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São doenças relacionadas com o trabalho.


  
  
      pneumoconioses
(fibrogênicas e não fibrogênicas);asma ocupacional; pneumonites por hipersensibilidade;DPOC de origem
ocupacional, não tabágica; febre por inalação de fumos, esporos e gases;câncer do pulmão relacionado
com a exposição ocupacional.


 é um termo que define as doenças pulmonares causadas pela inalação de
poeiras (Konio = pó) e sua conseqüente reação tissular.

São classificadas deacordo com o potencial da poeira de produzir fibrose tecidual:


-fibrogênicas ± produz fibrose tecidual. Ex: exposição à sílica, exposição ao asbesto, exposição ao carvão
exposição à poeira mista
-não fibrogênicas: exposição ao ferro, exposição ao estanho, exposição ao bário, exposição à rocha
fosfática


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'(%)*+  , " $ " - "   " .

1.    " %/"" "   "  $: indústriascerâmicas,
indústrias de abrasivos, construção de estradas ou túneis, jateamento de areia,corte e moagem de pedras
Pedreiras e fundições
2.   % %  .
A silicose, em sua fase inicial, é caracterizada pelo mínimo comprometimento radiológico e
funcional e é praticamente assintomática. À medida que evolui, evidenciam-se sintomas característicos da
dificuldade das trocas gasosas, visto ser uma doença que compromete as estruturas perivasculares e
bronquiolares.
A dispnéia, progressiva aos grandes, médios e pequenos esforços, é sua primeira manifestação.
Com a progressão da doença pode-se evidenciar sintomas característicos de cor-pulmonale. Tosse com
expectoração e chiado são sintomas menos frequentes, excetuando-se os indivíduos com elevado
consumo tabágica.
0-1   %#2 "3, " 
As alterações radiográficas da silicose são visibilizadas, inicial e preferencialmente, noslobos
superiores e segmentos posteriores, bilateralmente. Com a progressão da doença todo parênquima
pulmonar pode estar envolvido. Geralmente não comprometem as pleuras. Nos casos avançados pode
ocorrer o comprometimento dos linfonodos hilares e mediastinais, caracterizados como calcificação em
casca de ovo ("egg-shell").
As alterações parenquimatosas são evidenciadas como pequenas opacidades regulares ou
arredondas e são classificadas, segundos os critérios da Organização Internacional do Trabalho, OIT -
revisão 1980, conforme a forma e o tamanho em "p", "q" ou "r", nas suas diversas profusões. Estas
também podem formar grandes opacidades (A, B ou C), como consequência da coalescência desses
pequenos nódulos.
0- " 3   "4%-
Para o diagnóstico da silicose devemos ter dados consistentes da história ocupacional e
alterações radiológicas características dessa doença. Entretanto, nos deparamos, com freqüência,
comtrabalhadores com história ocupacional incaracterística, pouco convincente, inconsistente e
comalterações radiológicas pouco significativas; classificadas como 0/1 ou 1/0 pela revisão-1980 daOIT.
Nestes casos, devemos prosseguir com a investigação diagnóstica com a tomografiacomputadorizada de
alta resolução, com técnica apropriada (cortes de 1,5 a 2 mm, decúbitoventral, matriz 512x512,
documentação de seis cortes ampliados). Geralmente conseguimosaprimorar o diagnóstico com esses
métodos, mas a biópsia pulmonar poderá ser indicada emcasos de maior complexidade, após exauridas
todas as possibilidades não invasivas.
Nos estudos epidemiológicos, a história ocupacional com comprovação da real exposição e
oradiograma do tórax são elementos básicos para esse tipo de investigação.
4. 5%%A silicose, como as demais pneumoconioses, não tem tratamento.
Apresenta caráter evolutivo,cuja progressividade parece estar ligada a fatores de sensibilidade individual
e à dose deexposição (carga de exposição; exposição cumulativa).
65

É uma condição pulmonar causada pela inalação de poeira de abesto (fibras).

7-1   #2 "   " %.mineração (extração e


beneficiamento);fabricação de telhas e caixas d¶água (fibrocimento);fricção (embreagem, lonas e pastilhas
de freio);tecelagem de asbesto (mangueiras, tecidos, malhas e gaxetas);manufatura de papéis e
papelões.
7-   % %  %.
Assim como a silicose e as demais pneumoconioses, a asbestoseem sua fase inicial
épraticamente assintomática. Com o progredir da fibrose, a dispnéia progressiva aos grandes,médios e
pequenos esforços pode se manifestar. A tosse pouco produtiva e o chiado são sintomas de menor
ocorrência e muitas vezes associados ao consumo tabágico. Com o progredir da doença, sintomas de
descompensações cardíaca poderão ser evidenciados. Baqueteamento digital e estertores crepitantes
nas bases, fixos e bilaterais, são, eventualmente, detectados no exame físico.
8- 1   %#2 "3,  %9" :%  %.
O comprometimento radiográfico em trabalhadores expostos ao asbesto pode envolver o
parênquima pulmonar e a pleura.
A asbestose compromete, preferencialmente, as bases,bilateralmente, visibilizadas como
pequenas opacidades, irregulares, classificadas como "s", "t" ou "u", da Classificação Internacional de
Radiografias de Pneumoconioses, da OIT - Revisão 1980.
Com o progredir da doença, todo o parênquima pulmonar poderá ser comprometido. As
alterações pleurais são caracterizadas como placas pleurais ou espessamentos pleurais benignos, são
freqüentes e podem envolver a pleura parietal, diafragmática e mediastinal. São classificadas em relação
a sua espessura, extensão e localização pela mesma revisão.
0- 1  "" 3   "4% ",%/ " %.
O diagnóstico definitivo da asbestose, ou diagnóstico de certeza, só poderá ser obtido por meio
da biópsia pulmonar. Além da fibrose intersticial peribronquiolar e vascular, devem estar presentes os
corpos de asbestos ou corpos ferruginosos, em número suficiente, preconizado pelos patologistas.
É importante a identificação da quantidade e dos tipos de fibras de asbestos (são vários os tipos
de asbesto, com diferenças físicas e químicas fundamentais na patogênese dessas doenças), por grama
de tecido pulmonar seco.


         ;<
Resulta da exposição à poeira respirável proveniente do carvão mineral,desprendida durante a
mineração.
5
   ;<:- lignito,- sub-betuminoso,- betuminoso,- antracito - este encerra maior quantidade
de energia, e é tambémresponsável pelo maior número de casos dedoença e de casos de doença
progressiva, especialmentequando minerado no subsolo.
Quanto maior for a intensidade e duração da exposição, tanto maiorserão as chances de
desenvolvimento da doença (operários de ³frentede trabalho´ como os perfuradores e carregadores com
mais de 10 anosde trabalho).
1    = A pneumoconiose dos mineiros de carvão $>" nãocostuma determinar
manifestações significativas.
Função respiratória - padrão obstrutivo.Quando a pneumoconiose é " ±dispneia
- grave perturbaçãofuncional.

5 55
- A medicina do trabalho antes de tudo é /%/  ,3%;
- Tem por objetivos: - proteçãoe a saúde do trabalhador.
- Incumbe-se: - das medidas de higiene - que eliminem os agentesnocivos ao organismo.

 ? 
- As medidas mais importantes no manejo das doenças ocupacionais sãoas profiláticas;
- No ambiente de trabalho: - diminuir ao máximo os riscos de doenças;
- normas efetivas de fiscalização e controle;
- ventilação e de umidificação ± adequadostestados;
- determinar concentração ambiental dosagentes nocivos (limites de tolerância);
- substituição de uma substância potencialmentenociva por outra inócua(troca deareia por pó de alumínio
- em polimento).
5  @ ?  ± toráx 2 inc.

PA e perfil:
4%>% '
* Esta é a incidência mais utilizada na radiografia simples do tórax.
Como os raios X são divergentes, para que as estruturas não sofram uma magnificação excessiva, é
necessária uma distância mínima para a sua realização, da ordem de 1,50 m.

,A incidência em perfil deve ser sempre solicitada e realizada, juntamente com a PA. Auxilia
bastante na localização e caracterização de lesões. Rotineiramente realiza-se o perfil esquerdo, ou seja,
com o lado esquerdo em contato com o filme e com entrada do feixe pela direita (figura 5), para não
magnificar o coração. O perfil direito é realizado em casos excepcionais, para avaliação de lesões à
direita.
5 5 

,#$ É uma condição e não uma doença, na qual ocorre o colapso de


parte de pulmão ou de seu todo, como resultado de uma obstrução brônquica, uma
punção ou explosão de uma via aérea. Com um menos volume de ar essa região
aparece mais radiodensa e pode fazer com que traquéia e coração se desvie para o
lado afetado.

É definida pela diminuição do volume de uma parte ou de todo pulmão. Pode


ser: subsegmentar, segmentar, lobar ou total. Pode ser confundido com colapso
pulmonar.



A causa principal da atelectasia é a obstrução de um brônquio principal, uma


das duas das ramificações da traqueia que conduzem diretamente aos pulmões.
Também as vias aéreas inferiores se podem obstruir. A obstrução pode ser
consequência de um rolhão de muco, de um tumor ou de um objeto aspirado até ao
brônquio. O brônquio pode também ser obstruído por uma pressão externa, como um
tumor ou a tumefacção dos gânglios linfáticos.

Quando uma via aérea se obstrui, não se verifica intercâmbio de gases entre o
sangue e os alvéolos, fazendo que estes encolham e se retraiam. O tecido pulmonar
que sofreu o colapso enche -se geralmente de células sanguíneas, soro e muco e,
finalmente, infecta -se. Depois de uma cirurgia, especialmente a torácica ou a
abdominal, a respiração é com frequência menos prof unda e as zonas inferiores do
pulmão não se expandem adequadamente. Podem causar atelectasia tanto a cirurgia
como outras causas de respiração pouco profunda. Na síndroma do lobo médio, um
tipo de atelectesia de longa duração, o lobo médio do pulmão direit o colapsa,
geralmente devido à pressão exercida sobre o brônquio por um tumor ou por gânglios
linfáticos aumentados, mas, às vezes, isto acontece sem que haja compressão
brônquica. No pulmão obstruído e contraído pode desenvolver -se uma pneumonia que
não chega a curar completamente e que produz inflamação crónica, cicatrização e
bronquiectasias.

%  "4%

A atelectasia pode desenvolver -se lentamente e causar só uma dispneia ligeira.


Os indivíduos com a síndroma do lobo médio podem não manifesta r qualquer sintoma,
embora muitos tenham acessos de tosse seca.

Quando se verifica rapidamente uma atelectasia numa grande área do pulmão,


a pessoa pode adquirir uma coloração azul ou lívida e sofrer uma dor aguda no lado
afetado, com ataques de extrema di spneia. Se o processo for acompanhado de
infecção, pode também aparecer febre e uma frequência cardíaca acelerada; às
vezes, produz-se uma hipotensão grave (choque).

Os médicos suspeitam de atelectasia baseando -se nos sintomas e nos


resultados do exame físico. O diagnóstico confirma -se com uma radiografia do tórax
que mostra a zona desprovida de ar. Para encontrar a causa da obstrução, pode
efetuar-se uma tomografia axial computadorizada (TAC) ou uma broncoscopia de fibra
óptica.


/#$  %%%

O doente deve adoptar medidas para evitar a atelectasia depois de uma


intervenção cirúrgica. Embora os indivíduos que fumam sejam mais propensos a
desenvolver atelectasia, podem diminuir o risco deixando de fumar durante 6 a 8
semanas antes da intervenção. Dep ois de uma intervenção, recomenda -se ao doente
que respire profundamente, tussa regularmente e comece a movimentar -se quanto
antes. Podem ser úteis os exercícios e os dispositivos para melhorar a respiração.

Os indivíduos com deformidades torácicas ou afec ções neurológicas que os


obriguem a uma respiração pouco profunda durante longos períodos, podem recorrer
ao uso de aparelhos mecânicos que ajudam a respirar. Esses aparelhos aplicam uma
pressão contínua aos pulmões, de modo que, mesmo no final da expiraçã o, as vias
aéreas inferiores não possam colapsar.

O tratamento principal para a atelectasia súbita de grande escala é suprimir a


causa subjacente. Quando uma obstrução não pode ser eliminada tossindo ou
aspirando as vias aéreas inferiores, costuma eliminar -se com a broncoscopia.
Administram-se antibióticos para evitar uma possível infecção. A atelectasia crónica
costuma tratar-se com antibióticos, dado que a infecção é quase inevitável. Em certos
casos, a parte afetada do pulmão pode ser extirpada quando a infecção, recorrente ou
persistente, deteriora a sua função ou quando se verifica uma hemorragia profusa.

A   BC 

Opacidade ocupando áreas da imagem pulmonar, emlocal não correspondente a


qualquer estruturafisiologicamente hipotransparente;

‡ extensão, intensidade e forma variada,dependendo da etiologia e do estadio da


condição;

‡ presença de desvio de mediastino homolateral,(quando suficientemente grande para


isso),estreitamento dos espaços intercostaishomolaterais; hiperinsuflação
contralateralcompensatória
Bronquiectasias

As bronquiectasias são a dilatação irreversível de um ou de vários brônquios


na sequência de lesões na parede brônquica.

A bronquiectasia não é em si uma doença única, mas ocorre por diversas vias e em
consequência de diversos processos que lesam a parede brônquica ao interferir com
as suas defesas, de forma directa ou indirecta. A afecção pode ser difusa ou
manifestar-se somente numa área ou duas. É típica a dilatação dos brônquios médios,
mas, amiudadamente, os brônquios pequenos apresentam espessamento ou
obliteração. Por vezes uma forma de bronquiectasia que afecta os grandes brônquios
verifica-se na aspergilosebroncopulmonar alérgica, u ma afecção causada por uma
resposta imune ao fungo Aspergillus. (Ver secção 4, capítulo 39)

Normalmente, a parede brônquica é formada por várias camadas que variam


em espessura e em composição segundo as diferentes partes das vias aéreas. O
revestimento interno (mucosa) e a camada imediatamente inferior (submucosa)
contêm células que ajudam a proteger as vias aéreas inferiores e os pulmões das
substâncias potencialmente perigosas. Umas segregam muco, outras são células
ciliadas com finas estruturas semelha ntes apêlos, cujos movimentos ajudam a eliminar
as partículas e as mucosidades das vias aéreas inferiores. Outras células também
desempenham um papel na imunidade e na defesa do organismo contra os
microrganismos invasores e as substâncias nocivas. Fibras elásticas e musculares e
uma camada cartilaginosa proporcionam estrutura às vias aéreas, permitindo a
variação do seu diâmetro segundo as necessidades. Os vasos sanguíneos e o tecido
linfático proporcionam os nutrientes e protegem a parede brônquica.

Nas bronquiectasias encontram -se áreas da parede brônquica destruídas e


cronicamente inflamadas; as células ciliadas estão também danificadas ou destruídas
e a produção de muco está aumentada. Além disso, perde -se o tónus normal da
parede. A área afectada torn a-se mais dilatada e flácida, podendo surgir
protuberâncias ou bolsas semelhantes a pequenos globos. O aumento do muco
promove o crescimento das bactérias, obstrui os brônquios e favorece a estase das
secreções infectadas, com lesão ulterior da parede brôn quica. A inflamação pode
propagar-se aos sacos de ar dos pulmões (alvéolos) e causar uma broncopneumonia,
a formação de tecido cicatricial e uma perda de tecido pulmonar são. Nos casos
graves, o coração pode, finalmente, esforçar -se excessivamente por causa da
cicatrização e da perda de vasos sanguíneos no pulmão. Além disso, a inflamação dos
vasos sanguíneos da parede brônquica pode provocar uma expectoração
sanguinolenta. A obstrução das vias aéreas inferiores pode levar a valores
anormalmente baixos de o xigénio no sangue.
ëuitas afecções podem causar bronquiectasias, sendo a mais frequente a infecção,
quer crónica, quer recorrente. A resposta imune anormal, os defeitos congénitos que
afectam a estrutura das vias aéreas inferiores ou a capacidade das célu las ciliadas
para expulsar o muco e os factores mecânicos, como a obstrução brônquica, podem
predispor às infecções que conduzem às bronquiectasias. Num número reduzido de
casos, estas são provavelmente consequência da aspiração de substâncias tóxicas
que lesam os brônquios.

Bronquiectasias

As bronquiectasias correspondem à dilatação dos brônquios

Sintomas e diagnóstico

Apesar de as bronquiectasias poderem ocorrer em qualquer idade, o processo começa


com maior frequência na primeira infância. No entant o, os sintomas podem não se
manifestar senão muito tarde ou mesmo nunca. Os sintomas começam gradualmente,
geralmente depois de uma infecção do tracto respiratório, e tendem a piorar com o
passar dos anos. A maioria das pessoas desenvolve uma tosse de long a duração que
produz expectoração, cuja quantidade e tipo dependem da extensão que a doença
tenha e da presença de complicações por uma infecção associada. Com frequência a
pessoa tem acessos de tosse somente pela manhã e pela tarde. A tosse com sangue
é algo comum e pode ser o primeiro e único sintoma.

Os episódios frequentes de pneumonia podem indicar também a existência de


bronquiectasia. Os indivíduos que sofrem de bronquiectasia muito generalizada podem
ter, além disso, sibilos ao respirar ou falta de ar; também podem sofrer de bronquite
crónica, enfisema ou asma. Os casos mais graves, que se produzem com maior
frequência nos países menos desenvolvidos, podem esforçar o coração
excessivamente, ocasionando uma insuficiência cardíaca, uma afecção que pod e
causar inchaço (edema) dos pés e das pernas, acumulação de líquido no abdómen e
maior dificuldade em respirar, especialmente estando deitado.

A bronquiectasia pode diagnosticar -se pelos sintomas ou pela presença de outro


processo associado. No entanto, são necessároas radiografias para confirmar o
diagnóstico e avaliar a extensão do processo e a localização da doença.
A radiografia do tórax pode estar normal, mas algumas vezes detectam-se as
alterações pulmonares causadas pelas bronquiectasias. A tomografia axial
computadorizada (TAC) de alta resolução pode, de modo geral, confirmar o
diagnóstico e é especialmente útil para determinar a extensão da doença no ca so de
se admitir um tratamento cirúrgico.

Uma vez que se tenha diagnosticado a bronquiectasia, efectua -se uma série de
exames para determinar a doença ou doenças que a causam. Esses exames podem
consistir numa análise dos valores das imunoglobulinas no sa ngue, da concentração
do sal no suor (que é anormal na fibrose quística) e no exame de amostras nasais,
brônquicas ou de esperma para determinar se as células ciliadas têm defeitos
estruturais ou funcionais. Quando as bronquiectasias se limitam a uma zona, por
exemplo um lobo pulmonar, costuma efectuar -se uma broncoscopia de fibra óptica
(um exame utilizando um tubo de observação que se introduz nos brônquios) para
determinar se a causa é um objecto estranho ou um tumor. Podem efectuar -se outros
exames para identificar as doenças subjacentes, como a aspergilosebroncopulmonar
alérgica.

Bronquiectasias

Nas bronquiectasias, algumas zonas da parede brônquica estão destruídas e


inflamadas de modo crónico; as células ciliadas estão destruídas ou deterioradas e,
como consequência, a produção de muco aumenta.

1-Brônquios normais&amp;nbsp; ---------------------------------------------- 2-Bronquiectasias

Prevenção

As vacinas infantis contra o sarampo e a tosse convulsa contribuíram para diminuir o


risco de contrai r bronquiectasias. A vacinação anual contra o vírus da gripe ajuda a
prevenir os efeitos nocivos desta doença.

Por um lado, a vacina antipneumónica pode ajudar a evitar os tipos específicos de


pneumonia pneumónica com as suas graves complicações. Por outr o lado, a
administração de antibióticos durante a primeira fase de infecções, como a pneumonia
e a tuberculose, pode também prevenir as bronquiectasias ou reduzir a sua gravidade.
A administração de imunoglobulinas na síndroma de deficiência imunoglobulín ica pode
evitar as infecções recorrentes e as complicações derivadas das mesmas.

O uso adequado de fármacos anti -inflamatórios como os corticosteróides pode


prevenir as lesões brônquicas que causam as bronquiectasias, especialmente
naqueles indivíduos com aspergilosebroncopulmonar alérgica.

Evitar a aspiração de vapores tóxicos, gases, fumo (incluindo o tabaco) e poeiras


tóxicas (como o silício ou o talco) contribuem para prevenir a bronquiectasia ou pelo
menos para diminuir a sua gravidade.

A aspiração de objectos estranhos para as vias aéreas pode evitar -se controlando o
que a criança leva à boca, evitando a hipersedação por fármacos ou álcool e
solicitando cuidados médicos no caso de sintomas neurológicos, como a perda de
consciência ou problemas gastr ointestinais, como a dificuldade em deglutir, a
regurgitação ou a tosse depois de comer.

Recomenda-se evitar a instilação de gotas oleosas ou óleos minerais na boca ou no


nariz ao deitar, uma vez que podem ser aspirados para os pulmões. Pode efectuar -se
uma broncoscopia para detectar e tratar uma obstrução brônquica antes que se
verifiquem danos graves.

Tratamento

Não se recomendam os fármacos que suprimem a tosse porque podem complicar o


processo. No tratamento das bronquiectasias em doentes com grandes quantidades
de secreções, é fundamental a drenagem postural e a percussão do tórax (Ver secção
4, capítulo 31) várias vezes ao dia.

As infecções tratam-se com antibióticos, os quais, às vezes, se prescrevem durante


um longo período para impedir recidivas. Também se podem administrar fármacos
anti-inflamatórios como os corticosteróides e os mucolíticos (fármacos que diluem o
pus e a mucosidade). Se a concentração de oxigénio no sangue é baixa, a
administração de oxigénio ajuda a prev enir complicações como o corpulmonale (uma
afecção cardíaca relacionada com uma doença pulmonar). Se a pessoa sofre de
insuficiência cardíaca, os diuréticos podem aliviar o edema. Quando existe falta de ar
ou se observam sibilos ao respirar, costumam ser ú teis os fármacos
broncodilatadores.
Em casos excepcionais, é necessário extirpar cirurgicamente uma parte do pulmão.
Este tipo de cirurgia só é opção quando a doença se limita a um pulmão ou de
preferência a um lobo ou a um segmento do mesmo. A cirurgia é uma alternativa para
as pessoas que sofrem de infecções repetidas apesar do tratamento ou que
expectoram grande quantidade de sangue. Em caso de hemorragia, deve -se, às
vezes, intervir para obstruir o vaso sangrante.