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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE


CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

LEONARDO DE ARRUDA DELGADO

INTRODUÇÃO À AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA

São Luis
2004
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 2
Leonardo de Arruda Delgado

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 4
2 APTIDÃO: SIGNIFICADOS E APLICAÇÕES................................................... 6
3 CONCEITOS BÁSICOS ................................................................................. 13
3.1 Testes ..................................................................................................... 13
3.2 Protocolos ............................................................................................... 14
3.3 Medidas .................................................................................................. 14
3.4 Análise .................................................................................................... 16
3.5 Avaliação ................................................................................................ 16
4 TIPOS DE AVALIAÇÕES............................................................................... 18
4.1 Avaliação diagnóstica ............................................................................. 18
4.2 Avaliação formativa................................................................................. 18
4.3 Avaliação somativa ................................................................................. 19
5 PRINCÍPIOS DAS MEDIDAS E AVALIAÇÕES.............................................. 20
6 TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO ......................................... 23
6.1 Técnicas de avaliação............................................................................. 23
6.1.1 Observação...................................................................................... 23
6.1.1.1 Anedotário ................................................................................ 24
6.1.1.2 Lista de checagem.................................................................... 25
6.1.1.3 Escala de classificação............................................................. 26
6.1.2 Inquirição ......................................................................................... 26
6.1.2.1 Questionário ............................................................................. 27
6.1.2.2 Entrevista.................................................................................. 28
6.1.2.3 Sociograma............................................................................... 28
6.1.3 Testagem ......................................................................................... 29
7 PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO DA AVALIAÇÃO ............................. 30
7.1 Fase de preparação ................................................................................ 31
7.1.1 Avaliar o que? .................................................................................. 31
7.1.2 Avaliar quem? .................................................................................. 33
7.1.3 Avaliar com o que? .......................................................................... 35
7.1.4 Para que avaliar? (objetivos) ........................................................... 37
7.1.5 Quando e onde avaliar?................................................................... 39
7.1.6 Como avaliar?.................................................................................. 41
7.1.6.1 Critérios para a seleção dos testes........................................... 41
7.1.6.2 Conhecimento do teste ............................................................. 42
7.1.6.3 Precisão das medidas .............................................................. 42
7.1.6.4 Preparação das fichas de registro ............................................ 44
7.2 Fase de aplicação dos testes.................................................................. 44
7.2.1 Estruturação da avaliação funcional ................................................ 45
7.2.1.1 Avaliação médica...................................................................... 46
7.2.1.1.1. Exame médico ......................................................................... 46
7.2.1.1.2. Exames complementares......................................................... 47
7.2.2 Avaliação da aptidão física .............................................................. 48
7.3 Fase de análise....................................................................................... 49
8 AVALIAÇÃO DO RISCO CORONARIANO .................................................... 50
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8.1 Fatores de risco ...................................................................................... 52


8.2 Fatores influenciáveis primários.............................................................. 54
8.2.1 Tabagismo ....................................................................................... 54
8.2.2 Hiperlipidemia .................................................................................. 56
8.2.2.1 Níveis de colesterol total........................................................... 56
8.2.2.2 Níveis de HDL........................................................................... 57
8.2.2.3 Níveis de LDL e triglicérides ..................................................... 58
8.2.3 Pressão arterial................................................................................ 58
8.2.4 Inatividade física .............................................................................. 62
8.2.5 Baixo condicionamento cardiorrespiratório ...................................... 63
8.2.6 Diabetes........................................................................................... 65
8.3 Fatores de risco influenciáveis secundários............................................ 67
8.3.1 Obesidade ....................................................................................... 67
8.3.2 Colesterol de baixíssima densidade (VLDL- Very LDL) ................... 70
8.3.3 Tensão e estresse ........................................................................... 71
8.4 Fatores não-influenciáveis ...................................................................... 71
8.4.1 Hereditariedade ............................................................................... 71
8.4.2 Idade................................................................................................ 72
8.4.3 Sexo................................................................................................. 72
8.4.4 Personalidade de risco .................................................................... 73
8.4.5 Raça ................................................................................................ 74
9 ANAMNESES................................................................................................. 76
9.1.1 Estimativa do risco cardíaco ............................................................ 78
9.1.2 Estimativa do nível de aptidão física................................................ 82
Anexo I: Questionário de Estresse ........................................................................ 83
Anexo II: Índice de Risco Cardíaco (RISKO)......................................................... 84
Anexo III: Avaliação dos Fatores de Risco Coronariano ....................................... 85
Anexo IV: Questionário PAR-Q ............................................................................. 86
Anexo V: Questionário Sobre o Estado de Saúde(QES)....................................... 87
Anexo VI: Avaliação do Nível de Atividade Física ................................................. 89
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................... 90
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INTRODUÇÃO A AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA

1 INTRODUÇÃO

O objetivo do presente trabalho é discutir como um programa de

medidas e avaliação pode assumir um papel de capital importância no processo

de ensino aprendizagem, como e quando empregar técnicas e instrumentos para

medir e avaliar determinadas características ou habilidades com precisão,

resultando em um processo calcado em bases científicas, dando, desta forma,

origem a um trabalho mais credível.

Com o aumento de informação sobre atividade física, cada vez mais

pessoas descobrem que o exercício é um meio saudável, para ajudar a evitar

doenças hipocinéticas (coronarianas, hipertensão arterial, diabetes, osteoporose e

etc), se obter o máximo das capacidades mentais e se sentir bem, energético,

alegre e etc.

A Avaliação da Aptidão Física vem sendo amplamente estudada, tanto

para fornecer informações e/ou classificações e, como forma de desenvolver uma

melhor análise dos efeitos de treinamento com particular atenção ao crescimento

e desenvolvimento do ser humano através da determinação dos índices de

Aptidão Física Geral. Com a nossa pesquisa aplicada à avaliação da aptidão

física, procuramos selecionar dentre os inúmeros protocolos, testes e medidas,


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 5
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aqueles que pelas suas características tivessem uma maior adequação às

condições de trabalho dos profissionais de educação física.

Para uma boa avaliação física temos de analisar muitas variáveis:

antropométricas; composição corporal; análise postural; avaliações metabólicas e

neuromusculares; avaliações nutricionais, psicológica e social. Estas duas últimas

são essenciais para que um programa de treinamento tenha pleno sucesso,

porque nos dão acesso aos hábitos e à personalidade da pessoa.

Uma avaliação bem feita é aquela em que utiliza critérios e protocolos

bem selecionados, fornecendo dados quantitativos e qualitativos que indique,

através de análises e comparações, a real situação em que se encontra o

avaliado. Em meio a tanto conhecimento técnico-científico, não se pode mais

permitir a utilização do protocolo do "achismo", ainda empregado por alguns

profissionais em suas avaliações. Só é possível fazer um programa de exercícios

com qualidade e segurança com uma avaliação física em que se utilize

metodologia, protocolos e critérios de avaliação adequados.

Além disso, as avaliações devem ser periódicas e sucessivas,

permitindo uma comparação para que possamos acompanhar o progresso do

avaliado com precisão, sabendo se houve evolução positiva ou negativa. Dessa

forma, é possível reciclar o programa de treinamento e estabelecer novas metas.


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2 APTIDÃO: SIGNIFICADOS E APLICAÇÕES

De acordo com FERNANDES FILHO (2003, p.231) desde o surgimento

dos conceitos de habilidade motora e de aptidão, nos anos 20, ênfases diversas

vêm sendo dadas ao assunto, conforme a visão de homem, de aptidão e do

próprio sentido que a educação física e o movimento vêm tendo ao longo dos

anos.

Na década de 40, a aptidão foi inicialmente qualificada como física, e

significativa tão somente à capacidade de se realizar esforços com um mínimo de

gasto de energia e de fadiga.

Nesta linha, a aptidão foi e é usada, tendo como meta a afirmação

política de nações e a supremacia de raças e ideologias, seja na área militar, seja

na esportiva.

Na área militar os testes de aptidão, sobretudo os cardiovasculares,

desenvolveram-se a partir da necessidade dos combatentes da Segunda Guerra

Mundial (1939-1945), onde os soldados deveriam estar preparados o combate e

na utilização da performance nos esportes de alto rendimento, como fator de

afirmação política das nações e visão de homem como ser dual: corpo e mente,

devendo as performances máximas, absolutas, deriva sobretudo de um

treinamento, com técnicas e táticas que lhes são impostam para um melhor
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rendimento; é máquina de resultados, engrenagem substituível no mecanismo do

triunfo esportivo nacional.

Nos anos do pós 2a Guerra Mundial, sobretudo a partir da segunda

metade dos anos 50, a ênfase na aptidão física voltada para a saúde, numa

dimensão profilática de patologias classificadas como hipocinéticas, ganhou

incremento nos países do primeiro mundo, por questões meramente econômicas:

a hipocinesia, gerada pelos avanços da tecnologia e da maquinaria, gerou

prejuízos às nações desenvolvidas, que precisaram ser prevenidos e superados

pela atividade. Enfatizaram-se a aptidão física, mesmo entre não atletas, surgindo

diferentes movimentos em todo o mundo, que conduziriam a esta direção.

Entrou em jogo um novo fator: a busca da aptidão qualificada, física ou

fisiológica, e que ganhou terreno entre nós a partir de 1968 quando COOPER

publicou o livro “Aeróbics”, traduzido para o português com o título “Aptidão Física

em Qualquer Idade”, onde ele desafia as pessoas a tomarem conta de seus estilos

de vida para combater as doenças coronarianas, a obesidade e os estresses da

vida moderna.

Após a Copa do Mundo do México, em 1970, coincidindo com a

publicação por COOPER do livro “Capacidade Aeróbica” que deu origem a

impulso inicial ao movimento de aptidão física que se alastrou pelo mundo e a

difusão da palavra aeróbica, representada pela corrida de longa distância, que


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geram marcações dos percursos em praias e parques, sobretudo nos grandes

centros.

Correr havia virado panacéia: era bom para tudo. Todos corriam mesmo

quem não podia, por contra-indicação médica, resultando deste hábito, em abusos

e mortes desnecessárias. A indispensável avaliação médica era esquecida em

troca de uma pretensa aptidão. Corriam o sedentário, o atleta e o doente. Era a

época do “mexa-se“, do “esporte para todos”, dos circuitos, das corridas de longa

distância e etc., explorados pelo regime político então vigente. A avaliação

concentrou-se no VO2Max, que passou a ser considerado índice mágico. Quanto

maior melhor, e para melhorá-lo, valia tudo em matéria de esforço, aeróbico e

anaeróbico.

Era a época do boom das Escolas de Educação Física, do crescimento

das academias, da ênfase, nas equipes, da figura do chamado “Preparador Físico

ou Instrutor de Condicionamento Físico”, que surgiu na seleção Brasileira de

Futebol em 1968, na Copa da Suécia, mas que, nos anos 70, foi assumida por

todas as equipes de futebol, e mesmo de outros esportes. O mercado de trabalho

do profissional de educação física atingiu até as clínicas, onde se fazia a

recuperação e a prevenção dos coronariopatas.

Em 1968, a então “Associação Americana para Saúde, Educação Física

e Recreação” (AAHPER), citada por BARROW E McGEE (1971,p.131) apud

FERNANDES FILHO (op. cit.,p.234), definiu a aptidão como total, afirmando que
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Leonardo de Arruda Delgado

“é a aptidão implica a habilidade de cada pessoa viver efetivamente em seu

ambiente” e esclarece: “Aptidão implica a habilidade de cada pessoa viver mais

efetivamente com o seu potencial”. Usava-se o conceito da totalidade do homem

que tinha, por sua vez, e em decorrência, uma aptidão também total.

COOPER publicaria ainda o livro “Saúde Total” em 1979,

acrescentando mais conhecimentos sobre a revolução da aptidão física. Ainda na

década de 70, aproveitando a popularização da atividade aeróbica, Jacki

Sorensen, numa tentativa de popularizar a dança, criou a Dança Aeróbica e foi

seguida por Jane Fonda, Phyllis Jacobson, Richard Simon com outros programas

de condicionamento físico.

No Brasil, esse movimento chegou no início da década de 80, com o

nome de “Ginástica Aeróbica”, e sua prática aumentou de maneira jamais vista em

qualquer atividade física. Centenas de academias foram abertas, e sua prática

atingiu principalmente a população jovem. Aparelhos de ginástica, antes restritos

aos clubes, passaram a ser produzido em séries, podendo ser comprados e

levados para casa. O agasalho de ginástica e o tênis, antes restritos aos atletas,

passaram a fazer parte da moda, subitamente se tornaram coisas de prestígio.

Como observamos em BARBANTI (1990, p. 5-14), na década de 80 os

conceitos de aptidão estão todos relacionados a questão física, no entanto,

iniciava-se um movimento de compreensão de homem como ser “uno”.


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Na década de 90, de acordo com FERNANDES FILHO (op.cit., p.235) o

movimento humano passa então a ser cada vez mais valorizado, de modo

pessoal, dele resultando as adaptações estruturais, mas também emocionais,

intelectuais e sociais, fatores de construção do “eu”. O mundo é encarado como o

ambiente que me cerca, e no qual vive o meu “eu”, em convívio com outros “eus”.

Gera-se, no mundo, uma cultura que a tudo influencia inclusive o próprio

movimento em suas diferentes expressões pessoais e sociais. Não há mais

espaços para limitações ou fracionamentos do homem apto.

BOUCHARD (1990), na linha da aptidão relacionada á saúde, nos

mostrou onde o bem-estar também se faz presente. Progressivamente, dá-se

importância a ludicidade, ao prazer, em substituição à exaustão, ao sofrimento. A

atividade física não existe para trazer sofrimento, mas para ser prazerosa e

fortalecer a saúde; a “aptidão para a saúde” dos canadenses (SHEPHARD,

BOUCHARD e outros) está intimamente ligada ao “bem estar”.

A Organização Mundial de saúde define “saúde” como ”estado de

completo bem estar bio-psico-social” (multidimensional, portanto). Saúde não é

higidez-ausência de doença, mas ultrapassa este conceito. O simples “prevenir

doenças”, como se posicionou durante algum tempo ser um objeto da atividade

física, fica aquém do estado de saúde. O movimento humano, hoje, é meio para

se atingir saúde e bem-estar, combatendo os efeitos do estresse da vida moderna

e suas repercussões patológicas no organismo, gerando o prazer de viver. É

recurso profilático e que deve ser bem usado.


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Talvez seja no ambiente educacional, não só no esportivo, sejam eles

recreativos ou profissionais, lúdicos ou competitivos, mas inclusive na educação

para a vida, na escolaridade, na educação, quando ela se fizer necessária, que os

reflexos da aptidão total sejam sentidos. O ser apto é o sujeito de sua existência

de si mesmo, em pleno gozo de sua liberdade responsável. Ora, educação é

“posicionamento diante da vida em que se está buscando o essencial em todas as

situações, de modo a que pela real capacidade de opção possa o sujeito

autodeterminar-se” como disse WEINECK (1994, p.54). Este conceito difere dos

modernos conceitos de aptidão? WEINECK (op.cit) disse mais: que a educação só

é justificável “como meio de levar o ser humano a melhor realizar-se como tal”. É

assim que o homem torna-se capaz de construir sua vida através do seu próprio

escalonamento de valores.

Aptidão, bem-estar, saúde e educação não são “coisas” que se tem;

são “valores” que se vive, através de uma vida ativa, em seus múltiplos aspectos,

inclusive e a partir do motor. Sem a aptidão não existe mudança consciente do

sócio-econômico-cultural, pois o intelecto da pessoa não se modifica e os

problemas externos são assimilados passivamente por ela.

Ser apto é lutar pela qualidade de vida; melhorar as condições pessoais

e sociais; encontrar seu lugar na sociedade para o trabalho e qualidade de vida;

prevenir-se é lutar contra a doença hipocinética, mas é, acima de tudo, manter a

saúde, em seu contexto multifatorial; é gerar seres que ainda que portadores de
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limitações (os que nós rotulamos como deficientes, em seus diversos tipos e

graus, fatores que, de algum modo, todos temos) sejam pessoas aptas, e

socialmente ativas no mundo do trabalho, combatendo-se a verdadeira deficiência

e a exclusão, sobretudo a social.

Quando se pensa e se acompanha a aquisição e a manutenção da

aptidão, com este enfoque atual, mais do que nunca se abre espaço e se encontra

valor para sua avaliação.

Se nos enfoques antigos, quando importava a performance, a aptidão

dita física, a avaliação já era importante para que o treinamento não se

transformasse em fator agressivo, com os aspectos hoje entendidos, quando ser

apto é, em última análise, ter boa qualidade de vida, avaliar para melhorar com

segurança, para manter ou mesmo para readquirir a aptidão, quando se perde por

doença ou outra causa, a avaliação e o acompanhamento adequado do processo

de sua recuperação tornam-se elementos fundamentais.

É nesse sentido, do movimento dosado com cuidado, como quem dosa

uma medicação, em seus múltiplos enfoques, que deve ser entendida hoje a

avaliação nas ciências do movimento, em seus contextos educacionais, neles

entendida a atividade física em seus múltiplos aspectos, a reeducação motora e a

saúde.
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3 CONCEITOS BÁSICOS

Definiremos a seguir alguns dos conceitos básicos, relacionados à

avaliação da aptidão física.

3.1 Testes

MARINS (1998, 19) define teste como: “...instrumento, procedimento ou

técnica usada para se obter uma informação”. Já CARNAVAL (1997, 11) diz que é

“...uma pergunta ou um trabalho específico utilizado para aferir um conhecimento

ou habilidade da pessoa que se mede...”.

Segundo o dicionário AURÉLIO, “teste é o conjunto de provas que se

aplicam a indivíduos para se apreciar o seu desenvolvimento mental, aptidão e

outras, provas que se executam para aferir a eficiência ou os outros efeitos de

determinadas substâncias”.

Um teste pode ser considerado como tentativa para determinar o grau

de certas qualidades ou condições que formam a base para a tomada de

decisões. Na realidade, na nossa vida diária nós estamos constantemente

testando ou coletando informações.


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FERNANDES (op.cit, p.25) complementa as definições a levar em conta

o fato que, para que haja um teste, há necessidade do questionamento. Qual é o

peso? Quanto tempo leva? Quantas são as repetições? Sem questionamento não

há o teste que é um instrumento, uma ferramenta, e implica em uma resposta

pessoal de quem esta sendo analisado ou avaliado.

3.2 Protocolos

Um protocolo, qualquer que seja, descreve uma rotina operacional a ser

cumprida e traz explicitamente uma questão, uma indagação básica. Quando se

descreve um protocolo de uma verificação ergométrica, quando se transmite a

técnica de HEATH-CARTER para determinar o somatotipo, e outro similar, atribui-

se erradamente a denominação de teste à descrição, esquecendo que ela sempre

termina em um questionamento. FERNANDES (op.cit, p.25).

3.3 Medidas

“...É o processo utilizado para coletar as informações obtidas pelo teste,


atribuindo um valor numérico aos resultados...” (MARINS, op cit). “É uma
técnica que fornece, através de processos precisos e objetivos, dados
quantitativos que exprimem, em bases numéricas, as qualidades que se
deseja medir. Ela proporciona dados crus”. CARNAVAL (op cit, p.12).

Medir significa determinar a quantidade, a extensão ou grau de alguma

coisa, tendo como base um sistema de unidades convencionais. O resultado de

uma medida se refere sempre ao aspecto quantitativo do fenômeno a ser descrito.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 15
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FARINATTI & MONTEIRO (2000, p193) diz que quanto maior a

precisão da medida, maior será a segurança para sua aplicação. Daí a

necessidade de treinamento prévio do investigador no sentido de dominar bem a

sua técnica. Além disso, a padronização influencia diretamente nos resultados

obtidos, e medidas que não se apresentem de forma clara, não devem ser

utilizadas.

FERNANDES (op.cit., p.25) lembra que, há contudo, situações em que

a resposta não se pode ser plenamente quantificada e qualificada, mas julgada, a

partir de alguns parâmetros e categorias. Como quantificar motivação, atenção,

liderança, conceitos estéticos, emocionais, comportamentais, e outros elementos

deste tipo a resposta pode, contudo ser qualificada de forma gradativa: muito,

mediana, regular, pouco ou insuficiente, a partir de um dado de referência.

Sobre essa afirmação MATHEWS (1980), apud FARINATTI &

MONTEIRO (op. cit), enfatiza que medidas objetivas como força e velocidade são

simples e diretas, frequentemente produzindo resultados de mais confiança do

que aquelas que envolvem personalidade, inteligência e atitudes.

Finalizando este conceito gostaríamos de utilizar a reflexão de

FARINATTI & MONTEIRO (op. cit), ao ressaltar que para perfeita aplicação da

medida, deve-se conhecer a resposta para três questões básicas que são

apresentadas a seguir:
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 16
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- O que medir?

- Por que medir?

- Como medir?

Somente a partir destes conhecimentos poderemos delimitar com

clareza a atuação e limitação das diversas formas de medida.

3.4 Análise

São técnicas que permite visualizar a realidade do trabalho que se

desenvolve, criando condições para que se entenda o grupo e situe-se um

indivíduo dentro deste grupo.

São exemplos de analises comparações entre as medidas de um

indivíduo com as medidas padrões e as medidas relativas dele com ele mesmo e

ocasiões diferentes.

3.5 Avaliação

“É um processo pelo qual, utilizamos as medidas, se pode


subjetivamente e objetivamente, exprimir critérios. A avaliação julga o
quanto foi eficiente o sistema de trabalho com um indivíduo ou com um
grupo de indivíduos.”
(CARNAVAL, op.cit)

“Determina a importância ou valor da informação coletada. Deve refletir a


filosofia, as metas e os objetivos do profissional, faz comparações com
algum padrão.”
(MARINS, op.cit)
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 17
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De modo geral, podemos dizer que avaliação é julgar ou fazer a

apreciação de alguém ou alguma coisa, tendo como base uma escala de valores.

Assim sendo, avaliar consiste na coleta de dados quantitativos e qualitativos e na

interpretação desses resultados com base em critérios previamente definidos,

fornecendo subsídios capazes de favorecer o desenvolvimento e a aplicação de

conhecimentos.

Para FARINATTI & MONTEIRO (op. cit, p.194) a avaliação abrange um

aspecto qualitativo, podendo tomar dimensões de grande ou pequena

complexidade em função de:

- Objetivos propostos;

- Condições de trabalho;

- Seleção dos procedimentos.

O investigador experiente deve avaliar um dado sob diversos prismas e

tentar detectar qual o caminho mais aconselhado a ser colocado em prática.

Podemos exemplificar uma avaliação quando dizemos a nota da prova

é regular em consideração a média das notas dos alunos de uma determinada

classe, ou que o percurso realizado pelo aluno, de acordo com o seu sexo e faixa

etária é classificado como bom.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 18
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4 TIPOS DE AVALIAÇÕES

Dependendo do objetivo, o avaliador pode lançar mão de três tipos de

avaliação: Diagnóstica, Formativa e Somativa.

4.1 Avaliação diagnóstica

Nada mais é do que uma análise dos pontos fortes e fracos do

indivíduo, ou da turma, em relação a uma determinada característica.

Esse tipo de avaliação, comumente efetuado no início do programa,

ajuda o profissional a calcular as necessidades dos indivíduos e, elaborar o seu

planejamento de atividades, tendo como base essas necessidades ou, então a

dividir a turma em grupos (homogêneos ou heterogêneos), visando facilitar o

processo de assimilação de tarefas propostas.

4.2 Avaliação formativa

Este tipo de avaliação informa sobre o progresso dos indivíduos, no

decorrer do processo ensino aprendizagem, dando informações tanto para os

indivíduos quanto para os profissionais, indicando aos profissionais se ele está

ensinando o conteúdo certo, da maneira certa, para as pessoas certas e no tempo

certo.
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 19
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A avaliação é realizada quase que diariamente, quando a performance

do indivíduo é obtida, avaliada e em seguida é feita uma retroalimentação,

apontando e corrigindo os pontos fracos até atingir os objetivos propostos.

4.3 Avaliação somativa

Refere-se aos instrumentos que pretendem avaliar o final de um

processo de aquisição de um conteúdo. É a soma de todas as avaliações

realizadas no fim de cada unidade do planejamento, com o objetivo de obter um

quadro geral da evolução do indivíduo.


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5 PRINCÍPIOS DAS MEDIDAS E AVALIAÇÕES

Para que um programa de medidas e avaliações tenha sucesso, deve-

se ter em mente certos princípios que são fundamentais durante o processo de

medidas e avaliações:

- A avaliação é um processo contínuo e sistemático. Portanto, ela

não pode ser esporádica, mas, ao contrário, deve ser constante e

planejada. Nessa perspectiva, a avaliação faz parte de um sistema

mais amplo que é o processo ensino aprendizagem, nele se

integrando.

- A avaliação é funcional, porque se realiza em função de objetivos,

ou seja, para se avaliar, efetivamente, todas as medidas devem ser

conduzidas com os objetivos do programa em mente.

- Devem ser conduzidos e supervisionados por profissionais

treinados. Não é qualquer pessoa que pode administrar

efetivamente um programa de medida e avaliação, as decisões

poderão afetar importantes aspectos da vida de um indivíduo.

- A avaliação é integral, pois, os resultados devem ser interpretados

em termos do indivíduo como um todo: social, mental, físico e

psicológico; Se um indivíduo sai-se mal num teste, o profissional

consciente irá verificar quais as razões que levaram a tal resultado

e, na medida do possível e se necessário, prover assistência

especial a pessoa. As razões de resultados "fracos" em um teste


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 21
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físico podem ser várias; entretanto, se a razão for física, o bom

profissional deverá descobrir qual o ponto fraco do indivíduo e dirigir

um programa para que ele possa superar tal deficiência (Kirkendall

et ai, 1980).

- A avaliação é orientadora, pois não visa eliminar alunos, mas

orientar o seu processo de aprendizagem para que possam atingir

os objetivos propostos.

- Tudo que existe pode ser medido, em outras palavras, qualquer

assunto incluído em um programa de Educação Física deve ser

medido.

- Nenhum teste ou medida é perfeito; os profissionais, às vezes,

depositam tanta confiança nos testes e medidas que acabam

acreditando que eles são infalíveis. Deve-se usar sempre o melhor

teste possível, mas ter sempre em mente que podem existir erros.

- Não há teste que substitua o julgamento profissional, este talvez

seja o mais importante princípio da avaliação. Como problema de

fato, a avaliação é julgamento. Algumas vezes os profissionais

tentam substituir medidas objetivas por julgamentos, entretanto, as

primeiras não podem nunca tomar o lugar dos segundos. Se não

houvesse lugar para o julgamento em medidas e avaliação, então o

profissional poderia ser substituído por uma máquina ou por um

técnico. Por outro lado, julgamentos feitos sem dados substanciais

são sempre inaceitáveis. As medidas fornecem os dados que levam


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 22
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o profissional a fazer um melhor julgamento ou tomar uma melhor

decisão

- Deve sempre existir a reavaliação para se observar o

desempenho. Se a habilidade inicial do indivíduo não for medida,

então não se terá conhecimento sobre o seu desempenho no

programa de Educação Física. Não é possível reconhecer as

necessidades do indivíduo sem se saber por onde começar, como,

também, não se pode determinar o que os indivíduos aprenderam

ou melhoraram, se não se souber em que nível eles estavam antes

de começar o programa. Se a habilidade dos indivíduos for medida

somente no fim da unidade, aula ou semestre, o teste só vai

informar onde eles estão naquele espaço de tempo, isto é, não irá

esclarecer nada sobre os efeitos que o programa exerceu nos

mesmos. Em outras palavras, se não forem medidos tanto o começo

como o final do programa, os métodos e materiais empregados

permanecerão desconhecidos, sem que possam ser avaliados.

- Usar os testes que mais válidos, fidedignos e objetivos e que se

aproximam da situação da atividade. Os testes devem refletir as

situações da atividade. Por exemplo, um jogador de futebol chuta a

gol, tendo por objetivo que a bola entre na meta. O teste deve ser

construído de tal maneira que, com um certo número de tentativas, o

indivíduo deva chutar a bola a uma determinada distância e atingir

um alvo.
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 23
Leonardo de Arruda Delgado

6 TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

A Educação Física é uma disciplina que visa o desenvolvimento, ou

aperfeiçoamento, do indivíduo na sua totalidade, isto é, nos aspectos biológicos,

psíquicos e sociais.

Para determinar se os objetivos estão, ou não, sendo alcançados,

diferentes técnicas e instrumentos de avaliação devem ser empregados, para se

poder medir e avaliar o indivíduo como um todo. Assim, é conveniente conceituar

o que é técnica e o que é instrumento.

- Técnica: é o método usado para se obter as informações.

- Instrumento: é o recurso usado para se obterem as informações:

Basicamente há três técnicas para se obterem as informações:

observação, inquirição e testagem.

6.1 Técnicas de avaliação

6.1.1 Observação

Segundo o dicionário, observar é: olhar atentamente; examinar com

minúcias; espreitar; estudar; cumprir, respeitar as prescrições ou preceitos de;

obedecer a; praticar; usar; ponderar; notar.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 24
Leonardo de Arruda Delgado

A observação é uma técnica que permite ao profissional conseguir

informações sobre atitudes, hábitos de estudo, ajustamento social, qualidade de

liderança e habilidades físicas, podendo ser empregada também, em menor

escala, para se obter informações acerca de habilidades cognitivas.

Quando do contato com os indivíduos, durante as sessões de

atividades físicas, tem-se uma excelente oportunidade para observar os

comportamentos que não são considerados como sendo normais; estes devem

ser registrados a fim de ser estudados e, se possível, solucionados.

Para se fazer uma análise objetiva, devem ser empregados

instrumentos adequados para registrar o que foi observado. Entre os instrumentos

de observação, os mais utilizados na Educação Física são: Anedotário, Lista de

checagem, Escala de classificação.

6.1.1.1 Anedotário

É uma breve descrição daquilo que ocorreu durante um certo tempo.

Estas anotações podem formar a base e/ou prover o profissional de um

instrumento de consulta para entender e/ou ajudar os indivíduos cujos

comportamentos estão fora dos padrões considerados como sendo normais.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 25
Leonardo de Arruda Delgado

Exemplo de Registro Anedotário:

21/03/95 — Hoje começou nossa unidade em ginástica. Pedro, que está além do

seu peso ideal, foi ridicularizado pelos demais elementos da equipe por não

conseguir fazer puxadas na barra. Logo após este episódio pediu para ser

dispensado porque estava se sentido enjoado.

25/04/95 — Pela segunda vez Pedro pediu para ser dispensado, desta vez com

uma nota de pedido de dispensa. Durante uma conversa admitiu sentir-se

embaraçado por causa dos fracassos sucessivos diante da equipe. Ele se

prontificou a fazer um regime.

6.1.1.2 Lista de checagem

Consta, em geral, de uma série de comportamentos relacionados na

ordem em que se espera que ocorram. O profissional marca, com um sinal

convencionado, os comportamentos, à medida que vão ocorrendo. A lista de

checagem pode ser construída em folhas individuais ou constituir um quadro para

a equipe (Quadro 1.1).

Acata as Não discute Não discute


Obedece
Comportamento/aluno decisões dos com os com os
regras
árbitros companheiros adversários
Cláudio X X X X
Carlos X X
Pedro X X X
Arnaldo X X
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 26
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6.1.1.3 Escala de classificação

Constitui-se de uma série de características, seguidas de um contínuo,

que descreve a maneira pela qual cada uma delas se manifesta.

Exemplo de escala de classificação

Participação dos alunos nas aulas:

Nenhuma ( )
Pouca ( )
Razoável ( )
Boa ( )
Ótima ( )

O avaliador deve ter cuidado, ao preparar a escala de classificação,

para que os termos usados realmente representem os diferentes pontos do

contínuo da característica em questão.

6.1.2 Inquirição

Segundo o dicionário, inquirir é: procurar informações sobre; indagar;

investigar; pesquisar sobre; fazer perguntas a.

Esta técnica é bastante utilizada na obtenção das seguintes

informações:

a) Opinião do indivíduo sobre determinada atividade;


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 27
Leonardo de Arruda Delgado

b) Quem o indivíduo admira; e

c) Interesse do indivíduo.

Muitas informações sobre o domínio afetivo podem ser obtidas,

rapidamente, através de uma inquirição sistemática. Entre os instrumentos de

inquirição podem ser citados: Questionário, Entrevista e Sociograma.

6.1.2.1 Questionário

Constitui-se de uma lista de perguntas feitas por escrito, onde o

respondente é solicitado a dar uma resposta. É mais utilizado para se obter

informações sobre as opiniões e as atitudes dos respondentes.

Não deve ser confundido com o conjunto de perguntas pertencentes ao

conteúdo de diferentes disciplinas. Este tipo de instrumento pertence à testagem.

Os questionários têm aplicações e obedecem a técnicas específicas de

construção de acordo com a sua finalidade.

Há dois tipos principais de questionário: Inventário e Escala de atitudes.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 28
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- Inventário: é um instrumento que se constitui de uma série de

informações; é pedido ao respondente que assinale aquelas com as

quais concorda.

- Escala de atitudes: é um misto de características do inventário e da

escala de classificação; é solicitado ao respondente sua atitude em

relação a determinada afirmação, assinalando sua resposta dentro

de uma escala em um contínuo.

6.1.2.2 Entrevista

Podem ser divididas em dois tipos: Formais e Informais.

- Formais: seguem um plano preestabelecido, em que o entrevistador

segue um roteiro de perguntas anteriormente formuladas.

- Informais: são mais livres; nelas o entrevistador vai formulando as

perguntas de acordo com o desenrolar da entrevista.

6.1.2.3 Sociograma

É um instrumento usado para revelar características sociais do

indivíduo perante o grupo, diferenciando os populares e os rejeitados pela equipe.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 29
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6.1.3 Testagem

Segundo o dicionário, teste é: conjunto de provas que se aplicam a

indivíduos para se apreciar o seu desenvolvimento mental, aptidão e outras;

provas que se executam para aferir a eficiência ou os efeitos de determinadas

substâncias.

Um teste pode ser considerado como tentativa para determinar o grau

de certas qualidades ou condições que formam a base para a tomada de

decisões. Na realidade, na nossa vida diária nós estamos constantemente

testando ou coletando informações. De uma maneira geral os testes podem ser

divididos em dois tipos: Testes de escolaridade (não serão tratados aqui por não

constituírem o propósito deste estudo) e Testes padronizados.

Geralmente os testes padronizados são organizados em baterias de

testes e comercialmente distribuídos. Para a escolha e aplicação dos testes há

necessidade de pessoal especializado no campo (psicólogos, orientadores

educacionais, profissionais de Educação Física). Dentre os testes padronizados

encontram-se os de inteligência, os vocacionais, os de personalidade e os de

aptidão, onde estão incluídos os antropométricos, os físicos e motores e os

cardiorrespiratórios.
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 30
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7 PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO DA AVALIAÇÃO

A construção de um programa de avaliação pressupõe que se tenha

definido, a priori, alguns parâmetros básicos. Definir o plano de avaliação, sua

filosofia, seus princípios, sua estrutura e sua finalidade, deve anteceder, sempre,

qualquer elaboração programática.

Para que um programa de avaliação funcione adequadamente e

forneça, a quem o utiliza, informes verdadeiros e consistentes, capazes de

produzir dados utilizáveis, sobretudo quando se lida com a área do movimento

humano em toda a sua potencialidade atualmente explorada, é indispensável que

haja uma administração adequada do processo. O êxito depende de uma série de

diferentes e cuidadosas atitudes, nas quais, havendo falha em um segmento, o

todo fica comprometido, e que podem ser grupados em três momentos

interdependentes e seqüenciais: Fase de preparação, Fase de aplicação dos

testes e Fase de análise.

Sendo a avaliação um processo que pressupõe a aplicação de testes, a

coleta dos resultados e o seu tratamento e interpretação analítica, em etapas

periódicas, é necessária uma absoluta segurança de atuação durante todo o

processo, mantendo-se rígidas diretrizes, passíveis de serem expressão fiel dos

indicadores que nortearão a interpretação dos resultados, para que possam


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 31
Leonardo de Arruda Delgado

orientar o processo de utilização, seja num contexto formativo-educativo, seja num

de manutenção ou de recuperação ou de reeducação.

7.1 Fase de preparação

Geralmente os testes padronizados são organizados em baterias e

comercialmente distribuídos. Há perguntas que não podem deixar de ser

respondidas: Avaliar o que? Quem avaliar? Com que avaliar? Para que? Quando

e onde avaliar? Como? e submetê-los à aprovação segundo determinado critério.

7.1.1 Avaliar o que?

Dentre as variáveis de condicionamento que podem ser treinadas na

escola e/ou academias, podemos citar:

• Variáveis Médicas

- Histórico médico

- Pressão arterial, freqüência cardíaca, temperatura;

- Níveis de lipídios sanguíneos, glicose e etc

• Variáveis Cineatropométricas

- Composição corporal

- Somatotipo
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- Proporcionalidade

- Estado nutricional

- Crescimento e desenvolvimento

• Variáveis Metabólicas (cardiopulmonares)

- Sistema energético aeróbico

- Sistema energético anaeróbico alático

- Sietama energético anaeróbico lático

• Variáveis Neuromusculares

- Força

- Potência

- Resistência muscular localizada e flexibilidade

• Variáveis Psicomotrizes

- Velocidade

- Coordenação

- Ritmo

- Agilidade

- Equilíbrio

- Descontração

• Variáveis Técnicas

- Biomecânica do movimento

- Eficiência técnica

• Variáveis Psíquicas

- Ansiedade
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 33
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- Motivação

- Inteligência

- Personalidade

7.1.2 Avaliar quem?

Na área da ciência da motricidade humana o quem sempre será um

homem que, pela sua situação atual, pode revelar diversas condições que, para o

êxito do trabalho, devem ser consideradas. Há questões, nitidamente pessoais,

que devem ser respondidas: se há atividade prévia ao teste que possa alterar a

fisiologia normal; uso de medicamentos, álcool, fumo o outras drogas; hora e tipo

da última alimentação; horas de sono normal e imediatamente anteriores ao teste,

e outras.

É fundamental, de início, saber se:

- Esse homem apresenta ou não algum desvio da normalidade, capaz

de interferir no seu agir, seja em que área este agir se posicione/

- Estamos diante de uma pessoa de vida ativa habitual?

- De um sedentário?

- De um paciente em recuperação de uma patologia?

- De um portador de algum tipo de limite: sensorial, comportamental,

motor, social, intelectual, cultural, ou de outro tipo?


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 34
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Com o objetivo de direcionar um trabalho mais coerente, GOMES

(1995, p.6), realizou a seguinte analise do perfil do perfil das pessoas que

praticam atividade física.

Quanto aos motivos que o levaram a procurar a atividade física, o autor

cita os seguintes:

- Social: muitos alunos inicialmente procuram a atividade,

principalmente em academias, com a expectativa de um “saudável

convívio social”.

- Moda: esta na moda ter corpos malhados e com o mínimo possível

de gordura.

- Estético: é a busca incessante pelo corpo perfeito, valendo de tudo

desde silicone, lipoaspiração, dietas malucas e que podem levar a

estados patológicos como anorexia, câncer e etc.

- Lazer: muitas pessoas procuram a atividade física como um meio

de ocupar o seu tempo livre de maneira a lhe proporcionar o tão

almejado prazer.

- Clínicos: normalmente indicados pelos profissionais de saúde,

enquadram-se aqui os portadores de vícios posturais e

necessidades especiais e de reabilitação, cardíacos, hipertensos,

diabéticos, obesos e etc.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 35
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- Preparação física: visando a melhora da condição física, neste

grupo podemos definir dois trabalhos distintos a preparação física

desportiva e o condicionamento físico para sedentários.

Quanto ao estado inicial de condicionamento físico, analisando o

comportamento de indivíduos que nunca ou há muito tempo não praticam

atividade física periodicamente, observamos que alguns deles, às vezes, podem

apresentar um bom nível de aptidão inicial devido a sua carga genética. Portanto,

para melhor compreensão, apresentaremos alguns aspectos que de alguma

maneira, identificam um baixo nível de aptidão:

- Baixa capacidade aeróbica (VO2MAX);

- Força reduzida;

- Amplitude articular reduzida (flexibilidade);

- Baixo nível de coordenação.

7.1.3 Avaliar com o que?

Muitos são os fatores que irão interferir para realização de uma boa

avaliação e o primeiro passo é fazer uma boa medida. VICTOR MATSUDO (1999)

no CD-ROM Testes em ciências do esporte, lembrar alguns aspectos que

ajudarão bastante nesse sentido. Segundo ele, para analisarmos o nível de


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 36
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aptidão física precisamos medir o maior número de suas variáveis, dentro de uma

filosofia de trabalho que use:

- Material não sofisticado

- Técnicas não complexas

- Métodos que possam ser aplicados a grandes grupos

Entre os principais equipamentos utilizados na avaliação podemos citar:

Esfignomanômetro e Estetoscópio, Balança, Estadiômetro, Fita Métrica,

Paquímetro e Compasso de Dobras Cutâneas, Colchonete, Banco de Wells,

Cronômetro, Freqüencímetro, Ergômetro (Campo, Banco, Bicicleta Ergométrica e

Esteira Rolante), nos parece suficiente para uma avaliação funcional em uma

academia, sabendo que se pode ainda utilizar outros instrumentos como a

Maquina de Lactato, Bio-impedância e etc..

Os instrumentos de medida deverão merecer especial atenção quanto:

- Aquisição: devemos selecionar aquele equipamento que mais se

ajuste às condições reais de trabalho.

- Manipulação: procuraremos conhecer o uso adequado do

equipamento antes de iniciarmos a operação dos testes

propriamente ditos, fato que dará melhor qualidade de medida e um

menor tempo de execução.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 37
Leonardo de Arruda Delgado

- Calibração: todo instrumento de medida deverá ter sua calibração

conferida antes do inicio dos testes. Lembre-se que uma simples

balança mal calibrada poderá por todo seu trabalho por terra.

- Conservação: os equipamentos sempre significam um investimento

financeiro e prolongar sua vida média de uso é um hábito que o

avaliador deve cultivar. Assim, devemos ter atenção com: limpeza

adequada; o uso somente por pessoa habilitada ou sob supervisão;

manutenção em local seguro, com boas condições de ventilação.

7.1.4 Para que avaliar? (objetivos)

Dentre os diversos tipos objetivos da avaliação da aptidão física,

podemos citar:

- Obter informações quanto ao estado inicial do indivíduo ao iniciar um

programa de treinamento e ou condicionamento;

- Determinar e acompanha o progresso do indivíduo;

- Classificar e selecionar os indivíduos;

- Impedir que a atividade física seja um fator de agressão;

- Motivar no sentido de melhorar sua performance;

- Manter padrões de performances e servir como feedback durante o

processo de treinamento;

- Experiência indivíduo/profissional e diretrizes para pesquisa;


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 38
Leonardo de Arruda Delgado

WEINECK (1999, p.44) distingue duas formas de avaliação: uma

imediata e outra não-imediata. Segundo ele, a avaliação imediata examina os

efeitos imediatos após cada sessão de treinamento. A avaliação não-imediata

estuda os efeitos de um conjunto de sessões de treinamento, de um período de

treinamento e seus efeitos globais.

A correlação entre avaliação imediata (ou seja, de minúcias de uma

sessão de treinamento) e a avaliação não-imediata (ou seja, de efeitos globais) é

de grande importância, porque os efeitos de sessões isoladas não são tão

observáveis como o são após algum tempo de treinamento.

Os procedimentos de treinamento adotados são descritos

objetivamente na documentação de treinamento (Carl em Rothig 1992). A

avaliação imediata e a não-imediata do treinamento permitem esclarecer as

seguintes questões:

- Se os objetivos de uma sessão (ou bloco de sessões) de

treinamento foram atingidos;

- Se os objetivos correspondem ao potencial para desempenho do

grupo ao qual se refere;

- Se as condições locais foram utilizadas adequadamente para o

treinamento;

- Se os exercícios foram adequadamente escolhidos;


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 39
Leonardo de Arruda Delgado

- Se a abrangência e intensidade dos estímulos foram avaliadas

corretamente;

- Se o programa e o período planejados para o treinamento foram

respeitados;

- Se os métodos e o programa de uma sessão (ou bloco de sessões)

de treinamento correspondem ao objetivo preestabelecido

(adequação ao objetivo geral do treinamento);

- Se a relação entre o estímulo e a recuperação foi adequadamente

avaliada.

7.1.5 Quando e onde avaliar?

Este aspecto relaciona-se à questão espaço-temporal como:

- Quais as condições que serão encontradas no local da avaliação?

- De que instalações e equipamentos se dispõem?

- Adequam-se à realidade de nosso avaliado?

- Quando será efetuada: dia, hora?

- Quanto tempo encontra-se disponível para um procedimento de

avaliação?
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 40
Leonardo de Arruda Delgado

Condições adequadas para avaliação física:

- Dimensão: mínima 20m² e máxima 48 m², com decoração discreta

e existência de um telefone e de uma pia.

- Luz: de boa qualidade.

- Som: o mínimo possível

- Temperatura: 21 a 24° C

- Condições climáticas: a umidade relativa do ar, com valores

oscilando entre 40 e 60%.

- Condições do solo: é importante que o piso seja firme,

antiderrapante, sem desníveis ou imperfeições.

- Segurança: o procedimento de segurança habitual inclui a presença

de pelo menos dois avaliadores, sendo, preferencialmente, um deles

médico e de equipamentos de emergência que deveram estar

guardados em local discreto, para não assustar o avaliado. Dentre

os equipamentos médicos podemos citar: luvas, gaze, algodão e

materiais convencionais para curativos, soluções glicosadas,

soluções de eletrólitos, analgésicos, antitérmicos e etc.

- Trânsito de pessoal: é importante que durante a avaliação evitar o

transito de pessoas no local.

Alguns testes, como o cicloergométrico em bicicleta eletromagnética,

exigirão a presença de rede elétrica. Por outro lado, quando possível a medida de

pressão atmosférica e umidade relativa do ar é uma prática recomendável.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 41
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7.1.6 Como avaliar?

Geralmente os testes padronizados são organizados em baterias e

comercialmente distribuídos. Para a seleção dos testes, deve-se submetê-los à

aprovação segundo determinado critério.

7.1.6.1 Critérios para a seleção dos testes

Esta é uma das mais importantes fases do programa de medidas e

avaliações. Para que se possa fazer uma seleção adequada dos testes que irão

medir o que se quer eles meçam, alguns pontos importantes devem ser levados

em consideração:

• Validade: quão bem um teste mede o que se quer medir. Diz-se que

um teste é válido quando o mesmo mede o objetivo proposto.

• Confiabilidade ou Fidedignidade: grau de consistência dos

resultados de um teste em diferentes testagens, utilizando-se

sempre os mesmos sujeitos. Está ligada à consistência da medição.

Em outras palavras podemos dizer que ao realizarmos uma

determinada medida (por exemplo: dobra cutânea), em determinado

indivíduo, devemos esperar que minutos depois, ao repetir a mesma

medida, sobre as mesmas condições, está apresente resultado

idêntico.
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 42
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• Objetividade: grau de concordância dos resultados de um teste

entre os testadores. Depende da técnica e habilidade dos

avaliadores para reproduzirem resultados idênticos. As direções e

procedimentos devem ser padronizados e rigorosamente seguidos

para que não haja interferência nos resultados obtidos.

SAFRIT (1981) apud MARINS (op cit., 28) sugere a seguinte tabela:

Tabela 1 Tabela de validade, fidedignidade e objetividade.


Aceitabilidade Validade Fidedignidade Objetividade
Excelente 0,80-1,00 0,90-1,00 0,95-1,00
Bom 0,70-0,79 0,80-0,89 0,85-0,94
Regular 0,50-0,69 0,60-0,79 0,70-0,84
Fraco 0,00-0,49 0,00-0,59 0,00-0,69.

7.1.6.2 Conhecimento do teste

Os testadores devem ter perfeito conhecimento da técnica e do

procedimento de aplicação do teste. Para isto é necessário que o teste seja

entendido também por quem a ele se submete.

7.1.6.3 Precisão das medidas

A precisão das medidas depende, em primeiro lugar, da exatidão dos

instrumentos. Quanto mais refinado ele for melhor será o resultado da medida.

Existem dois tipos de erros comuns: Erro de Medida e Erro Sistemático.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 43
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Erro de Medida: nos erros de medidas encontram-se inseridos:

- Erro de Equipamentos: quando o equipamento não é aferido

previamente; por exemplo balança não tarada, cronômetro não

zerado, treina defeituosa e etc.

- Erro do Medidor: quando o medidor erra ao fazer uma leitura do

cronômetro, na contagem do número de vezes de execução, na

leitura da trena, na leitura do instrumento pela colocação incorreta

perante o aparelho e outros.

- Erro Administrativo: quando existe algo errado na administração

do teste; por exemplo, bola fora dos padrões normais de medidas,

aquecimento prévio para a execução do teste, quando não esteja

contido nas normas do teste, uma bateria que deveria ser aplicada

em dois dias e o foi em apenas um dia e outros.

Erro Sistemático: como erro sistemático pode-se citar as diferenças

biológicas; por exemplo, se a medida da estrutura de um indivíduo for realizada

nas primeiras horas da manhã, ter-se-á uma medida, se for realizada à tarde

haverá uma diferença na medição do mesmo indivíduo, devida a influencia da

força da gravidade sobre o corpo, principalmente nos espaços intervertebrais;

onde existe uma diminuição, ocasionando a diferença de estatura obtida nas duas

medidas.
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 44
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7.1.6.4 Preparação das fichas de registro

Procurar ter nas fichas todas as informações necessárias à

identificação do indivíduo, (nome, sexo, idade,...) assim como dados a respeito do

teste.

7.2 Fase de aplicação dos testes

De acordo com FERNANDES FILHO (2003, p.255) o trabalho bem

planejado é expectativa de acertos e de êxito de aplicação. Tudo estando

previamente estruturado deve a execução acontecer com um mínimo de

problemas, pois sempre é possível a falha de algum equipamento, a interferência

de fatores externos como o clima.

Existem alguns aspectos que irão influenciar a aplicação do teste e que

precisam merecer nossa atenção, tais como:

1) Quanto ao número de avaliados, pois alguns testes como na maioria

deste manual são estritamente individuais, enquanto outros podem

ser coletivos.
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 45
Leonardo de Arruda Delgado

2) Quanto ao número de avaliadores, da mesma forma, a maioria dos

testes aqui descritos exige apenas um avaliador, mas há ocasiões

que mais de um avaliador é necessário.

3) Quanto à demonstração: que poderá ser útil e em muitos casos

imprescindível para um perfeito entendimento do teste.

4) Quanto à duração: que poderá estar dentro dos limites da aula, do

período de treinamento ou de fadiga.

5) Quanto à coleta dos dados: que deverá ser feita em folha de

protocolo adequada e por anotador competente.

6) Quanto à ordem: que procurará ser em uma bateria de testes a mais

"fisiológica" possível, colocando no princípio os testes que exijam

condições próximas às de repouso e deixando para o final os testes

que envolvam esforço máximo.

7.2.1 Estruturação da avaliação funcional

O modelo sistêmico em Avaliação Funcional tem como primeiro passo

seu propósito. Ele é o aspecto fundamental do sistema, pois fixa suas expectativas

e a partir dele é desenvolvido e avaliado. No propósito estão incluídos os objetivos

de testes e a determinação das normas a serem utilizadas para sua interpretação.

Vários autores concordam que a Avaliação Funcional é composta pela

Avaliação Médica e pela Avaliação da Aptidão Física. De acordo com POLLOCK


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 46
Leonardo de Arruda Delgado

(1993, p.240-233) os procedimentos de avaliação necessários para que os

indivíduos integrantes de um programa de atividades físicas possam dele

participar com segurança, envolvem geralmente sua história clinica, a analise dos

fatores de risco para o desenvolvimento de Doenças Arterial Coronária (DAC),

além de uma avaliação do condicionamento físico do indivíduo em questão. A

avaliação do condicionamento ou da aptidão física envolve as seguintes áreas:

Cardiorrespiratória (capacidade funcional), composição corporal, flexibilidade,

endurance e força muscular.

7.2.1.1 Avaliação médica

A Avaliação Médica deve ser realizada por um médico, se possível com

formação em Medicina do Esporte. Um exame clínico consta, basicamente, de

duas partes. Na primeira é realizado o exame médico, e na segunda, serão ser

solicitados alguns exames complementares. A ACSM recomenda a realização de

uma rotina mínima de exames físicos e laboratoriais como parte integrante da

avaliação médica.

7.2.1.1.1. Exame médico

Nesta etapa, deverá ser realizado um exame sumário abrangendo

aspectos cardiovasculares, pulmonares e ortopédicos, incluindo-se ai os seguintes

tópicos: freqüência e regularidade de pulso; pressão arterial deitado, sentado e de


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 47
Leonardo de Arruda Delgado

pé; ausculta pulmonar com atenção especial para a uniformidade dos sons

respiratórios em todas as áreas (ausência de estertores, roncos e sibilos);

palpação do impulso cardíaco apical; ausculta cardíaca com atenção especial para

os sopros, galopes, cliques e atritos; palpação e ausculta das artérias carótidas,

abdominais e femorais; palpação e inspeção dos membros inferiores para

verificação de edema e de pulsos arteriais; ausência ou presença de xantomas ou

xantelasmas; problemas ortopédicos.

7.2.1.1.2. Exames complementares

Feito em consultório ou laboratório, dependendo do exame. Serve para

confirmar ou controlar com mais precisão o perfil patológico do avaliado. Em geral,

enquadram-se os exames:

- Dentário: semestralmente ou anualmente uma visita ao dentista

para tratamento ou para evitar futuros problemas nos dentes que

poderão vir a afetar a saúde;

- Otorrinolaringológico: para evitar focos nas amídalas, carne

esponjosa obstruindo o nariz ou desvio no septo.

- Radiológico: serve para assegurar ao médico a integridade do

coração, pulmões e vísceras, além de controle pela comparação dos

exames posteriores com o inicial.

- Oftalmológico: tem por finalidade verificar a visão.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 48
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- Sangue: constitui-se num exame importantíssimo, pois verifica a

quantidade de hemácias ou glóbulos vermelhos, leucócitos ou

glóbulos braços, taxa de colesterol, glicose e etc.

- Urina: verificam os elementos anormais, microscopia da

sedimentação, densidade e reação;

- Fezes: verificação da existência ou não de parasitas intestinais,

ainda que na sua forma ovular.

7.2.2 Avaliação da aptidão física

As avaliações mais utilizadas para determinação do estado inicial e de

desenvolvimento das componentes da aptidão física relacionada com a saúde

são:

- Anamnese: entrevista inicial onde se visa recolher todas as

informações sobre o aluno. O formulário da anamnese deve incluir

um registro da história pessoal e familiar de coronariopatias e dos

fatores de risco associados, a medicação e o tratamento a que está

submetido, os hábitos alimentares e uma análise da dieta, história

de tabagismo e os padrões atuais de atividade física. Além disso,

quaisquer outros problemas clínicos pertinentes ou incapacidades

físicas devem ser registrados.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 49
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- Análise postural: que consiste em avaliar e registrar, se possível

através de fotografias, os desvios posturais ou atitudes erradas dos

alunos.

- Medidas antropométricas: são as medidas de altura, peso,

diâmetros, circunferências e dobras cutâneas.

- Avaliação da composição corporal: onde são determinados os

percentuais e peso de gordura, massa corporal total e magra, peso

ideal teórico, peso residual, peso ósseo e peso muscular. Além da

somatotipologia.

- Avaliação das capacidades neuromusculares: flexibilidade, força

e RML.

- Avaliação das Capacidades Metabólicas: resistência aeróbica e

anaeróbica.

7.3 Fase de análise

As principais tarefas desta fase são:

- Comparar os resultados com classificações e padrões;

- Comparar os resultados com resultados anteriores do próprio aluno;

- Interpretar o resultado e estabelecer um diagnóstico;

- Utilização dos resultados;


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 50
Leonardo de Arruda Delgado

8 AVALIAÇÃO DO RISCO CORONARIANO

As doenças cardiovasculares estão em primeiro lugar entre as causas

de morte no Brasil, vitimam 300.000 brasileiros ao ano são 820 óbitos por dia 34

por hora um evento fatal a cada dois minutos. São a principal causa de gastos em

assistência médica (16,22% do total), implicando 10,74 milhões de dias de

internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Dentro do grupo das doenças circulatórias, o infarto do miocárdio e as

doenças cérebro-vasculares (AVCs) são aquelas com maiores índices de

mortalidade. Além disso, muitos que sobrevivem com esses problemas têm

grandes limitações em suas vidas. Dentro do termo genérico - Doenças

Cardiovasculares, estão as coronariopatias, a hipertensão, os acidentes

vasculares cerebrais (AVCs), a insuficiência cardíaca, as valvulopatias e a

cardiopatia reumática.

As coronariopatias quase sempre são resultantes de arterioclerose, de

que resulta uma estenose das artérias coronarianas, ou seja, das artérias que

irrigam o músculo cardíaco (ou miocário).

A hipertensão é a forma de doença cardiovascular mais prevalente. A

hipertensão nada mais é do que uma condição na qual a tensão arterial encontra-
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 51
Leonardo de Arruda Delgado

se cronicamente elevada, acima daqueles níveis considerados desejáveis ou

saudáveis para a idade e o tamanho da pessoa.

Nos países desenvolvidos, os índices de mortalidade em função das

doenças cardiovasculares só começaram a cair depois que a população começou

a se conscientizar da importância de certas medidas preventivas, o que se

traduziu na mudança de hábitos de vida.

A epidemiologia é o ramo da medicina que estuda as relações entre os

vários fatores que determinam as freqüências e a distribuição de uma doença. No

que diz respeito à coronariopatia e á hipertensão, a epidemiologia tem tentado

identificar aqueles fatores que estão associados a estas condições. Quando

presentes estes fatores, colocam aquele indivíduo específico sob um maior risco

para o desenvolvimento prematuro ou precoce e para a subseqüente

manifestação da doença.

O fato das doenças cárdio-circulatórias degenerativas, alcançarem

proporções epidêmicas na maioria das sociedades tecnologicamente avançadas

fizeram que os órgãos responsáveis pela saúde pública investissem em

pesquisas, no sentido de identificar quais seriam os fatores, ou atitudes do meio

ambiente e características corporais, que poderiam agir sobre o organismo,

tornando-o doente.
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 52
Leonardo de Arruda Delgado

Esses fatores denominados de risco estão altamente relacionados ao

desenvolvimento prematuro de doenças cardiovasculares, podendo os mesmos,

serem então classificados e modificados ou não, segundo a possibilidade de

intervenção preventiva, maior ou menor conforme sua importância.

8.1 Fatores de risco

PY (1998, p36) define fatores de risco, como parâmetros ambientais,

circunstanciais, constitucionais e genéticos que quando identificados indicam

maior suscetibilidade do indivíduo a desenvolver doença cardiovascular. Dados

epidemiológicos apresentados em trabalhos científicos e de pesquisa em todo o

mundo revelam maior incidência das doenças do sistema cardiovascular quando

um ou mais fatores de risco estão presentes.

Atualmente, os fatores de risco para a doença coronariana são

classificados em duas categorias, a saber: fatores de risco primário e fatores de

risco secundários, ou de contribuição.

- Fator de risco primário: é o fator que sozinho pode causar dano ao

órgão correspondente, ou seja, são aquelas características que

estão altamente associadas a um problema de saúde específico,

independentemente de outras variáveis.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 53
Leonardo de Arruda Delgado

- Fator de risco secundário: estão altamente associados ao

problema de saúde somente quando outros fatores de risco estão

presentes, ou seja, corresponde ao que o fator em combinação com

outro pode causar de doença ao órgão.

- Fatores de risco não influenciáveis: nos fatores de risco não

influenciáveis, trata-se de fatores endógenos, a cuja influência todo

homem está exposto. Entretanto, sua influência, no conjunto, é

menor que a influenciável ou evitável (AHLHEIM 1980, 434, apud

WEINECK, 1991, p.382).

- Fatores de risco influenciáveis: do ponto de vista preventivo, os

fatores de risco influenciáveis tem maior significado que os não

influenciáveis, pois eles abrangem às pessoas possibilidades de

influência.

De acordo com HOWLEY & FRANKS (2000, p. 20-21) uma nova

revisão sobre os fatores de risco, concluíram que a inatividade física e a diabetes,

que eram fatores de risco secundários, e o condicionamento cardiorrespiratório

que nem estava listado sob nenhuma categoria de risco, são agora classificados

como fatores de risco primários.

Outros acreditam, com base em algumas evidências, que a obesidade,

uma dieta alta em gordura ou o fibrinogênio alto são fatores de risco primário, e

não secundários. Logo a tabela de fatores de risco primários e secundários de

doenças cardíacas sofreu modificações.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 54
Leonardo de Arruda Delgado

Tabela 2 Fatores de risco


Fatores de Risco
Não Influenciáveis Influenciáveis
Fatores de Risco Primário
Fumo (Tabagismo)
Colesterol total alto
Colesterol de baixa densidade (LDL) alto
Colesterol de alta densidade (HDL) baixo
Hipertensão (pressão arterial alta)
Histórico familiar
Inatividade física
Idade avançada
Condicionamento cardiorrespiratório baixo
Sexo masculino
Diabetes
Personalidade de risco
Raça
Fatores Secundários
Obesidade
Colesterol de muito baixa densidade (VLDL) alto
Incapacidade de lidar com o estresse e tensão
Dieta alta em gordura
Fibrinogênio alto

8.2 Fatores influenciáveis primários

8.2.1 Tabagismo

O resultado de mais de 100.000 pesquisas científicas sobre as

conseqüências negativas do fumo sobre o organismo humano é resumido em uma

única frase pelo OMS:

“Através de nenhuma outra medida isolada puderam ser salvas mais


vidas humanas e evitadas mais doenças do que pelo não-fumar”.

O fumo crônico de cigarros é hoje o fator de risco de longe mais

importante para a formação de doenças cárdio-circulatórias degenerativas.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 55
Leonardo de Arruda Delgado

O tabagismo pode ser um dos melhores prognósticos de coronariopatia

e o risco está relacionado diretamente ao número de cigarros fumados. A

probabilidade de morte por doenças cardíacas nos fumantes é quase duas vezes

maior que nos não fumantes.

As doenças cardio-circulatórias degenerativas incidem cerca de 4 vezes

mais freqüentemente nos fumantes que nos não fumantes. O risco de sofrer

infarto é 7 vezes maior nos jovens fumantes, quando comparados com pessoas da

mesma idade.

A mortalidade nos fumantes com menos de 10 cigarros por dia é cerca

de 26% maior que a mortalidade média estatística; nos fumantes com 10-19

cigarros por dia, 116%; e os fumantes com mais de 40 cigarros por dia, cerca de

142%.

Em primeiro lugar das causas de morte através de tabagismo, estão as

doenças do coração (84%), dos quais 77% somente de doenças dos vasos

arteriais cerebrais (10%), aneurisma da aorta (4%) e outras doenças circulatórias

(2%).

Ao parar de fumar, o risco de coronariopatia costuma igualar-se ao dos

não fumantes. O tabagismo pode aumentar o risco de cardiopatia através de seu

efeito sobre as lipoproteínas séricas; os indivíduos que fumam apresentam níveis


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 56
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mais baixos de colesterol HDL, em comparação com os não-fumantes. A boa

notícia é que, ao parar de fumar, o HDL pode retornar aos níveis normais.

8.2.2 Hiperlipidemia

Um maior nível de lipídeos no sangue recebe a designação de

hiperlipidemia ou dislipidemias. Há uma relação direta entre dislipidemias e

aterosclerose, especialmente com relação a níveis elevados de colesterol total,

triglicérides, LDL ou valores reduzidos de HDL.

O Conselho Brasileiro de Dislipidemias recomenda que todos os adultos

com idade superior a 20 anos conheçam seu perfil lipídico (colesterol total,

triglicérides, HDL e LDL). Obtendo-se um perfil desejável e na ausência de outros

fatores de risco, as determinações laboratoriais devem ser repetidas a cada cinco

anos.

8.2.2.1 Níveis de colesterol total

Um valor do colesterol de 230 mg/dl aumenta o risco de ataque

cardíaco para aproximadamente duas vezes aquele de uma pessoa com 180

mg/dl, enquanto um valor de 300 mg/dl aumenta o risco quatro vezes.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 57
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A tabela abaixo apresenta os níveis desejáveis de colesterol total

(mg/dl) e níveis acima dos quais os adultos devem receber tratamento, de acordo

com a National Institutes of Consensus to Prevent Heart Development Conference

Statement, 1985, apud McARDLE (1992, 460).

Tabela 3 Níveis de Colesterol sanguíneo Total e sua Classificação. Fonte SCOTT GRUNDY, 1989,
apud DOMINGUES FILHO, 2002, 104.

Tabela Referente aos Níveis de Colesterol Sanguíneo Total e sua Classificação

Desejável < 200 mg/dl


Limítrofe 200-239 mg/dl
Alto >240 mg/dl

Tabela 4 Níveis de Colesterol Total e Risco Coronariano. Fonte: National Institutes of Consensus
to Prevent Heart Development Conference Statement, 1985, apud McARDLE (1992, 460)
Idade Objetivo Risco moderado Alto risco
20-29 < 180 mg/dl 200-220 mg/dl >220 mg/dl
30-39 < 200 mg/dl 200-240 mg/dl > 240 mg/dl
> 40 < 200 mg/dl 240-260 mg/dl > 260 mg/dl

8.2.2.2 Níveis de HDL

WEINECK (1991, p.390) apresenta uma tabela com os valores de

colesterol HDL em homens e mulheres com relação ao risco coronariano. Tabela 5

Níveis de HDL para homens e mulheres.

Tabela 5 Níveis de HDL para homens e mulheres


Fração de colesterol Prognóstico Risco padrão (mg/dl) Indicador de risco
favorável (mg/dl) (mg/dl)
Homens > 55 35-55 < 35
Mulheres > 65 45-65 < 45
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 58
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8.2.2.3 Níveis de LDL e triglicérides

Em relação aos níveis de triglicérides e LDL, vale:

- LDL abaixo de 150 mg/dl só necessita de tratamento quando

simultaneamente a taxa de triglicérides estiver acima de 200 mg/dl

(MAHR 1980, 405, apud WEINECKop. cit, 390);

- Quando a parcela de LDL é de 150-180 mg/dl, outros fatores de

risco, que estejam atuando, bem como o nível HDL baixo, decide-se

sobre possível tratamento medicamentosos;

- Uma taxa de LDL acima de 180 mg/dl necessita de tratamento,

também quando há uma taxa alta de HDL (SEIDEL 1983, 28).

Tabela 6 Níveis de LDL e Triglicerideos


Níveis LDL Triglicérides (mg/dl)
Valores idéias <150 <100
Valores limites 150-180 150-200
Valores de intervenção >180 >200

8.2.3 Pressão arterial

A pressão arterial é a pressão que o sangue bombeado pelo coração

exercer dentro do sistema arterial durante um ciclo cardíaco. WEINECK (1991, 94)

define a PA como a força motriz da circulação do sangue, provocada pelo

bombeamento do coração que oscila entre pressão sanguínea sistólica (16 kPA =

120 mmHg) e diastólica (10 kPa = 80 mmHg).


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 59
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De acordo com a Organização Mundial de Saúde (O.M.S.), hipertensão

arterial é definida como sendo uma pressão sanguínea sistólica elevada, igual ou

superior à 160mm de Hg e uma pressão sanguínea diastólica igual ou superiora

95mm de Hg, estando o indivíduo em repouso físico e mental.

O Instituto para o Desenvolvimento da Saúde Universidade de São

Paulo, no seu Manual de Condutas Médicas (2002, p.276), revisou esse critérios

e, estabeleceu que o limite arbitrário adotado operacionalmente é que um

indivíduo adulto é considerado hipertenso quando os níveis da pressão arterial são

iguais ou maiores do que 140/90mmHg. A tabela abaixo apresenta a classificação

dos níveis da pressão arterial para pessoas adultas.

Tabela 7 Classificação da pressão arterial em repouso em maiores de 18 anos.


Variação da PA mmHg Categorias
Pressão Sistólica (PAS)
<130 Normal
130-139 Normal Limítrofe
140-159 Hipertensão Leve (Estágio 1)
160-179 Hipertensão Moderada (Estágio 2)
>179 Hipertensão Grave (Estágio 3)
Pressão Diastólica (PAD)
<85 Normal
85-89 Normal Limítrofe
90-99 Hipertensão Leve (Estágio 1)
100-109 Hipertensão Moderada (Estágio 2)
>109 Hipertensão Grave

Obs: em recentes congressos a recomendação de pressão normal que antes era

120/80 mmHg, hoje é de 110/70 mmHg.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 60
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Procedimentos para mensuração da PA em repouso

A mensuração da PA na artéria braquial pode ser feita de maneira

simples, seguindo as seguintes etapas:

- Certifique-se que o avaliado não está com bexiga cheia, não

praticou exercício físico, não ingeriu bebidas alcoólicas, alimentos

ou café e nem mesmo fumou 30 minutos antes da medida;

- Deixe o avaliado descansar 5 a 10 minutos em ambiente calmo, com

temperatura agradável;

- Localizar artéria braquial por palpação;

- Colocar manguito adequando ao tamanho do braço, firmemente, 2-3

cm acima da fossa antecubital, centralizando a bolsa de borracha

sobre a artéria braquial. A largura da bolsa de borracha do manguito

deve corresponder a 40% da circunferência do braço e seu

comprimento, envolver pelo menos 80% do braço.

- Manter o braço na altura do coração;

- Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do

mostrador do manômetro aneróide;

- Palpar o pulso radial, inflar o manguito até seu, para estimar o nível

da pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar 15-30

segundos antes de inflar novamente.

- Colocar o estetoscópio nos ouvidos com curvatura voltada para

frente;
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 61
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- Posicionar campânula do estetoscópio sobre artéria braquial, na

fossa antecubital, evitando compressão excessiva;

- Solicitar ao avaliado para não falar durante a medida;

- Inflar rapidamente, 10-10 mmHg por segundo, até o nível estimado

da pressão sistólica;

- Desinflar lentamente 2-4 mmHg por segundo;

- Determinar pressão sistólica no aparecimento do primeiro som

(Fase I de Korotkoff), que se intensifica com aumento da deflação;

- Determinar pressão diastólica no despareciemtno do som (fase V de

Korotkoff). Auscultar 20-30mmHg abaixo do último som para

confirmar seu desaparecimento e proceder à deflação rápida e

completa. Quando os sons persistirem até o zero, determinar a

diastólica no abafamento dos sons (Fase IV de Korotkoff);

- Registrar os valores da pressão realmente obtidos na escala do

manômetro, que varia de 2 em 2 mmHg, evitando arredondar para

valores terminados em zero ou cinco.

- Esperar um a dois minutos antes de realizar nova medida;

- O avaliado deve ser informado sobre os valores da pressão e

possível necessidade de acompanhamento.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 62
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8.2.4 Inatividade física

O risco relativo a DCC fatal entre os sedentários é cerca de duas vezes

maior que para os indivíduos mais ativos. Tanto para homens como para

mulheres, a manutenção da aptidão física por toda a vida também proporciona

uma proteção significativa em termos tanto dos fatores de risco quanto da

ocorrência de doença real.

Numerosos estudos têm demonstrado que pessoas mais ativas

apresentam um risco menor de doenças cardíacas que indivíduos sedentários;

entretanto, antigamente, a inatividade física era considerada menos importante

que o controle de colesterol sérico, a pressão arterial e o tabagismo.

Estudos recentes indicam que a atividade física (com o gasto de 2.000

kcal por semana em exercícios) e os altos níveis de condicionamento

cardiorrespiratório (como agüentar por bastante tempo um teste de esteira) são os

principais fatores relacionados à prevenção de doenças cardíacas e á mortalidade

por qualquer causa. A inatividade física e os baixos níveis de condicionamento

merecem ser incluídos com a mesma ênfase nos fatores de risco primários

tradicionais.

A atividade física contribui para a manutenção da força muscular, da

estrutura e função das articulações e para o desenvolvimento ósseo adequado na


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 63
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infância e na juventude, o que lhe confere um papel importante na prevenção e no

controle de problemas articulares e de desenvolvimento de osteoporose.

Adicionalmente as possibilidades de manter uma vida autônoma e independente.

Há evidências que o exercício regular esteja relacionado à redução do

risco de desenvolvimento Doenças Cardíacas, resultando em uma melhora nos

níveis de colesterol sérico, na pressão arterial, na tolerância à glicose, no

fibrinogênio e na gordura corporal. Além de influenciar em outros fatores como:

Ansiedade, dor nas costas, câncer, doenças pulmonares crônicas, depressão,

diabetes, hipertensão, obesidade, osteoporose, acidentes vasculares cerebrais

(AVCs) e etc.

8.2.5 Baixo condicionamento cardiorrespiratório

A introdução usual do condicionamento cardiorrespiratório (CCR), como

fator primário, em termos de Doenças Crônicas Degenerativas, ocorreu devido ao

consenso geral entre as investigações mais recentes que preceitua uma relação

constante emerge entre um estilo de vida sedentário e uma maior probabilidade de

cardiopatia.

Existe um consenso entre os autores FOX (1979 & 1991), WEINECK

(1986, 1991 & 1999), McARDLE (1991), GOMES (1995), LEITE (1996) &

MONTEIRO (2000 & 2001), no sentido de se atribuir ao VO2 Máx a função de


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 64
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medida mais representativa da aptidão cardiorrespiratória, pois, em geral, ele

resume o que ocorre no sistema de transporte de oxigênio, podendo também ser

chamado de potência aeróbica máxima.

A medida do VO2Máx expressa as adaptações do treinamento e as

potencialidades genéticas através dos diversos fatores relacionados com o

sistema cardiovascular e com a musculatura esquelética, por isso que é aceito

como um dos principais indicadores de saúde cardiorrespiratória.

De uma maneira geral a classificação da Aptidão Física

Cardiorrespiratória deve ser especifica em função do sexo, idade e população

avaliada. Citaremos como referência duas classificações a proposta da American

Heart Association (1980) que foi estabelecida a partir de indivíduos sadios não

atleta e pode ser utilizada como meio de acompanhamento da aptidão

cardiorrespiratória, e a de Cooper (1982), segundo GOMES (1995, 64).

Tabela 7 Nível de Aptidão Física do American Heart Association para Homens e Mulheres em
VO2MÁx em ml(kg.min)-1. Fonte: A.C.S.M, 1980
Mulheres em ml/Kg.min
F. Etária Muito Fraca Fraca Regular Boa Excelente
20-29 < 24 24-30 31-37 38-48 >48
30-39 < 20 20-27 28-33 34-44 >44
40-49 < 17 17-23 24-30 31-41 >41
50-59 < 15 15-20 21-27 28-37 >37
60-69 < 13 13-17 18-23 24-34 >34
Homens em ml/Kg.min
F. Etária Muito Fraca Fraca Regular Boa Excelente
20-29 < 25 25-33 34-42 43-52 >52
30-39 < 23 23-30 31-38 39-48 >48
40-49 < 20 20-26 27-35 36-44 >44
50-59 < 18 18-24 25-33 34-42 >42
60-69 < 16 16-22 23-30 31-40 >40
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Tabela 8 Classificação da Aptidão Cardiorrespiratória de Cooper para Homens e Mulheres


VO2max ml(kg.min)-1.Fonte: COOPER, 1982
Homens
F. Etária Muito Fraca Fraca Regular Boa Excelente Superior
13-19 < 35 35,1-38,3 38,4-45,1 45,2-50,9 51,0-55,9 >56,0
20-29 < 33 33,1-36,4 36,5-42,4 42,5-46,4 46,5-52,4 >52,5
30-39 <31,5 31,6-35,4 35,5-40,9 41,0-44,9 45,0-49,4 >49,5
40-49 < 30,2 30,3-33,5 33,6-38,9 39,0-43,7 43,8-48,0 >48,1
50-59 < 26,1 26,2-30,9 31,0-35,7 35,8-40,9 41,0-45,3 >45,4
> 60 20,5 20,6-26,0 26,1-32,2 32,3-36,4 36,5-44,2 >44,3
Mulheres
F. Etária Muito Fraca Fraca Regular Boa Excelente Superior
13-19 <25 25,1-30,9 31,0-34,9 35,0-38,9 39,0-41,9 >42,0
20-29 <23,6 23,7-28,9 29,0-32,9 33,0-36,9 37,0-40,9 >41,0
30-39 <22,8 22,9-26,9 27,0-31,4 31,5-35,6 35,7-40,0 >40,1
40-49 <21,0 21,1-24,4 24,5-28,9 29,0-32,8 32,9-36,9 >37,0
50-59 <20,2 20,3-22,7 22,8-26,9 27,0-31,4 31,5-35,7 >35,8
> 60 <17,5 17,6-20,1 20,2-24,4 24,5-30,2 30,3-31,4 >31,5

8.2.6 Diabetes

A Diabete também foi removido da lista de fatores secundários para a

lista de fatores primários. A Diabetes Mellitus é uma patologia que se caracteriza

pelo comprometimento da produção de insulina pelo pâncreas e/ou pela

diminuição do número ou da afinidade dos receptores de insulina, causando o

aumento dos níveis de glicose sanguínea, mesmo a pessoa estando em jejum.

CARNAVAL (1995, p.118)

WEINECK (op.cit., 394) diz que a Diabets Mellitus, também conhecida

como doença do açúcar, existe, quando a taxa de açúcar no sangue está

constantemente elevada. As taxas de açúcar no sangue, em jejum, abaixo de


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 66
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120mg% são consideradas normais; as taxas que ultrapassam 140 mg% devem

ser classificadas como diabéticos, segundo a recomendação da OMS.

Tabela 8 Tabela de valores de referência para glicemia, segundo a Sociedade Brasileira de


Cardiologia, 1996.
Classificação Glicose
Normal Até 100 mg/dl
Elevado 100 - 139 mg/dl
Diabetes Maior de 140 mg/dl

Pode ter como causas vários fatores tais como a hereditariedade, a

obesidade, a inatividade física, o estresse, a alimentação inadequada, a gravidez,

o envelhecimento e etc. está estreitamente correlacionada com um grande número

de fatores de risco, como por exemplo, a pressão sanguínea alta, a hiperlipidemia

e a hiperiuricemia.

A Diabetes age sobre os vasos sanguíneos de forma semelhante à

hipertonia, ou seja, a longo prazo e de forma difusa. Como mecanismos

patológicos, discutem-se a taxa de insulina, compensatória aumentada, que deve

perturbar determinados mecanismos reguladores (lipoproteinlipase), que deve

cuidar da mobilização e transporte das gorduras: a gordura excedente, então,

penetra na parede do vaso, levando ao aparecimento de focos ateromatosos.

Além do maior risco do diabético em relação ao aparecimento de

doenças coronarianas, a freqüência de doenças como apoplexia e angiopatia

também é maior, chegando a ser 2-3 vezes maior que nas pessoas normais,

assim como a freqüência da gangrena (necrose de tecidos), que é 10 vezes maior.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 67
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Existem dois tipos de diabetes Mellitus:

- Tipo 1: também conhecida como diabetes juvenil (classificação da

O.M.S.), ou insulino-dependente, caracterizada pela redução ou pela

não produção de insulina pelo pâncreas. Ocorre normalmente até os

24 anos e, também é, normalmente hereditária.

- Tipo 2: também conhecida como diabete adulta (classificação da

O.M.S.), ou não -insulino- dependente, caracterizada pela diminuição

do número ou da afinidade dos receptores de insulina das células,

proporcionando uma resistência à ação da insulina. Ocorre

normalmente após os 24 anos e é associada à obesidade que pode

ser a responsável pela insuficiência insulínica.

8.3 Fatores de risco influenciáveis secundários

8.3.1 Obesidade

De acordo com POLLOCK (1993,47) "excesso de peso" é definido

como aquela condição onde o peso do indivíduo excede ao da média da

população, determinada segundo o sexo, a altura e o tipo de compleição física.

WEINECK (op.cit., 393) diz que partindo do peso chamado "Peso

Normal", ele é calculado a partir da altura e equivale à altura menos 100, o


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 68
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excesso de peso é caracterizado como um aumento de 10 a 20% em relação ao

peso normal estabelecido. RAMOS (1999, 92) complementa este dois autores ao

diz que o excesso de peso é uma classificação muito ampla, uma vez que o

componente responsável pelo peso elevado pode ser: massa corporal magra,

quantidade de gordura corporal e a associação dos dois fatores, anteriormente

citados.

RAMOS (op.cit,93) define obesidade como uma taxa elevada de

gordura corporal, onde nesse quadro se encaixam homens que possuam no

mínimo 20% e mulheres com, no mínimo, 30% ou mais de gordura corporal.

Os valores para gordura corporal estimada, como recomendada por

LOHMAN (1992), apud HEYWARD (2000, p. 5), são apresentados na tabela 9. A

média de %GC é de 15% para Homens e 23% para Mulheres. O padrão de

obesidade que coloca o indivíduo em risco de doenças é acima de 25% para

Homens e 32% para Mulheres. Os níveis mínimos saudáveis de %GC são

estimados em 5 a 8% para homens e 8 a 12% para Mulheres.

Tabela 9 Valores para gordura corporal estimada. Dados de LOHMAN (1992, 80), apud
HEYWARD (2000, p.5)
CLASSIFICAÇÃO HOMENS MULHERES
Risco < 4% < 8%
Abaixo da Média 5 a 8% 9 a 14%
Na Média 9 a 16% 15 a 22%
Acima da Média 17 a 24% 23 a 29%
Risco > 25% > 30%
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 69
Leonardo de Arruda Delgado

De acordo com Programa Saúde da Família, com grande grau de

aproximação, é possível, somente com medidas de peso e altura, chegar a um

diagnóstico adequado da adiposidade. Utilizando-se para isso índice de Massa

Corporal (IMC) ou índice de Quetelet IMC (kg/m2) = PC (em kg)/ AL2 (em m). Para

calcular o IMC, o peso do corpo deve ser medido em quilogramas e a altura

convertida de centímetros em metros (cm/100).

Este índice constitui uma alternativa bastante valida, pois se uma

população apresenta valores elevados de IMC podemos afirmar que isso ocorre

em função do excesso de componente gordura corporal, já que na maioria das

pessoas que apresentam excesso de massa isso não ocorre por excesso de

massa magra.

Tabela 10 Classificação do sobrepeso e obesidade pelo IMC, adaptado de Whro (1997), apud
Costas 2001, p.40)
Classificação de Obesidade IMC(kg/m²)
Baixo Peso < 18,5
Normal 18,5-24,9
Sobrepeso 25,0-29,9
I 30,0-34,9
Obesidade
II 35,0-39,9
Obesidade Mórbida III > ou = 40,0

Outra medida que pode ser utilizada é a relação da cintura para o

quadril (RCQ) é fortemente associada à gordura visceral e parece ser um índice

aceitável de gordura intra-abdominal. A RCQ é simplesmente calculada dividindo a

circunferência da cintura (medida em cm) pela do quadril (medida em cm), quanto

à classificação dos valores podemos utilizar a tabela 11.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 70
Leonardo de Arruda Delgado

Tabela 11 Normas para a proporção entre Circunferência da Cintura e do Quadril (RCQ) para
Homens e Mulheres. Fonte: HEYWARD & STOLARCYK (op.cit, 91)
Risco Estimado
Sexo
Idade Baixo Moderado Alto Muito Alto
20-29 <0,83 0,83-0,88 0,89-0,94 >0,94
30-39 <0,84 0,84-0,91 0,92-0,96 >0,96

Homens 40-49 <0,88 0,88-0,95 0,96-1,00 >1,00


50-59 <0,90 0,90-0,96 0,97-1,02 >1,02
60-69 <0,91 0,91-0,98 0,99-1,03 >1,03

20-29 <0,71 0,71-0,77 0,78-0,82 >0,82


30-39 <0,72 0,72-0,78 0,79-0,84 >0,84

Mulheres 40-49 <0,73 0,73-0,79 0,80-0,87 >0,87


50-59 <0,74 0,74-0,81 0,82-0,88 >0,88
60-69 <0,75 0,76-0,83 0,84-0,90 >0,90

A perda de peso e a subseqüente redução na quantidade de gorduras,

independentemente de ter sido obtida através da dieta ou do exercício, em geral

normalizam os níveis de colesterol e de triglicerídeos e exercem um efeito

benéfico sobre a pressão arterial e os diabetes com início na vida adulta.

8.3.2 Colesterol de baixíssima densidade (VLDL- Very LDL)

O papel da VLDL não esta muito claro até, agora, mas é crítica a

situação, que a VLDL pode ser transformada em LDL no plasma e, por fim,

transporta para o tecido adiposo os triglicérides sintetizados do açúcar.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 71
Leonardo de Arruda Delgado

8.3.3 Tensão e estresse

Várias pesquisas vastamente divulgadas no meio científico vêm

evidenciando o estresse como o mal do século, pois, em condições de estresse

elevado, o mecanismo de defesa do corpo entra em ação: aumenta a freqüência

cardíaca, eleva a pressão arterial, os músculos ficam tensos e o resultado pode ter

uma doença cardíaca. Calcule o seu nível de estresse utilizando a anamnese do

anexo I p. 84.

8.4 Fatores não-influenciáveis

8.4.1 Hereditariedade

A hereditariedade parece desempenhar algum papel no risco de ataque

cardíaco. Por exemplo, as pessoas que sofrem um ataque cardíaco,

particularmente em idade jovem, contam uma história familial de ataques

cardíacos na juventude.

Pela mesma razão, os que não sofrem de ataques cardíacos em geral

pertencem a famílias nas quais esses ataques só ocorrem raramente. Até hoje

este fator de risco só foi pesquisado cientificamente num âmbito muito restrito e

também é muito difícil ser pesquisado. Assim, por exemplo, é muito difícil

comprovar, o quanto às conseqüências da disposição familiar realmente se


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 72
Leonardo de Arruda Delgado

baseiam influências genéticas e não são decorrentes de hábitos de vida e

alimentação dentro da família.

Como doenças hereditárias, estão às formas primárias das doenças

metabólicas diabetes, hiperlipidemias e gota. Uma relação maior existe entre

pressão sanguínea alta e excesso de peso, que também podem depender de

transmissão hereditária.

8.4.2 Idade

A idade é um dos possíveis fatores que podem deixar a disposição para

uma determinada doença metabólica manifestar-se. Em geral, quanto mais

avançada for a idade, maior será o risco de ataque cardíaco, as pessoas com

menos de 40 anos, por exemplo, sofrem com menos freqüência de hipertonia e

diabetes que as pessoas com mais de 40 anos.

8.4.3 Sexo

A incidência de coronariopatia é maior em homens jovens do que em

mulheres jovens. Por exemplo, a taxa de mortalidade em homens brancos entre

35 e 44 anos de idade é seis vezes maior que a de mulheres braças da mesma

idade. Entretanto, com o avançar da idade, a incidência de coronariopatia passa a

ser praticamente a mesma em homens e mulheres.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 73
Leonardo de Arruda Delgado

Do ponto de vista fisiológico, a menor taxa de morte devido à doença

cardíaca entre mulheres jovens parece está relacionada com o hormônio sexual

feminino, o estrógeno. Por qualquer razão, esse hormônio, tem um papel de

protetor contra a coronariopatia. Por exemplo, a administração de estrogênio em

homens que já tiveram um ataque cardíaco reduz o número de ataques

subseqüentes. Após a menopausa, o nível de estrogênio cai drasticamente e,

portanto, explica o risco comparável de doenças cardíaca coronariana na mulher e

do homem mais idosos.

8.4.4 Personalidade de risco

Na década de 70, vários pesquisadores começaram a acreditar que

uma das causas mais importantes do aparecimento prematuro das doenças

coronarianas era um tipo de comportamento específico que foi designado

comportamento Tipo A.

Segundo os defensores dessa teoria, na ausência do padrão do

Comportamento Tipo A, a doença coronariana nunca ocorre antes de 70 anos de

idade, mesmo com uma alimentação inadequada rica em gorduras, ou com o

fumo, assim como com a falta de exercícios. Com esse padrão de comportamento

presente a doença pode parecer facilmente aos 30 ou 40 anos.

O padrão de Comportamento Tipo A é um complexo de traços da

personalidade, que inclui um impulso competitivo excessivo; agressividade.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 74
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Impaciência e um devastador sentido de urgência de tempo. Os indivíduos que

ilustram esse padrão parecem estar comprometidos com uma luta crônica,

incessante e freqüentemente infrutífera, contra si mesmo, com os outros, e com as

circunstâncias e algumas vezes com a própria vida.

Por outro lado, existe o padrão de Comportamento Tipo B, que é

exatamente o oposto do Tipo A. Esse tipo, ao contrário do Tipo A, é raramente

atormentado por desejos de obter cada vez mais, ou de participar coisas no menor

tempo possível. Ele pode ter as mesmas ambições do Tipo A, mas seu caráter é

tal que pondera, dá confiança e segurança, ao invés de incitá-lo, irritá-lo e

enfurecê-lo como no Tipo A.

As pessoas do Padrão de Comportamento Tipo A são mais propensas

a exibir os fatores de riscos das doenças coronarianas ou seja, maior nível de

coleterol, triglicerídeos, traços precursores da diabetes, fumam mais, exercitam-se

menos (porque eles não têm tempo!!!), comem mais alimentos ricos em colesterol,

e também têm pressão mais elevada e por fim vivem estressadas.

8.4.5 Raça

Existem povos e raças, nas quais as doenças coronarianas quase não

acontecem, no Oriente quase não ocorrem casos de arteriosclerose, entre os

índios Navajo e africanos, as doenças coronarianas e os infartos do coração são


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 75
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raros. Estas particularidades, no entanto, provavelmente se baseiam na ausência

de determinados fatores de risco como tabagismo, excesso ou carência alimentar,

falta de movimento e etc., e não em uma diferença racial ou genética.

Entretanto, também existem diferenças que repousam puramente na

raça, ou seja, quando pessoas de duas raças vivem sob as mesmas condições de

vida: desta forma, os de raça negra apresentam taxas de colesterina e triglicérides

significativamente mais baixa que os representantes da raça branca; a menor taxa

de gordura também não aumenta com aumento da idade.

Em se tratando de hipertensão, para os adultos nos Estados Unidos,

cerca de 20% de homens e mulheres brancos são hipertensos, enquanto cerca de

30% de homens e mulheres negros são hipertensos, logo, a população negra

apresenta um risco substancialmente mais elevado do que a população branca,

embora não seja este o caso em relação à coronariopatia.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 76
Leonardo de Arruda Delgado

9 ANAMNESES

A palavra anamnese vem do grego e significa recordar. Esta

recordação é verbalizada através de dados que são referidos pelo avaliado como

respostas formuladas pelo avaliador.

A anamnese ocorre na forma de entrevista e representa um importante

elemento na etapa de coleta de dados (Diagnose). Seu direcionamento deve ser

voltado para diagnosticar alguns dos principais aspectos que poderão selecionar

os alunos, no sentido de ajudar a prescrever o programa de atividades físicas ideal

para um público específico.

FARINATTI & MONTEIRO (2000, p.201) ressaltam que um dos

ingredientes mais importantes da anamnese é o bom relacionamento entre o

avaliador e o avaliado. A narrativa do avaliado precisa ser atentada e

especialmente ouvida, devendo o avaliador despertar a confiança de seu

entrevistado através da atenção e interesse pelos dados relatados.

O profissional que conduz a anamnese deve ser suficientemente

treinando para, frente à ansiedade, limitação de memória, inibição e

particularidade sócio-culturais do avaliado, fornecer condições de relato correto de

dados através de conduta mais ou menos informal.


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 77
Leonardo de Arruda Delgado

Em uma anamnese enfocam-se itens tais como: Histórico familiar sobre

doenças coronarianas; tratamento e medicamento em usos; hábitos alimentares;

tabagismo e atividade física, entre outros.

Para conduzir uma anamnese voltada para a investigação dos aspectos

relevantes à prática de atividade física, propomos as seguintes etapas:

1- Coletar dados de identificação: como nome, idade, profissão, data de

nascimento, telefone, endereço e etc.

2- Objetivos do entrevistado: conhecer os objetivos que levam o aluno a

procurar a praticar atividade física.

3- Atividade física: esta parte é dedicada à investigação do passado e

presente de atividades físicas do avaliado, bem como de suas

atividades preferidas.

4- Dados clínicos relevantes à prática de atividade física: a) Fatores de

risco para doenças coronarianas; b) Medicamentos em uso: c)

Problemas ósteo-mio-articular; d) quaisquer outras características

descritas pelo médico que se façam necessárias.

5- Quais os hábitos do aluno: tais como horas de sono, se é fumante,

tipo de alimentação, e etc.

6- Considerações finais: este tópico pode ser dividido em duas partes.

Inicialmente, o avaliador poderá anotar os dados referentes à

disponibilidade de dias e horários para a prática de atividades físicas.

Por fim, poderá ser incorporado à anamnese qualquer relato não-


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 78
Leonardo de Arruda Delgado

abordado anteriormente que seja importante para a elaboração do

programa de atividades físicas. Geralmente, o avaliador pergunta ao

entrevistado se existe algum aspecto não indagado que ele julgue

relevante relatar.

Os dados obtidos na anamnese irão influenciar na escolha ou

reestruturação dos testes físicos, bem como encaminhamento do avaliado para

realização de exames complementares.

Desta forma, acredita-se que se possa desenvolver uma espécie de

triagem, procurando detectar aquelas pessoas que possam apresentar uma

elevada probabilidade de desenvolvimento de algum risco de cardiopatia, e

aquelas pessoas que, a princípio, estariam fora da faixa de risco, possuindo

parâmetros para a partir daí estabelecer o tipo de avaliação a ser feita, bem como

a atividade física adequada para cada indivíduo.

9.1.1 Estimativa do risco cardíaco

Já foram feitas muitas tentativas de quantificar a suscetibilidade

individual para coronariopatia; isso resultou na elaboração de inventários de risco

coronariano, denominados comumente “estimativas dos riscos”. A maioria dos

inventários dos riscos atribui valores diferentes aos diferentes aspectos do estilo

de vida de uma pessoa. Habitualmente, as atribuições desses valores são


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 79
Leonardo de Arruda Delgado

bastantes arbitrárias e não se baseiam em pesquisas conclusiva que tivesse

demonstrado um risco real relacionado quantitativamente a determinado traço do

estilo de vida. Assim sendo, esses inventários dos riscos devem ser usados e

interpretados com cautela, só devendo ser utilizados como um critério geral.

Entre os principais testes que podem ser utilizados para nos fornecer

uma estimativa do risco, citaremos: O Questionário RISKO do Michigan Heart

Association, o Questionário de Prontidão Física (Physical Activity Readiness

Questionnarie) ou “PAR-Q” e o Questionário Sobre o Estado de Saúde de

HOWLEY & FRANKS (2000,38-41).

A Associação Americana de Cardiologia publicou um teste semelhante

a um jogo, denominado RISKO, que pode ser usado para estimar seu risco de

coronariopatia. O Questionário RISKO do Michigan Heart Association, nada mais

é que uma anamnese, contendo 8 fatores de risco coronariano, onde cada fator

possui uma resposta e cada resposta possui um valor numérico, essa anamnese

visa quantificar o risco coronariano, mediante o somatório dos fatores de risco e

sua posterior classificação de acordo com a tabela de risco relativo (ver anexo II).

Atualmente este questionário sofreu algumas modificações devido à mudança dos

pesos atribuídos a fatores de risco (ver anexo III)

De acordo com autores como MONTEIRO (2001, p.23) e POLLOCK

(1992), o PAR-Q possui uma sensibilidade de 100% para detecção de contra-

indicações médicas ao exercício e uma especificidade de 80%. No Canadá, o


AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 80
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PAR-Q tem sido recomendado como padrão mínimo de triagem pré-atividade

antes do inicio de programas de atividade física leve e moderada. Nas últimas

duas décadas, o PAR-Q foi administrado com sucesso em diversos países, e mais

de um milhão de pessoas foram submetidos a atividades físicas após triagem feita

pelo questionário, sem nenhum problema cardiovascular sério relatado.

Em 1992, o PAR-Q sofreu modificações visando melhorar a sua

validade. Após a realização de estudos comparativos entre o questionário original

e o revisado, o PAR-Q revisado passou a ser adotado como um screening para

avaliação de candidatos à prática regular de atividade física, visto sua maior

sensibilidade e especificidade (ver anexo IV).

Pode-se dizer que o questionário PAR-Q avalia três principais

parâmetros, a saber:

a) Cardiovascular (perguntas 1, 2, 3 e 6);

b) Óseto-mio-articular (pergunta 5);

c) Outros problemas, onde geralmente estão inseridos os problemas de

ordem metabólica e/ou pulmonares (pergunta 4 e 7)

A avaliação das respostas ao questionário é realizada da seguinte

forma:
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 81
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a) PAR-Q Positivo: uma ou mais respostas positivas. Nesse caso, o

avaliado deve consultar um médico antes de aderir a um programa

regular de atividades físicas;

b) PAR-Q Negativo: todas as perguntas negativas. O avaliado tem

uma razoável garantia de apresentar condições adequadas para a

participação em um programa regular de atividades físicas.

O questionário sobre o estado de saúde apresentado por HOWLEY &

FRANKS (2000,38-41)(ver anexo V) que fornece informações sobre: problemas

médicos diagnosticados; características que aumentam o risco de problemas de

saúde; sinais ou sintomas indicativos de problemas de saúde; comportamento de

estilo de vida relacionados à saúde boa ou ruim.

O questionário é dividido em quatro partes, a primeira parte fornece

informações pessoais e de emergência prontamente disponíveis no caso de

precisar chamar o médico ou a família.

A segunda parte inclui seu histórico clinico e de sua família. Essa

informação auxiliará o coordenador do programa de condicionamento a decidir

sobre os programas de condicionamento educacionais e de atividade física

apropriados.
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 82
Leonardo de Arruda Delgado

A terceira parte trata de comportamentos conhecidos por estarem

relacionados à segurança e à saúde. Você poderá ajudar o participante a

modificar esses comportamentos para um estilo de vida mais saudável.

A quarta parte enforca atitudes relacionadas à saúde que estão

associadas à vida saudável. Perguntas individuais e partes de perguntas que

estão codificadas para auxiliar o professor a utilizarem as informações. A chave

para os códigos estão incluídos no final do QES.

9.1.2 Estimativa do nível de aptidão física

É um índice proposto por SHARKEY, destinada a avaliar e classificar a


categoria de Aptidão Física. Para isso é utilizado um questionário onde são
analisados três componentes da atividade física: Intensidade, Freqüência e
Duração (ver anexo VI).

A classificação do nível de aptidão física baseia-se no seguinte:

- Sedentário: não realizou nenhuma atividade física por pelo menos

10 minutos contínuos durante a semana.

- Insuficientemente ativo: realiza atividade física por pelo menos 10

minutos por semana, porém insuficiente para ser classificado como

ativo.
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 83
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Anexo I: Questionário de Estresse

Assinale a freqüência com que você vivenciou nos últimos dois meses cada um dos itens abaixo:
Você sente dores de cabeça freqüentemente?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Você tem tido problemas de insônia?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Você como em excesso?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Sente dor na parte inferior das costas (região lombar)?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Problemas com úlcera ou gástrico?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Problemas como nervosismo?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Pesadelos?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Problemas com pressão arterial?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Mãos e pés frios e suados?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Ingestão de álcool ou remédios sem receita médica?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Palpitações cardíacas (taquicardia)?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Falta de apetite?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Dificuldades sexuais?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Preocupações excessivas?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Náuseas, vômitos?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Irritabilidade?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Perda do apetite ou diarréia?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Dores nos músculos do pescoço e ombros?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Períodos de depressão?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Pequenos acidentes?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2
Sentimento de raiva?
( ) Não - 0 ( ) Ocasionalmente - 1 ( ) Freqüentemente -2

Pontuação:
Sem estresse – Menos de 4 pontos
Estresse Moderado – de 4 a 20 pontos
Estresse intenso – de 20 a 30 pontos
Estresse muito intenso – Acima de 30
pontos
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Anexo II: Índice de Risco Cardíaco (RISKO)

1 Idade
( ) 10 a 20 anos (1)
( ) 21 a 30 anos (2)
( ) 31 a 40 anos (3)
( ) 41 a 50 anos (4)
( ) 51 a 60 anos (6)
( ) 61 a 70 anos (8)
2 Hereditariedade
( ) Nenhuma história conhecida (1)
( ) 1 parente com mais de 60 anos com doença cardiovascular (2)
( ) 2 parente com mais de 60 anos com doenças cardiovasculares (3)
( ) 1 parente com menos de 60 anos com doença cardiovascular (4)
( ) 2 parentes com menos de 60 anos com doença cardiovascular (6)
( ) 3 parentes com menos de 60 anos com doença cardiovascular (8)
3 Peso
( ) mais de 2,3 kg baixo do peso padronizado (0)
( ) –2,3 a+2,3 kg do peso padronizado (1)
( ) Excesso de peso de 2,5 a 9 kg (2)
( ) Excesso de peso de 9,1 a 15,8 kg (3)
( ) Excesso de peso de 16,2 a 22,6 kg (5)
( ) Excesso de peso de 23 a 29,5 kg (7)
4 Fumo
( ) Não-fumante (0)
( ) Charuto e/ou cachimbo (1)
( ) 10 cigarros ou menos por dia (2)
( ) 20 cigarros por dia (4)
( ) 30 cigarros por dia (6)
( ) 40 cigarros ou mais por dia (10)
5 Exercício
( ) Esforço ocupacional e recreativo intenso (1)
( ) Esforço ocupacional e recreativo moderado (2)
( ) Trabalho sedentário e esforço recreativo intenso (3)
( ) Trabalho sedentário e esforço recreativo moderado (5)
( ) Trabalho sedentário e esforço recreativo leve (6)
( ) Ausência completa de qualquer exercício (8)
6 Colesterol ou % de gordura na dieta
( ) Colesterol total de 180 mg% ausência de gorduras animais ou sólidas na dieta(1)
( ) Colesterol de 181-205 mg 10% de gordura animal ou sólida na dieta (2)
( ) Colesterol de 206-230 mg% 20% de gordura animal ou sólida na dieta (3)
( ) Colesterol de 231-255 mg% 30% de gordura animal ou sólida na dieta (4)
( ) Colesterol de 256-280 mg% 40% de gordura animal ou sólida na dieta (5)
( ) Colesterol de 281-330 mg% 50% de gordura animal ou sólida na dieta (7)
7 Pressão arterial
( ) Limite superior de 100 (1)
( ) Limite superior de 120 (2)
( ) Limite superior de 140 (3)
( ) Limite superior de 160 (4)
( ) Limite superior de 180 (6)
( ) Limite superior de 200 (8)
8 Sexo
( ) Mulher com menos de 40 (1)
( ) Mulher com 40-50 (2)
( ) Mulher com mais de 50 (3) Se sua nota for:
( ) Homem (5) 6-11 Risco bem baixo da média
( ) Homem atarracado (6) 12-17 Risco abaixo da média
( ) Homem careca e atarracado (7) 18-24 Risco na média geral
Nota:________________ 25-34 Risco moderado
32-40 Risco no nível perigoso
41-62 Perigo urgente. Consulte seu médico
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Anexo III: Avaliação dos Fatores de Risco Coronariano

1 Histórico Familiar de Doenças Cardíacas


( ) Normal (0) ( ) 1 acima de 50 anos (2) ( ) 1 abaixo de 50 anos (3)

2 Eletrocardiograma de Repouso
( ) Negativo (0) ( ) Duvidoso (1) ( ) Positivo (3)

3 Eletrocardiograma em Exercício
( ) Negativo (0) ( ) Duvidoso (4) ( ) Positivo (8)

4 Fumo - cigarros /dia


( ) Nenhum (0) ( ) 1-10 cigarros (2) ( ) 11 a 30 (3) ( ) 31 ou + (4)

5 Excesso de Peso Corporal


( ) Normal (0) ( ) 10 – 15% (2) ( ) > 15% (4)

6 Prática de Atividade Física


( ) Regular (0) ( ) Infrequente (2) ( ) Nenhuma (4)

7 Nível de Colesterol Total


( ) 200 (0) ( ) 201-230 (1) ( ) 231-245 (2)
( ) 246-275 (3) ( ) > 276 (4)

8 Nível de Triglicérides
( ) 80 (0) ( ) 81-115 (1) ( ) 116-150 (2)
( ) 151-250 (3) ( ) > 251 (4)

9 Nível de Glicose Sanguínea


( ) <98 (0) ( ) 99-104 (1) ( ) 105-110 (2)
( ) 111-118 (3) ( ) > 119 (4)

10 Nível de Stress
( ) Normal (0) ( ) Muito Leve (1) ( ) Moderado (2)
( ) Alto (3) ( ) Muito Alto (4)

11 Pressão Arterial
( ) 120/80 (0) ( ) 121-130/81-86 (1) ( ) 131-140/87-96 (2)
( ) +140/+97 (3)

Se sua nota for:

0-4 Risco coronariano muito baixo


5-14 Risco coronariano baixo
15-24 Risco coronariano moderado
25-34 Risco coronariano alto
35-45 Risco coronariano muito alto
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 86
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Anexo IV: Questionário PAR-Q

1 Alguma vez um médico lhe disse que você possui um problema do coração e
recomendou que só fizesse atividade física sob supervisão médica?
( ) Sim ( ) Não

2 Você sente dor no peito causada pela prática de atividade física?


( ) Sim ( ) Não

3 Você sentiu dor no peito no ultimo mês ?


( ) Sim ( ) Não

4 Você tende a perde a consciência ou cair, como resultado de tonteira?


( ) Sim ( ) Não

5 você tem algum problema ósseo ou muscular que poderia ser agravado com a
prática de atividade física?
( ) Sim ( ) Não

6 Algum médico já recomendou o uso de medicamento para a sua pressão arterail


ou condição física?
( ) Sim ( ) Não

7 Você tem consciência, através da sua própria experiência ou aconselhamento


médico, de alguma outra razão física que impeça sua prática de atividade física
sem supervisão médica?
( ) Sim ( ) Não

Se Você Respondeu
- Sim, para uma ou mais perguntas: você deve procurar um médico
recentemente, consulte seu médico por telefone ou pessoalmente antes de
aumentar sua atividade física e/ou fazer uma avaliação de
condicionamento. Diga a seu médico a que perguntas você respondeu sim
no PAR-Q ou apresente sua cópia do PAR-Q
- Não, para todas as perguntas: se você respondeu o PAR-Q
precisamente, você possui razoável garantia de sua adaptação para um
programa de exercícios progressivos e uma avaliação de condicionamento.
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Anexo V: Questionário Sobre o Estado de Saúde(QES)

Instruções: complete cada questão com informações precisas. Toda informação


fornecida é confidencial se você optar por submeter esse formulário à analise de seu
instrutor de condicionamento.

Parte1: Informações sobre o individuo


RG_________________ Data:_________Telefone:____________/____________
Nome Completo:_________________________________ Apelido:____________
Endereço para Correspondência:_______________________________________
______________________________e-Mail:______________________________
Nome do seu médico:____________________________Fone:_______________
Pessoa para contato de emergência:________________Fone:_______________
Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino Data de nascimento:_____/____/_____
N° de horas trabalhadas por semana:
( ) Menos de 20 ( ) 20 a 40 ( ) 41 a 60 ( ) Mais de 60
Mais de 25% do tempo despendido no trabalho
( ) Sentado na cadeira ( ) Carregando peso ( ) Em Pé
( ) Caminhando ( ) Dirigindo
Parte 2: História Médica
Indique aquele(s) que tenham falecido de ataque cardíaco antes dos 50 anos
( ) pai ( ) mãe ( ) irmão ( ) irmã ( ) avô/avó
Data/ano do último exame médico:__________
Último teste de condicionamento:___________
Indique as operações que você tenha feito:
( ) Coluna ( ) Coração ( ) Articulações ( ) Hérnia
( ) Rim ( ) Pescoço ( ) Pulmão ( ) Olhos
( ) Outras:________________________________
Indique o(s) problema (s) abaixo para o(s) qual você tenha sido diagnosticado ou tratado
por um médico ou profissional da saúde:
( ) Alcoolismo ( ) Problema renal ( ) Enfisema ( ) Anemia
( ) Dor no pescoço ( ) Dor nas costas ( ) Visão ( ) Flebite
( ) Artrite reumatóide( ) Cardiopatia ( ) Câncer ( ) Tireóide
( ) Hipoglicemia ( ) Concussão ( ) Defeito Congênito ( ) Sangramento
( ) Diabete ( ) Anemia falciforme ( ) Doença Mental ( ) Epilepsia
( ) Asma ( ) Obesidade ( ) Gota ( ) Audição
( ) Bronquite ( ) AVC ( ) Hipertensão ( ) Cirrose
( ) Úlcera ( ) Hiperlipidemia ( ) Outros:_______________________
Indique qualquer medicamento tomado nos últimos 6 meses:
( ) Anticoagulante ( ) p/ Epilepsia ( ) Nitroglicemia ( ) p/ Diabete
( ) p/ Coração ( ) p/ estômago ( ) p/ Pressão ( ) Diurético
( ) Insulina ( ) Outros:__________________________
Qualquer um destes sintomas que ocorrem freqüentemente é a base para atenção
médica. Indique a freqüência que você tem cada um:
Tosse com sangue
( )Nunca ( )Raramente ( )Ás Vezes ( )Com certa freqüência ( )Muito freqüentemente
Dor abdominal
( )Nunca ( )Raramente ( )Ás Vezes ( )Com certa freqüência ( )Muito freqüentemente
Dor na região lombar
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Leonardo de Arruda Delgado

( )Nunca ( )Raramente ( )Ás Vezes ( )Com certa freqüência ( )Muito freqüentemente


Dor no braço ou no ombro
( )Nunca ( )Raramente ( )Ás Vezes ( )Com certa freqüência ( )Muito freqüentemente
Articulações inchadas
( )Nunca ( )Raramente ( )Ás Vezes ( )Com certa freqüência ( )Muito freqüentemente
Sentir se fraco
( )Nunca ( )Raramente ( )Ás Vezes ( )Com certa freqüência ( )Muito freqüentemente
Tontura
( )Nunca ( )Raramente ( )Ás Vezes ( )Com certa freqüência ( )Muito freqüentemente
Falta de ar com esforço leve
( )Nunca ( )Raramente ( )Ás Vezes ( )Com certa freqüência ( )Muito freqüentemente
Palpitação ou batimento cardíaco acelerado
( )Nunca ( )Raramente ( )Ás Vezes ( )Com certa freqüência ( )Muito freqüentemente
Fadiga incomum com atividade normal
( )Nunca ( )Raramente ( )Ás Vezes ( )Com certa freqüência ( )Muito freqüentemente

Parte 3: Comportamento relacionado à saúde


Você fuma atualmente?
( ) Sim ( ) Não
Se você é fumante, indique a quantidade de cigarros que você fuma por dia?
( ) 40 ou mais ( ) 20-39 ( ) 10-19 ( ) 1-9
Você se exercita regularmente?
( ) Sim ( ) Não
Quantos dias por semana você acumula 30 minutos de atividade moderada
( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( )6 ( )7
quantos dias por semana você normalmente despende pelo menos 20 minutos com
exercício vigoroso?
( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( )6 ( )7
Você pode caminhar 6,4 km rapidamente sem fadiga?
( ) Sim ( ) Não
Você pode caminhar continuamente 4,8 km em um ritmo moderado sem desconforto?
( ) Sim ( ) Não
Peso Atual_______ kg Há um ano:________kg Com 21 anos:_______kg

Parte4: Atitude relacionada à saúde


Estas são características que têm sido associadas ao comportamento propenso à
coronariopatia. Indique a que corresponde a como você se sente:
Sou um indivíduo impaciente, pontual ao extremo e difícil de conduzir
( ) Discordo totalmente ( ) Discordo moderadamente ( ) Discordo ligeiramente
( ) Concordo ligeiramente ( ) Concordo modernamente ( ) Concordo totalmente
liste tudo que ainda não foi incluído neste questionário que lhe possa causar problemas
em um teste ou programa de condicionamento
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
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Anexo VI: Avaliação do Nível de Atividade Física

INTENSIDADE
( ) Muito Leve (1)
( ) Leve (2)
( ) Discreta Respiração e Freqüência Cardíaca (3)
( ) Moderada Respiração e Freqüência Cardíaca (4)
( ) Intensa respiração e Freqüência Cardíaca (5)

FREQÜÊNCIA
( ) Nenhuma ou raramente (1)
( ) Algumas vezes por Mês (2)
( ) De uma a duas vezes por semana (3)
( ) De 3 a 5 vezes por semana (4)
( ) Diariamente ou quase diariamente (5)

DURAÇÃO
( ) Menos de 10 minutos (1)
( ) De 10 a 20 minutos (2)
( ) De 20 a 30 minutos (3)
( ) Acima de 30 minutos (4)

CLASSIFICAÇÃO
Pontuação Categoria Avaliação
1 a 20 Muito Pobre Sedentário
21 a 40 Pobre Insuficiente
41 a 60 Razoável Aceitável - deve melhorar
61 a 80 Médio Aceitável
81-100 Ótimo Estilo de Vida Muito Ativo
AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA: Projeto de elaboração de sistema de informações 90
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