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Experimento 3

Trajetória de um projétil

Jorge Diego Marconi/Varlei Rodrigues

O objetivo deste experimento é estudar o movimento de um corpo que se move em um


plano (duas dimensões), nas proximidades da terra, sob a ação da gravidade: o chamado
movimento de um projétil. Para isso, será medida a trajetória de um corpo lançado de
uma rampa, a uma certa altura do solo, com uma velocidade horizontal inicial diferente
de zero, velocidade vertical inicial igual a zero e sujeito apenas à força da gravidade. Esse
é um caso particular do movimento de projéteis.
Este tipo de movimento pode ser separado em dois movimentos independentes:

• No eixo horizontal, onde se tem um movimento retilı́neo uniforme (pois a resultante


de forças é nula nessa direção).

• No eixo vertical, onde se tem um movimento retilı́neo uniformemente variado (pois


há a força da gravidade atuando nessa direção).

A Figura 1 mostra o que acontece com a velocidade quando a esfera sai da rampa.
Na direção x não há nenhuma força aplicada, portanto, não há como a esfera mudar sua
velocidade nessa direção. Em y, há a força da gravidade, portanto, ela terá nessa direção
uma aceleração = g.

Figura 1: Evolução da velocidade de um corpo sujeito à gravidade terrestre.

A trajetória resultante é parabólica e deve ser obtida experimentalmente. Vamos medir


as coordenadas xi e yi da esfera em vários pontos ao longo de sua trajetória. Como a
velocidade com que a esfera sai da rampa é sempre a mesma em todos os lançamentos,
os pares xi , yi medidos em diversos lançamentos, corresponderão efetivamente à trajetória
da esfera.

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Material Utilizado

• Esfera de aço

• Rampa de lançamento

• Photogates

• Anteparo de madeira com sensor de choque

• Cronômetro

• Régua

• Paquı́metro

• Nı́vel de bolha de ar

• Papel carbono

• 1 cartolina branca

Procedimento

Para este método será utilizada a montagem mostrada na Figura 2. O alcance máximo
da esfera depende da altura da rampa em relação à mesa (h) e da posição da esfera na
rampa (H). Serão realizados dois conjuntos de lançmentos, sendo dois Hs e o mesmo h.
Coloque a rampa de lançamento de forma que o ponto de saı́da da esfera na rampa fique
numa altura que permita dois lançamentos com alcances máximos distiguı́veis. Também
nivele o melhor possı́vel o trecho final da rampa para assegurar que a componente vertical
da velocidade de saı́da da esfera seja nula (use o nı́vel de bolha de ar).
Escolha a posição para o primeiro H na rampa, marcando-a para assegurar que a esfera
será lançada sempre do mesmo lugar. O cronômetro será usado como na primeira aula.
Coloque um photogate no extremo inferior da rampa, no ponto onde a esfera abandona
a rampa (photogate 1), faça com que a altura do feixe de luz fique na mesma altura
do diâmetro da esfera que se move pela rampa. Coloque o anteparo de madeira com o
sensor de choque em um ponto qualquer da trajetória. Este sistema deverá ser ligado ao
cronômetro digital. Assim, o cronômetro mede o tempo de vôo da esfera entre a saı́da da
rampa e a posição do anteparo. Coloque no anteparo de madeira uma tira da cartolina e
sobre ela um pedaço de papel carbono para poder obter uma marca do ponto de impacto
da esfera. Assim será possı́vel medir as coordenadas x, y e t da trajetória nesse ponto.
Repita este procedimento 10 vezes para 10 posições ao longo do deslocamento horizontal,
deslocando o anteparo, sendo que em cada ponto teremos as 3 coordenadas: x, y e t
medidas 10 vezes.
Meça a altura da posição inicial da esfera e a altura do ponto de saı́da da esfera
da rampa (altura a partir da mesa). Em seguida, mude o modo de funcionamento do
cronômetro para “One Gate”. Fazendo com que o photogate 1 esteja justo na altura do
diâmetro da esfera ao passar pela rampa, meça o tempo de obstrução. Com este valor de
tempo e medindo o diâmetro da esfera pode ser calculada a velocidade inicial da esfera
(velocidade horizontal).

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Figura 2: Montagem experimental para medir a trajetória de um corpo no campo da
gravidade terrestre.

Repita exatamente este mesmo procedimento para o segundo H na rampa. Lembre-sse


de medir com cuidado o h caso esta segunda etapa não seja realizada na mesma aula e
seja necessário ajustar a rampa para reproduzir as condições da aula anterior.

Relatório

Para um dos dois experimentos, realize as análises indicadas nos itens de 1 a 7:


1. Escolha e indique claramente a origem escolhida para as medidas. O que motivou
esta escolha?
2. Faça uma tabela com os valores de x, y e t para cada uma das 10 posições medidas.
Não esqueça de colocar claramente o erro instrumental e de usar dados coerentes
com a origem usada.
3. Faça um gráfico linear e um log-log de x vs. t, de y vs. t e de y vs. x e um
gráfico linear de y vs. t2 (total de sete gráficos). Classifique, justificando, o tipo de
movimento em x e y.
4. Escreva as equações de movimento para x e y com base em dados extraı́dos dos sete
gráficos do item anterior.
Perceba que elas são leis de escala da forma f (z) = kz n , portanto os valores de k e
n podem ser obtidos a partir dos sete gráficos e que eles devem ser relacionados com
grandezas fı́sicas (velocidades e acelerações). O resultado coincide com o esperado?
Discuta possı́veis discrepâncias.
5. Obtenha o valor da velocidade horizontal (vx ) da esfera usando os três métodos
seguintes:

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(a) usando o gráfico x vs. t;
(b) usando a medida direta do tempo de obstrução do photogate pela esfera;
(c) através da conversação da energia.

Houve discrepância entre os três valores obtidos? Qual a sua origem?


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6. Estime o valor da aceleração da gravidade g usando os gráficos lineares de y vs. t .
Discuta o valor obtido. Este valor coincidem com o valor encontrado na literatura?

7. Analise a conservação da energia a partir dos dados medidos entre os seguintes pares
de pontos:

(a) i. o ponto correspondente ao inı́cio do movimento, na parte mais alta da


rampa;
ii. o ponto correspondente ao instante em que a esfera sai da rampa.
(b) i. o ponto correspondente ao instante em que a esfera sai da rampa;
ii. qualquer um dos pontos medidos da trajetória. Para obter o valor da velo-
cidade no eixo y neste ponto, utilize a equação de velocidade em MRUV,
o tempo de vôo correspondente a esse ponto e o valor de g medido.

Para isso use o valor de g e o valor de vx obtidos experimentalmente, justificando o


valor escolhido. Houve conservação de energia? Se não, discuta o que ocorreu.

8. Analisando o outro conjunto de dados (segundo lançamento), monstre que os mo-


vimentos vertical e horizontal são independentes.
Note que não é preciso realizar todo o estudo realizado no primeiro caso. Somente
faça aquilo que é necessário para mostrar experimentalmente que os movimentos se
deram de maneira independente.