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Iluminismo

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Iluminismo, Esclarecimento ou Ilustração (deriva do latim iluminare, em alemão


Aufklärung, em inglês Enlightenment, em italiano Illuminismo, em francês Siècle des
Lumières ou illuminisme e em espanhol Ilustración) são termos que designam um dos
mais importantes e prolíficos períodos da história intelectual e cultural ocidental.

Índice
• 1 Definição
• 2 As fases do Iluminismo
• 3 Os Iluminismos Regionais
o 3.1 Alemanha
o 3.2 Escócia
o 3.3 Estados Unidos
o 3.4 França
o 3.5 Inglaterra
o 3.6 Espaço luso-brasileiro
• 4 A Crítica ao Mercantilismo
• 5 Impacto
• 6 Iluministas notáveis

• 7 Referências

Definição
Ainda que importantes contemporâneos venham ressaltando as origens do Iluminismo
no século XVII tardio,[1] não há consenso abrangente quanto à datação do início da era
do Iluminismo. Boa parte dos acadêmicos simplesmente utilizam o início do século
XVIII como marco de referência, aproveitando a já consolidada denominação Século
das Luzes .[2] O término do período é, por sua vez, habitualmente assinalado em
coincidência com o início das Guerras Napoleônicas (1804-1815).[3]

Iluminismo é um conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, sociais,


políticas,correntes intelectuais e atitudes religiosas. Pode-se falar mesmo em diversos
micro-iluminismos, diferenciando especificidades temporais, regionais e de matiz
religioso, como nos casos de Iluminismo tardio, Iluminismo escocês e Iluminismo
católico.

Immanuel Kant.

O Iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os


iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um
mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do
engajamento político-social.[4] Immanuel Kant, um dos mais conhecidos expoentes do
pensamento iluminista, num texto escrito precisamente como resposta à questão O que
é o Iluminismo?, descreveu de maneira lapidar a mencionada atitude:

"O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que
estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram
incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de
outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma
deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer
uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude!
Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do
Iluminismo".[5]

As fases do Iluminismo

Frontispício da Encyclopédie (1772), desenhado por Charles-Nicolas Cochin e gravado


por Bonaventure-Louis Prévost. Esta obra está carregada de simbolismo: a figura do
centro representa a verdade – rodeada por luz intensa (o símbolo central do
iluminismo). Duas outras figuras à direita, a razão e a filosofia, estão a retirar o manto
sobre a verdade.

Os pensadores iluministas tinham como ideal a extensão dos princípios do


conhecimento crítico a todos os campos do mundo humano.[6] Supunham poder
contribuir para o progresso da humanidade e para a superação dos resíduos de tirania e
superstição que creditavam ao legado da Idade Média. A maior parte dos iluministas
associava ainda o ideal de conhecimento crítico à tarefa do melhoramento do estado e
da sociedade.

O uso do termo Iluminismo na forma singular justifica-se, contudo, dadas certas


tendências gerais comuns a todos os iluminismos, nomeadamente, a ênfase nas ideias de
progresso e perfectibilidade humana, assim como a defesa do conhecimento racional
como meio para a superação de preconceitos e ideologias tradicionais.
Entre o final do século XVII e a primeira metade do século XVIII, a principal influência
sobre a filosofia do iluminismo proveio das concepções mecanicistas da natureza que
haviam surgido na sequência da chamada revolução científica do século XVII. Neste
contexto, o mais influente dos cientistas e filósofos da natureza foi então o físico inglês
Isaac Newton. Em geral, pode-se afirmar que a primeira fase do Iluminismo foi marcada
por tentativas de importação do modelo de estudo dos fenômenos físicos para a
compreensão dos fenômenos humanos e culturais.

No entanto, a partir da segunda metade do século XVIII, muitos pensadores iluministas


passaram a afastar-se das premissas mecanicistas legadas pelas teorias físicas do século
XVII, aproximando-se então das teorias vitalistas que eram desenvolvidas pelas
nascentes ciências da vida.[7] Boa parte das teorias sociais e das filosofias da história
desenvolvidas na segunda metade do século XVIII, por autores como Denis Diderot e
Johann Gottfried von Herder, entre muitos outros, foram fortemente inspiradas pela
obra de naturalistas tais como Buffon e Johann Friedrich Blumenbach.

Os Iluminismos Regionais
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Alemanha

No espaço cultural alemão, um dos traços distintivos do Iluminismo (Aufklärung) é a


inexistência do sentimento anticlerical que, por exemplo, deu a tônica ao Iluminismo
francês. Os iluministas alemães possuíam, quase todos, profundo interesse e
sensibilidade religiosas, e almejavam uma reformulação das formas de religiosidade. O
nome mais conhecido da Aufklärung foi Immanuel Kant. Outros importantes expoentes
do iluminismo alemão foram: Johann Gottfried von Herder, Gotthold Ephraim Lessing,
Moses Mendelssohn, entre outros.

Escócia

David Hume, retratado por Allan Ramsey, 1766.


A Escócia, curiosamente um dos países mais pobres e remotos da Europa ocidental no
século XVIII, foi um dos mais importantes espaços de produção de idéias associadas ao
Iluminismo. Empirismo e pragmatismo foram as tendências mais marcantes do
Iluminismo Escocês. Dentre os seus mais importantes expoentes destacam-se, entre
outros: Adam Ferguson, David Hume, Francis Hutcheson, Thomas Reid, Adam Smith.

Estados Unidos

Nas colônias britânicas que formariam os futuros Estados Unidos da América, os ideais
iluministas chegaram por importação da metrópole, mas tenderam a ser redesenhados
com contornos religiosa e politicamente mais radicais. Idéias iluministas exerceram uma
enorme influência sobre o pensamento e prática política dos chamados founding fathers
(pais fundadores) dos Estados Unidos, entre eles:John Adams, Samuel Adams,
Benjamin Franklin, Thomas Jefferson, Alexander Hamilton e James Madison.

França

Voltaire, retratado por Nicolas de Largillière, 1718.

Na França, país de tradição católica, mas onde as correntes protestantes, nomeadamente


os huguenotes, também desempenharam um papel dinamizador, havia uma tensão
crescente entre as estruturas políticas conservadoras e os pensadores iluministas.
Rousseau, por exemplo, originário de uma família huguenote e colaborador da
Encyclopédie, foi perseguido e obrigado a exilar-se na Inglaterra. O conflito entre uma
sociedade feudal e católica e as novas forças de pendor protestante e mercantil, irá
culminar na Revolução Francesa. Madame de Staël, com o seu salão literário, onde
avultam grandes nomes da vida cultural e política francesa, será uma grande
referência.Voltaire é retratado como um dos maiores filósofos iluministas da história.

Inglaterra

Na Inglaterra, a influência católica havia sido definitivamente afastada do poder político


em 1688, com a Revolução Gloriosa. A partir de então, nenhum católico voltaria a subir
ao trono - embora a Igreja da Inglaterra tenha permanecido bastante próxima do
Catolicismo em termos doutrinários e de organização interna. Sem o controle que a
Igreja Católica exercia em outras sociedades, a exemplo da espanhola ou a portuguesa, é
no Reino Unido que figuras como John Locke e Edward Gibbon dispõem da liberdade
de expressão necessária ao desenvolvimento de suas idéias.

Espaço luso-brasileiro
Marquês de Pombal.

Em Portugal, uma figura marcante desta época foi o Marquês de Pombal. Tendo sido
embaixador em Londres durante 7 anos (1738-1745), o primeiro-ministro de Portugal
ali teria recolhido as referências que marcaram a sua orientação como primeiro
responsável político em Portugal. O Marquês de Pombal foi um marco na história
portuguesa, contrariando o legado histórico feudal e tentando por todos os meios
aproximar Portugal do modelo da sociedade inglesa. Entretanto, Portugal mostrara-se
por vezes hostil à influência daqueles que em Portugal eram chamados pejorativamente
de estrangeirados - fato pretensamente relacionado à influência Católica.

Nas colônias americanas do Império Português, foi notável a influência de ideais


iluministas sobre os escritos econômicos tanto de José de Azeredo Coutinho quanto de
José da Silva Lisboa. Também se podem considerar como "iluministas" diversos dos
intelectuais que participaram de revoltas anticoloniais no final do século XVIII, tais
como Cláudio Manoel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. No Brasil, tomou decisões
muito importantes como a extinção das capitanias hereditárias, proibição de outras
línguas e dialetos, sendo apenas permitido o português e a mudança da capital da
colônia de Salvador para Rio de Janeiro.

A Crítica ao Mercantilismo
Toda a estrutura política e social do absolutismo foi violentamente atacada pela
revolução intelectual do Iluminismo. O mercantilismo, doutrina econômica típica da
época, também foi condenado e novas propostas, mais condizentes com a nova
realidade do capitalismo, foram teorizadas. Os primeiros contestadores do
mercantilismo foram os fisiocratas. Para os fisiocratas, a riqueza viria da natureza, ou
seja, da agricultura, da mineração e da pecuária. O comércio era considerado uma
atividade estéril, já que não passava de uma troca de riquezas. Outro aspecto da
fisiocracia contrariava o mercantilismo: os fisiocratas eram contrários à intervenção do
Estado na economia. Esta seria regida por leis naturais, que deveriam agir livremente. A
frase que melhor define o pensamento fisiocrata é: Laissez faire, laissez passer (Deixai
fazer, deixai passar). A fisiocracia influenciou pensadores como Adam Smith, pai da
economia clássica. A economia política como ciência autônoma não existia naquela
época. O pensamento econômico era fruto do trabalho assistemático de intelectuais, que
ocasionalmente se interessavam pelo problema: um dos principais teóricos da escola
fisiocrata era um médico, François Quesnay.
Impacto

Declaracão dos Direitos do Homem e do Cidadão, França, 1789, um dos muitos


documentos políticos produzidos no século XVIII sob a inspiração do ideário iluminista

O Iluminismo exerceu vasta influência sobre a vida política e intelectual da maior parte
dos países ocidentais. A época do Iluminismo foi marcada por transformações políticas
tais como a criação e consolidação de estados-nação, a expansão de direitos civis, e a
redução da influência de instituições hierárquicas como a nobreza e a igreja.

O Iluminismo forneceu boa parte do fermento intelectual de eventos políticos que se


revelariam de extrema importância para a constituição do mundo moderno, tais como a
Revolução Francesa, a Constituição polaca de 1791, a Revolução Dezembrista na
Rússia em 1825, o movimento de independência na Grécia e nos Balcãs, bem como,
naturalmente, os diversos movimentos de emancipação nacional ocorridos no continente
americano a partir de 1776.

Muitos autores associam ao ideário iluminista o surgimento das principais correntes de


pensamento que caracterizariam o século XIX, a saber, liberalismo, socialismo, e social-
democracia.

Iluministas notáveis
(ordenados por ano de nascimento)

• Bento de Espinosa (1632–1677), filósofo holandês, com ascendência judaica


portuguesa. É considerado o precursor das correntes mais radicais do
pensamento iluminista. Escrito mais importante: Ética (1677).
• John Locke (1632 - 1704), filósofo inglês. Escritos mais importantes: Ensaio
sobre o entendimento humano (1689); Dois tratados sobre governo (1689).
• Montesquieu (Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède e de Montesquieu)
(1689-1755), filósofo francês. Notabilizou-se pela sua teoria da separação dos
poderes do estado(Legislativo, Executivo e Judiciario), a qual exerceu
importante influência sobre diversos textos constitucionais modernos e
contemporâneos. Escrito mais importante: Do Espírito das Leis (1748).
• Voltaire (pseudónimo de François-Marie Arouet) (1694-1778), defendia uma
monarquia esclarecida. Filósofo francês, era deista (acreditava que para chegar a
Deus não era preciso a igreja, e sim a razão). Notabilizou-se pela sua oposição
ao pensamento religioso e pela defesa da liberdade intelectual. Escritos mais
importantes: Ensaio sobre os costumes (1756); Dicionário Filosófico (1764) e
Cartas Inglesas (1734).
• Benjamin Franklin (1706-1790), político, cientista e filósofo estadunidense.
Participou ativamente dos eventos que levaram à independência dos Estados
Unidos e da elaboração da constituição de 1787.
• Buffon (Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon) (1707-1788), naturalista
francês. A sua principal obra, A história natural, geral e particular (1749–1778;
36 volumes), exerceu capital influência sobre as concepções de natureza e
história dos autores do Iluminismo tardio.
• David Hume (1711-1776), filósofo e historiador escocês.
• Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), filósofo francês. Escrito mais importante:
Do Contrato Social.

Denis Diderot, retratado por Louis-Michel van Loo, 1767.

• Denis Diderot (1713-1784), filósofo francês. Elaborou juntamente com


D'Alembert a "Enciclopédia ou Dicionário racional das ciências, das artes e dos
ofícios", composta de 33 volumes publicados, pretendia reunir todo o
conhecimento humano disponível, que tornou-se o principal vínculo de
divulgação de suas idéias naquela época. Também se dedicou à teoria da
literatura e à ética trabalhista.
• Adam Smith (1723-1790), economista e filósofo escocês. O seu escrito mais
famoso é A Riqueza das Nações.
• Immanuel Kant (1724-1804), filósofo alemão. Fundamentou sistematicamente a
filosofia crítica, tendo realizado investigações também no campo da física
teórica e da filosofia moral.
• Gotthold Ephraim Lessing (1729–1781), dramaturgo e filósofo alemão. É um
dos principais nomes do teatro alemão na época moderna. Nos seus escritos
sobre filosofia e religião, defendeu que os fiéis cristãos deveriam ter o direito à
liberdade de pensamento.
• Edward Gibbon (1737–1794), historiador inglês.
• Benjamin Constant (1767–1830), político, filósofo e escritor de nacionalidade
franco-suiça. Um dos pioneiros do Liberalismo, amigo pessoal de Madame de
Staël e aluno de Adam Smith e David Hume na Escócia. Constant foi
imensamente influenciado pelo Iluminismo Escocês, tanto em seu trabalho sobre
Religião, quanto em seus ideais de liberdade individual.

Referências

Introdução

Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o


domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a
Europa desde a Idade Média. Segundo os filósofos iluministas,
esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as
trevas em que se encontrava a sociedade.

Os ideais iluministas

Os pensadores que defendiam estes ideais acreditavam que o


pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as
crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam
a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a
buscar respostas para as questões que, até então, eram
justificadas somente pela fé.

Século das Luzes

A apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este,


passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo
foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução
Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e
fraternidade. Também teve influência em outros movimentos
sociais como na independência das colônias inglesas na América
do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil.

Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom,


porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo.
Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade
justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria
alcançada. Por esta razão, eles eram contra as imposições de
caráter religioso, contra as práticas mercantilistas, contrários ao
absolutismo do rei, além dos privilégios dados a nobreza e ao
clero.
Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia,
pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder
em questões políticas devido a sua forma participação limitada.
Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e,
nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Uma
outra forma de impedimento aos burgueses eram as práticas
mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões
econômicas.

No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma:


Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em
terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo.
Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade
comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma
vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os
privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as
práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para
a classe burguesa.

Principais filósofos iluministas

Os principais filósofos do Iluminismo foram: John Locke (1632-


1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o
passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778), ele
defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a
intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele
defendia a idéia de um estado democrático que garanta
igualdade para todos; Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a
divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário;
Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-
1783), juntos organizaram uma enciclopédia que reunia
conhecimentos e pensamentos filosóficos da época.

O iluminismo no Brasil

As ideias iluministas chegaram ao Brasil no século XVIII. Muitos


brasileiros das classes mais altas da sociedade iam estudar em
universidades da Europa e entravam em contato com as teorias e
pensamentos que se desenvolviam em território europeu. Ao retornarem ao
país, após os estudos, estas pessoas divulgavam as ideias do iluminismo,
principalmente, nos centros urbanos.

A principal influência do iluminismo, principalmente francês, pôde ser


notada no processo de Inconfidência Mineira (1789). Alguns inconfidentes
conheciam as propostas iluministas e usaram como base para fundamentar
a tentativa de independência do Brasil.
As principais ideias iluministas que influenciaram os inconfidentes
foram:

- Fim do colonialismo;

- Fim do absolutismo;

- Substituição da monarquia pela República;

- Liberdade econômica (liberalismo);

- Liberdade religiosa, de pensamento e expressão.

Mesmo não obtendo o sucesso desejado, que seria a Independência do


Brasil, os inconfidentes conseguiram difundir ainda mais as ideias do
iluminismo entre as camadas urbanas da sociedade brasileira. Os ideais
iluministas foram de fundamental importância na formação política do
Brasil.

O Iluminismo

O Iluminismo surgiu na França do século XVII e propunha o


domínio do pensamento racional sobre o teocentrismo (Deus no
centro de todas explicações) que predominava na Europa desde
a época Medieval. De acordo com os filósofos iluministas, esta
forma de pensamento tinha o propósito de jogar luzes nas trevas
em que se encontrava grande parte da humanidade. Fizeram
também uma forte crítica ao absolutismo ao defenderem a
liberdade econômica, política e social.

Principais filósofos iluministas

- John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria


conhecimento com o passar do tempo através do empirismo;

- Voltaire (1694-1778), ele defendia a liberdade de pensamento e


não poupava crítica a intolerância religiosa;

- Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele defendia a idéia de um


estado democrático que garanta igualdade para todos;

- Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder


político em Legislativo, Executivo e Judiciário;

- Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-


1783), juntos organizaram uma enciclopédia que reunia
conhecimentos e pensamentos filosóficos da época.
- Bento de Espinosa (1632–1672) - defendeu principalmente a
ética e o pensamento lógico;

- David Hume (1711-1776) - foi um importante historiador e


filósofo iluminista escocês. Refutou o princípio da casualidade e
defendeu o livre-arbítrio e o ceticismo radical.

- Adam Smith (1723-1790) - economista e filósofo inglês. Grande


defensor do liberalismo econômico.

- Gotthold Ephraim Lessing (1729-1781) - filósofo e dramaturgo


alemão. Defendeu a liberdade de pensamento entre os cristão.

- Immanuel Kant (1724-1804) - importante filósofo alemão,


desenvolveu seus pensamentos nas áreas da epistemologia,
ética e Metafísica.

- Benjamin Constant (1767-1830) - escritor, filósofo e político


francês de origem suíça. Defendeu, principalmente, ideais de
liberdade individual.

No século XVIII, uma nova corrente de pensamento começou a tomar conta da Europa defendendo novas formas de conceber o mundo,
a sociedade e as instituições. O chamado movimento iluminista aparece nesse período como um desdobramento de concepções
desenvolvidas desde o período renascentista, quando os princípios de individualidade e razão ganharam espaço nos séculos iniciais da
Idade Moderna.

No século XVII o francês René Descartes concebeu um modelo de verdade incontestável. Segundo este autor, a verdade poderia ser
alcançada através de duas habilidades inerentes ao homem: duvidar e refletir. Nesse mesmo período surgiram proeminentes estudos no
campo das ciências da natureza que também irão influenciar profundamente o pensamento iluminista.

Entre outros estudos destacamos a obra do inglês Isaac Newton. Por meio de seus experimentos e observações, Newton conseguiu
elaborar uma série de leis naturais que regiam o mundo material. Tais descobertas acabaram colocando à mostra um tipo de explicação
aos fenômenos naturais independente das concepções de fundo religioso. Dessa maneira, a dúvida, o experimento e a observação
seriam instrumentos do intelecto capazes de decifrar as “normas” que organizam o mundo.

Tal maneira de relacionar-se com o mundo, não só contribuiu para o desenvolvimento dos saberes no campo da Física, da Matemática,
da Biologia e da Química. O método utilizado inicialmente por Newton acabou influenciando outros pensadores que também
acreditavam que, por meio da razão, poderiam estabelecer as leis que naturalmente regiam as relações sociais, a História, a Política e a
Economia.

Um dos primeiros pensadores influenciados por esse conjunto de idéias foi o britânico John Locke. Segundo a sua obra Segundo
Tratado sobre o Governo Civil, o homem teria alguns direitos naturais como a vida, a liberdade e a propriedade. No entanto, os
interesses de um indivíduo perante o seu próximo poderiam acabar ameaçando a garantia de tais direitos. Foi a partir de então que o
Estado surgiria como uma instituição social coletivamente aceita na garantia de tais direitos.

Essa concepção lançada por Locke incitou uma dura crítica aos governos de sua época, pautados pelos chamados princípios
absolutistas. No absolutismo a autoridade máxima do rei contava com poderes ilimitados para conduzir os destinos de uma determinada
nação. O poder político concentrado nas mãos da autoridade real seria legitimado por uma justificativa religiosa onde o monarca seria
visto como um representante divino. Entretanto, para os iluministas a fé não poderia interferir ou legitimar os governos.

No ano de 1748, a obra “Do espírito das leis”, o filósofo Montesquieu defende um governo onde os poderes fossem divididos. O
equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário poderia conceber um Estado onde as leis não seriam desrespeitadas em
favor de um único grupo. A independência desses poderes era contrária a do governo absolutista, onde o rei tinha completa liberdade
de interferir, criar e descumprir as leis.

Essa supremacia do poder real foi fortemente atacada pelo francês Voltaire (1694 – 1778). Segundo esse pensador, a interferência
religiosa nos assuntos políticos estabelecia a criação de governos injustos e legitimadores do interesse de uma parcela restrita da
sociedade. Sem defender o radical fim das monarquias de sua época, acreditava que os governos deveriam se inspirar pela razão
tomando um tom mais racional e progressista.

Um outro importante pensador do movimento iluminista foi Jean-Jaques Rousseau, que criticava a civilização ao apontar que ela
expropria a bondade inerente ao homem. Para ele, a simplicidade e a comunhão entre os homens deveriam ser valorizadas como itens
essenciais na construção de uma sociedade mais justa. Entretanto, esse modelo de vida ideal só poderia ser alcançado quando a
propriedade privada fosse sistematicamente combatida.

Esses primeiros pensadores causaram grande impacto na Europa de seu tempo. No entanto, é de suma importância destacar como a
ação difusora dos filósofos Diderot e D’Alembert foi fundamental para que os valores iluministas ganhassem tamanha popularidade. Em
esforço conjunto, e contando com a participação de outros iluministas, esse dois pensadores criaram uma extensa compilação de textos
da época reunidos na obra “Enciclopédia”.

A difusão do iluminismo acabou abrindo portas para novas interpretações da economia e do governo. A fisiocracia defendia que as
produções das riquezas dependiam fundamentalmente da terra. As demais atividades econômicas era apenas um simples
desdobramento da riqueza produzida em terra. Além disso, a economia não poderia sofrer a intervenção do Estado, pois teria formas
naturais de se organizar e equilibrar.

Ao mesmo tempo, o iluminismo influenciou as monarquias nacionais que viam com bons olhos os princípios racionalistas defendidos
pelo iluminismo. Essa adoção dos princípios iluministas por parte das monarquias empreendeu uma modernização do aparelho
administrativo com o objetivo de atender os interesses dos nobres e da burguesia nacional.

Por Rainer Sousa


Mestre em História

O Iluminismo e o "Despotismo Esclarecido"


Os escritores franceses do século XVIII provocaram uma revolução
intelectual na história do pensamento moderno. Suas idéias
caracterizavam-se pela importância dada à razão: rejeitavam as tradições
e procuravam uma explicação racional para tudo. Filósofos e
economistas procuravam novos meios para dar felicidade aos homens.
Atacavam a injustiça, a intolerância religiosa, os privilégios. Suas
opiniões abriram caminho para a Revolução Francesa, pois denunciaram
erros e vícios do Antigo Regime.

As novas idéias conquistaram numerosos adeptos, a quem


pareciam trazer luz e conhecimento. Por isto, os filósofos que as
divulgaram foram chamados iluministas; sua maneira de pensar,
Iluminismo; e o movimento, Ilustração.

A ideologia burguesa

O Iluminismo expressou a ascensão da burguesia e de sua


ideologia. Foi a culminância de um processo que começou no
Renascimento, quando se usou a razão para descobrir o mundo, e que
ganhou aspecto essencialmente crítico no século XVIII, quando os
homens passaram a usar a razão para entenderem a si mesmos no
contexto da sociedade. Tal espírito generalizou-se nos clubes, cafés e
salões literários.

A filosofia considerava a razão indispensável ao estudo de


fenômenos naturais e sociais. Até a crença devia ser racionalizada: Os
iluministas eram deístas, isto é, acreditavam que Deus está presente na
natureza, portanto no próprio homem, que pode descobri-lo através da
razão.

Para encontrar Deus, bastaria levar vida piedosa e virtuosa; a Igreja


tornava-se dispensável. Os iluministas criticavam-na por sua intolerância,
ambição política e inutilidade das ordens monásticas.

Os iluministas diziam que leis naturais regulam as relações entre


os homens, tal como regulam os fenômenos da natureza. Consideravam
os homens todos bons e iguais; e que as desigualdades seriam
provocadas pelos próprios homens, isto é, pela sociedade. Para corrigi-
las, achavam necessário mudar a sociedade, dando a todos liberdade de
expressão e culto, e proteção contra a escravidão, a injustiça, a opressão
e as guerras.

O princípio organizador da sociedade deveria ser a busca da


felicidade; ao governo caberia garantir direitos naturais: a liberdade
individual e a livre posse de bens; tolerância para a expressão de idéias;
igualdade perante a lei; justiça com base na punição dos delitos;
conforme defendia o jurista milanês Beccaria. A forma política ideal
variava: seria a monarquia inglesa, segundo Montesquieu e Voltaire; ou
uma república fundada sobre a moralidade e a virtude cívica, segundo
Rousseau.

Principais Filósofos Iluministas

Podemos dividir os pensadores iluministas em dois grupos: os


filósofos, que se preocupavam com problemas políticos; e os
economistas, que procuravam uma maneira de aumentar a riqueza das
nações. Os principais filósofos franceses foram Montesquieu, Voltaire,
Rousseau e Diderot.

Montesquieu publicou em 1721 as Cartas Persas, em que


ridicularizava costumes e instituições. Em 1748, publicou O Espírito das
Leis, estudo sobre formas de governo em que destacava a monarquia
inglesa e recomendava, como única maneira de garantir a liberdade, a
independência dos três poderes: Executivo; Legislativo, Judiciário.

Voltaire foi o mais importante. Exilado na Inglaterra, publicou


Cartas Inglesas, com ataques ao absolutismo e à intolerância e elogios à
liberdade existente naquele país. Fixando-se em Ferney, França, exerceu
grande influência por mais de vinte anos, até morrer. Discípulos se
espalharam pela Europa e divulgaram suas idéias, especialmente o
anticlericalismo.

Rousseau teve origem modesta e vida aventureira. Nascido em


Genebra, era contrário ao luxo e à vida mundana. Em Discurso Sobre a
Origem da Desigualdade Entre os Homens (1755), defendeu a tese da
bondade natural dos homens, pervertidos pela civilização. Consagrou
toda a sua obra à tese da reforma necessária da sociedade corrompida.
Propunha uma vida familiar simples; no plano político, uma sociedade
baseada na justiça, igualdade e soberania do povo, como mostra em seu
texto mais famoso, O Contrato Social. Sua teoria da vontade geral,
referida ao povo, foi fundamental na Revolução Francesa e inspirou
Robespierre e outros líderes.

Diderot organizou a Enciclopédia, publicada entre 1751 e 1772, com


ajuda do matemático d' Alembert e da maioria dos pensadores e
escritores. Proibida pelo governo por divulgar as novas idéias, a obra
passou a circular clandestinamente. Os economistas pregaram
essencialmente a liberdade econômica e se opunham a toda e qualquer
regulamentação. A natureza deveria dirigir a economia; o Estado só
interviria para garantir o livre curso da natureza. Eram os fisiocratas, ou
partidários da fisiocracia (governo da natureza). Quesnay afirmava que a
atividade verdadeiramente produtiva era a agricultura.

Gournay propunha total liberdade para as atividades comerciais e


industriais, consagrando a frase:

“Laissez faire, laissez passar”.(Deixe fazer, deixe passar.).

O escocês Adam Smith, seu discípulo, escreveu A Riqueza das


Nações (1765), em que defendeu: nem a agricultura, como queriam os
fisiocratas; nem o comércio, como defendiam os mercantilistas; o
trabalho era a fonte da riqueza. O trabalho livre, sem intervenções, guiado
espontaneamente pela natureza.