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Movimentos Sociais

União Nacional dos Estudantes

E.E Monsenhor Sarrion


E.E Monsenhor Sarrion

Nome: Raquel Melinda Nº. 31


Série: 3º A
Matéria: Sociologia
Professora: Adrielly
Mais do que o órgão de Da mesma forma, foi um dos
representação dos estudantes principais focos de resistência às
universitários, a União Nacional dos privatizações e ao neoliberalismo que
Estudantes (UNE) é uma das principais marcou a Era FHC.
organizações da sociedade civil brasileira, O Brasil é um dos poucos países no
com uma bela história de lutas e mundo a ter uma entidade única, com
conquistas ao lado do povo brasileiro. A força suficiente para unir o conjunto dos
UNE foi fundada em 1937 e ao longo de estudantes universitários. Na grande
seus 70 anos, marcou presença nos maioria dos países, o movimento dos
principais acontecimentos políticos, sociais estudantes é pulverizado, fragmentado em
e culturais do Brasil. Desde a luta pelo fim várias organizações. Aqui, as diferentes
da ditadura do Estado Novo, atravessando forças políticas e correntes de
a luta do desenvolvimento nacional, a pensamentos que atuam no movimento
exemplo da campanha do Petróleo, os estudantil se reúnem e se organizam, de
anos de chumbo do regime militar, as forma plural e democrática, na União
Diretas Já e o impeachment do presidente Nacional dos Estudantes.
Collor.
No dia 11 de agosto de 1937, na Casa do Popular. A UNE defendia mudanças sociais
Estudante do Brasil no Rio de Janeiro, o então profundas, dentre elas, a reforma universitária
Conselho Nacional de Estudantes conseguiu no contexto das reformas de base propostas
consolidar o que já havia sido tentado diversas no governo Jango.
vezes sem sucesso: a unificação dos
estudantes na criação de uma entidade
máxima e legítima. Desde então, a UNE
começou a se organizar em congressos
anuais e a buscar articulação com outras
forças progressistas da sociedade.

A partir do golpe de 1964, tem início o


regime militar e a história da UNE se confunde
ainda de forma mais dramática com a do
Brasil. A ditadura perseguiu, prendeu, torturou
e executou centenas de brasileiros, muitos
deles estudantes. A sede da UNE na praia do
A UNE já nasceu como uma das principais Flamengo foi invadida, saqueada e queimada
frentes de combate ao avanço das idéias nazi- no dia 1º de Abril. O regime militar retirou a
fascistas no país durante a Segunda Guerra representatividade da UNE por meio da Lei
Mundial. Os estudantes organizados também Suplicy de Lacerda e a entidade passou a
promoveram, em 1947, um dos mais atuar na ilegalidade. As universidades eram
importantes movimentos de opinião pública da vigiadas, intelectuais e artistas reprimidos, o
história brasileira: a campanha “O Petróleo é Brasil escurecia.
nosso”, série de manifestações de cunho
nacionalista em defesa do patrimônio territorial
e econômico do país, que resultou na criação
da Petrobrás.
Durante os anos 50, houve muita disputa pelo
poder na entidade, um embate diretamente
ligado aos principais episódios políticos do
país como a crise política do governo Vargas
que levaria ao suicídio deste presidente em
1954. Após o governo de Juscelino
Kubitschek, foram eleitos Jânio Quadros e
João Goulart. Nesse período a União Nacional
dos Estudantes e outras grandes instituições
brasileiras formaram a Frente de Mobilização
Apesar da repressão, a UNE continuou a estudantes tiveram papel marcante nos anos
existir nas sombras da ditadura, em firme FHC sempre defendendo o ensino público de
oposição ao regime, como célebre passeata qualidade e democrático.
dos Cem Mil no Rio de Janeiro em 1968. A
entidade foi profundamente abalada depois da
instituição do AI-5 e das prisões do congresso
de Ibiúna. Mesmo assim, o movimento
estudantil continuou nas ruas, como nos atos e
missa de 7º dia do estudante da USP,
Alexandre Vannucchi Leme, e organizando
protestos por todo o Brasil reivindicando mais
recursos para a universidade, defesa do
ensino público e gratuito, pedindo a libertação
de estudantes presos do Brasil.
Em 1979, a partir da precária reorganização
da UEE-SP, iniciou-se a reconstrução da UNE
no célebre Congresso de Salvador. Em 1984,
a UNE participou ativamente da Campanha
das "Diretas Já" e apoiou a candidatura de
Tancredo Neves à Presidência da República.

A eleição de Lula em 2002 teve o apoio


da União Nacional dos Estudantes, após um
plebiscito promovido das universidades. Com
uma postura independente, mas alinhada às
iniciativas de mudança em relação ao
neoliberalismo. Desde o início do governo, a
entidade se mobilizou pela substituição do
Provão por um novo modelo de avaliação das
universidades e levantou os debates sobre a
reforma universitária, participando ativamente
no debate do projeto sobre os rumos da
universidade brasileira, e ainda, de punhos
erguidos para alterar a cara de nossas
universidades: investindo da educação pública
e regulando o setor privado.

Com a força recuperada, o movimento


estudantil, representado pela UNE e pela
UBES (União Brasileira dos Estudantes
Secundaristas), foi o primeiro a levantar a
bandeira pela ética na política em 1992,
durante as manifestações pró-impeachment de
Fernando Collor. Milhares de estudantes
“caras-pintadas” influenciaram a opinião
pública com a campanha “Fora Collor” e
pressionaram o ex-presidente à renúncia.
Durante o governo Fernando Henrique
Cardoso, a União Nacional dos Estudantes se
manteve firme e denunciou o ataque neoliberal
ao país, repudiando as privatizações, os
privilégios ao capital estrangeiro e o descaso
com as políticas sociais e com a educação. Os
Desde o início dos anos 60, os estudantes Leon Hirszman e Arnaldo Jabor entre outros,
participaram ativamente da vida política organizaram o centro popular de cultura( CPC)
brasileira, através de organizações como a em uma tentativa de filtrar esses temas para
União Nacional dos Estudantes (UNE), linguagem popular e mobilizadora saíam pelo
entidades estaduais municipais e grêmios. país apresentando peças de teatro,filmes,
Atentos a contradição entre o rápido shows de musica popular e debates sobre
crescimento econômico e o alto grau de temas como reformas de base, imperialismo e
desinformação do povo brasileiro, intelectuais, socialismo. Comícios relâmpagos e muita
membros da UNE e jovens artistas, como agitação eram as formas encontradas pelos
Oduvaldo Viana Filho e Francisco de Assis, do estudantes para passar o seu recado.
teatro, o músico Sérgio Ricardo, os cineastas

UNE foi precursora de importantes em cada estado brasileiro. Para dar corpo à
movimentos culturais brasileiros. O Centro essa iniciativa, diretores da UNE, intelectuais,
Popular de Cultura (CPC) é o mais famoso artistas e uma equipe técnica percorreram 15
deles que e nos anos 60 animou a cena cidades por todo país, entre os meses de
artística brasileira com novas e ousadas outubro e novembro de 2004, com a
experiências no campo da pesquisa e da “Caravana Universitária de Cultura e Arte –
produção cultural. O CPC não foi a primeira Paschoal Carlos Magno”, que ampliou a
tentativa da entidade na área cultural, mas foi articulação e mobilizou os estudantes para
a experiência mais vitoriosa e que se tornou criação de novos CUCA’s nas universidades
um marco da cultura brasileira, unindo artistas, brasileiras.
intelectuais e o movimento estudantil. O CPC
tinha uma produção artística própria e não se
limitava a aglutinar grupos de artistas já
existentes: chegou a fundar um selo de discos,
uma editora de livros, além de realizar
produtos culturais importantes como o filme
Cinco Vezes Favela. Participaram do CPC
nomes como Arnaldo Jabor, Cacá Diegues,
Ferreira Gullar, Vianinha, entre outros.

A partir de 1999, o trabalho cultural da


entidade foi retomado com vigor durante as
Bienais de Cultura e Arte da UNE. Nsses
eventos foram lançadas as bases de um Hoje já são dez núcleos do CUCA
ousado projeto: a criação do Circuito consolidados pelo Brasil, Recife/PE, Campina
Universitário de Cultura e Arte, os CUCAs. Grande/PB, Salvador/BA, Vitória/ES, Porto
Mais do que um resgate dos antigos CPC´s o Alegre/RS, Curitiba/PR, Barra do Garça/MT,
Circuito surgiu como um modelo de Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ e São
mapeamento e valorização da cultura nacional Paulo/SP. O CUCA cresceu e atualmente
dentro das universidades. Desde então, a UNE integra o projeto “Pontos de Cultura” do MinC.
vem batalhando pela criação de um Circuito A UNE caminha agora para a realização de
sua V Bienal de Arte, Ciência e Cultura, a ser
realizada no início de 2007, no Rio de Janeiro.

A UNE tem uma relação institucional e por


isso de total independência, seja política ou
financeira, diante de qualquer governo ou Hoje,com a era da globalização, em que tudo
partido político. Hoje, como vivemos em um vem tão fácil, onde o acesso a informação
regime democrático, qualquer estudante, inunda a mente dos jovens nos faz pensar se
representante da UNE ou não, pode ser filiado eles assumirão esse mesmo compromisso
às agremiações partidárias. Entretanto, tratam- com sua pátria.
se de espaços distintos, uma vez que a UNE As vezes temos impressão que forças
possui sua própria agenda política, com suas maiores tentam alienar a cabeça dos jovens
atividades e reivindicações, autônomas e com o objetivo de os tornar cada vez mais
independentes diante de qualquer poder alheios a tudo o que acontece no país.
constituído. Com efeito, o compromisso da Vivemos uma era em que a corrupção e a
UNE é com o conjunto dos estudantes impunidade atuam livremente, e nós,
brasileiros e com os rumos do país, mas afinal, estudantes, que outrora éramos a voz e a
como anda a participação dos jovens nessa força da nação, nos calamos diante dessa
história toda? vergonha. Agora eu me pergunto, quando é
A atuação dos estudantes na história do nosso que essa geração vai acordar?
país sempre aconteceu de maneira decisiva, A conclusão a que se chega é que a brutal
não só na área política como na cultural, como mudança de comportamento e estilo de vida
por exemplo na criação do Circuito prejudicou o desenvolvimento dos jovens.
Universitário de Cultura e Arte, os CUCAs. Tornando-se, portanto, necessária uma nova
Tudo isso faz parte da história do nosso país, ordem, um novo parâmetro que balize e
e consequentemente da nossa também, e isso equilibre seus direitos e deveres. Assim,
nos faz pensar se as gerações futuras terão o talvez, possamos ter nossos jovens de volta a
mesmo engajamento social que seu pais e uma sociedade melhor e mais justa.
avós tiveram.
Ocorre que a partir de 2030 a tendência se impulsionar o debate sobre qual modelo de
inverterá pois, fruto das decrescentes taxas de desenvolvimento queremos para o nosso país.
natalidade e do aumento da expectativa de Para quem e para que dever ser revertido os
vida, teremos cada vez menos pessoas em frutos deste desenvolvimento, quais formas e
idade ativa e cada vez mais dependentes métodos de fazer política para viabilizar a
especialmente idosos. Ou seja, os próximos construção deste projeto e, acima de tudo,
20 anos serão cruciais se quisermos como estas questões podem adquirir um
aproveitar este bônus demográfico e explorar significado para ação coletiva, cotidiana e
cada vez mais o nosso potencial de transformadora para milhões e milhões de
crescimento. jovens brasileiros.
Por isso que cada ação voltada pra formação Temos diante nós uma grande oportunidade
educacional e científica, de inclusão para afirmar um novo paradigma que aposte
econômica e cidadã da juventude hoje, não na capacidade e no potencial da juventude.
está simplesmente relacionada aos direitos Que ao aproveitar este bonus demográfico,
individuais de uma parcela da população. Tal integre as políticas públicas para este
investimento está umbilicalmente ligado com o segmento, com uma estratégia de crescimento
desenvolvimento do país. Por isso, mais do econômico ambientalmente sustentável, nos
que nunca, temos que desenvolver programas marcos da sociedade do conhecimento, de
em grande escala, sem descuidar da promoção da justiça social, de valorização da
qualidade e de mecanismos de avaliação que cultura, da extrema necessidade de uma
incluam os próprios jovens participantes reforma e renovação da política, enfim, que
destas políticas e programas. aposte firmemente em uma política de
Podemos aproveitar a força simbólica das juventude para o desenvolvimento.
políticas públicas de juventude para
• http://www.une.org.br- a história da UNE, Perguntas e respostas sobre a UNE e o movimento
estudantil
• Juventude e Desenvolvimento: uma nova agenda para um novo tempo - por Danilo Moreira-
dezembro/ 2010
• Juventude e Comunicação" - por Juliana Borges, dezembro/2010
• Trabalho e Civilização – Uma História Global, pag.175