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Revista Brasileira de Ciências Criminais - IBCCRIM

Evolução histórica das penas alternativas e sua aplicabilidade no


Brasil e no mundo.

Resumo
A evolução do direito Penal. Os
problemas do sistema Judiciário.
A historia da Humanidade. A lei
como maior instrumento. As
conseqüências da sanção penal.
O surgimento de penas
alternativas. O melhoramento da
sociedade em relação ao
surgimento de penas
alternativas.

Palavras chaves: Violência, Sociedade, Leis, Poder, Pena, Direitos e Deveres

Introdução

O Brasil vem já há algumas décadas tendo muitos problemas com o seu sistema
judiciário, pois a falência de seu sistema penitenciário esta levando os juristas para a
necessidade de adoção de um amplo movimento nacional, no sentido de que mudanças
urgentes e estruturais sejam aplicadas as formas como a lei tem que ser aplicada.
Ao decorrer da história da Humanidade, a repressão aos delitos tem apresentado
diversas características, sem contudo ter conseguido resultados capazes de reduzir a
criminalidade a patamares aceitáveis. Em épocas remotas, a lei sempre foi a força maior
que ostentava o poder supremo, o qual não estava adstrito a limites para forma de execução
da reprimenda, podendo, inclusive matar o infrator, escravizá-lo, bani-lo, e até estender à
prole do infeliz as conseqüências da sanção penal.
O principio de uma modesta evolução, veio posteriormente com a lei de Talião e
com o Código de Hamurabi, cujos textos, entretanto, vieram pejados de inaceitáveis
situações. Por um período da História, foram as penas baseadas e vistas como vingança
divina, quando monstruosidades e violências desenfreadas foram cometidas em nome de
Deus, até chegar à vingança pública, a qual, depois, evoluiu para um período a que se
cognominou de Humanitária, o qual veio a combater a repressão penal absolutista.
Posteriormente, aplicaram-se os princípios do moderno direito penal, os quais foram
adotados pela Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, na Revolução Francesa.
Mais recentemente, desenvolveu-se o chamado Movimento Científico, o qual, entretanto,
falhou, porque procurou atribuir ao direito penal uma função puramente clínica.
A pena detentiva não foi conhecida pelos povos primitivos, os quais se valiam mais
da pena de morte e dos suplícios, nas suas mais diversas modalidades. A prisão foi
empregada como medida preventiva, até que o acusado fosse definitivamente condenado,
quando então seria submetido à pena de morte, à escravidão e outras espécies infamantes
de penalidades, somente na sociedade cristã é que a prisão foi adotada como sanção penal,
antes, temporariamente, depois atingindo outras formas, perpétua e solidária. No século
XVIII, finalmente, a prisão tomou forma de sanção definitiva, ocupando o lugar de outras
formas de repressão, se bem que apresentando condições de encarceramento primitivas e
desumanas, sem qualquer outra preocupação. Fatores sociais progressivos fizeram florescer
no Brasil, a partir de 1984 a Reforma Penal, que adotou outras modalidades de penas, a
exemplo de outros países, as quais se chamou de alternativas.

Temática

A nova ordem jurídica, diz que as penas alternativas são constituídas pela prestação
pecuniária, a perda de bens e valores, a prestação de serviços à comunidade ou entidades
públicas, a interdição temporária de direitos e a limitação de Fim de Semana. Dentre os
benefícios elencados em face da utilização e aplicação prática das sanções alternativas, em
primeiro lugar, tem-se a redução normal e social do condenado, onde a realidade nacional
já demonstrou ser, o encarceramento, que é inviável. Por outro lado, oferece a
oportunidade, em que o condenado tem que exercer a ocupação lícita, aprendizado, lazer e,
ao mesmo tempo, esteja em contato com pessoas estranhas à marginalidade, afeita às
condutas e normas de cidadania, o que protege o apenado do contínuo e isolando
convivência com marginais de todas as classes. Tal convivência, faz com que haja um
surgimento, nas prisões, de organizações criminosas altamente perigosas para a ordem
pública. Induvidoso que as sanções alternativas, quando empregadas para prevenção e
repressão dos crimes de potencial ofensivo de baixa gravidade, têm maior utilidade como
meio de recuperação do criminoso, na medida em que conserva o delinqüente no meio
social, embora vigiando seu comportamento, através da pena imposta, conceituando como
membro útil à comunidade em que está inserido, como agente de transformação social.
As penas alternativas, não deixam no condenado, o estigma de ex-presidiário, talvez
seja esse o maior mal que o Estado possa causar às pessoas que passam por lá, pela marca
indelével que essa qualidade deixa, dificultando as oportunidades em todos os setores
sociais. Demonstrando que as penas reclusivas faliram enquanto instrumento reeducativo,
de conformidade com os objetivos propostos pela política criminal moderna. Já se
demonstrou que delinqüentes apenados com sanções restritivas de direitos tiveram
percentagem menor de reincidência, quando comparados com criminosos punidos com
reclusão, daí a necessidade de se aperfeiçoar os sistemas alternativos de penas, dentro da
realidade penitenciária brasileira.
Entendendo que as penas de reclusão devem ser reservadas a criminosos de
reconhecida e indiscutível periculosidade, além dos benefícios atrás elencados, temos que a
aplicação sistemática das penas alternativas aliviará o problema da superprodução
carcerária do País, reduzindo, ao mesmo tempo o número de rebeliões nos grandes
presídios e penitenciárias.
Entende-se como sendo "pena" uma sanção de cunho penal, em que o Estado impõe
a determinada pessoa que vem a infringir uma norma do ordenamento jurídico, dessa
maneira existem os tipos de pena, contidos no capítulo I, no artigo 32 do Código Penal, que
fixa as suas espécies, quais sejam:

Art. 32 - As penas são: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


I - privativas de liberdade;
II - restritivas de direitos;
III - de multa.
Assim, com a exegese do artigo citado, temos como conclusão, de que as penas
possíveis de serem aplicadas no direito brasileiro são as privativas de liberdade, as
restritivas de direito e as de multa. Já por regime de cumprimento de pena, ao analisarmos
os signos que compõem a expressão, chegamos a seguinte conclusão, regime é "maneira de
reger..., procedimento" (BUENO, 1987, p. 504), cumprimento é "execução..., desencargo
de uma obrigação" (Id., p.150), assim, significaria a expressão em análise, o procedimento
pelo qual se dá a execução de uma sanção estatal imposta a um indivíduo que infringiu uma
norma de direito. Dessa maneira, temos uma sensível diferença entre o que seja pena e o
que seja o seu regime de cumprimento, esta última se refere às regras a que o delinqüente
ficará sujeito durante a execução da pena privativa de liberdade.
O Sistema Penal Alternativo Brasileiro e a Central Nacional de Apoio e
Acompanhamento das Penas Alternativas – CENAPA, preocupada com os sérios
problemas verificados na execução das penas privativas de liberdade, a Organização das
Nações Unidas aprovou em 1955, Regras Mínimas para o tratamento dos presos e na
década de 70 passou a recomendar a adoção de formas de pena não privativas de liberdade,
a serem cumpridas na comunidade. Em 14.12.90, reunida em Assembléia Geral, a ONU
aprovou a Resolução 45/110 que estabeleceu as Regras Mínimas das Nações Unidas para
Elaboração de Medidas Não Privativas de Liberdade, a partir de então conhecidas como
“Regras de Tóquio”. Tal orientação já tinha sido observada pelo Brasil na Reforma da
Parte Geral do Código Penal de 1984 e na Lei de Execuções Penais, onde se estabeleceram
alternativas à pena de privação de liberdade como forma de política criminal, buscando
restringir a prisão aos casos de reconhecida necessidade. Nesta mesma direção apontam os
institutos despenalizantes da Lei 9.099/95, ao diferenciar o tratamento dado às infrações
penais de menor potencial ofensivo, esboçando um modelo alternativo de Justiça Penal
para o Brasil, baseado no princípio de intervenção mínima estatal na punição das condutas
de pequeno e médio potencial ofensivo. Dando seguimento a esta tendência, em 18.11.96 o
então Ministro da Justiça Dr. Nelson Jobim submeteu à consideração do Presidente da
República projeto de lei que previa alteração dos artigos 43 a 47, 55 e 77 do Código Penal,
elaborado após ampla discussão e aprovação pelo Conselho Nacional de Política Criminal e
Penitenciária, em reunião plenária realizada na cidade de Curitiba em 29.10.96. Aprovado
pelo Congresso Nacional, o projeto original (com alguns vetos presidenciais) resultou na
Lei n. º 9.714, de 26 de novembro de 1998, por muitos conhecida como “Lei das Penas
Alternativas”. A lei nova alterou a Parte Geral do Código Penal, ampliou as possibilidades
de aplicação das alternativas à pena de prisão e acrescentou novas alternativas penais,
como a prestação pecuniária em favor da vítima ou entidade com destinação social, perda
de bens e valores, prestação inominada e proibição de freqüência a determinados lugares,
que vêm somar-se às já existentes: multa, prestação de serviços à comunidade, interdição
temporária de direitos e limitação de fim de semana. Com esta alteração legislativa,
consolidaram-se as bases do sistema alternativo de penas introduzido no Brasil a partir da
Reforma da Parte Geral do Código Penal de 1984 (Lei 7.209/84). O Ministério da Justiça,
através da Secretaria Nacional de Justiça, dando continuidade à proposta de trabalho do
então Ministro José Carlos Dias e com o objetivo de dar suporte e divulgação à aplicação
efetiva das alternativas penais, criou um sistema nacional de informações sobre as
alternativas penais no Brasil. Neste processo, aproveitando a reconhecida experiência nesta
área da jurista gaúcha Vera Regina Muller, pioneira na execução de penas alternativas, em
12 de setembro de 2000 foi instalada a CENAPA - Central Nacional de Apoio e
Acompanhamento de Penas Alternativas. Hoje existem mais de 20 estados envolvidos na
criação e fortalecimento de Centrais de Execução de Penas e Medidas Alternativas, cada
qual adaptada à sua realidade. Pioneira nesta proposta de execução efetiva e organizada das
alternativas penais é a Central de Execução de Penas Alternativas de Curitiba, criada por
resolução judiciária em 1997 e fruto da parceria entre o Poder Judiciário e Ministério
Público. Aperfeiçoando este modelo, a primeira vara de execução de penas e medidas
alternativas foi instalada em Fortaleza, CE, com competência estabelecida em lei, seguida
por Vitória, ES; Recife, PE e Porto Alegre, RS. Em Belém, PA, e Aracaju, SE, as centrais
foram instaladas como órgãos auxiliares das varas de execução penal. Com a criação de
centrais de execução, portanto, o panorama vem se transformando, possibilitando o
incremento da aplicação das alternativas à pena de prisão ante a certeza de sua execução e
fiscalização. O potencial das alternativas penais, no entanto, somente alcançara o estatuto
de verdadeira alternativa à pena de prisão se, a par da criação das estruturas próprias em
cada estado, região ou comarca, que possibilitem sua execução e fiscalização, as
instituições e os agentes públicos envolvidos, bem como a própria comunidade, se
dispuserem a repensar as velhas práticas e conceitos, imbuídos da mentalidade
transformadora que impulsionou a constituição do sistema alternativo de penas no Brasil,
buscando aplicar no seu cotidiano as inovações legais pertinentes à matéria, destinando a
prisão como extrema e ultima ratio do sistema penal, de acordo com as diretrizes do
Direito Penal Democrático.

Conclusão

A prestação de serviços à comunidade, foi, em nosso entendimento, o maior exemplo


de evolução do direito penal moderno, porque, ao mesmo tempo em que pune a
transgressão praticada, valoriza o condenado, dando-lhe a oportunidade de, por meio de
trabalho, demonstrar suas aptidões profissionais e artísticas, as quais serão, certamente,
aproveitadas após o cumprimento da sanção, retirando da senda do crime o infrator,
levando-o ao exercício consciente da cidadania.