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Material de Apoio – Leitura Necessária e Obrigatória

"Mediunidade na Umbanda" – EAD – Curso Virtual


Desenvolvido e Ministrado por Rodrigo Queiroz

Texto 02

Escolas Umbandistas de Desenvolvimento Mediúnico


por Pai Rubens Saraceni e Alexandre Cumino

Muitos anos atrás Pai Benedito de Aruanda, em um dos livros psicografados por mim, revelou-nos isso: de
cada 100 crianças que nascem, 30 delas já trazem alguma faculdade mediúnica (ou várias) já madura e
precisarão ser orientadas corretamente para colocá-la a serviço dos seus semelhantes e auxiliá-los.
As faculdades mediúnicas mais ostensivas são as de incorporação, de clarividência, de intuição e de
sensitividade, que também são as de mais difícil domínio porque se não forem devidamente colocadas sob
controle consciente dos seus possuidores acabarão prejudicando-os e atrapalhando-os em vários aspectos de
suas vidas e, mesmo, segregando-os no seio de suas famílias, sendo que muitos se tornam frequentadores de
consultórios médicos (psicólogos, psiquiatras, neurologistas etc.) ou dependentes de drogas e bebidas ainda
na juventude, porque se sentem diferentes das outras crianças ou dos outros jovens.
Faculdade mediúnica fora de controle em uma criança, em um jovem ou adulto torna-o infeliz,
perturbado espiritualmente e desequilibrando psicologicamente, atrapalhando o desempenho no estudo e
no trabalho, podendo em muitos casos levar a pessoa à perda da razão e da capacidade de separar o lado
espiritual de sua vida do lado material, sendo que não são poucos os relatos na literatura espírita de pessoas
que foram internadas como “loucas” ou “desajustadas”.
Não que não existam casos como esses devido a desequilíbrios bioquímicos e psicológicos, esses últimos
por má formação e má orientação do ser quando na mais tenra idade (do 1º aos sete anos de idade).
Sobre isso aqui comentado há farta literatura, tanto espírita quanto médica, e só me servi do muito que
já li sobre o assunto.
Pois bem, baseado no que eu já sabia e na informação de Pai Benedito de que trinta por cento da
população possui alguma faculdade mediúnica já amadurecida em vidas passadas e no período em que o
espírito viveu no astral, há cerca de quinze anos comecei a estimular os dirigentes de Umbanda a abrirem
seus centros em um dia específico só para acolherem essas pessoas com faculdades mediúnicas ostensivas, e
tanto orientá-las e auxiliá-las no domínio consciente delas, quanto incorporá-las religiosamente às suas
vidas como um dom do espírito que deve ser colocado a serviço do próximo de forma correta para, aí sim,
essas pessoas serem úteis com algo que possuem e que demorou muito tempo para adquirirem: o dom
mediúnico.
Ensinei isso, ensino e sempre ensinarei, e sempre lembrarei os dirigentes de centros de Umbanda que
uma semana tem sete dias e que podem usar um dia só para o estudo da Umbanda e do desenvolvimento
mediúnico das pessoas, principalmente dos que têm a faculdade de incorporar os espíritos.
Eu me baseei no que é feito regularmente no espiritismo e em muitos centros de Umbanda, onde o
desenvolvimento da faculdade de incorporar espíritos é feito em dias específicos quando o centro não
recebe consulentes nem suas cargas espirituais, que de alguma forma perturbam os médiuns iniciantes,
ainda vulneráveis à presença de espíritos trevosos ou sofredores, que tanto interferem e bloqueiam suas
incorporações quanto os deixam mal e com tonturas, dores de cabeça ou no corpo, náuseas etc.
Não inventei escolas de desenvolvimento mediúnico, apenas tenho estimulado os dirigentes umbandistas
a darem à mediunidade o mesmo valor que sempre deram a ela os nossos irmãos espíritas, com suas escolas
de desenvolvimento mediúnico criadas há 150 anos pelos semeadores do espiritismo, tendo à frente deles
Alan Kardec que, para mim, é um dos maiores luminares da humanidade.
O desenvolvimento mediúnico organizado e bem conduzido tem o apoio da espiritualidade superior e
tanto nos centros espíritas quanto nos de Umbanda as aulas e práticas mediúnicas são assistidas e
orientadas por espíritos mentores, muitos deles ligados aos médiuns que estão começando a desenvolver um
método consciente de dominar suas faculdades e colocá-las em ordem para que, posteriormente, possam

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participar com firmeza e segurança das sessões de atendimento espiritual aos consulentes do centro que
frequentam.

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Como eu já escrevi linhas atrás, não inventei as escolas de desenvolvimento mediúnico, pois quem fez
isso foi Alan Kardec.
Eu não inventei o desenvolvimento na Umbanda, porque foi nosso querido e saudoso Pai Zélio de Morais
que fundou a Umbanda e alicerçou-a na faculdade de incorporação ao incorporar o espírito mensageiro de
Deus que, incorporado nele, abriu o 1º trabalho espiritual de Umbanda, oficializando no plano material mais
uma religião.
Eu fui beneficiário do legado deles e os reverencio sempre pelo bem que criaram e beneficiou-me quando
precisei desenvolver-me na Umbanda e fui acolhido por dirigentes que tinham um dia à parte só para o
desenvolvimento mediúnico.
Mas, como já vi e já passei por centros que desenvolvem os médiuns nos dias de atendimento público,
quando o guia-chefe tem pouco tempo para eles e muitos saem das giras piores do que quando chegaram,
tenho recomendado a todos os sacerdotes umbandistas que estudaram comigo que adotem nos seus centros
um dia só para o desenvolvimento mediúnico.
Mas não tenho feito essa recomendação só aos que estudaram comigo e que abriram seus centros.
Também tenho divulgado essa iniciativa para, no futuro, a Umbanda ter muitos médiuns, todos conscientes
dos seus deveres com Deus e com a espiritualidade superior, mas também equilibrados intimamente e
felizes por possuírem dons espirituais e poderem colocá-los caritativamente a serviço dos seus semelhantes.
Nos nossos centros os médiuns iniciantes têm um dia de estudos e práticas mediúnicas só para eles, e
quando já dominam conscientemente suas faculdades, aí são conduzidos ao trabalho de atendimento ao
público cambonando os guias de trabalho, fazendo transportes, descarrego e desobsessões, aprendendo
também de forma consciente e racional toda a dinâmica de trabalho da Umbanda.
Com o passar do tempo e após terem auxiliado os guias e aprendido o mínimo indispensável para o
exercício de sua mediunidade de incorporação, ficam auxiliando até que seus próprios guias espirituais,
incorporados neles, comecem a pedir seus colares, confirmarem seus nomes e a solicitarem ao Guia chefe o
trabalho de atendimento às pessoas necessitadas.
Em alguns casos é o Guia chefe, que acompanhou todo o desenvolvimento do médium, que o avisa de que
ele já está pronto e que seus Guias querem trabalhar no atendimento incorporados neles.
Alguns, mais tímidos ou inseguros, relutam. Mas quando seus Guias incorporam e passam a atender as
pessoas ajudando-as, todos se soltam, se descontraem e tornam-se ótimos médiuns umbandistas.
Em todo o período de tempo que passou desenvolvendo-se, o médium submeteu-se a uma disciplina
íntima, a uma doutrinação religiosa e espiritualizadora da sua mediunidade, integrando-se à Umbanda e
sentindo-se de fato e de direito um umbandista, orgulhoso de ser médium.
Isso fizeram por mim, isso tenho feito desde que abri meu centro em 1983 e o Guia chefe, devido ao
grande número de pessoas na assistência com problemas de mediunidade, ordenou que abríssemos uma vez
por semana só para que ele pudesse assisti-las e desenvolver a mediunidade delas, pois não adiantava muito
só dar passe nelas, uma vez que eram médiuns e viviam em desequilíbrio constante por causa de suas
mediunidades. Só com elas se desenvolvendo recuperariam seus equilíbrios.
Foi ali que iniciei meu verdadeiro aprendizado sobre mediunidade, pois, junto aos Guias chefes, desde
então, já desenvolvi milhares de médiuns e muitos hoje dirigem seus centros, também desenvolvendo
muitos médiuns novos para a Umbanda, expandindo a nossa religião e beneficiando outras pessoas que, tal
como eles, chegam desequilibradas diante dos seus Guias, e estes vão logo as alertando com estas palavras:
“- filho(a), o seu problema é de mediunidade e só desenvolvendo-a você melhorará!”
Quantos Guias espirituais, incorporados em seus médiuns já disseram isso a algum consulente?
Todos os Guias de Umbanda já disseram, dizem e sempre dirão isso quando se depararem com pessoas
possuidoras do dom da mediunidade de incorporação, e todos têm recomendado a elas que só
desenvolvendo-se recuperarão seus equilíbrios.
Isto não sou eu que estou afirmando aqui, e sim todos os Guias espirituais fazem essas recomendações às
pessoas com mediunidade.
Quem dá essa orientação às pessoas?
São os Guias espirituais, respondo eu, e todos os médiuns umbandistas.
Qual é a base sustentadora da religião?

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É a mediunidade de incorporação, respondem os Guias e todos nós, pois sem Guia incorporado e
auxiliando as pessoas necessitadas não há trabalho de Umbanda, tal como fez e nos legou o Senhor Caboclo
das Sete Encruzilhadas, que fundou a Umbanda incorporado no querido e saudoso Pai Zélio de Moraes.
Tirem a incorporação da Umbanda e acabam as giras, os cantos, as danças, os toques, a dinâmica, o rito,
o ritmo e as sessões de caridade espiritual umbandistas.
Para nós, cada médium é um templo vivo e é através dele que a religião flui, cresce e expande-se, pouco
importando para os Guias se o templo físico é grande ou pequeno, se é luxuoso ou humilde, se está
superlotado ou se tem só um pequeno número de consulentes.
Os médiuns são os verdadeiros templos dos Guias de Umbanda, os Guias são os grandes obreiros
caritativos, e a mediunidade de incorporação é a grande base humana e espiritual sustentadora da nossa
religião.