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Simuladores de Circuitos Eletrônicos

Simuladores de Circuitos Eletrônicos

1. História
Em 1972, o Departamento de Engenharia Elétrica e da Ciência da Computação (EECS) da
Universidade da Califórnia, Berkeley, publicou a primeira versão do programa SPICE
(Simulation Program with Integrated Circuit Emphasis). O Chefe do Departamento, Donald
Pederson, decidiu, na época, que o programa seria distribuído gratuitamente. O SPICE foi
escrito originalmente em FORTRAN e recebeu várias atualizações, tais como o SPICE2,
em 1975, e a versão atual, SPICE3 de 1985, escrita em linguagem C. Atualmente, versões
modificadas do SPICE são comercializadas por várias companhias usando vários nomes.
Algumas modificações, como adaptações para uso em PC’s ou Mac’s, são normais e úteis,
outras são feitas, apenas, para deixar as várias versões incompatíveis entre si. Os
programas fonte, no entanto, são essencialmente os mesmos. Variantes, como o HSPICE e
o XSPICE, também estão no mercado.

2. Descrição
O programa SPICE foi desenvolvido originalmente para propiciar aos projetistas de
circuitos integrados analógicos a possibilidade de testar seus projetos em uma bancada
virtual de laboratório. Sem a existência de simuladores, a criação de circuitos complexos e
avançados seria praticamente impossível, principalmente com o advento da eletrônica
CMOS submicrométrica. Nos dias atuais, o SPICE é extensivamente usado para
praticamente todas as áreas da eletrônica, incluindo eletrônica discretizada de potência e de
comunicações em altas freqüências. É, portanto, uma ferramenta imprescindível para o
engenheiro eletrônico moderno. As principais versões comerciais de simuladores
disponíveis no mercado são:

- PSpice 10 (Cadence/OrCad): Um dos mais populares simuladores da


atualidade. Possui versão mixed mode (PSpice A/D), capaz de simular
circuitos analógicos e digitais simultaneamente. Versões demo limitadas e
gratuitas estão disponíveis na página:

http://www.cadence.com/orcad/

- Multisim 7 (EWB-Electronics Workbench): Simulador que se tornou muito


popular porque simula instrumentos reais de bancadas de laboratório, como
osciloscópios, multímetros, analisadores lógicos, etc.. É mixed mode e
possui funções especiais como Carta de Smith. Uma versão gratuita
completa, chamada DesignSuite 9 Software, com validade de 45 dias, está
disponível na página:

http://www.electronicsworkbench.com/

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- ICAP/4 (Intusoft): Outro poderoso simulador comercial que usa o SPICE3f5


de Berkeley e o XSPICE, uma extensão do SPICE3 desenvolvida na
Universidade da Geórgia. Possui uma versão demo, limitada e gratuita, na
página:

http://www.intusoft.com/

- Micro-Cap 8 (Spectrum Software): Um dos mais antigos simuladores


disponíveis no mercado. Possui uma versão de avaliação, limitada e gratuita,
na página:

http://www.spectrum-soft.com

- SIMetrix 5.2 (Catena Software Ltd.): É um simulador versátil e fácil de ser


usado. Apresenta grande precisão e alta rapidez de simulação e é preferido
por muitos projetistas de circuitos integrados analógicos. Possui uma versão
chamada SIMetrix/SIMPLIS, otimizada para simulações de eletrônica de
potência. Está disponível uma versão de avaliação, limitada, na página:

http://www.catena.uk.com

- AIM-Spice 4.3 (AIM-Software): Automatic Integrated Circuit Modeling


Spice é um simulador que possui alguns modelos avançados para
microeletrônica, tais como: heteroestruturas, heterojunções, MESFET’s e
HFET’s de GaAS, etc.. Possui uma versão de avaliação, limitada, gratuita e
sem esquemático, para Windows ou Linux, na página:

http://www.aimspice.com/

- WinSpice (OuseTech Ltd.): Simulador que usa o SPICE3f4 de Berkeley e


que possui modelos avançados de MOSFET’s, tais como BSIM3 e BSIM4.
Possui uma versão de avaliação, limitada, gratuita e sem esquemático, na
página:

http://www.winspice.co.uk/

- LTSpice/SwCADIII (Linear Technology Co.): Poderoso simulador,


compatível com o PSpice e que possui modelos otimizados para eletrônica
de potência, notadamente para simulações de fontes chaveadas (SMPS). É
mixed mode e traz muitas funções extras que o tornam versátil e fácil de ser
usado. Suporta o modelo BSIM4 (Level = 14) de Berkeley para transistores
MOS com dimensões mínimas inferiores a 130 nm. Como está disponível,
completo e gratuito, será o simulador usado neste mini-curso. Este programa
pode ser obtido na página:

http://www.linear.com/designtools/softwareRegistration.jsp

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Figura 1 – Circuito Elétrico com Polarização Estática.

O manual completo do usuário do programa LTSpice/SwCADIII está disponível, em


inglês, na página:

http://ltspice.linear.com/software/scad3.pdf

3. O LTSpice/SwCADIII
Simuladores baseados no SPICE são programas capazes de retratar o funcionamento e o
comportamento de circuitos eletrônicos com grande precisão. São, na verdade, bancadas
virtuais de laboratório. O simulador não é um programa de síntese de circuitos, isto é, não é
adequado para o desenvolvimento de projetos. É, por outro lado, uma poderosa ferramenta
de análise de circuitos. A precisão dessa análise, no entanto, está atrelada à precisão dos
modelos usados para representar os diversos elementos do circuito. O SPICE faz,
corriqueiramente, quatro tipos de análise de circuitos:

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Figura 2 – Grandezas Quiescentes do Circuito da Figura 1.

3.a. Análise .OP ≡ Esta análise, chamada de ponto de operação, calcula as grandezas
quiescentes ou grandezas de repouso do circuito. É, na verdade, uma análise estática em
DC (corrente contínua). O circuito da Figura 1, por exemplo, apresenta as grandezas
quiescentes ou de repouso calculadas pelo simulador e apresentadas na Figura 2. Essa
análise é muito importante para se determinar o ponto de polarização de circuitos
eletrônicos ativos. Para que essa simulação seja obtida, deve-se solicitar: Simulate → Edit
Simulation Cmd → DC op pnt → OK → ou .

3.b. Análise .DC não linear ≡ Esta análise é semelhante à anterior, mas executada em
vários pontos, com uma, duas ou três grandezas contínuas do circuito admitidas como
variáveis. No circuito da Figura 1, por exemplo, a tensão da fonte V1 poderia ser estipulada
variável na faixa 0 ≤ V1 ≤ 12 V e as grandezas apresentadas na Figura 2 seriam calculadas
dentro dessa variação. O resultado seria apresentado em forma de um gráfico que iria
mostrar a variação da grandeza desejada em função da variação de V1. Essa análise pode ser
não linear porque obedece equações de modelagem dos vários dispositivos eletrônicos, que
possuem, na maioria das vezes, características não lineares. Para que essa simulação seja
obtida, deve-se solicitar: Simulate → Edit Simulation Cmd → DC sweep → OK →
ou . Na análise DC sweep, os valores adequados de nome da fonte (V1), valor inicial,
valor final e incremento da variação, devem ser acertados.

3.c. Análise .TRAN não linear ≡ Esta análise é feita variando-se uma grandeza
elétrica do circuito em função do tempo. Para isso, uma fonte de excitação, como V1, por
exemplo, deve ser variável no tempo (senóide, pulso, onda quadrada, onda triangular, etc.).
O resultado é apresentado em forma de um gráfico que mostra a variação da grandeza
desejada em função do tempo. Como no caso anterior, essa análise pode ser não linear
porque obedece equações de modelagem dos vários dispositivos eletrônicos, que possuem,
na maioria das vezes, características não lineares. Para que essa simulação seja obtida,
deve-se solicitar: Simulate → Edit Simulation Cmd → Transient → OK → ou .
Deve ser acertado, para essa análise, pelo menos o tempo total de simulação (Stop Time).

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Figura 3 – Área de Trabalho do LTSpice/SwCAD III.

3.d. Análise .AC linear ≡ Essa análise é feita através da excitação do circuito por uma
grandeza elétrica fixa em amplitude, como, por exemplo, 1,0 V, mas variável em
freqüência. O resultado dessa simulação é plotado em forma de diagrama de Bode, isto é,
variação de amplitudes e fases de grandezas elétricas solicitadas versus freqüência. Essa
análise é sempre linear porque, mesmo que os dispositivos sejam não lineares, o simulador
os substitui por modelos linearizados de pequenos sinais e, posteriormente, calcula as
variáveis do circuito. Para que essa simulação seja obtida, deve-se solicitar: Simulate →
Edit Simulation Cmd → AC Analysis → OK → ou . A variação da freqüência,
nesse caso, pode ser logarítmica (em oitavas ou em décadas) ou linear. Devem ser
acertados, então, o número de pontos da análise linear ou o número de pontos da análise por
oitava ou por década, a freqüência inicial e a freqüência final da simulação. Pode-se,
também alternativamente, ser fornecida uma lista discreta de freqüências a serem analisadas
(list).

Outras análises que podem ser executadas por esse simulador são: análise térmica
(.TEMP), análise de ruído (.NOISE) e análise de Fourier (.FOUR). Uma análise linear de
transferência em DC, para pequenos sinais, também pode ser solicitada através de: Simulate
→ Edit Simulation Cmd → DC Transfer → OK → ou . Nesse caso, deve ser
designada a fonte de excitação (Source) e o ponto no qual deve ser feita a análise (Output).

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4. Usando o LTSpice
4.a. Área de Trabalho

Após ser aberto, clicando-se no ícone ou através do menu Iniciar, o


programa apresentará a área de trabalho mostrada na Figura 3. Nesse espaço, o projetista
deverá inserir o esquemático do circuito que deverá ser analisado. Para isso, pode-se abrir
um projeto já existente, clicando-se no ícone apropriado da barra de ferramentas, ou iniciar
um novo projeto, clicando-se no ícone mais à esquerda, como indica a Figura 3.
Na montagem de um esquemático, quase todos os componentes físicos possuem um
símbolo equivalente que deverá ser adicionado ao circuito através da barra de ferramentas.
Esses componentes podem ser primitivos, que possuem modelagem própria
individualizada, ou subcircuitos (macros), que possuem internamente vários componentes
primitivos ou equações matemáticas que descrevem seu comportamento elétrico.

4.b. Componentes Eletrônicos Primitivos


Componentes eletrônicos primitivos são aqueles que possuem modelos próprios
individualizados, tais como: resistores, capacitores, indutores, diodos, transistores bipolares
(BJT), transistores de efeito de campo de junção e de porta isolada (JFET e MOSFET) e
transistores de efeito de campo metal-semicondutor (MESFET).

4.b.1. Passivos

Os componentes primitivos passivos (resistores, capacitores, indutores e diodos) podem ser


obtidos diretamente na barra de ferramentas, como mostra a Figura 3. Para isso, basta clicar
com o botão esquerdo do mouse sobre o componente desejado, arrastá-lo até o local
escolhido da área de trabalho e liberá-lo clicando-se novamente o botão esquerdo do mouse.
Quando todos os componentes desse tipo já foram posicionados, clica-se o botão direito do
mouse para sair dessa tarefa. Se o componente precisar ser girado, deve-se clicar Ctrl R,
enquanto ele estiver selecionado. Se for clicado Ctrl E enquanto o componente estiver
selecionado, ele será espelhado, isto é, girará em torno dele mesmo. Para se estipular
valores para os componentes primitivos, basta levar o cursor do mouse até ele. Quando
aparecer uma mãozinha apontando, clica-se o botão direito do mouse para abrir o menu de
valores. Para resistores, capacitores e indutores deve-se escrever seus valores no lugar de R,
C ou L, respectivamente. Esses valores podem ser de ordens de grandeza de: fento (f), pico
(p), nano (n), micro (u), mili (m), (-), kilo (k), mega (meg), giga (g) e tera (t). Lembrando-
se que:

f=10-15 , p=10-12 , n=10-9 , u=10-6 , m=10-3 , (-)= 100 , k=103 , meg=106 , g=109 , t=1012 .

Portanto, um resistor de 1000 Ω é igual a um resistor de 1 kΩ, um capacitor de


0,00000000001 F é igual a um capacitor de 10 pF e um indutor de 0,001 H é igual a um
indutor de 1 mH.

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Figura 4 – Vários Componentes Passivos Inseridos na Área de Trabalho.


Se o componente for um diodo, o menu de valores apresentará a opção Pick New Diode que
deverá ser clicada. Uma biblioteca de diodos será, então, aberta. Deve-se escolher o diodo
desejado clicando-se sobre o seu nome e em seguida clicando-se em OK. O diodo fica
assim selecionado. A Figura 4 mostra uma área de trabalho com vários componentes
passivos inseridos. Deve-se notar que os vários tipos de diodos (retificador, Zener,
Schottky, LED, etc.) são automaticamente caracterizados.

4.b.2. Ativos

Os componentes eletrônicos primitivos ativos devem ser selecionados clicando-se sobre o


ícone Inserir Componentes da Biblioteca, como mostra a Figura 3. Quando esse ícone for
clicado, abrirá um menu com várias bibliotecas e com vários componentes disponíveis. Os
primitivos, inclusive os passivos anteriormente descritos, podem ser selecionados teclando-
se sobre seus nomes ou escrevendo-se seus nomes no campo apropriado ao lado do
desenho. Esses nomes são: resistor (res), capacitor (cap), indutor (ind), diodos (diode,
zener, LED, schottky, varactor), transistores bipolares (npn ou pnp), JFET’s (njf ou pjf),
MOSFET’s (nmos ou pmos) e MESFET’s (mesfet). O modo de se selecionar o componente
desejado é o mesmo usado para os primitivos passivos, isto é, leva-se o cursor do mouse até
o componente e quando aparecer uma mãozinha apontando, clica-se o botão direito do
mouse para abrir o menu de valores.

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Figura 5 - Vários Componentes Ativos Inseridos na Área de Trabalho.

O menu de valores apresentará a opção Pick New ...... que deverá ser clicada. Uma
biblioteca de modelos será, então, aberta. Deve-se escolher o componente desejado
clicando-se sobre o seu nome e em seguida clicando-se em OK. O componente fica assim
selecionado. A Figura 5 mostra uma área de trabalho com vários componentes ativos
inseridos.

4.c. Fontes Independentes de Alimentação e de Excitação

Os circuitos eletrônicos, para serem testados e funcionarem corretamente, devem ser


alimentados com fontes de tensão ou de corrente contínuas e devem ser excitados por
fontes de tensão ou de corrente alternadas. O SPICE apresenta vários tipos de fontes
independentes de tensão ou de corrente. Essas fontes podem ser selecionadas clicando-se
sobre o ícone Inserir Componentes da Biblioteca, como mostra a Figura 3. Dentro desse
menu podem ser selecionadas fontes de tensão contínua (battery ou cell). O valor da tensão
dessas fontes pode ser escolhido clicando-se o botão direito do mouse sobre a letra V e
escrevendo-se o valor desejado no campo apropriado. A Figura 6 mostra duas dessas fontes
inseridas na área de trabalho. Fontes alternadas, de alimentação ou de excitação, são
apresentadas de várias formas. Tensões senoidais da rede de 60 Hz, por exemplo, podem
ser obtidas pelos nomes: 110V, 127V, 220V ou rede, que é uma rede trifásica 220V/127V,
60 Hz. A Figura 6 mostra essas fontes.

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Figura 6 – Várias Fontes Inseridas na Área de Trabalho.

Fontes de tensão de excitação ou de sinal podem ser obtidas de três modos: sinal, gerador
ou signal. As fontes sinal e gerador são restritas a sinais senoidais, com amplitudes e
freqüências ajustáveis. A fonte sinal é ideal, isto é, apresenta resistência interna nula, e a
fonte gerador apresenta resistência interna de 600 Ω. A fonte signal é uma fonte de tensão
de excitação mais eclética, com resistência e capacitância internas selecionáveis. Ela pode
ser ajustada como fonte senoidal (SINE), fonte pulsada (PULSE), fonte de sinal modulado
em freqüência (SFFM), fonte de sinal aleatório (PWL), fonte de subida e decaimento
exponencial (EXP) ou fonte de tensão DC (none). A Figura 6 também mostra esses tipos de
fonte. A fonte signal também pode ser selecionada pelo nome voltage.
Tais como as fontes independentes de tensão, fontes independentes de corrente, contínuas
ou alternadas, podem ser solicitadas. A fonte selecionada por current, por exemplo, é
equivalente à fonte signal, mas fornecendo corrente, ao invés de tensão, e com uma
resistência interna muito alta ou infinita.

4.d. Fontes Dependentes de Alimentação e de Excitação


Além das fontes independentes de corrente e de tensão, o SPICE permite que fontes
dependentes sejam usadas, facilitando a implementação comportamental de circuitos
complexos. São quatro as fontes dependentes disponíveis:

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Figura 7 – Fontes Dependentes.

4.d.1 – Fonte de Tensão Controlada por Tensão (VCVS):

Este tipo de fonte, designado pela letra E, apresenta em sua saída uma tensão igual a Aυ
vezes a tensão entre dois outros pontos do circuito, sendo Aυ o ganho de tensão da fonte. A
sintaxe genérica de declaração desse tipo de fonte é:

Exxx n+ n- nc+ nc- Aυ

Onde: n+ é o terminal positivo de saída da fonte, n- é o terminal negativo de saída da fonte,


nc+ é o terminal positivo de controle da fonte, nc- é o terminal negativo de controle da
fonte e Aυ é o ganho de tensão da fonte.
Na Figura 7, a fonte [E1 out 0 a b 1] é uma fonte de tensão cuja saída vale Vout =1× V(a,b).

4.d.2 – Fonte de Corrente Controlada por Corrente (CCCS):

Este tipo de fonte, designado pela letra F, apresenta em sua saída uma corrente igual a Ai
vezes a corrente que passa em um outro ramo do circuito, sendo Ai o ganho de corrente da
fonte. A sintaxe genérica de declaração desse tipo de fonte é:

Fxxx n+ n- <Vnome> Ai

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Onde: n+ é o terminal positivo de saída da fonte, n- é o terminal negativo de saída da fonte,


<Vnome> é a fonte de tensão pela qual passa a corrente de controle da fonte e Ai é o ganho
de corrente da fonte.
Na Figura 7, a fonte [F1 out 0 Vref 1] é uma fonte de corrente cuja corrente de saída vale Iout
=1× Io, sendo Io a corrente que passa pela fonte de tensão Vref.

4.d.3 – Fonte de Corrente Controlada por Tensão (VCCS):

Este tipo de fonte, designado pela letra G, apresenta em sua saída uma corrente igual a gm
vezes a tensão entre dois outros pontos do circuito, sendo gm a transcondutância da fonte. A
sintaxe genérica de declaração desse tipo de fonte é:

Gxxx n+ n- nc+ nc- gm

Onde: n+ é o terminal positivo de saída da fonte, n- é o terminal negativo de saída da fonte,


nc+ é o terminal positivo de controle da fonte, nc- é o terminal negativo de controle da
fonte e gm é a transcondutância da fonte.
Na Figura 7, a fonte [G1 out 0 a b 1] é uma fonte de corrente cuja corrente de saída vale Iout
=1× V(a,b).

4.d.4 – Fonte de Tensão Controlada por Corrente (CCVS):

Este tipo de fonte, designado pela letra H, apresenta em sua saída uma tensão igual a hr
vezes a corrente que passa em um outro ramo do circuito, sendo hr a transresistência da
fonte. A sintaxe genérica de declaração desse tipo de fonte é:

Hxxx n+ n- <Vnome> hr

Onde: n+ é o terminal positivo de saída da fonte, n- é o terminal negativo de saída da fonte,


<Vnome> é a fonte de tensão pela qual passa a corrente de controle da fonte e hr é a
transresistência da fonte.
Na Figura 7, a fonte [H1 out 0 Vref 1] é uma fonte de tensão cuja tensão de saída vale Vout
=1× Io, sendo Io a corrente que passa pela fonte de tensão Vref.

4.e. Subcircuitos
Subcircuitos, ao contrário dos primitivos que são individualizados, são blocos compostos
por vários componentes, incluindo primitivos e fontes, formando um circuito mais
complexo. Muitos blocos analógicos modernos, como os amplificadores operacionais,
estabilizadores de tensão, os transistores Darlingtons, os IGBT’s, as chaves eletrônicas
TRIAC’s e SCR’s e mesmo MOSFET’s com modelos mais elaborados e válvulas são
modelados em forma de subcircuitos. Circuitos passivos como chaves, transformadores,
lâmpadas, alto-falantes, relês, pontes retificadoras, etc., também são modelados em forma
de subcircuito. A aquisição desses componentes é feita clicando-se sobre o ícone Inserir
Componentes da Biblioteca. O usuário deve saber, no entanto, o nome comercial do
componente, como, por exemplo, LM741, para poder selecioná-lo.

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Figura 8 – Componentes Modelados em Forma de Subcircuitos.

A Figura 8 mostra alguns componentes modelados em forma de subcircuito. Deve-se notar


que todos são nomeados pela letra U, que é a designação de subcircuitos no LTSpice.

4.f. Confecção de Esquemáticos


Após a colocação dos componentes do circuito na área de trabalho, o usuário precisa
interligá-los para completar o esquema. Como mostra a Figura 3, clicando-se sobre o ícone
Traçar Fios de Ligação, aparecerá uma cruz tracejada na área de trabalho. O ponto central
da cruz é o ponto de origem da ligação do fio de interligação. Deve-se, portanto, colocar
essa origem sobre o ponto do circuito onde o fio deve ser iniciado, clicar com o botão
esquerdo do mouse sobre esse ponto, levar até o próximo ponto e clicar de novo o mesmo
botão. Como não são admitidas linhas oblíquas, em todo ponto de mudança de direção o
botão esquerdo do mouse deverá ser clicado. Quando o fio estiver totalmente traçado, o
botão direito do mouse deve ser clicado para desabilitar a função de traçar fios. Nunca deve
ser esquecido que pelo menos um terminal de terra deve ser colocado no circuito. Usar,
para isso, o ícone de Inserir Terminal de Terra. Para facilitar a visualização dos resultados
da simulação, vários nós do circuito deverão ser nomeados. Usar, para isso, o ícone de
Inserir Nomes de Nós, como mostrado na Figura 3. Nós que recebem o mesmo nome ficam
automaticamente interligados no circuito, mesmo não havendo fios de interligação entre
eles. Isso facilita a confecção de esquemáticos muito grandes.

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Figura 9 – Circuito com Simulação .DC Sweep.

A Figura 7 mostra alguns nós com nomes estipulados por a, b e out. No menu de nomeação
de nós existem quatro de tipos (Port Type): None, Input, Output e Bi-Direct.. A opção None
simplesmente escreve o nome do nó ao lado do fio, como está mostrado nas fontes CCCS e
VCCS da Figura 7 e na Figura 1. Se for selecionada a opção Output, o nome do nó fica
inserido em uma seta apontando para fora do terminal, como nas fontes VCVS e CCVS da
Figura 7. Se for selecionada a opção Input, o nome do nó fica inserido em uma seta
apontando para dentro do terminal, como nos nós a e b da Figura 7. A opção Bi-Direct.
escreve o nome do nó dentro de uma seta bidirecional. Essas opções não possuem função
elétrica no circuito, mas, apenas, função estética.

4.g. Simulação
Quando o esquemático estiver pronto, o circuito poderá ser analisado pelo simulador. Para
isso, uma das quatro principais simulações (.OP; .TRAN; .AC ou .DC Sweep) descritas na
Secção 3, deve ser solicitada. O tipo de simulação exigido dependerá do tipo de circuito e
das funções que ele exerce. Em um circuito alimentado por uma tensão senoidal, como a
rede de 60 Hz, por exemplo, as simulações .OP; .AC e .DC Sweep não fazem sentido. Em
um circuito no qual apenas grandezas contínuas estão presentes, como o circuito da Figura
1, por exemplo, as simulações .AC e .TRAN não fazem sentido. As fontes de excitação
devem ser apropriadas para os diversos tipos de simulação, ou sejam:

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Figura 10 – Resultado da Simulação do Circuito da Figura 9.

.OP ≡ O circuito deve estar alimentado por pelo menos uma fonte DC, de tensão ou
de corrente. Como é uma simulação estática, os resultados não são apresentados em forma
de curvas ou gráficos, mas sim, em forma de uma tabela que abre automaticamente após a
simulação mostrando as tensões e correntes em todos os nós e ramos do circuito,
respectivamente. Informações adicionais podem ser obtidas clicando-se: View → SPICE
Error Log.

.DC Sweep ≡ O circuito deve estar alimentado por pelo menos uma fonte DC, de
tensão ou de corrente. Até três grandezas contínuas do circuito podem ser admitidas como
variáveis. No menu dessa simulação devem ser declarados: nome da 1a fonte que irá variar,
tipo de variação (linear, em oitavas, em décadas ou lista), valor inicial da fonte, valor final
da fonte, incremento da variação. Se houver mais do que uma fonte variável, as outras
devem ser declaradas de maneira análoga à da primeira. O resultado da simulação será
apresentado em forma de curvas ou gráficos, plotando as grandezas solicitadas em função
das fontes variáveis apresentadas. O circuito da Figura 9, por exemplo, foi simulado para
três grandezas variáveis:

- 1a fonte: 0 ≤ Vd ≤ 10 V, com incremento linear de 1 mV.


- 2a fonte: 4 V ≤ Vg ≤ 5 V, com incremento linear de 1 V.
- 3a fonte: 0 ≤ Vs ≤ 5 V, com incremento linear de 5 V.

O resultado da simulação, solicitado para a grandeza Id, está mostrado na Figura 10. As
duas curvas superiores são para Vs = 0 V e as duas curvas inferiores são para Vs = 5 V.

.AC ≡ Neste caso, o circuito, além de possíveis fontes DC de polarização, deverá ser
excitado por uma fonte de sinal (signal), a qual deverá ter o seu valor, no menu Small
signal AC analysis (.AC), ajustado para: AC Amplitude = 1 e AC Phase =0. Esse menu
pode ser aberto clicando-se o botão direito do mouse sobre o símbolo da fonte. A análise foi
ajustada para .AC em décadas, com 1001 pontos de análise por década, com freqüência
inicial de análise igual a 10 Hz e com freqüência final de análise igual a 1 MHz. A Figura
11 ilustra uma análise desse tipo. É a análise do ganho de um amplificador operacional
LM741, excitado com 1 V na entrada. Como, teoricamente, o ganho de tensão desse circuito
vale Gυ = 1 + R1/R2, é de se esperar que a tensão de saída, em função da freqüência, seja
igual a 101 V. O gráfico da Figura 12 mostra que isso é verdade pelo menos até a
freqüência em torno de 10 kHz, a partir da qual o LM741 tem seu ganho reduzido.

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Figura 11 – Circuito com Simulação .AC.

Figura 12 – Resposta em Freqüências do Circuito da Figura 11.

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Figura 13 - Resposta Temporal do Circuito da Figura 11, com υi = 0,141×sen(2000πt).

.TRAN ≡ Neste caso, o circuito, além de possíveis fontes DC de polarização, deverá


ser excitado por uma fonte de sinal (signal), a qual deverá ter o seu valor, no menu
Functions, acertado para SINE. Com os valores: DC offset(V)=0; Amplitude(V)=0.141 e
Freq(Hz)=1k, o mesmo circuito da Figura 11 apresenta a tensão de saída em função do
tempo apresentada na Figura 13. A simulação de Transient foi ajustada para Stop Time=2
ms. Simulações com pulsos (PULSE) ou outro tipo de excitação também poderiam ser
feitas neste caso. Deve-se notar, na curva da Figura 13, uma pequena defasagem do sinal de
saída em relação ao sinal de entrada causada pelas capacitâncias internas do amplificador.

5. Pós-processador ou Probe
Tão logo a simulação esteja concluída, o simulador apresenta um menu de grandezas
elétricas, tensões de nós ou correntes de ramos, que podem ser plotadas. Clicando-se sobre
as grandezas desejadas (Ctrl-Click se forem várias), o pós-processador abrirá uma janela
gráfica e traçará as curvas selecionadas. Operações algébricas também são aceitas, como,
por exemplo, V(in)/I(R1), que traça a curva correspondente à razão entre a tensão do nó in e
a corrente no resistor R1. Para isso deve-se abrir um menu de inserção com Alt-duplo click
sobre a grandeza desejada no menu de variáveis elétricas. Esse menu, se não estiver
disponível, pode ser aberto clicando-se em View → Visible Traces ou no ícone . Traços
também podem ser eliminados clicando-se no ícone da tesoura na barra de ferramentas e,
posteriormente, clicando-se sobre o nome da curva que deve ser eliminada. Em linhas
gerais, clicando-se o botão direito do mouse em qualquer ponto do gráfico o menu de
atuação (zoom, ajuste de escalas e de cores, inserção ou remoção de traços, etc.) pode ser
acionado.

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Na janela gráfica do probe, várias operações podem ser executadas:

- Cursores: Clicando-se o botão esquerdo do mouse sobre o nome da curva, que


está em cima do gráfico, o cursor 1 será introduzido. Esse cursor poderá ser deslocado,
levando-se o apontador do mouse sobre ele e arrastando-o com o botão esquerdo acionado.
Um menu, com os valores, horizontal e vertical, correspondentes à curva selecionada, é
mostrado. Um segundo cursor pode ser adicionado à mesma curva ou à outra curva, Para
isso, deve-se clicar o botão direito do mouse sobre o nome da curva desejada e, no menu
Attached Cursor, deve-se selecionar 1st & 2nd, se o cursor for colocado na mesma curva do
cursor 1, ou 2nd, se o cursor for colocado em outra curva. O cursor 2 pode ser deslocado tal
qual o cursor 1. As cores dos traços também podem ser alteradas nesse menu.
- Escalas: Colocando-se o apontador do mouse sobre a escala de um dos eixos do
gráfico (aparece o desenho de uma régua) e clicando-se o botão esquerdo, abre-se um menu
de ajuste da respectiva escala. Os extremos, a taxa de variação (linear ou logarítmica) ou a
unidade de medida (Volt ou dB) da escala podem ser alterados. A variável horizontal
também pode ser mudada no menu Quantity Plotted.
- Medidas Adicionais: Após a análise de Transient, no probe, clicando-se o botão
esquerdo juntamente com a tecla Ctrl, quando o apontador do mouse estiver sobre o nome
de uma das curvas, será aberto um menu que informará o valor médio (Average) e o valor
eficaz (RMS) dessa grandeza, dentro do intervalo de plotagem.
- Gráficos Adicionais: No probe vários gráficos podem ser adicionados à área de
trabalho clicando-se em: Plot Settings → Add Plot Pane.
- Inserção de Curvas Diretamente do Esquemático: Colocando-se o apontador do
mouse sobre um ramo ou um nó do circuito aparecerá o desenho de uma ponta de prova
vermelha. Se o botão esquerdo do mouse for clicado nessa situação, o gráfico da tensão
nesse ramo ou nesse nó será plotado. No instante em que o botão do mouse é acionado a
ponta de prova torna-se cinza. Se o mouse for arrastado com o botão esquerdo apertado,
levado até outro ponto do circuito e, então, liberado, será plotado no probe a diferença de
potencial entre esses dois pontos. Se o apontador do mouse for colocado em um terminal de
um componente e aparecer uma flecha vermelha dentro de uma ponta de prova de corrente,
clicando-se o botão esquerdo plota-se a curva de corrente nesse terminal. Se, nessa mesma
situação, for apertada a tecla Alt, a flecha vermelha se transformará em um termômetro.
Nesse caso, clicando-se o botão esquerdo do mouse plota-se a curva de dissipação de
potência no componente.

6. Comandos Extras
Vários comandos extras podem ser adicionados à área de trabalho do simulador, ou para
facilitar a simulação ou para exigir simulações adicionais. Esses comandos são chamados
de Comandos Pontuados, pois todos são iniciados por um ponto. A lista completa desses
comandos está relacionada em: Help → Help Topics → LTspice → Dot Commands.
Comandos desse tipo devem ser inseridos no esquemático através da habilitação Edit →
SPICE Directive. Por exemplo, se a análise de Fourier sobre a tensão do nó V(saída) for
desejável na freqüência de 1 kHz, deve-se escrever: .four 1kHz V(saída) no SPICE
Directive e adicionar esse menu ao esquemático. Se no menu SPICE Directive for
selecionada a opção Comment, o comando torna-se apenas um comentário textual.

P. R. Veronese 17 SEL-EESC-USP
Simuladores de Circuitos Eletrônicos

Um comando extra fundamental é a análise de Fourier executada por um algoritmo de FFT


sobre uma curva plotada em função do tempo (análise .TRAN). Essa análise pode ser obtida
clicando-se no Probe: View → FFT → Selecionar a variável a ser analisada → OK. Uma
segunda janela gráfica será aberta plotando o espectro discretizado da Amplitude ×
Freqüência da grandeza solicitada. As escalas, horizontal e vertical, desse gráfico também
podem ser alteradas analogamente ao procedimento do item 5.

7. Bibliografia
- P. Antognetti and G. Massobrio – Semiconductor Device Modeling with SPICE,
McGraw-Hill, 1993.
- A. Vladimirescu – The Spice Book, Wiley, 1993.
- J.G. Tront – PSpice for Basic Circuit Analysis, McGraw-Hill/Engineering/Math,
2004.
- J.W. Nilsson and S. Riedel – Electric Circuits w/ PSpice, 7th Edition, Prentice
Hall, 2004.

P. R. Veronese 18 SEL-EESC-USP