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ESCOLA ESTADUAL NOVA ERA

ORIGEM DA TERRA

Aparecida de Goiânia

2010
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ORIGEM DA TERRA

Aparecida de Goiânia

2010
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DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho primeiramente a Deus,


pois Ele é quem capacita dia a dia, dando sabedoria
e inteligência. Em segundo lugar aos mestres e
educadores que são grandes responsáveis pelo
conhecimento aplicado. Aos colegas de estudo e
familiares com os quais aprendo dia a dia.
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SUMÁRIO

Introdução .............................................................................................. 6

1. Origem da Terra ................................................................................. 7

1.1. O Planeta Terra e Sua Origem ........................................................ 8

1.2. Composição e Movimentos .............................................................. 8

1.2.1 Núcleo ............................................................................................ 8

1.2.2. Manto ............................................................................................ 8

1.2.3. Crosta Terrestre ............................................................................ 8

1.3. Estrutura Interna da Terra .............................................................. 11

1.4. Processos Geodinâmicos Internos ................................................. 12

1.5. Teroria das Correntes de Convenção ............................................ 12

2. Placas Tectônicas ............................................................................. 13

2.1. Terremotos ..................................................................................... 13

2.2. Principios Chave ............................................................................ 14

2.3. Placas Tectônicas .......................................................................... 14

2.4. Tipos de Limites de Placas ............................................................ 16

2.4.1. Limites Transformantes ou Conservativos .................................. 17

2.4.2. Limites Divergentes ou Construtivos ........................................... 18

2.4.3. Limites Convergentes ou Desctrutivos ........................................ 19

2.5. Causas do Movimento das Placas ................................................. 20

2.5.1. Atrito ............................................................................................ 20

2.5.2. Colisão ........................................................................................ 20


5

2.5.3. Afastramento ............................................................................... 21

2.5.4. Deslocamento / Deslizamento .................................................... 21

2.6.Formação das Cordilheiras Continemtais ....................................... 21

2.6.1.Orogênese ................................................................................... 21

2.6.2.Epirogêncese ............................................................................... 22

2.6.3. Surgimento de Montanhas .......................................................... 22

2.6.4. Montanhas de Origem Vulcânica ................................................ 22

2.6.5. Montanhas Produzidas por Dissecação Erosiva de Planalto ...... 23

2.6.6. Montanhas Produzidas por Falhamentos ................................... 23

2.6.7. Montanhas Produzidas por Dobramentos ................................... 24

Conclusão ............................................................................................. 25

Anexos .................................................................................................. 26

Referências Bibliográficas ............................................................ .........28


6

INTRODUÇÃO

As mais variadas formas do relevo constituem objeto de estudo desde os


primórdios da humanidade. Neste último século, considerável avanço geológico
foi registrado.

Porém, problemas ainda continuam e alguns permanecerão para sempre


nos domínios das hipóteses e da especulação. Como origem da terra e do
universo.

A existência desse trabalho, tem por objetivo, com significativo e


diversificado conteúdo, explanar sobre as forças que soerguem ou que
amarrotam vastos trechos da crosta terrestre. Denominados processos
geodinâmicos internos. Relaciona-se então a este processo os fenômenos
magmáticos vulcânicos, plutônicos, os terremotos, os dobramentos, os
falhamentos, a orogênese e a epirogênese, a deriva continental e a tectônica
de placas. Objeto deste estudo.
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1. ORIGEM DA TERRA

A idade da Terra é calculada a partir da idade das Origens da Terra mais


antigas que foram encontradas na superfície terrestre. O processo de cálculo
da idade da Origem da Terra é realizado através de medições radiométricas.
Através dos dados colhidos nestas pesquisas, remonta-se a origem de nosso
planeta em torno de 4,6 bilhões de anos.

1.1.O PLANETA TERRA E SUA ORIGEM

A teoria mais aceita hoje é a teoria do Big Bang (grande explosão),


que descreve o surgimento do universo, a partir de uma grande
explosão de um ponto superdenso, que deu origem à luz e a matéria, da
qual se formaram as nebulosas, estrelas e galáxias.

Com a condensação de uma névoa primitiva de gás e poeira há 4,6


bilhões de anos, surgiu o Sistema Solar. A gravidade fez com que esta
névoa sofresse uma contração, num processo que durou dezenas de
milhões de anos, até que a parte de sua massa se concentrou no centro
do sistema. Devido a turbulência, o núcleo original começou a girar com
velocidade cada vez maior, dando ao restante da nuvem a forma de
disco. A temperatura do centro da nuvem foi aumentando à medida que
ela se comprimia, até se tornar quente o suficiente para que o sol
começasse a brilhar, devido à energia liberada do seu núcleo. Enquanto
isso, a periferia do disco foi se resfriando, permitindo que a matéria se
solidificasse. À medida que as partículas se colidiam, elas foram se
unindo, formando corpos cada vez maiores. Dessa forma, ocorreu a
formação dos planetas que atualmente giram em torno do sol, entre
eles, o Planeta Terra.

Com a solidificação dessas matérias que se colidiam, formou-se


uma bola incandescente que, com o tempo, foi resfriando-se lentamente.
À medida que resfriava, alguns gases eram liberados de seu interior
como amônia, hidrogênio, metano e, junto com eles, vapor d'água.
Esses gases se acumularam ao redor da terra, formando grandes
8

nuvens escuras. Esta foi, possivelmente, a origem da atmosfera


primitiva.

Este processo continua acontecendo até hoje com os vulcões. A


temperatura da superfície da terra era tão alta que uma gota d'água que
caísse da atmosfera sobre ela evaporava imediatamente. A água
evaporada, quando encontrava as camadas mais frias da atmosfera,
transformava-se em chuvas torrenciais. Foi essa chuva que ajudou a
diminuir a temperatura da superfície do planeta. O resfriamento da
superfície da terra deu origem à formação de uma camada fina de
material sólido que, por sua vez, deu origem à crosta terrestre.

Num dado momento, a água das chuvas não retornava mais à


atmosfera em forma de vapor. Em estado líquido, parte escorria pelas
elevações formando os rios, e parte acumulava-se nas depressões da
crosta terrestre. Foi esta água que formou os lagos, os mares e os
oceanos... E assim possivelmente formou-se a hidrosfera primitiva, de
constituição diferente da atual.

Com a composição do globo terrestre criou-se um imenso bloco


continental denominado Pangéia (o Super Continente), circundado por
um imenso oceano denominado Pantalassa.

1.2.COMPOSIÇÃO E MOVIMENTOS

A Terra é formada basicamente por três camadas: crosta, manto e


núcleo. A crosta é a parte mais superficial, onde vivem as pessoas. O
manto, região intermediária, constitui-se principalmente de silício, ferro e
magnésio. O núcleo, camada mais interna, compõem-se por ferro e
níquel e localiza-se a cerca de 6. 500 km abaixo da superfície. O
movimento de rotação da Terra em torno do próprio eixo é feito no
sentido oeste para leste. Dura cerca de 23h 56min 4s e é responsável
pelo dia e pela noite. O de translação ao redor do Sol é feito em
aproximadamente 365 dias 5h 48min 45,97s. O eixo de rotação é
inclinado em relação ao plano da órbita (chamada elíptica) em 23º 27'.
9

Essa inclinação provoca alterações na insolação dos diferentes


hemisférios terrestres ao longo do ano, produzindo o fenômeno das
quatro estações.

Anexo 01

1.2.1. NÚCLEO

O núcleo, com cerca de 3400 km de raio, é formado por


Origem da Terra e por uma liga metálica constituída principalmente
de ferro e níquel a uma temperatura por volta de 3500º C. Sua
consistência é líquida, mas supõe-se que mais no interior exista um
núcleo sólido.

1.2.2. MANTO

O manto é uma grossa camada rochosa, com cerca de 2900km


de espessura, que envolve o núcleo e que compõe a maior parte da
massa terrestre. É formado principalmente por silício e magnésio.
Sua consistência é pastosa e está em constante movimentação. A
lava que sai dos vulcões é constituída pelo magma (Origem da Terra
derretidas) proveniente do manto.

1.2.3. CROSTA TERRESTRE

É a parte externa consolidada do globo terrestre.

São reconhecida duas zonas que formam a crosta nas regiões


continentais. A primeira zona é a superior, chamada de sial (devido
ao predomínio de Origem da Terra graníticas, ricas em silício e
alumínio). A zona inferior é conhecida por sima, pelo fato de se
acreditar que nesta porção da crosta haja a predominância de
silicatos de magnésio e ferro.

Acredita-se que a espessura da crosta (sial + sima) se encontre


numa profundidade média de 35 - 50 Km. Esse dado foi conseguido
indiretamente, através de estudos modernos na área da geofísica.
10

Supõe-se que os substratos dos oceanos sejam compostos


pelo sima, devido ao fato do sial granítico se adelgar até
desaparecer nas margens dos continentes.

As extensas porções de água - a hidrosfera - isolam regiões


mais elevadas da crosta, formando os continentes.

A crosta terrestre é subdividida em placas - as placas


tectônicas. Sobre elas estão apoiados os continentes. Essas placas
estão em constante movimento, impulsionadas pelas correntes do
manto. Portanto, os continentes se deslocam sobre o magma, como
se estivessem flutuando. Esse fenômeno é chamado deriva
continental.

No passado essa movimentação provocou a formação de


cordilheiras e grandes conjuntos montanhosos. Atualmente, nos
limites que separam as placas tectônicas em movimento situam-se
regiões sujeitas a terremotos e erupções vulcânicas.

A deriva continental é quase imperceptível: poucos centímetros


por ano. Mas como a Terra existe há muitos milhões de anos, a
posição dos continentes mudou várias vezes no decorrer desse
tempo.

Há evidências que indicam a inexistência da crosta em


determinados planetas. Isso é mostrado através de observações
sísmicas realizadas à superfície da Lua e Marte.

A crosta terrestre é formada por Origem da Terra, ou seja,


agregados naturais de um ou mais minerais, incluindo vidro
vulcânico e matéria orgânica. Observa-se três tipos de Origem da
Terra de acordo com sua gênese: Origem da Terra magmáticas,
metamórficas e sedimentares. A petrologia responsabiliza-se pelo
estudo sistemático da Origem da Terra.
11

Através de pesquisas, realizou-se um balanço sobre a


percentagem em que são encontradas as Origem da Terra
(magmáticas, metamórficas e sedimentares) na crosta terrestre.

Proporção aproximada das Origem da Terra que ocorrem na


crosta terrestre, segundo A. Poldervaart

• Sedimentos............................................6,2%

• Granodioritos, granitos, gnaisses............. 38,3 %

• Andesito................................................ 0,1 %

• Diorito....................................................9,5%

• Basaltos.................................................45,8%

Anexo02

As Origem da Terra de origem magmáticas, juntamente com as


Origem da Terra metamórficas originadas a partir da transformação
de uma rocha magmática, representam cerca de 95% do volume
total da crosta, ocupando porém 25% da superfície da mesma. As
Origem da Terra sedimentares mais as Origem da Terra
metassedimentares, representam apenas 5% do volume, mas no
entanto cobrem 75% da superfície da crosta. Essas Origem da Terra
formam uma delgada película que envolve a Terra em toda a sua
superfície, originando a litosfera.

Embora exista uma enorme variedade de Origem da Terra


magmáticas (cerca de 1000), seus minerais constituintes se
apresentam em pequenas quantidades, e a participação desse tipo
de rocha na formação da crosta é bem reduzida.

Os dados discutidos anteriormente referem-se a toda crosta.


No entanto, se fossem pesquisados separadamente continentes e
oceanos, ter-se-iam, quanto a derivação da Origem da Terra
magmática, dados interessantes como: 95% das Origem da Terra
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intrusivas pertencem à família dos granitos e granodioritos e se


encontram nos continentes; já 95% das Origem da Terra efusivas
são basálticas e mais freqüentemente presentes no fundo dos
oceanos. Com isso, pode-se concluir que as Origens da Terra
magmáticas existentes nos continentes possuem essencialmente
material granítico, e que a Origem da Terra magmáticas existentes
no fundo dos oceanos são formadas basicamente de material
basáltico, sendo quase isentos da camada de material granítico
(sial).

O basalto é uma rocha derivada do manto superior (regiões


profundas da crosta).

Os granitos são Origem da Terra formada em profundidade,


através da transformação de Origem da Terra que já estiveram na
superfície. A Origem da Terra de superfície de alguma forma vão se
acumulando em grossas camadas nas profundezas da crosta e, sob
o efeito de grandes pressões e aquecimento, transformam-se em
Origem da Terra metamórficas e posteriormente em granitos, seja
por refusão ou por metamorfismo granitizante. Esse fenômeno
ocorre nos geossinclinais.

A constituição química da crosta diz respeito aos vários


elementos químicos que a compõem. Para se ter conhecimento de
tais elementos, é necessário identificar o volume e a composição da
Origem da Terra presentes na crosta.

Para a identificação dos componentes químicos da crosta, é


lançado mão de algumas técnicas, como exemplo, a metodologia de
Clark e Washington, que consiste em se tirar a média ponderada de
numerosas análises de Origem da Terra e em seguida montar uma
tabela dos elementos encontrados e suas respectivas percentagens.

1.3.ESTRUTURA INTERNA DA TERRA

A maior parte do conhecimento do interior do planeta é fornecido


através de estudos geofísicos, principalmente, com o auxílio da
13

sismologia. São dados obtidos de forma indireta, já que as observações


diretas são realizadas a poucos quilômetros da superfície, em minas
profundas ou em furos de sondagem.

Através da sismologia, uma região do manto superior, entre 100 e


350 km de profundidade, com características plásticas e capaz de fluir,
foi descoberto - a atmosfera, cuja a existência viabilizou a teoria da
Deriva Continental e, por extensão, a da Tectônica de Placas.
Estabeleceu-se também um novo conceito de litosfera, que é a região
rígida acima da atmosfera, e, portanto, incluindo a crista e porção
externa do manto superior. A crista não é homogênea, variando em
composição e espessura, tendo nos continentes composições granítica
de 50 km, em média de espessura. Nos oceanos tem composição
basáltica e, aproximadamente, 8 km de espessura. O termo placas
litosféricas aparece, então, representando uma camada rígida capaz de
se movimentar sobre a atmosfera plástica e geradora de fusões
magmáticas.

O manto, por sua vez, representa 82% do volume e 68% da massa


da terra, e admite-se ser composto, principalmente, por silicatos de ferro
e magnésio.

1.4.PROCESSOS GEODINÂMICOS INTERNOS

Os processos geológicos que agem no interior da Terra, e,


portanto, dependem da energia do seu interior para o desenvolvimento,
são denominados processos endogenéticos ou geodinâmicos internos.

A movimentação da matéria do interior para o exterior do planeta e


vice versa é contínua e constitui o ciclo das rochas, onde massas
rochosas impulsionados para a superfície acentuam o releve e impedem
o aplainamento generalizado prduzido pelas forças exógenas.
14

Os processos geodinâmicos internos envolvem movimentos e


transformações químicas e físicas da matéria existente dentro do
planeta.

Relacionam-se então à geodinâmica interna, os fenômenos


magmáticos vulcânicos e plutônicos, os terremotos, os dobramentos, os
falhamentos, a orogênese e a epirogênese, a deriva continental e a
tectônica de placas. Porém, todo esse processo origina-se de uma
dinâmica interna denominada corrente de convecção.

1.5.TEORIA DAS CORRENTES DE CONVENÇÃO

Várias idéias relativamente novas procuram explicar os fenômenos


orogenéticos pelas supostas correntes de convecção do substrato da
crosta terrestre. Tais idéias têm em comum que os movimentos verticais
e horizontais da litosfera são originados por correntes e deslocamentos
de massas que se substituem mutuamente nas profundidades, situadas
abaixo da delgada crosta terrestre. Os blocos siálicos seriam afetados
por estas correntes, podendo ser arrastadas pelo fluxo horizontal que se
desliza por baixo, os mesmo soerguidos ou abatidos, conforme a direção
dessas correntezas.

Muitos autores acreditam que são correntes convencionais


térmicas, sugerindo sua origem proveniente do calor produzido pela
radioatividade e da conversão da energia gravitacional em térmica, com
a formação do núcleo a mais de 4 bilhões de anos. Alguma energia
calorífica, derivada dos processos iniciais de formação da Terra, restou,
em parte, porque as temperaturas internas são mantidas pelas
transformações radioativas de isótopos instáveis.

Não considerando os radioelementos de vida curta, presente nos


primórdios da história do planeta, o calor produzido pela desintegração
do urânio 238 e 235, do tório 232 e do potássio 40 é responsável pela
manutenção de uma dinâmica interna até os presentes dias. A
radioatividade liberta calor que, por sua vez, se transforma em trabalho,
15

gerando forças que movimentam placas litosféricas e erguem imensas


cordilheiras.

2. PLACAS TECTÔNICAS

Nome pelo qual são conhecidas as placas litosféricas – camadas


rochosas superficiais que formam a crosta terrestre – e que estão em
constante, embora lento, movimento, chamado de tectonismo.

A teoria da tectônica de placas surgiu a partir da observação de dois


fenômenos geológicos distintos: a deriva continental, identificada no início do
século XX e a expansão dos fundos oceânicos, detectada pela primeira vez na
década de 1960. A teoria propriamente dita foi desenvolvida no final dos anos
60 e desde então tem sido universalmente aceite pelos cientistas, tendo
revolucionado as Ciências da Terra (comparável no seu alcance com o
desenvolvimento da tabela periódica na Química, a descoberta do código
genético na Biologia ou à mecânica quântica na Física).

O deslocamento dá origem a novas estruturas de relevo e provoca


abalos sísmicos, conhecidos como terremotos. As principais placas são: a Sul-
Americana, a Eurasiática, a Indo-Australiana, a do Pacífico, a Africana, a
Antártica e a Norte-Americana.

Algumas dessas placas estão separadas por fendas vulcânicas, que


permanecem em atividade constante no fundo do mar. Através dessas fendas,
o magma (matéria viscosa com temperatura de até 1.200º C) sobe do manto, a
camada logo abaixo da crosta terrestre, adicionando novos materiais à
superfície.

A solidificação do magma que transborda ao longo das fendas forma


grandes cordilheiras conhecidas como dorsais oceânicas. A maior dorsal do
mundo é a Meso-Atlântica, que se estende de norte a sul sob o Oceano
Atlântico. Tem 73 mil km e possui picos submersos de até 3.800 m de altura.

O magma que se eleva para a crosta provoca uma expansão do fundo


oceânico, movimentando as placas. Tal movimento faz com que elas se
16

afastem e se choquem, causando alterações no relevo, como, por exemplo, a


formação de fossas abissais – áreas de profundas depressões no fundo dos
oceanos e mares, caso da Fossa do Japão, de 6 mil metros de profundidade.
Quando as placas se chocam nas bordas dos continentes, formam cadeias
montanhosas, caso da Cordilheira dos Andes, na América do Sul.

2.1.TERREMOTOS

Tremores de terra causados geralmente pela movimentação das


placas, os terremotos acontecem principalmente nas regiões de
atividade vulcânica, como nas margens ocidentais da América; centro,
oriente e sul-oriente da Ásia; e na região mediterrânica – áreas que
coincidem com as fronteiras entre as placas. Quando os abalos
acontecem no fundo dos oceanos, movimentam grande quantidade de
água. Nas proximidades das costas continentais provocam ondas de até
20 m de altura, conhecidas como maremotos.

No Brasil não ocorrem grandes terremotos porque as Origem da


Terra que compõem a crosta são terrenos estáveis que não sofrem
grandes acomodações no decorrer do tempo. Apesar disso, está sujeito
a pequenos tremores, só registrados por sismógrafos.

2.2.PRÍNCIPIOS CHAVE

A divisão do interior da Terra em litosfera e astenosfera baseia-se


nas suas diferenças mecânicas. A litosfera é mais fria e rígida, enquanto
que a astenosfera é mais quente e mecanicamente mais fraca. Esta
divisão não deve ser confundida com a subdivisão química da Terra, do
interior para a superfície, em: núcleo, manto e crosta.

2.3.PLACAS TECTÔNICAS

O princípio chave da tectônica de placas é a existência de uma


litosfera constituída por placas tectônicas separadas e distintas, que
flutuam sobre a astenosfera. A relativa fluidez da astenosfera permite
que as placas tectônicas se movimentem em diferentes direções.
17

Abaixo listam-se as principais placas tectônicas, existindo


ainda várias numerosas placas menores.

Anexo 03

• Placa Africana: No meio do Atlântico, uma falha submersa abre


caminho para o magma do manto inferior, fazendo com que esse
bloco se afaste progressivamente da placa sul-americana - com
quem formava um continente único há 135 milhões de anos - e
cresça de tamanho. A tendência é passar os 65 milhões de
quilômetros quadrados atuais

• Placa da Antártida: A parte leste da placa, que há 200


milhões de anos estava junto de Austrália, África e Índia, chocou-
se com pelo menos cinco placas menores que formavam o lado
oeste. O resultado é um bloco que dá suporte à Antártida e a uma
parte do Atlântico Sul, em um total de 25 milhões de quilômetros
quadrados

• Placa Euro-asiática Ocidental: Sustenta a Europa, parte da


Ásia, do Atlântico Norte e do mar Mediterrâneo. Na trombada com
a placa indo-australiana, nasceu o conjunto de montanhas do
Himalaia, no sul da Ásia, onde há mais de 100 montanhas com
altitudes superiores a 7 mil metros. Sua área total é de 60 milhões
de quilômetros quadrados

• Placa Euro-asiática Oriental: Em seu movimento para o leste,


esse bloco de 40 milhões de quilômetros quadrados choca-se
contra a placa das Filipinas e com a do Pacífico, na região onde
fica o Japão. O encontro triplo é tumultuado e dá origem a uma
das áreas do globo com maior índice de terremotos e vulcões

• Placa Norte-americana e do Caribe: Com 70 milhões de


quilômetros quadrados, engloba toda a América do Norte e
Central. O deslocamento horizontal em relação à placa do
Pacífico cria uma fronteira turbulenta: em um dos limites, na
18

Califórnia, está à falha de San Andreas, famosa pelos terremotos


arrasadores.

• Placa Sul-americana: Como o Brasil está bem no meio desse


bloco de 32 milhões de quilômetros quadrados, sente pouco os
efeitos de terremotos e vulcões. No centro do continente, a placa
mede 200 quilômetros de espessura. Na borda com a placa da
África, os terrenos mais jovens não passam de 15 quilômetros

• Placa do Pacífico: A maior placa oceânica - são cerca de 70


milhões de quilômetros quadrados - está em constante renovação
na região do Havaí, onde o magma sobe e cria ilhas vulcânicas.
No encontro com a placa das Filipinas, a placa afunda em uma
região conhecida como fossa das Marianas, onde o oceano
atinge sua profundidade máxima: 11 034 metros

• Placa Australiana: O bloco de 45 milhões de quilômetros


quadrados que sustenta a Índia, a Austrália, a Nova Zelândia e a
maior parte do oceano Índico ruma velozmente para o norte. Além
do subcontinente indiano se chocar com a Ásia, a borda nordeste
bate na placa das Filipinas, criando novas ilhas na região
turbulenta

• Placas das Filipinas: Essa pequena placa de apenas 7 milhões de


quilômetros quadrados concentra em seus limites quase a
metade dos vulcões ativos do planeta. Colisões com a placa
euroasiática oriental causam terremotos e erupções destruidoras,
como a do monte Pinatubo, em 1991, considerada uma das mais
violentas dos últimos 50 anos

• Placa de Nazca: A cada ano, essa placa de 10 milhões de


quilômetros quadrados no leste do oceano Pacífico fica 10
centímetros menor pelas trombadas com a placa sul-americana.
Esta, por ser mais leve, desliza por cima da placa de Nazca,
gerando vulcões e elevando mais as montanhas dos Andes
19

As placas contactam umas com as outras ao longo dos limites de


placa, estando estes comumente associados a eventos geológicos como
terremotos e a criação de elementos topográficos como cadeias
montanhosas, vulcões e fossas oceânicas. A maioria dos vulcões ativos
do mundo situa-se ao longo dos limites de placas, sendo a zona do
Círculo de Fogo do Pacífico a mais conhecida e ativa. Estes limites são
apresentados em detalhe mais adiante.

As placas tectônicas podem incluir crosta continental ou


crosta oceânica, sendo que, tipicamente, uma placa contém os dois
tipos. Por exemplo, a placa Africana inclui o continente africano e parte
dos fundos marinhos do Atlântico e do Índico. A parte das placas
tectônicas que é comum a todas elas, é a camada sólida superior do
manto que se situa sob as crostas continental e oceânica, constituindo
conjuntamente com a crosta a litosfera.

A distinção entre crosta continental e crosta oceânica baseia-se


na diferença de densidades dos materiais que constituem cada uma
delas; a crosta oceânica é mais densa devido às diferentes proporções
dos elementos constituintes, em particular do silício. A crosta oceânica é
mais pobre em sílica e mais rica em minerais maciços (geralmente mais
densos), enquanto que a crosta continental apresenta maior
percentagem de minerais fílmicos (em geral menos densos).

Como conseqüência, a crosta oceânica está geralmente abaixo


do nível do mar (como, por exemplo, a maior parte da placa do Pacífico),
enquanto que a crosta continental se situa acima daquele nível.

2.4.TIPOS DE LIMITES DE PLACAS

São três os tipos de limites de placas, caracterizados pelo modo


como as placas se deslocam umas relativamente às outras, aos quais
estão associados diferentes tipos de fenômenos de superfície:

Limites transformantes ou conservativos - ocorrem quando as


placas deslizam ou mais precisamente roçam uma na outra, ao longo de
falhas transformantes. O movimento relativo das duas placas pode ser
20

direito ou esquerdo, consoante se efetue para a direita ou para a


esquerda de um observador colocado num dos lados da falha.

Limites divergentes ou construtivos – ocorrem quando duas


placas se afastam uma da outra.

Limites convergentes ou destrutivos – (também designados por


margens ativas) ocorrem quando duas placas se movem uma em
direção à outra, formando uma zona de subdução (se uma das placas
mergulha sob a outra) ou uma cadeia montanhosa (se as placas
simplesmente colidem e se comprimem uma contra a outra).

Há limites de placas cuja situação é mais complexa, nos casos


em que três ou mais placas se encontram, ocorrendo então uma mistura
dos três tipos de limites anteriores

2.4.1. LIMITES TRANFORMANTES OU CONSERVATIVOS

O movimento lateral esquerdo ou direito entre duas placas ao


longo de uma falha transformante pode produzir efeitos facilmente
observáveis à superfície. Devido à fricção, as placas não podem
pura e simplesmente deslizar uma pela outra. Em vez disso, a
tensão acumula-se em ambas placas e quando atinge um nível tal,
em qualquer um dos lados da falha, que excede a força de atrito
entre as placas, a energia potencial acumulada é libertada sob a
forma de movimento ao longo da falha. As quantidades maciças de
energia libertadas neste processo são causa de terremotos, um
fenômeno comum ao longo de limites transformantes.

Um bom exemplo deste tipo de limite de placas é o complexo


da falha de Santo André, localizado na costa oeste da América do
Norte o qual faz parte de um complexo sistema de falhas desta
região. Neste local, as placas do Pacífico e norte-americana movem-
se relativamente uma à outra, com a placa do Pacífico a mover-se
na direção noroeste relativamente à América do Norte. Dentro de
21

aproximadamente 50 milhões de anos, a parte da Califórnia situada


a oeste da falha será uma ilha, próxima do Alasca.

Deve salientar-se que a verdadeira direção de movimento das


placas que se encontram numa falha transformante como a de Santo
André, muitas vezes não coincide com o seu movimento relativo na
zona de falha. Por exemplo, segundo os dados obtidos a partir de
medições efetuadas por GPS, a placa norte-americana move-se
para sudoeste quase perpendicularmente à placa do Pacífico
enquanto esta se move mais em direção a oeste relativamente ao
movimento para noroeste ao longo da falha de Santo André . As
forças compressivas resultantes são dissipadas por soerguimentos
na maior zona de falha. Os dobramentos presentes nesta zona, bem
como a própria falha de Santo André no sul da Califórnia, são o
provavelmente resultado de estiramento crostal na região da Grande
Bacia, sobreposto ao movimento global da placa norte-americana.
Alguns geólogos especulam sobre o possível desenvolvimento de
um rift na Grande Bacia, uma vez que a crosta nesta zona está a
adelgaçar-se de forma mensurável.

2.4.2. LIMITES DIVERGENTES OU CONSTRUTIVOS

Nos limites divergentes, duas placas afastam-se uma da outra


sendo o espaço produzido por este afastamento preenchido com
novo material crostal, de origem magmática. A origem de novos
limites divergentes é por alguns associada com os chamados pontos
quentes. Nestes locais, células de convecção de grandes dimensões
transportam grandes quantidades de material astenosférico quente
até próximo da superfície e pensa-se que a sua energia cinética
poderá ser suficiente para produzir a fraturação da litosfera. O ponto
quente que terá dado início à formação da dorsal meso-atlântica
situa-se atualmente sob a Islândia; esta dorsal encontra-se em
expansão à velocidade de vários centímetros por século.

Na litosfera oceânica, os limites divergentes são típicos da


dorsal oceânica, incluindo a dorsal meso-atlântica e a dorsal do
22

Pacífico oriental; na litosfera continental estão tipificados pelas


zonas de vale de rift como o Grande Vale do Rift da África Oriental.
Os limites divergentes podem criar zonas de falhamento maciço no
sistema de dorsais oceânicas. A velocidade de expansão nestas
zonas geralmente não é uniforme; em zonas em que blocos
adjacentes da dorsal se deslocam com velocidades diferentes,
ocorrem grandes falhas transformantes. Estas zonas de fratura,
muitas delas designadas por um nome próprio, são uma das
principais origens dos terremotos submarinos. Um mapa do fundo
oceânico mostra um estranho padrão de estruturas constituídas de
blocos separadas por estruturas lineares perpendiculares ao eixo da
dorsal. Se olharmos para o fundo oceânico entre estas zonas de
fratura como se de uma banda transportadora se tratasse, a qual
afasta a crista de cada um dos lados do rift da zona média em
expansão, este processo torna-se mais evidente. As cristas
dispostas paralelamente ao eixo de rift encontram-se situadas a
maior profundidade e mais afastadas do eixo, quanto mais antigas
forem (devido em parte à contração térmica e à subsidência).

Foi nas dorsais oceânicas que se encontrou uma das


evidências chave que forçou a aceitação da hipótese de expansão
dos fundos oceânicos. Levantamentos aeromagnéticos (medições
do campo magnético terrestre a partir de um avião), mostraram um
estranho padrão de inversões magnéticas em ambos lados das
cristas e simétricas em relação aos eixos destas. O padrão era
demasiado regular para ser apenas uma coincidência, uma vez que
as faixas de cada um dos lados das dorsais tinham larguras
idênticas. Havia cientistas que tinham estudado as inversões dos
pólos magnéticos na Terra e fez-se então a ligação entre os dois
problemas. A alternância de polaridades naquelas faixas tinha
correspondência direta com as inversões dos pólos magnéticos da
Terra. Isto seria confirmado através da datação de rochas
provenientes de cada uma das faixas. Estas faixas fornecem assim
23

um mapa espaço-temporal da velocidade de expansão e das


inversões dos pólos magnéticos.

Há pelo menos uma placa que não está associada a qualquer


limite divergente, a placa das Caraíbas. Julga-se que terá tido
origem numa crista sob o Oceano Pacífico, entretanto desaparecida,
e mantém-se ainda assim em movimento, segundo medições feitas
com GPS. A complexidade tectônica desta região continua a ser
objeto de estudo.

2.4.3. LIMITES CONVERGENTES OU DESTRUTIVOS

A natureza de um limite convergente depende do tipo de


litosfera que constitui as placas em presença. Quando a colisão
ocorre entre uma densa placa oceânica e uma placa continental de
menor densidade, geralmente a placa oceânica mergulha sob a
placa continental, formando uma zona de subducção. À superfície, a
expressão topográfica deste tipo de colisão é muitas vezes uma
fossa, no lado oceânico e uma cadeia montanhosa do lado
continental. Um exemplo deste tipo de colisão entre placas é a área
ao longo da costa ocidental da América do Sul onde a placa de
Nazca, oceânica, mergulha sob a placa Sul-americana, continental.
À medida que a placa subductada mergulha no manto, a sua
temperatura aumenta provocando a libertação dos compostos
voláteis presentes (sobretudo vapor de água). À medida que esta
água atravessa o manto da placa sobrejacente, a temperatura de
fusão desta baixa, resultando na formação de magma com grande
quantidade de gases dissolvidos. Este magma pode chegar à
superfície na forma de erupções vulcânicas, formando longas
cadeias de vulcões para lá da plataforma continental e
paralelamente a ela. A cadeia montanhosa dos Andes apresenta
vulcões deste tipo em grande número. Na América do Norte, a
cadeia de montanhas de Cascade, que se estende para norte a
partir da Sierra Nevada na Califórnia, é também deste tipo. Este tipo
de vulcões caracteriza-se por apresentar alternância de períodos de
24

dormência com erupções pontuais que se iniciam com a expulsão


explosiva de gases e partículas finas de cinzas vulcânicas vítreas,
seguida de uma fase de reconstrução com magma quente. A
totalidade do limite da placa do Pacífico apresenta-se cercada por
longas cadeias de vulcões, conhecidos coletivamente como Círculo
de Fogo do Pacífico.

Onde a colisão se dá entre duas placas continentais, ou elas se


fragmentam e se comprimem mutuamente ou uma mergulha sob a
outra ou (potencialmente) sobrepõe-se à outra. O efeito mais
dramático deste tipo de limite pode ser visto na margem norte da
placa Indiana. Parte desta placa está a ser empurrada por baixo da
placa Euro-asiática, provocando o levantamento desta última, tendo
já dado origem à formação dos Himalaia e do planalto do Tibet.
Causou ainda a deformação de partes do continente asiático a este
e oeste da zona de colisão.

Quando há convergência de duas placa de crosta oceânica,


tipicamente ocorre a formação de um arco insular, à medida que
uma placa mergulha sob a outra. O arco é formado a partir de
vulcões que eruptam através da placa sobrejacente à medida que se
dá a fusão da placa mergulhante. A forma de arco aparece devido à
esfericidade da superfície terrestre. Ocorre ainda a formação de uma
profunda fossa submarina em frente a estes arcos, na zona em que
o bloco descendente se inclina para baixo. Bons exemplos deste tipo
de convergência de placas são as ilhas do Japão e as Ilhas Aleutas,
no Alasca.

2.5.CAUSAS DO MOVIMENTO DAS PLACAS

Conforme foi referido acima, as placas movem-se graças à


fraqueza relativa da astenosfera. Pensa-se que a fonte da energia
necessária para produzir este movimento seja a dissipação de calor a
partir do manto. Imagens tridimensionais do interior da Terra (tomografia
25

sísmica) mostram a ocorrência de fenômenos de convecção no manto. A


forma como estes fenômenos de convecção estão relacionados com o
movimento das placas é assunto de estudos em curso bem como de
discussão. De alguma forma, esta energia tem de ser transferida para a
litosfera de forma a que as placas se movam. Há essencialmente duas
forças que o podem conseguir: o atrito e a gravidade.

2.5.1. ATRITO

Atrito do manto

As correntes de convecção do manto são transmitidas através


da astenosfera; o movimento é provocado pelo atrito entre a
astenosfera e a litosfera.

Sucção nas Fossas

Correntes de convecção locais exercem sobre as placas uma


força de arrasto fricional, dirigida para baixo, em zonas de subdução
nas fossas oceânicas.

2.5.2. COLISÃO

A) destrutiva ou convergente, quando duas placas estão se


movendo mutuamente uma em direção à outra. Fossas oceânicas
são formadas nesses sítios de colisão, originando uma zona de
subducção, onde uma placa (mais densa) mergulha sob a outra para
ser consumida no manto, como, por exemplo, a placa de nazca
subductando sob a placa sul-americana no Pacífico (no decurso
desse processo, as partes oceânicas das placas são consumidas, e
a cadeia montanhosa é formada).

B) Colisional ou sutura são também regiões de convergência,


porém, sem consumo de placas, como, por exemplo, a cadeia do
Himalaia, formada pela colisão da placa indiana com a placa
eurasiana.
26

2.5.3. AFASTAMENTO

Margem construtiva ou divergentes, quando duas placas estão


se movendo separadamente uma da outra e em sentido contrário, a
partir da cadeia mesoceânica, onde nova crosta é formada.

2.5.4. DESLOCAMENTO / DESLIZAMENTO

Consertativa, formada ao longo de uma transformante, onde o


movimento relativo da placa é horizontal e paralelo ao seu limite,
como, por exemplo, a falha de Santo André, na Califórnia, onde o
lado do Pacífico desloca-se para o norte, com relação ao bloco
continental a este.

2.6.FORMAÇÃO DAS CORDILHEIRAS CONTINENTAIS

2.6.1. OROGÊNESE

Os processos orogenéticos resultam da interação entre a placa


descendente e as margens continentais ativas.

Entende-se como orogenia os processos tectônicos pelos quais


vastas regiões da crosta são deformadas e elevadas, para formar os
grandes cinturões montanhosos, tais como os Andes, os Alpes, o
Himalaia e outros. É o termo antigo, usado antes do conhecimento
da tectônico de placas, em que o dobramento figurava como uma
das principais características e cujas causas eram desconhecidas. O
termo também refere-se, até hoje, aos processos de construção de
montanhas continentais e envolve também atividades associadas,
tais como dobramento e falhamento das rochas, terremotos,
erupções vulcânicas, intrusões de plútons e metamorfismo.

Um orógeno ou faixa orogênica é uma longa e relativamente


estreita região próxima a uma margem continental ativa (zona de
colisão de placas), onde existem muitos ou todos os processos
formadores de montanhas. Uma faixa orogênica é uma região
alongada da crosta, intensamente dobrada e falhada durante os
processos de formação de montanhas. As orogenias diferem em
27

idade, história, tamanho e origem; entretanto, todas foram uma vez


terremotos montanhosos. Os Apalaches, foram no paleozóico, uma
grande cordilheira, como o Himalaia ou os Alpes de Hoje, embora se
apresentem como morrarias destituídas do esplendor das grandes
cadeias montanhosas.

2.6.2. EPIROGÊNESE

Algumas das conseqüências da movimentação epirogenética


são: Variação do nível do mar, avanço do mar sobre porções
continentais, mudanças na configuração da drenagem, variação do
nível de base de erosão, aparecimento de planos de erosão em
vários níveis e terraciamento dos vales fluviais. Porém, um produto
típico de movimento descendente ou epirogenético negativo é a
bacia, uma depressão geralmente de expressão regional,
preenchida por sedimentos. Pilhas de rochas sedimentares, muitas
vezes totalizando vários quilômetros de espessura, são aí
encontradas, como, por exemplo, a bacia de Michigan, nos Estados
Unidos, ou a do Parnaíba no Brasil.

Nos movimentos ascendentes encontramos platôs e


soerguimentos continentais, como, por exemplo, o platô do
Colorado, ou algumas formas marcantes do relevo brasileiro, como a
Serra do Mar.

2.6.3. SURGIMENTOS DE MONTANHAS

Grande parte da atividade tectônica terrestre ocorre no limite


de placas litosféricas, em contraste com o interior delas,
normalmente inativo tectonicamente. Como resultado, praticamente
todas as montanhas e as cadeias montanhosas, na Terra, são
formadas nos limites de placas.

Os esforços compreensivos, gerados nas zonas de colisão de


placas convergentes, associados ao intenso magnetismo que
introduz corpos ígneos no material crustal afetado, edificam vulcões
na superfície, criam as condições necessárias para o enrugamento
28

da "pele" do planeta por vastas áreas e, em determinados períodos


de tempo. Montanhas são, então, formadas pelo envolvimento de
uma série de agentes internos. Por isso, as montanhas quase
sempre se apresentam como cadeias ou cordilheiras, porque as
forças que as criaram operavam por vastas regiões da crosta
terrestre, associadas a fenômenos de grande transcendência
geodinâmica interna, sejam montanhas vulcânicas, de blocos
falhados ou de dobramento e empurrão, como os Alpes e o
Himalaia.

2.6.4. MONTANHAS DE ORIGEM VULCÂNICA

Tais elevações são formadas pelo acúmulo de material


expulso, provenientes de partes profundas da crosta terrestre. Às
vezes predominam larvas, como vulcões havaianos, outras vezes o
material piroclástico, como é o caso do Paracutin, célebre por Ter-se
formado nos nossos dias, e, finalmente, ambos associados, lava e
tufo, como no tipo estrato- vulcão, cujo exemplo clássico é o
Vesúvio.

O Chimborazo e o Aconcágua, situados na cordilheira dos


Andes, são notórios pelas suas grandes altitudes. Acham-se,
contudo, situados em regiões soerguidas, graças a tectonismo
recente.

2.6.5. MONTANHAS PRODUZIDAS POR DISSECAÇÃO EROSIVA DE


PLANALTO

Regiões aplainadas ou mesmo originalmente planas, como são


as formadas pelo entulhamento de lagos ou mares fechados, podem
sofrer a ação de forças epirogenéticas que determinem o seu
levantamento sem deformações tectônicas consideráveis. Do
desnível resultante, a conseqüência imediata é a erosão estimulada
com maior ou menor intensidade. O estágio inicial pode ser
exemplificado com o caso clássico do grande canhão do Colorado,
que se encontra em ativa fase de erosão num planalto elevado.
29

Passados uns poucos milhões de anos os tributários do Colorado,


juntamente com os demais rios que drenam o planalto, terão
dissecado parcialmente o planalto, perdurando somente as áreas
correspondentes aos divisores das águas e aquelas localizadas nas
nascentes dos rios. Formarão, desta maneira, montanhas causadas
pela erosão. Como exemplo nacional de montanhas resultantes de
processos erosivos, pode ser citada a Serra Geral do Rio Grande do
Sul e parte de Santa Catarina.

2.6.6. MONTANHAS PRODUZIDAS POR FALHAMENTOS

São várias as possibilidades da formação de elevações e


montanhas motivadas por falhas, podendo verificar-se a elevação de
blocos numa região baixa, ou abatimento em áreas elevadas
formando as fossas tectônicas, ou ainda pode dar-se o levantamento
geral dos blocos uns mais do que os outros, como também um
abaixamento irregular. As montanhas de falhamento são
caracterizadas pelo deslocamento principal no sentido vertical.
Podem ocorrer flexuras , mas faltam as deformações plásticas.
Porém, em certos lugares ocorrem deslocamentos quase horizontais
como falhas de empurrão, podendo gradativamente passar para
regiões dobradas.

As montanhas formadas por falhamento podem associar-se às


cadeias de dobramento, tanto do ponto de vista geográfico como do
sincronismo, significando a ação conjunta dos vários e complexos
esforços tectônicos orogenéticos. Regiões já há muito tempo fixas e
estáveis podem sofrer um rejuvenescimento tectônico parcial,
movimentando massas antigas, como a Serra do Mar.

2.6.7. MONTANHAS PRODUZIDAS POR DOBRAMENTOS

As mais famosas cadeias de montanhas do mundo,pelas suas


dimensões, não somente em área, como também pelas altitudes,
são encontradas em áreas sujeitas às mais complexas perturbações,
entre as quais, grande e complicados dobramentos. Pelo fato de se
30

associarem freqüentemente as falhas, onde se dá o deslizamento de


massas rochosas, por vezes até de quilômetros de extensão,
distante de suas raízes. Como exemplo clássico desse tipo de
estrutura, podem ser citados os Alpes, juntamente com Apininos,
Cárpatos, Cáucaso e o Himalaia. No continente americano citaremos
os Andes e as montanhas rochosas fazendo parte da área
perturbada pelo tectonismo cenozóico, que por sinal perdura até os
nossos dias, sendo às vezes altamente desastrosos, pelos abalos
sísmicos conseqüentes.

As cadeias de montanhas originadas pelos dobramentos


possuem vários caracteres em comum. Assim, grandes massas
sedimentares marinhas, às vezes com intercalações magmáticas,
ocupam hoje uma área cuja extensão é consideravelmente menor do
que originalmente. O aspecto peculiar a estas cadeias orogenéticas
é o da sua construção bilateral. Os dobramentos realizam-se em
duas direções opostas, mas não necessariamente simétricas na
intensidade do grau de dobramento, manifestando ao contrário
grande assimetria. A zona central, de onde divergem as dobras, é
mais sujeita a ação magmática, motivo pelo qual freqüentemente se
encontra afetada por intenso metamorfismo e intrusões magmáticas.
Os dobramentos seguem sucessivas fases no tempo,
acompanhadas de intensa atividade vulcânica nos processos de
formação destas cadeias. Essas cordilheiras ainda formam,
normalmente, arcos suaves e sucessivos, apresentando formas
suaves.

Devido à estabilidade tectônica do nosso país, não temos


exemplos de elevações produzidas por dobramentos recentes. As
montanhas de serra do Espinhaço, constituída de rochas
metamórficas perturbadas e de estrutura bastante complexa, têm
relação com o fenômeno do dobramento, que é, entretanto, muito
antigo, pois se encontra arrasado quase até a raiz. Tais
dobramentos, levantados e expostos à erosão, mostram a estrutura
já delineada, como acontece com as montanhas dos Apalaches.
31

CONCLUSÃO

Vivemos sobre um território mutante, palco de enfrentamento de forças


geológicas de diferentes origens acionadas pela geodinâmica interna e toda
gama de fenômenos relacionados. Ao analisarmos a tectônica de placas, bem
como, a formação das cordilheiras continentais e das cadeias oceânicas,
reconhecemos que a história não termina com os fenômenos derivados dos
processos geodinâmicos internos. A erosão e a erostasia continuam, de forma
combinada, a modificar o relevo em suas faixas de mobilidade crustal.
32

ANEXOS

Figura 1

Figura 2
33

Figura 3
34

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

www.biomania.com.br (29/11/2010)

mundogeografico.sites.uol.com.br (29/11/2010)

br.geocities.com (29/11/2010)

mundoestranho.abril.com.br (29/11/2010)