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GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO


DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DO GAMA
CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 15 DO GAMA

PROJETO

Laboratório de Matemática no Ensino Básico


INTRODUÇÃO

Laboratórios de Matemática no Ensino Básico / Secundário

Mais do que obter um bom desempenho em exercícios pré-definidos, ou a


memorização de fórmulas, um dos objetivos centrais do ensino da Matemática no
ensino básico e secundário é conseguir que os alunos desenvolvam uma compreensão
profunda dos conceitos. Através desta compreensão os alunos serão capazes de
conseguir o que se denomina como pensamento matemático avançado. Normalmente
esta compreensão é conseguida após uma longa seqüência de atividades de
aprendizagem as quais promovem a interação de uma grande variedade de processos
mentais. A inclusão de atividades de tipo laboratorial é uma das vertentes fundamentais,
como modo de conseguir qualidade na aprendizagem da Matemática no ensino básico e
secundário.
Muitos livros de texto de matemáticas superiores organizam o conhecimento
matemático numa estrutura logicamente coerente, baseada na apresentação de certo
número de teoremas e algumas aplicações destes a determinados tópicos em
Matemática. Embora esta seja uma forma de matematização extremamente importante,
sabemos que a Matemática não foi criada nesta forma final polida, mas antes através de
tentativa e erro, utilizando afirmações parcialmente corretas e incorretas, através de
formulações intuitivas, nas quais termos ambíguos e imprecisões foram introduzidos,
recorrendo a diagramas que tentam apresentar visualmente as estruturas matemáticas em
estudo, através de alterações dinâmicas destes diagramas, etc.
O ensino baseado apenas numa estrutura logicamente coerente que normalmente
se inicia com a apresentação formal de axiomas, seguida por teoremas e terminando em
algumas aplicações matemáticas dos conceitos tem algumas vantagens. Permite uma
estrutura de curso bem planejada e coerente, normalmente baseada na apresentação
expositiva dos assuntos, cobrindo todos os temas relevantes de uma forma organizada.
Tem infelizmente a desvantagem de ser inflexível na adaptação aos modos de ser e de
pensar de cada estudante. Pode funcionar razoavelmente bem para alunos com uma
forte inclinação para a Matemática, ou com professores excepcionais, que conseguem
desenvolver nos seus alunos uma atitude problematizadora perante a Matemática,
fomentando o aprofundamento dos tópicos matemáticos lecionados. Mas, para a maioria
dos alunos que se destinam a cursos de ciências, engenharia e medicina, por exemplo,
ou para os que não desejam prosseguir os estudos para além do ensino secundário, este
sistema de ensino apenas produz uma aprendizagem centrada na memorização de umas
tantas fórmulas, e procedimentos, a serem esquecidos após os exames de seleção para a
universidade. Para alguns destes alunos o que resta da Matemática após o ensino
secundário (ou mesmo do ensino superior) é apenas a recordação da sua função como
instrumento de seleção.
É neste contexto que se torna importante a busca de alternativas didáticas. Uma
das fontes para procurar idéias sobre como melhorar a compreensão dos alunos é
estudar como é produzido o conhecimento matemático. Não existe muita informação
sobre este tópico. Hadamard, por exemplo, bem como Poincaré, Einstein, sublinham a
importância do raciocínio informal, do pensamento sem palavras, de jogar com diversas
idéias, etc.
Recomendações internacionais para o ensino da Matemática nesta faixa etária
apontam para a valorização didática dos aspectos informais, como modo de obter um
desempenho matemático formal num número significativo de alunos. Trata-se, em
última análise, de entender a Matemática como uma atividade essencialmente humana,
que incorpora, tal como todas as outras, a observação, a experimentação, a investigação
e a descoberta como bases para uma reflexão mais abstrata. Existem diversas
experiências no Brasil e no estrangeiro que permitem constatar alterações na qualidade
das aprendizagens quando é dada aos alunos a oportunidade de elaborarem visões
formais da Matemática a partir da experimentação de idéias matemáticas.
É importante realçar que este tipo de atividades não corresponde a uma visão
infantilizada da aprendizagem da Matemática. Trata-se antes do desenvolvimento de
estratégias que permitam uma melhor qualidade das aprendizagens, através da
incorporação de experiências matemáticas mais ricas. Processos como classificar,
conjecturar, induzir, analisar, sintetizar, abstrair, ou formalizar aparecem naturalmente
nos alunos mais dotados. No entanto, uma ênfase num ensino essencialmente expositivo
e formalizado impede a esmagadora maioria dos nossos estudantes de desenvolvê-los. O
recurso a abordagens laboratoriais é precisamente uma forma de conseguir uma
aprendizagem matemática significante.
Os laboratórios de Matemática constituem, pois, um meio privilegiado de
permitir explorações de conceitos matemáticos. Neste contexto, os computadores e,
mais recentemente, as calculadoras gráficas têm um papel fundamental a desempenhar
possibilitando a passagem de experiências gráficas e numéricas iniciais para construções
analíticas mais profundas, ou como ferramentas heurísticas, tal como o biólogo se serve
do microscópio. Se a ferramenta for focada em fenômenos interessantes e estiver
corretamente focada, pode apresentar uma perspectiva surpreendente, muitas vezes
visual, conduzindo assim a novas idéias e ao reconhecimento de relações até então
ignoradas. Embora no caso do investigador, estas idéias e relações poderem ser
originais, no caso do aluno elas constituirão fatos matemáticos bem conhecidos, mas, no
entanto, serão novas para esse aluno, ou para a turma. Não são só os computadores e as
calculadoras que podem ser utilizados como ferramentas matemáticas. Explorações com
modelos geométricos e jogos desempenham funções semelhantes.
O papel do professor é, aqui, fundamental e assume aspectos diversificados.
Deverá incentivar e valorizar as pequenas descobertas dos alunos. A experiência indica
que os alunos necessitam que o professor sistematize os elementos obtidos
experimentalmente, como por exemplo, chamando a atenção para regularidades. Cabe
especificamente ao professor escolher uma seqüência de ensino que torne os conceitos a
aprender mais facilmente compreensíveis, bem como intervir no sentido de chamar a
atenção para os aspectos mais abstratos, que não são diretamente observáveis apenas
através da experimentação.
JUSTIFICATIVA

O ensino de Matemática está presente, junto com o ensino da Língua


Materna, em todos os anos da educação fundamental, sendo apontado como fator
decisivo no desenvolvimento de competências e habilidades intelectuais necessárias
para a educação superior e para o exercício da cidadania. A Educação Matemática visa
dispor uma base matemática para todos os cidadãos, independentemente de sua aptidão
específica para as áreas ditas exatas.
Faz-se necessária uma nova formação por parte do professor de Matemática,
convidado não só a conhecer a fundo sua disciplina, mas também a saber dotar as aulas
de significado e acessibilidade para uma clientela heterogênea. É fundamental entrar em
contato com os recursos didáticos matemáticos e aprender a usar materiais, jogos e
softwares matemáticos.
O uso de materiais, jogos e softwares matemáticos está introduzindo novos
paradigmas na relação professor-aluno, e novas formas de encarar o conhecimento
matemático. Ao invés de limitar-se à sala de aula tradicional, em que o professor explica
a matéria no quadro e o aluno copia, agora é o aluno que pesquisa e desenvolve seus
conhecimentos em inter-relação com os colegas e com o próprio software, jogo ou
material.
O trabalho com Laboratórios de Ensino de Matemática tem ainda algo de
novo, em fase de assimilação por parte das instituições de ensino, sendo objeto de
estudo de pesquisadores.
Atualmente, diversas instituições de ensino no país e no exterior estão
desenvolvendo novas metodologias de ensino de Matemática. A tendência, seguindo as
mudanças sociais e culturais do mundo dos estudantes, é tornar a Matemática mais
divertida e interessante, trabalhando continuamente o significado dos temas ensinados,
sua aplicação prática e modos de abordagem ativa. O desenvolvimento da eletrônica,
dos jogos de computador, das tecnologias de transmissão de som e imagem, o acesso a
um novo mundo de informações pela Internet, transforma o papel do professor de fonte
de conhecimento para mediador do acesso ao conhecimento. Cabe a ele novas funções,
e a Matemática precisa ser ensinada de modo compatível com os novos modelos de
relação com o conhecimento.
Assim, o valor absoluto do conhecimento matemático precisa ser resgatado
em todo o seu potencial, sob pena de criarmos gerações de analfabetos matemáticos, a
despeito da disponibilidade de meios fantásticos de acesso ao conhecimento. Cabe ao
professor a capacidade de entender as novas inteligências e saber fazer o acesso à
Matemática menos anacrônico.
Assim, um projeto que pretenda contribuir, ainda que modestamente, para o
desenvolvimento do Laboratório de Ensino de Matemática, meio privilegiado de fazer
do ensino da Matemática atividade lúdica e significativa, vem ao encontro das
atualidades científicas e tecnológicas.
Assim, conclui-se que o projeto se justifica tanto pelo aspecto de
contextualização no desenvolvimento tecnológico atual, quanto pela sua abordagem
metodológica do ensino de ensino de Matemática através de jogos e uso de materiais.
OBJETIVOS

Este projeto tem por objetivo estudar e propor a montagem, uso didático e
funcionamento de um laboratório de ensino de matemática, nos três elementos
constitutivos: jogos, materiais e softwares. Implica em um levantamento do uso de
materiais e atividades na escola, no ensino fundamental.
Consiste em três etapas:
1. fazer um levantamento dos materiais disponíveis na escola, em termos de jogos
e atividades práticas e computadores;
2. reconhecer e definir os usos dos materiais e softwares do Laboratório de
Matemática;
3. dispor esses conhecimentos e atividades práticas para uso dos alunos no
laboratório de Matemática.
Equipamentos e Materiais Didáticos

Plano de construção Laboratório

Será difícil, de imediato, a escola disponibilizar mais do que uma sala para o
Laboratório de Matemática. Por isso deve ser considerada a possibilidade de instalação
de um Laboratório fixo - numa sala ampla onde seja possível criar um ambiente de
trabalho propício ao desenvolvimento da atividade matemática, mas onde também se
organizam um conjunto de outros materiais e equipamentos que se podem deslocar a
outras salas onde há aulas de Matemática. Serão sempre necessários materiais e
equipamentos, de fácil deslocação, que possam ser levados para outras salas - material
móvel.
A construção do Laboratório pode realizar-se em fases, tendo em conta a
realidade concreta da escola e os seus projetos. Relaciona-se a seguir:
1. Equipamentos recomendados para a instalação de um Laboratório de Matemática;
2. Seleção de equipamentos considerados prioritários para instalação do Laboratório
fixo;
3. Conjunto de equipamentos móveis que podem constituir a 1ª fase de aquisição;
4. Listagem exemplificativa de livros, vídeos, etc., que devem fazer parte do
Laboratório.
5. Material de consumo.

1. Equipamento recomendado para a instalação de um Laboratório de Matemática

Equipamento tecnológico:

- Laboratório de informática com 20 computadores, data show, impressoras e acesso à


internet;
- 1 retroprojetor;
- 1 projetor de vídeo.

Programas de computador:

- programas dinâmicos de geometria - Cabri II, Geometer Sketchpad, Cinderella;


- programas de modelação – Modellus;
- programas de gráficos de funções - Graphic Calculus, Coypu, Graphmatica, NuCalc
ou outros;
- programas de manipulação simbólica - Derive ou equivalente;
- Ferramentas matemáticas polivalentes - Mathematica, Maple, ou equivalente;
- Folha de cálculo - Excel ou outra.

Material didático para geometria:

- sólidos de diversos materiais incluindo os que possibilitam a introdução de líquidos


para estudo de cortes;
- referenciais tridimensionais;
- cone com cortes para o estudo das cônicas;
- formas geométricas de encaixar que permitem a construção de sólidos, tipo material
Polydron;
- esferas de encaixe e barras de plástico de diversos tamanhos para construções que
permitem investigações no plano e no espaço, tipo Zoometol (Asco);
- compassos, réguas, transferidores;
- pentaminós;
- materiais para o estudo de pavimentações.

Outros materiais didáticos:

- materiais para o estudo das probabilidades nomeadamente dados de diversos tipos


(cubos, tetraedros, icosaedros, etc.);
- jogos didáticos diversos;
- material organizado com informação, atividades ou mesmo materiais construídos pelos
professores para utilização no Laboratório ou para serem deslocados para as salas de
aula;
- livros, revistas, vídeos e slides.

Mobiliário:

- quadro branco;
- mesas e cadeiras para um turno (20 alunos no máximo);
- 3 armários grandes com partes fechadas e outras abertas.

2. Equipamento considerado prioritário para instalação do Laboratório fixo

Programas de computador:
- programas dinâmicos de geometria - Cabri II ou Geometer Sketchpad ;
- programas de modelação – Modellus;
- Folha de cálculo - Excel ou outra.

Material didático para geometria:


- sólidos de diversos materiais incluindo os que possibilitam a introdução de líquidos
para estudo de cortes (acrílico ou vidro);
- referenciais tridimensionais;
- cone com cortes para o estudo das cônicas;
- formas geométricas de encaixar que permitem a construção de sólidos, tipo material
Polydron;
- esferas de encaixe e barras de plástico de diversos tamanhos para construções que
permitem investigações no plano e no espaço, tipo Zoometol (Asco);
- compassos, réguas, esquadros, transferidores.

3. Equipamento móvel

Equipamento tecnológico:

- 1 computador portátil
- 1 data show para projeção.

Material para geometria e jogos:

- sólidos de diversos materiais incluindo os que possibilitam a introdução de líquidos


para estudo de cortes;
- referenciais tridimensionais;
- cone com cortes para o estudo das cônicas;
- formas geométricas de encaixar que permitem a construção de sólidos, tipo material
Polydron;
- esferas de encaixe e barras de plástico de diversos tamanhos para construções que
permitem investigações no plano e no espaço, tipo Zoometol (Asco);
- pentaminós;
- geoplanos;
- tangrans;
- material dourado;
- fichas para estudo de frações e nos inteiros;
- ábacos, horizontais e verticais;
- blocos lógicos;
- Mancalas;
- Resta um;
- Torre de Hanói;
- Xadrez / Damas / Trilha;
- Pega Varetas;
- Banco imobiliário;
- Batalha Naval;
- outros materiais organizados pelos professores.

4. Livros, revistas, vídeos e slides.

O Laboratório de Matemática deve dispor de um conjunto significativo de


livros, revistas e textos que possam ser consultados e/ou utilizados pelos alunos e
professores. Tais como:
Série Investigação Matemática – 12 volumes – Ed Scipione;
Série Vivendo Matemática – 13 volumes – Ed Scipione;
Série Para que serve a Matemática – 09 volumes – Ed Atual;
Série A descoberta da Matemática – 14 volumes – Ed Ática;
Aritmetruques – Edward H. Julius – Ed Papirus;
O Homem que calculava – Malba Taham;
Matemática divertida e curiosa – Malba Taham; entre outros.
Deverão ser formados grupos de Matemática para identificar as
necessidades e recomendações de outros títulos.

5. Material de consumo.

O Laboratório de Matemática deve dispor de materiais de consumo para uso


na confecção de atividades e jogos, bem como no desenvolvimento das atividades com
os alunos. São eles:
• Cola;
• Tesouras;
• Papel cartão de cores variadas;
• Papel fantasia;
• Folhas com malhas diversas, inclusive a quadriculada;
• Palitos de picolé coloridos;
• Compassos, réguas, esquadros, transferidores;
• Liguinhas;
• Dinheiro em miniatura;
• EVA;
• Lápis;
• Lápis de cor;
• Giz de cera;
• Canetinhas;
• Barbante;
• Tinta;
• Papel Panamá;
• Papel para dobradura;
• Calculadoras;
• Pincéis;
• Estiletes;
• Dados;
• Demais materiais que se tornarem necessários durante o ano letivo.