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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TÉCNICA DE SEGUROS

Pólo de Évora

Curso de Especialização Tecnológica Banca e Seguros – Nível IV


2008

Disciplina de Informática de Gestão

Bases de dados
MS Acces
Sumário

I. Aspectos genéricos relacionados com bases de dados


1. Conceitos gerais de Bases de Dados
2. Conceitos de tabelas, registos e campo
3. Modelos de Dados
4. Fases de criação de uma BD
5. Regras de criação da estrutura da BS
6. Exemplo de criação de uma BD

II. Utilização de um Sistema de Gestão de Bases de Dados


– Microsoft Access 2003

1. Conhecer o Microsoft Access 2003


2. Tabelas
3. Consultas
4. Formulários
5. Relatórios 20h

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I.
Aspectos genéricos relacionados com bases de dados

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1.1. Conceito de Bases de dados e SGBD

Base de Dados (BD) conjunto de dados relacionados entre si.


Isto é, é uma colecção de informações relacionada com um
determinado tema ou propósito.

Sistema de Gestão de Bases de Dados (SGBD) consiste numa


colecção de dados e num programa que possibilita a criação,
acesso e manipulação das bases de dados.
Os sistemas de BD são desenhados para gerir grandes
quantidades de dados.

Operações típicas com um SGBD:


- Criação e alteração da estrutura da BD
- Consulta da informação
- Alteração da informação
- Obter relatórios
- Informações estatísticas
- Gráficos 4
1.2. Conceitos de Tabela, Campo, Registo e Relação

As BD são constituídas por tabelas, que correspondem a um conjunto


de registos (linhas) organizados por campos (colunas).

Por exemplo: Pretendemos guardar dados relativos a carros

Campos
Tabela

Marca Modelo Cilindrada N.º de Portas Combustível

Registos
Fiat Uno 1.1 5 Gasolina
Opel Corsa 1.4 3 Gasóleo

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Tabela: é utilizada para guardar informação relativa a um assunto
específico (carros, pessoas, países, livros, etc.)
» Cada tabela só deve guardar a informação para a qual foi criada.

Campo: corresponde às colunas da tabela e é onde ficam guardados


os vários tipos de dados (categorias).
» O tipo de campo deve corresponder ao tipo de dados que
pretendemos guardar: se o campo é uma data de nascimento,
sabemos que vamos colocar o tipo data; se é o n.º de portas: basta
um n.º inteiro, já a matrícula tem de ser texto…

Registo: são as linhas da tabela e são um conjunto de campos


relacionados

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- Porque é que não podemos guardar todos os campos numa
única tabela (monotabela)?

Vejamos o nosso exemplo acima, a ser utilizado por exemplo numa


companhia de seguros, em que além destas informações genéricas
sobre o carro era também necessário guardar a matrícula, bem
como o tipo de seguro e o condutor:

Marca Modelo Cilindrada N.º de Combustível Matrícula Condutor Apólice


Portas habitual
Fiat Uno 1.1 5 Gasolina 67-45-UA José 12345
Opel Astra 1.4 3 Gasóleo 88-TG-78 Maria 45687
Opel Astra 1.4 3 Gasóleo SD-67-89 Manuel 345753
Opel Astra 1.4 3 Gasóleo 67-34-OL António 233546
Fiat Uno 1.1 5 Gasolina PC—56-78 Sofia 34574
Opel Astra 1.4 3 Gasóleo QA-34-76 Paulo 3435353
Opel Astra 1.4 3 Gasóleo 89-YU-76 José 1256745
Fiat Uno 1.1 5 Gasolina 33TB-57 Pedro 343456
Opel Astra 1.4 3 Gasóleo 23-SV-90 Ana 45454543
Opel Astra 1.4 3 Gasóleo 34-78-UT Cristina 3454566

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A grande desvantagem é a redundância (repetição desnecessária de
informação)
A solução adequada nesta situação era utilizarmos 3 tabelas:
- uma onde registaríamos os dados dos carros
- uma para os clientes
- uma para apólices

Marca Modelo Cilindrada N.º de Combustível Cliente Carro Matrícula Apólice Ciente
Portas

Fiat Uno 1.1 5 Gasolina José Fiat 67-45-UA 12345 José


Opel Astra 1.4 3 Gasóleo Manuel Opel SD-67-89 345753 Manuel

A tabela apólice reflecte a relação entre as 2 outras entidades

Relação: é uma associação que se pode estabelecer entre campos


comuns (colunas) de duas tabelas
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1.3. Modelos de Dados

O primeiro problema:
- como representar uma situação do mundo real?

Por ex uma Oficina de Automóveis

BD

Actualmente, o principal desafio na criação de uma BD é a adequada


representação num sistema informático de elementos de uma
situação real.

Por trás da estrutura de uma base de dados, está o seu modelo de


dados: um conjunto de ferramentas conceptuais para descrever os
dados, as suas relações, restrições de consistência, etc. Existem
vários grupos de modelos de dados. Iremos analisar dois…
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A) O Modelo Entidade – Relação (E-R):
Modelo baseado numa percepção do mundo real que consiste numa
colecção de objectos, chamados de entidades, e um conjunto de
relações entre esses objectos.

Uma entidade é um “objecto” ou um “acontecimento” no mundo real


que é possível identificar (por exemplo, cada pessoa é uma entidade, e uma
conta de banco pode também ser considerada entidade).
As entidades são descritas na BD através de um conjunto de atributos
atributos.
Por exemplo, o atributo n_conta e saldo descrevem uma conta particular num banco. Um
ou mais desses atributos devem representar de forma unívoca uma instância dessa
entidade.
Uma relação é uma associação entre as várias entidades. Por exemplo a
relação titular relaciona o cliente com cada conta que este possui.

Além das entidades e relações, o modelo E-R representa ainda certas


restrições: a cardinalidade
cardinalidade.

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Assim, a estrutura lógica de uma BD pode ser expressa graficamente
por um diagrama E-R, que é construído através dos seguintes
componentes:

Entidades Atributos Relações entre as entidades Ligações

bi endereço
nome_cliente n_conta

CLIENTE titular CONTA

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B) Modelo Relacional:
É o modelo de dados mais difundido e utilizado.
Usa um conjunto de tabelas para representar os objectos, bem
como a relação entre eles. Cada tabela tem várias colunas, e cada
coluna tem um único nome.

Usa-se a mesma terminologia do modelo E-R

Ex.: Simples BD relacional composta por duas tabelas: uma


apresenta os clientes, e a outra representa as contas bancárias que
pertencem a esses clientes

Nome_cliente Bi endereco n_conta N_conta Saldo_actual

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As principais características do modelo relacional são:
- os dados são estruturados em tabelas de dupla entrada (as colunas
definem os campo, e as linhas definem os registos)
- cada tabela deve ser normalizada (depurada de redundâncias) e
atomizada (reduzida aos elementos mais simples)
- devem ser estabelecidas relações entre as diversas tabelas de
maneira a poder traduzir o modo como a informação está
relacionada na realidade
- as relações devem ser estabelecidas através de chaves (campos
comuns que reúnem certas características )

Isto é, uma Base de dados relacional é um sistema de organização


da informação em que esta se agrupa em tabelas de dupla entrada
e em que é possível estabelecer relacionamentos entre duas ou
mais dessas tabelas através de índices (ou campos comuns).

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1.4. Fases da criação de uma base de dados

O segredo para armazenar e recuperar dados de forma eficiente está no processo


de planeamento.

Descrever as entidades e os atributos


» esboçar as tabelas
» desenhar diagramas das relações
» criar a BD no SGBD

Elaborar uma BD envolve as seguintes fases principais:


1. Descrição da área de aplicação
Em primeiro lugar: o que é que a BD deve fazer?
Descrever (em papel), as características da realidade onde se quer aplicar a BD.
Devem-se identificar:
- As entidades
- As relações entre essas entidades

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2. Identificação dos dados a serem tratados
Definir as várias entidades mediante os seus atributos relevantes (tendo
em conta o que queremos analisar). Nesta fase deve-se elaborar um
dicionário de dados onde se deve registar, para cada categoria de dados:
- nome
- descrição sumária do que representam
- tipo (ex.: string, int, real)
- critérios de validação ou restrições quanto aos valores aceitáveis
3. Determinação das relações entre os dados
Começa-se por definir as tabelas de dados segundo determinadas regras,
para depois se estabelecerem os relacionamentos próprios e necessários
4. Estabelecimento dos procedimentos de integridade, validação,
salvaguarda e recuperação dos dados
- definir critérios de validação na entrada dos dados, de forma a impedir o
aparecimento de dados incoerentes
- definir níveis de permissão de acesso, (alguns dados podem não poder
ser consultados por todos os users)
- políticas de backup
5. Utilização de um SGBD
Cumpridos estes passos, está-se então em condições de se começar a
criar a BD, recorrendo a um programa apropriado para isso
1.6. Exemplo de criação de uma BD

Companhia de Seguros (Ramo Automóvel):

- Uma companhia de seguros tem um conjunto de clientes, cada um com um


certo número de veículos

- Cada veículo tem um único proprietário

- Um cliente pode ter várias apólices, mas cada apólice é apenas para um
carro

- Uma apólice deve estar associada à agência onde foi criada

- Uma apólice deve manter o registo de acidentes em que esteve envolvido

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Definição das Entidades e Atributos da BD da Companhia de Seguros

CLIENTE (cod, nome, bi, nif, data_nasc, sexo, telefone,n_carta, data_carta,


morada)

VEICULO (cod, marca, modelo, cilindrada, versão, categoria, n_lugares, cor)

CLIENTE_VEICULO (cod_cliente,cod_veiculo, matricula, data_matricula)

APOLICE (numero, cliente_veiculo, cod_agencia, ramo, data_inicio,


fraccionamento, valor)

AGENCIA (cod, localidade, local)

SINISTRO (cod, n_apolice, tipo, local, data)


II.
Utilização de um Sistema de Gestão de Bases de Dados

Microsoft Access 2003

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