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Poucos livros existem que possam relatar o surgimento destes dois bairros no
tempo, será então através de pequenas narrativas e depoimentos que tentaremos
reconstruir esta história.

Propomos-vos que façam uma viagem no tempo, recuando ao já longínquo ano de


1910, altura da revolução industrial na Europa e do fim da monarquia em Portugal. Estes
eram tempos de crise, em que a maioria do povo português não vivia, mas antes sobrevivia.
Os dias eram passados a trabalhar, a comida escasseava. Os filhos eram encarados de outra
forma, como mão-de-obra, para ajudar a sustentar a casa. Era necessário mudar, mudar
para melhor, e a isso se deveram as revoluções e as migrações.

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Mais esclarecidos acerca do surgimento do bairro da Liberdade, passemosagora
para a erafina. Especula-se que os seus terrenos nunca tivessem sido ocupadosilegalmente
devido ao facto de serem terrenos explorados, com plantaçõese animais, com muros e
fronteiras definidas.?

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Assim, a construção do bairro da erafina só se verificou entre os anos 1933 e 1938.


Possuindo já um plano de construção, esta teve origem no programa das Casas Económicas,
criado pelo Governo de alazar para proporcionar melhores condições a quem era
trabalhador e competente. Apenas os sindicatos e os trabalhadores organizados que já
descontavam para o Estado podiam usufruir destas casas, estando entre eles polícias,
padeiros e tipógrafos. Erguia-se então um bairro social, a par de mais uma dúzia deles
espalhados por Lisboa. O arquitecto era um homem chamado Paulino Montez,que para
além da construção de inúmeras habitações, também foi responsável pela criação de um
posto da PP, uma escola primária e uns balneários públicos. Estes últimos, apesar de
criados no bairro da erafina, visavam atender às necessidades dos habitantesdo bairro da
Liberdade.


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A partir dos anos 60 e 70 registou-se novamente um enorme fluxo de migração das


pessoas do Norte e das eiras para a capital, procurando melhores condições de vida.Isto
levou a que houvesse uma sobrelotação, de tal forma que se atingiu um máximo de 120 mil
pessoas a morar simultaneamente neste espaço relativamente pequeno. Este aumento
demográfico conduziu-nos a uma situação insustentável, existindo mais pessoas do que
postos de trabalho. "ace a esta situação, as pessoas tiveram de se desenrascar, virando-se
para o negócio da droga. A partir daqui este negócio nunca mais deixou de existir, tornando
o bairro num local muito mais inseguro e incómodo para se viver. Muitos criminosos
surgiram, gangsters que não olhavam a meios para conseguir o que queriam. Os bairros da
erafina e Liberdade passaram a ser associados à marginalidade, passaram a ser temidos.
Para contribuir para esta situação, a Paróquia do bairro havia ficado sem líder.

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"oi então no ano de 1977 que o padre "rancisco Crespose ofereceu para tomar
conta da Paróquia, e por acréscimo da população dos bairros. Havia muito que fazer, pois
desde a altura do padre José Gallea que praticamente nada havia sido feito. "oi também por
esta altura que os bairros começaram a perder pessoas. Com a construção de diversas obras
públicas, entre as quais se destacam a ponte 25 de Abril, o eixo norte-sul e o viaduto Duarte
Pacheco, o bairro foi sendo lapidado. Grande parte das pessoas foram realojadas para os
bairros Padre Cruz e da oavista.
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*ive-se uma época aflitiva não só no bairro como em todo o país. Há muitas pessoas
em situação de pobreza extrema. A questão coloca-se: não será tempo de mudar+ *amos
continuar a construir estradas, comboios do mais veloz que existe, estádios de futebol, em
vez de tirar as pessoas da precariedade em que se encontram+ *amos continuar a permitir
que os jovens desperdicem as suas vidas em drogas e álcool +
e as perspectivas para o futuro destes bairros são negativas, tornemo-las positivas.
Retiremos de uma vez por todas os miúdos das ruas, acabemos com as barracas. Há que agir
agora, antes que outra geração se perca. O futuro será como nós quisermos que seja.

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