Anda di halaman 1dari 117

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ

12ª JELL

12ª JORNADA REGIONAL E


2ª JORNADA NACIONAL
DE ESTUDOS
LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS

24 a 27 de junho de 2009

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA,
CULTURA E ENSINO

CADERNO DE
PROGRAMAÇÃO E RESUMOS

PROMOÇÃO:
CURSO DE LETRAS

MARECHAL CÂNDIDO RONDON – PARANÁ


1
2
12ª JELL
12ª JORNADA REGIONAL E
2ª JORNADA NACIONAL
DE ESTUDOS
LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA,
CULTURA E ENSINO

Agradecimentos:

Universidade Estadual do Oeste do Paraná


Centro de Ciências Humanas, Educação e Letras
Coordenação do Colegiado do Curso de Letras
Centro Acadêmico de Letras
Fundecamp
Prefeitura de Marechal Cândido Rondon
Caixa Econômica Federal
Cercar
Faville

Apoio:
Fundação Araucária

3
12ª JORNADA REGIONAL E 2ª JORNADA NACIONAL
DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS
COMISSÃO ORGANIZADORA
Coordenação Geral
Prof. Dr. Ciro Damke
Vice-Coordenação
Prof. Ms. Clóvis Alencar Butzge
Secretaria Geral
Mayara da Fontoura das Chagas
Sessão de Comunicações
Profa. Clarice Braatz S. Neukirchen
Profa. Dra. Márcia Sipavicius Seide
Profa. Dra. Rejane Klein
Sessão das Mesas de Debate
Profa. Dra. Clarice Lottermann
Profa. Dra. Rita Felix Fortes
Sessão das Oficinas
Profa. Esp. Elise Schmitt
Profa. Dra. Luciane Thomé Schröder
Comissão de Recepção e Frequência
Profa. Esp. Adriana da Cunha Werlang
Profa. Ms. Clarice Corbari
Profa. Esp. Suely E. T. Tierling
Expedição de Certificados
Profa. Ms. Denise Scolari Vieira
Prof. Ms. Osnir Pereira Barbosa
Sessões Culturais
Profa. Esp. Luciana Inês Gallaztegui
Prof. Dr. Stéfano Paschoal
Setor de Apoio Logístico
Profa. Dra. Izabel Cristina de Souza Gimenez
Profa. Dra. Roselene Fátima Coito
Comissão de Divulgação
Prof. Dr. Antonio Donizeti da Cruz
Profa. Dra. Clarice Nadir von Borstel
Cerimonial de Abertura
Profa. Dra. Clarice Lottermann
Comissão de Editoração
Prof. Ms. Clóvis Alencar Butzge
Prof. Ms. Osnir Pereira Barbosa
Prof. Dr. João Carlos Cattelan
4
DADOS GERAIS

DESCRIÇÃO DO EVENTO
A JELL é um evento anual que está em sua 12ª edição regional e 2ª edição nacional.
Neste evento, desenvolvem-se estudos e debates sobre assuntos da área da Linguística e da
Literatura. A programação é composta por palestras, oficinas, mesas redondas e sessão de
comunicações sobre temas relacionados às áreas supracitadas. O evento conta com a
participação de docentes dos Cursos de Letras da Unioeste e de outras universidades nas
mesas de debate, oficinas e palestras, além de abrir espaço para discentes e docentes
apresentarem comunicações. A JELL de 2009 estará voltada para a área de Linguística,
com foco na diversidade linguística, cultura e ensino.

OBJETIVOS
a) Divulgar perspectivas teóricas e didáticas acerca do ensino de Língua Portuguesa,
Línguas Estrangeiras e Literatura;
b) Criar um espaço de formação e debate para a comunidade regional, sobre o ensino de
Língua Portuguesa, Línguas Estrangeiras e Literatura;
c) Propiciar a oportunidade para os pesquisadores da região tornarem públicos seus
trabalhos;
d) Promover a integração entre a universidade e a região;
e) Ser um espaço regular de debates e informações a respeito de temas atuais ligados à
Linguística, à Literatura e às Línguas Estrangeiras Modernas.

CERTIFICADOS
Será fornecido um certificado de participação de 30 horas aos participantes que
tiverem carga horária igual ou superior a 80% de frequência às atividades.

CLIENTELA
Docentes e discentes dos cursos de Letras e demais licenciaturas da Unioeste e
de outras instituições, alunos do PDE, professores e interessados.

5
PROGRAMAÇÃO

24 de junho (noite)
Local: Campus da Unioeste

Entrega do material: 19h00


1 MESAS DE DEBATE: 19h30 às 22h30

1.1 Interfaces linguísticas e culturais


Prof. Dr. Ciro Damke (Unioeste)
Profa. Dra. Clarice N. von Borstel (Unioeste) (coordenadora)
Prof. Ms. Clóvis Alencar Butzge (Unioeste)
Profa. Dra. Márcia Sipavicius Seide (Unioeste)
Profa. Dra. Maria Ceres Pereira (UFGD)
1.2 Aprender e ensinar no século XXI: outros perfis
Profa. Esp. Adriana da Cunha Werlang (Unioeste)
Prof. Ms. Osnir Pereira Barbosa (Unioeste)
Profa. Dra. Rejane Klein (Unioeste) (coordenadora)
Profa. Dta. Rita Maria Decarli Bottega (Unioeste)
1.3 Pesquisa em Literatura e Cultura na América Latina Contemporânea
Profa Ms. Clarice Braatz Schmidt Neukirchen (Unioeste) (coordenadora)
Prof. Ms. Flávio Pereira (Unioeste)
Prof. Dr. Gilmei Francisco Fleck (Unioeste)
Profa. Ms. Jacicarla Souza da Silva (Unioeste)
Profa. Dra. Lourdes Kaminski Alves (Unioeste)
1.4 Literatura e interfaces culturais
Prof. Dr. Antonio Donizeti da Cruz (Unioeste)
Profa. Dra. Clarice Lottermann (Unioeste)
Profa. Dra. Izabel de Souza Gimenez (Unioeste)
Profa. Ms. Maria Beatriz Zanchet (Unioeste)
Profa. Dra. Rita Felix Fortes (Unioeste) (coordenadora)
1.5 Interdiscurso: paráfrase e polissemia
Prof. Dr. Alexandre Ferrari Soares (Unioeste)
Profa. Ms. Fernanda Lunkes (Unioeste)
Prof. Dr. João Carlos Cattelan (Unioeste) (coordenador)
Profa. Dra. Luciane Thomé Schröder (Unioeste)
Profa. Dra. Roselene Fátima Coito (Unioeste)

6
1.6 A literatura alemã e sua historiografia
Prof. Dr. Alexandre Villibor Flory (UEM)
Prof. Esp. Elise Schmitt (Unioeste)
Prof. Dr. Gerson Luís Pomari (UNAR)
Prof. Dr. Stéfano Paschoal (Unioeste) (Coordenador)
1.7 Línguas Estrangeiras: linguagem, literatura e ensino
Profa. Ms. Any Lamb Fenner (Unioeste) (Coordenadora)
Profa. Ms. Clarice Cristina Corbari (Unioeste)
Profa. Ms. Denise Scolari Vieira (Unioeste)
Profa. Esp. Luciana Inês Gallaztegui (Unioeste)
Profa. Esp. Suely Eiko Takashima Tierling (Unioeste)
1.8 Significação e contexto: as múltiplas faces de um relacionamento (des)necessário
Profa. Dta. Débora L. M. Eleodoro (Unioeste)
Prof. Dr. Ivo José Dittrich (Unioeste) (Coordenador)
Profa. Ms. Maridelma M. Martins (Unioeste)
Profa. Ms. Nildicéia A. Rocha (Unioeste)

25 de junho (noite)
Local: Igreja de Deus
Rua Sergipe, 1250, esquina com Rua Dom Pedro - Centro

Abertura oficial do evento: 19h15


Apresentação cultural: 19h45
CONFERÊNCIA: 20h00 às 22h15
Diversidade linguística e cultural na onomástica
Profa. Dra. Maria Vicentina de Paula A. Dick (USP)
Sessão de lançamento de livro e autógrafos.
26 de junho (noite)

Local: Igreja de Deus

Apresentação cultural: 19h15


CONFERÊNCIA: 19h30 às 22h15
Formação de professores letradores para o Ensino Fundamental
Profa. Dra. Stella Maris Bortoni-Ricardo (UnB)
Sessão de lançamento de livro e autógrafos.

7
27 de junho (manhã)

Local: Campus da Unioeste

2 OFICINAS: 8h00 às 12h00


2.1 Leitura e mediação pedagógica: contribuições da sociolinguística para a compreensão
da leitura
Profa. Dra. Stella Maris Bortoni-Ricardo (UnB)

2.2 Estratégias para ensinar a gostar de ler


Profa. Dra. Clarice Lottermann (Unioeste)
Profa. Esp. Neusa Anklam Stiehl (SEED/PR)

2.3 Teatro e interpretação


Prof. Esp. Givaldo Moisés de Oliveira (Uniguaçu/Anglo-Americano)

2.4 A linguagem poética no entre-lugar da cultura latino-americana


Prof. Dr. Wellington Ricardo Fioruci (Facemed/UTFPR) (coordenador)
Prof. Ms. Cleiser Langaro Schenatto (Facemed)
Prof. Ms. Otaviana Unser (Facemed)

27 de junho (tarde)
Local: Campus da Unioeste

3 SESSÃO DE COMUNICAÇÕES: 13h30 às 17h00


3.1 Comunicações individuais
3.2 Seminário Avançado de Linguagem e Ensino do Programa de Mestrado em Letras da
Unioeste - Prof. Dr. Ciro Damke e Profa. Dra. Clarice Nadir von Borstel (coordenadores)
3.3 Seminário Avançado de Literatura do Programa de Mestrado em Letras da Unioeste -
Profa. Dra. Clarice Lottermann (coordenadora)

8
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ
UNIOESTE
Alcibíades Luiz Orlando
REITORIA

Geysler Rogis Flor Bertolini


PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO

Wilson João Zonin


PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS

Fabiana Scarparo Naufel


PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA

Eurides Kuster Macedo Júnior


PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
___________________________________________________________

Davi Félix Schreiner


DIREÇÃO DO CAMPUS DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON

José Edézio da Cunha


DIREÇÃO DO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, EDUCAÇÃO E LETRAS

Izabel Cristina de Souza Gimenez


COORDENAÇÃO DO CURSO DE LETRAS-PORTUGUÊS
CAMPUS DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON
___________________________________________________________

CIRO DAMKE
COORDENAÇÃO GERAL DA 12ª JELL
JORNADA DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS

CLÓVIS ALENCAR BUTZGE


VICE-COORDENAÇÃO GERAL DA 12ª JELL
JORNADA DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS
9
12ª JORNADA REGIONAL E 2ª JORNADA NACIONAL
DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS

CONFERÊNCIA

FORMANDO PROFESSORES PARA SEREM AGENTES


LETRADORES

Stella Maris Bortoni-Ricardo (UnB)


www.stellabortoni.com.br
stellamb@terra.com.br

Para ensinar os alunos a ler com compreensão e a escrever com razoável coesão
textual, é preciso que os professores que estejam em formação inicial ou continuada
desenvolvam sua própria competência leitora, ampliando seu conhecimento de mundo. É
preciso também que o currículo dos cursos de formação de professores reserve carga
horária e investimento adequados a uma atualizada pedagogia da leitura. Na primeira parte
da palestra, discutimos essa questão à luz da matriz das habilidades do aluno de Letras que
subsidiou a prova do ENADE (antigo provão) de Letras 2008. Na parte conclusiva,
discutimos o papel do professor como agente de letramento, mediando a compreensão
leitora durante a leitura de textos de livros didáticos por alunos de Ensino Fundamental e
Médio. Enfatizam-se aí as estratégias de mediação do professor pesquisador e as
estratégias de compreensão do aluno leitor. Quando os leitores interpretam e integram
ideias e informação a partir do texto, necessitam fazer uso de seu conhecimento de mundo,
estabelecendo conexões que podem ser implícitas ou podem estar abertas a interpretações
baseadas em sua própria perspectiva. Ao interpretar e integrar ideias e informação do texto,
fazem uso de seus conhecimentos e experiências anteriores, que são reflexos de seus
antecedentes sociolinguísticos. Essa é a ênfase da palestra, que se complementa com a
oficina de construção de protocolos de leitura.

10
12ª JORNADA REGIONAL E 2ª JORNADA NACIONAL
DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS

OFICINAS

LOCAL: Tribunal do Júri - Bloco 2 - Térreo

OFICINA DE CONSTRUÇÃO DE PROTOCOLOS DE LEITURA COM A


MEDIAÇÃO DE PROFESSORES PESQUISADORES

Stella Maris Bortoni-Ricardo (UnB)


www.stellabortoni.com.br
stellamb@terra.com.br

Analisa-se no seminário a construção de protocolos de leitura elaborados com


estudantes provenientes de grupos sociais com cultura predominantemente oral. Os
leitores, maduros ou iniciantes, associam as informações do texto a suas próprias
experiências; vocabulário e modos de falar, que são componentes de seu repertório
sociolingüístico, de modo a construir sentidos sobre o que estão lendo. Durante as sessões
de leitura, conduzidas com cada aluno individualmente, a professora pesquisadora
desenvolve estratégias para facilitar a compreensão do texto; em outras palavras, constrói
andaimes, faz uma mediação de modo a tornar o texto lido mais compreensível. São usados
dados do Projeto Letramento no Ensino Fundamental (LEF) e do Projeto Leitura e
Mediação Pedagógica, conduzidos na Universidade de Brasília.

Local: Miniauditório – Prédio da Direção Administrativa

ESTRATÉGIAS PARA ENSINAR A GOSTAR DE LER

Clarice Lottermann (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)


Neusa Anklam Stiehl (SEED/PR)

PALAVRAS-CHAVE: Literatura, Ensino, Oficina.

Nesta oficina serão apresentados relatos de experiências de leitores de diferentes


idades e nível de escolarização, buscando apreender o que os leva à leitura. Da mesma
forma, será focalizada a experiência docente com práticas de leitura na escola e na

11
biblioteca, dinâmicas que envolvem o leitor e a vivência de alunos de diferentes níveis
(ensino fundamental, médio e superior).

Local: Sala 48 – Bloco 2 – 2º Piso

TEATRO E INTERPRETAÇÃO

Prof. Esp. Givaldo Moisés de Oliveira (Uniguaçu/Anglo-Americano)

PALAVRAS-CHAVE: Teatro, Interpretação, Ação.

A arte milenar chamada teatro, desde os primórdios busca integrar, sociabilizar,


entreter, criticar, enfim, demonstrar todo o universo que envolve o homem no campo social
político histórico e emocional. O teatro é a mimese da natureza, e por isso provoca a catarse
do indivíduo. Esse encontro catártico pode ocorrer de modo identificativo, ou seja , se
encontra com a situação apresentada. Ou repulsiva, negando ou rejeitando a cena exposta.
Isso gera a magia do teatro, a dualidade aceitação e negação da natureza humana,
envolvendo seus conflitos existenciais e emocionais.

Local: Sala 49 – Bloco 2 – 2º Piso

A LINGUAGEM POÉTICA NO ENTRE-LUGAR DA CULTURA


LATINO-AMERICANA

Prof. Dr Wellington R. Fioruci (UDC-FACEMED / UTFPR)


Profa. Ms.Otaviana Unser (UDC-FACEMED)
Profa. Ms.Cleiser Langaro Schenatto (UDC-FACEMED)

PALAVRAS-CHAVE: Linguagem, Literatura, Diversidade.

A oficina tem como objetivo apontar possíveis caminhos para o estudo comparado
de textos poéticos tanto na língua portuguesa como na língua espanhola, discutindo assim
as possibilidades de análise da linguagem poética, fonte de dúvidas e dificuldades para os
acadêmicos de letras. Por outro lado, a aproximação entre as diferentes línguas revelar-se-á
fecunda para a construção de um olhar crítico e reflexivo sobre a diversidade cultural que
une e separa a um só tempo as fronteiras hispano e luso-americanas.

12
12ª JORNADA REGIONAL E 2ª JORNADA NACIONAL
DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS

MESAS DE
DEBATE

Os resumos apresentados a seguir, correspondentes às mesas


de debate realizadas na 12ª JELL, aparecem na mesma
sequência que aparecem no prospecto de divulgação.

24 de junho de 2009 – 19h15 às 22h30


Local: Salas de aula da UNIOESTE
13
ÍNDICE DOS RESUMOS DAS MESAS

Adriana da Cunha Werlang (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17


Alexandre S. Ferrari Soares (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Alexandre Villibor Flory (UEM) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Antonio Donizeti da Cruz (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Any Lamb Fenner (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Ciro Damke (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Clarice Braatz Schmidt Neukirchen (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Clarice Cristina Corbari (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Clarice Lottermann (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Clarice Nadir von Borstel (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Clóvis Alencar Butzge (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Débora L. M. Eleodoro (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Denise Scolari Vieira (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Dra. Lourdes Kaminski Alves (UNIOESTE). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Elise Schmitt (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Fernanda Lunkes (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Flávio Pereira (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Gerson Luís Pomari (UNAR). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Gilmei Francisco Fleck (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Ivo José Dittrich (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Izabel de Souza Gimenez (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Jacicarla Souza da Silva (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
João Carlos Cattelan (UNIOESTE). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Luciana Inês Gallaztegui (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Luciane Thomé Schröder (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Márcia Sipavicius Seide (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Maria Beatriz Zanchet (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Maria Ceres Pereira (FACALE/UFGD) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Maridelma M. Martins (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Nildicéia A. Rocha (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Osnir Pereira Barbosa (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Rejane Klein (UNIOESTE). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Rita Felix Fortes (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Rita M. Decarli Bottega (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Roselene Fátima Coito (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Stéfano Paschoal (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Suely Eiko Takashima Tierling (UNIOESTE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28

14
RESUMOS DAS MESAS
MESA 1. LOCAL: BLOCO 2 – 2º PISO - SALA 48

INTERFACES LINGUÍSTICAS E CULTURAIS


Prof. Dr. Ciro Damke (UNIOESTE)
Profa. Dra. Clarice Nadir von Borstel (UNIOESTE)
Prof. Ms. Clóvis Alencar Butzge (UNIOESTE)
Profa. Dra. Márcia Sipavicius Seide (UNIOESTE)
Profa. Dra. Maria Ceres Pereira (FACALE/UFGD)

OS 180 ANOS DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ AO PARANÁ


Ciro Damke (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Imigração alemã, Comemoração dos 180 anos, História.
No ano em que se comemora os 180 anos da imigração alemã ao Paraná, achamos
oportuno fazer algumas considerações que envolvem aspectos referentes à história dos
imigrantes alemães e de seus descendentes no nosso estado. Diversas atividades, festas,
eventos, que são realizadas pelo Governo do Estado, pela Assembléia Legislativa, pelo
Instituto Goethe e em diversos municípios do Paraná, fazem parte destas comemorações.
No entanto, os trabalhos acadêmicos abordando o tema são bastante raros, motivo que nos
leva a contribuir para sanar esta lacuna. A data que os historiadores hoje aceitam como o
início da imigração alemã ao Paraná é 19 de fevereiro de 1829, dia em que vieram os
primeiros imigrantes desta etnia para a região de Rio Negro. Nos anos seguintes vieram
para outras regiões do interior do estado. Somente na segunda metade do século XX a
Região Oeste foi colonizada por descendentes de imigrantes alemães vindos
principalmente dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Neste trabalho, baseado
em alguns autores que tratam do assunto, fazemos um breve resumo da história da
imigração deste povo cuja contribuição foi importante para a colonização e o
desenvolvimento do Estado do Paraná.

ALTERNÂNCIA DE CÓDIGO DE LÍNGUAS ALÓCTONES EM CASOS DE


ROMUALDO: CONTOS GAUCHESCOS
Clarice Nadir von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Bilinguismo situacional; Alternância de código; Romualdo:
contos gauchescos.
Este estudo tem como objetivo analisar os usos de alternância de código, traços de
línguas alóctones, como fenômenos essencialmente discursivos com valor
15
semântico-pragmático e sociolinguístico. Pretende-se mostrar o uso bilíngue situacional
destes recursos em situações enunciativas, utilizados pelos personagens nos Casos de
Romualdo: Contos Gauchescos de João Simões Lopes Neto, em mais de um código
linguístico: no português/italiano e no português/alemão. Evidenciando as situações
enunciativas e narrativas de fatos históricos e culturais da linguagem em enunciados de
interlínguas, narrados pelo escritor nos contos.

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NA ORALIDADE E NA ESCRITA DE


ACADÊMICOS DE LETRAS
Clóvis Alencar Butzge (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Variação, Sociolingüística, Cultura.
Está muito difundida, em nossa sociedade, a expectativa de que os egressos do
Curso de Letras dominem a “gramática normativa” e a apliquem tanto em sua fala quanto
em sua escrita. Não raramente, acadêmicos, bacharéis e licenciados em Letras vêem-se
avaliados e, conforme sua variante linguística, discriminados social e profissionalmente.
Esta apresentação, resultado preliminar de pesquisa vinculada à linha de pesquisa
Linguagem, Cultura e Ensino da Unioeste, visa analisar algumas falas e textos escritos de
acadêmicos do Curso de Letras da Unioeste para verificar quais variações em relação à
“norma padrão” acontecem nessas duas modalidades verbais, e se essas variações se dão
simultânea ou separadamente. Também será analisada a relação das variações constatadas
com o contexto sociocultural dos sujeitos envolvidos. Para isso, serão utilizados
instrumentais teórico-metodológicos da sociolinguística.

O NOME PRÓPRIO E O APELIDO: aspectos linguísticos, culturais e textuais


Márcia Sipavicius Seide (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Linguística Textual, Onomástica, Lexicologia.
Ao longo desta comunicação, serão divulgados e analisados resultados parciais
do projeto de pesquisa “Mecanismos de Coesão Lexical” vinculado ao Grupo de Pesquisa:
Linguagem, Cultura e Ensino. Esse projeto tem por objetivo analisar textual e
retoricamente os mecanismos de coesão lexical utilizados numa amostra de textos
jornalísticos vinculados por três revistas brasileiras (Istoé, Época e Veja) durante o
segundo semestre de 2008. A descrição definida, a descrição indefinida, os sinônimos, os
hiperônimos e o nome próprio são apontados pela Lingüística Textual como recursos
linguísticos utilizados com função anafórica de retomada de referentes entendidos como
objetos- do –discurso. Durante análise parcial do corpus, foram encontradas algumas
ocorrências de uso do apelido com função anafórica, possibilidade não prevista na
literatura, dando ensejo a análises e reflexões de cunho onomástico que visam explicitar os
efeitos de sentido causados pelo uso de apelido, suas funções retórico-discursivas e os
valores culturais, sociais e simbólicos que, possivelmente, nortearam a escolha dessas
alcunhas.

16
MESA 2. LOCAL: BLOCO 2 – 2º PISO - SALA 49

APRENDER E ENSINAR NO SÉCULO XXI: OUTROS PERFIS


Profa. Esp. Adriana da Cunha Werlang (UNIOESTE)
Prof. Ms. Osnir Pereira Barbosa (UNIOESTE)
Profa. Dra. Rejane Klein (UNIOESTE)
Profa. Dra. Rita M. Decarli Bottega (UNIOESTE)

REPENSANDO A FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE LETRAS


Adriana da Cunha Werlang (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Educação, Profissionalização, Prática profissional.
São unânimes os educadores em reconhecer o impacto das atuais transformações
econômicas, políticas, sociais e culturais na educação e no ensino, levando à reavaliação do
papel da escola e dos profissionais envolvidos. Vivemos atualmente, com razão, um surto
de pessimismo quanto à profissionalização dos professores. A cada dia aumentam os
paradoxos entre a profissionalização e a prática profissional. Buscando compreender um
pouco essa situação na área de Língua Portuguesa e Literatura no município de Marechal
Cândido Rondon, realizei uma pesquisa junto aos profissionais atuantes nessa área, para
verificar quais as maiores dificuldades encontradas durante a realização do seu curso de
graduação, bem como, no início de suas atividades profissionais. Analisar o que os
profissionais apontam como dificuldades é importante para localizar as suas percepções
sobre a relação Universidade – Prática Pedagógica e repensar o Aprender e Ensinar no
Século XXI.

EDUCAÇÃO NO SÉCULO XXI: NOVOS OU VELHOS DESAFIOS?


Osnir Pereira Barbosa (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Educação, Pedagogia, Fenomenologia.
O presente trabalho tem por finalidade discutir aspectos do processo de formação
discente, pondera sobre expectativas, limites e possibilidades da atividade docente diante
de desafios culturais cotidianos utilizando como referencial analítico-compreensivo
caracteres da Fenomenologia merleaupontyana. Situando a relação pedagógica como
prática dialógica mediadora da busca de sentido e significação das relações no mundo,
constituintes e afirmadoras da intencionalidade que caracteriza o humano, reflete sobre
perspectivas da educação no século XXI evocando para interlocução proposições
filosóficas de Jorge Larrosa e Antropológicas de Clifford Geertz.

17
AS EXPERIÊNCIAS DE LEITURA E COM AS TECNOLOGIAS DO EGRESSO
EM LETRAS
Rita Maria Decarli Bottega (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Perfil dos estudantes, Ensino, Profissionalização.
O trabalho objetiva conhecer o perfil do egresso do Curso de Letras do campus de
Marechal Cândido Rondon. Este perfil é recortado e se atém às experiências de leitura
anteriores e ao uso das tecnologias pelos estudantes. Para a pesquisa, serão analisados
questionários escritos respondidos pelos alunos que ingressaram no curso em 2009, a partir
de alguns referenciais da Análise do Discurso de Linha Francesa e do exposto por Forbes
(2008). A proposta de pesquisa se justifica em função de que os estudantes egressos são
membros de uma geração identificada com algumas das referências que compõem o século
XXI (tecnologia, realidades virtuais, formas de estudos diferenciadas, expectativas em
relação à profissão). Estas referências estão presentes no processo de formação do
professor de Português.

MESA 3. LOCAL: BLOCO 2 – 2º PISO - SALA 50

PESQUISA EM LITERATURA E CULTURA NA AMÉRICA LATINA


CONTEMPORÂNEA
Profª. Ms. Clarice Braatz Schmidt Neukirchen (UNIOESTE)
Prof. Ms. Flávio Pereira (UNIOESTE)
Prof. Dr. Gilmei Francisco Fleck (UNIOESTE)
Profa. Ms. Jacicarla Souza da Silva (UNIOESTE)
Profa. Dra. Lourdes Kaminski Alves (UNIOESTE)

ANJO OU DEMÔNIO? A IMAGEM DA MULHER NA LÍRICA BRASILEIRA


CONTEMPORÂNEA
Clarice Braatz Schmidt Neukirchen (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Mulher, Lírica, Contemporaneidade.
O presente trabalho tem como objetivo investigar como se dá a formatação da
imagem da mulher na lírica brasileira contemporânea, focalizando a produção poética de
escritoras como Adélia Prado, Arriete Vilela e Adélia Maria Woellner. Parte-se do
pressuposto de que, ao contrário do que ocorre em outros momentos da história literária, na
contemporaneidade, e mais especificamente na obra das poetas em questão, a imagem da
mulher desvincula-se dos comuns arquétipos do feminino que, por um lado, ligam essa
imagem ao pecado, a potencialidades demoníacas, e, por outro, apresentam a mulher como
uma figura idealizada, sublime, frágil e inatingível. Nota-se que, nos poemas dessas
autoras, ocorre a valorização de uma imagem pautada em uma perspectiva mais realista da
feminilidade, centrada na cotidianidade. Pressupõe-se que tal mudança esteja alicerçada
18
nas transformações sociais, econômicas e culturais vivenciadas pela sociedade
contemporânea, sendo possível perceber uma acentuada alteração nos papéis, espaços e
imagens relacionados à mulher. Assim, pretende-se observar como, na
contemporaneidade, os mitos sobre o feminino são modificados, principalmente no que diz
respeito a sua presença na lírica.

DOS ENTORNOS DO “BOOM” À PRODUÇÃO ATUAL: O QUE RESTA DA


EXPLOSÃO?
Flávio Pereira (Unioeste/Foz do Iguaçu)
Esta reflexão é uma tentativa de repensar criticamente o conceito de “boom da
narrativa latino-americana”, remetendo às suas origens e ao modo em que críticos como
André Trouche o puseram em questão já no final do século XX. Na seqüência, poderemos
lançar um olhar sobre a produção narrativa posterior do continente, como um início de
resposta à questão: depois do “boom”, o que resta? Mais que oferecer respostas, trata-se de
lançar uma provocação, o que acreditamos ser uma das principais funções da crítica
literária. Neste caso, talvez este exercício seja, antes de tudo, uma crítica à crítica da
narrativa latino-americana.

ABORDAGENS À LÍNGUA, LITERATURA E CULTURA HISPÂNICAS NO


CONTEXTO LATINO-AMERICANO
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/Cascavel)
PALAVRAS-CHAVE: Língua espanhola, Literaturas hispânicas, Cultura hispânica.
O processo de ensino/aprendizagem da língua, literatura e cultura hispânicas no
contexto brasileiro deve considerar o processo histórico/cultural dessas áreas no universo
maior da realidade latino-americana no que concerne ao processo de conquista e
colonização desse território americano pelas civilizações ibéricas. Assim, a dimensão
comunicativa, buscada ao longo do processo de ensino da língua espanhola, deve aliar-se à
dimensão intercultural, proporcionada pelo estudo da literatura e da cultura hispânica, para
que o contato do aprendiz brasileiro com o mundo hispânico ocorra de forma
contextualizada e crítica. Desse modo, há de se considerar as colocações de Artur Uslar
Pietri (1985, p. 346) que, diante da constatação de que o processo de mestiçagem na
Europa, por questões históricas, foi, de certo modo, interrompido, declara que “en cambio,
la América Hispánica es tal vez la única gran zona abierta en el mundo actual al proceso
de mestizaje cultural creador”. Uma mensagem que se irmana com as menções de Silviano
Santiago (1978, p. 18) de que “a América latina institui seu lugar no mapa da civilização
ocidental graças ao movimento de desvio da norma, ativo e destruidor, que transfigura os
elementos feitos e imutáveis que os europeus exportavam para o Novo Mundo”. A língua
espanhola, assim, deve ser abordada em suas múltiplas variações; a Literatura de língua
espanhola deve, pois, contemplar também os aspectos, inovadores e desconstrucionistas a
ela incorporados pelos expoentes hispano-americanos, e a inclusão de tópicos de cultura no
processo de aprendizagem do idioma é fator essencial.

19
A CRÍTICA FEMINISTA ATRAVÉS DA POESIA LATINO-AMERICANA DE
AUTORIA FEMININA DO SÉCULO XX
Jacicarla Souza da Silva (Unioeste/Cascavel-CNPq-UNESP/Assis)
PALAVRAS-CHAVE: América Latina, Crítica feminista, Poesia.
É a partir da década de 80 do século XX, como se sabe, que aparecem notáveis
reflexões em torno dos estudos da crítica feminista na América Latina que, por sua vez, irá
enfatizar as particularidades das mulheres inseridas nesse contexto, atentando para a
importância de olhar as especificidades existentes na produção de autoria feminina
latino-americana, propondo, desta forma, uma releitura das teorias vindas de outros países,
em especial, as discussões apresentadas pelas feministas francesas e anglo-americanas.
Nesse sentido, pretende-se realizar um breve panorama sobre as principais tendências e
perspectivas dessa vertente teórica, como forma de destacar a sua contribuição aos estudos
literários. Para isso, serão utilizados alguns textos poéticos de autoras latino-americanas
que dialogam e vão ao encontro das propostas da crítica feminista na América Latina.

REFLEXÕES SOBRE LITERATURA COMPARADA NA AMÉRICA LATINA:


A QUESTÃO DO OUTRO
Lourdes Kaminski Alves (Unioeste/Cascavel)
PALAVRAS-CHAVE: Literatura Comparada, texto, revitalização, diálogo
intertextual.
Silviano Santiago apresenta uma crítica de abordagem interpretativa da obra
literária, em oposição à prática de análise textual vigente nos estudos estruturalistas, que se
amplia com a perspectiva dos teóricos da intertextualidade. Abre-se assim, interessante
perspectiva metodológica para a Literatura Comparada na América Latina, uma vez que se
começa a (re)pensar noções de apropriação, autoria e de autoridade do texto paterno.
Aliado aos estudos de Foucault, Deleuze e Derrida, Silviano Santiago fundamenta uma
crítica literária latino-americana que se interessa em repensar a questão das relações
culturais entre os países, uma vez que coloca em xeque as idéias de verdade e de origem.
Desta forma, o crítico brasileiro aproxima-se das reflexões de Coutinho quando o mesmo
observa que o texto segundo não é mais o “devedor” no processo de comparação, mas
também, o responsável pela revitalização do primeiro, importando ao comparatista estudar
o elemento de diferenciação que o texto segundo introduz no diálogo intertextual
estabelecido com o primeiro

20
MESA 4. LOCAL: BLOCO 1 – 1º PISO - SALA 01

LITERATURA E INTERFACES CULTURAIS


Prof. Dr. Antonio Donizeti da Cruz (UNIOESTE)
Profa. Dra. Clarice Lottermann (UNIOESTE)
Profa. Dra. Izabel de Souza Gimenez (UNIOESTE)
Profa Ms. Maria Beatriz Zanchet (UNIOESTE)
Profa. Dra. Rita Felix Fortes (UNIOESTE)

A NARRATIVA LÍRICA DE ANA CRISTINA CESAR


Antonio Donizeti da Cruz (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Modernidade, Alteridade, Ana Cristina Cesar.
A narrativa lírica de Ana Cristina Cesar apresenta um diálogo e realiza a crítica da
modernidade. A escritora - Artista da palavra - publicou as seguintes obras: Luvas de
pelica; Cenas de Abril; Correspondência completa; Literatura não é documento. Em 1982
publicou A teus pés. Após sua morte em 29 de outubro de 1983, a reunião de seus escritos
inéditos resultaram em três obras, organizadas por Armando Freitas Filho: Inéditos e
dispersos (prosa e poesia) (1985); Escritos da Inglaterra (1988) e Escritos no Rio (1993). A
obra poética de Ana Cristina Cesar privilegia a linguagem crítico-reflexiva, o tema da
identidade, da alteridade, da memória lírica, a síntese poética e os questionamentos,
enquanto marcas da modernidade.

ROMANCE DE APRENDIZAGEM NA LITERATURA JUVENIL BRASILEIRA


Clarice Lottermann (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Romance de formação, Lygia Bojunga, Retratos de Carolina.
Neste trabalho é apresentado o resultado parcial de uma pesquisa mais ampla na
qual pretende-se estudar como, em narrativas juvenis brasileiras contemporâneas, o
processo de aprendizagem do herói recupera o gênero do romance de formação e, em que
medida, pode-se configurar, nessas narrativas, ritos de passagem através dos quais o herói
vivencia processos de amadurecimento espiritual e se constitui como sujeito. Assim, nesta
ocasião, o presente estudo abarca a análise da obra “Retratos de Carolina”, de Lygia
Bojunga, a partir da focalização do conceito de romance de formação, particularmente o
conceito de romance de aprendizagem feminino.

21
DE BUXILA A NGA MUTÚRI: o rito de passagem em Nga Mutúri, de Alfredo
Troni
Izabel Cristina Souza Gimenez (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Nga Mutúri, Rito de passagem, Literatura angolana.
Este trabalho tem por objetivo apresentar uma leitura da obra Nga Mutúri (Senhora
viúva), da literatura angolana. Este texto, denominado por Ferreira de “romancinho” e por
Santilli de “noveleta”, foi escrito por Alfredo Troni e publicado em folhetins em 1882. A
análise procurará mostrar o rito de passagem de uma criança angolana, que, vendida pelo
tio a um negociante branco, passa de buxila (escrava e ou concubina) a Nga Mutúri,
(Senhora viúva). Nesse percurso, podem ser também observados os aspectos históricos,
culturais e religiosos de Luanda, onde se ambienta a história. As concepções teóricas que
nortearão a análise do rito de passagem estarão baseadas em Durkheim e Eliade.

CAMA, COITO E CANÇÃO: o erotismo no poema de Drummond


Maria Beatriz Zanchet (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Erotismo; Drummond; Transgressão.
A trajetória literária de Carlos Drummond de Andrade tem sido enquadrada a partir
de certas tendências ou fases que se distribuem ao longo de sua obra e, via de regra,
denunciam um poeta fortemente impregnado das impressões de seu tempo. Ao primeiro
Drummond, vibrante no humor crítico e nos versos de circunstância, segue-se um poeta
voltado para o social cuja luta com as palavras é marca visível em José e Rosa do povo.
Quando publica Claro enigma (1951) as opiniões críticas se dividem ante a imagem de um
novo poeta: pessimista, distante das lutas concretas, cansado da busca; contudo, quando do
lançamento de Boitempo e Menino antigo, a presença memorialista reafirma o lirismo
altissonante capaz de casar ironia e confissão. Saltando tendências e na surpresa de versos
inovadores, a coletânea O amor natural (1992) que reúne seus poemas eróticos, além de,
aparentemente, revelar uma nova fase, provoca na crítica e nos leitores uma visível
inquietação, desassossego e estranheza. Publicados, no todo, apenas depois de sua morte,
os poemas mergulham no universo das sensações, desnudam o corpo e investem na
transgressão. Especificamente, este artigo objetiva analisar o erotismo, presente em O
amor natural, a partir da análise detalhada do poema que serve de introdução ao livro
“Amor – pois que é palavra essencial”, tendo em vista discutir as premissas que estruturam
as coordenadas eróticas: a fusão de corpo e alma, feminino e masculino, texto de saber e
texto de prazer, enfim, a presença da canção no ato do amor.

22
“CAMPO GERAL”: um tristonho arremedo de casa-grande
Rita Felix Fortes (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Campo Geral; Guimarães Rosa, herança patriarcal.
Este estudo se atém à base sociológica que sustenta a obra de João Guimarães Rosa
como um todo. Base esta, usualmente, obscurecida pela grandeza temática e encantatória
grandiloqüência lingüística, capaz de dar à cor local – sempre muito colorida e berrante nos
escritores regionalistas brasileiros – um tom pastel tão sutil que só se revela aos leitores
empenhados em desvendar o que subjaz ao maravilhoso aluvião da linguagem rosiana. A
estes é dado perceber como, para além das inovações da linguagem e dos temas universais
há, também, o empenho do autor em registrar o sertão arcaico e em vias de se transformar. É
por isso que na obra rosiana como um todo, pautada, sempre, neste mundo arcaico, há
vários indicativos de que o universo do sertão está se alterando por causa da inevitável
modernização, a qual está de tocaia, pronta para adrentar naquele mundo e alterar uma
forma arcaica de vida que tanto encanta quanto espanta. Tendo em vista este diálogo com a
tradição, objetiva-se analisar como em “Campo geral”, ou “Miguilim”, Guimarães Rosa se
atém com precisão a alguns dos arquétipos mais representativos da cultura brasileira no que
se refere às relações afetivas e sociais entre homens e mulheres, adultos e crianças e
brancos e negros. Estes arquétipos advêm da profunda consciência do autor em relação às
rígidas delimitações de papéis no contexto patriarcal e semipatriarcal rural ao qual ele se
reporta em toda a sua obra.

MESA 5. LOCAL: TRIBUNAL DO JÚRI

INTERDISCURSO: PARÁFRASE E POLISSEMIA


Prof. Dr. Alexandre S. Ferrari Soares (UNIOESTE)
Profa. Ms. Fernanda Lunkes (UNIOESTE)
Prof. Dr. João Carlos Cattelan (UNIOESTE)
Profa. Dra. Luciane Thomé Schröder (UNIOESTE)
Profa. Dra. Roselene Fátima Coito (UNIOESTE)

A MEMÓRIA DO DIZER: O SILÊNCIO PRODUZINDO SENTIDOS SOBRE A


HOMOSSEXUALIDADE
Alexandre Sebastião Ferrari Soares (Unioeste/Cascavel)
PALAVRAS-CHAVE: Interdiscurso, Discurso publicitário, Análise Pêcheutiana.
Como o silêncio divide, significativamente, o que se conta e o que não se conta,
produzindo assim uma configuração para a homossexualidade? Esta é uma das formas
eficazes da violência simbólica, no confronto das relações de força, no jogo de poder que
sustenta efeitos de sentido: o silenciamento que a acompanha. (ORLANDI, 1990). A partir
das formulações teóricas da Análise de Discurso Pêcheutiana (AD) analiso o anúncio de
23
Doritos Y.M.C.A. Ela tem por objetivo discutir, sobretudo, o conceito de Interdiscurso,
fundamental nesta abordagem teórica, e compreender os sentidos produzidos pela
propaganda para, então, entender o porquê da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais e
Transgêneros (LGBT) se “incomodar” com a campanha publicitária e solicitar ao
Conselho de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) a sua suspensão. Para tanto,
formulei algumas perguntas que irão me auxiliar na compreensão dos efeitos de sentido
produzidos tanto pelo anúncio quanto pelo documento enviado ao CONAR pela
Associação que defende os interesses da comunidade LGBT. 1) A quem fala o anúncio de
Doritos? 2) Que lugar ele ocupa para produzir os sentidos que efetiva? 3) Por que o
Associação LGBT pediu ao CONAR a sua suspensão? 4) Por que O CONAR votou
favoravelmente por ela? E, finalmente, 5) Quais memórias são ressignificadas sobre a
homossexualidade nos discursos da Associação e no anúncio de Doritos?

A CONSTRUÇÃO POLISSÊMICA ACERCA DO CORPO DEPRESSIVO NA


REVISTA SUPERINTERESSANTE
Fernanda Luzia Lunkes (Unioeste/Cascavel)
PALAVRAS-CHAVE: Discurso, Corpo, Mídia.
Esta pesquisa preliminar, que tem como base teórica e analítica a Análise do
Discurso de linha francesa, objetiva analisar as memórias (ORLANDI, 2001) convocadas
em três matérias da revista Superinteressante com vistas a traçar as representações do corpo
do sujeitocom depressão. Compreendo que o conhecimento na mídia não consegue ser
neutro (PÊCHEUX, 1997) e, portanto, está alicerçado em condições de produção
relacionadas ao que pode e deve ser dito em determinado momento histórico. Para Maria
Rita Kehl, (2009), a depressão foi “demonizada” na sociedade ocidental, o sujeito vive no
contexto pós-moderno (LYOTARD, 1998) sob a obrigação de ser feliz. Como será
representado o corpo do sujeito depressivo na mídia nessa tensão entre a interdição da
tristeza e a obrigação de estar bem? Meu gesto de leitura é o de que, nos recortes
empreendidos para este estudo, nas memórias que a mídia convoca há uma tensão entre um
corpo cujo mal-estar pode ser controlado com remédios e um corpo atravessado pelo
discurso do sujeito do inconsciente, ou seja, o sujeito consegue controlar suas emoções
pelo pensamento.

PAIXÃO E DISCURSO: por que sentimos o que sentimos?


João Carlos Cattelan (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Sensibilidade, Injunção, Determinação.
Este estudo pretende, mais do que apresentar considerações finais e cabais sobre um
objeto de estudo quantitativamente significante, formular e tentar dar uma base mínima de
demonstração à hipótese de trabalho que sentimos o que sentimos movidos pela formação
ideológica e discursiva a que pertencemos. Parece bem assentado que pensamos à luz da
formação ideológica que nos açambarca; também parece inegável que dizemos o que nossa
formação discursiva determina. A hipótese que se deseja assentar de uma forma relativa é

24
que os nossos afetos e as nossas paixões também são movidos e vividos à luz da formação
que estabeleceu limites para as possibilidades da “nossa” sensibilidade afetiva.

“SÓ POR HOJE”


Luciane Thomé Schröder (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Memória, Historicidade, Discurso.
Este estudo tem por objeto de análise o panfleto temático “Só por hoje” utilizado
pelo grupo de apoio a familiares de viciados em drogas. Conhecido como Grupo Familiar
Nar-Anon, o funcionamento do grupo se dá, basicamente, por meio de reuniões semanais,
onde pessoas que convivem com o problema da adicção de um parente ou amigo se
encontram para reflexão sobre textos e para a troca de experiências, sendo estas a base do
programa de recuperação do grupo, a exemplo de outras entidades do mesmo perfil, como a
dos Alcoólicos Anônimos (A.A.) e dos Narcóticos Anônimos (N.A.), de quem o discurso
do Nar-Anon se originou. Para este momento, tomaremos apenas o panfleto indicado,
objetivando, primeiro, um estudo sobre a negação do Nar-Anon de se dizer “espiritual,
porém não religioso”. Este discurso é reiterado a fim de divulgar seus encontros como
possíveis de serem freqüentados por pessoas de diferentes credos. Nesse sentido, o estudo
tem como segundo objetivo mostrar como o discurso do grupo, organizado sob a bandeira
da democratização de crenças e que prega o poder da espiritualidade individualista, é, na
verdade, interdiscursivamente atravessado e marcado por uma posição enunciativa de
orientação religiosa cristã, ainda que se materialize pelo invólucro da auto-ajuda e pela
negação da religião, denunciando seu pertencimento a uma dada memória sócio-histórica e
ideológica à qual o Nar-Anon se filia, mesmo que não o saiba.

O INTERDISCURSO NA IMAGEM: a imagem como discurso?


Roselene de Fátima Coito (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Interdiscurso, Imagem, Discurso.
O conceito de interdiscurso advem da teoria de Análise de Discurso de orientação
francesa. Este conceito, preconizado no primeiro momento da Análise do Discurso por
Michel Pêcheux, relaciona-se diretamente com a memória do dizer. Esta memória
materializada em textos se manifesta nos enunciados, os quais, para a Análise do discurso
formam um arquivo do dizer. Este arquivo do dizer se constitui de enunciados que são
processados em estratégias discursivas as quais ocultam a natureza “ideológica” do
discurso. Por isso, numa reflexão inicial, tentaremos entrever se há ou não possibilidade de
considerar um texto imagético como discurso.

25
MESA 6. LOCAL: BLOCO 2 – 3º PISO - SALA 58

A LITERATURA ALEMÃ E SUA HISTORIOGRAFIA


Prof. Dr. Alexandre Villibor Flory (UEM)
Profª. Esp. Elise Schmitt (UNIOESTE)
Prof. Dr. Gerson Luís Pomari (UNAR)
Prof. Dr. Stéfano Paschoal (UNIOESTE)

A LITERATURA AUSTRÍACA COMO QUESTÃO PARA A


HISTORIOGRAFIA LITERÁRIA ALEMÃ
Prof.Dr. Alexandre Villibor Flory (UEM)
PALAVRAS-CHAVE: Historiografia, Literatura austríaca, Contextualização
literária.
Nesta comunicação pretendo desenvolver argumentos em duas frentes. Em
primeiro lugar, discutir a dificuldade objetiva de se enquadrar alguns autores austríacos
numa série literária homogênea que almeje um estatuto sistemático. Essa dificuldade se
deve, em grande parte, a idiossincrasias históricas e sociais que são trabalhadas pelos temas
e, sobretudo, pela forma literária, que não espelham esse processo social, mas o expressam
e problematizam. Num segundo momento, a partir das considerações anteriores, pretendo
discutir a pertinência e alcance de se entender a literatura como historiografia inconsciente
de uma época e de seu „Zeitgeist“. Sendo assim, a literatura será concebida como uma
escrita da história, não na condição de documento (que é externo e a subordina à história),
mas como forma (que é interna e a relaciona com a história). Essa leitura também não
coloca os literatos no lugar dos historiadores, mas os insere numa dialética que aprofunda
ambos os lados, contribuindo para a busca da mediação entre o processo social e forma
literária. Essa problematização almeja o „teor de verdade“ (literária e histórica) na dialética
entre a subjetividade da literatura (que tem na forma seu substrato objetivo) e a
objetividade da escrita da história (que tem sua subjetividade na perspectiva de onde se
fala).

O MURO DE BERLIM SOB AS PERSPECTIVAS DE PETER SCHNEIDER


Elise Schmitt (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Berlim Ocidental, Berlim Oriental, Alemanha.
Em seu romance “Os saltadores do muro”, escrito em 1982, o jornalista e escritor
Peter Schneider atribuiu a seu personagem narrador uma forma de ver o Muro de Berlim
sob várias perspectivas. Uma delas, cujo conceito muito contribuiu para o sucesso do livro,
foi “o muro na cabeça”. Na obra, menciona que “demolir o muro na cabeça das pessoas
demorará mais tempo do que alguma empreiteira precisa para a demolição do muro
visível.” Esta frase, que o autor já usara anos antes da queda do muro, também foi usada,
26
com freqüência, por muitas pessoas e, após sua queda, até os dias de hoje. Objetiva-se falar,
neste trabalho sobre os personagens que, de alguma forma e por algum motivo, saltaram o
muro não só do leste para o oeste, mas também do lado ocidental para o oriental.

AS MÜNCHENER FLIEGENDE BLÄTTER COMO UM ESPELHO DE SUA


ÉPOCA.
Prof. Dr. Gerson Luís Pomari (UNAR)
PALAVRAS-CHAVE: Fliegende Blätter, Biedermeierzeit, Sociedade.
O século XIX foi um momento decisivo na formação da Alemanha que hoje se
conhece. Nesse período, inicialmente marcado pelo regime ditatorial conhecido
politicamente como Restauração e culturalmente como Biedermeierzeit, originaram-se
algumas tensões que foram eclodir na segunda metade daquele século, quando as
condições históricas se modificaram e o processo de industrialização levou as sociedades
européias a uma reconfiguração. Essas pressões latentes encontram nos meios de
expressão da segunda metade do século uma válvula de escape e, em alguns casos, um
instrumento de protesto. O novo modelo de sociedade industrializada e francamente
capitalista transforma também o paradigma cultural da sociedade de expressão alemã.
Nessa nova ordem cultural, o jornal ocupa um lugar proeminente, quer seja pela sua
velocidade, quer seja pela suas facilidades de veiculação. Dentre os veículos que surgem
então, destaca-se o longevo periódico humorístico ilustrado Fliegende Blätter, da cidade
de Munique, que circulou entre 1845 e 1944. Essa produção foi o mais fiel espelho da
sociedade de expressão alemã enquanto circulou e fundamentava seu sucesso no conteúdo
crítico-humorístico e nas generosas ilustrações que continha. Como produto cultural, esse
periódico é o resultado de um processo histórico que condensou o compromisso com a
realidade, próprio da expressão jornalística, e acentuada sensibilidade e consciência
estética, típicas das manifestações artísticas mais apuradas. Como produto sociológico, ele
foi ao encontro da demanda gerada pela necessidade burguesa de se reconhecer como parte
integrante da sociedade e, ao mesmo tempo, legitimar seu modo de vida também junto aos
novos meios de expressão de sua época.

DIFICULDADES DO ENSINO DE LITERATURA ALEMÃ EM CURSOS DE


GRADUAÇÃO DE LETRAS NO BRASIL: algumas reflexões
Stéfano Paschoal (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Literatura alemã, Contexto histórico, Estratégias de leitura.
Nesta comunicação serão discutidas as principais dificuldades do ensino de
literatura alemã nos cursos de graduação em Letras Português / Alemão no Brasil: desde a
falta de referencial histórico até a ausência de um material apropriado, bem como a
divergência entre o nível de alemão geralmente adquirido em três anos de graduação e a
linguagem literária das obras em questão, sem falar ainda de outras fases da língua alemã,
como o Althochdeutsch e o Mittelhochdeutsch. Serão apontadas ainda algumas sugestões
para que o aprendizado ou contato com obras de literatura alemã possa ser intensificado.

27
MESA 7. LOCAL: BLOCO 2 – 2º PISO - SALA 51

LÍNGUAS ESTRANGEIRAS: LINGUAGEM, LITERATURA E ENSINO


Profa. Ms. Any Lamb Fenner (UNIOESTE)
Profa. Ms. Clarice Cristina Corbari (UNIOESTE)
Profa. Ms. Denise Scolari Vieira (UNIOESTE)
Profa. Esp. Luciana Inês Gallaztegui (UNIOESTE)
Profa. Esp. Suely Eiko Takashima Tierling (UNIOESTE)

FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O DESENVOLVIMENTO DA


LÍNGUA ESTRANGEIRA NAS SÉRIES INICIAIS
Any Lamb Fenner (Unioeste/Cascavel)
PALAVRAS-CHAVE: Língua estrangeira, Séries iniciais, Escola pública.
Neste trabalho pretendemos abordar, a partir de estudos e experiências, o ensino
da língua estrangeira em séries iniciais na rede pública de ensino. No contexto brasileiro, a
bibliografia sobre aquisição de língua estrangeira nas séries iniciais – embora ainda seja
escassa, pois o enfoque é no ensino-aprendizagem para/de adolescentes e adultos – não
impede o crescente interesse por essa área. Até há pouco tempo o ensino de uma língua
estrangeira era privilégio de poucos e era ofertado apenas em instituições privadas. Diante
das exigências de um mundo que se quer globalizado, estreitando-se e respeitando-se
sempre mais os laços culturais, não há como passar ao largo das discussões da inserção da
língua estrangeira também em séries iniciais do ensino fundamental, ou até mesmo
direcionada às crianças na Educação Infantil. Partimos de questionamentos que são
levantados pelos professores, pais e envolvidos com a comunidade escolar: O que
representa, para a criança nessa fase, adquirir uma língua estrangeira? Trata-se de um
processo que pode ser prejudicial à aquisição da escrita da língua materna? Encontramos
na literatura defensores da idéia de que quanto mais cedo se iniciar o ensino de uma língua
estrangeira, tanto melhor. Por essas razões explicitadas, e que certamente desencadearão
ainda muitas outras, compartilhamos aqui vários projetos que estamos desenvolvendo com
professores e acadêmicos do curso de Letras e órgãos educacionais da região nesse sentido.

INGLÊS PADRÃO, WORLD ENGLISHES E ENSINO DE LÍNGUA INGLESA


Clarice Cristina Corbari (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Língua inglesa, Variedades lingüísticas, Ensino.
Este trabalho investiga as principais características de algumas das principais
variedades do inglês falado no mundo (World Englishes), procurando-se estabelecer uma
relação com o ensino de língua inglesa como língua estrangeira. Tradicionalmente, o
ensino de línguas estrangeiras privilegia a variedade padrão em detrimento das variedades
de uso da língua-alvo (as quais, diga-se de passagem, o professor muitas vezes
28
desconhece). Resulta daí a tendência de se avaliar como erradas certas construções que os
alunos desenvolvem em seu processo de aquisição ou aprendizagem da língua,
ignorando-se que muitas dessas construções são efetivamente usadas em vários contextos
em que se fala a língua-alvo como língua oficial ou como segunda língua. Nesse sentido,
este trabalho discute algumas questões relevantes quando a língua inglesa é estudada ou
utilizada como uma ferramenta para a comunicação internacional, dentre as quais as
seguintes: (a) a importância de se perceber certos juízos de valor com relação às variedades
de inglês como preconceito; (b) a percepção de que as diferenças entre todas as variedades
são similares e comparáveis; e, principalmente, (c) a necessidade de se estabelecer uma
tolerância para a variação, dado que é um fenômeno natural, normal e contínuo.

LUGARES E ANTEPASSADOS EM POEMAS AMERICANOS (1963)


Denise Scolari Vieira (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Poesia Argentina; Rubén Vela; História Cultural; Identidade.
Escrito entre 1957 e 1962, tempo de sua residência na Bolívia, a obra Poemas
Americanos significa a transformação temática a que Rubén Vela submete a elaboração de
seu projeto estético. Na América Latina essa é considerada uma época privilegiada para a
reflexão de como foi organizado o campo intelectual, pois havia o debate sobre as
desigualdades da estrutura sócio- política, bem como, sobre a busca da identidade
originária; poetas descobrem o vasto manancial da América, e muitos tornam visível o
mesmo discurso anteriormente legitimado pelo olhar estrangeiro. Mas como Rubén Vela
haveria de definir seu objeto? O escritor, em Poemas Americanos (1963), consagra
lugares, dos 20 poemas presentes na obra, seis deles referem-se ao espaço: América,
Macchu Picchu, Tiwanaku para recordar, Necrópolis de Paracas, En la selva de Beni,
Chichén-Itzá; há uma espécie de inventário que se forma e se projeta gradualmente pelo fio
condutor dos elementos materiais. Outro privilégio concedido aos leitores é a presença de
personagens típicos da mentalidade imaginária e histórica dos povos da América, poemas
como Viracocha, Huitzilopochtli, Moctezuma, Caupolicán, Pachamama, são marcados
pela modelagem simbólica. Rubén Vela conclui esta obra com cinco homenagens, são
poemas dedicados aos artistas que, como ele viveram o fascínio de fazer uma estética e uma
política, diante da degradação de sua época; desde Alfredo Martínez Howard, Alberto
Hidalgo, Antonio Porchia, Gambartes a Oliveiro Girondo circulam estilos, linguagens e
crenças. Portanto, nessa comunicação pretende-se apresentar possibilidades de análise, a
fim de focalizar como o autor sustentou em seu discurso um sistema dinâmico de símbolos
para falar da cultura americana.

29
ENTRE A LÍRICA URUGUAIA E BRASILEIRA: semelhanças na poética de
Benedetti e Quintana
Luciana Ines Gallaztegui (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Mario Benedetti, Mario Quintana, lírica.
Mario Benedetti e Mario Quintana. O primeiro: grande poeta uruguaio, sempre
esbanjou sua aguda capacidade criativa na poesia; o segundo, não menos criativo, foi eleito
por seus colegas o Príncipe dos Poetas Brasileiros. Autores que compartilham não apenas
um nome em comum, mas sim uma extrema facilidade em transformar simples palavras em
belos poemas. Assim, o presente artigo tem como objetivo apontar algumas características
comuns às poesias destes dois grandes poetas que tanto marcaram o mundo da lírica através
da simplicidade no modo de contar a vida. Por meio da comparação entre poemas que falam
sobre o amor, o tempo, a saudade, a infância, entre outros, os dois poetas abrilhantam o que
é trivial, passando em suas criações, uma visão cristalina do cotidiano, acompanhada de
uma linguagem leve e encantadora.

ALGUMAS DICAS PARA UMA BOA PRONÚNCIA EM LÍNGUA INGLESA


Sueli Eiko TakashimaTierling (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Comunicação, Pronúncia, Ensino de língua inglesa.
Aprender uma boa pronúncia quando se estuda a língua inglesa é fundamental e
são várias as formas de se obter sucesso nesta jornada. Assim, devido à complexidade de
materiais que estudam essa questão, citarei apenas algumas dicas para uma boa pronúncia
em língua. Os pontos a serem abordados nesse artigo são: a pronúncia de consoantes no
final das palavras, s-cluster, uso do L no final das palavras, pronúncia de sons nasais e
palavras com H.

30
MESA 8. LOCAL: BLOCO 2 – 2º PISO - SALA 52

SIGNIFICAÇÃO E CONTEXTO: as múltiplas faces de um relacionamento


(des)necessário
Profa. Dta. Débora L. M. Eleodoro (UNIOESTE)
Prof. Dr. Ivo José Dittrich (UNIOESTE)
Profa. Ms. Maridelma M. Martins (UNIOESTE)
Profa. Ms. Nildicéia A. Rocha (UNIOESTE)

REFLETINDO SOBRE A INTERAÇÃO LÍNGUA, CULTURA E RETÓRICA


NA ESFERA ESCOLAR
Débora Raquel Massmann Eleodoro (Unioeste/Foz do Iguaçu/USP)
PALAVRAS-CHAVE: Língua, Cultura, Retórica.
Língua, cultura e retórica são termos que, de forma isolada, já foram amplamente
discutidos e definidos em diferentes domínios disciplinares. No entanto, são raros os
estudiosos que se interessam pela relação que estes três termos estabelecem entre si na
superfície textual. É justamente desta relação que trato neste trabalho. Partindo do conceito
individual de cada um destes elementos, meu objetivo é tecer relações entre eles a fim de
mostrar como o contexto e a significação também afetam e são afetados pela interação entre
língua, cultura e retórica. É preciso esclarecer que a aproximação que estou propondo –
entre língua, cultura e retórica – só se torna legítima à medida que o termo retórica é
concebido em um sentido muito pontual: de retórica escolar. Por retórica escolar, estou
entendendo o conjunto de convenções discursivo-textuais que são aprendidas e ensinadas
nos bancos escolares. Percebe-se assim que refletir sobre o modo como língua, cultura e
retórica escolar interagem na superfície textual significa abordar um tema complexo. Para
compreender esta complexidade, retomo algumas questões que, direta ou indiretamente,
estão envolvidas neste trabalho, como, por exemplo, a aproximação entre língua, discurso
e cultura e a interação entre os gêneros do discurso, as tipologias textuais e a retórica
escolar. Percorrendo este conjunto de elementos, que apesar de pertencerem a níveis
distintos, mostram-se solidários entre si e, até certo ponto, interpenetram-se, entendo que
será possível elucidar a interação entre língua, cultura e retórica escolar. Para isso,
fundamento-me teoricamente em Benveniste (1989), Vignaux (1989) e Charaudeau
(2001).

31
SIGNIFICAÇÃO E CONTEXTO: múltiplas faces de um relacionamento
(des)necessário
Ivo José Dittrich (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Significado, Contexto, Interpretação.
Vinculados a área de estudos da linguagem, os conceitos de significação e
contexto inscrevem-se no universo daqueles que têm origem e funcionamento na
linguagem corrente, cujo uso não parece apresentar maiores dificuldades para a interação
verbal. Todavia, quando se trata de precisar seu sentido e sua abrangência teórica, uma
diversidade de recortes e perspectivas começa a revelar-se. Diferentes disciplinas, mesmo
fora do universo das ciências da linguagem, delimitam o sentido técnico destas expressões
e, cada uma a seu modo, estabelecem um vínculo mais ou menos estreito entre elas: parece
que uma não se explica sem a outra. Assim, o conjunto inter e multidisciplinar que se dedica
à análise de discursos, à comunicação, aos estudos sociolingüísticos, ao ensino das línguas,
ao lado de outros, abordam a produção e interpretação de sentidos de acordo com o
privilégio que a noção de contexto alcança em seu arcabouço teórico-metodológico. Se
olhar para estas diferentes perspectivas analíticas acentua, por um lado, a amplitude e a
complexidade em que se inscreve o processo da significação, por outro, aponta possíveis
interfaces que podem favorecer a descoberta de convergências, indicando que sua
abordagem exige um tratamento que possa superar os limites e fronteiras metodológicas
em que as diferentes áreas do conhecimento procuram enquadrá-lo.

CONTEXTO E ENSINO DE GRAMÁTICA – QUESTÕES “AQUÉM” E


“ALÉM” DO “NECESSÁRIO”
Maridelma Laperuta Martins (Unioeste/Foz do Iguaçu)
Mariangela Garcia Lunardelli (Unioeste/Foz do Iguaçu)
PALAVRAS CHAVE: Contexto, Ensino, Gramática.
Muito já foi falado e discutido nas diferentes áreas da ciência da linguagem, sob
diferentes concepções teóricas, sobre o ensino de gramática na escola. Sua relevância, seu
desmerecimento; como, quando, por que (não) se ensinar gramática. O assunto é exaustivo
e o que se vê, (in) felizmente, ainda nos dias de hoje, são divergências sobre a temática, que
trazem, como é possível observar nas escolas, grandes prejuízos para os alunos. De um
lado, temos o ensino (professores e escolas) que não conhecem (aceitam, aderem)
propostas inovadoras sobre o tema; de outro lado, temos outro ensino (professores/escolas)
que aceitam e se propõem a colocar em pratica o arcabouço teórico-metodologico de áreas
recentes da lingüística, como a sociolingüística, por exemplo, mas com grandes dúvidas e
questionamentos sobre a teoria e, principalmente, a metodologia a ser utilizada. Assim
sendo, este artigo pretende discutir um pouco mais sobre esse ensino de gramática (uma
questão aquém do necessário) sob a contextualização da sociolingüística, e de práticas de
leitura e escrita de textos por meio de gêneros discursivos e análise lingüística (uma
questão (além) do necessário).

32
12ª JORNADA REGIONAL E 2ª JORNADA NACIONAL DE
ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS

SEMINÁRIO AVANÇADO
DE
LINGUAGEM E ENSINO

Mestrado de Letras da Unioeste

Coordenação:
Prof. Dr. Ciro Damke
Profa. Dra. Clarice Nadir von Borstel

Os resumos apresentados a seguir estão organizados em


ordem alfabética, conforme o nome do apresentador.

27 de junho de 2009 – 13h30 às 15h50


Local: Sala 52 – Bloco 2 – 2º Piso

33
DANONINHO VALE POR UM BIFINHO

Alex Sandro de Araujo Carmo (PG - Unioeste)


Prof. Dr. João Carlos Cattelan (Unioeste/Marechal Cândido Rondon - Orientador)

PALAVRAS-CHAVE: Topos, Prática discursiva, Efeitos de sentido.


Por meio da análise de um slogan do petit suisse Danoninho, este estudo busca
elucidar certas estratégias discursivas que ocorrem nas relações com a memória discursiva
deste grupo de consumo, com o objetivo de verificar quais os efeitos de sentido que são
veiculados pelo enunciado “Danoninho vale por um bifinho”. Para estudar o corpus
pretendido, procurou-se aporte teórico, na teoria da argumentação na língua e em trabalhos
bakhtinianos (as teorias aqui utilizadas serão vistas de uma perspectiva discursiva). Desta
maneira, busca-se mostrar o “lugar comum” da prática discursiva da Danone, ao apresentar
o seu produto, o Danoninho.

LÍNGUAS EM CONTATO: o alemão e o português em propaganda comercial

Andréia Cristina de Souza (PG - Unioeste)


Prof. Dr. Ciro Damke (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

PALAVRAS-CHAVE: Identidade cultural, Língua alemã, Línguas em contato.


O presente trabalho tem como objetivo verificar como a publicidade faz uso de
aspectos sociolinguísticos e sócio-culturais como um mecanismo de persuasão e/ou
identificação do público com o produto anunciado. Para tanto, foi selecionada para objeto
de pesquisa uma propaganda da Volkswagen, na qual um alemão e um brasileiro falam
sobre as qualidades dos carros produzidos pela empresa. A partir de estudos sobre o uso da
língua alemã, além de interferências e transferências desta para a língua portuguesa, foram
analisados os aspectos sociolinguísticos e sócio-culturais presentes na propaganda.

CRENÇAS E CULTURAS DE APRENDER DE ALUNOS DO CURSO DE


INGLÊS DO SESC – CASCAVEL – UM ESTUDO PRELIMINAR

Andréia Viola Labastia (PG - Unioeste)


Profa. Dra. Aparecida de Jesus Ferreira (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

PALAVRAS-CHAVE: Crenças, Culturas de aprender, Língua inglesa.


Esta pesquisa de caráter etnográfico tem por objetivo apresentar uma proposta de
investigação voltada para sala de aula de língua inglesa visando identificar e caracterizar as
crenças e culturas de aprender de alunos em um instituto particular. Com o intuito de num
primeiro momento investigar as crenças educacionais interferentes na aprendizagem da
sala de aula de língua inglesa, mostrar e delimitar a identidade dos alunos que freqüentam o

34
curso de inglês, e finalmente demonstrar como as crenças podem interferir na
aprendizagem de uma segunda língua dos alunos adolescentes que buscam o curso do
SESC - Serviço Social do Comércio em Cascavel. O embasamento teórico a ser utilizado é
formado a partir dos estudos sobre crenças no Brasil (Almeida Filho, 1993), (Barcelos,
1995), e (Felix, 1998). A coleta de dados será com os alunos entre 12 e 16 anos do curso de
inglês do SESC, a pesquisa será um estudo de caso. O instrumento de coleta de dados a ser
utilizado inicialmente será o questionário. Num segundo momento, serão utilizadas as
entrevistas com o objetivo de aprofundar questões importantes que possam emergir a partir
das respostas obtidas nos questionários. Posteriormente a análise e a discussão dos dados
coletados serão apresentadas no corpo da dissertação. Desse modo, os resultados esperados
são: investigar as crenças dos alunos sobre como aprender inglês o que eles dizem ser
necessário fazer e o que fazem realmente para aprender, caracterizar o perfil identitário dos
alunos adolescentes na faixa etária entre 12 e 16 anos, e demonstrar como as relações
sociais interferem na aprendizagem de uma segunda língua ou língua estrangeira.

A INTERNET COMO MOTIVADORA DE NOVOS GENÊROS TEXTUAIS

Franciele Maria Martiny (PG - Unioeste)


Profa. Dra. Clarice Nadir Von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

PALAVRAS-CHAVE: Gêneros textuais, Internet, Linguagem.


Este artigo visa debater questões inicias sobre estudos de gêneros textuais
situando-os no surgimento das novas tecnologias, quando a esfera social internet
possibilitou a criação de novos gêneros na própria rede. O estudo, assim, vem de encontro
com a necessidade de conhecer as novas formas de comunicação – linguagens – presentes
no meio online, permeado pela interação oral/escrita. Para tanto, foram selecionados
autores que tratam sobre esta problemática. Entre eles Bakhtin (2000), Bazerman (2006),
Marcuschi (2003), Rojo (2005) e Costa (2008). O estudo revela a internet como
motivadora para a criação de novos gêneros textuais, uma vez que estes surgem de
necessidades da situação histórica, cultural e social de uma determinada sociedade, como
neste caso, da era virtual.

O PARTIDO PERONISTA FEMININO – CONTEXTUALIZAÇÃO DA OBRA


LA RAZÓN DE MI VIDA DE EVA PERÓN

Paulo Cesar Fachin (PG - Unioeste)


Profa. Dra. Lourdes Kaminski Alves (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

PALAVRAS-CHAVE: Peronismo, Mulheres, Movimento Político.


O presente artigo pretende investigar o contexto de produção da obra La razón de mi
vida (1951), livro cuja autoria, ou papel de ghost-writer é tributado a Manuel Penella da
Silva, jornalista espanhol, segundo estudiosos sobre Eva Perón, a exemplo do sociólogo
Horacio Gonzalez (2009). O livro que foi publicado na Argentina, trata-se de obra de
35
caráter autobiográfico que ratifica a imagem de uma mulher que se tornou um ícone do
peronismo de visão quase messiânica no contexto latino. Esta representação de Eva Perón
evoca também considerações de gênero, ou seja, revela a consciência de uma mulher que
transgrediu os padrões de uma época, conseguindo transformar-se em líder de um
movimento político, o movimento do partido peronista, movimento este que surgiu na
Argentina na década de 1940. Com a sanção do voto, o propósito peronista de reunir
simpatizantes com a causa teve em Eva Perón uma referência central incontestável.
Durante o período de 1947 a 1955, o Peronismo promoveu políticas para elevar o apoio das
mulheres, independente destas trabalharem ou não fora de casa, com uma organização de
política própria, uma seção separada dos homens, denominada Partido das Mulheres
Peronistas ou Partido Peronista Feminino (PPF).

A LÍNGUA INGLESA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO: língua internacional


ou língua franca?

Rubia Carla Pozzebon (Unioeste/Cascavel)


Prof. Dr. Jorge Lidarra (Unioeste/Cascavel - Orientador)

PALAVRAS-CHAVE: Língua inglesa, Língua internacional, Comunicação global.


Este trabalho é uma extensão do estudo iniciado pela autora durante seu trabalho
monográfico intitulado “A língua inglesa como língua internacional e as implicações na
comunicação e no ensino”, defendido e aprovado em novembro de 2008, pela
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), campus de Cascavel. Assim,
este estudo faz um recorte do capítulo “A língua inglesa como língua internacional” do
trabalho acima mencionado, propondo-se a investigar qual o status ocupado pela língua
inglesa no mundo contemporâneo e que papel ela desempenha na comunicação global.
Primeiramente, apresenta-se estudo comparativo entre o que se entende pelos termos
língua internacional, global, mundial e língua franca, e a quais requisitos uma língua
precisa atender para alcançar determinado status. Pretende-se com tal estudo demonstrar
que estes quatro termos podem ser utilizados para denominar a situação da língua inglesa
hoje. Contempla-se, também, uma discussão específica sobre língua internacional,
verificando se a língua que atinge esta posição pode ser considerada uma ameaça à
existência de outras línguas. Na parte final do trabalho, considerando-se a língua inglesa
como língua internacional, empreende-se uma análise de quais são as implicações disto
para a comunicação global. Fazem parte do suporte teórico que norteia este trabalho as
obras de Barber (2000), Crystal (1997) e Kirkpatrick (2007), que embasam a pesquisa
acerca da difusão da língua inglesa e seu status no mundo contemporâneo; e os estudos de
Dewey (2007), Held et al. (2007) e Seidlhofer (2005) que auxiliam na abordagem do papel
da globalização na propagação do inglês.

36
REPRESENTAÇÃO DAS IDENTIDADES SOCIAIS NO LIVRO DIDÁTICO DE
LÍNGUA INGLESA: uma perspectiva das vozes de professores e alunos

Susana Aparecida Ferreira (PG - Unioeste)


Profa. Dra. Aparecida de Jesus Ferreira (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

PALAVRAS–CHAVE: Identidade, Livro didático, Aluno de escola pública.


Este trabalho tem por objetivo, realizar uma pesquisa de campo qualitativa para
investigar de que forma as identidades sociais dos alunos do Ensino Fundamental e Médio
são representadas no Livro Didático ou material de ensino mais especificamente de Língua
Inglesa e se esses mesmos alunos sentem-se representados no mesmo. Por outro lado,
também pretende-se observar o que os professores desses alunos do Ensino Fundamental e
Médio entendem por construção de identidade social e se eles percebem essas mesmas
identidades trabalhadas no LD ou materiais de ensino. Serão analisados os documentos
oficiais , para entender de que forma os documentos apresentam a necessidade das
representações dos alunos no ensino de língua estrangeira (PCNs, as Organizações
Curriculares para o Ensino Médio, diretrizes curriculares estaduais – DCE/Pr.). Os
referenciais teóricos utilizados versam sobre a representação da identidade tais como
Stuart Hall (2006), Ferreira (2006, 2009), Moita Lopes (2002), bem como Letramento
Crítico (Coradim, 2007), Braga (1998), entre outros a serem selecionados de forma a
contribuir com a pesquisa. Os resultados esperados desta pesquisa são entender de que
forma ocorre a representação da identidade social do aluno no LD ou materiais de ensino de
Língua Inglesa e se esses alunos conseguem se ver representados, bem como os professores
entendem a representatividade desses alunos.

37
27 de junho de 2009 – 13h30 às 15h50
Local: Salas de aula da UNIOESTE
CRONOGRAMA DOS SEMINÁRIOS
AVANÇADOS DE LINGUAGEM E ENSINO

SALA 52 - BLOCO 2 – 2º PISO


13h30: DANONINHO VALE POR UM BIFINHO
Alex Sandro de Araujo Carmo (PG - Unioeste)
Prof. Dr. João Carlos Cattelan (Unioeste/Marechal Cândido Rondon - Orientador)

13h50: LÍNGUAS EM CONTATO: o alemão e o português em propaganda


comercial
Andréia Cristina de Souza (PG - Unioeste)
Prof. Dr. Ciro Damke (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

14h10: CRENÇAS E CULTURAS DE APRENDER DE ALUNOS DO CURSO


DE INGLÊS DO SESC – CASCAVEL – UM ESTUDO PRELIMINAR
Andréia Viola Labastia (PG - Unioeste)
Profa. Dra. Aparecida de Jesus Ferreira (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

14h30: A INTERNET COMO MOTIVADORA DE NOVOS GENÊROS


TEXTUAIS
Franciele Maria Martiny (PG - Unioeste)
Profa. Dra. Clarice Nadir Von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

14h50: O PARTIDO PERONISTA FEMININO – CONTEXTUALIZAÇÃO DA


OBRA LA RAZÓN DE MI VIDA DE EVA PERÓN
Paulo Cesar Fachin (PG - Unioeste)
Profa. Dra. Lourdes Kaminski Alves (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

15h10: A LÍNGUA INGLESA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO: língua


internacional ou língua franca?
Rubia Carla Pozzebon (Unioeste/Cascavel)

15h30: REPRESENTAÇÃO DAS IDENTIDADES SOCIAIS NO LIVRO


DIDÁTICO DE LÍNGUA INGLESA: uma perspectiva das vozes de professores e
alunos
Susana Aparecida Ferreira (PG - Unioeste)
Profa. Dra. Aparecida de Jesus Ferreira (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

38
12ª JORNADA REGIONAL E 2ª JORNADA NACIONAL DE
ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS

SEMINÁRIO AVANÇADO
DE
LITERATURA

Mestrado de Letras da Unioeste

Coordenação:
Profa. Dra. Clarice Lottermann

Os resumos apresentados a seguir estão organizados em


ordem alfabética, conforme o nome do apresentador.

27 de junho de 2009 – 13h30 às 17h10


Local: Tribunal do Júri da UNIOESTE

39
AS RELAÇÕES SUBJETIVAS DO NARRADOR/PERSONAGENS FEMININAS
EM PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM

Ana Lúcia Moreira Rios Coimbra de Araújo (PG - Unioeste)


Profa. Dra. Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste/Foz do Iguaçu - Orientadora)

PALAVRAS-CHAVES: Subjetividade, Narrador, Personagens femininas.


Esta comunicação tem por objetivo apresentar a articulação das relações subjetivas
do narrador/personagens femininas em Perto do Coração Selvagem. A voz da personagem
Joana, em Perto do Coração Selvagem representa também as denúncias, os conflitos no
universo feminino, personagens inseridas num contexto familiar patriarcal que exercem
diferentes papéis que a sociedade lhes destina. Assim, os padrões de comportamento e de
valores das instituições sociais fazem com que as personagens clariceanas convivam com a
fantasia do inconsciente, estabelecendo relações subjetivas do narrador e personagens
femininas que emergem como efeito, num processo de produção dirigido à geração dos
modos de existir, pensar e agir. Outro importante fator a observar é a busca da autonomia
feminina que recusa a reproduzir os esquemas tradicionais e aumenta a vontade das
mulheres de participar igualmente do processo de individualização, passando pela prática
de projetos pessoais distintos daqueles em que estão inseridas. O narrador produz
condições discursivas determinando o que pode ou não ser dito. A tendência pela qual o
sujeito restaura a unidade perdida de si mesmo toma lugar no centro da consciência, que
passa a ser fonte de energia no seu processo mental. Esse reconhecimento pode ser
observado nas passagens, no romance, em que Joana fica frente a frente com outras
personagens femininas como afirmação de sua identidade.

A POESIA DE HELENA KOLODY: o essencial e o sintético

Ana Maria Zanini (PG - Unioeste)


Prof. Dr. Antonio Donizeti da Cruz (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

PALAVRAS-CHAVE: Helena Kolody, Haikai, Lírica.


Helena Kolody, poeta brasileira, filha de emigrantes ucranianos, nascida em Cruz
Machado, Paraná (1912-2004). Helena passou parte da infância na cidade de Rio Negro,
onde fez o curso primário. Seu primeiro poema publicado foi A Lágrima e a divulgação de
seus trabalhos, na época, era através da revista Marinha, de Paranaguá. Com doze livros
publicados, várias antologias e obras completas, Kolody realiza um fazer poético enquanto
busca da síntese, projetada nas formas escolhidas e no enxugamento dos textos. Os poemas
sintéticos, tais como os dísticos, tercetos, quadras, epigramas, tankas e haicais, são formas
poéticas escolhidas pela poeta. Helena se tornou uma das poetisas mais importantes do
Paraná, e praticava principalmente o haicai, que é uma forma poética de origem japonesa,
cuja característica é a concisão, ou seja, a arte de dizer o máximo com o mínimo. Assim, o
presente trabalho objetiva, através da perspectiva crítica, analisar um dístico e um haikai
de Helena Kolody, buscando compreender a intencionalidade da autora. O método
utilizado é o diático.

40
FATALIDADE TUPINIQUIM

Bernardo Antonio Gasparotto (Unioeste/Cascavel)

PALAVRAS-CHAVE: Literatura Comparada, Anton Tchecov, Artur de Azevedo.


O presente trabalho tem por objeto de estudo os contos Fatalidade (1973) de Artur
de Azevedo e Fatalidade (1975) de Anton Tchecov, e busca realizar uma análise destes, no
âmbito da Literatura Comparada, tecendo paralelos acerca de elementos que são
desenvolvidos nos textos em estudo. Assim, são focalizados elementos narrativos e
temáticos que possibilitam aproximação ou distanciamento em relação às obras cujos
títulos são homônimos. Como base teórica foi utilizada, sobretudo, as obras: Literatura e
sociedade (1985) de Antonio Candido; Literatura Comparada: história, teoria e crítica
(1997) de Sandra Nitrini; e Paródia, Paráfrase e CIA (1985) de Affonso Romano
Sant’Anna.

NELSINHO, O HERÓI SEM MEDALHAS

Enio Alves de Oliveira (PG - Unioeste)


Prof. Dr. Antonio Donizeti da Cruz (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

PALAVRAS-CHAVE: Imaginação, Herói, Desejo.


O Presente trabalho tem por finalidade investigar aspectos imaginários de Nelsinho
na obra O Vampiro de Curitiba, de Dalton Trevisan, (1965), primeiro capítulo. O herói
vaga ficcionalmente, em sua Curitiba, “Pensilvânia Universal,” em busca de mulheres
para amar e com elas realizar seus sonhos. Vive momentos de grande tensão, é imaturo e
sem experiência. Angústia, tensão, medo, são aspectos que marcam a personagem, que não
realiza seu intento. Seus pensamentos são alucinantes, eróticos. Vê inúmeras mulheres,
porém não consegue nenhuma. A imaginação do herói, vai além, muito além de uma mera
conquista que possa o satisfazer. Entra em constante levitação, vindo à tona sua
imaturidade, na arte da conquista, já que se trata de um jovem. Fica evidente a prostituição
existente na capital paranaense.

REFLEXÕES SOBRE A MEMÓRIA EM PEDRO NAVA: uma leitura de


Galo-das-trevas: as doze velas imperfeitas

José Carlos da Costa (PG - Unioeste)


Profa. Dra. Lourdes Kaminski Alves (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

PALAVRAS-CHAVE: Memória e ficção, Memória e história, Pedro Nava.


Este trabalho aborda a obra memorialista de Pedro Nava no contexto da ficção
contemporânea, focando o estudo em Galo-das-trevas: as doze velas imperfeitas
(Memórias 5) e refletindo sobre as fronteiras e os cruzamentos, entre memória, história e
41
ficção. O fundamento do trabalho está no “estatuto” da representação, sua conformação no
texto literário, relativamente à perspectiva do romance histórico e as marcas mais
freqüentes nesse tipo de romance, em particular a freqüência de um discurso metaficcional,
preocupação que é uma presença constante na obra de Nava. Memorialista cauteloso, o
autor constrói o seu relato fundamentado não apenas em suas recordações, mas também em
documentos guardados e pesquisas sobre os fatos da época a qual está narrando, fotografias
de pessoas e de eventos dos quais participou Esse conjunto de "elementos de apoio"
fundamenta a verdade do seu relato e completa as lacunas da memória. A seleção dessa
obra, entre os sete volumes de memória de Nava, justifica-se pela mudança significativa da
forma do relato, introduzida a partir da segunda parte do livro. Nesse ponto, ao tratar do
início de sua atuação profissional, Nava redimensiona seu projeto memorialista inicial e a
narração passa a ser conduzida por a um narrador onisciente que narra em terceira pessoa.
Esse fato muda o fulcro da narrativa para a vida de seu alterego: José Egon de Barros
Cunha, assumindo uma nova direção e rearticulando o "pacto autobiográfico" em "pacto
romanesco".

O REGIONALISMO HISTÓRICO EM O CORONEL E O LOBISOMEM

Kelly dos Santos Moreira (PG - Unioeste)


Profa. Dra. Rita das Graças Felix Fortes (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

PALAVRAS-CHAVE: Patriarcalismo, Decadência, O Coronel e o lobisomem.


O presente estudo objetiva analisar como ocorre a tentativa de transposição da
sociedade patriarcal para a sociedade capitalista no romance O Coronel e o lobisomem, de
José Cândido de Carvalho. O indivíduo pós-moderno só pode ser compreendido em sua
totalidade através do gênero romance. Assim, para melhor conceituar este gênero,
utilizaremos os postulados de Georg Lukács, Antonio Candido e Mikhail Bakhtin. Sendo o
plurilinguismo uma das características do romance, constata-se que a obra supracitada
transita pela forma regionalista-histórica e político-grotesca, trabalhando com elementos
históricos, políticos e surreais. Objetiva-se, ainda, analisar a frustração sofrida pelo coronel
que, por fazer parte de uma sociedade em transição, não tem clareza de onde se situa
socialmente, o que torna o romance em análise uma obra simbólica da decadência
patriarcal e do poder devorador do capitalismo que implicou a fragmentação do sujeito
pós-moderno.

FÉLIX, O HOMEM DE SEU TEMPO

Michele de Oliveira Jimenez (PG – Unioeste)


Profa. Dra. Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste/Foz do Iguaçu - Orientadora)

PALAVRAS-CHAVE: Machado de Assis, Construção de identidades, Sociedade


brasileira.

42
A presente comunicação pretende investigar a construção da personagem Félix do
romance Ressurreição, de Machado de Assis, enfatizando como a personagem é
caracterizada pela dubiedade de seu caráter, marcado pela inconstância de espírito, e a
posição privilegiada que ocupa, visto ter condições econômicas estáveis para sobreviver,
além de representar a própria contradição de homem de seu tempo, marcado pela divisão
entre a nova ordem (burguesa) e antiga ordem. Dessa forma, pretende-se mostrar como
Ressurreição – uma obra de 1872, da primeira fase de Machado – apresenta os homens
ilustrados, intelectuais, sem preocupações com sua situação financeira, representados por
Félix, analisando assim, como o indivíduo oitocentista se constitui. Nesse sentido,
pretende-se descrever criticamente esta personagem, a percepção que as pessoas e o
narrador tem da mesma, e questionar que tipo de indivíduo é Félix, a partir das discussões
de Muricy (1988) e DaMatta (1983), além de descrever como Machado de Assis apresenta
a crítica à sociedade burguesa brasileira, da qual Félix é um representante.

CAPITALISMO VERSUS SOCIALISMO: o casal Honório de São Bernardo

Roberta Cantarela (PG - Unioeste)


Profa. Dra. Rita Felix Fortes (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

PALAVRAS-CHAVE: São Bernardo, Capitalismo, Socialismo.


Este trabalho busca realizar um estudo sobre o relacionamento entre o casal
Honório – Paulo Honório e Madalena, do romance São Bernardo de Graciliano Ramos –,
considerando os aspectos sociais, históricos e econômicos da época em que o livro foi
escrito, 1934, que desencadeia o dualismo entre o capitalismo e o socialismo. O foco da
narrativa esta centrado no personagem protagonista Paulo Honório, o narrador, que conta a
história de sua vida, iniciando no presente, passando para o passado e voltando ao presente,
com intuito de relatar suas batalhas, sua luta pelo capital, seu estilo de vida e sua decadência
humana, resultado da morte de sua esposa Madalena, que se suicida após poucos anos de
casamento, e da falência de sua fazenda São Bernardo. Assim, pretende-se analisar a obra
pelo viés da Sociologia da Literatura, com base teórica nos estudos de Georg Lukács e
Lucien Goldmann.

POESIA E MEMÓRIA EM LINDOLF BELL: uma leitura de O código das águas

Rosana Salete Piccininn (PG – Unioeste)


Prof. Dr. Antonio Donizeti da Cruz (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

PALAVRAS - CHAVE: Poesia, Memória e tempo.


Lindolf Bell (1938-1998) é poeta catarinense, nascido em Timbó, Estado de Santa
Catarina – Brasil. O presente trabalho contempla uma leitura de sua obra O Código das
Águas. Os temas recorrentes na lírica de Lindolf são o fluxo temporal e da memória. A
linguagem para falar do imemorial e do anterior à memória, que requer uma palavra
anterior à palavra. Este referencial será abordado a partir da parte I, denominada Poemas,
43
que discute a efemeridade das coisas, mostrando que a liberdade de todos tem, na verdade,
sempre o controle de alguém ou de alguma coisa, evidenciando que o tempo é misterioso,
revelador, breve e eterno. Assim, faz-se necessário fazer uma reflexão sobre a poesia,
demonstrando que por meio da palavra recriamos a realidade, exploramos sentimentos e
memória. Para fins de análise, partiu-se dos pressupostos apresentados por Henri Bergson
na obra Matéria e Memória e em Ecléa Bosi na obra Memória e Sociedade.

INCIDENTE EM ANTARES: um meio de crítica ao regime ditatorial

Samuel Carlos Wiedemann (PG - Unioeste)


Prof. Ms. Maria Beatriz Zanchet (Unioeste/Marechal Cândido Rondon - Orientadora)

PALAVRAS-CHAVE: Incidente em Antares, Ditadura, Alegoria.


Este artigo tem por objetivo verificar como o Érico Veríssimo, na obra Incidente em
Antares, mesclando recursos ficcionais subjacentes às características textuais da crônica e
da fábula alegórica, organiza um romance que pode ser lido como uma crítica ao regime
ditatorial instaurado no Brasil a partir, cujo tempo da estória se passa até o ano de 1963,
sem aludir diretamente ao sistema ditatorial e, graças a esta estratégia, não ser censurado, já
que obra foi escrita em 1971, no auge a repressão da liberdade de expressão. Com base nas
posições críticas de Fabio Lucas (1989), segundo as quais o romance dialoga com a
História do Brasil e do Rio Grande do Sul de um lado, e a construção fictícia de outro, o
estudo pretende analisar o discurso das personagens a partir do célebre incidente,
compondo um painel entre idéias reacionárias e libertárias que permearam a sociedade
brasileira nesse período.

O DISCURSO POLIFÔNICO E DIALÓGICO NA OBRA MACUNAÍMA

Silvana Nath (PG – Unioeste)


Prof. Dr. Acir Dias da Silva (Unioeste/Cascavel - Orientador)

PALAVRAS-CHAVE: Linguagem, Polifonia, Dialogismo.


Neste artigo objetiva-se analisar a configuração do discurso polifônico e dialógico
presente na obra Macunaíma, de Mário de Andrade, tomando como escopo teórico os
pressupostos teóricos de Mikhail Bakhtin, que são visíveis na construção do enredo, como
o dialogismo representado pela heterogeneidade de vozes. Desta perspectiva, é
apresentado um estudo sobre a linguagem e as múltiplas vozes que constroem e efetivam a
identidade cultural nacional na obra supracitada, principalmente a voz da personagem
Macunaíma que deixa transparecer uma série de diferentes manifestações culturais e
religiosas, que resgatam o folclore, as lendas e crendices que existem em nosso país na
construção de uma unidade cultural nacional. Busca-se desvendar a importância deste
diálogo na elaboração e efetivação da cultura brasileira. Trata-se de uma pesquisa
eminentemente bibliográfica, que recupera estudos de diferentes autores sobre o tema.

44
27 de junho de 2008 – 13h30 às 17h10
Local: Tribunal do Júri da UNIOESTE

CRONOGRAMA DOS SEMINÁRIOS


AVANÇADOS DE LITERATURA

TRIBUNAL DO JÚRI - BLOCO 2 - TÉRREO

13h30: AS RELAÇÕES SUBJETIVAS DO NARRADOR/PERSONAGENS


FEMININAS EM PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM
Ana Lúcia Moreira Rios Coimbra de Araújo (PG - Unioeste)
Profa. Dra. Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste/Foz do Iguaçu - Orientadora)

13h50: A POESIA DE HELENA KOLODY: o essencial e o sintético


Ana Maria Zanini (PG - Unioeste)
Prof. Dr. Antonio Donizeti da Cruz (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

14h10: FATALIDADE TUPINIQUIM


Bernardo Antonio Gasparotto (Unioeste/Cascavel)

14h30: NELSINHO, O HERÓI SEM MEDALHAS


Enio Alves de Oliveira (PG - Unioeste)
Prof. Dr. Antonio Donizeti da Cruz (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

14h50: REFLEXÕES SOBRE A MEMÓRIA EM PEDRO NAVA: uma leitura de


Galo-das-trevas: as doze velas imperfeitas
José Carlos da Costa (PG - Unioeste)
Profa. Dra. Lourdes Kaminski Alves (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

15h10: O REGIONALISMO HISTÓRICO EM O CORONEL E O LOBISOMEM


Kelly dos Santos Moreira (PG - Unioeste)
Profa. Dra. Rita das Graças Felix Fortes (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

15h30: FÉLIX, O HOMEM DE SEU TEMPO


Michele de Oliveira Jimenez (PG – Unioeste)
Profa. Dra. Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste/Foz do Iguaçu - Orientadora)

45
15h50: CAPITALISMO VERSUS SOCIALISMO: o casal Honório de São
Bernardo
Roberta Cantarela (PG - Unioeste)
Profa. Dra. Rita Felix Fortes (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

16h10: POESIA E MEMÓRIA EM LINDOLF BELL: uma leitura de O código


das águas
Rosana Salete Piccininn (PG – Unioeste)
Prof. Dr. Antonio Donizeti da Cruz (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

16h30: INCIDENTE EM ANTARES: um meio de crítica ao regime ditatorial


Samuel Carlos Wiedemann (PG - Unioeste)
Profa. MS. Maria Beatriz Zanchet (Unioeste - Orientadora)

16h50: O DISCURSO POLIFÔNICO E DIALÓGICO NA OBRA MACUNAÍMA


Silvana Nath (PG – Unioeste)
Prof. Dr. Acir Dias da Silva (Unioeste/Cascavel - Orientador)

46
12ª JORNADA REGIONAL E 2ª JORNADA NACIONAL DE
ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS

SESSÃO
DE
COMUNICAÇÕES

Os resumos apresentados a seguir estão organizados em


ordem alfabética, conforme o(s) nome(s) do(s)
apresentador(es).

27 de junho de 2009 – 13h30 às 17h00


Local: Salas de aula da UNIOESTE
47
O UNIVERSO MULTICULTURAL AMERÍNDIO E A IDENTIDADE HÍBRIDA
AMERICANA EM THE HEIRS OF COLUMBUS (1991), DE GERALD
VIZENOR
Abel Santos de Oliveira Junior (Unioeste/Cascavel)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste /Cascavel - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Mestiçagem, Identidade americana, Romance histórico.
Em The heirs of Columbus, Gerald Vizenor apresenta aspectos como a mestiçagem,
a hibridização e a fusão das culturas ameríndias desde a aventura descobridora de
Cristóvão Colombo até a contemporaneidade. Os personagens do romance são tricksters,
figuras enigmáticas oriundas do folclore americano que, em sua existência contemporânea,
encontram-se integrados na sociedade capitalista norte-americana. Contudo, em um
primeiro momento da obra, os tricksters buscam cultivar antigas práticas culturais tribais a
fim de manterem vivas as tradições de suas manifestações originais. Na busca da
conservação de uma identidade autóctone, a obra revela uma segunda ação dos nativos que
se volta à conscientização de sua identidade híbrida e mestiça, que na atualidade precisa
considerar também o contexto no qual os herdeiros de Colombo estão inseridos. Nesta
segunda etapa há uma abertura para a vivência da multiculturalidade, necessária às
comunidades mestiças de nosso continente. The heirs of Columbus pode ser visto como
modelo de obra na qual prevalece a confluência de ficção, história e cultura dos ameríndios.
É para essa confluência que se volta nosso estudo.

A LEITURA SOB O PONTO DE VISTA DOS ALUNOS E PROFESSORES DA


ESCOLA ESTADUAL DOM CARLOS EDUARDO
Adeonilde Gregorini Chiamenti (Unioeste –PDE)
Greice da Silva Castela (Unioeste – orientadora)
PALAVRAS CHAVE: Leitura, Compreensão, Estratégias.
Para entender a realidade do ensino de leitura na Escola Dom Carlos Eduardo,
situada em Realeza/Pr., que atende a alunos da segunda fase do Ensino Fundamental, foi
realizada esta pesquisa envolvendo alunos de quintas e sextas séries e alguns professores
das várias disciplinas. Sabemos que a leitura é fonte principal da aprendizagem e que as
habilidades de compreensão leitora precisam ser mais bem desenvolvidas, pois como
várias pesquisas já demonstraram a leitura está em crise no ensino em nosso país. Apesar
dos vários estudos já publicados, o conhecimento sobre os processos que envolvem a
compreensão leitora e os fatores que interferem nesse processo não foram desvendados
ainda. Perceber o que ocorre com as pessoas envolvidas no ensino/aprendizagem da leitura
é o passo principal para traçar objetivos e encontrar estratégias para amenizar este
problema.

48
O PEDAGOGO NA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR
Adriane Wengrad (Unipar)
Mayara Leilane Hohnke (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Pedagogo, Atuação hospitalar, Brinquedoteca Hospitalar.
A prática pedagógica na sociedade está em constante atualização, ganhando cada
vez mais espaço na sua atuação, não somente em instituições escolares, mas também em
outros ambientes como hospitais. Atendendo a essa necessidade, o profissional deve ter
uma formação continuada, preparando-se para lidar em diversas áreas, inclusive em
dependências hospitalares onde se encontram crianças e adolescentes internados,
exercendo assim a pedagogia hospitalar. Nesse contexto, o pedagogo que atua em hospitais
disponibiliza de brinquedotecas que auxiliam as crianças na adaptação deste momento
especial, sendo de suma importância para a recuperação e estabilidade do paciente, além de
ser um ambiente de descontração em que a criança usufrui de um espaço lúdico através de
recreação, favorecendo a sua recuperação. Objetiva-se apresentar uma revisão
bibliográfica sobre o pedagogo e sua atuação na Brinquedoteca Hospitalar. Este artigo é a
primeira parte de um projeto que será desenvolvido pelos acadêmicos do 1º Ano de
Pedagogia – Campus Toledo – Universidade Paranaense, no decorrer do ano de 2009 e que
terá como intenção avaliar o conhecimento da população da região oeste do Paraná, sobre
os benefícios da Brinquedoteca Hospitalar em um hospital.

LITERATURA E CRÍTICA SOCIAL: diálogos especulares entre Kafka,


Guimarães Rosa e Saramago
Adriano Rodrigues Alves (UDC-FACEMED)
PALAVRAS-CHAVE: Kafka; Guimarães Rosa; Saramago.
O presente trabalho terá ênfase em um assunto característico de nossa realidade
contemporânea, a saber, a crise humana perante o materialismo, partindo-se, para tanto, de
uma linguagem especular entre obras literárias de autores de nacionalidades e épocas
diferenciadas, as quais detêm peculiares dimensões estilísticas. Nesse sentido, buscar-se-á
estabelecer um diálogo entre as obras: de Franz Kafka A Metamorfose (1912), de
Guimarães Rosa “A Terceira Margem do Rio”, incluso em Primeiras Estórias (1962) e o
conto de José Saramago “Embargo”, pertencente à obra Objecto Quase (1978). Dessa
forma, será esboçado, mormente, um quadro histórico-literário em que o homem sempre
busca uma “fuga” da realidade sufocante e que geralmente resulta em patologias sociais,
como por exemplo, a perda de identidade e sua nulidade enquanto indivíduo imerso
socialmente. Com efeito, possuindo Saramago uma visão de mundo marxista, pode-se
vislumbrar em sua poética o choque social da disputa de classes, colocando-se, assim, em
discussão os mecanismos como essas agem umas com as outras, culminando, por sua vez,
na intertextualidade que enseja o diálogo profícuo entre os três autores.

49
VERBOS MODAIS, MODALIZAÇÃO OBJETIVA E MODALIZAÇÃO
SUBJETIVA
Adriano Steffler (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Verbos modais, Modalização objetiva, Modalização subjetiva.
Este trabalho discute nuances de significado dos verbos modais. Embora esta classe
de verbos possua uma característica comum – a modalização –, que serve inclusive para
denominá-la, seu uso em contextos diversos produz nuances de significado que, não raro,
passam despercebidas. Tendo como foco a perspectiva do falante e a intencionalidade de
seus atos de fala, propomos aqui uma categorização que extrapola o “uso comum” desta
classe de verbos, permitindo subdividi-los em grupos. Para tanto, consideraremos a
modalidade do enunciado, a intensidade da modalização, bem como seu caráter
intrassubjetivo e extrassubjetivo.

MODALIZAÇÃO E ARGUMENTAÇÃO NO ARTIGO DE OPINIÃO


Alcione Tereza Corbari (Unioeste/Cascavel)
PALAVRAS-CHAVE: Argumentação, Modalização, Artigo de opinião.
Estudos contemporâneos têm revelado ser a argumentatividade uma característica
essencial da interação social que se dá por intermédio da linguagem humana (cf.
DUCROT, 1987; KOCH 2002; GUIMARÃES, 2001). Nessa perspectiva de análise, não
há texto livre da argumentação. No entanto, é possível observar que a orientação
argumentativa apresenta-se de forma demarcada em certos gêneros textuais (e.g. artigo de
opinião), enquanto em outros ela se dá de forma velada (e.g. artigo científico). Por se tratar
de um gênero que apresenta explicitamente uma opinião, vinculada à assinatura de um
autor engajado com o conteúdo da mensagem, o artigo de opinião retrata um espaço
propício para a expressão de um alto grau de argumentatividade. Esta pode ser demarcada
linguisticamente por meio de diferentes estratégias, dentre as quais destacamos a
modalização, um recurso ao qual o produtor recorre para alinhar o interlocutor à tese
defendida. Considerando essa relação entre modalização e argumentação, por um lado, e
entre essas duas categorias e o gênero artigo de opinião, por outro, propomos uma análise
do texto É uma vergonha!, de Boris Casoy. Buscamos, com esse estudo, observar as marcas
modalizadoras que preenchem o espaço argumentativo propiciado pelo gênero em questão.

LITERATURA E IDENTIDADE: João Gilberto Noll e Clarice Lispector


Alessandra Pajolla (UEM)
Sandro Adriano da Silva (UEM)
PALAVRAS-CHAVE: Literatura, João Gilberto Noll, Clarice Lispector.
Este artigo visa divulgar alguns pressupostos teóricos e análises que fundamentam
os projetos de pesquisa “Grupos de Estudos em Literatura Brasileira”/UNB; “Literatura de
Autoria Feminina”- LAFEB/UEM e “Literatura e Identidade”/UEM, aos quais autora e
autor vinculam-se, respectivamente. Literatura e identidade, construtos radicados
historicamente, configuram o elemento histórico-social em uma realização estética, tendo,
50
nas alteridades e socialidades que engendram, o conteúdo semiótico-discursivo dessa
realização. Neste artigo serão arroladas, subliminarmente, três tendências contemporâneas
de crítica literária: feminista, pós-colonialismo e estudos queer, no tratamento das relações
entre literatura e sujeito materialmente enraizadas na força configuradora da história e suas
projeções na literatura e nos estudos literários. Rastrear a produção e a recepção literárias
sob a perspectiva das relações identitárias e de gênero implica desconstruir a naturalização
ancorada na centralidade do sujeito masculino, ampliando as práticas interpretativas,
propondo estratégias de leitura que subvertam o binarismo masculino/feminino e sua visão
hierarquizada. Tais críticas compreendem um sujeito constituído no gênero, não apenas
pela diferença sexual, mas por códigos linguísticos e representações culturais, de classe,
raça; um sujeito engendrado e múltiplo, em vez de único, e contraditório, em vez de
simplesmente dividido. Tal posicionamento crítico substitui o padrão monolítico por um
enfoque dialógico, rompendo com essencialismos. O texto também estabelece
considerações sobre João Gilberto Noll e Clarice Lispector, cujas narrativas retratam a
fixação e reificação do espaço social e seus códigos particulares e arbitrários, que,
configurando um modo de vida cultural e histórico, são representações de uma realidade
concebida natural, universal, necessária, eterna, irreversível.

A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR


Alessandra Venancio Justino (Unipar)
Valdirene Aparecida Souza Nicola (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Pedagogia Hospitalar, Brinquedoteca Hospitalar, Atuação
Na sociedade atual, prática pedagógica tem ganhado cada vez mais espaço na sua
atuação, sendo que o Pedagogo, não atua mais em instituições escolares, mas também em
outros ambientes como hospitais. Assim sendo, este profissional precisa adaptar-se a esta
nova realidade e necessidade, através de uma formação continuada, bem como,
preparando-se para lidar também nesta nova área, ou seja, em dependências hospitalares
onde estará em contato com crianças e adolescentes internados, exercendo assim a
pedagogia hospitalar. Nesse novo contexto de atuação, o pedagogo poderá atuar em
brinquedotecas, que auxiliará tais internados a adaptar-se a este momento especial. Este
espaço se faz importante para a recuperação e estabilidade do paciente, visto ser um
ambiente de descontração e onde a criança usufrui de um espaço lúdico através de
recreação, favorecendo a sua recuperação. Objetiva-se aqui fazer uma revisão
bibliográfica sobre a atuação do Pedagogo na Brinquedoteca Hospitalar. Este artigo é a
primeira parte de um projeto que será desenvolvido pelos acadêmicos do 1º Ano de
Pedagogia – Campus Toledo – Universidade Paranaense, no decorrer do ano de 2009 e que
terá como intenção avaliar o conhecimento da população da região oeste do Paraná, sobre
os benefícios da Brinquedoteca Hospitalar em um hospital.

51
SENTIDO E SUJEITO ATRAVÉS DO DISCURSO JORNALÍSTICO: a
homogeneização das narrativas e a cristalização dos sentidos
Alessandro Alves da Silva (PICV/PRPPG/Unioeste)
Alexandre Sebastião Ferrari Soares (Unioeste - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Discurso, Mídia, Formação Discursiva.
Este texto integra o projeto de pesquisa intitulado “Memória e discurso religioso na
coluna sentimental”. Objetiva-se, neste breve artigo, a partir da concepção francesa de
Análise do Discurso (AD), apresentar uma análise das cartas de leitores publicadas em
2007 na coluna Espaço Sentimental pelo jornal Folha Universal, para observar como a
homogeneização das narrativas das cartas publicadas produz a cristalização de
determinados sentidos. Nessa coluna são publicadas cartas de leitores interessados em
namoros, casamentos ou em conhecer pessoas. As colunas dos jornais destinadas à
publicação das cartas dos leitores são espaços em que (em parte) é “permitida” a “fala”
destes leitores. Soma-se a isso o fato de que historicamente, foram sendo construídas no
imaginário do público leitor (de forma quase que geral), crenças de que o discurso
jornalístico se organiza a partir dos mitos de verdade, objetividade, neutralidade e
imparcialidade (MARIANI, 2005) e que a linguagem veiculada é, exclusivamente, um
instrumento de transmissão de informações.

A BRINQUEDOTECA HOSPITALAR E SUA FUNÇÃO NO HOSPITAL


Aline Cristina Eger de Melo (Unipar)
Dione Maria de Col Bomfim (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Brinquedoteca Hospitalar, Hospital, Inserção.
A Pedagogia Hospitalar não deve ser compreendida como uma sala de aula
dentro do hospital mas um ambiente que procura desenvolver o ensino-aprendizagem de
crianças e adolescentes que estão enfermos. Devido a essa pedagogia, cria-se nos hospitais,
Brinquedotecas. Um ambiente estimulante, com atividades lúdicas que propiciam
momentos de distração e aprendizagem ao mesmo tempo. Nela interagem tanto médicos,
enfermeiros (as) como também a família, que é de grande importância na recuperação da
criança e adolescente. A Brinquedoteca hospitalar serve como um reforço educacional para
a criança recuperar sua atividade escolar. Deste modo, o processo de socialização ocorre
por meio de interações entre pacientes e educadores da brinquedoteca. Por isso ela não é
apenas um lugar de lazer e de diversão, mas de reflexões sobre valeres e até mesmo da
própria existência. Esse âmbito educacional desenvolve a comunhão, a amizade, a
aprendizagem, o modo de se colocar no lugar do outro, a integração ao ensino, o processo
de superação de sua enfermidade. Enfim, a construção da humanização e politização das
relações. Logo, tem-se aqui o objetivo de uma revisão bibliográfica que aborde a
Brinquedoteca Hospitalar e sua inserção no Hospital. Este artigo é a primeira parte de um
projeto que será desenvolvido pelos acadêmicos do 1º Ano de Pedagogia – Campus Toledo
– Universidade Paranaense, no decorrer do ano de 2009 e que terá como intenção avaliar o
conhecimento da população da região oeste do Paraná, sobre os benefícios da
Brinquedoteca Hospitalar em um hospital.

52
GÊNERO DISCURSIVO MANGÁ: uma reflexão sobre sua recepção no Brasil
Amanda Bordin (Unioeste)
Rosana Becker Fernandes (Unioeste – Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Gênero discursivo; Condições de recepção; Mangá.
O presente trabalho vida problematizar a questão da recepção do gênero textual
mangá no Brasil, pautando-se nas concepções e conceitos de gênero discursivo propostas
por Bakhtin (1992) e Marcuschi (2006). Será realizada uma explicitação de sob quais
condições este gênero chega no Brasil. Historicamente, o mangá só chega ao Brasil em
dezembro do ano dois mil (2000), com os mangás “Dragon Ball” e “Cavaleiros do
Zodíaco” (no original Saint Seiya). Em decorrência das versões em animações terem sido
exibidas em televisão aberta, já eram títulos de grande prestígio. Também será abordada a
forma como o gênero textual mangá é avaliado pela sociedade brasileira,
fundamentando-se em Moliné (2004) que discute o tema em sua obra “O grande livro dos
mangás”. Com relação às condições de recepção atuais do mangá, abordaremos a questão
das modificações realizadas no suporte textual no momento da adaptação e quanto aos
meios de veiculação.

REFLEXÕES SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM OFICINAS DE


EXTENSÃO
Amanda Maria Elsner (Unioeste)
Greice da Silva Castela (Unioeste - Orientadora/ PG - UFRJ)
Elenita Conegero Pastor Manchope (Unioeste - Orientadora)
Ruth Ceccon Barreiros (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Leitura, Avaliação, Ensino.
O presente artigo tem o objetivo de relatar a experiência da oficina intitulada
“Avaliação da aprendizagem” a qual foi ministrada no projeto de extensão “Leitura em
ação: formando cidadãos”, que é desenvolvido pelo Centro de Educação, Comunicação e
Artes (CECA) na Unioeste, em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia
e Ensino Superior (SETI) junto a professores do município de Três Barras do Paraná – PR.
Essa oficina também faz parte do Projeto de Extensão: “Interação entre os processos de
leitura e formação de leitores”, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Unioeste, tendo
sido oferecida a acadêmicos e professores da área de Letras e Pedagogia em Cascavel. Esta
foi pensada partindo da premissa de que esta é uma das maiores preocupações da escola
atualmente. Neste sentido, o trabalho por nós desenvolvido nestas oficinas foi o de rever a
situação atual da avaliação na escola e seus problemas e discutir as quatro perguntas
fundamentais para uma boa avaliação da aprendizagem: quem avaliar? quando avaliar?
como avaliar? para que avaliar? Também refletimos sobre as três concepções de avaliação
da aprendizagem, propostas por Luckesi (2000), que predominam na prática docente na
realidade educacional brasileira: a abordagem objetivista, a abordagem subjetivista e a
abordagem histórico-crítica. Além disso, objetivamos promover o desenvolvimento de
uma disposição reflexiva sobre a finalidade da avaliação conforme estabelecem os PCNs
(1998) e os teóricos Leal, Albuquerque e Morais (2007).

53
“LIVRO DE RECEITAS” – O PASSO A PASSO NA CONSTRUÇÃO E
MANUTENÇÃO DO SUSPENSE NA OBRA JUVENIL DE MARCOS REY
Ana Cecilia Hildebrand Seyboth (Unioeste)
Clarice Lottermann (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Novela de detetive, Receita, Marcos Rey.
Apesar da divergência de opiniões sobre esse postulado, o romance policial ou
novela de detetive, subgrupos integrantes das histórias de narrativa trivial, segundo Flavio
Kothe (1994), seguem basicamente uma receita para a sua constituição e desenvolvimento,
ou seja, pressupõem a existência de uma técnica ou, pelo menos, a obediência a certas
normas para caracterizá-los como tal. A partir dessas afirmações e de análises feitas sobre
esse tipo de narrativa, seguindo, como ponto de partida, os estudos de Kothe (1994) e
Albuquerque (1979), considerando sua trivialidade, a repetição e superficialidade de tipos,
enredos e finais em nível de estrutura profunda e também o fato de terem sua estrutura
superficial repetitiva e restrita (KOTHE, 1994); avaliando as seis regras básicas, que,
segundo François Fosca, são aplicadas à criação e desenvolvimento de uma narrativa de
suspense (ALBUQUERQUE, 1979); e confrontando também as vinte regras postuladas
por S. S. Van Dine para se escrever um bom romance policial (ALBUQUERQUE, 1979), o
objetivo desse trabalho é analisar as obras juvenis do autor Marcos Rey (1925-1999), que
se dedicou, entre 1981 a 1999 à escrita dessa vertente de narrativa para jovens, com o
intuito de verificar o seguimento desse “passo a passo” e também a inovação na criação de
suas narrativas, buscando encontrar os meios utilizados pelo autor para a manutenção do
suspense em suas histórias.

COESÃO TEXTUAL: um olhar sobre o emprego dos artigos definidos e


indefinidos
Ana Cristina Garbato (Unioeste/Cascavel)
Rosana Becker (Unioeste/Cascavel - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Textualidade, Referenciação, Artigos.
Considerando que um texto não é um emaranhado de frases soltas, mas sim uma
unidade sóciocomunicativa, semântica e formal (Costa Val, 1991), este trabalho tem por
objetivo apresentar reflexões iniciais sobre o uso dos artigos definidos e indefinidos, como
elementos coesivos (Koch, 1989; Koch e Elias, 2006). Para tanto, será utilizado uma versão
da fábula Assembléia dos Ratos de Esopo, publicada pela Enciclopédia Mundo da Criança,
1992, buscando observar a produção de diferentes sentidos que esse elemento coesivo
causa dentro dos textos dependendo da forma que for utilizado. Parte-se do pressuposto de
que os artigos não são empregados aleatoriamente. Eles funcionam como elementos que
contribuem para o autor do texto atingir seus propósitos em relação ao leitor para o qual o
texto se destina, bem como seus sentidos estão relacionados ao gênero discursivo ao qual o
texto pertence. Apresentam-se, também, considerações sobre como é geralmente abordado
o ensino dos artigos na escola.

54
A CRIANÇA NA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR
Andressa Bezen (Acadêmica UNIPAR)
Bruna Heloísa Inocêncio (Acadêmica UNIPAR)
Noeli Pufal Schulz (Professora UNIPAR)
PALAVRAS-CHAVE: Criança, Brinquedoteca Hospitalar, Brinquedo.
Uma criança, quando hospitalizada, conhece durante o período de internação, a dor
de uma injeção, o soro na veia, a agressividade dos exames, e assim fica muitas vezes por
um longo período em companhia apenas de aparelhos sofisticados, o que a faz sofrer. Nesse
período de internamento, ela sofre um corte em sua experiência diária, fica triste e
deprimida, longe de sua casa, irmãos, escola, amigos, bichos de estimação e dos
brinquedos. Para estimular a fantasia destas crianças internadas, fazer renascer a alegria,
faz-se uso da brinquedoteca, um lugar repleto de brinquedos, histórias, músicas, desenhos,
teatros. Ali, em companhia dos profissionais pedagogos, relaciona-se com outras crianças,
envolve-se num mundo imaginário e ilusório fazendo-a esquecer do lugar onde está dos
exames e dos remédios. Através do brincar e das brincadeiras ela consegue dominar suas
angústias e seus impulsos relacionados à doença. Daí a importância da brinquedoteca num
hospital. Pretende-se aqui, apresentar uma revisão bibliográfica sobre a criança na
Brinquedoteca Hospitalar bem como a importância desta na vida da criança hospitalizada
visto que este artigo é a primeira parte de um projeto que será desenvolvido pelos
acadêmicos do 1º Ano de Pedagogia - Campus Toledo - Universidade Paranaense, no
decorrer do ano de 2009 e que terá como intenção avaliar o conhecimento da população da
região oeste do Paraná, sobre os benefícios da Brinquedoteca Hospitalar em um hospital.

O DISCURSO DE VEJA SOBRE EDUCAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR NO


BRASIL E AVALIAÇÃO DE QUALIDADE: DITOS E INTERDITOS
Andressa Guedes Kaminski Alves (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Ideologia, Imaginário, Educação;
Este artigo tem como proposta verificar, a partir de estudos da Análise do
Discurso de linha francesa, qual ideologia e que imaginário está sendo formado sobre a
avaliação da educação no Brasil e políticas públicas de inclusão no contexto do Ensino
Superior. Nessa perspectiva, pretende-se investigar qual formação discursiva, sujeitos
enunciatários, imaginário e ideologia estão sendo manifestados no corpus estudado,
considerando-se a Revista Veja como um dos veículos formadores de opinião.

FORMAÇÃO DO HOMEM BRASILEIRO: vida social, linguagem e negócios


Antônio Kaminski Alves (FVJ - Faculdade do Vale do Jaguaribe)
PALAVRAS-CHAVE: Cordialidade, Brasileira, Contrapontos.
A formação do povo brasileiro, a idéia das raças, de nação, e da inteligência
brasileira pode ser melhor compreendida a partir da leitura de obras que são verdadeiros
documentos sociológicos sobre o Brasil. Raízes do Brasil (1902) de Sérgio Buarque de
Holanda aborda sobre a forma como se manifesta o homem brasileiro na vida social, na
55
linguagem, nos negócios, tratando também sobre a religião e a exaltação dos valores
cordiais. A obra já foi muito lida e há alguns textos que dialogam sobre o posicionamento
do autor que merecem serem retomados pela condição de debate que propõem sobre o tema
da chamada cordialidade do povo brasileiro.

NIETSCHE, FELIPE FORTUNA, SÍSIFO E O ETERNO RETORNO


Antonio Rediver Guizzo
PALAVRAS-CHAVE: Nietzsche, Felipe Fortuna, Eterno Retorno.
A ontologia temporal de Heidegger abre duas questões relevantes: a existência
como projeção para o futuro e uma imagem da circularidade para o tempo (relação
futuro-passado). Nietzsche, apontando ao conceito de amor fati, acredita na eterna
repetição da mesma estrutura indefinidamente pelo tempo; Aquiles está condenado a
morrer na Guerra de Tróia eternamente, Sócrates está fadado a ser condenado à morte
infinitas vezes. Sísifo, o herói que substitui Prometeu na modernidade, é fadado a repetir o
mesmo trabalho in aeternum – rolar uma imensa pedra até o topo de uma montanha e,
quando quase lá, vê-la ser empurrada para baixo por uma força a qual não pode resistir.
Neste artigo, pretende-se estabelecer a relação entre a perspectiva do eterno retorno, as
contingências do mundo hodierno e o aspecto temporal cíclico da seção “Seres”, da obra
Estante (1997) de Felipe Fortuna.

PROFESSORES DE LÍNGUAS: produção de materiais e práticas sociais


Profa. Dra. Aparecida de Jesus Ferreira (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Formação de professores, Práticas sociais, Materiais de ensino.
Esta comunicação apresentará os resultados de reflexões sobre como 13 professores
de línguas (professores de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Língua Espanhola) se
veem passando do processo de consumidores de materiais de ensino de línguas a
produtores do seu próprio material de ensino. Estes 13 professores refletiram sobre a
produção de materiais de ensino e produziram materiais de ensino acerca de temas que
envolvessem práticas sociais, tais como cidadania, diversidade e relações étnico-raciais, no
contexto em que eles estavam exercendo sua práxis. A metodologia adotada para trazer os
resultados foi a análise dos relatos produzidos pelos professores. Durante o processo de
análise, as respostas dos professores foram categorizadas em temas. Os aportes teóricos
que embasaram a discussão e a análise dos dados foram: prática reflexiva (WALLACE,
1991; SCHÖN, 1983) e letramento crítico e práticas sociais (PENNYCOOK, 2001;
LANKASHEAR, 2001). Os resultados da análise dos dados apontaram para a necessidade
de propiciar aos professores de línguas momentos de reflexão acerca dos materiais de
ensino e de temas emergentes e que polemizem o cotidiano vivenciado pelos alunos e
professores. Concluo que a produção de materiais com temas emergentes e de cunho social,
além de trazer o esclarecimento para o professor acerca dos temas propostos, também faz
com que se torne mais motivado e interessado em ensinar línguas. Sendo assim, torna-se
necessário discutir questões de letramento crítico e práticas sociais nos cursos de formação

56
de professores, para que, assim, tais professores estejam preparados para abordar esses
temas em sala de aula.

LETRAMENTO: leituras
Aparecida Ellen dos Santos Cipriano (Unica - União de Ensino Superior de Cafelândia)
Marly de Fátima Tavares Biezus (Única - União de Ensino Superior de Cafelândia -
Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Letramento, Leitura, Ensino.
Pretende-se com esse trabalho frisar a importância de aprender a ler – não apenas de
decodifica, mas interpretar o mundo que nos cerca - e que esse aprender seja um processo
livre de concepções absolutas que a leitura não se torne um “hábito”, ou seja, algo que
precisa ser feito de determinada forma. Ressalta-se que é imprescindível que o professor
seja apaixonado por leitura (s) e seja transparente aos alunos. Que ler é um prazer, que o
livro é um amigo que, segundo Proust, na leitura, essa amizade é levada à pureza primitiva.
Na primeira parte, apresenta-se o conceito do termo letramento, que este artigo o sentido
restrito: a escrita e a leitura como prática social. Apresenta-se concepções leitura de acordo
com Maria Helena Martins a qual em seu livro, “O que é leitura? 2007) aborda três níveis de
leitura: sensorial, emocional e racional, em contrapartida analisa-s estratégias de leitura
baseando-se em Ângela B. Kleiman (2004) no capitulo 4 de seu livro “Oficina de Leitura”,
Estratégias Cognitivas e Estratégias Metacognitivas”. Finalmente é sugerido uma maneira
de trabalhar a leitura de forma coletiva envolvendo várias disciplinas que interagem no
conteúdo escolhido proporcionando ao aluno informações diversas para a (re) construção
de significados no desenvolvimento social do conhecimento.

A RELAÇÃO DO PILOTO ANÔNIMO EM PORTUGUÊS E EM ITALIANO:


notas sobre a tradução
Benilde Socreppa Schultz (Unioeste/Cascavel)
PALAVRAS-CHAVE: Tradução, Língua italiana, Literatura de viagem.
A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada a certidão de nascimento do Brasil
e permaneceu na Torre do Tombo, ignorada praticamente de todos, até o ano de 1773. Na
mesma armada de Cabral, viajaram outras duas pessoas que também deixaram suas
impressões sobre a terra descoberta: a carta do Mestre João Farias e a Relação do Piloto
Anônimo. Essa última foi traduzida e publicada na língua italiana, por Fracanzano
Montaboddo, já em 1507 e em 1550 novamente por Ramusio, na obra Navigationi et
viaggi, em três volumes. Para essa comunicação, faremos uma discussão entre a Relação
do Piloto Anônimo e a tradução da mesma na língua italiana apresentada na obra de
Ramusio. Verificaremos a presença da utilização do conceito de equivalência ou tradução
literal, e da criação de neologismos, sobretudo das estratégias de nomeação de objetos
inexistentes no universo lexical italiano. Nessa linha de pensamento, afirma Assunção Jr.
(1986): “a tradução consiste na aquisição de forma léxica ou locução estrangeira, através
da substituição, por forma léxica vernácula, de significação equivalente criada para esse
fim”. Considerando que a equivalência é um conceito irrenunciável na tradução, Morini

57
(2007) acrescenta que a “tradução literal é determinada do contexto histórico-social e
ideológico e da percepção pessoal do estudioso e/ou do tradutor”.

REGIONALISMO BRASILEIRO: uma introdução


Bruna Bechlin (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Reg. sem Tensão Crítica, Reg. de Tensão Social, Reg. de
Tensão Psicológica.
Esta comunicação tem como objetivo introduzir o assunto abordado em um estudo
já iniciado sobre o Romance Regionalista. Baseado em estudos de Afrânio Coutinho,
Alfredo Bosi e outros teóricos respeitados na comunidade acadêmica, esta apresentação
sugere a divisão do Regionalismo Brasileiro em três etapas. A primeira tendo início no
Romantismo, com um Regionalismo sem Tensão Crítica, passando pelo Neorealismo, já
no século XX, dando ao Regionalismo um teor Social e então chegando à modernidade um
Regionalismo de Tensão Psicológica. Não prima à análise de obras literárias, oportunidade
que será aproveitada futuramente, antes prioriza a abordagem do Regionalismo sob estas
três “épocas” similares e, paradoxalmente, muito distintas.

RELATOS DE VIAGEM DO INTERCÂMBIO DO BRASIL COM O PARAGUAI


Bruna Otani Ribeiro (Unioeste/bolsista PROEX)
Greice da Silva Castela (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Intercâmbio, Espanhol, Cultura.
O presente trabalho tem como objetivo comentar relatos de viagem de
acadêmicos do curso de Letras (Português-Espanhol) que participaram do projeto de
extensão “Intercâmbio Lingüístico entre Brasil, Argentina e Paraguai” desenvolvido na
Unioeste em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Cascavel. Dessa
maneira, revelam-se a desconstrução de estereótipos, a aprendizagem de vocabulário e da
cultura dos países da tríplice fronteira, a interação e a troca de experiências acadêmicas de
caráter científico-cultural.

LINK DA COMUNICAÇÃO: PERSPECTIVAS INOVADORAS PARA O


ENSINO
Camila Alves (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
Diana Milena Heck (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Livro didático, Metodologia de ensino, Gêneros textuais.
Este estudo apresenta uma análise do capítulo “Como vai seu humor?” retirado da
coleção de livros didáticos Link da Comunicação (ano) voltado para a 7ª série de autoria de
Carla Yared, Thaís Barbosa e Maris Leite. A escolha pelo material deveu-se ao caráter
inovador com que ele se apresenta ao seu público alvo, adolescente de 12 a 13 anos.
Pode-se dizer que a coleção procura inovar na sua forma de apresentação (diagramação) e

58
no aspecto metodológico de aplicação das atividades, sejam elas voltadas para a reflexão
sobre o uso da língua ou sobre a prática de leitura e atividade de interpretação. Para este
momento, a análise irá se deter sobre a diversidade de gêneros discursivos a que o aluno é
exposto num mesmo capítulo temático, ressaltando-se, sobretudo, o encaminhamento de
trabalho com os textos pensados pelas autoras que visam propiciar ao aluno reflexões sobre
o discurso humorístico em seus diferentes suportes de apresentação.

A MAIOR FLOR DO MUNDO, DE SARAMAGO: uma experiência de trabalho


com uma turma de segunda série do Ensino Fundamental do Município de
Cascavel
Camylla Galante (Unioeste /Cascavel)
Rosana Becker (Unioeste/Cascavel – Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Linguagem não-verbal, Leitura, Produção textual.
Durante o Estágio Supervisionado realizado no Ensino Fundamental, trabalhamos
dois dos conteúdos propostos para as segundas séries no Currículo Básico de Cascavel:
leitura e interpretação de textos verbais e não-verbais e produção textual. Tomando como
base o livro O que é leitura?, de Maria Helena Martins e o artigo Unidades Básicas do
Ensino de Português, de João Wanderley Geraldi, nos propomos a trabalhar com as
crianças o livro de José Saramago A Maior Flor do Mundo e a animação homônima do
espanhol Juan Pablo Etcheverry, que é uma tradução do livro do escritor lusitano.
Traduções fílmicas nunca são completamente iguais à obra que lhe serviu de referência, por
mais “fiel” que possam parecer, e as diferenças existentes entre uma obra e outra foram
apontadas e compreendidas pelos alunos que as compararam. Durante a leitura do livro de
Saramago, surgiram dúvidas linguísticas, ora quanto ao vocabulário, ora quanto à sintaxe,
por conta do estranhamento do português de Portugal, com o qual as crianças não estavam
acostumadas. Não ocorreram, porém, dúvidas quanto à interpretação da história trazida
pelo livro e pela animação. O presente artigo visa apresentar/demonstrar que é possível o
uso de ferramentas pouco usuais no ensino de Língua Portuguesa, como as utilizadas nesta
experiência, que são normalmente julgadas como “difíceis” para as séries iniciais.

DA COMPAIXÃO À CRUELDADE: um estudo do Ensaio sobre a cegueira


Caroline Arenhart De Bastiani
Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Saramago, Antropologia da Arte, Situações Limites.
O romance “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, narra um
acontecimento inusitado e apavorante: uma sociedade indeterminada é atingida por um
surto de cegueira branca. Sem conseguir encontrar explicações e soluções para o problema
que se alastra rapidamente, as autoridades ordenam que todos os cegos ou possíveis
contaminados sejam enviados a um antigo e desocupado hospício para que fiquem de
quarentena. A partir deste ponto, Saramago coloca o leitor perante situações de
desumanidade, crueldade e abandono, mas também de compaixão e solidariedade. Esta
comunicação se focará especificamente nessas situações, mostrando-as como

59
situações-limites impostas pelo significado da quarentena e pelas conseqüências que ela
acarretou para as personagens do romance, apontando situações em que o indivíduo age de
forma brutal e desumana, enquanto em outros momentos age com solidariedade. Este
estudo se baseia no fato de que, devido ao romance ser contemporâneo e de um autor
português, quase não há trabalhos voltados para a essa temática que, acredita-se, ser de
fundamental importância para que se possa entender as relações dos indivíduos com as
instituições detentoras de poder e autoridade.

ORIGENS E SIGNIFICAÇÕES DAS EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS


DA LÍNGUA PORTUGUESA FALADA NO BRASIL
Cassiano Ricardo Galli (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Etimologia, Expressões idiomáticas, Origens.
Sendo a Etimologia o estudo da composição dos vocábulos e das regras de sua
evolução histórica, tenho por finalidade investigar as origens de algumas expressões
idiomáticas pertencentes à Língua Portuguesa, para resgatar alguns aspectos históricos
referentes à mesma. Primeiramente, buscarei investigar em que contexto essas expressões
são ditas, e, logo em seguida, sua origem e significação. Estudar a etimologia da origem de
algumas expressões idiomáticas da Língua Portuguesa, dentro do ambiente acadêmico é
demonstrar que, na maioria das vezes, há uma explicação para o surgimento e a evolução
das expressões, por mais antigas que sejam. Para constituir o corpus deste trabalho,
realizou-se uma pesquisa com acadêmicos e professores do Curso de Letras da Unioeste
campus de Foz do Iguaçu. Esta pesquisa está fundamentada na hipótese de que de cada dez
expressões idiomáticas apresentadas, os sujeitos investigados parecem ter dificuldades de
contextualizar e de atribuir sentido a pelo menos três. Através deste estudo, pretende-se
elaborar um material teórico (baseado em pesquisas já existentes de Etimologia) que
disponibilize, aos acadêmicos, informações adicionais para o estudo de novas expressões
idiomáticas, da própria Etimologia e de domínios disciplinares afins. A Etimologia
apresenta-se como uma disciplina de grande interesse para qualquer comunidade
linguística. É necessário, no entanto, que ela seja revitaliza e se torne mais conhecida entre
os falantes da Língua Portuguesa. Através da consolidação de diferentes estudos
etimológicos, a população pode resgatar um pouco de sua história e de sua cultura.

A CRIANÇA E SUA RELAÇÃO COM A BRINQUEDOTECA HOSPITALAR

Cátia dos Santos Rodrigues Morgenstern (Unipar)


Vanessa Mafort (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Pedagogia Hospitalar, Brinquedoteca Hospitalar, Criança
Abordar o tema Brinquedoteca Hospitalar, faz com que se tenha que destacar a
vivência das crianças internadas. Neste ambiente, é preciso abordar a importância do
pedagogo que contribui para o desenvolvimento da criança em relação ao
ensino-aprendizagem. Da mesma forma que a brinquedoteca torna-se fundamental como
60
ambiente apropriado para que haja interação entre a criança e o meio e, com isso, uma boa
recuperação. Tem-se aqui, o objetivo apresentar uma revisão bibliográfica sobre a criança
na brinquedoteca hospitalar, bem como o papel do pedagogo nessa área. Este artigo é a
primeira parte de um projeto que será desenvolvido pelos acadêmicos do 1º Ano de
Pedagogia – Campus Toledo – Universidade Paranaense, no decorrer do ano de 2009 e que
terá como intenção avaliar o conhecimento da população da região oeste do Paraná, sobre
os benefícios da Brinquedoteca Hospitalar em um hospital.

UMA REFLEXÃO SOBRE O ETHOS EM PUBLICIDADES REFERENTES AO


PNLD 2010
Cínthia Morelli Rosa (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Publicidade, Livro didático, PNLD 2010.
O presente artigo tem por objeto de estudo duas publicidades retiradas da revista
Nova Escola, edição de maio de 2009, nº222, pertencente à editora Abril; as publicidades
são referentes à divulgação de livros didáticos, tendo em vista a mobilização das empresas
editoras em torno do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2010. Por meio das
análises, pretendemos demonstrar como as duas empresas selecionadas buscam persuadir
seus interlocutores a adotarem a coleção por elas divulgadas. Nesse sentido, a reflexão
pretende analisar como ocorre a organização dos discursos selecionados em torno da
construção da imagem positiva que ambas constroem de si a fim de tornarem-se atraentes
ao seu público alvo, no caso, professores da rede pública de ensino. O trabalho toma como
fundamentação teórica o conceito de ethos, na perspectiva discursiva de Maingueneau
(2005; 2008) e a mobilização de alguns conceitos da análise de discurso de linha francesa.

A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A PARTIR DO MATERIAL


DIDÁTICO:
uma denúncia sobre o seu caráter reducionista
Clariane Leila Dallazen (Unioeste)
Maria Juliana Mazur (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Material didático; Educação de jovens e adultos, Discurso.
Este estudo apresenta uma análise das atividades referentes ao Caderno 2, Unidade
1, do material didático utilizado para a Educação de Jovens e Adultos produzido pela
Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Para este momento, analisaremos o texto
“Seu dotô me conhece?” e as respectivas atividades cuja temática se refere ao tema da
variação lingüística. Por meio da análise, sob a perspectiva da prática discursiva
bakhtiniana e da teoria interacionista, buscaremos demonstrar o quão restritivo e limitador
o referido material se apresenta tanto no que se refere ao seu conteúdo teórico quanto à
prática de formação de alunos críticos e reflexivos.

61
ALGUNS ASPECTOS DA FORTUNA CRÍTICA DE OS SINOS DA AGONIA, DE
AUTRAN DOURADO
Claudinei Francisco Pioner (PIBIC - Unioeste).
Profa. Dra. Izabel Cristina Souza Gimenez (Unioeste/Mal. Cândido Rondon -
Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Fortuna crítica, Os sinos da agonia, Autran Dourado.
Os sinos da agonia é uma obra de Autran Dourado, escritor mineiro nascido em
Patos de Minas. O romance ambienta-se em Ouro Preto, na segunda metade do século
XVIII. Este trabalho tem o objetivo de apresentar alguns aspectos da fortuna crítica do
romance citado, verificando os comentários e análises que determinados críticos fizeram
da obra, assim como o que o próprio autor tem a dizer sobre o livro. Para tanto, foram
pesquisados, entre outros, autores como Ângela Senra, Maria Lúcia Lepecki e Autran
Dourado. Destaca-se que é o resultado da primeira parte de uma pesquisa, realizada por
meio do PIBIC, cujo objetivo principal é verificar a representação do contexto histórico das
Minas Gerais no período em que se insere a obra. É, portanto, uma pesquisa em andamento.

REPRESENTAÇÕES MASCULINAS EM OBRAS DE LYGIA BOJUNGA


Cris Marilda Fites (PIC/V)
Clarice Lottermann (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Literatura infanto-juvenil, Lygia Bojunga, masculino.
Este trabalho apresenta uma leitura das obras: Seis Vezes Lucas, A Cama, Retratos
de Carolina, Aula de Inglês e Sapato de salto, de Lygia Bojunga, tendo como objeto de
estudo as imagens masculinas presentes nestas obras. A análise incide sobre as várias
personagens masculinas e sua relação com as personagens femininas, sobretudo a relação
entre pais e filhos/filhas. Para tanto, buscou-se referências teórico-críticas nos estudos de
gênero e na área da Literatura Infanto-juvenil uma vez que as obras dirigem-se,
prioritariamente, a leitores jovens (crianças e adolescentes). Nas obras analisadas, a
presença de pais, amigos, filhos, maridos, sedutores, estupradores, assassinos, professores,
artistas, ou seja, de todo um universo masculino com as quais as personagens femininas se
relacionam no ambiente familiar, do trabalho, da rua, das festas, ou seja, da vida, aponta
para a importância de se fazer um estudo desta perspectiva.

NARRATIVA E INTERTEXTUALIDADE EM O SONHO DE ELECTRA


Daniela Viviane Lusa – (Unioeste)
Antonio Donizeti da Cruz (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Mito de Electra, O sonho de Electra, Intertextualidade.
Este estudo sobre a obra O sonho de Electra, da autora inglesa Bidisha
Bandyopadhyay, trata-se de uma leitura do romance no qual será analisada a
intertextualidade com o mito de Electra. Para tanto, considerar-se-á estudos de autores
como Carlinda Pate Nuñez (2000) e Laurent Jenny (1979), bem como o mito de Electra,
apresentado na tragédia Electra, escrita pelo tragediógrafo grego Sófocles.
62
EL ESPAÑOL COLOQUIAL EN SHREK I
Dari José Klein (Unioeste/Toledo)
PALAVRAS-CHAVE: Lenguaje coloquial, Shrek I, Películas.
El estudio y actividad se proponen a abordar las expresiones del lenguaje coloquial
en el aula de español como constituyente del currículo; y, para su consecución, plantea una
propuesta metodológica por medio de un ejercicio práctico con expresiones del lenguaje
coloquial, presentes en el guión de la película Shrek I (2001), de Dream Works, película
basada en un libro de William Steig (1990). La propuesta se insiere en la perspectiva de
utilización de material multimedios - en el caso, películas en español provenientes de
varios países – y utilizarlas como material pedagógico u objeto de aprendizaje en el
desarrollo comunicativo de ese idioma, pero en la condición de que se presente y ejecute
una actividad escrita, un ejercicio material formal de comprensión, análisis e interpretación
que aborden aspectos argumentativos y lingüísticos como secuencia de la actividad.

ANÁLISE SÓCIO-LINGUÍSTICA E CULTURAL DE PROVÉRBIOS EM


LATIM
Diego Engelmann (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Latim, Provérbios, Análise;
É amplamente conhecida a importância da língua latina, como língua-mãe das
línguas românicas e, no nosso caso, da língua portuguesa. Se, de um lado, como veículo de
comunicação, o latim clássico é considerado língua morta, de outro deve ser visto como
língua bem viva, levando-se em conta que as línguas românicas não são nada menos que um
latim modificado ao longo dos séculos. Ao lado desta realidade, há ainda um número
bastante expressivo de provérbios, geralmente de fundo moral e de expressões de cunho
linguístico e sócio-cultural usado numa forma petrificada ou fossilizada de latim. Se a
forma pouco mudou ao longo dos séculos, o que mudou, geralmente, é o seu aspecto
sócio-cultural. Mesmo com forma e carga semântica herdadas ainda do latim clássico, sua
adaptação à sociedade foi modificada e adequada conforme nossa realidade. Dessa
maneira estes brocardos são amplamente utilizados, nem sempre na forma com o
significado correto, nas ciências jurídicas. O levantamento e análise destes provérbios se
justifica, então, já que a adequada utilização, de acordo com a correta significação, é
imprescindível, bem como o estudo de seus aspectos lingüísticos e sócio-históricos são
muito característicos.

A NOVA MÔNICA
Douglas Corrêa da Rosa (Unioeste)
Verônica de Jesus de Lima Ávila (Unioeste)
Rosana Becker (Unioeste – Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Textualidade, Coerência, Tirinha;
O presente trabalho tem por objetivo analisar, sob a perspectiva da Linguística do
texto e do discurso os fatores de textualidade, coerência, intertextualidade, conhecimento
63
superestrutural e intencionalidade que contribuem para a construção dos sentidos em uma
tirinha da turma da Mônica, do autor Mauricio de Sousa. Através destes elementos
percebe-se os intentos do autor: primeiramente o riso e, por conseguinte, desconstruir a
imagem que o leitor possui da personagem Mônica. Este estudo expõe o quão precioso,
complexo pode ser um texto do gênero tirinha que, neste caso, é destinado ao público
infantil e contem apenas duas falas. A fundamentação das análises será baseada em
Koch(1989), Koch e Elias (2006) e Costa Val (1991). A análise será de base
qualitativa-interpretativa.

AS MARCAS DE VANGUARDAS NO POEMA RAMÓN COLLAR


Elaine Maria Gracioli Rodrigues
PALAVRAS-CHAVE: Poesia Hispanoamericana, Vanguardas Literárias, César
Vallejo.
O movimento de vanguarda surge na Europa, mais precisamente na França nas
primeiras décadas do século XX. Este movimento inovador ocorre nas diversas formas de
manifestações artísticas como: a arte, a pintura, a escultura, música e a literatura, foi um
manifesto revolucionário que rompeu com as formas consideradas “tradicionais”. A
literatura do século XX reflete toda a problemática do homem moderno, que se vê
envolvido por um turbilhão de acontecimentos entre os quais se destacam os avanços
tecnológicos e científicos, em contraponto ao caos provocado por tiranias políticas de
governos autoritários, resultando em miséria e a injustiça social, vivenciada por
campesinos e trabalhadores urbanos. Para muitos poetas toda esta situação conturbada
serviu de inspiração para suas criações poéticas, em que se reflete a problemática social
sentida e observada por eles. O poeta peruano César Vallejo consegue captar esta
atmosfera que lhe rodeia e a expressa através de uma poesia com fortes marcas das
vanguardas, em que foge às formas métricas estabelecidas e produz poesia em formas
bastante livres como é o caso do poema VIII; Ramón Collar, do livro Aparta de mí este
cáliz, em que está escrito em forma de carta. Essas marcas Vanguardistas se observam na
forma inusitada do poema e na linguagem empregada, com expressões idiomáticas, pouco
comuns em poesias. Esse poema, embora revestido de muita ternura na descrição da
ausência de Ramón Collar de sua família e amigos, traz o drama de um miliciano que
deixou o campo e foi lutar na Guerra Civil Espanhola.

A REPRESENTAÇÃO DISCURSIVA DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA


REVISTA NOVA ESCOLA
Eliana Cristina Pereira Santos (Unioeste)
João Carlos Cattelan (Unioeste - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Discurso, Imagem, Professor.
A imagem interpretada como discurso revela a eficácia do homem em expressar,
comunicar e informar por meio dos signos. Nas capas das revistas, as imagens
transformam-se no lugar das relações sociais e produzem uma realidade. Portanto, elas são
mensageiras de verdades em forma de enunciados, disseminando assim um determinado

64
discurso. Neste trabalho tem-se como objetivo esboçar uma leitura e análise da imagem de
professor apresentada na revista Nova Escola, enquanto signo, vista a luz da teoria
peirceana. Salvo, contudo, que uma capa é fundamentalmente imagens e palavras
traduzidas em discursos, além da imagem de professor será considerado o enunciado:
“Como alfabetizo todos os meus alunos na 1ª série”; discursos de verdades determinantes
de comportamento social. Para fundamentar tal análise, busca-se embasamento teórico nos
estudos de Santaella(2002); Foucault(1990); Orlandi( 2005)e Maingueneau (1989).

GRETCHEN E MARGARIDA: a desgraça à luz do amor


Elisângela Redel (Unioeste)
Prof. Dr. Stéfano Paschoal (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Literatura Comparada, Gretchen, Margarida.
Este trabalho discute a trajetória de Gretchen, da obra Fausto. Primeira Parte, de
Johann Wolfgang von Goethe, e de Margarida, da obra O Seminarista, de Bernardo
Guimarães. Não obstante as diferenças cronológicas e culturais que as abrigam, elas têm
em comum a abordagem de um tema universalmente discutido: o amor. A comparação
entre suas personagens faz-se possível mais ainda pela forma de abordagem do amor: para
elas, ele se revela como elemento causador de destruição, é o elemento de perdição que, a
cada momento alimentado, consome e destrói suas vítimas.

TOPONÍMIA E MEMÓRIA SOCIAL: um estudo sobre Terra Roxa-PR


Elizeth Pereira da Silva (Unioeste)
Alessandro Alves da Silva (Unioeste)
Márcia Sipavicius Seide (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Toponímia, Terra Roxa, Memória Social.
Objetiva-se apresentar algumas pesquisas feitas através de uma linha documental
acerca do Litotopônimo “Terra Roxa” para observar, dentre outras coisas, de que formas a
memória social se materializa no ato de denominar, isto é, dar nome a algo. O suporte de
análise é linguístico e extralinguístico, o que quer dizer que leva em consideração tanto o
linguístico quanto o social, e se vale, principalmente, da Toponímia, ciência linguística que
tem por objetivo investigar o léxico toponímico considerando-o como sendo expressão
linguístico-social que reflete aspectos culturais, históricos e ideológicos de núcleos
humanos existentes ou preexistentes e que estuda as motivações dos nomes próprios de
lugares.

65
ASPECTOS DA REFERENCIAÇÃO EM ENTREVISTAS PUBLICADAS PELA
REVISTA CULT
Eviliane Bernardi (PIBIC/Unioeste/PRPPG – Unioeste)
Aparecida Feola Sella (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Referenciação, Objetos-de-discurso, Revista Cult.
Para a realização desta pesquisa, partimos do pressuposto de que a referenciação
representa uma atividade discursiva, perspectiva essa defendida por autores como Koch
(2002), Marcuschi (2002), Mondada & Dubois (2003), cujas pesquisas estão inseridas em
uma concepção sociocognitiva e interacional da linguagem. Nessa vertente, a atividade de
referenciação consiste na construção e na reconstrução de objetos de discurso. Nesse
sentido, as expressões referenciais contribuem para elaborar o sentido, indicando pontos de
vista, assinalando direções argumentativas, além de atuarem na progressão e na coesão
textual. Dessa forma, pretende-se, com o presente trabalho, realizar uma análise inicial de
como os elementos referenciais podem auxiliar na construção da argumentação. Para isso,
escolheram-se como corpus de pesquisa entrevistas da Revista Cult, com o objetivo de
verificar a ocorrência de elementos referenciais presentes na superfície textual e como
esses elementos contribuem para a construção de sentidos e para a coesão textual.
Inicialmente, a pesquisa prevê a identificação dos elementos referenciais, passando-se, em
seguida, à análise do teor argumentativo garantido pela seleção dos objetos-de-discurso no
corpus selecionado. Espera-se, com esta pesquisa, demonstrar o processo de referenciação
ocorre primordialmente no interior do discurso, e que o locutor realiza determinadas
escolhas lexicais em função de um querer-dizer, o que garante um teor argumentativo.

O LÉXICO SEMÂNTICO-PRAGMÁTICO DO ENTRETENIMENTO


INFANTIL: em atividades recreativas
Evelin K. Schmidt (PICV/PRPPG - Unioeste)
Clarice Nadir von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Neologismo, Léxico, Entretenimento infantil.
Apresenta-se um estudo sobre o léxico do entretenimento infantil com base em
informação do campo semântico-pragmático. Tratar-se-á da investigação de itens lexicais
do português-alemão e a utilização deste, em brincadeiras, no contexto escolar e familiar,
por crianças na faixa etária de 10 a 11 anos de idade, na Escola Estadual Vinícius de Morais
– Ensino Fundamental, de Alto Santa Fé, Distrito de Nova Santa Rosa, Paraná.
Abordar-se-á estudos sobre as unidades lexicais de natureza sociolingüística que
motivaram e, ou motivam o surgimento de neologismos do falar regional desta pequena
comunidade de base rural, observando os elementos extralinguísticos culturais, históricos
e étnicos, através da coleta de narrativas orais dos alunos e pais.

66
A ILUSTRAÇÃO NA OBRA “CHAPEUZINHO AMARELO” DE CHICO
BUARQUE.
Evelyn Werner (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Ilustração, Narrativa infantil, Chapeuzinho Amarelo.
O objetivo do presente trabalho é refletir sobre o papel da imagem presente nas
obras literárias endereçadas ao público infantil, que além de ser essencial para as crianças
antes da aprendizagem da leitura da palavra, prepara o leitor para a leitura de textos de
natureza diversa. Para tanto se enfatizará o valor da imagem, o papel que ela exerce dentro
de uma obra destinada a crianças e, a partir disso, será apresentada uma análise comparativa
da ilustração feita por Ziraldo e da feita por André Letria na obra “Chapeuzinho Amarelo”
de Chico Buarque.

ENCAMINHAMENTOS DIDÁTICOS ADOTADOS PARA O TRABALHO COM


A DISCIPLINA LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL DO CURSO DE LETRAS
Fernanda Lünkes (Unioeste – Cascavel)
Rosana Becker (Unioeste/Cascavel - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Escrita acadêmica; Plano de ensino; Gêneros discursivos.
A presente comunicação objetiva relatar reflexivamente sobre o trabalho que tem
sido desenvolvido com a disciplina Leitura e Produção Textual do primeiro ano do Curso
de Letras da Unioeste – campus Cascavel. Implantada a partir de 2003, quando da
reformulação do Projeto Político Pedagógico do Curso, a disciplina tem como foco
principal o desenvolvimento de práticas de leitura e escrita de gêneros discursivos da esfera
acadêmica, a saber: resumos, resenhas e artigos científicos. Nesta apresentação, serão
objeto de análise: a) ementa; b) objetivos propostos; c) seleção e organização do conteúdo
programático; d) metodologia e concepção de avaliação. Especificamente, serão relatados
alguns procedimentos didáticos norteadores do trabalho desenvolvido com o gênero
discursivo resumo escolar acadêmico durante o primeiro trimestre letivo de 2009.

A METALINGUAGEM NA OBRA RETRATOS DE CAROLINA DE LYGIA


BOJUNGA.
Gisela Johann Recalcatti (PIC/V - Unioeste)
Clarice Lottermann (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Metalinguagem, Retratos de Carolina, Literatura.
A metalinguagem vem ganhando espaço e invadiu também a literatura
infanto-juvenil e de uma maneira muito pertinente, indo além da dicotomia ficção versus
realidade e se aprofundando também no rompimento das convenções a respeito da autoria,
pois quando há um narrador-autor, dentro do texto literário, surge nos leitores a expectativa
de que esse narrador existe e então, a ficção pode parecer realidade. Revolucionariamente,
nesse ponto, o leitor precisa ter uma aceitabilidade, em relação ao texto que está lendo, que
provocaria uma postura altamente interpretativa. É nessa área metaficcional que Lygia
Bojunga, em suas obras mais recentes como Retratos de Carolina, tem inserido seus textos
67
literários. Em sua construção literária, a Escritora citada está preocupada com o aspecto
estético, o que implica na manipulação da matéria literária. Desta forma esse estudo
pretende analisar aspetos que da metalinguagem _ a intertextualidade, a recepção do leitor,
a linguagem falando de si própria e a escrita falando do ato da escrita- a partir da obra
Retratos de Carolina de Lygia Bojunga.

A INTERTEXTUALIDADE NAS OBRAS DE MONTEIRO LOBATO


Gleika Schlindvein Back (Unioeste)
Luana Aguiar da Silva (Unioeste)
Clarice Lottermann (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Literatura infantil, Monteiro Lobato, Intertextualidade.
O presente trabalho visa analisar a intertextualidade nas obras infantis O Picapau
Amarelo e o Minotauro de Monteiro Lobato. Nelas, Lobato recupera os personagens dos
contos de fadas europeus, figuras da mitologia greco-romana e personagens dos contos
orientais d’As mil e uma noites, fazendo com que tais personagens dialoguem com os
heróis do sítio, num universo onde realidade e fantasia coexistem, se alteram e se
confundem. Para realização desse trabalho busca-se o embasamento teórico em autores
como: Koch, Travaglia e Dominique Maingueneau, especialmente em relação à definição
de intertextualidade.

FUNÇÕES DO OPERADOR ARGUMENTATIVO E EM CRÔNICAS DE


ARNALDO JABOR
Graziele Boff (Mestrado – Unioeste)
Profa. Dra. Aparecida Feola Sella (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Argumentatividade; Operador argumentativo; Conjunção “e”.
Este trabalho tem por proposta analisar o uso do operador argumentativo e no
interior de textos opinativos. Pretende-se verificar quais funções esse operador exerce na
construção de encaminhamentos argumentativos. O corpus que compõe esta pesquisa
compreende 34 textos de teor opinativo, de autoria de Arnaldo Jabor, extraído da obra
Pornopolítica: paixões e taras da vida brasileira. Para a análise, tomamos por base Ducrot
(1989), para quem a marca da relação argumentativa encontra-se na própria estrutura
semântica, uma vez que considera o argumento a partir de diretivas que levam a uma
determinada conclusão. Esse processo seria realizado por meio de morfemas que servem
para levar os argumentos a terem uma relação de menor ou maior força para uma
determinada conclusão. A análise toma os vários perfis do e, partindo do pressuposto do
que Koch (1987) denomina da busca pela adesão do outro. Para a autora, há na língua
mecanismos que podem ser usados na estruturação do texto para direcionar a
argumentação. Sendo assim, as funções assumidas por um elemento do porte do e auxiliam
na tarefa de provocar diferentes efeitos de sentido, os quais são variáveis justamente pelo
aspecto de aparente neutralidade desse conector. Espera-se, com esta pesquisa, contribuir
para o entendimento das funções que os conectores assumem principalmente na orientação
argumentativa no interior de textos opinativos.

68
DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL: a aprendizagem de inglês na escola
pública
Profa. Ms. Isis Ribeiro (Unioeste/Foz do Iguaçu)
PALAVRAS-CHAVE: Gêneros discursivos, DCE, Ensino de inglês.
As abordagens e métodos de ensino de língua estrangeira, ao longo da história,
estiveram baseados em diferentes pressupostos teóricos acerca da natureza da
língua/linguagem, os quais motivaram diferentes estratégias didáticas e a prática de
diversos professores. Atualmente, diversas pesquisas em lingüística aplicada acerca do
ensino de línguas são orientadas pela concepção de língua enquanto prática social, ou seja,
considerando que a linguagem não é neutra, e sim uma construção histórica e cultural,
dotada de sentido e ideologia, pois é através da língua que diferentes discursos se realizam
(BAKHTIN, 1997; CRISTOVÃO, 2001; MARCUSCHI, 2002; MOITA LOPES, 1996;
PAIVA, 2005). Neste sentido “a língua estrangeira apresenta-se como espaço para ampliar
o contato com outras formas de conhecer, com outros procedimentos interpretativos de
construção da realidade” (PARANÁ, 2008 p. 53). As Diretrizes Curriculares do Estado do
Paraná (DCE) para o ensino de língua estrangeira foram elaboradas a partir desta
concepção de língua, que contempla os diferentes discursos e as relações sociais neles
manifestas. Assim, o conteúdo estruturante escolhido para atender a perspectiva de que a
língua é um “espaço de construção de sentidos” foi o Discurso como prática social,
concretizado em diferentes gêneros que circulam em uma variedade de espaços
discursivos. O objetivo desta comunicação é apresentar exemplos práticos de atividades
em que a proposta da DCE vem sendo implantada no ensino de inglês em turmas de 5ª e 6ª
séries em um colégio estadual de Foz do Iguaçu.

REPRESENTAÇÃO DE GÊNERO EM LIVROS DIDÁTICOS E NAS


HISTÓRIAS DAS CRIANÇAS
Prof. Ms. Ivone Maria Battistela (SEED/PR)
PALAVRAS-CHAVE: Livro didático, identidade, gênero.
Levando em consideração de que a criança constrói sua identidade através de sua
interação com as diferentes práticas sociais que estão disponíveis a ela, e de que a
linguagem visual e a linguagem escrita presentes nos livros didáticos é um meio que
disponibiliza tais práticas, este trabalho tem o intuito de apresentar uma análise sobre a
representação de gênero feminino (meninas e mulheres) e masculino (meninos e homens)
em livros didáticos, e a influência dessa representação nas histórias escritas por crianças. O
material analisado foi uma coleção de quatro livros das quatro primeiras séries do ensino
fundamental, e onze textos produzidos por crianças entre 8 e 10 anos. A metodologia
adotada para a análise foi qualitativa. Em conclusão, percebeu-se uma visão ainda
tradicional da representação de gêneros representados nos livros; em relação aos textos
produzidos pelas crianças, percebeu-se que houve uma correlação da análise dos livros em
relação a alguns aspectos.

69
INTERDISCIPLINARIDADE: a Guerra de Canudos e Os Sertões de Euclides da
Cunha
Jael dos Santos (Unioeste)
Prof. Dr. Stéfano Paschoal (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Material didático, Pré-Modernismo, Estratégias de leitura.
Para se entender uma obra literária qualquer, é necessário que se conheça também
o contexto histórico que a abriga. Não que a obra não tenha significado por si e que o
contexto histórico venha a justificar tudo o que ela contém, anulando a individualidade
inclusive estilística de seu autor. Num estudo didático, contudo, o conhecimento do
contexto histórico coopera para discussões acerca da obra num âmbito mais amplo, que
procura investigar sua temática, suas formas de expressão, bem como as próprias opções de
seu autor. O caminho inverso também é possível, ou seja, pode-se buscar apoio em textos
literários para a ilustração ou mesmo explicação de um determinado contexto histórico.
Neste sentido, este estudo propõe estratégias para a formulação de um material didático
sobre a Guerra de Canudos que, não obstante estar abrigado no interior da área de História
do Brasil, busca utilizar trechos da obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, numa relação
interdisciplinar. Seu foco recai sobre as cooperações da História para a elaboração de tal
material.

MISÉRIA, OPRESSÃO E VIOLÊNCIA: o caipira na perspectiva de Graciliano


Ramos e Monteiro Lobato
João Paulo Frai (Unioeste)
Rita Felix Fortes (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Infância, Urupês, Vidas Secas.
Partindo da análise dos contos “Bucólica” e “Urupês”, de Monteiro Lobato, e das
obras Vidas Secas e Infância, de Graciliano Ramos, neste trabalho objetiva-se discutir as
condições de miséria e abandono do trabalhador rural brasileiro no final do século XIX e
início do século XX. Apesar dos escritores tratarem de regiões geográficas distintas – um o
semi-árido nordestino e outro o interior paulista – ambos perceberam o abandono ao qual
estava sujeito o homem do campo e apontam algumas das mazelas da sociedade brasileira
nas primeiras décadas do século XX. Embora de perspectivas diferentes – Lobato sob a
ótica elitista e distanciada do latifundiário, Graciliano Ramos justapondo-se à perspectiva
do caboclo oprimido – ambos apresentam o coronelismo como fator preponderante no
contexto rural da Velha República. Este sistema político, vinculado à Republica Velha,
substituiu o patriarcalismo monarquista, mas manteve o trabalhador rural na ignorância e
na miséria. Graciliano Ramos e Monteiro Lobato percebem a violência à qual estavam
submetida as crianças daquele período. Diante disso, este trabalho buscará, além de se ater
à miséria rural, compreender a violência contra a criança relacionando-a às origens
patriarcais herdadas dos colonizadores europeus, aos fatores religiosos, políticos e
econômicos vigentes na época.

70
ESTUDO DO FILME VEM DANÇAR SOB A PERSPECTIVA DA ANÁLISE DO
DISCURSO
Job Lopes (PIBIC/CNPq – Unioeste)
João Carlos Cattelan (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Filme, Representações, Discurso
O presente estudo desenvolve uma análise do filme Vem Dançar, sob o viés da
Análise do Discurso de linha francesa, buscando verificar as representações construídas do
professor Pierre Dulaine, interpretado por Antônio Banderas. Uma das causas que
justificam a pesquisa é à busca da compreensão do motivo de construção da imagem do
professor. Além disso, analisa-se como este docente tenta ajudar seus estudantes, nos
diferentes contextos em que eles se encontram. O seu discurso não é só examinado no
âmbito escolar, numa relação pedagógica entre professor/aluno, mas nos diversos
ambientes em que esse personagem se apresenta. O objetivo geral desse estudo visa a uma
análise discursiva das representações que o longa-metragem constrói sobre o professor,
preocupando-se com os propósitos textuais, com a explicação das formas narradas e com o
discurso construído sobre o elemento fundamental do método ensino-aprendizagem. A
metodologia usada para a pesquisa está inserida na perspectiva da Análise do Discurso, ou
seja, unindo texto e contexto. Para Análise do Discurso, o sentido é um resultado de
substituição de expressões, conforme o contexto, a cultura e as experiências adquiridas
pelo locutor, que passa conceber a experiência a partir das condições que sua formação
discursiva possa lhe oferecer para esse julgamento. Assim, passa-se a analisar as produções
narradas do educador no filme, relevando a cultura onde ele está inserido, para que se possa
compreender a razão do filme em apresentá-lo dentro da formação discursiva e ideológica,
na qual ele é colocado.

O BRINCAR COMO RECURSO DE APRENDIZAGEM


Jocielly Marques de Oliveira Citon (Unioeste)
Greice da Silva Castela (Unioeste - Orientadora)
Ruth Ceccon Barreiros (Unioeste - Orientadora)
Elenita Conegero Pastor Manchope (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Brincar, Extensão, Ensino-aprendizagem.
Desde muito, vem sendo realizados estudos acerca da importância do brincar no
processo de desenvolvimento da criança. No entanto, a utilização desse método, ainda
deixa a desejar, já que muitos professores não desenvolveram o hábito de levar
brincadeiras e jogos para a sala de aula, seja por acreditarem que não estarão realizando um
trabalho sério ou por não terem esses recursos ou apoio. Tendo em vista que privar os
alunos do “brincar” pode resultar em danos futuros, principalmente em se tratando de
crianças pertencentes às séries iniciais, desenvolvemos duas oficinas intituladas ‘O brincar
como recurso de aprendizagem’ e ‘Jogos pedagógicos na prática de sala de aula’, a fim
colaborar com a ação dos professores. O presente artigo tem o objetivo de relatar a
experiência destas duas oficinas, as quais foram ministradas nos projetos de extensão
“Leitura em ação: formando cidadãos”, parceria da Unioeste com a Secretaria de Estado da
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) junto a professores do município de Três
Barras do Paraná – PR, e “Interação entre os processos de leitura e formação de leitores”,
71
vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Unioeste, tendo sido oferecida a acadêmicos e
professores da área de Letras e Pedagogia em Cascavel.

A JANGADA DE PEDRA: em busca do resgate da identidade portuguesa


Joice Oliveira Noll (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Identidade, Passado, Portugal.
A obra “A Jangada de Pedra, do escritor José Saramago, é uma busca pelo resgate
da identidade histórica e social portuguesa. Portugal está preso a sua identidade passada –
fase heróica, período das Grandes Navegações, expansão do império, enriquecimento do
reino; que foi de forma esplendorosa narrada por Camões em sua obra prima “Os Lusíadas”
– não consegue se inserir no mundo globalizado do presente que pretende impor uma
identidade global.

O GÊNERO PROPAGANDA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE DOCENTES


José Vinicius Gouveia Torrentes (PG-Unioeste / Bolsista Seti)
Greice da Silva Castela (Unioeste/ PG – UFRJ - Orientadora)
Elenita Conegero Pastor Manchope (Unioeste - Orientadora)
Ruth Ceccon Barreiros (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Extensão, Propaganda, Pocentes.
O artigo tem como objetivo mostrar os resultados da oficina ‘Publicidade e
Propaganda’ aplica no projeto de extensão “Leitura em ação: formando cidadãos”, inserido
no Programa Universidade Sem Fronteiras da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia
e Ensino Superior (SETI), voltado para capacitação de professores de séries inicias de
escolas rurais e urbanas da rede municipal situadas em Três Barras do Paraná. Essa oficina
também foi ministrada no projeto de extensão intitulado “Interação entre os processos de
leitura e formação de leitores”, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Unioeste e
destinado à comunidade e a alunos do curso de Letras e Pedagogia. Relatamos as
experiências com a oficina e os resultados obtidos. A partir de fundamentação teórica
voltada para publicidade, propaganda e leitura, trabalhamos a relevância e as possíveis
leituras do gênero propaganda, a fim de contribuir para que os docentes despertem em seus
alunos a motivação pela leitura, o interesse pelo gênero e a compreensão crítica deste,
observando a influência que a propaganda exerce no consumo em nossa sociedade.

VALORES MORAIS VERSUS PODER AQUISITIVO NO CONTO O


ENFERMEIRO DE MACHADO DE ASSIS
Josiane Cristina Neri (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Consciência, Valores, Sociedade.
Este trabalho presta-se a verificar e analisar como no conto O Enfermeiro, de
Machado de Assis, a consciência de Procópio entra em conflito num paradoxo, ora se

72
sentindo culpado, ora inocente do crime que cometeu e, ainda, como Machado de Assis faz
uma crítica à sociedade capitalista da época, demonstrando ironicamente a influência do
poder aquisitivo e questionando, ao mesmo tempo, a essência moral dos valores humanos.

O LÚDICO NA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR


Juliana Cristina Ribeiro (Unipar)
Patrícia Siveres (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Brinquedoteca Hospitalar, Hospital; Lúdico
A Pedagogia Hospitalar compreende os procedimentos necessários à educação
de crianças e de adolescentes hospitalizados de tal forma a desenvolver uma singular
atenção pedagógica aos escolares internados e ao próprio hospital na concretização de seus
objetivos. Uma vez verificada a ação pedagógica nos hospitais, percebe-se a necessidade
de uma contribuição especializada, sempre objetivando o melhor à criança, ou adolescente,
hospitalizado na idade escolar. Dentro do enfoque formativo, centrado na pessoa, torna-se
relevante o conhecimento e a formação do pedagogo, bem como a aprendizagem quanto a
sua ação em hospitais pediátricos, que nasce da convicção de que criança e adolescente, em
idade escolar, não devem interromper o seu aprendizado. Assim, na brinquedoteca
hospitalar, um espaço criado para favorecer o brincar, fazer novas descobertas, receber
novos estímulos, pretende-se resgatar o lúdico e a ludicidade infantil com o intuito de
salvaguardar a infância, nutrindo-a com elementos indispensáveis ao crescimento dos
pacientes, embora estes estejam afastados de seus afazeres escolares. Pretende-se aqui,
apresentar uma revisão bibliográfica sobre o lúdico na Brinquedoteca Hospitalar, visto que
este artigo é a primeira parte de um projeto que será desenvolvido pelos acadêmicos do 1º
Ano de Pedagogia – Campus Toledo – Universidade Paranaense, no decorrer do ano de
2009 e que terá como intenção avaliar o conhecimento da população da região oeste do
Paraná, sobre os benefícios da Brinquedoteca Hospitalar em um hospital.

REVISTA VEJA E A SUPERIORIDADE DOS ASIÁTICOS EM “CULTURA DO


SUCESSO”
Juliana Karina Voigt (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Análise do discurso, Revista Veja, “Cultura do sucesso”.
O trabalho que aqui se apresenta tem por objetivo analisar os efeitos de sentidos
veiculados por Veja sobre a educação nacional. Para tal, faz- se uso da matéria “Cultura do
sucesso” publicada no dia 23 de maio de 2007, edição 2007. A Revista Veja é o semanário
mais vendido no Brasil e ocupa a quarta posição em vendas no cenário mundial e, como tal,
apresenta-se em um lugar privilegiado no que diz respeito à formação de opinião pública.
Por esse motivo, busca-se entender qual é a construção discursiva utilizada pela revista
para cristalizar determinados conceitos. Tendo como aporte teórico a Análise do Discurso
de corrente francesa (AD), faz-se ainda, observações sobre a materialidade lingüística do
texto e, por conseguinte, de uma gama de pressupostos que evidencia qual é o discurso da
revista sobre educação.

73
IMAGENS PICTÓRICAS EM O ENFERMEIRO (1999) – MARIO FARIAS
Julie Fank (Unioeste)
Acir Dias (Unioeste – Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Pintura, Cinema, Machado de Assis
Na tentativa de compreender as significações no universo da Arte, a presente
proposta de pesquisa buscará compreender as intersecções dos dizeres artísticos e a
construção de signos imagéticos na Pintura e no Cinema. Para isso pautaremo-nos numa
abordagem teórico-metodológica da Literatura Comparada para a leitura crítico-analítica
do filme O Enfermeiro (1999), de Mario Farias, baseada em obra literária de mesmo nome,
do machado de Assis. A investigação da construção das personagens através dos signos
imagéticos no cinema servirá de base para um posterior levantamento iconográfico de
signos representativos da figura do “velho” e do “enfermeiro” e sua construção muito
marcada pelo contraste claro x escuro, encontradas também nas obras de Caravaggio e
Rembrandt. Dessa forma, se procurará perceber as relações dialógicas existentes entre
esses signos e os meios de expressão que o representam e a significação por eles produzida,
tanto sob a perspectiva da pintura, quanto sob a perspectiva do cinema.

GÊNERO DISCURSIVO MANGÁ: um percurso por sua história


Kaline Cavalheiro (Unioeste)
Rosana Becker (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Gênero discursivo, Mangá, Contexto de produção.
Este trabalho, fundamentando-se no conceito de gênero discursivo (Bakhtin, 1997)
e nas reflexões sobre gênero textual apresentadas por Marcuschi (2006) analisa o gênero
literário mangá. A partir de um panorama histórico de sua origem no Japão do período Nara
a sua evolução até os dias de hoje, apresentam-se as modificações pelas quais esse gênero
passou, tanto na escrita como no desenho. Relacionam-se as características deste gênero
textual ao perfil de estilos de escrita e de desenho. No Japão o gênero textual mangá
apresenta-se em uma grande diversidade de estilo, traçado, conteúdos, temáticas
dependendo da faixa etária do público leitor a que se destina. A terminologia adotada no
Japão para definir esta variedade é a seguinte: shonen mangá, mangá para meninos; shoujo
mangá, mangá para meninas, yonenshi mangá, mangá para crianças, shonensi mangá,
mangá para adolescentes, yangushi mangá para jovens adultos, seinenshi ou otonashi
mangá, mangá para adultos, gekigá mangá, que é uma corrente mais realista voltada ao
público adulto e, ainda, os gêneros seinen mangá, para homens jovens e josei mangá para
mulheres.

A PROBLEMÁTICA DA POLÍTICA LINGUÍSTICA DA UNILA


Karina Mendes Thomaz
PALAVRAS-CHAVE: política lingüística, UNILA.
Em final de 2007, assina-se o projeto de lei que cria a UNILA - Universidade
Federal da Integração Latino-Americana - com sede na cidade de Foz do Iguaçu. A
74
previsão de início das atividades da instituição é o segundo semestre de 2009. A política
lingüística da instituição prevê que a seleção docente e discente ocorra em português e em
espanhol. Essa decisão contraria o histórico exclusivista e proibitivo das políticas
lingüísticas adotadas no Brasil desde a colonização do país. Tendo como objetivo geral
divulgar e conscientizar sobre a política lingüística da UNILA, a presente pesquisa
fundamentará a expressão política lingüística, discorrerá sobre o histórico das políticas
lingüísticas adotadas no Brasil, exporá as orientações do Mercosul no tocante à política
lingüística do bloco regional e problematizará o objeto da pesquisa propondo, por fim,
ações que transcendem o âmbito interno da UNILA. A dominação lingüística é um fato. E
se o dominado não souber por que meios está sendo dominado mais fácil é de se evitar
revoltas contra a dominação. Se não se conhece a localização das tropas dos inimigos, o que
atacar? Se hoje não há a valorização das línguas do território nacional, se hoje se tem que
lutar pela implantação de um sistema que atente para a questão da política lingüística,
deve-se olhar para a história desse país e encontrar em uma série de ações contra as línguas
a razão da atual situação do país. Nessa trajetória, a população brasileira é vítima e não a
culpada por não pensar a língua.

O PODER NA OBRA DE RUTH ROCHA


Karine Cristine Leonardo Inácio (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
Taiana Grespan (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Literatura infanto-juvenil, Ruth Rocha, Poder.
Ruth Rocha viveu num período, de 1964 a 1984, conturbado na política nacional,
que foi a ditadura militar brasileira. Durante este período, as pessoas não podiam
expressar-se, não podiam dizer o que queriam sobre o governo ou denunciar a censura. Mas
a autora conseguiu tais objetivos através da literatura: a literatura para crianças,
considerada um gênero “menor”.Neste ambiente ditatorial, suas obras representavam seus
questionamentos diante das situações vividas, seu descontentamento com as injustiças do
período militar, com a censura. A autora era contra a literatura pedagógico-moralizante, e
acreditava no seu papel de formação dos cidadãos. Combatia a literatura de causa (tomada
de posição), porém, pelo contexto político da época acabou tornando-se utilitarista
(defendia claramente uma causa – era da esquerda política). Escreveu sobre vários temas,
inclusive literatura pedagógica. Mas o tema que predomina em sua obra é o poder, e não
somente o poder do Estado, mas o poder em todas as esferas sociais: o poder na família, na
escola, entre os colegas e até mesmo o poder da palavra e da língua. Ruth, através da
linguagem metafórica, deseja que as crianças associem as suas histórias às situações nas
quais elas vivem, assim, instigando-as a questionarem sobre os diversos abusos de poder.
Em seu principal livro, Marcelo, marmelo, martelo, Ruth, além de discutir a
necessidade de uma organização e padronização da linguagem, estimula os leitores a
questionarem o “porquê” das coisas, e assim, cumprindo com a sua responsabilidade como
escritora: a de formar cidadãos críticos e ligados com o mundo.

75
RELIGIÃO E GÊNERO: um estudo comparativo de personagens femininas em
romances do final do séc. XIX e da sociedade contemporânea
Kayanna Pinter (Unioeste)
Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Antropologia da arte, Literatura, Gênero.
A presente comunicação tem por objetivo apresentar uma relação entre a literatura
realista do século XIX e a literatura brasileira contemporânea, tendo como pano de fundo a
concepção de religião destas duas épocas. Para que este estudo fosse realizado, duas obras e
suas personagens femininas são tomadas como representações paradigmáticas da mudança
de concepção da religião nessas duas épocas históricas. A partir do surgimento do romance
como gênero literário, no século XIX, a crítica a toda uma sociedade e seu sistema
econômico foi ainda mais difundida, se estendendo aos dias atuais.. Neste contexto, as
personagens femininas têm um papel fundamental em determinadas obras literárias, tanto
na literatura realista – ou humanista – do século XIX quanto nas obras literárias
contemporâneas. Esse papel é visível na representação de Amélia, principal personagem
feminina presente na obra “O crime do padre Amaro”, de Eça de Queirós e também de
Valeska, protagonista do conto “A senhora que era nossa”, de Marcelino Freire.
Considerando as representações dessas duas personagens, observamos que são figuras
opostas, em virtude do momento de criação dessas narrativas. Enquanto Amélia é
praticamente a figura do pecado por ter seduzido Amaro com o frescor de sua juventude,
Valeska é a figura da salvação mundana procurada pela religião.

O BOTICÁRIO: igualdade x subjetividade


Keli Adriana Vidarenko da Rosa (Unioeste)
Prof. Dr. João Carlos Cattelan (Unioeste - Orientador
PALAVRAS-CHAVE: O Boticário, Análise do Discurso, Efeitos de sentido.
A análise da propaganda (vídeo) “Repressão” da marca “O Boticário” tem por
objetivo analisar o uso de algumas estratégias discursivas que buscam criar no leitor efeitos
de sentido articulados à beleza, à sociedade e à sensualidade e que visam persuadi-lo a
comprar os produtos da marca em questão. Será enfatizada a relação entre as linguagens
envolvidas, percebendo não apenas o dito, mas as condições de produção do que se diz.
Esse estudo se valerá do método retrodutivo, em que as cenas da propaganda serão
desmontadas, partindo do produto final em direção ao inicial, buscando entender alguns
dos efeitos de sentido propagados por este vídeo propagandístico.

76
UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO COM A LINGUAGEM PUBLICITÁRIA
Liliane Alcântara (Unioeste)
Rosana Becker Fernandes (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Anúncios publicitários, Prática de ensino, Análise de
resultados.
O objetivo desta comunicação é apresentar reflexões a respeito do trabalho
desenvolvido com o gênero textual “anúncios publicitários” junto a alunos de duas turmas
de 8ª séries e uma turma de 1º, 2º e 3° anos do Ensino Médio de um colégio da rede pública
de ensino da cidade de Cascavel. Tal experiência foi decorrente das atividades de estágio
supervisionado de Prática de ensino de Língua Portuguesa do curso de Letras Unioeste –
Cascavel, no ano de 2007. De forma específica refletiremos sobre a) a seleção do conteúdo
e do material utilizado; b) a necessidade de aprofundamento teórico; c) elaboração do plano
de aula, estabelecendo relação com o planejamento anual da disciplina na escola; d)
necessidade de elaboração de material de apoio; e) análise da metodologia trabalhada. Para
finalizar a comunicação, serão analisadas algumas produções dos alunos.

A MELANCOLIA PRESENTE NA OBRA HAMLET, DE WILLIAM


SHAKESPEARE
Liziane Regina Paiz (Unioeste)
Paula Kracker Francescon (Unioeste)
Valdomiro Polidorio (Unioeste - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Melancolia, Hamlet, Universalidade.
Neste trabalho, teremos como objetivo apresentar algumas reflexões sobre a
presença do sentimento da melancolia na obra Hamlet, de William Shakespeare. Este
dramaturgo inglês é conhecido pela universalidade e atemporalidade de suas obras. Isso se
deve ao fato de que Shakespeare apresenta assuntos e discussões sobre sentimentos
humanos que são compreendidos e discutidos até os dias de hoje, apesar de o mesmo ter
escrito no século XVII. Assim, procuraremos refletir sobre o conceito de melancolia a
partir de Freud (1969), observando como que a mesma é apresentada no texto da peça de
Shakespeare. Dessa forma, a partir da análise desse aspecto da natureza humana na obra
shakespeariana, será possível, portanto, representar as características de atemporalidade e
universalidade pelas quais as obras de Shakespeare são altamente aclamadas.

O QUE ESTÁ ERRADO NA EDUCAÇÃO?


Lucia Sehnem Gauer
PALAVRAS-CHAVE: Educação, Reflexão, Evolução.
Sempre que se faz uma reflexão sobre o fracasso escalar, procura-se um culpado,
quando na verdade é um conjunto de desajuste entre escola, aluno, comunidade,
governantes e a evolução da sociedade. Enquanto não houver uma sintonia um trabalho em
conjunto, ficara difícil uma educação de qualidade, ou seja, que face sentido na vida do
educando. Uma reflexão, sobre o modelo de escola, que, apesar do desenvolvimento e da
77
maior acessibilidade à tecnologia, continua praticamente o mesmo: alunos, divididos em
grupos por faixa etária, em salas, e um professor na frente ditando as regras. Muitas escolas,
ainda não incorporaram os computadores e as novas tecnologias como instrumentos
essenciais do cotidiano, bem como muitos professores ignoram, ou proíbem o uso da
tecnologia pelos alunos, porque há certa resistência ao desconhecido. De nada adianta a
escola entupir o aluno de informação, conteúdo, se a função principal deveria ser inspirar o
aluno, ensinar a pensar, a resolver problemas, ou seja, construir uma aprendizagem
agradável, interessante, significativa e capaz de se mostrar autônoma, permitindo ao
educando o uso desses saberes para a conquista de muitos outros.

AS DUAS FACES DO DISCURSO ECOLOGICAMENTE CORRETO


Luciane Lucyk Bartmanovicz (Unioeste)
Prof. Dr. João Carlos Cattelan (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Discurso, Efeito de sentido, Ecologia.
Para analisar o discurso publicitário, especificamente no que diz respeito a
propagandas, deve-se verificar que ele é criado a partir de um efeito buscado; é necessário,
portanto, detectar o efeito de sentido que ele provoca. Este trabalho tem por objetivo
analisar os efeitos de sentido de duas propagandas que utilizam o tema do ecologicamente
correto, contrapondo-as entre si. A primeira, da Ong WWF Brasil, utiliza efetivamente o
discurso com o objetivo de preservação ambiental com o seguinte slogan: “Uma hora vai
voltar pra você. Conserve seu planeta, ainda dá tempo”. A segunda, da empresa Grendene,
que divulga a sandália Ipanema, tem por finalidade a venda de um produto, associando a
marca à preservação ambiental. Buscar-se-á identificar qual a relação dessas propagandas
com o tema, como elas dialogam entre si e o que as diferencia. Unir-se-á o texto escrito com
as imagens expostas, relacionando ambos ao contexto histórico-cultural. Será utilizada a
teoria da AD como suporte de análise, pois ela é uma teoria que trabalha com as relações
entre a língua e o sujeito, mediadas pela ideologia, ficando aberta ao dito e ao não-dito. A
propaganda é um gênero discursivo que se vale da linguagem, assim como os demais, para
estabelecer um efeito de sentido entre objetos e pessoas. O discurso eminente neste
trabalho está voltado para um “jogo” dos sujeitos e dos sentidos que se entrelaçam e se (re)
significam por meio das vozes do simbólico (exploração X preservação).

IMIGRAÇÃO ALEMÃ: um estudo sobre cartas familiares


Luciane Watthier (Unioeste)
Clarice Nadir von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Linguagem, Cultura, Identidade.
Considerar a linguagem numa concepção sociocultural é tratá-la como uma
atividade social, um conjunto de signos capaz de representar o real e, portanto, produto de
uma necessidade histórica do homem, criado devido à necessidade de trocar experiências e
de se organizar socialmente. Tendo a carta familiar e/ou pessoal como corpus de pesquisa,
o estudo busca analisar peculiaridades fônicas, semânticas e pragmáticas da época em que
foram escritas, bem como a identidade das pessoas envolvidas no processo de interação

78
(escritor e destinatário), aspectos os quais são revelados por meio da linguagem. Dessa
forma, objetiva-se analisar cartas familiares de um falante bilíngue alemão/português,
escritas na década de cinquenta do século passado, identificando os traços acima citados,
bem como o resultado do contanto entre estas línguas. Para tanto, o aporte teórico
sustenta-se em Bakhtin (2004) e Hall (2006), entre outros, os quais apresentam reflexões
acerca de língua, cultura e identidade, a partir dais quais a reflexão se volta,
particularmente, à cultura alemã, o que será utilizado como base para as análises a serem
realizadas.

RELAÇÃO LETRA/MÚSICA: aspectos de modalização na música Palhaço (Mais


clara, mais crua), de Egberto Gismonti
Luciano Dallastra (Unioeste/Cascavel)
PALAVRAS-CHAVE: Modalização, Letra, Música.
Este trabalho pauta-se na análise de alguns elementos que constituem uma
canção, a saber: música e letra (com enfoque nos elementos modalizadores).
Considerando-se a riqueza da música brasileira, tanto quando se fala em melodia, harmonia
ou ritmo e também quando se refere ao texto, o corpus de análise para este trabalho é
formado por uma canção do compositor brasileiro, radicado na Europa, Egberto Gismonti,
considerado um gênio, tanto no papel de músico quanto no de compositor. Em princípio,
selecionou-se a música Palhaço do álbum Circense, do referido artista. A proposta paira na
análise dos elementos lingüísticos modalizadores que reforçam a temática proposta para a
letra e, em forma de cotejo, projeta-se análise dos efeitos de sentido que o arranjo musical e
o improviso gravado pelo saxofonista Mauro Senise acarretam. Parte-se da hipótese de que
a modalização lingüística imprime valores que, sob nossa expectativa, variam do grau mais
próximo ao mais distante, em termos de engajamento. A modalização processada pelo
arranjo pode demarcar um alto grau de engajamento (o artista empenha-se de tal forma que
se aproxima da ficção do que é a verdade) ou mesmo um grau de distanciamento. Assim,
embasando-se nas teorias acerca de modalizadores do discurso e também na teoria musical,
pretende-se, com este trabalho, apontar indícios de como a melodia, a harmonia e ritmo
podem oferecer aspectos de modalização, assim como o material lingüístico. Para tanto,
será analisada a junção letra e música de tal forma que se possam evidenciar os efeitos de
sentido provocados pelo arranjo musical e pela letra.

PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS NO PORTUGUÊS


BRASILEIRO: o caso dos prefixos
Luizane Schneider (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Morfologia, Prefixos, Léxico.
Os processos de formação de palavras são os mecanismos linguísticos mais
eficazes presentes na renovação do léxico, pois é por meio deles que a língua opera de
maneira eficiente para o surgimento de novos itens lexicais. Desse modo, este trabalho
apresenta uma revisão do tratamento dado aos prefixos a partir de uma perspectiva da
tradição gramatical, bem como da teoria linguística dedicada ao estudo da morfologia em

79
geral. De início, abordam-se autores consagrados de gramáticas normativas, como Said Ali
(1971), Cegalla (1978), Bechara (s/d), Sacconi (1984) e Cunha & Cintra (2007). Em
seguida, discutem-se algumas referências que tratam da questão prefixal a partir de uma
visão mais voltada à teoria linguística: citam-se Cabral (1974), Sandmann (1992), Rocha
(1998), Laroca (2003) e Basilio (2004). Dessa sondagem teórica considera-se que os
prefixos têm características específicas que o tornam parte do processo de derivação, uma
vez que são formas presas, isto é, são partes integrantes das palavras, apresentam uma
identidade semântica e funcional e não se adjungem a qualquer base.

ESTRANGEIRISMOS: influência no léxico da cidade de Foz do Iguaçu


Macirlene Lima de Leite Queiroz (Unioeste/Foz do Iguaçu)
PALAVRAS-CHAVE: Empréstimos, Dicionário, Ocorrências
Este trabalho trata da influência das palavras de origem estrangeira no léxico do
português utilizado na cidade de Foz do Iguaçu. Nele são encontradas informações a
respeito da forma como este processo de formação de palavras ocorre, da origem dos
empréstimos, dos tipos de estrangeirismos e de seu comportamento na língua receptora,
além de discussões envolvendo o emprego de estrangeirismos ao longo do tempo, entre
teóricos estudiosos do português. Este trabalho traz ainda informações a respeito do
município de Foz do Iguaçu e de características de composição desta cidade que justificam
o estudo dos empréstimos lexicais neste local, além de ocorrências do emprego de
estrangeirismos, devidamente fotografadas, verificadas em placas, fachadas e painéis, a
maioria em estabelecimentos do comércio, na região centro-sul do município. Por fim este
trabalho traz um confronto entre as ocorrências registradas na cidade e os dicionários de
língua portuguesa Houaiss e Aurélio, onde foi verificado se as palavras contidas nas fotos
capturadas constam como entradas no léxico do português, e considerações a respeito da
contribuição dos empréstimos para o enriquecimento da língua.

PEDAGOGIA HOSPITALAR E SUA ATUAÇÃO NA BRINQUEDOTECA


HOSPITALAR
Márcia Elaini Luft (Unipar/Toledo)
Mônica Brandt Kochen (Unipar/Toledo)
Noeli Pufal Schula (Unipar/Toledo - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Pedagogia Hospitalar, Brinquedoteca Hospitalar, benefícios

A Pedagogia Hospitalar consiste em dar atendimento às crianças hospitalizadas


que por estarem enfermas estão afastadas de seu ambiente. Neste contexto faz-se
necessário um atendimento diferenciado, para que o tratamento da enfermidade seja menos
doloroso e mais eficaz. Por isso, a Brinquedoteca Hospitalar torna-se indispensável no
sentido de auxiliar na recuperação dos pacientes, pois interagindo com os brinquedos a
criança volta a sonhar e se sentir mais saudável e feliz. Percebe-se que neste ambiente
ocorrem mudanças de comportamento positivas, já que as crianças passam a aceitar as
mediações e o tratamento de maneira mais tranqüila, consegue ver a equipe médica como

80
amigos que tem por finalidade auxiliá-los na sua enfermidade. Objetiva-se aqui apresentar
uma revisão bibliográfica sobre Pedagogia Hospitalar, Brinquedoteca Hospitalar e os
benefícios que esta apresenta. Este artigo é a primeira parte de um projeto que será
desenvolvido pelos acadêmicos do 1º Ano de Pedagogia – Campus Toledo – Universidade
Paranaense, no decorrer do ano de 2009 e que terá como intenção avaliar o conhecimento
da população da região oeste do Paraná, sobre os benefícios da Brinquedoteca Hospitalar
em um hospital.

O TEXTO COMO OBJETO DE ENSINO E APRENDIZAGEM


Margarete Aparecida Nath (Unioeste/PDE)
Terezinha da Conceição Costa-Hubes (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Texto. Ensino. Análise lingüística
O presente estudo tem como finalidade discutir o texto como objeto de estudo e de
investigação linguística. Consideramos que o educando está cercado de textos
configurados nos mais diversos gêneros que atendem a diferentes situações sociais de uso
da língua. Pretendemos a partir dos estudos teóricos sobre o texto, realizados por Mickhail
Bakhtin, João Wanderley Geraldi, Roxane Rojo, Jean Paul Bronckart, Joaquim Dolz e
Bernard Schenewly, entre outros, apresentar uma análise lingüística considerando o
gênero história em quadrinho. Entendemos o gênero textual como um todo organizado,
que cumpre uma dada função social, partindo de interlocutores reais situados socialmente
e, ainda, que o contexto social de produção interfere na produção do gênero. Considerar o
texto / gênero como instrumento de ensino é oportunizar ao aluno uma reflexão mais crítica
e consciente da função social que o texto cumpre na sociedade e de como a linguagem está
associada às nossas práticas diárias, independente do lugar social que ocupemos.

OTIMISMO E DESENCANTO DE JULIEN SOREL: espelho das instabilidades


sociais e históricas
Maria Carolina Payão de Almeida (UEL)
Profa. Dra. Edna Salla (Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Perfil psicológico, Aspetos sociais, Contexto histórico.
O presente estudo apresenta, como objetivo, uma análise acerca do perfil
emocional, psicológico e social de Julien Sorel, protagonista de O Vermelho e o Negro, de
Stendhal, autor expoente do Realismo francês. Reiteradamente mencionado no decorrer do
romance, observa-se que o contexto histórico adquire grande relevância na medida em que
se torna uma espécie de leitmotiv que legitima os pensamentos, as ações e os
comportamentos do personagem. Ressalte-se que as atitudes e as ambições de Julien
espelham os costumes e as práticas da sociedade francesa no período da Restauração.
Muitas vezes, indiferente às intrigas que o rodeia, Julien mantém-se concentrado em seus
interesses, e o fascínio e a admiração por Napoleão Bonaparte, figura que passa a ser a sua
fonte de inspiração, é o perfeito exemplo de força para atingir seu objetivo de
reconhecimento e prestígio na sociedade que acaba por ingressar. Considerando-se seu
perfil emocional, suas decisões e suas atitudes, percebe-se que Julien é, na verdade, fruto de

81
uma sociedade abalada pelas instabilidades sociais e, sobretudo, pelos problemas que
emergem no momento da pós-revolução.

TRANSFORMAÇÕES NOS SABERES LINGÜÍSTICOS NA PASSAGEM DO


SÉCULO XIX AO XX: questões referentes a dicionários de língua espanhola
Mariana Girata Francis (Unioeste/ PG-UEL)
Dra. Adja Balbino de Amorim Barbieri Durão (UEL – Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Lexicografia, Língua espanhola, Instrumento lingüístico.
O trabalho a ser exposto constitui uma breve reflexão sobre o discurso
lexicográfico no que se refere às características de dicionários de língua espanhola na
transição do século XIX para o XX. Consideraremos, para desenvolver a análise, conceitos
provindos da História das Idéias Lingüísticas (HIL) e da Análise do Discurso (AD)
relacionados à busca de sentidos nos dicionários como instrumentos lingüísticos, visto que
essas duas áreas do conhecimento relacionam fatos lingüísticos aos históricos e
ideológicos. Interessa-nos averiguar algumas particularidades referentes à voz do
lexicógrafo como normatizador da língua espanhola, assim como a introdução de
elementos léxicos de origem americana no espanhol peninsular, ressaltando que houve
uma reformulação discursiva desses construtos após a formação e a independência das
nações hispano-americanas em relação à Coroa Espanhola, durante o processo de
consolidação dos estados americanos. Mediante a análise dos discursos contidos nos
prefácios e em algumas definições presentes nessas obras lexicográficas, e selecionadas
para o estudo, foi-nos possível perceber, nos diferentes espaços de produção, algumas
ideologias que permeiam o sentido dos textos.

PARA CURAR A POLÍTICA: uma leitura da correspondência eleitoral


Mariana Lioto (Unioeste)
João Carlos Cattelan (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Ethos discursivo, Papel social, Discurso político
Este trabalho, que se filia à Análise do Discurso de linha francesa, tem como
objetivo analisar um exemplar de correspondência enviado por políticos para casa de um
possível eleitor, por ocasião das eleições municipais de 2008. A correspondência foi
enviada pelo então prefeito da cidade, que buscava a reeleição. Partindo do conceito de
ethos, enquanto imagem que o sujeito constrói no discurso, proposta por Maingueneau
(1993; 2005), esse trabalho pretende examinar como o remetente do discurso lida com a
imagem que ele já possuía – o seu ethos prévio – tentando transformá-lo de modo com que
ele seja visto como uma boa opção para voto. Partindo das informações que circulavam na
ocasião, se faz indispensável relacionar os argumentos trazidos na carta com as condições
de produção do discurso, e de como eles se dispõem a fim de construir determinados papéis
para o locutor, socialmente reconhecidos como adequados a um bom governante. Desse
modo, a correspondência pode ser lida como propaganda destinada a “vender” um
candidato e se constitui de maneira complexa: entra em cena um jogo de valores e
representações, que habitam o imaginário popular referentes ao sujeito político. É preciso

82
criar e manter os aspectos positivos de uma imagem ou ainda buscar meios de reverter
possíveis pontos negativos.

O ESPAÇO NA OBRA el coronel no tiene quien le escriba, DE GARCÍA


MÁRQUEZ
Maricélia Nunes dos Santos (Unioeste/Cascavel)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/Cascavel - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: El coronel no tiene quien le escriba, literatura
hispano-americano, espaço na narrativa.
O presente trabalho propõe uma análise da obra El Coronel no tiene quien le
escriba (1961), de Gabriel García Márquez, com especial atenção para a construção dos
espaços na narrativa como um dos elementos relevantes da sua estrutura. Tendo em vista
que se trata de uma obra literária que se volta à realidade sócio/cultural diferenciada da
América hispânica, o elemento supracitado adquire uma significação singular no
tratamento poético que lhe é dispensado. Objetiva-se verificar em que nível este elemento
da narrativa contribui para o todo da obra, que se centra na descrição da vida de um coronel
que, ao lado da esposa, acompanha todas as semanas a chegada do correio a sua vila com a
contínua esperança de receber uma correspondência do governo e, assim, a concessão de
sua aposentadoria. Segundo Bachelard (1989), os diferentes espaços adquirem, no
universo poético, cargas simbólicas de diversas conotações que podem projetar-se a outros
elementos, impregnando-os com seus significados a fim de intensificar a projeção de suas
simbologias. Interessa-nos, pois, desvelar algumas dessas significações na obra de García
Márquez.

A REFERENCIAÇÃO COMO ARTIFÍCIO DE CONSTRUÇÃO DE OBJETOS


DISCURSIVOS
Marly de Fátima Gonçalves Tavares Biezus.
Profa. Dra Aparecida Feola Sella (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Coesão textual, Referenciação, Leitura.
Justifica-se o presente trabalho de pesquisa pela necessidade de se estudar os
elementos referenciais na construção do texto. Objetiva-se, por meio deste estudo, uma
verificação das funções desses elementos no interior do texto de tal forma que se possa
enfocar a aplicação ao ensino da leitura em sala de aula. O ensino da língua reclama
resultados de práticas efetivas, significativas e contextualizadas para que o aluno seja
capaz de interagir com os textos por meio do conhecimento das funções dos elementos
linguísticos presentes nos textos, pois são esses elementos que os deixam coesos e
coerentes. A referenciação, segundo Koch (2005), é um recurso que o produtor do texto
utiliza para a sua particular forma de retratar conhecimento de mundo. A referenciação é
um exercício de construção de juízos de valor, de opiniões, e também de desvelamento do
entendimento do produtor do texto. Considerando-se essa orientação teórica,
intenciona–se não só possibilitar ao leitor o entendimento de como os textos, produzidos
em língua escrita, contam com o aparato da referenciação para construção de objetos

83
discursivos, mas também criar situações em que os leitores tenham oportunidades de
refletir sobre os textos de forma contextualizada. O presente artigo enfoca alguns textos
extraídos da revista Caros Amigos, Seção Picadinhas, nos quais se percebe o processo de
referenciação como auxiliar na construção de sentidos.

A INTERNET COMO FERRAMENTA NO ENSINO/APRENDIZADO DE


LÍNGUA INGLESA (LI)
Maura Bernardon (Unioeste/Toledo)
PALAVRAS-CHAVE: Ensino/aprendizado, Língua Inglesa, Internet.
Esta comunicação relata algumas experiências no ensino/aprendizado de Língua
Inglesa com o uso da tecnologia multimídia. As incontáveis possibilidades que a Internet
oferece para o ensino /aprendizado de idiomas, a torna uma ferramenta para complementar
os conteúdos de sala de aula, auxiliar no desenvolvimento da autonomia e aumentar a
motivação em aprender devido ao aspecto interativo. Porém, alguns aspectos devem ser
considerados ao utilizarem-se os meios tecnológicos: o planejamento cuidadoso, a
coerência com os conteúdos, os esclarecimentos aos alunos sobre os objetivos com as
atividades, o uso de métodos estruturados e bem orientados, as atividades motivadoras e
que resultem em reflexões, entre outros. As experiências podem ser positivas, pois
produzem aulas mais reais, ampliam o conhecimento e transformam os aprendizes em
produtores da linguagem.

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE NA ESCOLA


Michely Fernanda Azeredo Coutinho Scherer (Unioeste)
Sabrina Passig Schilke (Unioeste)
Adriana da Cunha Werlang (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: ECA, Escola, Aluno.
O projeto “Estatuto da Criança e do Adolescente na escola” é um projeto que esta
sendo desenvolvido pelo Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e da
Juventude - NEDIJ de Marechal Cândido Rondon, devido à necessidade de divulgação e
esclarecimento do Estatuto para a comunidade escolar. Nosso objetivo é apresentar e
explicar os direitos e deveres da criança e do adolescente, com base em estudos e
discussões acerca desse assunto, através de palestras ministradas nas escolas de séries
iniciais do ensino fundamental. Outro estudo é quanto aos tipos de violências praticadas
contra a criança, e pela mesma, bem como a forma com devem ser trabalhadas nas escolas,
levando em conta o contexto histórico, social, cultural e educacional dos alunos e das
escolas visitadas. Os estudos constituem-se na relação entre indisciplina escolar e ato
infracional, averiguando as dificuldades encontradas por professores e alunos, ressaltando
a função da família e da escola na educação do individuo. Os aspectos principais para o
desenvolvimento desse projeto constituem na interação do lúdico com a aprendizagem,
através de jogos pedagógicos elaborados pela equipe pedagógica do NEDIJ, que são: o
jogo dos sete erros, trilha, caça-palavras e jogo da memória, todos aplicados em sala de
aula. O presente trabalho busca apresentar os resultados até então obtidos no Projeto.

84
AS PERSONAGENS FEMININAS DE “UM RIO CHAMADO TEMPO, UMA
CASA CHAMADA TERRA”
Miriam Juliana Pastori Bosco (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Mia Couto, Personagens femininas, Sagrado e profano
O estudo das literaturas africanas, especialmente as de língua portuguesa,
mostra-se importante considerando a necessidade de mais estudos a esse respeito, a riqueza
desta literatura e a relação que o Brasil tem com os povos do além-mar. O presente trabalho
pretende realizar uma análise das personagens femininas da obra Um rio chamado tempo,
uma casa chamada terra, do moçambicano Mia Couto. Para tanto, objetiva-se observar
aspectos relacionados ao místico, ao sagrado e ao profano que envolvem as mulheres da
família: Tia Admirança, Dulcineusa, Mariavilhosa, Miserinha, cujos nomes já dizem
muito de si, e Nyembeti , motivo de mistérios e revelações. Criadas pela prosa poética de
Mia Couto, essas personagens, em suas manifestações espirituais e carnais, são pontos
fundamentais no tecer da trama que Mariano, o personagem narrador, vai desvendando.

A SOLIDÃO EM CAIO FERNANDO ABREU


Mirian Carla Barbosa (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Solidão, Literatura, Contos.
Caio Fernando Abreu considerado como um dos mais importantes contistas da
literatura brasileira contemporânea procurou desenvolver em suas obras uma temática
singular, onde a solidão se constitui matéria privilegiada. Tal afirmação pode ser percebida
nos seguintes contos do escritor gaúcho “O Rapaz mais Triste do Mundo”, “Dama da
Noite” e “Os Dragões não conhecem o paraíso” que dá nome ao livro de narrativas
publicado pelo autor no final da década 80 do século XX, nosso objetivo consistirá em
apresentar, de modo sucinto, alguns aspectos da contística de Caio Fernando Abreu.
Pretende-se demonstrar a maneira como o referido autor, com personagens quase sempre
anônimas e em crise existencial, retrata as sensações de solidão e estranhamento próprios
da vida em grandes cidades, para tanto, além dos elementos referentes á narratologia,
essenciais a quase todo tipo de análise de narrativas, buscar-se-á apoio teórico nos estudos
referentes à psicanálise.

GÊNEROS TEXTUAIS DA ESFERA JURÍDICA NO MATERIAL DIDÁTICO


PARANAENSE
Mirian Schröder (UFPR-FALURB)
PALAVRAS-CHAVE: Gênero textual, Material didático, Transposição didática.
Com o intuito de valorizar a prática dos professores da rede, de trabalhar os
gêneros textuais e de estar mais próximo à realidade escolar, foi desenvolvido, em 2006, o
Livro Didático Público “Língua Portuguesa e Literatura” pela Secretaria de Estado da
Educação do Estado do Paraná (SEED-PR). Sua autoria é assinada por profissionais da
rede estadual de ensino e seu público-alvo abrange as três séries do Ensino Médio. A obra é
apresentada como possibilidade de interação do estudante com o mundo, para tanto os
85
autores buscaram “contemplar as práticas da oralidade, da escrita e da leitura” (LÍNGUA,
2006, p. 12). Em nossa trajetória acadêmica, é de grande interesse o trabalho com a
produção e compreensão de gêneros textuais. E esta obra, de acordo com a proposta
detalhada em sua apresentação, procura trabalhar com gêneros variados: crônicas, piadas,
charges, cordel, entre outros. O presente estudo é uma pesquisa descritiva bibliográfica que
procura examinar, com base nas Sequências Didáticas propostas por Dolz, Noverraz e
Schneuwly (2004), como se dá a transposição didática da teoria dos Gêneros Textuais no
livro “Língua Portuguesa e Literatura”, especificamente, em seu segundo capítulo. Neste
estudo também é observada a interferência do suporte “livro didático” na interpretação dos
gêneros nele fixados.

CONCEPÇÕES DE ESCRITA EM PLANOS DE TRABALHO DOCENTE DE


LÍNGUA PORTUGUESA
Mônica Cristina Metz (UEM)
PALAVRAS-CHAVE: Escrita, Plano de Trabalho Docente, Língua Portuguesa
A prática de produção de textos nas aulas de língua materna se delineia a partir
das concepções de linguagem, de ensino-aprendizagem e de escrita do professor de Língua
Portuguesa. A adesão do professor a determinadas concepções implicará em uma prática
que, inevitavelmente, reflete a perspectiva da escrita como produto ou processo. E é no
Plano de Trabalho Docente de Língua Portuguesa, documento em que os professores
definem e delineiam o trabalho a ser realizado com a leitura, a escrita, a oralidade e a análise
linguística em uma turma específica durante um bimestre ou semestre, que se pode
verificar quais concepções teóricas estão imbricadas em seu trabalho com a escrita. Nesse
sentido, apoiado em estudiosos da linguagem da perspectiva sociointeracionista que
concebem a escrita como um processo e não como um produto (ANTUNES, 2003; KOCH;
ELIAS, 2009, GERALDI, 2006), este trabalho objetiva averiguar a concepção de escrita
subjacente a um Plano de Trabalho Docente de Língua Portuguesa, elaborado para uma
turma de 5ª série do ensino fundamental de uma escola pública de Guarapuava-PR,
analisando como essa concepção perpassa os conteúdos, os objetivos, a metodologia e o
sistema de avaliação definidos para a prática de produção de textos na sala de aula.

A ALFABETIZAÇÃO, O LETRAMENTO E A INELEGIBILIDADE


DECORRENTE DE DISPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL
Mônica Engelmann (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Letramento, Analfabeto, Inelegibilidade.
Discussão atual e permanente nos tribunais brasileiros, a inelegibilidade de
candidatos a cargos públicos eletivos no Brasil por analfabetismo é polêmica e aflora a
ralação deste com o letramento. Conforme disposição constitucional (art. 14, §4º), não
podem ser eleitos aqueles candidatos que são analfabetos, porém não há regulamentação a
respeito deste conceito, que é variável e tem obtido diferenciadas decisões
jurisprudenciais, conforme o caso in loco. O problema centra-se em como taxar o candidato
como analfabeto. Poderia um teste (arbitrário e subjetivo) atestar esta condição? Sabe-se

86
que cargos políticos podem exigir mais conhecimentos do que aqueles que a alfabetização
apresenta, que é saber ler e escrever e, com isto, transmitir um recado simples, apenas. O
candidato, segundo grande parte da jurisprudência, deve passar por um teste a ser aplicado
pelo juiz eleitoral local. Neste, o político necessita demonstrar que conseguirá realizar os
trabalhos inerentes à sua função, no que tange à interpretação e composição de textos, ou
seja, exige-se o letramento do candidato. Chega-se à conclusão, então, de que falta
regulamentação para o termo “analfabeto” presente na Constituição Federal, ainda que isto
seja difícil, já que, nos próprios estudos sociolinguísticos, não há definição exata e
acabada. A regulamentação servirá, contudo, para reduzir as discrepâncias e os recursos
eleitorais a respeito da relação e da definição terminológica de letramento e de
alfabetização.

O ESCOCÊS LITERÁRIO – VIVO E FLORESCENTE


Newton Sabbá Guimarães (Unicentro/Irati)
PALAVRAS-CHAVE: Escocês, Literatura, Ressurgimento.
A língua escocesa (que não se confunde com a Scotch Gaelic, língua céltica)
ficou, por muito tempo, relegada ao descaso e somente falada na região conhecida como
Lowlands (as Terras Baixas), pelos camponeses. Co-dialeto do inglês, teve destino
inteiramente alheio ao da língua oficial do Reino Unido, mas sempre teve os seus cultores
entusiastas e um dos grandes poetas do século XVII, Robert Burns, escreveu os seus
melhores poemas em Scots, elevando aquela fala, antes considerada com desprezo pela
elite escocesa, como “a peasant dialect”, à dignidade e grandeza literária. Com incentivo
dos movimentos revivalists europeus, o escocês vem experimentando, nos últimos tempos,
uma espécie de renascimento. Publicam-se revistas de alto nível como Lallans, e obras de
grandes poetas como T. S. Law, cuja obra At The Pynt o The Pick and Other Poems, teve
grande aceitação. John Law traduziu Pablo Neruda ao Scots, tarefa das mais sérias e nobres
em favor da sua língua. São publicados, ainda, boas gramáticas normativas e dicionários
bilíngües. Um dos grandes esforços dos defensores da língua escocesa tem sido a de
traduzir nela toda a obra de Shakespeare e clássicos universais. Neste estudo, dos primeiros
já feitos em universidades paranaenses, tenta-se uma apresentação da língua e do seu
movimento literário atual. Junta-se boa bibliografia, inclusive na língua estudada.

DIAGNOSE DE ERRO E ENSINO


Nilse Dockhorn Hitz (Col. Est. Mal. Gaspar Dutra)
PALAVRAS-CHAVE: Sociolingüística, Diagnose de erro, Ensino.
Devido a controvérsias a respeito do ensino da escrita da língua mais prestigiada,
nos propusemos a investigar os erros e interferências na língua escrita. É uma proposta
alternativa de conhecimento com sentido, principalmente, para o professor entender como
o aluno aprende, e isso requer saberes mais específicos sobre o ensino da ortografia. Nosso
referencial de estudo são textos de alunos das 5ª séries, moradores do município de Nova
Santa Rosa, colonizado por descendentes de alemães, esse fator histórico faz surgir no
contexto linguístico escolar alunos bilíngues (Weinreich, 1953), ou monolíngues com

87
interferências linguísticas nas produções escritas devido ao uso de duas línguas, Línguas
em Contato, ou seja, a Língua Portuguesa e a Língua Alemã, às vezes em forma de
Brasildeutsch (Heye, 1986 e Damke, 1997). Além, das interferências, é também objeto de
estudo o erro de escrita de natureza arbitrária e transposição dos hábitos da fala para a
escrita (Bortoni-Ricardo, 2005). Através da diagnose do erro classifica-se o erro em
categorias sociolingüísticas para que o professor possa elaborar estratégias de ensino da
escrita monitorada. O estudo vem colaborar com uma educação linguística escolar
(Bagno, 2002) que considera as interferências naturais, sob o reconhecimento da realidade
heterogênea, histórico-social, mas que tenha também o princípio da sistematização do
ensino sobre a língua.

SER BILÍNGÜE NUM CONTEXTO DE LÍNGUAS EM CONTATO


Noeli Pufal Schulz (Unipar)
PALAVRAS-CHAVE: Bilingüismo, Línguas em contato, Manutenção.
Há diferentes definições sobre o que é ser bilíngüe bem como inúmeras são as
vantagens e desvantagens apresentadas ao bilingüismo. Na atual época globalizada, uma
pessoa bilíngüe poderá destacar-se no mundo dos negócios, ou ser encorajado pela
integração econômica e querer viajar para diversos países, que será mais fácil e eficiente,
sendo bilíngüe. Oposto a esta realidade, há os imigrantes que tem seus filhos encorajados a
abandonar sua língua e assimilar a língua e a cultura da sociedade na qual vivem. Ou seja,
ao mesmo tempo em que o bilingüismo é incentivado na sociedade capitalista, ele também
pode servir de estigma, rejeição. Quando da existência de uma diversidade lingüística, de
uma realidade entre línguas em contato numa determinada situação social, o indivíduo é
levado muitas vezes a adotar uma postura com relação à língua escolhida como veículo de
interação, que pode resultar a longo prazo, numa situação de manutenção, ou não, deste
código pelo indivíduo ou comunidade que decide, ou não, continuar usando a língua ou
línguas que tradicionalmente vinha usando. Tem-se como objetivo fazer tal abordagem: o
que é ser bilíngüe num contexto de línguas em contato e até que ponto o uso de uma língua
ajuda na manutenção ou perda da mesma, a partir de revisão bibliográfica.

“O COBRADOR” DE RUBEM FONSECA: uma leitura sociológica do Homo


Brutalis
Pablo Jamilk Flores (Mestrado Letras/Unioeste)
Regina Coeli Machado (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Rubem Fonseca, Sociologia, Violência
O presente trabalho tem como objetivo promover uma leitura crítica da obra do
escritor contemporâneo Rubem Fonseca, sob a perspectiva dos estudos sociológicos e
antropológicos, a fim de verificar a figura do Homo Brutalis como mote do texto ‘O
Cobrador’ (1989). Para tal fim, fez-se necessário situar a obra do escritor em seu contexto
de produção, bem como selecionar o arcabouço teórico mínimo para o trabalho com o texto
fonsequiano. Para a análise de cunho fenomenológico-hermenêutico, a revisão
bibliográfica contemplou a leitura da obra mencionada, além do aporte teórico para indicar

88
as origens da representação da decadência das relações sociais na pós-modernidade. Da
bibliografia concernente à análise sociológica, merecerão destaque os textos de Zaluar
(1992), Sodré (2002), Morais (1985) e Oliven (1986) a fim de perscrutar o topos da
violência e da criminalidade no Brasil. É importante mencionar que o conceito de Homo
brutalis é concebido a partir da obra de Pereira (1975), segundo a qual a figura do homo
sapiens ter-se-ia modificado, transmutando-se em uma nova configuração na qual a vazão
à violência e à agressividade é gratuita e motivada pelo próprio entorno. Por meio de um
cotejo entre os textos da tradição sociológica e fonsequianos, estabelecemos a
representação literária da referida figura (homo brutalis) na obra do escritor brasileiro, a
fim de fornecer mais uma possibilidade de leitura e análise do texto literário.

A DIMENSÃO SOCIAL DO DISCURSO ATRELADO À HISTÓRIA DA


RETÓRICA
Pamera Francieli Corrêa Pereira (Unioeste)
Márcia Sipavicius Seide (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Discurso, Retórica, História.
O objetivo desta comunicação é promover uma reflexão acerca da amplitude
retórica constante nos discursos que nos cercam diariamente e mostrar a importância de se
adotar uma abordagem da história para a compreensão da realidade discursiva nas suas
variadas segmentações sociais. Para tanto, nessa comunicação, será apresentada uma breve
retomada da história da retórica e de seus fins discursivos. Também serão analisados os
elementos discursivos da retórica, bem como, o uso dos mesmos na atualidade através de
uma análise da repercussão social desses discursos. Serão abordadas, ainda a retórica
enquanto arte, a retórica aplicada à imagem, ao cinema, à música, à persuasão, à
negociação e à argumentação.

A INFLUÊNCIA DA MULHER NO LÉXICO INFANTIL


Patrícia Lucas (Bolsista PIBIC/CNPq/Unioeste)
Clarice Nadir von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Léxico, Mulher, Mercado de trabalho.
Este trabalho, objetiva analisar itens lexicais encontrados em uma pesquisa
realizada no segundo semestre de 2008, no Colégio Cristo Rei, com crianças da quarta série
do ensino fundamental, sobre o léxico do entretenimento infantil. Em específico
procurar-se-á apontar as consequências sociais e culturais da ascensão da mulher no
mercado de trabalho. Considerando que linguagem e sociedade são aspectos
instrinsicamente ligados e que o meio no qual o sujeito está inserido molda sua
comunicação, fica evidenciado que o papel da mulher na sociedade atual têm influenciado
na formação da linguagem das crianças e na manutenção ou perda de aspectos culturais da
cultura italiana/alemã no contexto familiar.

89
A RELAÇÃO ENTRE CASAL SOB A ÓTICA DE LUIZ VILELA
Patrícia Martins Cozer (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Casamento, Dominação masculina, Antropologia da arte.
Antigamente, o casamento, consolidado na grande maioria das vezes por
dinheiro, era simplesmente visto como um contrato. Algumas décadas depois dos anos 60,
é raro encontrar esse tipo de situação – agora, a problemática consiste em dois momentos: o
da ascensão feminina no mercado de trabalho e a delegação das tarefas domésticas aos
homens. Ocorre o que chamamos de “inversão de papéis”, visto que por muito tempo a
dominação masculina se sobrepôs – e até certo ponto é a que predomina ainda hoje perante
os olhos da sociedade. Naturalmente, essa mudança não é unânime, ou seja, não pode ser
observada em todos os casais que constituíram famílias. Mas é, de modo claro, o resultado
da individualização no feminino, partindo para a construção da mulher como indivíduo,
desviando a idéia mais conhecida e aceita, que é a da mulher como natureza –
desempenhando, basicamente, cuidados relacionados ao lar e aos filhos. Esse estudo se
propõe a investigar porque, apesar dos grandes avanços alcançados no universo feminino,
a dominação masculina continua presente em muitas relações conjugais. Os contos
escolhidos para análise desses casos, do escritor Luiz Vilela, apontam justamente para o
rebaixamento da personagem mulher mediante o machismo de seu marido, e demonstram
que o papel do homem dentro de casa e fora dela é relevante para a condição a que fica
exposta sua parceira.

A MULHER NO ESPAÇO DA REPRESENTAÇÃO: além da beleza física


Paula Maria Lucietto Dylbas dos Santos (Unioeste)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/Cascavel - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Mulher na representação e Literatura, Padrões de beleza,
Personagens femininas.
Este trabalho está voltado à comparação entre os contos Inmensamente Eunice
(1999), da escritora Andrea Blanquét, e Reminisção (1985), de Guimarães Rosa. A leitura
recai sobre as estratégias utilizadas pelos contistas na configuração discursiva das
personagens femininas Eunice – protagonista do conto de Blanquét – e Nhemaria – figura
central do conto de Rosa. Estas personagens foram selecionadas como objeto de estudo
porque elas são estereótipos opostos aos padrões de beleza vigentes atualmente. Tais
personagens vivenciam conflitos pessoais gerados pela aparência física que se distancia do
modelo de perfeição imposto à mulher pela mídia contemporânea: Eunice, personagem do
primeiro conto, é uma mulher excessivamente obesa que cria artifícios para disfarçar sua
aparência, pois se sente discriminada e Nhemaria, personagem de Rosa, é a representante
de todo e qualquer oposto de padrão de beleza, já que, segundo o narrador, ela é “a figura do
feio fora-da-lei” (ROSA, 1985, p. 93). Ambas vivem, no espaço ficcional, conflitos
também experimentados por muitas mulheres no mundo real, uma vez que muitas sofrem,
também, uma série de problemas criados na sociedade contemporânea que impõem um
modelo de beleza feminino que, na atualidade, valoriza aspectos que são inatingíveis para
um grande número de pessoas. Apresentamos, ainda, reflexões sobre o papel da Literatura
como meio de representação capaz de evidenciar os conflitos vivenciados por uma
sociedade em determinado tempo, podendo, assim, servir, ainda hoje, como catarse já que
90
as personagens eleitas para nosso estudo comparativo evidenciam comportamentos
artificiosos que procuram representar a realidade de grande parcela da sociedade
contemporânea.

ESTUDOS ACERCA DA FORMAÇÃO DO TEATRO TRÁGICO ANTIGO E DO


DRAMA TRÁGICO CONTEMPORÂNEO: RELAÇÕES SÓCIO-HISTÓRICAS
E INTERTEXTUAIS
Pedro Leites Jr. (PIBIC/CNPq -Unioeste)
Lourdes Kaminski Alves (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Teatro trágico antigo, Drama trágico contemporâneo,
Relações dialéticas.
Por meio da representação mimética, a Literatura e o teatro, assim como a arte em
seu âmbito geral, influenciam e são influenciados pelo meio social, e historicamente
delimitável, ao qual estão inseridos, tendo o poder de revitalizarem-se nos processos de
re-leituras ao longo do tempo. Assim, o estudo dos textos das tragédias antigas é relevante
para a compreensão sócio-cultural da sociedade grega helênica, na medida em que
representa a história e a memória daquele contexto e instaura diálogos com a produção
artística contemporânea. Tal como a tragédia antiga, o drama trágico contemporâneo
compõe-se remetendo à conjuntura social da modernidade, refratando em seu arranjo
artístico os conflitos e contradições recorrentes ao meio histórico-cultural ao qual está
inserido. Nesse sentido e fundamentando-se nos postulados teóricos da Literatura
Comparada e da intertextualidade, o presente trabalho tem por intuito desenvolver um
estudo teórico acerca da evolução do gênero trágico em seu avanço histórico da sociedade
antiga à contemporânea, propondo reflexões acerca do conceito de trágico, do surgimento
da tragédia grega e da dialética entre a formação da sociedade ocidental moderna e a
referida evolução do gênero. Para tais discussões serão de grande valia as contribuições de
teóricos como Aristóteles (1984), A. Lesky (2006), Victor Hugo (2004), Werner Jeager
(2001), Peter Szondi (2001,2004), entre outros.

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA TERMINOLOGIA BILÍNGUE E CONFECÇÃO DE


GLOSSÁRIOS
Polyana Lucena Camargo de Almeida (UEL)
Eidele Maria Raimundo(UEL)
PALAVRAS-CHAVE: Pesquisa, Terminologia bilíngue, Glossário.
Este trabalho objetiva apresentar o projeto de pesquisa em ensino de graduação
intitulado “Trabalhando Princípios Básicos da Terminologia Bilíngue e Confecção de
Glossários”. O projeto visa criar oportunidades para que os alunos de graduação conheçam
e reflitam sobre os princípios básicos da Terminologia bem como desenvolvam a
habilidade de elaborar glossários. Constata-se, atualmente, que as pesquisas
terminológicas se tornaram importantes, não só no domínio de uma mesma língua, mas
também no estabelecimento da equivalência ou da correspondência das noções de uma
língua a outra. Os dicionários bilíngues e plurilíngues têm sido cada vez mais requisitados.

91
Esta comunicação expõe alguns conceitos de Terminologia, assim como a metodologia
utilizada para a pesquisa em andamento, a saber: escolha do domínio e da língua de
trabalho; delimitação do subdomínio; coleta do corpus do trabalho; classificação dos
termos em fichas terminológicas elaboradas para esse fim. Toma como exemplo, o
resultado parcial da pesquisa terminológica temática bilíngue (português-francês) de
termos jurídicos do estatuto da criança e do adolescente. Espera-se, desse modo, contribuir
para o enriquecimento profissional do futuro professor de Letras e para o desenvolvimento
das pesquisas terminológicas nos diversos domínios do conhecimento.

MULHER, MULHERES: representações na narrativa de Luiz Ruffato


Priscila Yamany Medeiros (Bolsista PIBIC/Unioeste)
Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste – Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Literatura contemporânea, Cultura, Representação feminina
Considerando estudos acerca da relação literatura, cultura e sociedade,
pretende-se com a presente comunicação apresentar algumas observações sobre as
múltiplas representações da mulher na literatura brasileira contemporânea. Levando em
consideração as diferentes formas de ser mulher em nossa sociedade, é importante
estudá-la na literatura, que a revela em suas múltiplas faces e papéis, como as mulheres
descritas no romance do autor Luiz Ruffato, Eles eram muitos cavalos. Na obra analisada
há a presença marcante da mulher como mãe, como esposa, trabalhadora. Em seu oposto há
também a mulher como prostituta, fracassada e desiludida no amor. Para compreender as
diversas representações da mulher encontradas na obra citada, a comunicação será
elaborada a partir de uma breve observação sobre cultura e sociedade como campos
inseparáveis e em sua relação com a literatura; algumas considerações antropológicas
sobre a mulher e como ela está inserida na sociedade, como surgiram seus diferentes papéis
e, por fim, a análise desses temas enquanto manifestações das representações femininas em
nossa sociedade, presentes na narrativa de Ruffato.

A RELAÇÃO DE PODER ENTRE FABIANO E O SOLDADO AMARELO EM


COMPARAÇÃO COM A FORMA ESTATAL DA CONSTITUIÇÃO DE 1937
Rafael Felipe Prais (Unioeste)
Prof. Dr. Stéfano Paschoal (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Constituição de 1937, Vidas Secas, Teoria de Estado.
Apresenta-se neste trabalho uma discussão cujo foco é o entrosamento do
ficcional e do real na relação de poder entre o Soldado Amarelo e Fabiano, personagens da
obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, abrigada pelo movimento cultural intitulado
Segunda Geração Modernista, que se dedica, dentre outras coisas, ao romance regional,
cuja temática mais freqüentemente explorada é a seca no Nordeste brasileiro. Tal análise
será feita à luz do texto constitucional de 1937. Por não haver menção à época em que se
passa o enredo da obra, adotamos aqui o ano de 1938, em que ela foi escrita. A relação de
poder entre as personagens – em passagens específicas – ilustra a política totalitária estatal
legitimada pela Constituição de 1937.

92
OCORRÊNCIA DE MODALIZAÇÃO JORNAL ONLINE PARAGUAIO.
Rejane Hauch Pinto Tristoni (Unioeste)
PALAVRAS CHAVE: Modalizadores, Crenças, Juízos de valores.
Este trabalho é parte de uma pesquisa, ainda, em andamento, cujo objetivo
consiste em investigar o papel modalizador em vocábulos a partir da análise de recortes do
jornal La nación veiculado na internet durante o ano de 2008 e 2009, considerando o modo
como as pessoas conseguem comunicar-se por meio da língua, transmitindo suas crenças e
seus juízos de valor. O interesse em promover uma análise neste contexto reflete uma
tentativa de contribuir, com a pesquisa a respeito da modalização lingüística. O percurso
traçado para o desenvolvimento deste trabalho, busca demonstrar que modalizadores
retirados do jornal La nación retratam uma atitude avaliativa do produtor do texto em
relação à mensagem expressa ou, ainda, estabelecem uma interlocução mais ativa com o
leitor no sentido de tentar convencê-lo a respeito da validade da opinião na qual o produtor
do texto expõe juízos de valor. Os estudos sobre modalização realizados por autores como
Parret (1988), Castilho e Castilho (1992), Neves (1996) subsidiam a hipótese de que a
modalização está centrada mais diretamente em certos vocábulos que, quando utilizados,
demarcam o objetivo do autor de levar o leitor à concordância e à aceitação da proposição
direcionando, ora, por meio da imposição, ora, pelo conselho a realizar a vontade sobre o
leitor, com isso, o autor, muitas vezes, o autor acaba imprimindo sua marca.

PRINCÍPIOS DA PICARESCA COMO SUBSTRATOS DA NARRATIVA EM O


CHALAÇA (1994)
Robert Thomas George Würmli (Unioeste/ Cascavel)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/ Cascavel - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: O Chalaça (1994), Novo romance histórico brasileiro,
Picaresca.
Em sua iniciativa de recontar a história do Brasil por meio de seu romance
Galantes memórias e admiráveis aventuras do virtuoso conselheiro Gomes, O Chalaça
(1994), José Roberto Torero alia as características de um novo romance histórico às
premissas da picaresca espanhola, compondo, deste modo, uma narrativa híbrida que
permite recuperar, não apenas a trajetória do gênero narrativo, mas também a confluência
da ficção e da história com uma perspectiva de releitura crítica do passado. Essa
confluência torna-se o nosso foco de analise da obra, além de nos voltarmos às estratégias
desconstrucionistas empregadas pelo autor para reelaborar as imagens consagradas pelo
discurso histórico sobre o imperador brasileiro D. Pedro I. Entre tais estratégias, destaca-se
a paródia, segundo a concepção bakhtiniana. Além disso, vale ressaltar que a obra
utiliza-se de uma narração autodiegética, segundo teoria de Gerard Genette (s/d), seno o
próprio Chalaça, exemplo de personagem criado a partir da picaresca e que conta a história
do Brasil sob uma ótica interior aos fatos.

93
GÊNEROS TEXTUAIS EM OFICINAS DE FORMAÇÃO CONTINUADA
Rosiane Moreira da Silva Swiderski (Unioeste)
Greice da Silva Castela (Unioeste/ PG - UFRJ - Orientadora)
Elenita Conegero Pastor Manchope (Unioeste - Orientadora)
Ruth Ceccon Barreiros (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Ensino, Gêneros textuais, Práticas pedagógicas..
O objetivo que norteia o presente artigo é apresentar reflexões e proposições
sobre os gêneros textuais trabalhados em três oficinas de formação continuada. O
planejamento das oficinas, que contemplam o corpus deste artigo, pauta-se teoricamente
na filosofia de linguagem do Círculo de Bakhtin, na proposta teórico-metodológica da
Sequência Didática proposta por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e adaptada por
Costa-Hübes (AMOP, 2007a; 2007b), nas estratégias de leitura apresentadas por Solé
(1998) e nos pressupostos da etnomatemática apresentadas por D´Ambrosio (1998, 2005).
As oficinas possuem dois públicos distintos: acadêmicos dos cursos de Pedagogia e Letras
que integram o projeto de extensão (PROEX – Cascavel/Pr), intitulado “Interações entre os
processos de leitura e formação de leitores”; e professores do Ensino Fundamental da
cidade de Três Barras/Pr participantes do projeto “Leitura em ação – formando cidadão”,
vinculado ao Programa Universidade Sem Fronteiras (SETI-PR).

O RESUMO ACADÊMICO COMO INSTRUMENTO PARA A


CONSTITUIÇÃO DA ESCRITA NA FORMAÇÃO DOCENTE INICIAL
Rubia Mara Bragagnollo (UEM)
Prof. Dr. Renilson José Menegassi (Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Escrita, Formação docente, Gênero discursivo resumo
acadêmico.
Esta pesquisa apresenta um relato de experiência acerca da constituição da escrita
por meio do gênero textual resumo acadêmico na formação docente inicial de acadêmicos
do curso de Letras da Universidade Estadual de Maringá, na disciplina Linguística I. A
partir das concepções de linguagem e de escrita como trabalho abordadas por Vygostky
(1988), Bakhtin/Volochinov (1992) e Bakhtin (2003), inseridas na perspectiva
sócio-interacionista de linguagem, e também da noção de gêneros textuais, realizou-se um
estudo comparativo com a produção do gênero escolhido, observando o processo de escrita
de dois alunos, como mostra representativa do todo. Com o emprego da abordagem de
natureza qualitativa-interpretativa, as produções foram analisadas, comparando-se o aluno
que considerou o papel do mediador em sala de aula, enviando seu resumo para correção e
possíveis sugestões, consequentemente reescrevendo seu texto várias vezes, com o
acadêmico que apresentou poucas versões do seu texto. Com as análises, demonstramos as
diferenças existentes na constituição da escrita, no processo de formação docente, expondo
as etapas que permearam a produção do gênero e percebendo como a mediação interfere. A
pesquisa é conduzida junto ao Grupo de Pesquisa “Interação e Escrita” (UEM/CNPq).

94
COMO USAR A TELEVISÃO NA SALA DE AULA
Ruth Winterkorn (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
PALAVRAS-CHAVE: Televisão, Utilização, Sala de aula
O presente artigo propõe uma série de procedimentos básicos que permitem
incorporar a programação televisual como documento sócio-histórico, fonte de
aprendizado e catalisadora de debates em sala de aula. Estimular a reflexão do profissional
de ensino sobre o fenômeno social da TV e sua articulação com a escola: um passo
importante na formação de cidadãos críticos e conscientes. Com a chegada das novas
tecnologias surge a necessidade de integrá-las em escolas públicas ou privadas, como uma
nova ferramenta de ensino, e uma nova perspectiva de trabalho para os professores. Assim,
é preciso descobrir novos métodos e técnicas mais eficientes para trabalhá-las com os
alunos, despertando neles o interesse e o prazer em pesquisar, organizar e criar suas idéias,
fazendo uso da tecnologia da informação e da comunicação que é a TV. A integração das
novas tecnologias com a escola propicia outras possibilidades para a educação, por outro
lado, exige o desenvolvimento de novos métodos. Nesse sentido, a criação de projetos para
utilização da tecnologia da comunicação e da tecnologia da informação, em destaque TV e
Vídeo, com finalidade educativa, pode contribuir para o aprimoramento do processo
ensino-aprendizagem. A utilização da TV em sala de aula, e a sua relação com a educação
devem ser cuidadosamente analisadas, especialmente no que tange a possível utilização
equivocada de programas considerados “pouco culturais” como recurso pedagógico, na
busca de um processo de ensino/aprendizagem mais eficaz e dinâmico, pois estes podem
tornar-se apenas um preenchimento do tempo, nada acrescentando ao intelecto dos
estudantes.

MACHO NÃO GANHA FLOR: uma leitura do conto de Dalton Trevisan


Salete Schmidt Rutkauskis (CEPR)
PALAVRAS-CHAVE: Conto, Discurso, Entimema;
O presente trabalho apresenta uma breve leitura do conto Macho não ganha flor,
de Dalton Trevisan. Tem como objetivo analisar os julgamentos de valor presumidos no
discurso. Tomando por base a concepção bakhtiniana de que a realidade social
manifesta-se no discurso, e, este é social, ideológico e cultural por natureza. Há conexão
entre enunciado verbal e o meio social. Procura-se mostrar que há uma voz presente no
conto: a voz da vítima de um estupro, da narradora, protagonista da obra – e que representa
a voz das mulheres denunciando os horrores sofridos através dessa forma de violência.
Essa voz social aparece na narrativa (em primeira pessoa), entremeadas aos diálogos do
agressor. Pode-se dizer que o discurso é um depoimento que revela a morte da vítima, não
física, mas a morte da mulher.

95
O SENTIDO OBJETIVO E O SENTIDO SUBJETIVO NO USO DO ADJETIVO
Simone Beatriz Cordeiro Ribeiro (Unioeste – Mestrado/ Bolsista Fund. Araucária)
Clarice Nadir von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Redação de vestibular, Expressividade adjetiva, Sentido
objetivo e subjetivo.
A Redação de Vestibular consiste em uma tarefa árdua, na qual os candidatos, em
apenas trinta linhas, precisam convencer e mostrar a Banca de Correção do Vestibular de
que têm argumentos e uma boa desenvoltura escrita para cursar uma universidade. O
Concurso Vestibular/2008 da Unioeste disponibilizou para a Prova de Redação duas
modalidades textuais: a dissertação/texto argumentativo e a carta. Para o desenvolvimento
deste texto serão utilizadas apenas as dissertações. Nestas serão observados os usos dos
adjetivos buscando verificar se estão antepostos ou pospostos ao substantivo, como
também se essa mudança de ordem influencia no sentido da expressividade quando unidas
as duas classes gramaticais nas formações SUBSTANTIVO+ADJETIVO ou
ADJETIVO+SUBSTANTIVO. Conforme os estudos de Callou e Serra (2003) quando o
adjetivo está depois do substantivo apresenta valor objetivo e quando está antes do
substantivo apresenta valor subjetivo e afetivo. Sendo assim, será verificada a incidência
de mudança de expressividade quanto aos sentidos objetivo e subjetivo, ou quando há
ocorrências de usos inversos ou não que apenas servem como um recurso enfático que não
contribuem para modificar o sentido da expressão, apenas dão realce ao uso. Também
serão analisados os usos já cristalizados que quando se encontram no processo inverso
contribuem apenas para gerar estranheza da expressão.

LÍNGUA, LITERATURA E CULTURA – UMA CONFLUÊNCIA NECESSÁRIA


NO ENSINO DE L. E.
Stanis David Lacowicz (Unioeste/Cascavel)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/Cascavel - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Ensino de língua estrangeira, Mestiçagem, Identidade
latino-americana.
O processo de ensino/aprendizagem de Língua Estrangeira leva,
necessariamente, a um enfrentamento do aprendiz com seu universo histórico/cultural à
medida em que este encontrar em contato com a cultura do “outro”. A língua, nesse
contexto, não deve ser vista, pois, como um todo em si, mas como uma das mais
importantes manifestações culturais de um povo. Estas aliadas a outras, como a Literatura,
além de manifestações culturais significativas do modo de viver dos representantes da
língua alvo, podem fornecer uma visão mais ampla do “outro” e, assim, motivar o aprendiz
a se aprofundar nesse universo. A literatura, nesse contexto, é um dos meios mais ricos para
aproximar o aprendiz de mostrar variadas da língua alvo, bem como de estratégias de
comunicação comuns entre os nativos. A abordagem a tópicos de cultura contextualiza o
emprego das variantes da língua, aproxima povos pelo conhecimento de suas
especificidades culturais, além de enriquecer o universo da “leitura de mundo” do
aprendiz, envolvendo-o com o contexto histórico que gerou a utilização da língua alvo
como meio de comunicação entre povos. Discutir essas implicações no processo de ensino
de Língua Estrangeira, a partir do pressuposto de que vivemos em um contexto de culturas
96
híbridas e mestiças, leva-nos a advogar por uma abordagem multicultural na execução
desse processo no Brasil.

A SIMBOLOGIA DA ÁGUA EM POEMAS DE HELENA KOLODY


Suellen Chaves Borges (Unioeste)
Clarice Braatz Schmidt Neukirchen (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Imagem da água, Simbologia, Helena Kolody.
Este trabalho resulta de pesquisas realizadas ao longo do ano de 2008 junto ao
grupo L.E.R. –Literatura, Educação e Recepção, da Universidade de Brasília, e pretende
investigar as ricas representações simbólicas da água em poemas da autora paranaense
Helena Kolody. Buscar-se-á identificar como a imagem desse elemento vital se transmuta
no interior da expressão poética, ora surgindo no vigor das fontes, ora aparecendo na
calmaria dos rios ou ainda vindo à tela na placidez dos orvalhos, mas com a permanente
sugestão de serenidade e convite à contemplação, tão próprios do eu-poético kolodyano.
Paralelamente a essa discussão, procurar-se-á estabelecer leituras que delineiem os traços
sutis e reveladores do inextricável vínculo homem-natureza, aspecto importante nos
poemas da paranaense e que lhes confere particulares tons de abundante cristalinidade. As
contribuições de Bachelard (2001), Chevalier & Gheerbrant (1993), Durand (1996),
Staiger (1975) e Paz (1991) constituem substrato essencial nas análises tecidas neste artigo.

ESTUDO DE ASPECTOS SÓCIO-HISTÓRICOS DE UMA COMUNIDADE


UCRANIANA DE IRATI/PR
Tadinei Daniel Jacumasso (Unicentro - Unioeste/Bolsista CAPES)
PALAVRAS-CHAVE: Diversidade cultural, imigração, comunidade ucraniana
O presente trabalho tem por objetivo principal fazer um levantamento
sócio-histórico da comunidade ucraniana de Itapará, localizada na área rural do município
de Irati/PR. A relevância deste estudo se apresenta no tocante à discussão que fazemos em
relação à valorização dos elementos culturais trazidos pelos imigrantes ucranianos e que
ainda são conservados pelos seus descendentes. Nesse estudo, abordamos, de maneira
geral, as três etapas da imigração ucraniana para o Brasil e os fatores que motivaram a vinda
e a permanência desses imigrantes em solo brasileiro. Fazemos, além disso, neste estudo,
um levantamento sobre a diversidade cultural e étnica na região Centro-Sul do estado do
Paraná.

97
O LETRAMENTO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: estratégias para a
formação do cidadão
Tatiana de Medeiros Canziani (IFPR)
PALAVRAS-CHAVE: Língua, Educação linguística escolar, Ensino médio
profissionalizante.
Esse artigo pretende repensar o trabalho com a língua portuguesa no Ensino
Médio integrado à educação profissional, dentro de um contexto educativo que visa
garantir uma formação científica, tecnológica e humanística, capaz de possibilitar uma
formação integral do profissional e do cidadão. Mediante a essa perspectiva educacional,
busca-se apresentar como se desenvolve o processo de ensino-aprendizagem de língua
portuguesa no Instituto Federal do Paraná (IFPR), Campus Paranaguá, instituição criada
em 2008 e que faz parte do plano de expansão Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica. O letramento surge como uma estratégia eficaz dentro desse
processo de educação lingüística escolar, uma vez que através da intensa prática de leitura,
escrita e oralidade, o aluno passa a reproduzir, de modo contextualizado, atividades
lingüísticas de seu cotidiano. Nesse sentido, a escola abre suas portas para a
heterogeneidade da língua materna, possibilitando ao estudante o acesso à língua padrão –
como uma entre tantas variedades –, ao mesmo tempo em que reconhece o papel do sujeito
como usuário dessa língua, que é passível de adaptação diante das necessidades de seus
falantes.

O PRECONCEITO LINGÜÍSTICO NAS COMUNIDADES DO ORKUT


Thiago Benitez de Melo (Unioeste)
PALAVRAS-CHAVE: Preconceito lingüístico, Meios de comunicação, Orkut.
Este trabalho tem como objetivo efetuar uma análise sociolingüística das
comunidades do Orkut e apresentar o preconceito lingüístico presente nessas
comunidades. Partiremos da premissa de que o preconceito lingüístico, na verdade, é um
preconceito social. O falante é discriminado segundo critérios inexistentes de padrões
lingüísticos, que acabam gerando critérios sociais. A profissão do indivíduo, como se veste
e de que maneira se comporta, influenciam em seu julgamento lingüístico. A mitologia da
intolerância lingüística, conhecida pelo sendo comum, colabora com a discriminação para
com o falante. Enquanto os meios de comunicação, em especial a internet, não deixarem de
divulgar textos preconceituosos, os falantes continuarão sendo discriminados e
considerados estrangeiros em sua própria língua.

98
A (IM)POSSIBILIDADE DE VER O “OUTRO”: o discurso da descoberta da
América
Toni Juliano Bandeira (Unioeste/Cascavel)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/Cascavel - Orientador)
PALAVRAS-CHAVE: Descobrimento da América, Cristóvão Colombo, Pero Vaz de
Caminha.
O presente trabalho tem como objeto de análise fragmentos da Carta de Pero de
Vaz de Caminha (1500) e do Diário de bordo de Cristóvão Colombo (1492-1493). Nesse
corpus, buscamos revelar aspectos antagônicos relativos à cultura ibérica e a dos povos
autóctones das terras americanas. Nossa atenção se volta ao choque cultural entre as
diferentes concepções do “outro”, conforme afirma Todorov (1983). Para tanto,
realizar-se-á uma análise discursiva de partes dos textos, ancorando-nos nos registros de
Beatriz Pastor (1983) e outros, para buscar no corpus elementos de ordem histórica e
antropológica que possam elucidar os distintos valores vigentes na sociedade européia em
contraposição aos das sociedades nativas descritas por Caminha e Colombo e como esses
valores atuaram na configuração da negação da alteridade nos primeiros contatos entre
ibéricos e aborígenes americanos, já que os relatos evidenciam que as percepções daqueles
em relação aos costumes e crenças destes são figuradas de acordo com sua própria visão, e
consequentemente anulando a possibilidade de ver o “outro” como ele realmente é.
Percebe-se, tanto no Diário quanto na Carta, um olhar atento dos exploradores em relação
às novas terras. Em seus registros, nota-se a presença marcante da ideologia mercantilista e
do ideal de cristianização que movia as ações exploratórias das nações européias. Desse
modo, esse corpus tem, além de seu valor literário, grande valor como documento
histórico, segundo expressa Bosi (2000, p. 14).

MEMÓRIA E HISTÓRIA NA DRAMATURGIA DE JORGE ANDRADE


Vanessa Cristhina Zorek Daniel (Unioeste)
Profa. Dra. Lourdes Kaminski Alves (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Jorge Andrade, Memória, Dramaturgia.
Este trabalho tem como proposta realizar investigações sobre o teatro de Jorge
Andrade ressaltando-se a importância deste dramaturgo para a renovação teatral brasileira.
Renovação esta marcada a partir da década de 1930 no Brasil. A Moratória (1955), foi uma
das primeiras peças a apresentar uma dramaturgia de qualidade, e de grande destaque para a
carreira do autor. A partir das dez obras dramáticas que compõem o ciclo Marta, a Árvore e
o Relógio (1986). Propomos observações à cerca das personagens, memória e história
presentes nos textos dramáticos. A obra dramática de Jorge Andrade é reconhecida pelo
seu valor literário, e temáticas sociais que retratam importantes momentos históricos
brasileiros. O dramaturgo dedica as dez peças a observar e a questionar o passado histórico
do Brasil, principalmente a partir da perspectiva paulista e de classes economicamente
privilegiadas. Rosenfeld (1986) considera a obra como única, pela grandeza da concepção
e pela unidade e coerência com que as peças se subordinam ao propósito, que foi mantida
pelo autor por muito tempo com, persistência a aprofundar-se nas próprias origens, de
procurar a sua verdade individual através do conhecimento do grupo social ao qual
pertencia. O ciclo trata principalmente da realidade paulista e brasileira, abordando seus
99
aspectos históricos, sociais e morais, o autor faz a reconstrução desse mundo social
utilizando-se de varias formas de realismo. Assim, por meio da ficção de Jorge Andrade
temos a imagem de períodos marcantes na historia do Brasil, decorrente de uma volta as
suas próprias origens, descrevendo sua versão da história a partir de uma realidade familiar
e de experiências vividas, no entanto, apesar de o autor se basear em suas memórias e
experiências a sua obra não deixa de alcançar verdades universais.

O MONÓCULO CRÍTICO DE EÇA DE QUEIRÓS EM A RELÍQUIA


Vanessa Micheli Faraom (UDC – FACEMED)
PALAVRAS-CHAVE: Eça de Queirós, crítica social, Ironia;
A obra A Relíquia apresenta um questionamento acerca do que retrata: a hipocrisia
da sociedade burguesa e clerical de sua época. Eça de Queirós faz uma crítica contra a
religiosidade fanática e a hipocrisia burguesa, transmitindo ao leitor um retrato fiel de
aspectos que permeavam a sociedade da época. Através das atitudes e comportamentos dos
personagens vemos explicitamente a crítica feita em torno do que diz respeito àqueles que
vivem de aparência para comportar o que a burguesia exigia. A hipocrisia fica
extremamente representada pelo personagem Teodorico, o qual leva uma vida dupla, é
mentiroso, dissimulado e finge adaptar-se ao conservadorismo beato da casa da tia,
quando, na verdade, longe dos olhos vigilantes de D. Patrocínio, leva uma vida mundana,
cujos prazeres carnais são sua preferência. Teodorico, almejando sempre a fortuna e
sabedor da repugnância desta pelas coisas mundanas, vale-se da ironia ao referir-se aquilo
que secretamente adora para permanecer no bom conceito que a tia faz dele. Eça de
Queirós, fazendo jus ao período a que pertenceu, a saber, o Realismo, utilizava de uma
linguagem clara, sendo a ironia, a denúncia da hipocrisia da sociedade burguesa e o relato
dos acontecimentos do cotidiano sua característica marcante. A crítica ensejada pela
poética de Eça traz à luz um retrato fiel da sociedade portuguesa, levando-nos a uma
reflexão acerca do valor da aparência e da essência em que vivia a burguesia e o clero da
época.

POLIFONIA NA ENTREVISTA DE DÉCIO PIGNATARI


Vanessa Raini de Santana (PIBIC/CNPq/Unioeste)
Aparecida Feola Sella (Unioeste - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Polifonia, Enunciados negativos, Entrevista Décio Pignatari.
Verificar como se opera argumentativamente um enunciado permite identificar
as perspectivas enunciativas abordadas na elaboração de determinado discurso. O
acionamento de pontos de vista que recaem não sobre a responsabilidade do locutor do
texto, mas de seus enunciadores, revela a existência de polifonia, ou seja, o trabalho do
locutor com vozes alheias ao seu discurso. A utilização de mecanismos que auxiliam na
construção da argumentação é de grande importância durante a realização da enunciação.
Tal manobra discursiva se efetiva por meio de elementos capazes de direcionar
argumentativamente o interlocutor a chegar a determinada conclusão. Considerando
estudos que versam sobre a Semântica Argumentativa, como os de Ducrot (1987/1989) e

100
de Koch (1984), percebe-se que uma das formas de manifestação da polifonia é a utilização
de enunciados negativos, que, ao serem utilizados em determinado contexto, revelam a
orientação argumentativa sugerida pelo enunciador. Visando a identificar como esse
processo ocorre, optou-se por fazer uma análise da entrevista cedida à Revista Cult por
Décio Pignatari, em setembro de 2000. A presente pesquisa está vinculada ao projeto de
Iniciação Científica intitulado “Ocorrência de polifonia por meio de operadores
argumentativos em entrevistas da Revista Cult”. Pretende-se, portanto, explanar sobre os
resultados parciais obtidos na pesquisa, ou seja, demonstrar o efeito argumentativo gerado
pela presença de polifonia em enunciados negativos retirados presentes no gênero
entrevista.

ALMAS AGRADECIDAS E OUTROS CONTOS: as classes sociais e o olhar de


MACHADO de Assis
Vera Regina Vargas (PIC-V/Unioeste)
Izabel Cristina Souza Gimenez (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Classes sociais, Machado de Assis, Contos.
O objetivo deste trabalho é realizar uma pesquisa bibliográfica e analítica no
conto “Almas Agradecidas” e outros contos machadianos, com o intuito de observar como
representam estilisticamente as classes sociais, na época, no Brasil. Para isto, tomar-se-á
como objeto de estudo os cenários fluminenses e personagens que esses contos
apresentam, de modo a investigar como se davam as relações de poder, com o interesse de
detectar marcas dessa sociedade hierarquizada revelada pelo autor. Para a consecução
desta análise, o trabalho fundamenta-se nas considerações teóricas de Raymundo Faoro
(2001), Alfredo Bosi (1999) e Machado de Assis.

OS SINOS DA AGONIA: o confronto entre as versões das personagens


Viviane Bezerra (Unioeste)
Izabel Cristina Souza Gimenez (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Os Sinos da Agonia, Estrutura do romance, Vozes das
personagens
Este trabalho realizará uma leitura do romance Os sinos da agonia, de Autran
Dourado. Nele, o autor delega voz às personagens para que elas conduzam a narrativa
segundo seus pontos de vista. Para isso, cada personagem está inserido em um bloco ou
jornada, ou seja, cada uma narra em seu devido tempo, na seguinte ordem: Januário na
jornada intitulada “A farsa”; Malvina em “Filha do Sol e da luz”; Gaspar em “O destino do
passado” e, simultaneamente, as três versões se encontram finalizando a obra na jornada
“A roda do tempo”. Todavia, alguns detalhes são desconhecidos pelas personagens,
cabendo ao narrador unir as vozes ao longo da história. Para isso, o narrador se vale da
condição de onisciente para emitir juízos valorativos elas. Essa arquitetura labiríntica
compõe o estilo deste romance de Autran Dourado.

101
TEMA E ESTRUTURA NA PEÇA ANJO NEGRO DE NELSON RODRIGUES
Wallisson Rodrigo Leites (Unioeste/Cascavel)
Lourdes Kaminski Alves (Unioeste/Cascavel - Orientadora)
PALAVRAS-CHAVE: Anjo Negro, Nelson Rodrigues, Estrutura, temática.
As peças rodriguinianas deram ao teatro um novo caráter literário, a temática
universal encontrada em suas obras ao resgatar aspectos do trágico antigo e aclimatá-los à
realidade sócio-cultural brasileira, coloca o teatro nacional ao lado das grandes obras da
nossa literatura. O teatro de Nelson Rodrigues devido à complexidade estética na
elaboração de personagens, no tratamento do gênero e de temas, tem suscitado variadas
pesquisas no Brasil e na América Latina. Contudo, sua obra ainda não foi de todo esgotada,
podendo motivar pesquisas qualitativas na área da crítica cultural, historiográfica e estudos
comparados. O estudo de suas peças representa um olhar aguçado para a condição humana
à medida que refletem aspectos do consciente e do inconsciente coletivo. Este texto
apresenta uma breve reflexão sobre os elementos estruturadores e temáticos na peça Anjo
Negro (1947) de Nelson Rodrigues, com o objetivo de verificar os processos estilísticos
que resultam numa aproximação da figura do herói trágico sob o discurso da dramaturgia
contemporânea, como discurso possível num determinado período histórico.

102
27 de junho de 2009 – 13h30 às 17h15
Local: Salas de aula da UNIOESTE

ENSALAMENTO DA SESSÃO DE COMUNICAÇÕES


SALA 07 - BLOCO 1 – 2º PISO

13h30 – 13h45: A Relação do Piloto Anônimo em português e em italiano: notas


sobre a tradução
Benilde Socreppa Schultz (Unioeste/Cascavel)

13h45 – 14h00: Origens e significações das expressões idiomáticas da língua


portuguesa falada no Brasil
Cassiano Ricardo Galli (Unioeste)

14h00 – 14h15: Análise sócio-linguística e cultural de provérbios em latim


Diego Engelmann (Unioeste)

14h15 – 14h30: Toponímia e memória social: um estudo sobre Terra Roxa-PR


Elizeth Pereira da Silva (Unioeste)
Márcia Sipavicius Seide (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

14h30 – 14h45:O léxico semântico-pragmático do entretenimento infantil: em


atividades recreativas
Evelin K. Schmidt (PICV/PRPPG - Unioeste)
Clarice Nadir von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

14h45-15h00: Processos de formação de palavras no português brasileiro: o caso


dos prefixos
Luizane Schneider (Unioeste)

INTERVALO (15h00 – 15h15)

15h15 – 15h30: Estrangeirismos: influência no léxico da cidade de Foz do Iguaçu


Macirlene Lima de Leite Queiroz (Unioeste/Foz do Iguaçu)

15h30 – 15h45: Transformações nos saberes lingüísticos na passagem do século


XIX ao XX: questões referentes a dicionários de língua espanhola
Mariana Girata Francis (Unioeste/ PG-UEL)
Profa. Dra. Adja Balbino de Amorim Barbieri Durão (UEL – Orientadora)

103
15h45 – 16h00: A influência da mulher no léxico infantil
Patrícia Lucas (Bolsista PIBIC/CNPq/Unioeste)
Clarice Nadir von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

16h00 – 16h15: Princípios Básicos da Terminologia Bilíngue e Confecção de


Glossários
Polyana Lucena Camargo de Almeida (UEL)
Eidele Maria Raimundo(UEL)

16h15 – 16h30: Gêneros textuais da esfera jurídica no material didático


paranaense
Mirian Schröder (UFPR-FALURB)

16h30 - 16h45 - Representação de gênero em livros didáticos e nas histórias das


crianças
Prof. Ms. Ivone Maria Battistela (SEED/PR)

16h45 - 17h00: A problemática da política linguística na Unila


Karina Mendes Thomaz

SALA 08 - BLOCO 1 – 2º PISO

13h30 – 13h45: Sentido e sujeito através do discurso jornalístico: a


homogeneização das narrativas e a cristalização dos sentidos
Alessandro Alves da Silva (PICV/PRPPG/Unioeste)
Alexandre Sebastião Ferrari Soares (Unioeste - Orientador)

13h45 – 14h00: A representação discursiva das práticas pedagógicas na revista


nova escola
Eliana Cristina Pereira Santos (Unioeste)
João Carlos Cattelan (Unioeste - Orientador)

14h00 – 14h15: Para curar a política: uma leitura da correspondência eleitoral


Mariana Lioto (Unioeste)
João Carlos Cattelan (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

14h15 – 14h30: Estudo do filme Vem Dançar sob a perspectiva da Análise do


Discurso
Job Lopes (PIBIC/CNPq – Unioeste)
João Carlos Cattelan (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientador)

104
14h30 – 14h45: Revista Veja e a superioridade dos asiáticos em “Cultura do
Sucesso”
Juliana Karina Voigt (Unioeste)

14h45-15h00: As duas faces do discurso ecologicamente correto


Luciane Lucyk Bartmanovicz (Unioeste)
Prof. Dr. João Carlos Cattelan (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)
INTERVALO (15h00 – 15h15)

15h15 – 15h30: A dimensão social do discurso atrelado à história da retórica


Pamera Francieli Corrêa Pereira (Unioeste)
Márcia Sipavicius Seide (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

15h30 – 15h45: O discurso de Veja sobre educação no ensino superior no Brasil e


avaliação de qualidade: ditos e interditos
Andressa Guedes Kaminski Alves (Unioeste)

15h45 – 16h00: O Boticário: igualdade x subjetividade


Keli Adriana Vidarenko da Rosa (Unioeste)
Prof. Dr. João Carlos Cattelan (Unioeste - Orientador

16h00 – 16h15: Uma reflexão sobre o ethos em publicidades referentes ao PNLD


2010
Cínthia Morelli Rosa (Unioeste)

16h15 – 16h30: A educação de jovens e adultos a partir do material didático: uma


denúncia sobre o seu caráter reducionista
Clariane Leila Dallazen (Unioeste)
Maria Juliana Mazur (Unioeste)

16h30 – 16h45: Professores de Línguas: produção de materiais e práticas sociais


Profa. Dra. Aparecida de Jesus Ferreira (Unioeste)

16h45 – 17h00 A internet como ferramenta no ensino/aprendizado de língua


inglesa (li)
Maura Bernardon (Unioeste/Toledo)

105
SALA 09 - BLOCO 1 – 2º PISO

13h30 – 13h45: “Livro de Receitas” – O passo a passo na construção e manutenção


do suspense na obra juvenil de Marcos Rey
Ana Cecilia Hildebrand Seyboth (Unioeste)
Clarice Lottermann (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

13h45 – 14h00: A ilustração na obra “Chapeuzinho Amarelo” de Chico Buarque


Evelyn Werner (Unioeste)

14h00 – 14h15: A metalinguagem na obra Retratos de Carolina de Lygia Bojunga.


Gisela Johann Recalcatti (PIC/V - Unioeste)
Clarice Lottermann (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

14h15 – 14h30: A intertextualidade nas obras de Monteiro Lobato


Gleika Schlindvein Back (Unioeste)
Luana Aguiar da Silva (Unioeste)
Clarice Lottermann (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

14h30 – 14h45: O poder na obra de Ruth Rocha


Karine Cristine Leonardo Inácio (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
Taiana Grespan (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)

14h45-15h00: Representações masculinas em obras de Lygia Bojunga


Cris Marilda Fites (PIC/V)
Clarice Lottermann (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientadora)

INTERVALO (15h00 – 15h15)

15h15 – 15h30: A melancolia presente na obra Hamlet, de William Shakespeare


Liziane Regina Paiz (Unioeste)
Paula Kracker Francescon (Unioeste)
Valdomiro Polidorio (Unioeste - Orientador)

15h30 – 15h45: Otimismo e desencanto de Julien Sorel: espelho das instabilidades


sociais e históricas
Maria Carolina Payão de Almeida (UEL)
Profa. Dra. Edna Salla (Orientadora)

15h45 – 16h00: As marcas de vanguardas no poema Ramón Collar


Elaine Maria Gracioli Rodrigues

106
16h00 – 16h15: O espaço na obra El coronel no tiene quien le escriba, de García
Márquez
Maricélia Nunes dos Santos (Unioeste/Cascavel)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/Cascavel - Orientador)

16h15 – 16h30: “As personagens femininas de “Um rio chamado tempo, uma casa
chamada terra”
Miriam Juliana Pastori Bosco (Unioeste)

16h30 – 16h45: Da compaixão à crueldade: um estudo do Ensaio Sobre a Cegueira


Caroline Arenhart De Bastiani
Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste - Orientadora)

16h45 – 17h00: A Jangada de Pedra: em busca do resgate da identidade


portuguesa
Joice Oliveira Noll (Unioeste)

SALA 11- BLOCO 1 – 2º PISO

13h30 – 13h45: Tema e estrutura na peça Anjo Negro de Nelson Rodrigues


Wallisson Rodrigo Leites (Unioeste/Cascavel)
Lourdes Kaminski Alves (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

13h45 – 14h00: Os Sinos da Agonia: o confronto entre as versões das personagens


Viviane Bezerra (Unioeste)
Izabel Cristina Souza Gimenez (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientadora)

14h00 – 14h15: Almas Agradecidas e outros contos: as classes sociais e o olhar de


Machado de Assis
Vera Regina Vargas (PIC-V/Unioeste)
Izabel Cristina Souza Gimenez (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientadora)

14h15 – 14h30: A simbologia da água em poemas de Helena Kolody


Suellen Chaves Borges (Unioeste)
Clarice Braatz Schmidt Neukirchen (Unioeste - Orientadora)

14h30 – 14h45: Macho não ganha flor: uma leitura do conto de Dalton Trevisan
Salete Schmidt Rutkauskis (CEPR)

107
14h45 – 15h00: Princípios da picaresca como substratos da narrativa em O chalaça
(1994)
Robert Thomas George Würmli (Unioeste/ Cascavel)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/ Cascavel - Orientador)

INTERVALO (15h00 – 15h15)

15h15 – 15h30: A mulher no espaço da representação: além da beleza física


Paula Maria Lucietto Dylbas dos Santos (Unioeste)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/Cascavel - Orientador)

15h30 – 15h45: Religião e gênero: um estudo comparativo de personagens


femininas em romances do final do sec.XIX e da sociedade contemporânea
Kayanna Pinter (Unioeste)
Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste - Orientadora)

15h45 – 16h00: Gretchen e Margarida: a desgraça à luz do amor


Elisângela Redel (Unioeste)
Prof. Dr. Stéfano Paschoal (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

16h00 – 16h15: Literatura e Crítica Social: Diálogos especulares entre Kafka,


Guimarães Rosa e Saramago
Adriano Rodrigues Alves (UDC-FACEMED)

16h15 – 16h30: Narrativa e intertextualidade em O Sonho de Electra


Daniela Viviane Lusa – (Unioeste)
Antonio Donizeti da Cruz (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

16h30 – 16h45: Literatura e identidade: João Gilberto Noll e Clarice Lispector


Alessandra Pajolla (UEM)
Sandro Adriano da Silva (UEM)

16h45 – 17h00: Miséria, opressão e violência: o caipira na perspectiva de


Graciliano Ramos e Monteiro Lobato
João Paulo Frai (Unioeste)
Rita Felix Fortes (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

SALA 12- BLOCO 1 – 2º PISO

13h30 – 13h45: Nietsche, Felipe Fortuna, Sísifo e o eterno retorno


Antonio Rediver Guizzo
108
13h45 – 14h00: A (im)possibilidade de ver o “outro”: o discurso da descoberta da
América
Toni Juliano Bandeira (Unioeste/Cascavel)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/Cascavel - Orientador)

14h00 – 14h15: O universo multicultural ameríndio e a identidade híbrida


americana em The heirs of Columbus (1991), de Gerald Vizenor
Abel Santos de Oliveira Junior (Unioeste/Cascavel)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste /Cascavel - Orientador)

14h15 – 14h30: Imagens pictóricas em O Enfermeiro (1999) – Mario Farias


Julie Fank (Unioeste)
Acir Dias (Unioeste – Orientador)

14h30 – 14h45: Valores morais versus poder aquisitivo no conto O enfermeiro de


Machado de Assis
Josiane Cristina Neri (Unioeste)

14h45-15h00: Estudos acerca da formação do teatro trágico antigo e do drama


trágico contemporâneo: relações sócio-históricas e intertextuais
Pedro Leites Jr. (PIBIC/CNPq -Unioeste)
Lourdes Kaminski Alves (Unioeste - Orientadora)

INTERVALO (15h00 – 15h15)

15h15-15h30: Memória e História na dramaturgia de Jorge Andrade


Vanessa Cristhina Zorek Daniel (Unioeste)
Profa.Dra.Lourdes Kaminsk Alves (Unioeste – Orientadora)

15h30 – 15h45: Alguns aspectos da fortuna crítica de Os sinos da agonia, de


Autran Dourado
Claudinei Francisco Pioner (PIBIC - Unioeste).
Profa. Dra. Izabel Cristina Souza Gimenez (Unioeste/Mal. Cândido Rondon -
Orientadora)

15h45 – 16h00: Regionalismo Brasileiro: Uma Introdução


Bruna Bechlin (Unioeste)

16h00 – 16h15: A solidão em Caio Fernando Abreu


Mirian Carla Barbosa (Unioeste)

109
16h15 – 16h30: “O cobrador” de Rubem Fonseca: uma leitura sociológica do homo
brutalis
Pablo Jamilk Flores (Mestrado Letras/Unioeste)
Regina Coeli Machado (Unioeste - Orientadora)

16h30 – 16h45: A relação entre casal sob a ótica de Luiz Vilela


Patrícia Martins Cozer (Unioeste)

16h45 – 17h00: Mulher, mulheres: representações na narrativa de Luiz Ruffato


Priscila Yamany Medeiros (Bolsista PIBIC/Unioeste)
Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste – Orientadora)

SALA 48- BLOCO 2 – 2º PISO

13h30 – 13h45: Estatuto da Criança e do Adolescente na escola


Michely Fernanda Azeredo Coutinho Scherer (Unioeste)
Sabrina Passig Schilke (Unioeste)
Adriana da Cunha Werlang (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientadora)

13h45 – 14h00: O que está errado na educação?


Lucia Sehnem Gauer

14h00 – 14h15: Como usar a televisão na sala de aula


Ruth Winterkorn (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)

14h15 – 14h30: Reflexões sobre avaliação da aprendizagem em oficinas de extensão

Amanda Maria Elsner (Unioeste)


Greice da Silva Castela (Unioeste - Orientadora/ PG - UFRJ)
Elenita Conegero Pastor Manchope (Unioeste - Orientadora)
Ruth Ceccon Barreiros (Unioeste - Orientadora)

14h30 – 14h45: Discurso como prática social: a aprendizagem de inglês na escola


pública
Profa. Ms. Isis Ribeiro (Unioeste/Foz do Iguaçu)

14h45– 15h00: Link da comunicação: perspectivas inovadoras para o ensino


Camila Alves (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)
Diana Milena Heck (Unioeste/Mal. Cândido Rondon)

110
INTERVALO (15h00 – 15h15)

15h15 – 15h30: O preconceito lingüístico nas comunidades do Orkut


Thiago Benitez de Melo (Unioeste)

15h30 – 15h45: Língua, literatura e cultura – uma confluência necessária no ensino


de L. E.
Stanis David Lacowicz (Unioeste/Cascavel)
Gilmei Francisco Fleck (Unioeste/Cascavel - Orientador)

15h45 –16h00: Ser bilíngüe num contexto de línguas em contato


Noeli Pufal Schulz (Unipar)

16h00 – 16h15: Imigração alemã: um estudo sobre cartas familiares


Luciane Watthier (Unioeste)
Clarice Nadir von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon – Orientadora)

16h15 – 16h30: Estudo de aspectos sócio-históricos de uma comunidade ucraniana


de Irati/PR
Tadinei Daniel Jacumasso (Unicentro - Unioeste/Bolsista CAPES)

16h30 – 16h45: O Escocês Literário – Vivo e Florescente


Newton Sabbá Guimarães – (Unicentro/Irati , PR )

16h45 – 17h00: Relatos de viagem do intercâmbio do Brasil com o Paraguai


Bruna Otani Ribeiro (Unioeste/bolsista PROEX)
Greice da Silva Castela (Unioeste)

SALA 49- BLOCO 2 - 2º PISO

13h30 – 13h45: Verbos modais, modalização objetiva e modalização subjetiva


Adriano Steffler (Unioeste)

13h45 – 14h00: Modalização e argumentação no artigo de opinião


Alcione Tereza Corbari (Unioeste/Cascavel)

14h00 – 14h15: Relação letra/música: aspectos de modalização na música Palhaço


(Mais clara, mais crua), de Egberto Gismonti
Luciano Dallastra (Unioeste/Cascavel)

111
14h15 – 14h30: Ocorrência de modalização jornal online paraguaio
Rejane Hauch Pinto Tristoni (Unioeste)

14h30 – 14h45: O sentido objetivo e o sentido subjetivo no uso do adjetivo


Simone Beatriz Cordeiro Ribeiro (Unioeste – Mestrado/ Bolsista Fund. Araucária)
Clarice Nadir von Borstel (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientadora)

14h45-15h00: Coesão textual: um olhar sobre o emprego dos artigos definidos e


indefinidos
Ana Cristina Garbato (Unioeste/Cascavel)
Rosana Becker (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

INTERVALO (15h00 – 15h15)


15h15 – 15h30: Aspectos da referenciação em entrevistas publicadas pela Revista
Cult
Eviliane Bernardi (PIBIC/Unioeste/PRPPG – Unioeste)
Aparecida Feola Sella (Unioeste - Orientadora)

15h30 – 15h45: A referenciação como artifício de construção de objetos discursivos


Marly de Fátima Gonçalves Tavares Biezus.
Profa. Dra Aparecida Feola Sella (Unioeste - Orientadora)

15h45 – 16h00: Polifonia na entrevista de Décio Pignatari


Vanessa Raini de Santana (PIBIC/CNPq/Unioeste)
Aparecida Feola Sella (Unioeste - Orientadora)

16h00 – 16h15 Funções do Operador Argumentativo e em Crônicas de Arnaldo


Jabor
Graziele Boff (Mestrado – Unioeste)
Profa. Dra. Aparecida Feola Sella (Unioeste - Orientadora)

16h15 – 16h30: O monóculo crítico de Eça de Queirós em A Relíquia


Vanessa Micheli Faraom (UDC – FACEMED)

16h30 – 16h45: A relação de poder entre Fabiano e o Soldado Amarelo em


comparação com a forma estatal da Constituição de 1937
Rafael Felipe Prais (Unioeste)
Prof. Dr. Stéfano Paschoal (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)

16h45 – 17h00: Interdisciplinaridade: a guerra de canudos e Os Sertões de


Euclides da Cunha
Jael dos Santos (Unioeste)
Prof. Dr. Stéfano Paschoal (Unioeste/Mal. Cândido Rondon - Orientador)
112
SALA 50 - BLOCO 2 - 2º.PISO

13h30 – 13h45: A leitura sob o ponto de vista dos alunos e professores da Escola
Estadual Dom Carlos Eduardo
Adeonilde Gregorini Chiamenti (Unioeste –PDE)
Greice da Silva Castela (Unioeste – orientadora)

13h45 – 14h00: Letramento: leituras


Aparecida Ellen dos Santos Cipriano (Unica - União de Ensino Superior de Cafelândia)
Marly de Fátima Tavares Biezus (Única - União de Ensino Superior de Cafelândia -
Orientadora)

14h00 – 14h15: A Maior Flor do Mundo, de Saramago: uma experiência de


trabalho com uma turma de segunda série do ensino fundamental do município de
Cascavel
Camylla Galante (Unioeste /Cascavel)
Rosana Becker (Unioeste/Cascavel – Orientadora)

14h15 – 14h30: Concepções de escrita em Planos de Trabalho Docente de Língua


Portuguesa
Mônica Cristina Metz (UEM)

14h30 – 14h45: A alfabetização, o letramento e a inelegibilidade decorrente de


disposição constitucional
Mônica Engelmann (Unioeste)

14h45-15h00: Gêneros textuais em oficinas de formação continuada


Rosiane Moreira da Silva Swiderski (Unioeste)
Greice da Silva Castela (Unioeste/ PG - UFRJ - Orientadora)
Elenita Conegero Pastor Manchope (Unioeste - Orientadora)
Ruth Ceccon Barreiros (Unioeste - Orientadora)

INTERVALO (15h00 – 15h15)

15h15 – 15h30: Gênero Discursivo Mangá: um percurso por sua história


Kaline Cavalheiro (Unioeste)
Rosana Becker (Unioeste - Orientadora)

15h30 – 15h45: Gênero discursivo mangá: uma reflexão sobre sua recepção no
Brasil
Amanda Bordin (Unioeste)
Rosana Becker Fernandes (Unioeste – Orientadora)

113
15h45 – 16h00: A nova Mônica
Douglas Corrêa da Rosa (Unioeste)
Verônica de Jesus de Lima Ávila (Unioeste)
Rosana Becker (Unioeste – Orientadora)

16h00 – 16h15: O resumo acadêmico como instrumento para a constituição da


escrita na formação docente inicial
Rubia Mara Bragagnollo (UEM)
Prof. Dr. Renilson José Menegassi (Orientador)

16h15 – 16h30: O gênero propaganda na formação continuada de docentes


José Vinicius Gouveia Torrentes (PG-Unioeste / Bolsista Seti)
Greice da Silva Castela (Unioeste/ PG – UFRJ - Orientadora)
Elenita Conegero Pastor Manchope (Unioeste - Orientadora)
Ruth Ceccon Barreiros (Unioeste - Orientadora)

16h30 – 16h45: Encaminhamentos didáticos adotados para o trabalho com a


disciplina leitura e produção textual do curso de letras
Fernanda Lünkes (Unioeste – Cascavel)
Rosana Becker (Unioeste/Cascavel - Orientadora)

16h45 – 17h00: O letramento no ensino de língua portuguesa: estratégias para a


formação do cidadão
Tatiana de Medeiros Canziani (IFPR)

SALA 51- BLOCO 2 - 2º PISO

13h30 – 13h45 O texto como objeto de ensino e aprendizagem


Margarete Aparecida Nath (Unioeste/PDE)
Terezinha da Conceição Costa-Hubes (Unioeste - Orientadora)

13h45 – 14h00: Uma experiência de ensino com a linguagem publicitária


Liliane Alcântara (Unioeste)
Rosana Becker Fernandes (Unioeste - Orientadora)

14h00 – 14h15: Diagnose de erro e ensino.


Nilse Dockhorn Hitz (Col. Est. Mal. Gaspar Dutra)

14h15 – 14h30: El español coloquial en Shrek I


Dari José Klein (Unioeste/Toledo)

114
14h30 – 14h45: O brincar como recurso de aprendizagem
Jocielly Marques de Oliveira Citon (Unioeste)
Greice da Silva Castela (Unioeste - Orientadora)
Ruth Ceccon Barreiros (Unioeste - Orientadora)
Elenita Conegero Pastor Manchope (Unioeste - Orientadora)
14h45-15h00: O Pedagogo na Brinquedoteca Hospitalar
Adriane Wengrad (Unipar)
Mayara Leilane Hohnke (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar - Orientadora)

INTERVALO (15h00 – 15h15)

15h15 – 15h30: A Brinquedoteca Hospitalar e sua função no Hospital


Aline Cristina Eger de Melo (Unipar)
Dione Maria de Col Bomfim (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar - Orientadora)

15h30 – 15h45: A criança e sua relação com a Brinquedoteca Hospitalar


Cátia dos Santos Rodrigues Morgenstern (Unipar)
Vanessa Mafort (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar - Orientadora)

15h45 – 16h00: O lúdico na Brinquedoteca Hospitalar


Juliana Cristina Ribeiro (Unipar)
Patrícia Siveres (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar - Orientadora)

16h00 – 16h15: Pedagogia Hospitalar e sua atuação na brinquedoteca hospitalar


Márcia Elaini Luft (Unipar/Toledo)
Mônica Brandt Kochen (Unipar/Toledo)
Noeli Pufal Schula (Unipar/Toledo - Orientadora)

16h15 – 16h30: A atuação do Pedagogo na Brinquedoteca Hospitalar


Alessandra Venancio Justino (Unipar)
Valdirene Aparecida Souza Nicola (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar - Orientadora)

16h30 – 16h45: Formação do homem brasileiro: vida social, linguagem e negócios


Antônio Kaminski Alves (FVJ - Faculdade do Vale do Jaguaribe)

16h45 - 17h00: A criança na brinquedoteca hospitalar


Andressa Bezen (Unipar)
Bruna Heloísa Inocêncio (Unipar)
Noeli Pufal Schulz (Unipar/Toledo - Orientadora)
115
116
1