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OPERAÇÕES ENVOLVENDO ATIVO NÃO CIRCULANTE

INTRODUÇÃO

Neste trabalho irei tratar do ativo não circulante – investimento e seus subgrupos.
No ativo, são classificados as contas que representam as aplicações dos recursos que
estão à disposição da empresa: bens e direitos.
Assim, os recursos originados conforme mostra o Passivo estão aplicados na empresa
conforme mostra o Ativo.
No Ativo, portanto, há recursos aplicados: no Ativo Circulante e no Ativo Não
Circulante.
Conforme estabelece o § 1º do artigo 178 da Lei n° 6.404/1976, o Ativo Não Circulante
é composto por Ativo Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e
Intangível.

1. INVESTIMENTOS

De acordo com o estabelecido no inciso III, artigo 179, da Lei 6.404/1976, classificam-
se como investimentos as contas representativas das participações permanentes em
outras sociedades e dos direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo
Circulante ou no Ativo Realizável a longo Prazo, e que não se destinam à manutenção
da atividade a companhia ou da empresa.
Existem duas modalidades de investimentos que devem figurar neste subgrupo do Ativo
Não Circulante.

a. Participações permanentes em outras sociedades; e


b. Direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante ou no
Ativo Realizável a Longo Prazo.

1.1 Participações Permanentes Em Outras Sociedades

Quando uma empresa (investidora) adquire títulos representativos do capital de outra


sociedade (investida), a conta a ser utilizada para a contabilização de tal aquisição
dependerá do destino a ser dado ao investimento. Caso a aquisição tenha caráter
meramente especulativo, dever-se-á contabilizar o investimento em conta do Ativo
Circulante ou do Ativo Realizável a Longo Prazo. Entretanto, tratando-se de
investimento do caráter permanente , ou seja, quando a empresa deseja fazer dele um
complemento de suas atividades econômicas (visando a receber dividendos,
bonificações ou por outros motivos de seu interesse), deverá contabilizá-lo em conta do
grupo Investimentos.
As participações permanentes em outras empresas correspondem a aplicações de
recursos na compra de títulos representativos do capital de outras sociedades (ações ou
quotas). Esses investimentos poderão ocorrer em sociedades controladas, em sociedades
coligadas e em outras sociedades, sendo que o título da conta utilizada deverá exprimir
com clareza o tipo do investimento a que se refere.
Quando o investimento for efetuado em empresas consideradas coligadas, equiparadas
às coligadas ou controladas, os critérios utilizados para contabilizar são os mesmos que
devem ser observados nos casos de aquisições de ações de outras sociedades, cujo
exemplo você verá no item a seguir.
É importante, neste momento, saber quando a empresa investida deve ser classificada
como controlada, coligada, equiparada ou como outras sociedades

Coligadas (§§ 1º, 4º e 5º do art. 243 da Lei nº 6.404/1976)


São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa.
Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o
poder de participar nas decisões das políticas financeiras ou operacional da investida,
sem controlá-la.
É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% ou mais do
capital votante da investida, sem controlá-la.

Equiparadas às Coligadas (parágrafo único, artigo 2º, da Instrução CVM nº 247/1996)


Equiparam-se às coligadas:

a. As sociedades em que uma participa indiretamente com 10% (dez por cento) ou
mais do capital votante da outra, sem controlá-la.
b. As sociedades em que uma participa diretamente com 10% (dez por cento) ou
mais do capital votante da outra, sem controlá-la, independentemente do
percentual da participação no capital total.

Controladas (§ 2º, artigo 243, da Lei nº 6.404/1976)


Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou por meio de
outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo
permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos
administradores.
A participação é direta quando a investidora é proprietária do total ou da maior parte do
capital votante da sua investida.
A participação é indireta quanto a investidora (controladora) e uma ou mais de uma das
suas controladas são proprietárias no conjunto da maioria do capital votante de uma
terceira sociedade.
Veja, agora, o que são “controladas” para CVM (artigo 3º da Instrução CVM nº
247/1996)
Consideram-se controladas:

a. Sociedade na qual a investidora, direta ou indiretamente, seja titular de direitos


de sócio que lhe assegurem, de modo permanente:
a.1 Preponderância nas deliberações sociais; e
a.2 O poder de eleger ou destituir a maioria dos administradores;
b. Filial, agência, sucursal, dependência ou escritório de representação no exterior,
sempre que os respectivos Ativos e Passivos não estejam incluídos na
contabilidade da investidora, por força de normatização específica; e
c. Sociedade na qual os direitos permanentes de sócio, citados nas letras a.1 e a.2
supra, estejam sobre o controle comum ou sejam exercidos mediante a
existência de votos, independente do seu percentual de participação no capital
votante.

Considera-se, ainda, controlada a subsidiária integral, tendo a investidora como único


acionista.

1.2 Outros Investimentos

Classificam-se como outros investimentos os direitos de qualquer natureza, não


classificáveis no Ativo Circulante ou no Realizável a Longo Prazo, desde que não se
destinem à manutenção da atividade da empresa e não sejam efetuados em títulos
representativos do capital de outras sociedades. São investimentos dessa natureza aquele
efetuados em outro, obras de arte, antiguidades, imóveis de renda etc.

Investimento em Ouro
Os investimentos em ouro poderão figurar no Ativo Circulante ou no Não Circulante
(Ativo Realizável a Longo Prazo ou Investimentos) conforme seja a intenção da
empresa em mantê-lo permanentemente ou não.
Os rendimentos decorrentes desse tipo de investimento somente serão realizado no
momento em que a empresa decidir vender o metal no mercado. Na época do
levantamento do Balanço, o valor do investimento figurará no Ativo Circulante ou no
Ativo Não Circulante (Ativo Realizável a Longo Prazo ou Investimentos), pelo valor do
custo de aquisição, deduzido de provisão para redução ao valor de mercado, se este for
menor.
1.3 Avaliação dos Investimentos

A Lei nº 6.404/1976, em seus artigos 183 e 248, estabelece dois métodos para avaliação
dos investimentos classificáveis no Ativo Não Circulante: Método do Custo de
Aquisição (MC) e Método da Equivalência Patrimonial (MEP).
Segundo estabelece o artigo 248 da mencionada Lei, deverão ser avaliados pelo método
da equivalência patrimonial os investimentos em coligadas ou em controladas e em
outras sociedades que façam parte do mesmo grupo ou estejam sob controle comum.
(O controle comum pode ser exercido por uma mesma pessoa jurídica, por uma mesma
pessoa física ou por um conjunto de pessoas físicas, independente do percentual de
participação na capital.)
Os demais investimentos que não se enquadram nos casos supra citados serão avaliados
pelo Método do Custo de Aquisição (MC).

Método do Custo de Aquisição


O método do custo de aquisição (MC) consiste em avaliar os investimentos
atribuindo-lhes os respectivos custo de aquisição, isto é, atribuindo-lhes os mesmos
valores que a empresa pagou por eles no momento em que foram adquiridos.
Veja o que dispõe os incisos III e IV do artigo 183 da Lei nº 6.404/1976:

“Artigo 183. No Balanço, os elementos do Ativo serão avaliados segundo os seguintes


critérios:
III – os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado
o disposto nos artigo 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para
perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada
como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para
a companhia, de ações ou quotas bonificadas;
IV – os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para
atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de
aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior;”

É importante observar que o inciso III se refere a investimentos em títulos


representativos do capital de outras sociedades, enquanto o inciso IV se refere a outros
investimentos.
Observe, ainda que nos dois incisos consta a exigência da dedução de provisão: o
inciso III refere-se à provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, desde
que comprovada como permanente; e o inciso IV, à provisão para perdas prováveis na
realização do seu valor ou para redução do custo de aquisição ao valor do mercado.
Finalmente, é importante salientar que a provisão citada no inciso III não poderá ser
constituída se a perda não for permanente e também não puder der comprovada.
Método da Equivalência Patrimonial
O método de equivalência patrimonial (MEP) consiste na atualização do valor dos
investimentos feitos em sociedades coligadas ou em controladas e em outras sociedades
que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, situadas no Brasil
ou no exterior, com base na variação ocorrida no Patrimônio Líquido das citadas
sociedades investidas.
A Lei nº 6.404/1976 disciplina esse assunto em seu artigo 248, com o intuito de fazer
com que o valor do investimento se mantenha equivalente ao percentual de participação
da investidora no valor do Patrimônio Líquido de sua investida, no final de cada
exercício social.
Veja, então, o que dispõe o artigo:

“Artigo 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou


em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam
sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de
acordo com as seguintes normas:
I – o valor do Patrimônio Líquido da coligada ou da controlada será determinado com
base em Balanço Patrimonial ou Balancete de verificação levantado, com observância
das normas desta Lei, na mesma data , ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da
data do Balanço da companhia; no valor de Patrimônio Líquido não serão computados
os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras
sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas;
II – o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de
Patrimônio Líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no
capital da coligada ou controlada;
III – a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o numero II, e o curto de
aquisição corrigida monetariamente; somente será registrada como resultado do
exercício:

a. se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada;


b. se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos;
c. no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela
Comissão de Valores Mobiliários.

§ 1º Para efeito de determinar a relevância do investimento, nos casos deste artigo, serão
computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia
contra as coligadas e controladas.
§ 2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, deverá elaborar e
fornecer o Balanço ou Balancete de Verificação previsto no número I.”