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Gestão e Documentação em EaD: Registrar o ontem, ressignificar o hoje

para aplicar no amanhã.

Nelson Morato Pinto de Almeida

MINI-RESUMO:

Documentar é registrar um fato e preservá-lo para o futuro utilizando-se dos meios de registro
disponíveis, os acontecimentos decorridos da ação, para que em um tempo futuro possam ser
vistos, analisados, revistos e contestados.
Documentação de um curso de Educação a Distância (EaD) é registrar acontecimentos para
serem analisados, questionados e realinhados em novas experiências. Este artigo busca relatar
experiências na elaboração de documentação e resgate de informações desenvolvida em
projetos e curso piloto de EaD, complementar às informações básicas que o próprio ambiente
virtual fornece.
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Gestão e Documentação em EaD: Registrar o ontem, ressignificar hoje


para aplicar no amanhã.

Nelson Morato Pinto de Almeida1

RESUMO

Documentar é registrar e deixar para o futuro nos diversos meios disponíveis tais como,
escrita, imagens e desenhos, eletrônicos, impressos, os acontecimentos, fatos e episódios
ocorridos durante o desenvolvimento de uma atividade. É deixá-los grafados para que em um
tempo futuro possam ser vistos, analisados, revistos e contestados.
A documentação tornou-se aos poucos parte integrante dos momentos e das atividades
cotidianas desenvolvidas pelo homem desde seus primórdios, fonte de informações dos
grandes momentos históricos e dos acontecimentos memoráveis e hoje é parte essencial e
sistemática de atividades profissionais que a humanidade desenvolve e desempenha,
especialmente daquelas relacionadas com a gestão.
Por meio dos registros efetuados à época, pôde o homem nos dias de hoje conhecer,
resgatar, analisar fatos e acontecimentos no primórdio das civilizações, dos grandes
acontecimentos da história que chegaram até nossos dias fornecendo um embasamento sobre
a ocorrência, evolução e o caminhar do ser humano e da própria humanidade.
Documentar é criar condições de se fazer diagnósticos, acompanhar o desenvolvimento
de uma atividade, verificar e analisar o seu encaminhamento a qualquer tempo, comparar
resultados entre fases, alterar a orientação do seu desenvolvimento e corrigir os desvios
necessários em vista dos resultados não esperados em relação aos propósitos da atividade..
Neste artigo buscou-se fazer um extrato do ato de documentar, em um caso específico
de um curso piloto a distância, voltado à formação continuada de gestores educacionais,
mostrando o desenvolvimento dos instrumentos de registro e a aplicação destes nas diversas
atividades do curso, de forma que a recuperação rápida desses registros possibilitou a análise
do desenvolvimento das etapas do curso e as reformulações durante o andamento das
atividades e a elaboração de relatório final que subsidiou a expansão do curso na escala de
atendimento, na carga horária e no conteúdo hoje desenvolvido.

1
O autor é Engenheiro Mecânico formado pela UNESP-Bauru em 1974; Mestre em Educação pela UNICID-São Paulo em 2005; Doutorando pela USP/PROLAM desde
2007. Possui especialização em Engenharia de Segurança e Higiene do Trabalho pela UNICAMP-Limeira em 1976 e Produção de Açúcar e Álcool pela UNIMEP-
Piracibaca.em 1980. E-mail de contato: nealmeida@uol.com.br
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Tal como na história da humanidade, o acompanhamento das atividades educacionais


do curso piloto da Escola de Gestores da Educação Básica, realizado pelo Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), objeto deste estudo, possibilitou
o resgate de informações e a apropriação de resultados que após as análises analisado a
qualidade alcançada pelo curso, em todo desenrolar das atividades, como será analisado no
desenvolvimento do presente trabalho.

Palavras-chave: Documentação, Registro, Educação


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UMA INTRODUÇÃO AO ATO DE DOCUMENTAR

Documentar, segundo o dicionário Houaiss, é registrar (acontecimentos, fatos,


episódios, etc.) por meio da escrita, imagem, desenho, deixando esses acontecimentos
grafados para serem vistos ou revistos em algum tempo no futuro. É instruir e esclarecer
alguma situação ou atividade acontecida ou desenvolvida.
Assim sendo, no processo de documentar, torna-se fundamental registrar tudo o que
ocorreu ou ocorre na atividade, fato ou projeto, seja de domínio público ou de caráter privado,
para que possa ser resgatado a qualquer época como história, fonte de informações ou de
pesquisa, e poder ser analisado, rever trajetórias se necessário, corrigir rumos e identificar
novos horizontes.
Na pré-história o homem já usava registrar seus feitos quando desenhavam nas paredes
das cavernas imagens e figuras que representavam seus combates com os animais ou com as
tribos rivais, deixando-as como legado para as futuras gerações as imagens e figuras dos
acontecimentos ocorridos.
Na antiguidade, a pedra foi usada como instrumento de registro para várias civilizações,
como as existentes na América para deixar às futuras gerações a sua história e seus
acontecimentos. A civilização egípcia desenvolveu o uso do papiro como instrumento de
registro dos feitos dos faraós e dos reis. Em ambas as civilizações suas culturas, histórias e
desenvolvimentos foram documentados pelas opções disponíveis e registrados para que
gerações futuras soubessem da existência de uma civilização desenvolvida e pudessem
conhecer a cultura de cada uma delas.
Os povos antigos, de modo muito freqüente e de distintas maneiras, deixaram
documentados seus desenvolvimentos, suas lutas, suas histórias em diferentes meios de
registros disponíveis para a época, de forma que gerações futuras pudessem ter conhecimento
e referendar suas histórias e seus antepassados.
A primeira documentação escrita da história do mundo foi a Bíblia, que compilou
registros sobre a humanidade no período do Antigo e do Novo Testamento, e que
fundamentou a base cristã de diversas religiões no mundo, as quais se desenvolveram
inspiradas nos apontamentos dos escribas e escritores através dos tempos.
Na época das grandes navegações, as expedições possuíam sempre um escrivão
responsável por registrar, anotar e descrever os acontecimentos, as descobertas e as
experiências vividas pelos navegadores, e utilizando esses documentos resultados das
expedições os entregavam e apresentavam aos seus financiadores da viagem para a análise e
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qualificação do grau de interesse exploratório futuro. Deste modo, exemplos marcados de


nossa história, pode-se citar a carta de Pero Vaz de Caminha sobre o descobrimento do Brasil
e da história das civilizações, os diversos diários de bordo dos navios utilizados nas viagens,
como as anotações de Marco Pólo.
Assim, o homem foi aos poucos se habituando a criar rotinas documentais e uma noção
de registro das situações cotidianas desde os seus primórdios quando desenhavam nas paredes
das cavernas seus feitos e experiências e até nossos dias com o desenvolvimento habitual do
registro escrito ou eletrônico de suas atividades, buscando deixar de forma grafada para o
futuro, uma história de trabalho do seu desenvolvimento e de suas descobertas e invenções.
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A DOCUMENTAÇÃO NOS DIAS ATUAIS

Nos dias de hoje e face à crescente necessidade de registrar a trajetória e as ocorrências


de uma atividade para posterior utilização desses registros, o documento apropriado para essa
finalidade ganhou diversos palavras e sinônimos para representar o local de registro destes
acontecimentos, Assim, os termos e denominações como: diário de bordo2, livro de
atividades3, agenda de compromissos, data sheet4, memorial de cálculo, memorial técnico,
memorial descritivo entre tantos outros meios de registro que se tornaram usuais para
representar um local ou denominar um documento onde se registram e se fazem as anotações
das ocorrências, das atividades ou do trabalho em desenvolvimento.
Dentre as áreas profissionais mais conhecidas, as administrativas, financeiras e as de
cunho técnico são as que mais se utilizam do recurso da documentação de suas atividades ou
experimentos como forma de descrever as condições iniciais, acompanhar o desenvolvimento
e produzir a documentação final desse trabalho, registrando no seu decorrer os desvios, as
correções introduzidas e os objetivos alcançados.
Nas diferentes áreas da engenharia, é comum a existência de projetos de equipamentos
onde é obrigatório o fornecimento de uma documentação apropriada que mostra todo seu
desenvolvimento e seu histórico técnico desde as etapas iniciais do projeto. Como exemplo
pode-se citar os equipamentos cuja operação de trabalho estará internamente sob pressão
positiva ou negativa ou nos equipamentos onde exista risco pessoal ou de contaminação do
meio ambiente. Nesses e em outros casos é obrigatório a elaboração de um dossiê técnico
onde constarão os cálculos estruturais, a forma e as definições da seleção e a relação de
materiais aplicados, os métodos de determinação de suas tensões de ruptura em suas partes
mais frágeis, os resultados de teste de operação e as condições de entrega do equipamento.
A relação de todos os componentes auxiliares aplicados no projeto, bem como os
elementos acessórios previstos e necessários para a operação deste equipamento também
devem fazer parte dessa documentação denominada data sheet. Tal documentação deverá ser
registrada em órgão fiscalizador competente e capacitada para examinar e dar o aval ao

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Diário de Bordo – Utilizado comumente em duas situações: a primeira como registro dos acontecimentos em uma viagem ou
uma expedição quer seja ela a pé, ou por qualquer meio de transporte conhecido. A segunda como registro das atividades de
um curso ou de um treinamento como forma de deixar registrado conceitos ou situações experimentadas pelos professores e
alunos. Geralmente utilizado em curso de EaD.
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Livro de atividades: Tal como o diário de bordo possui duas situações de utilização. Uma, utilizada para registrar experiências
ocorridas num curso ou num treinamento. A segunda para registrar todas as ocorrências acontecidas em um dia de trabalho,
por exemplo, em um canteiro de obra ou num condomínio.
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Data sheet: É utilizado para compilar informações técnicas acerca de um produto, equipamento ou projeto. Pode ser
considerada como: 1) Folha de dados que apresenta todas as informações sobre um determinado projeto ou equipamento. 2)
Ficha de informações acerca do produto. 3) Dados técnicos de um equipamento compilados em folhas. 4) Resumo das
informações técnicas de projeto.
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equipamento, e uma cópia deste documento será fornecida ao comprador do equipamento


projetado.
Da mesma forma, nas áreas da economia e administração, é comum a elaboração de
estudos financeiros e de desembolso de caixa para um projeto de grande monta, como parte da
documentação de controle de sua elaboração e desenvolvimento. Tal documento é composto
por outros diversos documentos secundários, registra ao longo do tempo todas as posições em
função do seu desenvolvimento, desembolso financeiro, fluxo de caixa e etapas cumpridas. É
fundamental tanto para o acompanhamento do desenrolar do projeto e as necessárias tomadas
de decisões visando o melhor andamento do projeto, como para a elaboração do relatório do
que foi aplicado, tanto nas etapas concluídas como nas que ainda estão em andamento.
Técnicas específicas podem fornecer aos controladores de um projeto a linha de
caminho crítico para subsidiar as análises de percurso e indicar as etapas que podem
comprometer o andamento do projeto no futuro e gerar prejuízos financeiros e operacionais.
Alguns projetos em função do seu tamanho, da sua complexidade e do número de variáveis
envolvidas, podem se utilizar de softwares especialmente desenvolvidos para o controle,
acompanhamento e gerenciamento de suas etapas.
A verdade é que o homem vem sistematicamente buscando registrar e aprimorar seus
procedimentos de registro para acompanhar seus projetos, corrigindo e alinhando suas etapas
e fases a fim de levar adiante sua execução e conclusão, ao mesmo tempo em que deixa
registrado um histórico das ocorrências contribuindo para o estudo, análise e reflexões
futuras.
Na educação, também se registram os acontecimentos em sala de aula, de uma atividade
ou de um projeto. Esse registro é geralmente na forma documental, de caráter histórico e
realizado geralmente após a conclusão da atividade, ou seja, não se faz um acompanhamento
dos acontecimentos no momento da ocorrência, o que geralmente impede uma análise
instantânea, modificações ou correções do seu andamento.
Historicamente, o registro das atividades educacionais executadas em sala de aula é
feito posteriormente, face ao fato do professor se tornar conhecedor das atitudes e das reações
dos seus alunos, o que facilita o registro posterior da ocorrência em um momento posterior ao
acontecido, perdendo-se desta maneira uma série de informações e variáveis que à primeira
vista é considerada desprezível, porém a longo prazo pode se tornar importante e significativa
para as atividades educacionais da escola ou do próprio sistema educacional como um todo.
O documento de registro escolar comum nas escolas brasileiras é o “diário de classe”,
no qual professor registra as disciplinas e matérias abordadas, a freqüência e o desempenho do
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alunado ao longo do período acadêmico, tudo vinculado a um planejamento pedagógico


elaborado no início do ano letivo servindo de base e origem para as informações acadêmicas e
pedagógicas que serão posteriormente enviadas para as secretarias de educação supervisoras
da escola.
Tal planejamento acadêmico é coordenado pelos órgãos supervisores dessas escolas,
baseado nos documentos e nos parâmetros curriculares nacionais das políticas públicas de
educação daquele grupo de escolas, quer nas esferas municipal, estadual ou federal. Embora
largamente utilizado nas escolas brasileiras, o diário de classe, entretanto é pouco utilizado
como instrumento dinâmico de análise do andamento da disciplina, do alunado e do
desenvolvimento da própria escola, funcionando como um documento de registro do ano
letivo, sem utilização prática para as análises do planejamento educacional e nas correções
requeridas e cuja utilização tornou-o meramente burocrático e apenas para registrar as etapas
concluídas nas salas de aula em relação às etapas planejadas e cujos resultados só se
conhecem no final do ano letivo..
Mais importante do que criar uma política pública de educação ou uma série de
recomendações e orientações educacionais, é preciso propiciar uma recuperação rápida e
eficiente dessas informações para se obter resultados do acompanhamento das atividades
propostas, das atividades realizadas, daquelas em realização e ainda das que faltam ser
cumpridas, de forma que se possam ser tratados rapidamente e promover se necessário,
correções ou modificação no seu andamento. É a agilidade em receber informações, tratar e
manipulá-las, obter resultados e promover correções necessárias no desenvolvimento das
atividades em andamento que ditará o sucesso ou o fracasso do mesmo.
É justamente nesse aspecto que o setor educacional perde o grande potencial do registro.
A lenta recuperação dos dados do diário de classe, aliado ao fato de que esses dados possam
apresentar incoerências e demandando tempo para as correções, em alguns casos até
superiores ao tempo de realização da própria atividade, provocam o atraso nas análises e nas
avaliações das ações desenvolvidas no período letivo e integrante do planejamento
educacional proposto e comprometem a realização e a possibilidade de promover
modificações que facilitariam alcançar o sucesso almejado.
Essa descoberta tardia da necessidade de se promover modificações acontece em um
momento do projeto ou da atividade educacional em que não há mais nada a ser feito. Já
atingiu ou se encontra em sua fase final, impossibilitando correções ou alterações que
modificariam os resultados obtidos. Tal realidade provoca entre os envolvidos na atividade,
descrédito e frustração em relação aos trabalhos desenvolvidos, criando barreiras para o
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desenvolvimento de outros novos trabalhos, e não receptivos aos novos projetos. Outra
conseqüência desta realidade é a prática de registros que não são fidedignos maquiando os
resultados finais que impossibilita a análise real dos projetos ou atividades educacionais
desenvolvidas.
Muitos são ou foram os projetos que apresentam essa situação. Projetos educacionais
promissores, de grandes possibilidades de trabalho e resultados efetivos, foram abandonados
ou deixados de lado pelo fato de não ter sido possível corrigir suas inconsistências e seus
desvios a tempo para alterar sua trajetória de modo rápido e dinâmico. Outros ainda
conseguem produzir resultados significativos, cuja repercussão se evidencia ao olhar atento,
mas pela falta de uma documentação apropriada e consistente do registro de sua história, são
submetidos a avaliações esparsas que não retratam todos os processos e seus resultados,
ficando limitados a serem analisados por dados aleatórios, coletados sem um critério pré-
definido e somente após a conclusão das suas atividades.
Documentar um projeto ou uma atividade educacional é utilizar-se uma documentação
específica desenvolvida com o objetivo principal de registrar sua trajetória desde sua
concepção, planejamento e concomitantemente o seu desenvolvimento.
Assim ao utilizar-se destes registros e documentos, após serem tratados, analisados e
processados de forma ágil e rápida permite desenvolver ações e correções que propiciem
atingir o resultado esperado, tanto, no desenrolar das atividades previstas e evitar situações
que o emperram, como em deixar para o futuro um registro das ocorrências que possibilitem
condições de análise ou de um estudo detalhado sobre o assunto.
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O CURSO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – UM FATOR A SER (RE)PENSADO

O grupo de especialistas em Educação a Distancia (EaD) de uma universidade instalada


no Estado de São Paulo, desenvolveu uma metodologia própria para suas atividades de EaD
na qual esse acompanhamento documental é feito também no próprio ambiente virtual de
aprendizagem do curso e de forma diferenciada das informações e dos controles típicos
existentes em um ambiente virtual de ensino a distância.
As informações, de acesso do alunado, porcentagem e gráficos de acesso e de
permanência no ambiente, etapas cumpridas do curso, etapas a serem cumpridas, metas e
objetivos alcançados e a alcançar e outras tantas informações, ajudam a balizar o
desenvolvimento do curso e as etapas atingidas.
Entretanto, tais informações são frias, tal e qual o “diário de classe” da educação formal
e presencial amplamente utilizado na educação de tantas salas de aulas do nosso país. Tal
aluno não atingiu os 70% de permanência no curso durante as atividades do módulo I ou
então outro aluno não atingiu o ponto final do módulo II. Ou ainda no curso “A” houve uma
desistência em torno de 30%. Com base nestas informações pode-se afirmar que o aluno foi
“Aprovado” ou “Reprovado” no módulo ou no curso todo.
Essa maneira de se olhar o curso de EaD é bastante comum nos diversos cursos
oferecidos e disponibilizados nos sites das instituições que os promovem. Ter um tutor ou um
professor renomado como especialista deste curso não será a solução para a questão da
presença no ambiente ou do cumprimento das atividades pelo aluno, e nem a efetiva
participação desse aluno nas atividades desenvolvidas. São necessários outros critério de
analise e de avaliação para saber o porquê da evasão dos matriculados, o porquê vários alunos
não permaneceram “logados5” durante o período de atividades do módulo.
Comparando-se o ambiente virtual de aprendizado com o diário de classe pode-se dizer
que pelo fato do professor estar presente em sala de aula, ele aprende a entender os alunos,
descobrir suas necessidades diferenciadas, e usar o entendimento pessoal sobre o esse aluno
para motivá-lo e habilitá-lo na disciplina, enquanto que a frieza dos números estatísticos
disponíveis no ambiente virtual de aprendizado não possibilita esse conhecimento sobre o
aluno, nem o “entendimento” desenvolvido em uma sala de aula, pois a rapidez do
desenvolvimento do módulo ou do curso e a frieza provocada pela somatização do ambiente
virtual e pela tela do computador provoca e de forma sintomática o desestimulo e o

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Logados – Referência que é feita aos alunos que acessam o curso por meio de um login e senha, permanecendo ligados e
atuantes no ambiente de desenvolvimento do curso.
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afastamento do aluno no ambiente virtual pela sensação de solidão que esse aluno sente
durante as atividades do curso.
Tutor, professor, monitor são denominações utilizadas para definir o responsável pela
condução das atividades de um curso no ambiente virtual de aprendizagem, bem como sanar
dúvidas, explicar o conteúdo das atividades, promover e propiciar integração entre os alunos,
no intuito de desenvolver as etapas previstas corretamente e de acordo com o estabelecido
pelos organizadores do curso e buscar a participação do alunado no curso de forma a ser
atingida as metas e os percentuais mínimos necessário de presença no ambiente virtual, o
cumprimento das etapas previstas nos módulos ou do curso.
Minha pergunta é: Onde está a interação entre o aluno e o responsável pelo
desenvolvimento das atividades? Muitos me responderão que o ambiente tem fórum de
discussão, área de apresentação de resumos, trabalhos ou outra exigência prevista, opção de
troca de e-mails ou outro recurso similar, mas o âmago da questão é – o aluno deu o retorno
que estava entendendo ao que era preciso ser entendido? O aluno foi participativo nas
discussões? Foi motivado para participar?
É neste ponto que a metodologia dessa instituição de ensino se diferencia das demais. A
interação entre os responsáveis pela condução das turmas e os alunos busca resgatar os
predicados e as necessidades específicas desses alunos de forma dinâmica em todo o
transcurso da atividade.
Com a utilização de documentação específica e especialmente desenvolvida para as
atividades, diferenciadas das informações do ambiente virtual de aprendizagem, subsidiam,
alimentam e retro-alimentam as tomadas de decisão sobre o desenvolvimento das atividades
do curso ou do módulo, possibilita a correção de desvios e auxiliam o trabalho de motivação
dos alunos em prol de uma participação efetiva nas atividades..
O desenvolvimento desse trabalho não está em promover a dinâmica e nem a
metodologia utilizada pela instituição, mas sim em apresentar aspectos do desenvolvimento e
da utilização desses instrumentos e documentos que subsidiam o controle, a visualização das
incongruências, o estudo das mudanças e a implantação das alterações, se necessárias, no
transcurso das atividades de um curso ou de um módulo de EaD proposto.
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A EXPERIENCIA DOCUMENTAL DE UM CURSO DE EaD

O que se pretende é apresentar a experiência no desenvolvimento desses documentos e


nos procedimentos de uso quando esses documentos encontram-se disponibilizados no
ambiente virtual do curso, formatados e prontos, em condições que se possam resgatar
respostas e informações que propiciam a geração de tabelas, gráficos e subsídios para as
análises e as tomadas de decisões necessárias ao andamento adequado do curso ou da
atividade.
Deste modo estaremos apresentando a seguir o desenvolvimento e suas principais
características desses documentos para aplicação em um curso de EaD da instituição
anteriormente citada.
O projeto do curso, que operou como curso-piloto, foi desenvolvido por um grupo de
especialistas em educação a distância para ser ministrado aos gestores da Educação Básica,
ministrado para gestores de dez Estados, era composto por cinco módulos, sendo que três
deles com atividades presenciais nos Estados e 44 horas de atividades e dois módulos com
atividades a distância e 56 horas de atividades, buscando a participação e integração entre
alunos do curso e os responsáveis pela sua condução.
Face à existência desses dois módulos a distância, seria necessária uma pronta e rápida
recuperação das informações sobre o que ocorria nas turmas, o tratamento dos dados deveria
ser ágil para subsidiar as análises do grupo de especialistas e os resultados quase instantâneos
para promover, caso necessário, possíveis correções ao longo do curso.
Para isso foram desenvolvidos documentos e planilhas eletrônicas, desenvolvidas no
aplicativo Excel da Microsoft, e disponibilizadas no ambiente virtual de aprendizagem, de
forma que os professores-orientadores das turmas pudessem capturar esses arquivos,
providenciar seu preenchimento tanto para as etapas presenciais como as etapas a distância,
com as informações de suas turmas e rapidamente repostar no ambiente virtual, para os
coordenadores do curso.
Assim, após o recebimento das informações, os dados eram trabalhados e compilados
de forma que os resultados pudessem ser analisados pelos coordenadores como forma de
verificar o desenvolvimento das etapas ou dos módulos do curso e promoverem, caso
necessário, correções no seu andamento.
O curso apresentava a seguinte estrutura geral:
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Tabela 1 - Estrutura do Curso-Piloto


Modalidade Carga horária Duração
Módulo I Presencial – Nos Estados 16 horas 2 dias
Módulo II A Distância – ambiente digital 40 horas 2 meses
Módulo III Presencial – Nos Estados 16 horas 2 dias
Módulo IV A Distância – ambiente digital 16 horas 3 ou 4 semanas
Módulo V Presencial – Nos Estados 12 horas 1 ½ dia
Tabela 1 – Estrutura dos módulos do curso-piloto

EQUIPE EXTERNA DE CONSULTORES

A equipe Externa de Consultores do curso-piloto, composta de elementos com notório


saber na área de Educação e especificamente em Educação a Distância, atuou como equipe de
apoio à Coordenação Geral do curso da entidade contratante, garantindo o desenvolvimento
de atividades e orientações para:
• Desenvolver, conceber a metodologia e o design, e implementar o curso-piloto no
ambiente virtual e-Proinfo6, cuidando e selecionando os conteúdos em conjunto com
a equipe de coordenação do curso da entidade contratante.
• Prestar orientação à equipe de professores-orientadores responsáveis pelas atividades
presenciais e a distância;
• Gerar relatórios das etapas e dos módulos ministrados durante o desenvolvimento do
curso, mantendo a equipe de coordenação do curso informada sobre as atividades
desenvolvidas e as correções e alterações implementadas quando acorridas.

EQUIPE AUXILIAR DE CONSULTORES EXTERNOS

Além da equipe de Consultores Externos, o curso teve ainda uma Equipe Auxiliar de
Consultores Externos, cuja ação se restringiu a atividades internas no desenvolvimento do
curso-piloto, pelo desenvolvimento e elaboração dos materiais utilizados e publicados no
ambiente e-Proinfo, e o desenvolvimento específico dos documentos de gestão do curso para
cada módulo previsto.
Fazia parte também das ações desta equipe o desenvolvimento e a elaboração dos
documentos de colheita de informações utilizados em seus cinco módulos, bem como a
recuperação e o tratamento dos dados, a confecção dos gráficos, tabelas e apresentação de
resultados consolidados das diversas etapas do curso.

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Ambiente virtual de aprendizagem disponibilizado pelo MEC para utilização em diversos cursos de educação a distancia.
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EQUIPE DE PROFESSORES-ORIENTADORES

A equipe de professores-orientadores, cuja seleção foi de responsabilidade da Equipe de


Coordenação do curso, realizada sob edital público. Cada professor-orientador atuava ao
longo de todo o curso em uma única turma, como motivador e mediador das atividades
presenciais e a distância, mobilizador dos debates ocorridos nos Fóruns, nas orientações e nos
questionamentos propostos.
Cada professor-orientador atuava durante os encontros presenciais fomentando a
participação dos alunos (gestores-cursistas) durante esses encontros e também nas diversas
atividades desenvolvidas nos espaços de interação do ambiente virtual. Além disso, orientava
os quatro professores-assistentes7 que existiam em cada turma, no acompanhamento das ações
que os gestores-cursistas desenvolviam, tanto nas suas escolas de origem, como nas
discussões desenvolvidas no ambiente virtual. Havia também em cada turma um professor
colaborador8, convidado, para acompanhar e participar das atividades presenciais e a
distância. Sua atuação era de aprendizado e acompanhamento, e não desenvolvia nenhuma
ação direta que nos encontros presenciais como no ambiente virtual.

ALUNOS

Os alunos, escolhidos por indicações da Coordenação do Curso em parceria com as


Secretarias Estaduais de Educação, foram distribuídos nas diversas turmas, havendo uma
turma por Estado participante do projeto piloto, e cada turma era composta de quarenta alunos
(gestores-cursistas). A escolha dos Estados foi definida pela Coordenação do Curso e
acompanhou a seguinte escala:
Tabela 2 – Estados elegidos pela Coordenação do Curso
Turma Nº de Alunos Estado
BA 40 Bahia
ES 40 Espírito Santo
CE 40 Ceará
MT 40 Mato Grosso
PE 40 Pernambuco
PI 40 Piauí
RN 40 Rio Grande do Norte
RS 40 Rio Grande do Sul
SC 40 Santa Catarina
TO 40 Tocantins
TOTAL 400

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Professor-assistente é vinculado aos Núcleos de Tecnologia Educacional – NTE dos Estados.
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Professor-colaborador é ligado a uma universidade local. Cabe ressaltar que nem todos os Estados tiveram a presença desse
professor.
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Tabela 2 – Estados elegidos pela Coordenação do Curso e quantidade de alunos por turma

EQUIPE DE COORDENADORES DA INSTITUIÇÃO CONTRATANTE

A coordenação geral do curso estava a cargo da equipe de especialistas do contratante


que atuava na Coordenação Geral, sendo responsável pela definição de conteúdo e pela
condução da parceria com os consultores externos, secretarias estaduais e municipais de
educação e equipe de professores, acompanhando as ações nos encontros presenciais e nos
diversos espaços do ambiente virtual.
Como se pode notar existiam três equipes de trabalho atuando em diferentes objetivos
do curso-piloto e todas elas necessitavam das informações e dos resultados dos módulos e das
atividades desenvolvidas pelos alunos durante os encontros presenciais e nos diversos espaços
existentes no ambiente virtual.
As informações e os resultados necessitavam ser tratados pela Equipe Auxiliar que
estava responsável pela tarefa de publicar os gráficos e as estatísticas sobre o andamento do
curso e para isso teria que ter agilidade tanto no preenchimento como na disponibilização no
ambiente virtual do curso.
Outro fato de destaque é que as informações estavam sempre a disposição das três
equipes que atuavam na condução do curso piloto, independentemente de ter sido executado o
tratamento dos dados ou elaborada a consolidação das informações pela Equipe Auxiliar.
Estas informações não sistematizadas estavam disponíveis no ambiente virtual do curso e
poderiam servir como fonte de estudos ou de análise a ser realizada por qualquer uma das
equipes de trabalho envolvidas no curso-piloto. Em resumo, os dados estavam disponíveis,
embora não sistematizados, para qualquer uma das equipes executarem as análises de seu
interesse.
Para a sistematização dos dados e informações, foram criados outros documentos e
folhas de dados e informações destinados a promover a recuperar das informações sobre as
etapas de desenvolvimento do curso e que atendessem aos professores-orientadores em
relação aos seus alunos, tanto nos encontros presenciais como nas atividades no ambiente
virtual. Era necessário que esses documentos e folhas de informações pudessem espelhar de
forma plena as atividades desenvolvidas durante o curso piloto, e que possibilitassem aos
professores-orientadores resgatar informações de seus alunos nas atividades desenvolvidas
quer presenciais ou no ambiente virtual.
Cabe aqui ressaltar que para uma escala piloto, ou melhor, dizendo, até quinhentos
participantes, a elaboração de documentos baseados em planilhas eletrônicas e editores de
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texto é viável e interessante, pois permite rápidas alterações necessárias ao bom andamento do
curso.
Entretanto para os cursos que envolvem uma clientela maior, é interessante constar no
orçamento inicial a previsão de recursos para o desenvolvimento, programação e implantação
de um sistema de banco de dados, de atualização on-line e em tempo real, propiciando maior
eficiência nos dados e melhor resultados nos relatórios gerados a partir das informações
disponíveis neste banco de dados.
Outra facilidade da utilização do banco de dados está na liberdade dos envolvidos na
realização do curso e dos interessados pelas informações poder acessar os dados e relatórios
gerados a partir desse banco de dados, limitando o acesso à níveis compatíveis com a
hierarquia dos envolvidos no desenvolvimento do curso, com níveis pré-estabelecidos e
compatíveis com a segurança do sistema e a utilização das informações.
O desenvolvimento de um banco de dados de um curso de EaD possibilita desenvolver
comparações entre diversas ofertas deste mesmo curso, regiões onde ele foi ofertado, período
da oferta, classes sociais dos alunos matriculados e outras infinitas possibilidades de estudo e
de análises.
A seguir, serão apresentados os diversos documentos criados para o curso-piloto e
alguns exemplos desses documentos.

DOCUMENTOS CRIADOS PARA O CURSO

Para registrar e acompanhar as atividades desenvolvidas pelos alunos ao longo do curso


piloto foram criados documentos específicos que atendessem aos diversos módulos previstos.
Embora esses documentos fossem específicos para cada módulo, buscou-se adotar uma
padronização dos seus lay-outs e nas informações neles contidas, para que os responsáveis
pelo preenchimento não utilizassem formas diversas e diferentes ao previsto que pudessem
causar dificuldades e complexidade no momento do preenchimento das informações bem
como no tratamento dos dados e análise dos resultados a serem publicados no ambiente
virtual.
Dessa maneira, diversos documentos foram criados especificamente para os módulos
do curso e outros tantos para uso comum, estando todos caracterizados na Tabela 3.
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Tabela 3 – Documentos Criados no Desenrolar do Curso-Piloto


Software
Documento nº Denominação Utilização Módulo Instruções
Utilizado
Questionário de Entrada Presencial Módulo I Word Instrução Verbal
PLAN02_XX Planilha de Acompanhamento do Módulo I Ambiente Virtual Módulo I Planilha Excel Folha de Instruções
PLAN03_XX Relatório Analítico dos Diários de Bordo Ambiente Virtual Módulos de I até V Planilha Excel Folha de Instruções
PLAN04_XX Planilha de Acompanhamento do Módulo II Ambiente Virtual Módulo II Planilha Excel Folha de Instruções
Planilha de Consolidação do questionário de entrada
PLAN05_XX Equipe Auxiliar Módulo I Planilha Excel No documento
(instruções contidas no próprio documento)
PLAN06_XX Acompanhamento da ação do cursista realizada na escola Equipe Auxiliar Módulo II Planilha Excel Folha de Instruções
PLAN07_XX Lista de presença – Módulos I, III e V Ambiente Virtual Módulos I, III e V Planilha Excel Folha de Instruções
PLAN08_XX Planilha de Acompanhamento do Módulo III Ambiente Virtual Módulo III Planilha Excel Folha de Instruções
PLAN09_XX Planilha de Acompanhamento do Módulo IV Ambiente Virtual Módulo IV Planilha Excel Folha de Instruções
PLAN10_XX Planilha de Acompanhamento do Módulo V Ambiente Virtual Módulo V Planilha Excel Folha de Instruções
Questionário de Saída Presencial Módulo V Word Instrução Verbal
PLAN11_XX Formulário de Consolidação Questionário de Saída Equipe Auxiliar Módulo V Access No documento
Relação dos Aprovados
RELAPROV_XX Ambiente Virtual Módulo V Planilha Excel No documento
(instruções contidas no próprio documento)
PLAN12_XX Formulário de Andamento – Módulos I até V Ambiente Virtual Módulos de I até V Word Folha de Instruções
Tabela 3 – Relação dos documentos criados para acompanhamento do Módulo I
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OS DOCUMENTOS CRIADOS - FINALIDADES

Na seqüência, serão mostrados os documentos criados e um breve resumo sobre a sua


utilização dentro do curso-piloto.

QUESTIONÁRIO DE ENTRADA E DE SAÍDA

Dos documentos apresentados na Tabela 3, o Questionário de Entrada foi desenvolvido


para colher dos gestores-cursistas as suas expectativas e a receptividade com relação ao curso,
à metodologia e a que seria utilizada. A aplicação do questionário foi feita antes do início das
atividades do Módulo I, em todas as turmas, não havendo vinculação das respostas ao
questionário, às turmas onde foram aplicados, estado ou região do país..
Da mesma forma que foi medida a expectativa do gestor-cursista no início do curso-
piloto, houve uma medição do grau de satisfação desse mesmo cursista ao final do curso. Para
tal, foi desenvolvido o Questionário de Saída buscando interagir com os gestores-cursistas na
expectativa de se obter informações sobre como eles observaram as etapas e o desenrolar do
curso-piloto, sem, contudo se prender às turmas, estados ou regiões do país..
Em ambos os casos, o tratamento dos dados e as análises das respostas foram elaboradas
a partir da amostragem total dos alunos do curso piloto, apresentando comparações entre a
expectativa antes do curso e o grau de satisfação no final do curso, sem, contudo desenvolver
análises específicas por turma, por Estado, por Região do país.
Os demais documentos foram criados para o acompanhamento específico de cada turma
e para análise e acompanhamento individual das turmas e dos gestores-cursistas. O
preenchimento correto de tais documentos, bem como a utilização dos códigos e critérios de
avaliação das atividades que os gestores-cursistas desenvolveram nos encontros presenciais e
nas atividades do ambiente virtual estavam contidos nas instruções de preenchimento de cada
documento e sua publicação no ambiente virtual era feita juntamente com o documento
criado.
Portanto, com exceção dos questionários de entrada e de saída, todos os demais
documentos foram dotados de instruções individuais de preenchimento, como forma de
eliminar as dúvidas, equalizar e harmonizar as respostas, às informações e o preenchimento.

DOCUMENTOS PLAN02_XX; PLAN04_XX; PLAN08_XX; PLAN09_XX E


PLAN10_XX

Os documentos citados referem-se às Planilhas de Acompanhamento que foram


desenvolvidas especificamente para o acompanhamento dos Módulos I até V e objetivavam
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registrar a participação dos gestores-cursistas nas atividades desenvolvidas em cada um dos


módulos acompanhados independentemente de serem módulos de encontros presenciais ou os
módulos desenvolvidos no ambiente virtual. A responsabilidade do preenchimento dos
campos do documento cabia ao professor-orientador, que utilizava os códigos de avaliação
elencados nas instruções de preenchimento do documento o que garantia a uniformização das
informações, seu correto preenchimento, facilitando o perfeito entendimento da resposta, a
correta compilação dos dados, a equalização das respostas e das análises posteriores.
Esses códigos, nos diversos módulos do curso tinham o mesmo significado,
acompanhavam uma mesma categorização e eram apresentados nas instruções de
preenchimento do documento, em tabelas de codificação especificas para cada módulo do
curso, e publicados no ambiente virtual como adendo ao documento.

DOCUMENTO PLAN03_XX

O documento PLAN03_XX, também intitulado Diário de Bordo, foi utilizado ao longo


do curso em todos os módulos previstos. Destinava-se ao registro da compilação elaborada
pelos professores-orientadores dos resumos das observações que os gestores-cursistas
deixavam registradas nos diversos espaços do ambiente virtual. Ao final de cada módulo, os
professores-orientadores buscavam essas observações e elaboravam o resumo no documento
próprio criado para tal fim e o publicavam no ambiente como o resumo da produção da turma.
Os integrantes da Equipe de Consultores Externos, de posse desses resumos publicados
elaboravam um novo resumo que levava em consideração os diversos resumos de cada turma
obtendo a essência das observações dos gestores-cursistas.

DOCUMENTO PLAN05_XX

O documento foi desenvolvido para uso interno da Equipe Auxiliar de Consultores


Externos e serviu para consolidar as respostas dadas ao Questionário de Entrada aplicado com
os gestores-cursistas e obter respostas, após a realização do encontro presencial do Módulo I,
que serviram de balizamento e orientação para o desenvolvimento de atividades dos módulos
subseqüentes, sempre buscando compatibilizar a metodologia desenvolvida para o curso-
piloto com as aspirações que emergiam das respostas dos gestores-cursistas. Por ser de uso
interno, as instruções de preenchimento estavam contidas no próprio documento.

DOCUMENTO PLAN06_XX

Na metodologia desenvolvida para o curso-piloto, havia uma atividade na qual os


gestores-cursistas deveriam propor ações a serem realizadas nas suas escolas de origem. Para
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registrar essas propostas e acompanhar o desenvolvimento das mesmas, foi criado esse
documento de forma que os professores-assistentes que pertenciam à região ou ao grupo de
alunos (gestores-crusistas) pudessem acompanhar e verificar a implantação dessas ações nas
escolas dos gestores, informando em qual documento de planejamento se baseou e a dimensão
da ação, reportando as principais dificuldades surgidas e os avanços realizados.
Depois de compiladas as informações deste documento específico, os resultados eram
analisados pela Equipe de Consultores Externos no sentido de verificar se o curso estava
sendo compreendido pelos alunos (gestores-cursistas) ou se havia necessidade em se
promover correções no seu andamento.

DOCUMENTO PLAN07_XX

O documento PLAN07_XX foi criado para controlar a presença dos gestores-cursistas


nas atividades dos encontros presenciais nos Módulos I, III e V e tinha dupla finalidade de
uso. Servia como documento de registro do alunado ao ser assinado pelos gestores-cursistas
nas atividades presenciais (um único documento para a três atividades presenciais) como
controle da presença do cursista-gestor aos módulos presenciais do curso, e ao mesmo tempo
em que através de preenchimento apropriado servia para que os professores-orientadores
postassem no ambiente virtual um espelho da presença individual do aluno nos módulos
presenciais.

DOCUMENTO PLAN11_XX

Tal como o documento PLAN05_XX, esse documento de uso interno da Equipe


Auxiliar serviu para consolidar as respostas e obter os resultados do Questionário de Saída
aplicado aos gestores-cursistas no encontro presencial do Módulo V. Seus resultados serviram
de balizamento para o desenvolvimento de gráficos e tabelas que representavam como os
gestores-cursistas sentiram o desenvolvimento do curso-piloto, suas novas aspirações e
preocupações a partir desse curso e a principalmente a avaliação sobre todo o
desenvolvimento das atividades dos módulos.

DOCUMENTO PLAN12_XX

Embora esse documento seja considerado como criado para o Módulo II, ele já havia
sido experimentado no Módulo I pela Equipe de Consultores Externos com a finalidade de
avaliar o desenvolvimento do curso-piloto e dos gestores-cursistas. Devido principalmente a
riqueza das informações obtidas pela sua utilização, foi ampliada a sua aplicação em todos os
21

módulos. Por ser um documento auto-explicativo, não foram desenvolvidas instruções de


preenchimento.

PLANILHAS DE CONSOLIDAÇÃO DOS DADOS RECOLHIDOS DO AMBIENTE

A criação dos instrumentos e dos documentos citados anteriormente foi devido à necessidade
de se obterem informações e dados, tratá-los de forma adequada para que possibilitassem o
acompanhamento rápido e seguro das atividades do curso, a elaboração de recomendações e
novas orientações, a proposição de novas e outras atividades, bem como as correções
necessárias no desenvolvimento do curso-piloto. Entretanto alguns documentos
complementares, destinados a consolidação das informações recebidas se fizeram necessários
para respaldar as tomadas de decisão e justificar tais alterações.
Esses documentos consolidados espelharam a realidade de cada turma, balizaram o
desenvolvimento das mesmas, quer na especificidade da turma analisada, quer no conjunto de
turmas do curso-piloto, e trouxeram subsídios para a condução de trabalhos similares no
futuro.
Assim sendo, a criação de planilhas específicas de consolidação dos dados que serviram
de base para a geração de gráficos e tabelas de acompanhamento ou de análise do
desempenho específico de cada turma ou do panorama geral de todas as turmas do curso se
fizeram necessárias.
Na tabela abaixo encontram-se listadas as principais planilhas e tabelas criadas com a
finalidade de agrupar e gerar informações que subsidiaram todo o desenvolvimento do curso
piloto.
Tabela 4 – Planilhas criadas, análises efetuadas e informações geradas.
Nome Analisando Geração de gráficos
Consolidação das planilhas de Participação dos gestores-cursistas nas Gráficos analisam a participação dos gestores-cursistas.
Acompanhamento PLAN02 atividades do Módulo I Quantidade de gráficos 6
Consolidação das planilhas de Participação dos gestores-cursistas nas Gráficos analisam a participação dos gestores-cursistas.
Acompanhamento PLAN04 atividades do Módulo II Quantidade de gráficos 7
Consolidação das planilhas de Participação dos gestores-cursistas nas Gráficos analisam a participação dos gestores-cursistas.
Acompanhamento PLAN08 atividades do Módulo III Quantidade de gráficos 5
Consolidação das planilhas de Participação dos gestores-cursistas nas Gráficos analisam a participação dos gestores-cursistas.
Acompanhamento PLAN09 atividades do Módulo IV Quantidade de gráficos 4
Consolidação das planilhas de Participação dos gestores-cursistas nas Gráficos analisam a participação dos gestores-cursistas.
Acompanhamento PLAN10 atividades do Módulo V Quantidade de gráficos 3
Consolidação das planilhas de Consolidação dos relatórios analíticos do
Não gera gráficos para análise
relatório analítico PLAN03 Módulo I
Consolidação dos relatórios de Consolidação dos principais aspectos do
Não gera gráficos para análise
andamento PLAN12 relatório de andamento do Módulo I
Consolidação das planilhas de Resultado: Índices de participação nos Gráfico de freqüência referente aos Módulos
freqüência PLAN07 Módulos Presenciais presenciais. Quantidade de gráficos 1
Consolidação das planilhas Resultado: Índices de aproveitamento dos Gráfico de aproveitamento dos gestores-cursistas por
RELAPROV gestores-cursistas por Turma Turma. Quantidade de gráficos 1
Consolidação das respostas dos Resultado: Índices de respostas do Gráficos sobre as questões analisadas a partir do
questionários de SAÍDA questionário questionário de Saída. Quantidade de gráficos 7
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No Anexo deste artigo, encontram-se alguns exemplos desses documentos criados


especificamente para a aplicação nesse curso-piloto tanto para utilização no ambiente virtual
como para uso interno da Equipe de Consultores Externos. Tais documentos foram
desenvolvidos, especificamente para esse curso piloto em análise e, portanto sem a
generalização ou aplicabilidade em outros cursos ministrados a distância e em ambientes
virtuais.
Entretanto a aplicabilidade de tais instrumentos e documentos se tornou realidade
quando foi expandido para outras regiões, em uma escala ampliada de gestores do ensino
básico do país e com outras equipes coordenadoras. Embora não tenhamos em mãos os
resultados efetivos dessa nova realidade do curso ministrado em ambiente virtual de
aprendizagem, obtivemos informações extra-oficiais que os resultados alcançados nesta nova
etapa apresentaram resultados compatíveis com os obtidos no presente curso piloto.
Tais exemplos mostram que a documentação de um projeto pode, além de registrar os
acontecimentos ocorridos no decorrer do curso ou do projeto, auxiliar na rápida tomada de
decisões que garantam o correto desenvolvimento de suas atividades, principalmente em
ambientes virtuais, corroborada pela velocidade de retorno das informações que esses
ambientes tecnológicos propiciam.
23

Referências bibliográficas

ALMEIDA, M. E. B. Inclusão digital do professor. Formação e prática pedagógica. São


Paulo: Editora Articulação Universidade Escola, 2004.

ALMEIDA, M. E. B.; PRADO, M. E. B. B. P. Redesenhando estratégias na própria ação:


formação do professor a distância em ambiente digital. In: José Armando Valente,
Maria Elizabeth B. de Almeida, Maria Elisabette B. Prado. Educação a distância via
Internet. Formação de professores. São Paulo: Avercamp, 2003.

INEP. Relatório Final I do Curso-Piloto da Escola de Gestores da Educação Básica –


MEC/INEP. Ministério da Educação: INEP, Brasília, 2006.

BLACK, Edwin: IBM e o Holocausto. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2001

MEGGINSON, LEO C,; MOSLEY, DONALD C.; PIETRI, PAUL H,: Administração
Conceitos e Aplicações. São Paulo: Editora Harper & Row do Brasil, 1986.

ALBRECHT, KARL. Programando o Futuro. O Trem da Linha Norte. Definindo


Objetivos, Determinando a Direção e Programando os Destinos de sua Empresa.
São Paulo: Makron Books do Brasil Editora Ltda., 1994.

DRUCKER, PETER F. Administrando para o Futuro. Os anos 90 e a Virada do Século.


São Paulo: Editora Pioneira, 1992.
24

ANEXO

Neste anexo será apresentado um exemplo de documento criado para o curso-piloto, suas
instruções de preenchimento para o documento apresentado, um exemplo de documento de
consolidação e um exemplo de resultado a partir do documento de consolidação.
Como exemplo, apresenta-se o documento PLAN02_XX, as instruções de preenchimento
pertinentes ao documento escolhido, o documento de Consolidação das Planilhas de
Acompanhamento de uso interno da Equipe de Consultores Externos e um gráfico de resultado.

DOCUMENTO PLAN02_XX

Documento 1 – Planilha de Acompanhamento do Módulo I

O primeiro documento apresentado é a Planilha de Acompanhamento do Módulo I, mostrando


o lay-out final onde destaca-se o cabeçalho, a relação dos cursistas-gestores e as colunas das
atividades presenciais e as desenvolvidas no ambiente virtual, com os seguintes campos de
preenchimento de responsabilidade do professor orientador e de acordo com as instruções de
preenchimento apresentada na seqüência

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Equipe de Consultores Externos da Coordenação do Curso


Educacionais Anísio Teixeira Piloto da Escola de Gestores do INEP-MEC

INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DO DOCUMENTO PLAN02_XX

INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO

O preenchimento do documento PLAN02_XX deve ser feito segundo os critérios abaixo


estabelecidos, como forma de padronizar a publicação dos resultados das diversas turmas.
Para tanto, caberá aos professores orientadores a responsabilidade do preenchimento do documento
PLAN02_XX e tão logo seja preenchido, o mesmo deverá ser disponibilizado no espaço de
coordenadores e professores do ambiente e-Proinfo.
1) – Sobre o formulário: PLAN02_XX.

Denominação do formulário: Planilha de Acompanhamento – Módulo I


25

Sigla de denominação do formulário: PLAN02_XX

Software utilizado: Excel

Numeração adotada: MOD. PLAN02_XX

Composição do número geral: PLAN 02 _ XX


Indicação do Estado

Número do formulário

Tipo do formulário

Campos a serem preenchidos:

1. Professor Orientador: Nome completo do professor orientador da turma. (pré-preenchido). O


professor orientador deverá conferir e corrigir se necessário.
2. Professores Assistentes: Nome completo dos professores assistentes. Existem 4 campos
específicos para a informação, devendo cada nome ser lançado em um campo.
3. Turma: Para ser preenchido com a sigla do Estado que a turma está inscrita, seguida de
número seqüencial referente às turmas daquele Estado. Por exemplo: turma da Bahia = BA
01.
4. Estado: Para indicar o Estado que pertence a turma do Módulo I.
5. Início: Indicar a data de início do Módulo I. Formato: dd/mm/aa
6. Término: Indicar a data de término do Módulo I. Formato: dd/mm/aa
7. Item: Campo pré-preenchido com o número seqüencial de alunos em cada turma. Não será
necessário preenchimento.
8. Nome do Cursista-Gestor: Este campo também será pré-preenchido nas planilhas a serem
enviadas aos professores orientadores.

Os demais campos do formulário deverão seguir aos parâmetros e critérios definidos abaixo.

• O preenchimento deverá ser feito buscando-se enquadrar o código que melhor representa a
atuação do aluno nas atividades a serem informadas. Por explo. se um aluno teve sua
atuação na atividade 1 e houve necessidade de refazer ou complementar a atividade, o
professor orientador deve preencher na célula de confluência da linha do
Nome do Cursista-Gestor com a coluna Atividade 1 o código 2.
• O professor orientador, ao preencher os campos da planilha deverá utilizar somente os
códigos estabelecidos nas tabelas a seguir, não devendo, portanto, complementar nesta
• planilha outra informação adicional. Caso seja necessário, a complementação de
informações, esta deverá ser feita em um arquivo separado (Word), contendo o nome da
Turma, o(s) nome(s) do(s) cursista-gestor(s) e principalmente que o arquivo faz parte do
PLAN02_XX.
26

Códigos dos Campos

1. Informações relativas às Atividades 1 e 2

Código Detalhamento do código


3 Entregou e concluiu a atividade satisfatoriamente, sem pendências.
2 Entregou a atividade, porém há/houve orientação para reformular ou complementá-la
1 Entregou a atividade, porém de maneira equivocada/insatisfatória/insuficiente.
N Não entregou a atividade.

2. Informações relativas às atividades de participação em Fóruns:

Código Detalhamento do código


3 Participou com freqüência.
2 Participou pouco.
1 Participou somente uma vez.
N Não participou.

3. Informações relativas aos Fóruns:

Código Detalhamento do código


Fórum 1 Fórum de “Apresentação”
Fórum 2 Fórum “Gestão Democrática e Participativa”.

4. Informações relativas às Dinâmicas Presenciais:

Considerar para efeito de preenchimento dessa informação, a presença do cursista-gestor na atividade e a sua
participação nas dinâmicas encaminhadas em grupos e na turma.

Código Detalhamento do código


P Participou com freqüência.
N Não participou.

5. Informações relativas ao Diário de Bordo

Código Detalhamento do código


E Entregou a atividade
N Não entregou

PLANILHA DE CONSOLIDAÇÃO DOS DOCUMENTOS PLAN02_XX; PLAN04_XX; PLAN08_XX;


PLAN09_XX E PLAN10_XX

Adiante é apresentada a planilha de consolidação das informações dos documentos


PLAN02_XX; PLAN04_XX; PLAN08_XX; PLAN09_XX E PLAN10_XX, criada para análise dos
desempenhos das turmas, e cuja origem das informações é a partir das planilhas de
acompanhamento de cada Módulo.
27

5
7
3 8
4 6

Documento 13 – Formulário de consolidação das participações dos alunos nos Módulos analisados

Para esclarecimentos e informações a respeito dos campos utilizados na Planilha de


Consolidação, a tabela a seguir indica os diversos campos e informações neles utilizadas.

ITEM DESCRIÇÃO

1 Turmas: locais das turmas (estados) onde ocorreram os presenciais


2 Identificação do módulo a que pertence a planilha de consolidação
3 Número de alunos inscritos em cada turma
Total de alunos de todas as turmas que realizaram a atividade correspondente àquela
4
avaliação
Atividade realizada no módulo de acordo com as tabelas existentes nas instruções de
5
preenchimento da planilha PLANYY_XX correspondente ao módulo analisado
6 Total de participação na atividade prevista para o módulo analisado
7 Total de participação da turma (estado) na atividade prevista para o módulo analisado
Critérios de avaliação constante nas instruções de preenchimento da planilha PLANYY_XX
8
correspondente ao módulo analisado

A partir das informações preenchidas na Planilha de Consolidação das informações, pode-se


elaborar tabelas e gráficos específicos que representam a situação de uma determinada atividade em
um módulo específico como no exemplo a seguir onde estuda-se a Média de Interação nos Fóruns do
Módulo I nas diversas turmas.
28

PART
80%
E
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