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Oficina de Vídeo – Nível básico

1. Introdução
Este material foi desenvolvido pela Explorer Produções para as oficinas oferecidas através do 7º Festival de Vídeo
Estudantil e Mostra de Cinema – Guaíba/RS, visando qualificar alunos e professores para produzir vídeos de qualidade e sem
alto custo. O embasamento teórico é muito importante para o sucesso do trabalho. Nesta oficina abordamos conceitos
básicos e uma visão geral de como produzir um vídeo passo a passo de forma simples, barata e ao alcance de todos.

1.1. Vídeo e filme


Vamos trabalhar na produção de vídeo, pois usaremos filmadoras “amadoras” que utilizam fitas ou outro tipo de mídia
digital e não película, independente da bitola (Super-8, 16 mm e 35 mm), como a que vimos no cinema.
O vídeo é mais fácil para quem quer aprender e experimentar, pois é muito mais barato, permite regravar a mídia (embora
não seja o mais indicado) e assistir o material gravado sem ter que mandar revelar (como o filme). Não exige tanto
conhecimento técnico de iluminação e os equipamentos de vídeo (mídia, filmadoras, equipamento de edição e projeção) são
muito mais acessíveis ao nosso dia a dia.

1.2. Definindo a produção


Antes de tudo é necessário saber o que queremos fazer, qual o gênero e linguagem, para que possamos seguir todos os
passos conforme o trabalho que iremos realizar. Vamos conhecer melhor as categorias presentes no Festival de Guaíba:

1.2.1. Ficção
Trata-se de um enredo de fatos imaginários, sem compromisso com a realidade. Pode ser de vários gêneros, como
comédia, ação, terror, suspense, drama, etc., podendo até mesmo aparecer determinados momentos com gêneros diferentes
em um único vídeo, mas sempre um irá prevalecer.

1.2.2. Propaganda
Através da propaganda é que publicitários divulgam suas idéias sobre determinado assunto ou produto. Deve ser objetiva
e de fácil compreensão, passando sua mensagem em poucos segundos. No Festival de Vídeo de Guaíba só são permitidas
propagandas com enfoque educativo.

1.2.3. Documentário
É um registro de algo ou alguém, abordando qualquer assunto, mas sempre com o compromisso com a realidade, ou
seja, não pode haver fantasia (contar algo irreal). Em um documentário pode-se usar depoimentos, fotos, narração e imagens

1.2.4. Animação
É a arte ou técnica de fazer que desenhos, bonecos ou qualquer outro material não animado adquira movimentos. Este
efeito pode ser obtido fotografando quadro a quadro (com máquina digital), filmando quadro a quadro (ligando e desligando a
filmadora rapidamente), podendo editar facilmente no computador. No caso de desenho, poderá digitalizá-lo através do
scanner.

2. Sinopse
Vamos começar a colocar a mão na massa fazendo a sinopse do vídeo, que se trata de um pequeno resumo onde deverá
conter a história central e os tópicos mais importantes. Isso irá facilitar muito a construção do roteiro e o controle do tempo do
vídeo.

3. Argumento
O argumento (ou pré-roteiro) é um texto literário, com a história completa e todos os seus elementos dramáticos. Deve ser
escrito com base na sinopse que acabamos de fazer.

4. Roteiro
Tem que conter tudo o que é necessário para a cena (falas, ações, ruídos, músicas, personagens, etc.). É bom também
fazer uma lista com os nomes dos personagens, com características e atores escolhidos. O modelo que vamos utilizar é bem
simples, apresentado em uma folha dividida em colunas. A da esquerda com anotações que se referem à imagem, e a da
direita ao som. Também pode-se usar o Story Board, onde os planos de filmagem serão representados por desenhos.
No roteiro que será usado como guia na gravação já deverá conter todos os planos de filmagem.

Veja o exemplo de roteiro técnico:

Imagem Som

Cena 01: Descrição da cena, local, quem estará e qual é a


situação de forma geral.
Ambiente de mar misturado com sons matinais.
Tomada 01 - Plano geral de praia ao amanhecer. Poucas Continua até o fim da cena.
pessoas na praia. Ao centro, Ana correndo na areia de
vestido de algodão. Zoom in na Ana até plano médio, Nome do personagem – fala dele
quando Ana está ao lado de Pedro.
Tomada 02 - ...

5. Definição da equipe
A equipe de produção e atores formarão a ficha técnica. Veja algumas funções:

Roteiro: Fornece uma pré-visualização do filme ou vídeo;


Diretor: Participa do planejamento, orienta o roteirista, escolhe atores e a equipe técnica e dirige a filmagem, estando sempre
presente em todos os momentos.
Fotografia: Coordena a iluminação e enquadramento das cenas;
Continuista: Responsável pelas anotações nas filmagens, para manter a harmonia na seqüência de cenas;
Câmera: Filma as cenas;
Ator / Atriz: As pessoas que atuarão no vídeo;

6. Decupagem
Com o roteiro pronto, começa o processo de levantamento de necessidades cena a cena. Este processo é conhecido
como decupagem ou análise técnica. Nessa fase definimos os cenários e a ordem de gravação das cenas.

Exemplo:

Cena 1
Local: Locação na praia, com chapéus de sol
Atores: 2 – Maria e João
Figurino: Vestido de algodão para Maria, bermuda para João
Figuração: 15 – Paulo, Sonia, Márcia, Carolina, Junior...
Objetos de cena: Carrinho de sorvete. Material de praia para figuração
Equipamento: Câmera com Zoom, equipamento de captação de som, rebatedor...
Equipe: Diretor, ass. de direção, continuista, diretor de fotografia, operador de câmera, técnico de som direto,
equipe de produção, figurinista, cenógrafo e maquinista.

7. Orçamento
Nessa etapa você precisa saber qual a filmadora e tipo de fita usada, cópias necessárias para distribuição e como deverá
ser feita a digitalização e edição, para que você tenha um orçamento real.

8. Captação de imagens
Normalmente seguir o roteiro, na ordem em que foi escrito, não é a forma mais fácil. Os produtores do trabalho devem
estudar a melhor maneira de fazer isso.
8.1. Ficha de filmagem:
Durante a filmagem, alguém da equipe, geralmente o assistente de direção, vai preenchendo uma ficha de filmagem,
onde se anota de forma rápida o que aconteceu em cada tomada, quais foram as melhores e os erros.

Exemplo:

CENA 5
Tomada 1 - Close em Marta:
1ª Tentativa - Marta errou o texto
2ª Tentativa - não valeu (passou carro buzinando)
3ª Tentativa - ficou mais ou menos
4ª Tentativa - essa ficou ótima!

8.2. Conceitos
Os termos abaixo são para conhecimento geral e de uso comum na produção audiovisual.

Tomada (take): Ato de delimitar um espaço pelo visor da câmera;


Cena: Uma ou mais tomadas feitas sobre o mesmo assunto, filmadas no mesmo local;
Seqüência: Uma ou mais cenas feitas sobre o mesmo assunto, não necessariamente no mesmo lugar e momento;
Zoom: É um movimento de lente. É o ato de aproximar ou afastar objetos, alterando também a profundidade de campo;
Enquadramento: Espaço selecionado para aparecer na tomada;
Plano: Delimita o que deve aparecer no enquadrando;
Foco: Refere-se a nitidez da imagem;

8.3. Plano
Como já falamos, o plano é o que delimita o enquadramento. Estas informações devem conter no roteiro e são utilizados
para aproveitar melhor a expressão dos atores, detalhes de cenários, localização dos personagens e dar dinamismo a cena.

8.3.1. Contra-plano
Ao gravar uma cena deve-se fazer o plano e o contra-plano, para facilitar os cortes, além de aproveitar melhor as
expressões dos atores. Para isso gravamos as falas de cada ator, em primeiro plano, e ele em silêncio escutando o outro
ator, que seria o contra-plano.
Exemplo de plano e contra-plano

Gravamos a fala do ator O contra-plano é a reação do outro ator

8.3.2. Tipos de plano


Plano Geral: Situar a pessoa no local, em uma imagem aberta.
Plano Médio: Figura inteira que surge no enquadramento.
Plano Americano: Do joelho para cima
Primeiro Plano: Pessoa enquadrada do meio busto para cima.
Primeiríssimo Primeiro Plano (Close): enquadramento do rosto.
Plano Detalhe: Parte do corpo ou objeto isolado.

Exemplos

Plano Geral Plano Médio Plano Americano Primeiro Plano Close Plano Detalhe

9. Seleção de imagens e trilha sonora


A Seleção de imagens é a 2ª decupagem que fazemos, depois de terminada as gravações. Usando a ficha de filmagem
como guia, são escolhidos os takes que serão utilizados na edição.
Assista as imagens, marcando os pontos da fita e confirmando as tomadas selecionadas. Fazendo isso ficará muito mais
fácil e rápido terminar o vídeo, em qualquer tipo de edição.

10. Trilha e efeitos sonoros


A trilha e efeitos são fundamentais para o sucesso do trabalho. Por isso eles já devem ser pensados durante o roteiro,
anotando na parte de som em que momento e quais músicas, ruídos, barulhos, etc., serão necessários. Se possível crie trilha
e efeitos originais.

11. Edição
A edição é a união das imagens selecionadas, transições, letreiros, efeitos, trilha sonora e créditos. É onde se dará o
acabamento no seu vídeo. A edição de um vídeo pode ser feita, entre outras maneiras, no computador. Este tema é muito
extenso e por isso será mais bem abordado nas oficinas específicas de edição.

12. Considerações finais


Além deste conteúdo teórico, na oficina também são realizados exercícios práticos e os participantes recebem
acompanhamento e certificado de participação, desde que faça sua inscrição prévia. Oficinas extensivas poderão acontecer
no decorrer do ano, tendo como único critério para inscrição ter participado de uma oficina básica.
Esperamos sua inscrição no Festival 2008 (inscrições de 5 de junho a 5 de setembro), conforme as instruções do
regulamento, já disponível no site do Festival.

Resumo teórico da oficina de vídeo básica, a base para o trabalho em vídeo e para as demais oficinas, é
desenvolvida pelo Festival de Vídeo Estudantil e Mostra de Cinema – Guaíba/RS e Explorer Produções, voltada a educando
e educadores da rede básica de ensino, oferecida gratuitamente dentro das atividades preparatórias do Festival 2008 que
visa qualificar os trabalhos exibidos no Festival. O material foi desenvolvido por McGiver Silveira e Michele Villanova, que
ministraram a atividade.

7º Festival de Vídeo Estudantil e Mostra de Cinema Explorer Produções


Site: www.festvideoguaiba.com.br Site: www.explorerproducoes.com.br
E-mail: festival@festvideoguaiba.com.br E-mail: equipe@explorerproducoes.com.br