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UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ - U V A LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ÉTICA E CIDADANIA

UNIVERSIDADE

ESTADUAL

VALE

DO

ACARAÚ

-

U

V

A

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

ÉTICA E CIDADANIA

NAYANNA GOMES WESLLEY ARAÚJO WANESKA FAVYLA JOSÉ WILTON DE FARIAS MARCOS VINICIUS FORTE

FORTALEZA-CE

2011.1

Weslley Araújo da Silva Nayanna Gomes da Costa

2

Waneska Favyla Lima Sales José Wilton de Farias Ferreira Marcus Vinicius Forte do Nascimento Filho

ÉTICA E CIDADANIA

Trabalho

apresentado

à

Professora

Magna

Maria

Sabóia de Morais,

da

disciplina

Ética,

da

turma

171065, turno noite, do curso

de Educação Física.

SUMÁRIO

Fortaleza-CE Março de 2011

3

  • 1. INTRODUÇÃO

.......................................................................................................

Pág. 03

2.

ÉTICA

.......................................................................................................................

Pág. 05

3.

MORAL

....................................................................................................................

Pág. 06

4.

CIDADANIA

............................................................................................................

Pág. 08

  • 5. O ESTATUTO DO IDOSO

....................................................................................

Pag. 09

5.1.

SAÚDE

.....................................................................................................

Pág. 09

  • 5.2. TRANSPORTES COLETIVOS

...............................................................

Pág. 09

  • 5.3. VIOLÊNCIA E ABANDONO

.................................................................

Pág. 10

  • 5.4. ENTIDADES DE ATENDIMENTO AO IDOSO

...................................

Pág. 10

  • 5.5. LAZER, CULTURA E ESPORTE

...........................................................

Pág. 11

5.6.

TRABALHO

............................................................................................

Pág. 11

5.7.

HABITAÇÃO

...........................................................................................

Pág. 11

  • 6. A ANTIÉTICA DA SOCIEDADE COM OS IDOSOS

........................................

Pág. 12

  • 7. A ÉTICA DA SOCIDADE COM OS IDOSOS

.....................................................

Pág. 14

  • 7.1. ACOMPANHANTES DE IDOSOS

.........................................................

Pág. 14

  • 7.2. PROTAGONISMO SOCIAL: IDOSOS SE MOBILIZANDO EM FAVOR DE

SEUS PRÓPRIOS DIREITOS

Pág. 14

  • 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pág. 16

  • 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Pág. 17

1 - INTRODUÇÃO

4

Este trabalho trata sobre ética e cidadania no que diz respeito aos direitos dos idosos na sociedade em que vivemos.

Inicialmente falaremos sobre conceito de ética, moral e cidadania. Para que a partir daí possamos analisar o que é ético, antiético, moral e imoral em alguns artigos trazidos do Estatuto dos Idosos para o convívio diário da sociedade.

Analisaremos sobre a ética e a cidadania na sociedade brasileira. De modo, que possamos compreender a necessidade de uma melhor valorização de tais princípios, como meio para atingirmos uma sociedade mais justa e íntegra. Para tanto, buscaremos o entendimento da ética e da cidadania como tendo uma importância inquestionável para o bom desenvolvimento de qualquer sociedade, pois trabalha diretamente com a responsabilidade do ato moral-social, pois toda decisão é um problema teórico-ético, pois verifica a liberdade ou o determinismo a qual nossos atos estão submetidos. Entendendo a origem e a aplicação da ética e da cidadania no contexto social, é possível analisarmos em que rumo nosso país esta caminhando, e verificar quais retomadas de direções precisaram tomar. É importante que, estejamos prontos para discutir e refletir sobre a necessidade que a ética e a cidadania tem na formação de uma sociedade sadia. Isso é possível, através da compreensão de conceitos teóricos de níveis sociais, como a Ética, Cidadania, Política e a sua aplicação direta com o nosso querido país: Brasil.

No nosso dia-a-dia, encontramo-nos frequentemente diante de situações nas quais a nossa decisão depende daquilo que consideramos bom, justo ou moralmente correto. Toda vez que isso ocorre, estamos diante de uma decisão que envolve um julgamento moral da realidade, a partir do qual vamos nos orientar. Assim, o homem age no mundo de acordo com valores, isto é, para ele, as coisas do mundo e as ações sobre o mundo não são indiferentes, não se equivalem, mas são hierarquizadas de acordo com as noções de bem e de justo que os homens compartilham em um determinado momento. Em outras palavras, o homem é um ser moral, um ser que avalia sua ação a partir de valores. Exemplo de julgamento moral: - Este homem realizou uma boa ação.

O que é moral? O que é ética? O que é cidadania? Qual a relação com idosos?

Esses serão os assuntos tratados neste desenvolvimento. Sempre colocando os idosos como prioridade de situação. Abordaremos o idoso como objeto de trabalho a ser estudado, por se tratar de um segmento populacional que merece todo o respaldo político e

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social. Com isso objetivamos conscientizar a sociedade a respeitar os direitos dos idosos, tendo em vista que assim, estaremos garantidos nossos próprios diretos para o futuro, pois todos nós, positivamente falando, chegaremos à velhice.

2 - ÉTICA

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A ética (gr Ethike, Ethikos: que diz respeito qos costumes) parte da filosofia prática que tem por objetivo elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral (finalidade e sentido da vida humana, os fundamentos da obrigação e do dever, natureza do bem e do mal, o valor da consciência, moral, etc.), mas fundada num estudo do conjunto das regras de conduta consideradas como universalmente válidas. Diferentemente da moral, a ética está mais preocupada em detectar os princípios de uma vida conforme a sabedoria filosófica, em elaborar uma reflexão sobre as razões de se desejar a justiça e a harmonia e sobre os meios de alcançá-las.

A ética

é construída por uma sociedade

com base nos

valores históricos e

culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os valores e

princípios morais de uma sociedade e seus grupos.

Ética, na sua dimensão subjetiva, está relacionada à reflexão filosófica sobre a realidade do ethos (moral), ou seja, a uma disposição racional para o agir de acordo com uma orientação interior, consciente e livre, permitindo ao ser a posse de si mesmo.

Cada sociedade e cada grupo possuem seus próprios códigos de ética. Num país, por exemplo, sacrificar animais para pesquisa científica pode ser ético. Em outro país, esta atitude pode desrespeitar os princípios éticos estabelecidos. Aproveitando o exemplo, a ética na área de pesquisas biológicas é denominada bioética.

Além dos princípios gerais que norteiam o bom funcionamento social, existe também a ética de determinados grupos ou locais específicos. Neste sentido, podemos citar:

ética médica, ética de trabalho, ética empresarial, ética educacional, ética nos esportes, ética jornalística, ética na política, etc.

A ética se aplica a tudo o que vivenciamos. Ela deve ser como um fio condutor que nos leva a tomar decisões, a fazer escolhas “justas” diante de nós mesmos, dos outros e do ambiente em que vivemos. A ética é o saber que reflete e questiona a moral, ou seja, o comportamento humano. Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado.

3 - MORAL

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A palavra moral, que veio do latim moralis, tem seu significado na raiz comum da palavra grega ethos, que significa costume, hábito. Os costumes por sua vez são criados por homens e mulheres de qualquer época como forma de encontrar meios de convivência. São mecanismos, regras, normas que norteiam e satisfazem as necessidades humanas e são tomados como referenciais para a conduta dos indivíduos na vida pessoal e social.

Moral é o conjunto de regras de conduta admitidas em determinada época ou por um determinado grupo de pessoas com o objetivo fundamental de obter uma melhor relação em sociedade. Como as comunidades humanas são distintas entre si, tanto no espaço quanto no tempo, os valores podem ser distintos de uma comunidade para outra, o que origina códigos morais diferentes. Podemos dizer de modo simplificado, que o sujeito moral é aquele que age bem ou mal, na medida em que acata ou transgride as regras morais.

Ao estudarmos as normas ou regras morais de determinado povo ou sociedade devemos tomar o cuidado de contextualizá-las historicamente. Esse distanciamento nos faz entender porque determinados valores, mesmo sendo tomados em contextos diferentes, têm sentidos e significados opostos. É o grupo social que determina quais valores morais são indispensáveis, que regras de condutas são adequadas para ele. Por isso é que se torna importante uma visão ampliada da história dos grupos sociais para podemos entender porque a relação de determinados valores e práticas é prioritária numa sociedade e não em outra. Assim, como a história não para, os valores morais também são dinâmicos, isto é, mudam, tomam significados diferentes, tornam-se obsoletos etc.

A conduta é moral quando o ato praticado está de acordo com as normas ou regras estabelecidas pelo dever, ou seja, quando o indivíduo aceita, consciente e livremente, tais regras como parte de seu dever. É importante ressaltar que a singularidade do ato moral pode nos colocar em situações originais (quando diante de situações limites, em que a regra não é capaz de orientar a ação justa), e somente o indivíduo consciente, livre e responsável será capaz de discernir entre o bem e o mal, o justo e o injusto.

A conduta é imoral quando o ato se realiza contrariando, conscientemente, as normas e regras estabelecidas pelo dever.

A conduta é amoral quando o ato é realizado sem levar em consideração os valores morais. Quando o ser humano pauta sua conduta sem nenhuma referência a valores e princípios morais estabelecidos pelo grupo em que convive.

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4 - CIDADANIA

No sentido etimológico da palavra, cidadão deriva da palavra civita, que em latim significa cidade, e que tem seu correspondente em grego na palavra politikos – aquele que

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habita na cidade. No sentido ateniense do termo, cidadania representa o direito da pessoa em participar das decisões nos destinos da cidade. A polis, organização política em que os cidadãos vivem (a cidade-estado), favorece a sua participação ativa na vida política da cidade.

Ser cidadão

é compor-se a uma sociedade.

O homem é por natureza

um ser

sociável. A cidadania não pode existir se não houve uma completa compreensão da

importância do homem como membro do corpo que forma a cidadania.

O homem é essencialmente sociável: sozinho não pode vir ao mundo, não pode crescer, não pode educar-se; sozinho não pode satisfazer suas necessidades mais elementares, nem realizar suas aspirações mais elevadas; ele somente pode obter isto em companhia dos outros. Por isto, desde seu primeiro aparecimento sobre a terra, encontramos sempre o homem, colocado em grupos sociais, no início bem pequeno (a família, o clã, a tribo) e depois sempre maior (a aldeia, a cidade, o Estado). À medida que o nível cultural se eleva, também a dimensão de sociabilidade tornar-se mais ampla e rica.

Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.

A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia

quando necessário

até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o

... direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso país. "A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos:

mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos·".

5 - O ESTATUTO DO IDOSO

Após sete anos tramitando no Congresso, o Estatuto do Idoso foi aprovado em setembro de

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2003 e sancionado pelo presidente da República no mês seguinte, ampliando os direitos dos cidadãos com idade acima de 60 anos. Mais abrangente que a Política Nacional do Idoso, lei de 1994 que dava garantias à terceira idade, o estatuto institui penas severas para quem desrespeitar ou abandonar cidadãos da terceira idade. Veja os principais pontos do estatuto:

Saúde

O idoso tem atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS).

A distribuição de remédios aos idosos, principalmente os de uso continuado (hipertensão, diabetes etc.), deve ser gratuita, assim como a de próteses e órteses.

Os planos de saúde não podem reajustar as mensalidades de acordo com o critério

da idade.

O idoso internado ou em observação em qualquer unidade de saúde tem direito a acompanhante, pelo tempo determinado pelo profissional de saúde que o atende.

Transportes Coletivos

Os maiores de 65 anos têm direito ao transporte coletivo público gratuito. Antes do estatuto, apenas algumas cidades garantiam esse benefício aos idosos. A carteira de identidade é o comprovante exigido.

Nos veículos de transporte coletivo é obrigatória a reserva de 10% dos assentos para os idosos, com aviso legível.

Nos transportes coletivos interestaduais, o estatuto garante a reserva de duas vagas gratuitas em cada veículo para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Se o número de idosos exceder o previsto, eles devem ter 50% de desconto no valor da passagem, considerando-se sua renda.

Violência e Abandono

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Nenhum

idoso

poderá

ser

objeto

de

negligência,

discriminação,

violência,

crueldade ou opressão.

Quem discriminar o idoso, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte ou a qualquer outro meio de exercer sua cidadania pode ser condenado e a pena varia de seis meses a um ano de reclusão, além de multa.

Famílias que abandonem o idoso em hospitais e casas de saúde, sem dar respaldo para suas necessidades básicas, podem ser condenadas a penas de seis meses a três anos de detenção e multa.

Para os casos de idosos submetidos a condições desumanas, privados da alimentação e de cuidados indispensáveis, a pena para os responsáveis é de dois meses a um ano de prisão, além de multa. Se houver a morte do idoso, a punição será de 4 a 12 anos de reclusão.

Qualquer pessoa que se aproprie ou desvie bens, cartão magnético (de conta bancária ou de crédito), pensão ou qualquer rendimento do idoso é passível de condenação, com pena que varia de um a quatro anos de prisão, além de multa.

Entidades de Atendimento ao Idoso

O dirigente de instituição de atendimento ao idoso responde civil e criminalmente pelos atos praticados contra o idoso.

A fiscalização dessas instituições fica a cargo do Conselho Municipal do Idoso de cada cidade, da Vigilância Sanitária e do Ministério Público.

A punição em caso de mau atendimento aos idosos vai de advertência e multa até a interdição da unidade e a proibição do atendimento aos idosos.

Lazer, Cultura e Esporte

Todo idoso tem direito a 50% de desconto em atividades de cultura, esporte e

lazer.

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Trabalho

É proibida a discriminação por idade e a fixação de limite máximo de idade na contratação de empregados, sendo passível de punição quem o fizer.

 

O primeiro

critério de desempate

em concurso

público é

o

da idade,

com

preferência para os concorrentes com idade mais avançada.

 

Habitação

 

É obrigatória

a reserva de 3% das unidades residenciais

para

os idosos nos

programas habitacionais públicos ou subsidiados por recursos públicos.

6 - A ANTIÉTICA DA SOCIEDADE COM OS IDOSOS

O envelhecimento da população brasileira é um fato incontestável (VERA, 1994) e a importância da conscientização de nossos jovens com o processo de envelhecimento (ALVES JUNIOR, 1998) levaram-nos a necessidade de analisar a formação imaginária social sobre a velhice. De acordo com FARIA JUNIOR (1997), os idosos fazem parte do grupo de ‘marginalizados’ de nossa sociedade pelo fato de sua capacidade produtiva ser considerada diminuída. "Com isso passam a ser vistos como um grupo minoritário marcado por uma série

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de rotulações negativas, o que tem contribuído para a construção social negativa estereotipada e preconceituosa da velhice". (FARIA JUNIOR. 1997. op. cit).

Essa discriminação acaba tirando a identidade dos mais velhos, induzindo-os ao isolamento, asilamento e a morte social, fomentando a idéia de inutilidade e dependência.

No Brasil existe uma acentuada desigualdade no quadro socio-econômico onde grande parte são de idosos e se encontram na pobreza, sendo obrigados a conviver com o sofrimento, a violência, a discriminação social e desrespeito a sua cidadania.

É explícita a valorização do jovem pela sociedade em detrimento do idoso. Isso pode ser comprovado em charges, jornais e muitos outros meios de expressão. Na televisão, especialmente nos programas humorísticos projetam-se visuais de velhos colocado-os em situações muitas vezes ridículas e constrangedoras.

Como são pequenos consumidores e por não serem mais produtivos, os idosos ocupam espaços reduzidos e pouco tempo nas imagens televisivas quase sempre na maior parte dedicadas a crianças, jovens e adultos de meia idade.

De acordo com uma pesquisa feita no Maranhão através do levantamento de dados realizado junto aos boletins de ocorrência (B.O.) na DPI (Delegacia de Proteção ao Idoso), em São Luís, Maranhão, foi verificado os altos índices da violência familiar cometida contra idosos demarcados em queixas de freqüentes brigas, ameaças, apropriações indevidas (geralmente de aposentadorias, cartões bancários, imóveis, empréstimos financeiros), lesões corporais (ocasionados por objetos cortantes, pedaços de pau e/ou ferro) e maus-tratos (puxões de cabelo, beliscões, amarrá-los na cama, deixá-los sem comida e sem realizar sua higiene pessoal, alimentação, medicamentos, entre outros) (ALVES, 2007, p. 60/61). Conforme observado na catalogação de B.O.v, as mulheres representam aproximadamente 73% das vítimas da violência familiar. As queixas apresentam, geralmente,

como principal agressor filhos e netos (ALVES, 2007, p. 59)vi. A Senhora Rosário nasceu em São Bento, cidade do interior do Estado do Maranhão. Possui 63 anos, é negra. Seu pai era da estiva marítima e sua mãe dona de casa. Morou no Rio de Janeiro por 18 anos. É casada e possui três filhos. Em seu relato evidenciam-se os abusos financeiros, físicos e psicológicos cometidos pelo seu filho. - “Eu fui na delegacia dar queixa do meu filho. Ele só me traz sofrimento. Dei

queixa dele

...

também

porque ele faz essas coisas comigo, ele já me bateu, agrediu, e vive

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ameaçando. Esse rapaz já deu muito trabalho pra nossa vida. Ele não tem gratidão nenhuma

com a gente. Comigo, que sou mãe dele

...

ele

faz essas coisas

....

fica

me explorando, pedindo

dinheiro toda hora. Quer mandar em tudo na minha casa, até como eu devo gastar o dinheiro. Se eu não dou, ele vem pra cima me bater. Já cansou de dizer que ia me matar” (Rosário).

Dona Joana nasceu em São Luís, possui 91 anos, é negra, e parou de estudar para

trabalhar. Sua mãe trabalhava vendendo bordados e comidas (bolos, doces) e seu pai trabalhou como ourives. É viúva, há mais de 30 anos, tem um filho, uma neta de 25 anos e uma bisneta de 3 anos. No relato desta idosa evidenciam-se os abusos físicos e psicológicos.

- “A minha neta, a danada, até já me bateu

e foi muitas vezes. Ela já me bateu,

... me derrubou no chão, grita comigo toda hora, me desrespeita, chama de velha safada, doida, maluca, velha desgraçada. E isso tudo eu já venho agüentando há muitos tempos. Uma vez ela

disse que ia me matar que eu merecia era a morte! E eu não to agüentando mais, quero que façam alguma coisa. O pai dela trabalha de noite pra conseguir um dinheirinho a mais. Quando ele tava trabalhando de noite, ele chegava em casa e me encontrava toda roxa invés .....

dela ficar comigo, me ajudando, fica é me chamando de velha suja, de não quer cuidar de mim. Ela só me chama assim, desses nomes”( Joana).

..

velha fedorenta, e ..

e

Diante destes relatos, parafraseamos com Guita Debert (2004, p.84) ao considerarmos que “o fato de os idosos viverem com os filhos não é garantia da presença do respeito e prestígio nem da ausência de maus-tratos”. Conforme anuncia Minayo (2003, p.789), a maioria dos estudos internacionais destaca “a alta prevalência de violência familiar, mas o estado atual dos trabalhos existentes não permite explicitar a proporção em que esse fenômeno incide sobre o conjunto das violências e acidentes em idosos”.

7 - A ÉTICA DA SOCIDADE COM OS IDOSOS

Em alguns municípios, as Secretaria de Assistência Social apóia as ações e políticas públicas a favor dos idosos e também presta assistência, dentro dos limites que lhes são cabíveis. O Clube do Idoso faz parte da vida de muitos idosos, para alguns é o segundo lar. Uma verdadeira casa que proporciona momentos de tranquilidade, como também de descontração. O ‘Clube do Idoso’ não poderia ser diferente, lá os nossos amados idosos se sentem a vontade, como se estivessem em casa, porque são ofertadas diversas atividades para descontraí-los: Atividade física e esportiva, ginástica, dança, jogos, artes manuais como

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crochê bordado, ponto cruz, pintura, momentos de reflexão e orações, leituras, palestras educativas e festas em datas comemorativas.

Acompanhantes de idosos

Em iniciativa inédita no Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo organizou um serviço de acompanhantes comunitários, recrutados, treinados e supervisionados para realizar atendimento biopsicossocial, em domicílio, de pessoas idosas com graus variáveis de vulnerabilidade e dependência. O objetivo do programa “Acompanhantes de Idosos” é preservar tanto quanto possível a independência e a qualidade de vida destes idosos, mantendo-os por um maior tempo na comunidade, evitando ou retardando tanto quanto possível sua institucionalização. Os acompanhantes (capacitados e supervisionados por uma equipe especializada) desenvolvem todas as atividades de companhia e apoio nas áreas de alimentação, higiene pessoal, atividades externas e de lazer, ajudando na manutenção da moradia e mobilizando recursos de apoio disponíveis na comunidade (ginástica, fisioterapia, atividades comunitárias, passeios etc.), em conformidade com a condição e a necessidade de cada idoso acompanhado. Localizado em todas as coordenadorias de saúde da cidade de São Paulo, o programa estabeleceu um efetivo modelo assistencial de política pública para a população idosa vulnerável.

Protagonismo social: idosos se mobilizando em favor de seus próprios direitos

Idosos de Fortaleza vêm sendo orientados e apoiados pelo SESC-Ceará para atuar em dois grupos: a) um Grupo de Protagonistas da Terceira Idade (formado por idosos que demonstram desejo de participação); b) cinco Grupos de Controle Social dos Direitos do Idoso (formado por idosos residentes em bairros periféricos). O Grupo de Protagonistas atua junto aos Grupos de Controle Social em cinco instituições situadas em bairros críticos de Fortaleza, diagnosticando problemas que atingem os idosos e oportunidades de mudança. Após um ano de atividades, o projeto “Cidadania Ativa” gerou uma Agenda de Compromisso da Comunidade, que traz um diagnóstico de problemas em áreas como transporte, saúde, segurança etc. e também propostas de ação. O diagnóstico realizado gerou informações sobre os serviços existentes em cada comunidade, que estão sendo divulgadas às populações locais. As prioridades destacadas na Agenda serão apresentadas e discutidas com instituições municipais, tendo em vista a formação de parcerias para a realização de ações voltadas à melhoria da qualidade de vida do idoso nos diferentes bairros.

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8 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em nosso país as leis que compõem qualquer estatuto que existe, são muito bem elaboradas, porém na prática, a grande maioria não funciona. Direitos que são fundamentais não estão sendo cumpridos a risca, são eles: direito à vida, direito à liberdade, direito à igualdade, direito à segurança e direito à propriedade; e entre os direitos gerais estão:

educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e a infância “e o direito à assistência aos desamparados”. No rol dos

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desamparados estão miseráveis da periferia, desempregados, negros, crianças, portadores de necessidades especiais, os índios e os idosos.

Em nossa pesquisa resolvemos falar dos idosos. Essa classe tão fragilizada que a cada dia encontra-se mais abandonada e necessitada do apoio de órgãos públicos e da conscientização da população para a melhoria do seu convívio social. Porém é revoltante ver os rumos que as coisas tomam nesse país, parece até que nada progride, salvo o salário dos nossos governantes, que nesse país é a única coisa que melhora consideravelmente.

Todos os dias pessoas são desrespeitados de várias maneiras. Entre elas podemos achar pessoas de idade sofrendo abuso por parte dos filhos, netos, irmãos, genros, noras, de pessoas que geralmente são pagas para cuidar e acabam por maltratar essas pessoas que muitas vezes são indefesas. Não se colocam na situação que essas pessoas vivem.

Propomo-nos a mostrar pontos positivos e pontos negativos, pontos éticos e antiéticos de situações que estão melhorando e outras que estão piorando no dia-a-dia dos idosos. E o que podemos perceber é que o governo é totalmente desinteressado para essa questão, e para suprir essa ausência de atitudes faz certas campanhas de marketing, promovendo eventos para mostrar que os idosos têm importância. Porém, o que esta classe realmente precisa são de rápidas medidas de respeito perante a sociedade, ou seja, não só de regras, mas principalmente de fiscalização.

9 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Modelo

de

trabalhos

acadêmicos.

Disponível

em:

Acesso em: 23 mar 2011.

18

Estatuto

 

dos

idosos.

Disponível

em:

A

ética

profissional

 

e

o

direito

dos

idosos.

Disponível

em:

Acesso em: 27 mar 2011.

 

Estatuto

dos

Idosos.

Disponível

em:

v=Dg_HuVUWMDo&feature=related. Acesso em: 27 mar 2011.

 

Relato de experiência: Preparação para um envelhecimento saudável - visão do jovem

sobre

o

idoso

e

suas

perspectivas

para

o

futuro.

Disponível

em:

Relações familiares e violência: idosos entre abafos e desabafos. Disponível em:

 

Acesso Em: 27 mar 2011.

 

Ações sociais são desenvolvidas são desenvolvidas em benefício dos idosos. Disponível em: http://180graus.com/sao-joao-do-piaui/acoes-sociais-sao- desenvolvidas-em-beneficio-dos-idosos-234513.html. Acesso em: 27 mar 2011.

Protagonismo social: Idosos se mobilizando em favor dos seus próprios direitos. Disponível em: http://prattein.publier.com.br/texto.asp?id=169. Acesso em: 28 mar

2011.