-fas
e e fase-terra no final do
alimentador. Geralmente, devido a carga do circuito, nem sempre é possível. Nestas c
ondições, o religador,
deverá, no mínimo, oferecer proteção de retaguarda para o primeiro elo-fusível instalado a
montante. Caso
não seja ainda possível, recomenda-se instalar outro religador ou seccionalizador ou
chave-fusível para
diminuir o trecho a ser protegido. Em virtude do curto-circuito fase-terra ser o
mais freqüente, e o valor fase
terra mínimo ser o mais provável de ocorrer, o religador deverá ser ajustado sempre pa
ra ser sensível a este
valor.
3 Outros ajustes
As curvas de temporização de fase e neutro ou terra deverão ser escolhidas de modo a a
tender a
coordenação com demais equipamentos de proteção a montante e a jusante, bem como os cabo
s de energia do
alimentador.
A seqüência de operação do religador deverá ser ajustada de acordo com as necessidades do
circuito. As operações rápidas deverão eliminar os curto-circuitos fugitivos ou transitóri
os sem que haja
queima do elo-fusível protetor. As operações temporizadas permitirão a fusão do elo-fusível
quando ocorrer
um curto-circuito permanente no trecho protegido.
Os tempos de religamentos (intervalos de religamentos) deverão ser definidos em fu
nção da
coordenação com as demais proteções instaladas a montante e a jusante.
O tempo de rearme será: TREARME = 1,1 x (tempo total de todas operações de abertura pa
ra a
corrente de disparo) + 1,15 x (somatória dos tempos de intervalo de religamento).
4.3 Coordenação religador x elo-fusível do lado da carga
O estudo de coordenação religador x elo-fusível do lado da carga (Fig. 4.6) é muito freqüe
nte. A
coordenação está assegurada quando:
a) Para todos os valores de curto-circuito possíveis no trecho do circuito protegi
do pelo elo-fusivel, o tempo
mínimo de fusão do elo-fusível deve ser maior do que o tempo de abertura do religador
na curva rápida
multiplicada por um fator k.
t FUS. >
k x t ABERT. OP. RÁPIDA (4.9)
Onde, k é o fator que leva em conta a elevação da temperatura do elo-fusível durante os
intervalos de tempos
de abertura rápida do religador. É comum considerar:
k=1,2 para 1 operação rápida;
k=1,5 para 2 operações rápidas.

b) Para todos os valores de defeitos possíveis no trecho do circuito protegido pel


o elo-fusóvel, o tempo
máximo de interrupção do elo-fusível deve ser menor que o tempo mínimo de abertura do reli
gador na curva
retardada.
t INT. <
t ABERT. OP. RET. (4.10)
A faixa de coordenação religador x elo-fusível é determinada por essas duas regras. A (a
) determina
o limite máximo (corrente máxima), enquanto a (b) estabelece o limite mínimo (corrente
mínima), conforme
pode-se observar na Fig. 4.7, onde: A é curva rápida ; k x A é A deslocada; B é a r
R
I
S 1
S 2
Trecho protegido
do elo-fusível S1
.

Fig. 4.6 Religador na saída do alimentador e elo-fusível do lado da carga


t(s)
I (A)
B
A
k x A
Elo-fusível S1
de condutor
k x tA
tB
Curva
de fusão
Curva de
interrupção
tA
I1 I2

Faixa de seletividade
t(s)
I (A)
B
A
k x A
Elo-fusível S1
de condutor
k x tA
tB
Curva
de fusão
Curva de
interrupção
tA
I1 I2

Faixa de seletividade
Curva de
recozimento
Faixa de descoordenação
Faixa de coordenação
Fig. 4.7 Coordenograma: religador x elo-fusível do lado da carga
Por segurança, a faixa de coordenação não deve incluir as correntes dos pontos limites (
I1 e I2 ), conforme
pode ser observado na Fig. 4.7.
4.4 Coordenação religador x elo-fusível do lado da fonte
Esta situação é mais freqüente em subestações de distribuição, onde as saídas são equipadas
religadores e a proteção do transformador é feita com elo-fusível de força, no primário do
esmo (Fig. 4.8).
Neste caso, a coordenação está garantida quando:
a) O tempo mínimo de fusão do elo-fusível for maior que o tempo de abertura do religad
or (curva retardada)
multiplicada pelo fator (k), para o curto-circuito trifásico no ponto de instalação do
religador (Fig. 4.9).
t FUS. >
k x t ABERT. OP. RET. (4.11)
Onde k , é o fator que leva em conta a elevação da temperatura do elo-fusível durante os
intervalos de tempos
de abertura rápida do religador. É comum considerar:
k=1,8 para 2 operações rápidas + 2 retardadas;
k=2,0 para 1 operação rápida + 3 retardadas.
t(s)
B
I CURTO 3f NO PONTO DE INSTAL . DO RELIG .
Elo-fusível
de força
Curva de limite térmico
de transformador
A
k x B
tFUSÃO
Fig. 4.8 Elo-fusível protegendo o transformador e
religadores nas saídas dos alimentadores
R
I
S 1
S 2
.R
R
S
Elo-fusível
de força
t(s)
B
I CURTO 3f NO PONTO DE INSTAL . DO RELIG .
Elo-fusível
de força
Curva de limite térmico
de transformador
A
k x B
tFUSÃO
Fig. 4.8 Elo-fusível protegendo o transformador e
religadores nas saídas dos alimentadores
R
I
S 1
S 2
.R
R
S
Elo-fusível
de força
I (A)
Fig. 4.9 Coordenograma: religador x elo-fusível do lado da fonte
4.5 Coordenação relé x religador
É comum a realização desse estudo em duas situações: relés como proteção geral de um barram
do qual derivam vários alimentadores protegidos por religadores (Fig. 4.10) ou , n
o caso de relés ligados à
saída de alimentador e religador conectado a jusante (Fig. 4.11). Esta última situação, é
menos provável.
R
I
S 1
S 2
.R
R
R
D
RD
R
S 1
S 2
S 3
I
Fig. 4.10 Relés como proteção de retaguarda para os religadores
.

Fig. 4.11 Relés na saída do alimentador e religador a jusante


A coordenação relé x religador está assegurada quando as seguites critérios são satisfeitos

1o ) A curva de tempo do relé estiver mais de 0,2 s acima da curva retardada do re


ligador (Fig. 4.12), para
todos os valores de corrente de curto-circuito na zona de proteção do religador.
tATUAÇÃO, RELÉ >
tDISP. RETARD. RELIG. + 0,2s (4.12)
2o ) A soma dos avanços do relé, em porcento, durante as operações de disparo do religad
or, menos os
rearmes do relé, em porcento, durante os intervalos de religamento do religador, f
or inferior a 80% .
É importante ressaltar que este critério só deve ser verificado quando o tempo de rear
me ou
restabelecimento do relé é considerável.
Para melhor entendimento, considere-se o caso da Fig. 4.10, em que os relés de fas
e do disjuntor e o
sensores de fase do religador estão ajustados, por exemplo, nas curvas 5 , A e B,
respectivamente, dadas na
Fig. 4.12.
1a
Critério : De acordo com as curvas está atendido.
t(s)

5
B
A
.t=0,30 s , no ponto
mais crítico
0,30
0,60

0,10
1200
I (A)
Fig. 4.12 Coordenograma : relé x religador
2a Critério : A verificação deste, é feita como a seguir:
t (s)
I (A)
ICARGA
1200
Bloqueio
0,10 0,10 0,30
0,5 3,0
Fig. 4.13 Seqüência de operação do religador: 2 rápidas + 1 retardada
Considerando os relés eletromecânicos e ajustados na curva 5, será arbitrado um tempo
de rearme ou
restabelecimento igual a 10 s : tREARME RELÉ = 10 s
Para um curto-circuito trifásico de 1200 A , das curvas, têm-se: tATUAÇÃO RELÉ = 0,60 s ;
tDISP. INST. RELIG. = 0,1 s ; tDIP. RETARD. RELIG.=0,3 s
1o Avanço do relé, em porcento, durante o 1o disparo rápido do religador : (0,10/ 0,60
) x 100=16,7% ;
1o Rearme do relé, em porcento, durante o 1o intervalo de religamento do religador
: (0,5/10) x 100=5% ;
2o Avanço do relé, em porcento, durante o 2o disparo rápido do religador : (0,10/0,60)
x100=16,7%;
2o Rearme do relé, em porcento, durante o 2o intervalo de religamento do religador
: (3,0/10)x 100=30% ;
3o Avanço do relé, em porcento, durante o 3o disparo retardado do religador : (0,30/
0,60)x100=50%
Antes de se efetuar a somatória, é importante observar : quando uma parcela (Avanço% -
Rearme%),
resultar igual ou menor que zero, deverá ser feita igual a zero, pois, o rearme do
relé não pode ser superior ao
avanço, ambos em porcentagem.
A somatória, resulta:
(1o Avanço % - 1o Rearme%) + (2o Avanço% - 2o Rearme% + 3o Avanço% = 80%
(16,7% -5%) + (16,7% -30%) + 50% = 80%
11,7% + 0% + 50% = 80% . 61,7% =
80% , então, o segundo critério está também atendido , portanto,
neste caso, há coordenação relé x religador.

4.6 Coordenação religador x religador


Para a coordenação entre dois ou mais religadores, instalados a montante e a jusante
(Fig. 4.14),
deve-se atender aos critérios dados a seguir.
Fig. 4.14 Religadores na saída do alimentador, na subestação,
e no tronco, em um ponto remoto

a) O religador de retaguarda não deve atuar na sua curva retardada, antes do relig
ador à sua frente, para
qualquer valor de curto-circuito dentro da zona de proteção mútua;
b)
A diferença entre os tempos de operação das curvas retardadas dos religadores deverá ser
maior que 0,2s
(Fig. 4.15);
tDISP. RETARD. RELIG. NA RETAG. >
tDISP. RETARD. RELIG. NA FRENTE + 0,2s (4.13)
É muito difícil se obter coordenação entre as curvas rápidas dos religadores devido o inte
rvalo de
tempo entre elas ser muito pequeno, quando existe. Portanto, nesta condição, é admissíve
l operações
simultâneas entre os religadores.
Para se conseguir a coordenação entre religadores poderão ser usadas as seguintes reco
mendações:
Caso a corrente de disparo dos religadores sejam iguais, utilizar curvas retarda
das diferentes com
seqüência de operação iguais, ou curvas de operações retardadas iguais com seqüências de op
diferentes;
R1 R2
S 1
S 2
.S 3
I
Caso a corrente de disparo dos religadores sejam diferentes, poderão ser utilizada
s curvas de operação
retardadas, dependendo do nível de curto-circuito, ou ainda curvas de operações difere
ntes, atendendo o
critério do item b.
.t > 0,20 s , no ponto
mais crítico
t2
t1
I CURTO NA ZONA DE PROT. DO RELIG.. 2. I (A)
t(s)

Curva retardada do Relig. 2


Curva retardada do relig. 1
Fig. 4.15 Coordenograma : religador x religador
4.7 Seccionalizadores
Os seccionalizadores são dispositivos projetados para operarem em conjunto com um
religador, ou
com um disjuntor comandado por relés de sobrecorrente dotados da função de religamento
(função 79).
Portanto, devem ser ligados a jusante destes equipamentos, conforme pode ser obs
ervado na Fig. 4.16.
Atualmente os sistemas de controle dos seccionalizadores são digitais ou microproc
essados, que
realizam multifunções: proteção, medição (correntes, potências, fator de potência, etc.), r
ros de eventos
(número de interrupções, tempo de duração de interrupções, natureza da interrupção, etc.) .
informações
são colhidas do circuito ao qual estão conectados, através de redutores de corrente e
tensão (TCs e TPs).
Seccionalizador
I F
R S
S 1
S 3
S 2

Fig. 4.16 Seccionalizador ligado a jusante do religador


Mecanicamente, se comportam como chaves de manobras automáticas projetadas para ab
erturas ou
fechamentos, com carga (possuem meios de interrupção de arco: SF6 , câmara de vácuo), no
local ou
remotamente (através de unidades remotas interligadas por sistemas de comunicação). Não
possuem
capacidade de interrupção de correntes de curtos-circuitos. As interrupções destas corre
ntes são feitas pelo
religador ou disjuntor de retaguarda, comandado por relés com as funções 50, 51 e 79.
4.7.1 Função de proteção
A função de proteção realizada pelo seccionalizador se desenvolve de forma bastante simp
les e
criativa. Isto é, a cada vez que o interruptor de retaguarda efetua um disparo ou
abertura (desligamento do
circuito), interrompendo a corrente de falta, o seccionalizadore conta a interrupção;
após atingir o número
de contagens previamente ajustado (uma, duas ou, no máximo, três), o seccionalizador
abre os seus contatos,
sempre com o circuito desenergizado pelo interruptor de retaguarda, isolando o t
recho defeituoso sob sua
proteção, do restante do sistema.
Para melhor esclarecimento, considerem-se as seguintes condições para o circuito rep
resentado na
Fig 4.16 : uma falta permanente F, na zona de proteção do religador e do seccionaliz
ador; o religador está
ajustado para quatro disparos; e o seccionalizador está ajustado para três contagens
. Portanto, o
seccionalizador deverá isolar a área defeituosa (toda a área a jusante), logo após o rel
igador efetuar o terceiro
desligamento (Fig. 4.17).
t (s)
I (A)
I CARGA
IFALTA
1a cont. 2a cont. 3a cont.
Momento da
abertura do
seccionalizador
Fig. 4.17 Princípio de coordenação religador x seccionalizador
É importante observar, conforme foi dito anteriormente, que no momento da abertura
do
seccionalizador (após a terceira contagem), o circuito está desenergizado pelo relig
ador. Portanto, o mesmo
irá limpar a área defeituosa sem a necessidade de interromper a corrente de curto-ci
rcuito. Isto é uma
malandragem bastante inteligente, pois, não é necessário dotar o seccionalizador de alta
capacidade de
interrupção de curto-circuito, o que torna-o mais barato do que um religador ou disj
untor.
De acordo com o princípio de operação do seccionalizador, deve ficar claro que o seu
funcionamento, como dispositivo de proteção, depende de duas condições básicas:
a) Na sua retaguarda deverá estar instalado um interruptor que realize disparos e
religamentos automáticos;
b) Os dispositivos sensores desses interruptores deverão atuar para todos os curto
s-circuitos na zona de
proteção do seccionalizador, comandando, portanto, as aberturas e fechamentos desses
interruptores e,
consequentemente, levando o seeccionalizador a desenvolver as suas contagens, qu
e, transcorrido o número
previamente ajustado, abrirá seus contatos, isolando o trecho defeituoso.
Se o interruptor ligado à retaguarda do seccionalizador não possuir a função de religame
nto, este irá
funcionar como uma chave automática de manobra, sem a função de proteção, podendo ser aber
to ou fechado
com carga, no local ou remotamente.
A abertura dos contatos pode ser feita de duas maneiras: automaticamente, quando
o seccionalizador
realiza a função de proteção ou pela a ação do operador, no local ou remotamente. Uma vez a
ertos, só
poderão ser fechados através de comando dado pelo operador.
4.7.2 Aplicação
São instalados em postes do circuito principal do alimentador ou de derivações longas
e carregadas
que justifiquem o investimento.
É cada vez mais comum a substituição de chave-fusível instalada no alimentador, que está
apresentando problema de coordenação com o religador, e de chaves de manobra, a óleo,
convencionais, por
seccionalizador. As vantagens são muitas:

Realiza a função de proteção;


Efetua medições;
Faz registro de eventos;
Permite a operação automática do sistema e;
Outras
Estas informações disponíveis são muito relevantes para planejamento, operação, continuidad
e
qualidade do serviço (melhoramento dos índices DEC e FEC), diminuição das perdas econômica
s (quando há
interrupção a empresa deixa de vender energia), etc.
4.7.3 Características funcionais
As principais características funcionais são :
Tensão nominal : É especificada de acordo com a tensão máxima de operação do circuito ao qu
l vai ser
ligado;
NBI : Depende da classe de tensão do circuito ao qual vai ser ligado;
Corrente Nominal : É especificada de acordo com corrente de carga máxima, passante,
no local da
instalação, levando-se em conta possíveis fatores de crescimento e de transferência de c
arga (corrente de
operação do sistema);
Faixa de ajuste de corrente dos sensores de faltas envolvendo as fases: Geralmen
te possui uma faixa
ampla de corrente (por exemplo : 20 a 800A);
Faixa de ajuste de corrente dos sensores de faltas envolvendo a terra (ground tr
ip) : Geralmente possui
uma faixa ampla de corrente (por exemplo : 10 a 600A);
Contador do número de interrupções : Conta o número de vezes que o circuito é interrompido
pelo
religador de retaguarda. Geralmente, é ajustado em um, dois ou três, dependendo da s
eqüência de operação do
religador;
Tempo de ressete (reset time) ou tempo de rearme : Tempo necessário para o circuit
o de controle rearmar.
Isto é, apagar as contagens efetuadas e voltar a condição inicial (geralmente é ajustável
dentro de uma faixa
que varia entre 5 e 180s).

Os valores das correntes de ajustes dos sensores de fase e terra, são definidos de
acordo com as
correntes de curtos-circuitos mínimas de fase e terra, na zona de proteção do secciona
lizador, com a corrente
mínima de atuação do religador e com a corrente de operação do sistema. Quando ocorrer uma
falta, na zona
de proteção do seccionalizador, cujo valor for igual ou maior do que a corrente ajus
tada (de fase ou terra), esta
irá setar o circuito de contagem, preparando-o para realizar a contagem. Se o religa
dor de retaguarda atuar,
cortando a tensão e, consequentemente, a corrente, o circuito de contagem dispara,
efetuando a primeira
contagem; e assim por diante, até atingir o número máximo de contagens previamente aju
stado. Quando isto
ocorrer, conforme já foi dito, o seccionalizador abrirá os seus contatos, isolando o
trecho defeituoso.
4.8 Coordenação religador x seccionalizador
Os seccionalizadores não possuem curva característica de atuação do tipo tempo x corrent
e.
Portanto, não há necesidade de se preocupar com o estudo de coordenação de curvas. A coo
rdenação com o
religador fica assegurada desde que as condições a seguir sejam satisfeitas.
1) O número de contagens do seccionalizador deve ser ajustado para uma unidade a m
enos do que o número
de disparos do religador :
no de cont. do SECC. = no de disparos do RELIG. -1
2) O tempo de ressete do seccionalizador deverá ser maior do que o intervalo de te
mpo de operação do
religador, compreendido entre a primeira e a última contagem do seccionalizador:
Tempo de ressete do SECC. >.t de op. do RELIG. entre a 1a e a última cont. do SECC
.
Para melhor entendimento, considere-se o religador com a seqüência de operação dada na F
ig.4.18. Assim
sendo, tem-se:

No de cont. do SECC. = 4 1= 3 ;
Tempo ressete SECC. > tR1 + t1I + tR2 + t2T
t (s)
I (A)
I CARGA
IFALTA Bloqueio
tI1 tI1 t2T
tR1 tR2
t2T
tR3
Abertura do
seccionalizador
1a cont 2a cont. 3a cont.
Fig. 4.18 Seqüência de operação do religador: 2 rápidas + 2 retardadas
3) As correntes ajustadas para os sensores de fase e terra do seccionalizador, d
e preferência, devem ser iguais
as correntes ajustadas para os sensores de disparos de fase e terra do religador
de retaguarda, respectivamente.
I SENSOR DE FASE DO SECC. = I DISP. DE FASE DO RELIG.
I SENSOR DE TERRA DO SECC. = I DISP. DE TERRA DO RELIG.
4.9 Coordenação seccionalizador x seccionalizador
Quando houver mais de um seccionalizador ligado ao mesmo circuito, é necessário se f
azer o estudo
de coordenação entre eles. Isto é possível ajustando-se, cada seccionalizador, instalado
a jusante, com uma
contagem a menos. Isto é, caso se tenha três seccionalizadores em cascata, o primeir
o, mais a montante deverá
ser ajustado para três contagens, o do meio para duas contagens, e o último (mais na
ponta do sistema), para
uma contagem. Tudo isso, considerando que o religador está ajustado para quatro op
erações de disparos.
Então, a instalação de seccionalizadores em um mesmo circuito radial, fica limitada a,
no máximo, três
unidades.
4.10 Coordenação religador x seccionalizador x elo-fusível
Estes são os equipamentos básicos da proteção de alimentadores primários radiais e aéreos.
ortanto,
é bastante comum a necessidade do estudo de coordenação entre eles.
O que se faz na prática é, primeiramente, o estudo de coordenação entre os elos-fusíveis e
o
religador. Em seguida, trabalha-se a coordenação entre o religador e o seccionalizad
or. Separadamente,
quando se obtém a coordenação religador x elo-fusível e religador x seccionalizador, aut
omaticamente,
consegue-se a coordenação e/ou seletividade religador x seccionalizador x elo-fusível.

4.11 Coordenação e seletividade


Até aqui muito se falou em seletividade e coordenação, entretanto, ainda não está clara a
diferença
entre estes dois conceitos ou filosofias. Então está na hora de se esclarecer as dif
erenças entre elas.
A proteção seletiva é projetada e ajustada de tal forma que para qualquer tipo de fal
ta, permanente ou
transitória, o dispositivo mais próximo desta deverá atuar e isolar o defeito antes do
dispositivo de retaguarda.
A Proteção coordenada, é projetada e ajustada de forma a permitir o restabelecimento
automático
para faltas transitórias e seletividade para faltas permanentes.
Características de sistema seletivo:

As interrupções geralmente são de longa duração;


É freqüente as reclamações de consumidores do tempo de restabelecimento;
Necessita de maior número de pessoas para operar o sistema.
Características de um sistema coordenado:

As interrupções geralmente são de curta duração;


Os consumidores de um modo geral reclamam da quantidade de interrupções;
Requer menor quantidade de pessoas para operar o sistema.
É comum nos sistemas de distribuição se ter o sistema combinado, que aplica as filosof
ias do
coordenado e do seletivo, pois, na prática raramente se consegue um sistema totalm
ente coordenado.
Por último, pode-se dizer que todo sistema coordenado é também seletivo, no entanto, a
recíproca
não é verdadeira.
4.12 Exercício proposto
Para o sistema de distribuição (13,8kV, trifásico e aterrado) dado abaixo, pede-se faz
er o estudo de
coordenação e especificar os equipamentos de proteção.
1,2 MVA
185 A
R
S
carga
S

560
485
400
75kVA
25 A

S
carga
S
450
S
390
300
300
260
200

1600
1386
800
600
520
500
380
329
230

125kVA
Dados do religador:
3o
Intervalo de religamento (tempo morto) : 1o 0,5 - 180 s , passode 1s ; 2o 2,0 18
0 s , passo de 1s ; 2,0
180 s , passo de1s ;
Tempo de rearme : 5 180 s , com passo de 0,1s ;
Número de disparos para bloqueio : até 4
Corr. nom. : 630 A ; Capac. de interrup. : 12,5kA ; Tensão nom. : 12/15kV
Sensores de faltas envolvendo as fases:

Correntes de disparo: 10 1200 A , passo de 1 A;


K ×
TMS
Equação das curvas de tempo x corrente da unidade temporizada: t =a
m
-
1
Onde : t = tempo de atuação (s) ; K=0,14 e a=0,02 , para curva NI ; K=13,5 e a=1 , p
ara curva MI ; K=80 e a=2 ,
I
para curva EI ; m = múltiplo ( ) , onde IS = corrente de disparo; I = corrente de
falta no circuito; TMS = número da
IS
curva; a
= inclinação da curva (define o grupo: NI , MI, EI).

Disparos temporizados (curvas de temporizadas): TMS = 0.05 a 2 , com passo de 0,


01;
Disparos instantâneas: segundo uma curva NI com TMS =0,01 a 0,1 , passo de 0,01s
Sensores de faltas à terra :

Correntes de disparo : 4 20 A, com passo de 0,1 A;


Disparos temporizados e instantâneos (tempo definido): 0,05 100s , com passo de 0,
01 s .
Dados do seccionalizador:

Sensor de faltas envolvendo as fases : 10 1260 A com passo de 1 A ;


Sensor de faltas à terra : igual ao anterior;
Contador de interrupção : 1 a 4;
Tempo de ressete : 5 180 s , com passo de 1 s;
Corrente nominal : 20 800 A