Anda di halaman 1dari 4

FASES DO PROCESSO ELEITORAL

Efetivamente o processo eleitoral pode ser dividido em quatro


períodos distintos, o primeiro inicia com o fim das filiações partidárias e
termina com as convenções para a escolha dos candidatos. A partir
desse momento até o registro dos candidatos temos a segunda fase do
processo de eleição.
O terceiro período inicia com o término dos registros e se
estende até a data da eleição, e por fim, o último interregno, que vai do
dia do pleito até a diplomação dos candidatos eleitos, cabe ressaltar que
o espaço de tempo compreendido entre as convenções e a diplomação é
conhecido, doutrinariamente, como “micro eleitoral”.

1. CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS

Denomina-se convenção partidária o ato do partido político em


escolher seus candidatos para a disputa do pleito eleitoral. Caracterizam-
se de acordo com a eleição que será disputada, assim, em ano de
eleição municipal a convenção será municipal, em ano de eleição geral e
presidencial, as convenções são regionais (para a escolha de candidatos
aos cargos de Governador e Vice-Governador, Senador, Deputado
Federal e Deputado Estadual) e convenção nacional para a escolha de
candidato à Presidente da República.
As regras estão dispostas nos artigos 7º, 8º e 9º da Lei nº
9.504/97 (Lei das Eleições):
Art. 7º: Traz regras sobre a escolha e substituição dos
candidatos e a formação das coligações (deve estar disposta no estatuto,
em caso de ausência, o partido deve estabelecer as normas);
Art. 8º: Define o período das convenções (10 a 30 de junho do
ano em que se realizarem as eleições). Estipula que os detentores de
cargos obtidos em eleições proporcionais têm asseguradas as
candidaturas sem o crivo da convenção (candidatura nata);
Art. 9º: Dispõe sobre o prazo de domicílio e filiação partidária
para os candidatos, na circunscrição onde será realizado o pleito (um
ano antes da eleição). O parágrafo único convalida o prazo de filiação ao
ex-partido, dos candidatos que compõe o quadro de agremiação que seja
incorporada por outra ou que faça fusão com outro partido.

2. REGISTRO DE CANDIDATOS

É a oficialização dos candidatos escolhidos pelos partidos, que


devem apresentar sua documentação à Justiça Eleitoral, e comprovado o
preenchimento dos requisitos terá deferido o seu pedido. Sobre o tema
ensina José Jairo Gomes : 1

“Com vistas a aferir tais requisitos e concretizar a candidatura, é necessário que os


interessados autorizem o partido ou a coligação a que se encontrem vinculados a
ingressar na Justiça Eleitoral com um pedido, do qual resulta a instauração de um
processo de Registro de Candidatura – RCAN. Sobre sua natureza, uns entendem
que esse processo tem cunho administrativo, ao passo que outros afirmar constituir
um misto de administrativo e jurisdicional. (...). Certo é que, não sendo o processo
em apreço de natureza contenciosa, porquanto não há conflito de interesses a ser
solvido, ao Juízo ou Tribunal Eleitoral é dado conhecer ex officio de todas as
questões nele envolvidas, nomeadamente as pertinentes à ausência de condição
de elegibilidade, às causas de inelegibilidade e ao atendimento de determinados
pressupostos formais. Esse poder é reforçado pelo disposto no artigo 7º, parágrafo
único, da LC n. 64/90, que autoriza o órgão judicial a formar ‘sua convicção pela
livre apreciação da prova, atendendo aos fatos às circunstâncias constantes dos
autos, ainda que não alegados pelas partes’. (...). Todavia há um caso em que a
inelegibilidade não pode ser conhecida e decretada de ofício. Referimo-nos ao
abuso de poder econômico ou político prescrito no art. 1º, I, ‘d’, da LC n. 64/90.
Aqui se cuida da chamada inelegibilidade cominada2, que para existir deve ser
constituída, criada na realidade jurídica.”

Do mesmo autor, retiramos o seguinte esquema quanto ao


procedimento do registro:
Pedido (5 de julho, até as 19 hs) > publicação do edital >
impugnação via AIRC em 5 dias > diligências (72 hs) > decisão
(3 dias depois das diligências) > recurso ao TRE (3 dias) >
recurso ao TSE (3 dias) > recurso ao STF (3 dias).
No caso do partido/coligação deixar de fora algum candidato,
este poderá apresentar sua documentação individual até o dia 7 de julho.
Tais documentos estão elencados no art. 11, § 1º, da Lei nº 9.504/97.

3. PROPAGANDA ELEITORAL

Precede qualquer comentário sobre o tema a necessidade de


se distinguir propaganda partidária de propaganda eleitoral, novamente
recorremos aos ensinamentos do eleitoralista José Jairo Gomes : 3

“Distingue-se da propaganda partidária, pois, enquanto esta se destina a divulgar o


programa e o ideário do partido político, a eleitoral enfoca os projetos dos
candidatos com vistas a atingir um objetivo prático e bem definido: o
convencimento dos eleitores e a obtenção de vitória no certame.”

A matéria está regulada nos seguintes dispositivos: Código


Eleitoral: artigos 240 a 256 e Lei das Eleições: 36 a 58.
A propaganda eleitoral só é possível a partir do dia 5 de julho
do ano das eleições (art. 36, LE). Visando a manutenção do bem público,
1
José Jairo Gomes. Direito Eleitoral. Belo Horizonte: Del Rey, 2008, p. 183.
2
a inelegibilidade cominada potenciada é a sanção aplicada ao nacional, mercê da prática de atos ilícitos
eleitorais, ou da prática de atos ilícitos de natureza não-eleitoral, mas com repercussão no Direito
Eleitoral, que obstaculiza possa o nacional obter o registro de sua candidatura, inibindo o nascimento da
elegibilidade (ius honorum).
3
José Jairo Gomes. Direito Eleitoral. Belo Horizonte: Del Rey, 2008, p. 277.
a Lei nº 9.504/97 proibiu a propaganda em locais que dependam de
cessão ou permissão do Poder Público (art. 37, caput), a eles
equiparando aqueles que sejam de uso comum: “Nesta seara, tal termo
deve ser compreendido não só como os bens públicos, cujo uso é
facultado a todos, mas também aos particulares, cujo uso ou acesso não
se restrinja ao titular do domínio, mas às pessoas em geral. Assim, por
exemplo, ginásios desportivos, cinemas, teatros, lojas, shoppings
centers, galerias comerciais...” . 4

Ainda em sede de propaganda irregular outro meio que possui


constante utilização são os outdoors, do seu emprego contínuo
sobressaiu o entendimento de propaganda subliminar, ou seja, aquela
que intenta modificar a vontade do eleitor pela massificação de meios
publicitários, nos termos do art. 242, do Código Eleitoral. Assim tem se
manifestado o TSE:

“ELEIÇÕES 2008. RECURSO ESPECIAL. PROPAGANDA ELEITORAL


IRREGULAR. OUTDOOR. DESEQUILÍBRIO NA COMPETIÇÃO. LEI N°
11.300/2006 (ART. 17 DA RESOLUÇÃO-TSE N° 22.718/2008).
I - É entendimento pacífico desta Corte que "o uso de outdoor, por si só, já
caracteriza propaganda ostensiva, pois exposta em local público de intenso
fluxo e com forte e imediato apelo visual" (REspe n° 26.235/MG, rei. Min. Ayres
Britto, DJ de 3.6.2008).
II - Recurso especial a que se dá provimento.” (Acórdão no RESPE nº
28.857/RS, de 17/03/2009, Relator Ministro Fernando Gonçalves)

- Propaganda em jornais e revistas: é permitida nos termos do


art. 43.
- Propaganda no rádio e na televisão: é vedada, com exceção
do horário gratuito disposto no art. 47.
- Debates: as regras estão definidas no art. 46.
A propaganda eleitoral que visa denegrir a imagem de
candidato é passível de resposta do ofendido.

4. DATA DA ELEIÇÃO

As eleições devem ser realizadas no primeiro domingo do mês


de outubro (art. 1º, caput, LE), e nos casos de segundo turno no último
domingo do mesmo mês (art. 2º, §1º). Alguns fatos devem ser
considerados neste dia, para que se mantenha a normalidade do pleito:
- Boca de Urna: o art. 297 do Código Eleitoral prevê que impedir
ou embaraçar o direito de votar é crime. Combinando este disposto com
o art. 299 (corrupção eleitoral), temos a prática vedada da boca de urna,
conforme se extrai do seguinte conceito : 5

“A expressão boca-de-urna designa duas atividades relacionadas com a


realização de eleições no Brasil. A saber: 1. O trabalho dos pesquisadores, a

4
José Jairo Gomes. Direito Eleitoral. Belo Horizonte: Del Rey, 2008, p. 278.
5
serviço dos institutos de pesquisa, imediatamente após a saída dos votantes
da seção eleitoral, para antecipar o resultado provável das eleições
majoritárias e pluralitárias. O Tribunal Superior Eleitoral determina os
resultados das pesquisas realizadas à boca-de-urna só podem ser divulgadas
após concluída a votação em todo o País, a fim de evitar sejam por eles
influenciados os eleitores desejosos de votar em que vai ganhar; ou seja, em
não perder o voto. 2. A ação dos cabos eleitorais e demais ativistas,
denominados boqueiros, junto aos eleitores que se dirigem à seção eleitoral,
promovendo e pedindo votos para o seu candidato ou partido. A lei eleitoral
proíbe a realização de atividades de aliciamento de eleitores, e quaisquer
outras, visando ao convencimento do eleitor à boca-de-urna (...).”
(http://www.tre/rn.gov.br/nova/inicial/links_especiais/centro_de_memoria/
artigos/glossario_direitoeleitoral.htm)

- Alimentação e transporte de eleitores: A Lei nº 6.091/74


regulamentou o assunto, proibindo o transporte ou fornecimento de
alimentação ao eleitor, da zona urbana, no dia da eleição. Na zona rural
as condutas são vedadas um dia antes e um dia depois do pleito. Cabe
ressaltar o excesso na punição que prevê, além de aplicação de multa,
apreensão de veículo, a reclusão mínima de quatro e máxima de seis
anos.
- Direito de ir e vir: O legislador garantiu que o eleitor (cinco dias
antes e quarenta e oito horas depois da eleição) não fosse inibido do seu
direito de votar, assim como o candidato (15 dias antes), excetuando-se
os casos de prisão em flagrante delito, ou em virtude de sentença
criminal condenatória por crime inafiançável, ou ainda, por desrespeito a
salvo-conduto (art. 236).

5. DIPLOMAÇÃO

“É o ato através do qual a Justiça Eleitoral credencia os eleitos


e suplentes, habilitando-os a assumir e exercer os respectivos mandatos
eletivos.” . O ato que põe fim ao processo eleitoral tem fundamental
6

importância na atuação da Justiça Especializada, isso porque é o marco


final (AIJE) e inicial (AIME e RCED) para a propositura de algumas das
ações típicas do Direito Eleitoral. Outro fator importante relativo à
diplomação são as garantias parlamentares do foro por prerrogativa de
função (art. 53, § 1º, CF/88) e imunidade formal (art. 53, § 2º, CF/88).

6
Joel José Cândido, Direito Eleitoral Brasileiro, 11ª edição, São Paulo: Edipro, 2004, p. 77.