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Quem não se comunica se trumbica: A mídia contra Dilma

Texto de Brizola Neto. Fonte: http://www.tijolaco.com

Um leitor, Júlio Amorim, comentando o post anterior, diz que o Governo Dilma tem se saído mal
em sua capacidade de se comunicar e com a sociedade. Achei, por isso, que deveria trazer para cá
um trecho do post publicado ontem pelo Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, justamente
sobre o tema. Edu fala da tentativa feita por Dilma de criar um clima de “distensão” com a grande
mídia, que a atacou sem tréguas ou limites éticos durante a campanha.
Fala da frustração desta estratégia e da busca de Dilma por reverter este quadro que tem produzidos
desgastes justamente entre os núcleos formadores de opinião presentes na internet. Inclusive, e
posso confirmar que é verdade, por outra fonte bem situada, com uma conversa com Franklin
Martins, o secretário de comunicação do segundo Governo Lula. Como se sabe, naqueles tempos,
Franklin “peitou” as marolas, com aquela cara – que todos os que o conhecem dizem que é só cara –
de quem está sem paciência de ouvir besteira.
Leiam este trecho e, se puderem, acessem aqui o post na íntegra:
“Quem pode culpar Dilma por querer distensão? Já há semanas que o Brasil está paralisado pelo
caso Palocci. O prejuízo para a agenda pública se fez sentir na recente aprovação do Código
Florestal, que, quase unanimemente, verifica-se um desastre justamente por falta de um debate que
submergiu diante da volta do denuncismo seletivo e partidarizado.
E agora que o governo está sob a ameaça impensável de virar presa na temporada de caça a seus
ministros e expoentes, Dilma verifica que medidas tomadas na área de comunicação para distender
as relações com a direita midiática a deixaram com muito menos aliados. Sobretudo na internet, a
arena mais dinâmica do debate político, atualmente.
Que medidas foram essas? Por exemplo, na Secom. A nova ministra da Secretária de Comunicação
Social da Presidência da República, Helena Chagas, esteve entre os conselheiros de Dilma para
distender as relações com a mídia e a oposição, enquanto que seu antecessor, Franklin Martins,
saía de cena, tendo sido visto como um fomentador de confusão.
Franklin Martins, que estabeleceu pontes com a blogosfera progressista na era Lula, cedeu lugar a
uma direção da Secom voltada a não se meter com esses “blogueiros encrenqueiros”. Para que se
tenha uma idéia, a pessoa que comanda o Blog do Planalto acha que blog é coisa de
“adolescente”… Precisa dizer mais?
Helana Chagas é uma excelente pessoa. Íntegra, sensata, inteligente. Não lhe falta competência.
Este blogueiro esteve consigo durante a Confecom, em dezembro de 2009, aliás. E só fez confirmar
a boa impressão que já tinha dela.
Todavia, tanto Dilma quanto Helena não tinham – e continuam não tendo – a experiência de Lula e
de um Franklin Martins no trato com essa direita demente que infecta o Brasil. Não é por outra
razão que um e outro estão sendo recrutados a coordenarem a reação ao que já ameaça se tornar o
“mensalão” de Dilma.
Tudo muito parecido. Os petistas e simpatizantes “decepcionados” são o maior sintoma. A
maioria, aliás, é composta por pessoas de boa fé, que, como as de má fé, já dizem as mesmas frases
moralistas sobre Palocci que uma Eliane Cantanhêde, um Reinaldo Azevedo e companhia limitada.
Verifiquem os posts do blog sobre o assunto e verão trolls de direita e gente séria e que defendeu
Lula com unhas e dentes dizerem as mesmas coisas sobre Palocci, sobre “ética” etc. E vejam os
trolls se passando por petistas arrependidos, o que já dificulta identificar quem é quem em
centenas de comentários.
Para coroar a dissertação, vale prestar atenção na cobrança da conta da lua-de-mel entre Dilma e
a direita midiática. As gentilezas, os elogios, em fevereiro já se dizia por aqui que seriam usados
como “prova” de que a imprensa golpista teve boa vontade com Dilma, mas seu governo não
soube honrar o voto de confiança. (…)
O ex-presidente tem toda razão quando diz que a queda de Palocci seria um imenso desastre.
Cinco meses de governo. Se conseguirem derrubar Palocci tão cedo – a guerra contra Lula
começou no terceiro ano de seu primeiro mandato –, estará aberta a porteira. E quem diz não é
este blog, mas aquele que já é considerado o maior estrategista político do Brasil.
Não depende mais de nós, formiguinhas da política, fazer alguma coisa. Dilma tem que decidir se
quer passar os próximos quatro anos discutindo a avalanche de acusações e picuinhas que vem por
aí ou se, como fez Lula, atuará para dar à sua base de apoio na sociedade as condições de ajudar
a fazer o país seguir avançando.(…)
Para não terminar em tom de apocalipse este texto, porém, há que dar uma boa notícia: o país
real, essa nação que trabalha, estuda, progride, anseia, sonha – que pulsa, enfim –, não está nem
aí para a politicagem. Está subindo na vida. O problema é se a sabotagem conseguir paralisar o
governo. Aí, o mundo da fantasia da política se materializará no mundo real.